FRANK

TADEU ALENCAR – MANAUS-AM

Grande Berto,

Karl Marx, o autor de O Capital, o criador do comunismo, era mesmo um grande filho da puta.

Bote aí neste gazeta escrota pra todo mundo saber quem era este sujeito.

Obrigado, meu grande editor!

R. Caro leitor, você ainda não viu nada.

Por uma grande coincidência, depois que recebi esta sua montagem, um outro leitor, o Wilson Coriolano, da cidade de Cajazeiras, na Paraíba, me deu uma notícia muito mais bombástica ainda sobre o homem que pariu a teoria do comunismo para o mundo.

Veja só quem é que ele, Karl Marx, está apoiando pra candidato a presidente de Banânia nas próximas eleições.

Olhe quem está estampado na camiseta que Karl Marx usa na foto abaixo.

Vôte!!!

SPONHOLZ

POLÍTICOS QUERIAM EXERCER O MONOPÓLIO DO HUMOR

Numa tentativa de cercear a livre concorrência no mercado do humor, os congressistas incluíram na lei eleitoral uma regra de autoproteção. A sátira política foi proibida. Estabeleceu-se um monopólio. Nenhum humorista poderia ridicularizar os políticos, exceto os próprios políticos. Em decisão unânime, o Supremo Tribunal Federal derrubou, por inconstitucional, a proibição. Restabeleceu-se o ambiente de disputa entre os companheiros de profissão.

Celso de Mello, o decano da Suprema Corte, declarou em seu voto: “O riso deve ser levado a sério, pois tem papel de poderoso instrumento de reação popular e resistência social a práticas que configuram ensaio de repressão governamental e opressão do poder político.”

São palavras de alguém que sabe que o humor compreende tudo. O mau humor é que não compreende nada.

Num país engraçado como o Brasil, quando político vira piada e acha que pode regular o riso por meio de leis ordinárias, é sinal de que o humor adquiriu vida própria. Fica difícil distinguir os humoristas profissionais dos políticos amadores. Ambos fazem humor, mesmo que seja humor negro.

A diferença é que os profissionais matam de rir. Os outros matam de raiva.

YKENGA

UMA BRILHANTE PREVISÃO PARA A COPA DO MUNDO

Entrevistada pela equipe do Jornal da Besta Fubana, a ex-presid-Anta Dilma Roussef, deu sua opinião sobre quem será o vitorioso nesta Copa do Mundo:

Dilma, não custa nada lembrar, foi indicada por Lula para encabeçar a chapa do PT.

Foi eleita e reeleita pelo eleitorado banânico, o mais fantástico do planeta Terra.

Minha vizinha, conhecida aqui no edifício como Maria Lesa, fez campanha pra ela com muito entusiasmo.

E eu conheço mais ou menos uns 13 tabacudos, inclusive na minha família, que votaram nela.

IOTTI

JUIZ DOIDÃO

Lewandowski quer prender quem ousa revelar crimes cometidos por bandidos de estimação

“São tantas as incongruências e inconsistências nas delações premiadas que elas se tornam imprestáveis para sustentar qualquer condenação”.

Ricardo Lewandowski, ministro da Segunda Turma do STF, ao tentar justificar a absolvição de Gleisi Hoffmann, Paulo Bernardo e Ernesto Kugler, insinuando que merecem cadeia os que se atreveram a revelar as delinquências da trinca de meliantes.

S. SALVADOR

O MAIOR ABANDONADO

A festa na casa de Rita e Eudo, em Nova-Cruz (RN), num dia de sábado, começou ao meio dia. Era o aniversário do dono da casa. Vários amigos e familiares foram convidados.

Dona Leide e Seu Vítor, exímio violonista, tinham chegado de Natal, para prestigiar o aniversário do filho.

A família gostava muito de música. Quase todos os membros tocavam algum instrumento e cantavam bem, como amadores.

No alpendre da casa, formou-se uma animada roda de amigos, com violão, cavaquinho, sanfona, pandeiro, afoxé e tantã.

Logo começaram as rodadas de cerveja e tira-gostos, muita música e muita animação.

Depois do almoço, a farra continuou, entrando pela noite. A turma demorou muito a dar sinal de cansaço. Aos poucos, alguns convidados foram se despedindo, mas a música custou a parar. A bebedeira tinha sido pesada e o sono estava chegando.

Altas horas da noite, ainda estavam no alpendre, conversando, o amigo Carlito, o aniversariante e o seu pai. Os três, mesmo exaustos, ainda tomavam cerveja.

Entretanto, pela madrugada, já cansados de beber, os três ficaram sem assunto e o astral baixou.

Antes de se despedir, o amigo Carlito, completamente embriagado, resolveu “fazer uma fala.” Dizendo-se emocionado e feliz, por estar ali ao lado de dois grandes amigos, pai e filho, o “orador” assim se expressou:

– Não tive a felicidade de conhecer meu Pai! Como eu gostaria de ter convivido com ele! Mas nem sequer me lembro do seu rosto, pois eu só tinha três meses quando ele morreu!

Que coisa linda, pai e filho, grandes amigos e bebendo juntos! Como esta cena que estou vendo me comove! Ô coisa do meu agrado! Foi a cena mais bonita, que encontrei no meu caminho! Como eu tenho inveja de quem tem pai vivo!

A emoção também dominou Eudo e o pai, e os três amigos choraram abraçados. Pai e filho abriram as torrentes, em solidariedade à orfandade do amigo Carlito.

Controladas as emoções, o aniversariante também resolveu falar, para consolar o amigo órfão, que, por sinal, já tinha 50 anos de idade:

– Carlito, a partir de agora, quero que você me chame de PAPAI…

O órfão se abraçou com seu novo pai, aceitando a simpática proposta. Em lágrimas e com voz pastosa, de quem passara o dia bebendo, falou:

– A “BENÇA”, PAI!

Por coincidência, Eudo, naquele dia, estava completando 50 anos, a mesma idade do amigo Carlito. Jamais poderiam ser pai e filho.

Enquanto os três amigos choravam de emoção, as três esposas, que haviam escutado a conversa dos bêbados, não paravam de rir.

A cena ficou na história.

NANI

PAULINHO NOGUEIRA & TOQUINHO

“MPB Especial” programa da Tv Cultura, apresentava em julho de 1974, os dois grandes talentos executando a música de Pixinguinha “Lamentos”.

SPONHOLZ

CROÁCIA 3 X ARGENTINA 0

* * *

O PAU VAI QUEBRAR ! ! !

CACINHO

AI, ESTA TERRA…

(Lisboa, Recife). Em Nevoeiro (Mensagem), Fernando Pessoa reflete sobre seu país: “Nem Rei nem lei, nem paz nem guerra/ Define com perfil e ser/ Esse fulgor baço da terra/ Que é Portugal a entristecer”. A tentação é apropriar esses versos, trocando apenas o país. Em vez de Portugal, Brasil. Esperanças vãs. Tardias e estreladas. Em mim, essa tristeza com o país vem das comparações, em pequenas observações do quotidiano. Por conta do espaço limitado, seguem apenas duas.

1. ESCOLAS. Em Portugal, os salários iniciais das carreiras públicas são baixos. Aumentando, a cada cinco anos, por conta de progressões funcionais. Servidores públicos estão há anos sem aumentos porque o governo ainda sofre com o déficit. Só o terão quando o país voltar a ser superavitário. Ali pertinho, na Espanha, vale uma regra parecida. Enquanto a Previdência Social for deficitária, aposentadorias terão aumento máximo anual de só 0,25%. Ponto final. Difícil comparar com o Brasil – em que se pleiteia, todos os anos, correção e recuperação de perdas passadas. Voltando à terrinha, professores agora requerem progressão funcional nas suas carreiras. Por conta do tempo de serviço. Única forma, no contexto, de ganharem algo mais. Só que o governo resiste em dar aquela progressão. E há risco de greve.

Ocorre que nem passa pela cabeça de um professor português fazer greve com prejuízo para o aluno. Deixar de dar aulas, pois, nem pensar. Em nenhum lugar civilizado é assim, bom se diga. No Brasil, bem diferente, passam semanas e meses longe das salas. É possível que as provas de fim de ano, a serem realizadas agora em junho, acabem realizadas sem que sejam fornecidas suas respectivas notas à direção das escolas. O mundo, lá, é outro. Por falar em escolas, celulares de muito são proibidos nas salas de aula. Havendo o risco de incorporar, agora, o que já acontece na França; não podendo ser usados, em qualquer situação, dentro das escolas. Tentativa de obter maior concentração, dos alunos, em seus estudos. Difícil imaginar que algo assim possa ocorrer por aqui. Talvez houvesse até greve dos estudantes, contra.

2. MOTOS. Acidentes de motos, e bicicletas, quase não há em Portugal. Por duas razões simples. Uma é que se usa lá, sempre, todas as proteções. Outra é que são considerados veículos, regra geral na Europa. A partir do Código das Estradas português (de 01/01/2014) – quando passaram a ter todos os direitos, e obrigações, de qualquer veículo. No sinal, quando para um carro na frente, motos e bicicletas ficam atrás. No meio da rua. Como se fossem um carro. No Brasil, 40 motos ou bicicletas cortariam pela direita, mais 30 pela esquerda, e todas ficariam estacionadas sobre a passarela de pedestres. Esperando o sinal abrir. Resultado, no Brasil temos acidentes a granel. E lá, não.

Meu filho Sérgio, ciclista inveterado, e sem saber dessas regras, ultrapassou o carro da frente com sua bicicleta. Foi logo parado por uma guarda. A multa é 1/3 do valor da bicicleta. Não foi multado só porque o guarda o reconheceu como estrangeiro. Acreditou que não conhecia da lei. E foi generoso. O curioso é que Serginho nunca mais ultrapassou carro nenhum, fora das situações em que isso é possível. Tenho dúvidas se, por aqui, continuará sem ultrapassar os carros, vendo todos fazer isso no seu entorno. Não faz lá, enquanto aqui talvez faça. Por conta da cultura. Da civilização. É a única conclusão possível.

Sonho com o dia em que, como no Fado Tropical do português Ruy Guerra, musicado por Chico Buarque, “Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal/ Ainda vai tornar-se um imenso Portugal”. Mesmo sabendo não ser possível, nem tão cedo. Pena. Reduzindo-se essa pressa que embala hoje meu coração, como na peça de Shakespeare, a só Sonho de uma noite de verão. Mas continuo otimista. Um dia isso muda.

DUKE

HOMEM É VÍTIMA DE PRECONCEITO

Assim como na Rússia, onde misóginos cercaram uma torcedora e passaram a gritar “Buceta Rosa”, fato semelhante e de graves proporções aconteceu em outro país também num evento esportivo.

Nos Zistados Zunidos um grupo de mulheres praticou a misandria cercando um jornalista da Sport TV em pleno exercício do seu trabalho.

Interromperam o serviço do profissional, beijaram ele, assediaram descaradamente o pobre macho indefeso, seguraram na pica dele e gritaram “Caralho Moreno”.

Quero avisar a Preta Gil e a Ivete Sangalo, que protestaram com veemência contra os torcedores brasileiros que homenagearam a beleza de uma buceta soviética (um deles chegou a ser demitido do seu emprego), que esta gazeta escrota está de portas abertas pra que vocês também baixem o cacete nestas fêmeas que humilham e tomam atitudes preconceituosas contra pobres machos indefesos.

SPONHOLZ

COMO RAPAR UM CALDEIRÃO DE CANJICA NO DESMANCHADO DA TARDE DE UM 23 DE SÃO JOÃO

Primeiro, Dona Maria,
Largar de tanto vexame
E, no arrepio do vento,
Deixar o rico alimento
No caldeirão esfriar.

Cuidar em limpar a casa
Que se deu pra canjicada.
Depois da casa bem limpa,
Varrida e passada um pano,
Encobrir-se em bãe de cuia:

– Água quebrada a frieza…

…E sair de macieza
Só brilhando a sabonete,
Pra não ofuscar o lume
De tanta canjicação.

Reservar para audição
Somente um ruidozinho
De bomba estalo-bebé
De um traque, um busca-pé
E o pipoco festejado
De um foguetão distante.

Sentar num banco afundado
Com toda casa em silêncio
E abraçar, de caçoada,
O caldeirão da canjica
Assim feito um zabumbeiro
Acalentando um baião.

Com a colher de pau na mão,
No oco do caldeirão,
Remar de força junina
E mesmo sem etiqueta
Lamber dedão de chupeta
E começar a função:

Rapar somente a beirada
E um pouquinho do cascão
E convidar a plateia:
Cinco filho em rafameia
Pra seção de pré-estreia
De uma festa de São João.