10 Janeiro 2018 DEU NO JORNAL

LEGÍTIMA DEFESA

J.R. Guzzo

Fecharam, enfim as contas do ano, e ficou definitivamente estabelecido que 134 policiais foram assassinados no Rio de Janeiro em 2017 – quer dizer, um a cada três dias, e se você estiver achando que não existe nada de realmente extraordinário com esses números é bom parar e pensar um pouco. Um policial morto a cada três dias – num total de quase 300 alvejados à bala – numa cidade que não está em guerra aberta com um inimigo estrangeiro armado é uma aberração. Reagir com indiferença a esse fato é uma aberração maior ainda. E governos estaduais que aceitam passivamente o massacre de seus policiais são a maior de todas as aberrações. Eles se recusam a tomar claramente o partido da polícia contra o crime, por morrerem de medo de serem chamados de “direitistas” na mídia, nas ONGs, etc. Deveriam ser réus do crime de traição – passaram para o lado do inimigo, colaboram com ele e abandonaram a população que são pagos para proteger.

Ainda não há números fechados sobre o total de policiais mortos no Brasil em 2017, mas as estimativas são de que a soma passe dos 500. Ou seja: a situação geral é um desastre, e no Rio, especialmente, tornou-se uma calamidade. É cansativo ficar discutindo já no começo do ano a mesma conversa que vai durar o ano inteiro sobre o assunto. Segundo garantem os nossos intelectuais, comunicadores e formadores de opinião, os policiais brasileiros são assassinados porque são violentos demais, matam mais bandidos do que deveriam, e criam um ambiente de revolta popular contra si próprios nas “comunidades”.

De acordo com essa sabedoria acumulada, os criminosos não sentem estímulo para criar um diálogo com a polícia, e acabam reagindo à violência de que são vítimas. Em suma, é como se os bandidos, ao assassinarem um PM, estivessem exercendo o seu direito de legítima defesa. Nenhuma ONG, bispo, procurador público ou órgão de imprensa diz as coisas exatamente assim, e exatamente com essas palavras. Mas é exatamente esse o seu pensamento. Experimente discordar; experimente dizer que os policiais, com todas as suas falhas, defendem a população e a lei contra os seus agressores – e que os bandidos fazem o exato contrário disso. Será chamado imediatamente de “Bolsonaro”.

Nada é mais fácil achar do que relatórios nacionais e internacionais informando que a polícia brasileira mata mais que a da Cochinchina. Que mata mais per capita. Que mata mais por metro quadrado. Que mata em um mês o que se mata por lá em dez anos. Já os criminosos mortos em choques com a polícia no Brasil são comumente descritos como “suspeitos”, mesmo quando apanhados em flagrante de crime, ou como “rapazes”, “pessoas”, “moradores” e por aí vai. A mensagem passada pelo partido anti-polícia, que engloba praticamente tudo que se possa descrever como “esquerda” neste país, é a seguinte: policial bom é policial morto. Os outros, os bandidos, são vítimas sociais. São as forças da “resistência”. São, na falta de outros, os “revolucionários” de hoje.

10 Janeiro 2018 FULEIRAGEM

JARBAS – DIÁRIO DE PERNAMBUCO


www.cantinhodadalinha.blogspot.com
BRASIL LATRINA DE LADRÃO

Esse penico é pequeno
Pra guardar tantos dejetos
E repleno de abjetos
O cheiro não é ameno
Quem tem seu juízo pleno
E preza pela nação
Nessa próxima eleição
Merda não deve eleger
O Brasil chega a feder
É latrina de ladrão.

10 Janeiro 2018 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

10 Janeiro 2018 DEU NO JORNAL

DOIS LAUDOS

O Instituto Médico-Legal do Distrito Federal concluiu um novo laudo no qual afirma que não há impedimentos para que deputado federal Paulo Maluf continue preso na Penitenciária da Papuda, em Brasília.

O deputado cumpre pena de sete anos e nove meses, definida pelo Supremo Tribunal Federal, e está no presídio desde 20 de dezembro passado.

* * *

Este é um laudo do Instituto Médico-Legal de Brasília.

Já um laudo emitido pelo Instituto Lula de São Paulo diz que o ex-presidente não pode ficar na Papuda de modo algum.

Dois corruptos da pesada: um dentro e outro fora da Papuda

10 Janeiro 2018 FULEIRAGEM

FERNANDO – JORNAL DA CIDADE DE BAURU (SP)

10 Janeiro 2018 JORGE OLIVEIRA

INTELECTUAIS DE BOTEQUIM DO RIO APOIAM CORRUPÇÃO

Um grupo de intelectuais e artistas de botequim do Rio de Janeiro, que durante muito tempo mamou nas tetas da Lei Rouanet, junta-se agora para apoiar a corrupção promovendo reuniões para protestar contra a revisão da condenação do Lula em Porto Alegre, no dia 24. Como era de se esperar, uma manifestação como esta só poderia ocorrer no Rio onde o Lula e a sua turma ajudaram Cabral & Companhia a chegar ao poder com os votos desses exóticos eruditos. Os petistas, que organizam o manifesto tendo à frente o sociólogo Emir Sader e a deputada Benedita da Silva, escolheram teatros símbolos da resistência à ditadura para se insurgir contra os desembargadores que vão analisar a sentença do Capo di tutti capi.

É lamentável que essa turma profane locais que antes serviram de palco da luta contra os militares, onde se apresentavam artistas em shows beneficentes para bancar a divulgação de manifestos – muitos rodados até em mimeógrafos – para ajudar o movimento contra o regime. Agora, esses símbolos da liberdade servem de palanque para os militantes petistas que defendem a maior organização criminosa da história do país. Esses senhores e senhoras, que se rotulam de intelectuais e artistas de vanguarda, reivindicam a volta da dupla Lula/Dilma que quebrou o país e dilapidou o patrimônio público.

Muitos deles já figuram nas páginas policiais da Lava Jato e outros foram presos por fraudar incentivo fiscal da Lei Rouanet. Lembro que alguns estiveram numa manifestação contra o deputado Roberto Freire, presidente do PPS, então Ministro da Cultura. Queriam pressioná-lo a não investigar as mutretas do desvio de verba dos projetos da Lei Rouanet. Receberam o troco à altura, botaram o rabinho entre as pernas e desapareceram da solenidade para onde tinham ido numa ação solidária para evitar o prosseguimento dos processos que corriam no MInC.

Os pseudointelectuais cariocas são os mesmos que nas últimas décadas apoiaram a dobradinha PT/PMDB no Rio. Estiveram à frente das campanhas de Sérgio Cabral e Pezão porque, adeptos do fanatismo lulista, seguiam a orientação do seu guru. São responsáveis, portanto, pela falência econômica do Rio e cúmplices do martírio de milhares de servidores públicos que não recebem salários há mais de um ano. Alheios a esse espetáculo do flagelo humano, eles agora anunciam apoio incondicional a Lula e a sua quadrilha, pois consideram que o Capo é inocente e que a justiça o persegue para tirá-lo da disputa presidencial.

O fanatismo não os deixa ver o mais óbvio dos óbvios: Lula é o mentor da organização, condenado a mais de 9 anos de prisão, com mais cinco processos nas costas. Não enxergam a gorda conta bancária do seu guru e todas as evidencias de que ele e a sua trupe foram responsáveis pela maior recessão econômica do país com mais de 14 milhões de desempregados. Não veem que os presídios estão lotados de petistas, comprovadamente ladrões, responsáveis pela bancarrota da Petrobrás até então uma das empresas mais importantes do mundo. Ainda falam em golpe, quando todos sabem que a Dilma faliu o país na administração mais desastrada desde o advento da República.

Intelectuais de orelhas de livros, arrotam sabedoria e conhecimento porque se autointitulam formuladores da inteligência brasileira. Destrambelhados, permanecem na esquerda por vício ou por falta de conhecimento de que o mundo mudou. Não raciocinam em defesa dos pobres, porque deles querem distância. São incapazes de se revoltarem contra a fome, o desemprego, e as injustiças sociais no Brasil, pois essas coisas não dão manchetes e nem alimentam o ego desses pensadores tupiniquins. E, finalmente, têm horror a se juntar ao povão para preservar o status quo. Por isso, as manifestações acontecem sempre à beira mar na Zona Sul carioca.

O show que eles estão promovendo para pressionar o Tribunal de Justiça de Porto Alegre nada mais é do que um espetáculo mambembe da esquerda festiva para atrair novos adesistas a uma causa falsa, podre, imoral e aética. O papelucho que vai emergir desse encontro dos pensadores da humanidade não vale nada. O que vale, na verdade, é o que está escrito nos autos. E o que está lá, apurado em criteriosa investigação, é que o Lula organizou a maior corja de corruptos do país e por esses atos criminosos será julgado mais uma vez.

10 Janeiro 2018 FULEIRAGEM

SINFRÔNIO – DIÁRIO DO NORDESTE (CE)

UM MURO

Há um muro construído
No coração dos humanos.

Mote de Hélio Crisanto

Sem areia e sem cimento
Sem servente de pedreiro
Sem ajuda de ferreiro
Para poder dar sustento
Construiu-se o monumento
Com poderes soberanos
Que com o passar dos anos
Fica mais fortalecido
Há um muro construído
No coração dos humanos.

10 Janeiro 2018 FULEIRAGEM

LUSCAR – CHARGE ONLINE

O BRASIL QUE O BRASIL LARGOU

Há territórios, no Rio, em que a Polícia só entra com apoio das Forças Armadas. Há áreas, em São Paulo, em que o Governo garante que a Polícia entra, mas onde não entra, não. Em todo o país, há glebas ocupadas pelos movimentos dos sem-alguma-coisa, com reintegração de posse concedida pela Justiça, em que a Polícia não entra. E há o caso mais escandaloso, que agora ocorreu em Goiás: a presidente do Supremo Tribunal Federal, um dos três Poderes da República, tinha decidido visitar o presídio dos motins. Mas desistiu: segundo sua assessoria, “por questões de segurança”.

A ministra Carmen Lúcia, presidente do Supremo e do Conselho Nacional de Justiça, tem segurança, pode convocar a Polícia Federal, estava com o governador Marconi Perillo, que tem sob seu comando a Polícia Militar de Goiás. Há a guarda do presídio. E a ministra não pôde entrar. A 200 km da Capital Federal, onde fica o comando das Forças Armadas, o presídio não obedece às autoridades: é exercido por facções do crime organizado, que decidem entre si, pelas armas, quem manda naquela área que, como nos foi ensinado, e até agora acreditávamos, pertencia ao Brasil.

O governador Perillo garantiu que a ministra não conversou com ele a respeito da visita ao presídio; e, se quisesse ir, “teria absoluta segurança para fazer a visita”. Sua Excelência só esqueceu de combinar com a equipe da ministra, cuja versão é outra. Em quem o caro leitor prefere acreditar?

Quem pode, pode

Os poderes Executivo e Judiciário não conseguiram garantir o acesso da presidente do Supremo Tribunal Federal a uma prisão goiana onde quem manda é o crime organizado (qual facção? Isso está sendo decidido com muito sangue). E o Poder Executivo acaba de descobrir que não tem poder nem para nomear ministros sem receber ordens de fora: o juiz federal Costa Couceiro, da 4ª Vara de Niterói, suspendeu a nomeação da ministra do Trabalho, Cristiane Brasil, obrigando o Governo a adiar a posse. Adiar ou desistir: o recurso foi rejeitado pela segunda instância. Mas Temer garantiu que vai até o Supremo para manter a nomeação. Tudo, menos largar o osso.

A causa do bem

Por que insistir tanto em Cristiane Brasil, que não tem grande presença como deputada nem se notabilizou por vastos conhecimentos na área do Trabalho? Simples: Cristiana é filha do deputado Roberto Jefferson, chefão do PTB, que tem vinte votos na Câmara – votos que podem ser essenciais na votação da reforma da Previdência. Como comentou um assíduo leitor desta coluna, Alex Solomon, a negociação sobre a reforma da Previdência segue conforme a rotina: “É pagar ou largar”.

Dia D – ou quase D

Com manifestações ou sem elas, sejam favoráveis ou contrárias, e seja qual for o resultado do julgamento, o ex-presidente Lula não será preso no dia 24 de janeiro. De acordo com a assessoria de imprensa do TRF-4, onde deverá ser julgado o recurso de Lula contra a condenação em primeira instância, um condenado só pode ser preso depois de esgotados todos os recursos no segundo grau. Mesmo que nenhum juiz peça vista do processo, o que adiará a decisão até seu voto ser proferido, e Lula seja condenado por unanimidade, há a possibilidade de embargos de declaração, em que a defesa pede esclarecimentos sobre a sentença. Se houver prisão, só depois.

Válvula de escape

A notícia é excelente para o PT, que inicialmente ameaçava promover manifestações em todo o país (alguns dirigentes do partido, incluindo José Dirceu, falavam até em revolta). Depois reduziu as manifestações a duas, uma em São Paulo, outra em Porto Alegre, e estava em dificuldades para assegurar que as duas tivessem público ao mesmo tempo. Transporte, comida e hospedagem, mais o cachezinho dos voluntários, exigem quantias que hoje as centrais sindicais têm dificuldades de levantar, sem o imposto sindical e com a dramática redução das bancadas e cargos públicos do PT.

O incrível Huck

Luciano Huck, da Globo, apareceu no programa do Fausto Silva, como tantos astros da Globo. Se Huck será candidato, não se sabe. Ainda não é.

Hora H

O deputado Jair Bolsonaro, que até agora navegou tranquilo no mar sem candidatos das eleições presidenciais, está prestes a fazer uma descoberta: a de que não tem tempo de televisão, seja qual for o partido pelo qual decida sair. Nos blocos de 30 segundos, terá direito a algo como meio segundo. E nos blocos de 12m30s, terá pouco mais de 12 segundos. Dá para repetir, sincopadamente, por cinco vezes, a frase “Militar é bom, civil é ruim”.

Desembarque

Não dá tempo nem para responder à reportagem sobre o crescimento de seu patrimônio. O parco horário de que disporá não é tão mau assim.

10 Janeiro 2018 FULEIRAGEM

SENNA – JORNAL DA CIDADE DE BAURU (SP)

10 Janeiro 2018 DEU NO JORNAL

AGORA É VERDADE MESMO

O ex-presidente da Odebrecht e delator na Operação Lava Jato, Pedro Novis, afirmou em depoimento à Polícia Federal que o senador José Serra (PSDB-SP) recebeu para si ou solicitou para o partido R$ 52,4 milhões entre 2002 e 2012.

O executivo detalhou os valores para os investigadores.

As declarações foram prestadas em 13 de junho de 2017 e reveladas nesta terça-feira pelo jornal Valor Econômico.

O tucano nega.

* * *

O tucano nega, diz o último parágrafo da notícia aí de cima.

Mas o Instituto Lula confirmou tudo.

Em nota, a entidade lulaica disse que “desta vez” a denúncia é verdadeira e merece  todo crédito.

As denúncias anteriores contra Lula eram todas falsas.

Ou, como disse ontem Ceguinho Teimoso, ninguém pode ser condenado sem provas, ninguém pode ser condenado por suspeitas, ligadas por ilações.

Lula indicando Serra para o presidente da Odebrecht, pra que o tucano receba algumas dezenas de milhõeszinhos: “Eu axo que ele tombém merece levá uns pixuleco”

10 Janeiro 2018 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE


ALGODÃO – O PÃO E A LUZ

Lamparina com pavio de algodão

A semente escolhida – a melhor. A terra mais produtiva. A semeadura e o olhar desesperado para os céus.

– Ó Deus, se merecermos, faça chover!

Plantei minhas últimas sementes e nelas foram também minhas últimas esperanças. Não tenho outro lugar para ir, não sei fazer outra coisa a não ser trabalhar na Terra, de onde sempre tirei o meu pão, ainda que o algodão nada tenha com o trigo.

– Ó Deus, cuide de mim e se apiede da minha família, mande um pouco de chuva!

Entre a semeadura e a colheita, o que eu faço?

– O algodão, Senhor, tem várias etapas até chegar ao pão, e uma delas é: além do pão, é também a luz!

– Em tuas mãos Senhor, entrego o meu pão e a minha luz!

* * *

A INSUSTENTÁVEL LEVEZA DE MIM MESMO

A leveza carregada pelo vento

Hoje cedo, quando abri os olhos e me dei conta da necessidade de ser eu mesmo, pus os pés no chão e forcei a panturrilha – não a senti rija como sempre. Senti em mim, naquele momento, uma leveza ímpar, desconhecida. Se tivesse asas, me sentiria leve para voar, como os balões nos cânions da Capadócia.

Percebi tanta leveza em mim que, qualquer sopro – nem precisava ser um vento forte, claro – me levaria a caminhar na areia da praia banhada pela espuma vinda dos marés da vida e de oceanos mil. Quanta leveza!

Me senti como aquele breve e derradeiro soneto da mais bela poesia que diz do amor, da vida, da Natureza e da delicadeza do “sim” saído dos teus lábios, como o pássaro mavioso que acaba de sair pela janela da gaiola à fora, voando para repetir o percurso da águia que, na parábola, vivera como galinha, e assim, no mesmo passo de leveza, reencontrou as asas que lhe mostraram o caminho da liberdade e da vida.

Estou tão leve, que posso carregar a mim mesmo, e a tantos “eus” quantos se fizerem necessários.

Me vi pássaro alçando voo, me vi folha seca carregada pelo vento, me vi ternura pousando no teu ombro desnudo e passeando pelo teu colo, como se uma carícia de brandura fosse – a leveza em mim mesmo!

Nada me preocupava nem me fazia perceber dia ou noite. Nada me perturbava. Só a leveza – leveza de mim mesmo.

Longe dali – e eu fazendo da folha carregada pelo vento um tapete persa voador – me via transportado na leva, semeando bondade, carinho e minando a vida doutros com a experiência que Deus e a leveza de sentimentos me auferiram.

Consegues ver a leveza da Vitória-Régia sobre o profundo lago?

Pois, ali, é o meu assento. Sento, pela leveza de mim e do acordar e levantar despretensioso. Como a poesia marcante e leve da Cecília.

Veja:

Leveza – Cecília Meireles

Leve é o pássaro:
e a sua sombra voante,
mais leve.
E a cascata aérea
de sua garganta,
mais leve.
E o que se lembra, ouvindo-se
deslizar seu canto,
mais leve.
E o desejo rápido
desse mais antigo instante,
mais leve.
E a fuga invisível
do amargo passante,
mais leve.

10 Janeiro 2018 FULEIRAGEM

SINOVALDO – JORNAL NH (RS)

DIRCEU TERÁ DE ACOMPANHAR PELA TV

10 Janeiro 2018 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

10 Janeiro 2018 ALAMIR LONGO - VENTO SUL

MATANDO O ‘VÉIO’ DE FOME

Se o ‘véio’ vai pra consulta
Já receita o doutorzinho
Remédio forte à vontade
Pasto verde e mingauzinho
Aí que mora o perigo
Desse jeito meu amigo
Vão é matar o ‘véinho!’

E quando o ‘véio’ levanta
Com a carcaça moída
O doutor dá o veredito
Que é coluna vencida
E a receita vem atrás
Primeira coisa que faz?
Corta do ‘véio’ a comida!

E se o ‘véio’ faz exames
Pra revisar o coração
Logo sai o resultado
E junto a condenação
Por transitado e julgado
O coração tá inchado
Porque o véio é beberrão!

Um dia me deu tontura
De quase cair no chão
O doutor mui preocupado
Mandou fazer revisão
Logo veio o resultado
Que a pressão tinha aumentado
Por causa do salsichão!

Mandaram-me ficar longe
Do churrasco e arroz tropeiro
Proibiram-me de comer
Boia com sal e tempero
E pra não perder a corrida
A cerveja foi proibida
Pra aumentar meu desespero!

Mas hoje dei meia-volta
Como quem troca de nome
Digo com todas as letras
Sujeito, verbo e pronome
Nessa vida se aproveita
O que se bebe e se come
Por isso tenho pensado
Melhor morrer embuchado
Que viver passando fome!

10 Janeiro 2018 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA


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