18 dezembro 2018 CHARGES

JORGE BRAGA

17 dezembro 2018 CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

LUIZ PEIXOTO – FORTALEZA-CE

Caro editor da mais controversa gazeta intergalática,

será possível postar essa pequena homenagem natalina??

 

PRIMEIRO SONETO – Raimundo Correia

Tudo passa no mundo. O homem passa
Atrás dos anos sem compreendê-los;
O tempo e a dor alvejam-lhe os cabelos,
À frouxa luz de uma ventura escassa.

Sob o infortúnio, sob os atropelos
Da dor que lhe envenena o sonho e a graça,
Rasga-se a fantasia que o enlaça,
E vê morrer seus ideais mais belos!…

Longe, porém, das ilusões desfeitas,
Mostra-lhe a morte vidas mais perfeitas,
Depois do pesadelo das mãos frias…

E como o anjinho débil que renasce,
Chora, chora e sorri, qual se encontrasse
À luz primeira dos primeiros dias.

17 dezembro 2018 CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

ARTHUR JORGE COSTA PINTO – SALVADOR-BA

Prezado Luiz Berto,

Desejo-lhe de coração um Feliz Natal e um Ano Novo de muita paz, plena saúde e grandes realizações extensivo à todos os seus.

Jamais poderia encerrar este ano sem agradecer-lhe pelas oportunidades que me deu durante 2018 na publicação de meus artigos no seu Blog.

Afetuoso abraço do baiano,

R. Você não tem nada que agradecer, meu caro.

Aqui os leitores é que mandam.

Continuam usando à vontade este espaço aberto e democrático.

Tudo em dobro pra você!!!

O ENORME CUSTO J&F

Carnes, finanças, celulose, moda. Seu Zé Mineiro e os filhos abraçam um enorme império rentável, apesar de distribuir tanto dinheiro no meio político para viabilizar, ou rentabilizar seus negócios. Fiquei impressionado com a soma “doada” para Aécio Neves. Segundo o jornal Valor Econômico edição de 11/12/2018, na campanha de 2014 os Batista entregaram, por via legal ou caixa dois, um total de R$ 128 milhões para o então candidato do PSDB.

Apenas para referência do valor passado para Aécio no ano de 2014, a JBS uma das empresas de capital aberto do Grupo J&F teve lucro de R$ 2,035bilhões registrado no seu balanço. Neste ano, valor equivalente a 6% do lucro da companhia foi entregue ao candidato derrotado. Não é pouco dinheiro.

Posso imaginar que houve também doação generosa para os velhos companheiros do PT que ao longo dos três mandatos anteriores colaboraram bastante para a expansão dos negócios da J&F. Matéria publicada na revista Época de 16 de abril de 2018 dizia: “Em um intervalo de dez anos, de 2005 a 2014, por exemplo, o BNDES despejara R$ 10 bilhões na empresa dos irmãos Batista, usando critérios questionáveis” Outro Petrolão que ainda está para ser desvendado.

Matéria da EBC de maio de 2017: “De acordo com Ricardo Saud, em 2014, o total em dinheiro repassado por meio de pagamentos dissimulados alimentou as campanhas de 1.829 candidatos. Destes, 179 se elegeram deputados estaduais em 23 unidades da federação e 167, deputados federais por 19 partidos. Apostavam em um bom relacionamento com prováveis candidatos eleitos”. Por essa conta a bancada J&F representava 1/3 da Câmara Federal.

Todos os brasileiros sabem que existe um custo não aparente para se manter qualquer negócio funcionando no nosso País Tropical. Desde uma pequena birosca no interior que vive às turras com fiscalização e é forçada a “molhar a mão” da autoridade, passando pelos micronegócios nas grandes cidades, onde além da fiscalização predatória, existem outros tipos de custos derivados da insegurança (milícias por exemplo), até as grandes companhias que são forçadas a manter uma contabilidade paralela para sustentar a enorme cobiça da máquina pública e outras vias de extorsão. Criar dificuldade para vender facilidade tem dado certo desde que Cabral chegou por aqui.

Quando vejo os números apresentados nas matérias dos jornais fico pensando no enorme volume que circula fora da contabilidade e dos registros dos órgãos oficiais. Temos um PIB paralelo impressionante e o enorme desafio de desarmar essa armadilha que coloca na informalidade, ou ilegalidade, uma boa parcela da nossa economia. É possível, por exemplo, descobrimos R$ 51milhões em espécie custodiados num apartamento humilde em Salvador. Com a taxa básica de juros de hoje, manter essa bufunfa parada no apê, custa R$3,3 milhões por ano. Nenhum cidadão que tenha juízo deixaria essa bolada adormecida naquele cafofo. Mas, por necessidade de permanecer fora do sistema legal Geddel tinha que pagar esse preço.

Burocracia, corrupção, insegurança, infraestrutura. Tanta coisa para os empresários vencerem além dos riscos do próprio negócio. Com todos esses obstáculos é fácil explicar porque o pessoal da J&F e outros adotam esse método perigoso e caro de facilitar os negócios.

E o Brasil precisando de desenvolvimento e empregos.

17 dezembro 2018 DEU NO JORNAL

É UM FEDOR DA PORRA

O Tribunal de Contas da União investiga a transferência irregular de mais de R$ 2,1 bilhões dos cofres públicos do Brasil para a empresa cubana Cimab S/A, controlada pela ditadura, desde o ano de 2004, no governo Lula, até 2017.

Do total, R$ 1,35 bilhão se referem a suposta compra do medicamento alfaepoetina humana recombinante.

O acordo, com a Bio-Manguinhos, da Fiocruz Vacinas, previa a transferência da tecnologia, mas isso nunca foi feito.

Sem contar outras irregularidades.

O relator no TCU, ministro Augusto Nardes, recomenda rescindir o contrato e mudar de fornecedor. Ele aponta nove irregularidades.

O montante investigado inclui verba da construção de um centro de produção de medicamentos no Brasil, que jamais saiu do papel.

O TCU diz que nem sequer há termos aditivos no contrato do Ministério da Saúde com a cubana Cimab S.A. E está sendo pago até hoje.

Não há prestação de contas da Bio/Manguinhos de verba do Ministério da Saúde repassada a Cuba mesmo sem a transferência de tecnologia.

* * *

É dinheiro pra militante zisquerdista algum achar pouco.

E tudo tirado dos nossos bolsos, dos bolsos dos contribuintes brasileiros.

A quadrilhagem montada entre os governos do PT e a ditadura cubana é uma fossa inesgotável.

Quanto mais mexe, mais fede.

É uma catinga pra deixar amarela de vergonha até a militância vermêia!

Se ela tivesse vergonha, claro.

Bem enroladinhas, as bandeiras cubanas dão pra enfiar certinhas nos cus dos dois (que plural arretado!!!)

17 dezembro 2018 CHARGES

SPONHOLZ

17 dezembro 2018 AUGUSTO NUNES

PERDENDO TEMPO

* * *

A AUSÊNCIA DE MADURO

17 dezembro 2018 CHARGES

SPONHOLZ

SILÊNCIOS ABSTRATOS

No meu espaço desmedido, por desmesurado que é em relação à pequenez que me acompanha, deixo-me envolver na dureza que o concreto propicia, deparando-me, quando em vez, com todos os silêncios abstratos que povoam minha alma. Nessas terras de rara existência e pouquíssimos sonhos percebo que a poesia areja e arejará a alma das pessoas, que o verso limpa o coração dos homens ensejando-lhes sentimentos bons. A pedra do silêncio continuará sendo pedra, imóvel enquanto alguém não a chute, muda, mas que pode ser bem lavada, limpa, embora continue silenciosa, mas abstraída do ruim. Se assim for, de tão bonita, ninguém ousará atirá-la contra alguém. De tão silenciosa e serena calará nos homens os sentimentos maus. E pedras deixarão de ser atiradas. Chegará o dia?

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17 dezembro 2018 CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

JOSUÉ MEDEIROS – BELO HORIZONTE-MG

Amigo Berto,

Isto é muita maldade.

Estão querendo sacanear o pobre prisioneiro de Curitiba.

Tremenda sacanagem!!!

 

17 dezembro 2018 DEU NO JORNAL

QUEM GANHOU

J.R. Guzzo

Está havendo muito espanto, e até bem mais do que isso, cada vez que o novo presidente Jair Bolsonaro anuncia algum nome para o ministério ou o primeiro escalão do seu governo. Alguns, para dizer a verdade, são aceitos sem muita conversa – gente para o Banco Central, o Ministério da Infraestrutura, a chefia do Tesouro Nacional etc., mesmo porque boa parte do público nem sabe que existe um Tesouro Nacional. São coisas sérias, chatas e, fora os próprios interessados nos cargos, quem vai discutir para valer por um negócio desses? Não dá bem para ver, realmente, nenhuma briga de foice por causa do novo secretário-geral adjunto da Fazenda, por exemplo, ou algo parecido – também não se veem, nesses casos, amizades íntimas que explodem, rixas de morte dentro das famílias ou bloqueios tempestuosos no Facebook, como se tornou praxe na campanha eleitoral. Mas assim que aparece uma nomeação mais vistosa, daquelas que mexem com os chamados “grandes temas nacionais”, o tempo fecha. Os surtos de irritação, impaciência e nervosismo que têm acompanhado o anúncio dos nomes se concentram, até agora, numa questão básica: como é que foram escolher um sujeito desses? O novo ministro das Relações Exteriores, por exemplo, foi descrito pelos cientistas políticos praticamente como um doente mental. O da Educação se viu mais ou menos acusado de acreditar que a Terra é plana. A ministra “da Mulher”, ou coisa que o valha, é outro objeto de assombro.

O que está acontecendo? A resposta é: não está acontecendo nada. Ou melhor, está acontecendo exatamente aquilo que tinha de acontecer. No último dia 28 de outubro, o deputado Jair Bolsonaro ganhou as eleições para presidente da República e, dali por diante, passou a escolher para o governo o tipo de pessoa que o seu eleitorado quer ver lá – ou, pelo menos, as pessoas que ele imagina serem as mais capazes de fazer as coisas que prometeu aos 58 milhões de brasileiros que votaram nele. Forçosamente, se você não gosta do que Bolsonaro propôs para o Brasil do começo ao fim de sua campanha eleitoral, e em seus trinta anos de vida pública, também não pode gostar das figuras que ele tem escolhido para ajudar no governo. Não há outro jeito. Como poderia haver? Se o novo presidente estivesse colocando nos ministérios figuras aplaudidas, aprovadas ou aceitáveis por quem votou contra ele, alguma coisa estaria profundamente errada na história toda. Quem está contra Bolsonaro, e há muita gente contra, tem mais é que não gostar mesmo das escolhas feitas por ele. Quem tem de gostar são os que estão a favor do novo presidente – e há mais gente a favor do que contra, razão, aliás, pela qual é Bolsonaro, e não Lula, quem está nomeando os ministros. Fazer o quê, a esta altura? Esperar que o governo comece, só isso. Aí, sim – se os escolhidos não fizerem o que foi combinado na campanha, ou fizerem mal, haverá toda a razão para dizer que suas nomeações foram um desastre.

O ministro nomeado para o Itamaraty, Ernesto Araújo, ilustra bem esse curioso descompasso entre o resultado da eleição e a condenação do ministério de Bolsonaro pela crítica. Araújo acha que o Brasil deve ter os Estados Unidos como o principal aliado em suas relações exteriores. Não gosta de Cuba, da Venezuela nem de ditaduras africanas, tampouco de que recebam dinheiro de presente do BNDES. Desconfia de toda essa constelação internacional de doutrinas que vê com alarme o agronegócio no Brasil, quer que os países abram suas fronteiras à imigração ou imagina um mundo governado por comitês da ONU e burocracias do mesmo gênero. Mas não é justamente tudo isso que o eleitorado de Bolsonaro espera de um novo Itamaraty? Os brasileiros que gastarão 20 bilhões de dólares em viagens ao exterior em 2018 vão para os Estados Unidos e o mundo capitalista, não para a Guiné Equatorial ou a Faixa de Gaza – quem gosta desses lugares é o ex-chanceler Celso Amorim, só que ele está do lado que perdeu. A população, na verdade, nem sabe quem é esse Araújo; o que sabe, isso sim, é que os Estados Unidos dão mais certo que a Palestina. Se o novo ministro também acha isso, ótimo.

Da mesma forma, criou-se grande escândalo em torno da ministra Damares Alves – ela é contra o aborto, acha que há meninos e meninas, e não “meninxs”, e é a favor do ensino religioso, que existe no Brasil desde o padre Anchieta. O novo ministro da Educação é considerado um homem da Idade da Pedra por ser contra a escola “com partido” – e assim por diante. Queriam o quê? Outro ministério, agora, só com outra eleição.

17 dezembro 2018 DEU NO JORNAL

E AS CONTAS DO PT?

FRASES ANÔNIMAS BEM-HUMORADAS

“Quando a gente acha que tem todas as respostas, vem a vida e muda todas as perguntas.”

“Não tenha medo de pensar diferente dos outros. Tenha medo de pensar igual e descobrir que estão todos errados.”

“A vida é muito curta para fazermos tantas coisas que não gostamos e gostarmos de tantas coisas que não fazemos.”

“Algumas vezes, é preciso coragem para falar; outras vezes é preciso coragem para não dizer nada.”

“Iniciar um novo caminho assusta, mas depois de um tempo percebemos que era mais perigoso permanecer parado.”

“Vivemos na terra onde se cochicha o elogio e se berra o insulto.”

“Nessas de uma mão lava a outra, sempre quando chega minha vez a água acaba.”

“A zona de conforto é um lugar maravilhoso, pena que nada cresce lá…”

“Na vida nada acontece por acaso: quando achamos que perdemos algo, ganhamos outro. Mas só percebemos isso quando este algo deixou de ter importância.”

“Há momentos onde o silêncio é tão importante que, só em falar nele, transgredimos o seu intento!”

“Quem chega ao fundo do poço precisa lembrar que o fundo é o melhor lugar do poço para se tomar impulso.”

“Talvez, o interessante da vida, seja saber que não sabemos absolutamente nada, e que muito provavelmente, nem tenhamos tempo para entender tudo.”

“Ter ansiedade não é querer passar a carroça na frente dos bois. Ter ansiedade é pegar os bois, a carroça, colocar tudo nas costas e sair correndo na ilusão de chegar mais rápido.”

“Tentar adquirir experiência apenas com teoria é como matar a fome tão somente lendo o cardápio.”

“A vida é irônica. É necessário tristeza para saber o que é felicidade, barulho para apreciar o silêncio, e ausência para valorizar a presença. “

“Depressão é quando você não liga muito para nada. Ansiedade é quando você liga muito para tudo. Inferno é quando você vive os dois.”

“Tirando minha condição física, psicológica, o estresse e a falta de dinheiro… nunca estive tão bem!.”

“A felicidade é uma lasanha, quanto mais você abre o forno, mais ela demora a ficar pronta. Desista da ansiedade e deixe cozinhar.”

“Em vez de se perguntar por que as mesmas coisas sempre acontecem com você, pergunte-se por que você sempre escolhe os mesmos caminhos.”

“Quando você se sentir sozinho… lembre-se, que há milhões de bactérias que vivem em seu corpo, e para elas, você é o mundo!”

17 dezembro 2018 CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

MANUEL DE PAULA – CUIABÁ-MT

Grande Editor Bestânico:

Tá chegando a hora!!!!

Falta menos de uma quinzena.

E vamos que vamos!!!!!

Um grande abraço.

A JUVENTUDE TRANSVIADA DE JAMES DEAN

Às 17h45min de um dia como outro qualquer, apesar do crepúsculo e o brilho do sol poente que deslumbrava no horizonte, em 1955, o ator JAMES DEAN, de apenas 24 anos, MORRIA EM UM ACIDENTE DE CARRO, na Califórnia, quando o seu Porsche que tinha o apelido de “Little Bastard” (“Pequeno Bastardo”), atingiu um Ford Sedan em um cruzamento. O motorista do outro carro, o estudante de 23 anos, Donald Turnupseed, estava atordoado após o acidente, mas, praticamente, sem ferimentos. No trágico dia, o filme VIDAS AMARGAS (1955), estrelado por Dean, era um sucesso nos cinemas. Depois de sua morte, ainda seriam lançando dois filmes póstumos: JUVENTUDE TRANSVIADA (1955) e ASSIM CAMINHA A HUMANIDADE (1956). Apesar de ser jovem e iniciando a carreira, DEAN estava no caminho para o estrelato, e o acidente o transformou em uma lenda. Ele é considerado um ícone cultural, como personificação da rebeldia e angústias da juventude da década de 1950.

Dean viajava para uma corrida de carros em Salinas junto com o seu mecânico, o alemão Rolf Wütherich, que ficou gravemente ferido e, após se recuperar, jamais falou sobre a tragédia. DUAS HORAS ANTES, O ATOR TINHA SIDO MULTADO POR EXCESSO DE VELOCIDADE. Batizado de “O REBELDE DA AMÉRICA” por Ronald Reagan também ator e mais tarde presidente dos Estados Unidos, Dean morreu na hora, em decorrência de várias lesões graves, incluindo uma fratura de pescoço. A beleza e a atitude rebelde, desafiadora e ao mesmo tempo vulnerável e angustiada ajudaram a definir a juventude do pós-guerra.

Dean era um apaixonado por velocidade. Porém, testemunhas alegam que DEAN não estava correndo no exato momento do acidente, e que o outro carro poderia estar rápido. Contudo, o brilho do sol ardente pode ter impedido Turnupseed de ver o Porsche chegando… Talvez não haja no mundo alguém tão simbólico quando se fala em “REBELDIA JUVENIL”. Sua imagem e sua aura de garoto revoltado, flertando com o perigoso mundo marginal, com um cigarro aceso entre os dedos, tornou-se um modelo para gerações mundo afora. E até Michael Jackson se inspirou no ator: a jaqueta vermelha do clipe de BEAT IT é uma referência óbvia ao famoso figurino de DEAN no filme JUVENTUDE TRANSVIADA, seu maior clássico entre os três longas-metragens épicos que estrelou entre 1954 e 1955.

No início dos anos 50, atuou em vários filmes, mas seu estrelato só veio após o estrondoso sucesso alcançado por suas atuações em “Juventude Transviada”, de 1955(o título original do filme denomina-se REBEL WITHOUT A CAUSE, traduzido para o português, REBELDE SEM CAUSA. Só que no Brasil, ele ficou com a denominação de JUVENTUDE TRANSVIADA. Logo em seguida vieram “Vidas Amargas”, de 1955, e “Assim Caminha a Humanidade”, de 1956, tendo os dois últimos lhe valido indicações ao Oscar de Melhor Ator. Sua morte repentina, aos 24 anos, quando seu carro Porsche se chocou com outro veículo, associada ao prestígio obtido por suas ótimas performances em seus últimos filmes, o transformou num dos maiores mitos de Hollywood.

Por muito pouco JAMES DEAN não atuou em um filme de faroeste que já tinha sido o escolhido pelo escritor e diretor Gore Vidal para protagonizar o filme de cawboy UM DE NÓS MORRERÁ no papel de Billy the Kid. Conforme nos conta o cinéfilo Darci Fonseca, Vidal sonhava com James Dean como protagonista. Dean, porém, estava preso às filmagens de “ASSIM CAMINHA A HUMANIDADE” que se prolongaram acima do esperado e PAUL NEWMAN foi então convidado para substituir James Dean. O teleteatro “The Death of Billy the Kid” foi ao ar na noite de 24 de julho de 1955, obtendo êxito de público. Por ser exibida na televisão o ator William Bonney não foi mostrado como homossexual conforme Vidal deixara evidente em seu texto. Em 1957 a Warner Bros adquiriu os direitos de “The Death of Billc the Kid” escalando o roteirista Leslie Stevens para reescrever a peça de Gore Vidal. O WESTERN baseado no teleplay foi intitulado “The Left Handed Gun” (O Pistoleiro Canhoto), recebendo o título brasileiro de “UM DE NÓS MORRERÁ”.

Em janeiro de 1951, Dean tinha decidido abandonar as aulas e entrar totalmente em Hollywood, onde daria seus primeiros passos em representações teatrais exibidas pela televisão, onde dividiu palco com Natalie Wood, sua futura companheira de elenco em “Rebelde sem causa”. Muitos se perguntam o que teria sido de Dean se tivesse vivido mais. Há quem acredite que teria tido uma carreira como a de Marlon Brando ou Cary Grant. Ou que talvez teria optado por se envolver profissionalmente no mundo das corridas de carros que tanto amava. Ou que teria aberto o caminho para muitos ao tornar pública sua suposta homossexualidade. Mas James Dean viveu e morreu de acordo com sua própria filosofia, com frases que entraram para o imaginário de Hollywood como “a gratificação vem ao fazer, não com os resultados”. Além da célebre “sonhe como se fosse viver para sempre e viva como se fosse morrer hoje”. Na época, enquanto o outro rebelde lançou a camiseta também no cinema, quem? MARLON BRANDO!!! Viva os REBELDES!!! Ele, James Dean , também inventou moda: as pessoas usam Jeans porque ele “EXISTE”!!! Não, ele não inventou o Jeans… Mas basicamente lançou no cinema…

Aproveitando a deixa, eis um sucesso Inesquecível, uma música belíssima na linda voz do brasileiro LUIZ MELODIA, intitulada JUVENTUDE TRANSVIADA que tem o mesmo nome do filme do norte-americano JAMES DEAN. Curta aqui, este clipe!!!

17 dezembro 2018 A PALAVRA DO EDITOR

MANCHETE MINEIRA

Esta é pra começar bem o nosso expediente de segunda-feira.

Trata-se de uma manchete que foi publicada no Diário de Teófilo Otoni, a progressista cidade mineira.

Uma excelente semana pra toda comunidade fubânica!

 

17 dezembro 2018 CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

WILTON CARVALHO DE MENEZES – VITÓRIA-ES

Boa noite Berto.

Mais uma fuleiragem para você publicar nessa respeitável gazeta.

Trata-se de caso acontecido, no ano de 1972, com um grupo de estudantes de Agronomia, da Escola agronômica da UFBa, de Cruz das Almas, Ba.

* * *

PADRE JULIÃO

Era um autêntico revolucionário, pregava o fim das oligarquias e a reforma agrária. Seguidor incontestável de Francisco Julião, líder comunista das Ligas Camponesas do Nordeste Brasileiro, era inimigo ferrenho dos milicos no poder.

De nacionalidade Belga, nunca ficamos, sabendo ao certo, o seu nome. Cabo que, o apelidou de Julião.

Conhecemos o Padre Julião numa bodega na localidade do Pumba, periferia de Cruz das Almas.

Estava sentado num tamborete, com a batina amarrada na altura da cintura, degustando um cachaça de folha com tira-gosto de passarinha assada.

Gostava de frequentar as periferias, ao que tudo indicava, segundo Cabo, para arregimentar seguidores para a sua revolução.

Tinha conta em quase todas as bodegas e quitandas que frequentava. Desconfiávamos que no final ele nada pagava, pois nunca o vimos enfiar a mão nos bolsos da batina, se é que batina tem bolsos.

Certa feita num desses encontros casuais, demos com o pároco numa venda na vizinhança do Posto Sanca, onde fizemos um farra memorável, que se estendeu, até altas horas, quando até o sacerdote cantou.

Saímos de lá quando o dia já estava amanhecendo, ou seja, pegamos o sol com a mão.

Ao chegarmos no centro da cidade, resolvemos ir rebater a bucha no bar de Barrão, que apenas tinha levantado as portas.

Para iniciar mandamos preparar um litro de batida de limão.

Quando já estávamos meiando o litro, Barrão começou a baixar as portas, deixando a meio pau.

Saímos para ver o porquê do fechamento do estabelecimento comercial e logo vimos um féretro, que vinha da praça da matriz para o cemitério local.
Ficamos enfileirados na porta do bar, para reverenciar o cortejo. Gano, com o violão numa mão e um copo na outra. Cada um dos demais; Alicate, Violeta, Cabo, Jotabê, Jerimum e eu, empunhando um copo de batida.

Para nossa surpresa, divisamos logo na frente, puxando a multidão, o Padre Julião, de quem há poucas horas havíamos nos despedido. Devia estar com uma ressaca retada, pois havia bebido conosco a noite toda.

Passou bem ali, na nossa frente e nós acenando para ele, que não nos dava a menor confiança. Por pouco, Jerimum não acompanhou o enterro para pegar na alça do caixão.

Bom, voltamos para a nossa atividade etílica e perto do meio dia, rumamos para a Escola, onde almoçaríamos, antes porém, passando em Tonha Gorda, para uma saideira.

17 dezembro 2018 CHARGES

S. SALVADOR

FALCÃO: BONITO, LINDO E JOIADO – UM DISCO IMPAGÁVEL À REVELIA DA MÍDIA

Só Porque Ninguém Ouviu Não Significa Dizer Que Eu Não Disse a Besteira. (Falcão)

Pegando carona na informação trazida a público pelo cronista, poeta, compositor, letrista, violonista e honroso colunista do Jornal da Besta Fubana (JBF), Marcos Mairton, sendo confirmado pelo parceiro e produtor de Falcão Tarcísio Matos, no programa Leruaite da TV Ceará, de que em l991 a revista Rolling Stones, versão brasileira, escolheu o bardo Falcão como segundo melhor compositor do Brasil pelo LP Bonito, Lindo e Joiado, perdendo apenas para “Circuladô de Fulô”, de Caetano Veloso. E em 1992, a mesma publicação, segundo o mesmo colunista, Falcão foi escolhido de novo como segundo melhor compositor do Brasil, com o LP O Dinheiro não é Tudo, Mas é 100%, desta vez perdendo para o LP “Cabeça Dinossauro”, dos Titãs. Aproveito o ensejo para trazer à luz um fato histórico ocorrido aqui no Recife, Venérea Brasileira, quando o brega-cult Falcão, em 1993, amuntado no estrondoso sucesso de “I’m Not Dog No” (versão inglesa macarrônica de “Eu Não Sou Cachorro, Não”), do brega-porrada, Waldick Soriano, esteve no programa Super Manhã, do comunicador da maioria Geraldo Freire, âncora, e o saudoso parceiro, médico e radialista Fernando Freitas, para uma entrevista antológica naquele dia.

Durante aquela entrevista, que foi um estrondoso sucesso de audiência, Geraldo Freire, mais escrachado do que Zé Rola Grande, um gramofoneiro comunitário de Chã de Alegria-PE, dirigindo-se ao brega-cult Falcão, não perdeu a oportunidade e perguntou:

– “Falcão, como é que um LP tão bosta, tão merda como esse teve uma produção tão impecável e é um sucesso de vendas tão da porra?!”

Ao que Falcão, escrachado, gozador, genial e bem humorado como sempre, respondeu na bucha para greia geral dos ouvintes:

– “Para você ver, Geraldo, que até a bosta quando bem produzida, cheira!”

Durante o mesmo programa uma fã perguntou a Falcão se ele havia vertido “Eu Não Sou Cachorro, Não” para aquele inglês macarrônico para se amostrar.

Ácido, sarcástico e bem humorado, Falcão respondeu na bucha:

– Não! Que havia traduzido a obra-prima de Waldick Soriano para o inglês para mostrar aqueles chifrudos que no Brasil há um cantor romântico, compositor e poeta brega melhor do que o espalhafatoso Rod Stewart, do Reino Unido, o maior corno britânico de todos os tempos, só perdendo para o Príncipe Charles, o sujeito de maior mau gosto do mundo, nas palavras precisas do gênio de Taperoá, Ariano Suassuna.

Semana antes da entrevista no Programa Super manhã da Rádio Jornal AM, o Jornal do Commercio publicou uma resenha antológica assinada pelo saudoso jornalista Herbert Fonseca no Caderno C, página inteira: “Um Disco Impagável à Revelia da Mídia”, sobre o LP Bonito, Lindo e Joiado, que infelizmente se encantou antes do tempo previsto pela natureza, via mistério do suicídio injustificável que a ciência até hoje não possui uma resposta plausível para essas tragédias pessoais.

Autor da biografia “Caetano – esse cara”, Editora Revan: 1993, o jornalista Herbert Fonseca não economizou adjetivos para louvar a obra-prima do bardo Falcão que, junto com seu parceiro e comparsa Tarcísio Matos, abalou a estrutura da já capenga MPB com melodias, letras e arranjos cearensês de fazerem inveja ao maestro brega-corno norte-americano Ray Conniff. No mesmo ano, para a felicidade geral da falconete Eva Gina, o hebdomadário, O Papa-Figo, editado por Emanoel Bione e José Telles, colunista musical do Jornal do Commercio, publicou uma entrevista antológica com Falcão caracterizado numa charge cheia de chifres na cabeça: “Uma Entrevista Pra Corno Nenhum Botar Defeito”, onde o bardo cearense responde que “Só é Corno Quem Quer”, título de uma pérola de sua autoria e de Tarcísio Matos, uma das faixas do LP Bonito, Lindo e Joiado. Segundo Falcão na justificativa: “Tratado ontológico do bicho chifre que orna a caixa craniana de seres passionais e impassionais. Tentamos fazer um painel didático com todas as modalidades de cornagem que se tem notícia, bem como suas consequências mais imediatas. O primeiro chifre a gente nunca esquece!”

17 dezembro 2018 DEU NO JORNAL

NO TÚMULO EGIPCIO

O túmulo de um sacerdote que remonta a mais de 4.400 anos foi descoberto em Saqqara, perto do Cairo, por uma missão arqueológica egípcia, anunciaram neste sábado (15) as autoridades do Egito.

O túmulo, do sacerdote chamado “Wahtye”, data da 5ª dinastia (entre 2.500 e 2.300 a.C), durante o reinado de Neferirkare, de acordo com o Ministério das Antiguidades egípcio.

* * *

Segundo apurou o Departamento de História Egípcia do JBF, lá dentro deste túmulo tava cheio de militantes lulo-petistas.

Tinha bem uns 13 mil.

Especialista aponta militantes do PT encontrados no túmulo egípcio

CORRESPONDÊNCIA CURIOSA

No último final de semana, recebi uma carta da Maria Eduarda Silveira de Moura que me tocou bastante, deixando-me com aquela sensação de que nem tudo, neste mundão de Deus, está entregue às baratas, tampouco aos bufões da inveja e da mediocridade. Nas considerações generosas sobre o que escrevo neste Jornal da Besta Fubana, sempre esplendidamente coordenado pelo aplaudido escritor Luiz Berto, a Maria Eduarda me fez algumas perguntas, próprias de uma universitária que tem a cabeça muitos furos acima da reinante jumentalidade de terceiro grau. Alguns dos seus questionamentos:

1. Como você recebe os elogios e as críticas?

R. Seria um hipócrita se respondesse “da mesma maneira”. Os elogios e as críticas são acolhidos de modos diferentes, dependendo dos níveis culturais dos formuladores. Li, certa feita, que “a autoestima é a experiência de ser competente para lidar com os desafios básicos da vida e de ser digno da felicidade”. E entendi porque certas pessoas são incapazes de elogiar ou criticar de uma maneira construtiva, nunca complexada. Porque desconhecem as seis práticas da construção de uma autoestima de bom calibre, capaz de arrostar a fúria de poderosos, nanicos e amacacados: a prática de viver conscientemente, enfrentando a realidade, ainda que desagradável; a prática da auto-aceitação, assumindo falhas e atuações incompletas, sem jamais se repudiar; a prática do senso de responsabilidade, conservando a consciência das escolhas e ações, sendo ainda responsável pelo próprio bem-estar; a prática da afirmação, sendo autêntico nas relações interpessoais, respeitando valores e contextos sociais; a prática do viver objetivamente, estruturando o comportamento em função de objetivos existenciais, monitorando os resultados; a prática da integridade pessoal, percebendo que trair seus valores é sabotar a própria consciência, tornando-a covarde ou ensandecida; e a convicção de ser, permanentemente, uma metamorfose incompleta ambulante, parafraseando o Raul Seixas, menestrel genial baiano.

2. As Universidades do amanhã brasileiro poderiam ser diferentes do agora?

R. Deverão ser amplamente diferentes, muito prevalecendo o qualitativo sobre o meramente quantitativo, a Universidade tornando-se ambiente onde se produzirá saber próprio de qualidade ímpar, além de multifacetária por derradeiro. Já diz o notável Cláudio de Moura Castro, de quem fui aluno-admirador, que se a população brasileira se se preocupasse com o nosso sistema educacional com a mesma ênfase com que se preocupa com a seleção brasileira, seguramente as coisas seriam muito diferentes para bem melhor.

3. Quais as características de um profissional que busca o reconhecimento público?

R. Integro, com muito orgulho, o Conselho Universitário da Universidade de Pernambuco, atualmente sob a batuta do atual reitor Pedro Falcão. Num contexto que se transmuta muito velozmente, num Pernambuco que deve sempre recordar as bravuras de um Frei Caneca e das mulheres de Tejucupapo, sem ficar “falando para o mundo”, cabe ao profissional que objetiva conservar seu conceito atentar para o continuado aperfeiçoamento dos seguintes atributos: uma autoconsciência elevada, para melhor compreensão dos seus pontos fortes e fracos; o hábito de solicitar avaliações construtivas, possibilitando a descoberta das potencialidades ocultas por desconhecimento, timidez ou frágil ousadia; uma continuada sede de aprender, favorecendo a ampliação da criatividade e do “enxergar” das novas oportunidades; um sólido respeito pelas diferenças, consolidando compreensões que transcendem bairrismos, ideologias e maniqueísmos ultrapassados; e consolidação continuada de uma visão de bailarino, consistindo num olhar concentrado num ponto adiante da partitura musical, percebendo-se atentamente inconcluso na própria performance, aprimorando sempre sua atuação em seu ambiente.

4. Qual sua inspiração cotidiana?

R. Como cristão kardecista, sempre tive, abaixo de Deus Pai, Jesus e Maria, uma admiração ferrenha pela caminhada de Paulo de Tarso, São Paulo, o “apóstolo dos gentios”, o formulador da teologia cristã, um torturador de cristãos que soube “levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima”, diferentemente de alguns que, derrotados, ficam remoendo passados que não mais voltarão, nem inventando amanhãs bem fundamentados. São Paulo mudou o pensamento das pessoas de tal maneira que alterou a história da humanidade. Para se conhecer Paulo de Tarso, recorre-se hoje a três fontes: o livro de Atos (NT), as cartas que ele escreveu e a tradição primitiva, esta última a menos confiável possível. Ele nasceu em Tarso, uma cidade grega situada no Mediterrâneo, onde atualmente é a Turquia e que possuía à época uma grande população judaica. Fariseu e filho de fariseu (At 23,6), sendo fluente em grego, hebraico e aramaico, tendo sido educado sob orientação de Gamaliel, famoso rabino do seu tempo. De família abastada, também possuía a cidadania romana. Era dotado de extraordinário intelecto, percepção espiritual e autodisciplina.

5. O senhor acredita em reencarnação?

R. Plenamente. A reencarnação fez parte do movimento cristão até o século VI da nossa era. Grandes vultos do cristianismo, como Clemente de Alexandria e Orígenes, a ensinavam. Em João 3, se encontra uma lição comprobatória da reencarnação. Colhemos os frutos de nossas ações para aprendermos melhor o que semear, para isso necessitando de vários retornos. Em Mateus 10, a recomendação do Senhor Jesus: “Curai os enfermos, limpai os leprosos, ressuscitai os mortos, expulsai os demônios. De graça recebestes, de graça dai.”

6. Como kardecista cristão, que leitura inicial recomendaria para um interessado?

R. Um livro-sementeiro recomendaria: Conheça o Espiritismo, Richard Simonetti, Brasília, FEB, 2018, 185 p. Um modo de se perceber Filho Amado de Deus, sem chiliques nem chorumelas, usando a fé e a razão, cada vez mais sendo batalhador por uma fraternidade universal, onde “sem caridade, não haverá salvação”.

Um abraço, Eduarda, pela atenção dispensada. Nordestinamente, continuarei sonhando com amanhãs planetários menos desumanos para milhões, esmagados que são pelos poderosos que, sempre gananciosos, jamais saberão declinar as ações relacionadas com a dignidade humana.

17 dezembro 2018 CHARGES

CLÁUDIO PAIVA

COINCIDÊNCIAS MUSICAIS

Cantora Vanusa

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Negro Gato“, composição de Getúlio Côrtes que Roberto Carlos gravou em LP no ano de 1966.


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