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MESTRE ARIANO E O SONHO SOCIALISTA – Parte II

Wedja Gouveia e Clóvis Campêlo

SindPress – O senhor teve o seu nome cogitado para ser o vice de Lula. Como é que recebeu essa indicação?

Ariano – Olha, não houve realmente um movimento, porque inclusive eu discordei logo na hora. Houve uma tentativa de indicação do meu nome por parte do Partido Socialista Brasileiro mineiro. Logo na hora da renúncia de Bisol pensaram em uma pessoa de Minas, mas aí houveram algumas oposições e pensaram em Evandro Lins e Silva, aquele jurista. Mas ele foi vetado porque defendeu Doca Strett. Dizem que ele lançou mão do argumento da legítima defesa da honta e as feministas vetaram. Foi neste momento, então, que o PSB resolveu sondar-me no sentido de uma indicação, porque diziam que eu era ao mesmo tempo conhecido e não tinha nenhum veto. Então telefonaram ao Dr. Arraes que logo falou: “Pelo que conheço do Ariano, ele não aceita. Mas essa pergunta deve ser feita a ele e não a mim”. Pediram a Arraes para me consultar e respondi que não aceitava porque não tenho vocação política. Não saberia desempenhar bem o cargo, acho que a pessoa deve ter consciência das suas limitações. Preparei-me a vida toda para ser escritor e não para ser político.

SindPress – No governo Arraes o senhor poderia assumir algum cargo?

Ariano – Para mim pessoalmente já seria uma coisa para se discutir. Do meu ponto de vista é ruim porque aposentei-me da Universidade Federal de Pernambuco para escrever um romance e não estou conseguindo. Solicitam-me demais para tudo (entrevistas e outras coisas) e a gente termina se desconcentrando. Porém, não vou dizer que teria a mesma inabilidade para desempenhar um cargo no campo da cultura com um governo que conheço.

SindPress – Esse convite já foi feito?

Ariano – Não. Da outra vez, no Governo de Arraes, o que houve foi o seguinte: os jornais colocaram várias vezes que eu tinha sido convidado para ser o Secretário de Cultura. Eu estava sem condições de aceitar, mas não houve o convite. Foram os jornais que divulgaram isso e aí fiquei com medo que, diante dessa insistência, ele se julgasse na obrigação de me convidar. E como eu não tinha condições de aceitar, na época, não gostaria de dizer não. Então, pedi para o filho dele, que é médico e escritor também, que dissesse ao Dr. Arraes que eu não tinha nada a ver com toda aquela articulação dos jornais.

SindPress – Agora a coisa é diferente. O senhor aceitaria se fosse chamado para exercer algum cargo?

Ariano – Eu acho que não. Para mim é muito ruim. Estou precisando escrever o meu romance. Sou fundamentalmente escritor. Tem algumas coisas que me fascinam porque poderia, por exemplo, ajudar determinados artistas e escritores que acho muito bons, aqui em Pernambuco, e precisam de apoio. A minha desgraça é a seguinte: meu trabalho no campo da arte não precisa do poder público. Faço um trabalho muito independente. Para exercitar minha arte só preciso de um lápis e uma resma de papel. Não preciso de mais nada. Mas um ator, um músico, um dançarino é outra coisa. Eles precisam de uma ajuda num país como o Brasil, porque não têm apoio nenhum dos meios empresariais, dos meios de comunicação. Então para mim é o Estado que tem de amparar. Meu fascínio, nesse caso, seria como um interesse por estas artes, apesar de ser um escritor. Quando fui Secretário de Cultura do Recife, quando fui Diretor do Departamento de Extensão Cultural, deflagrei o Movimento Armorial graças ao apoio da Universidade Federal de Pernambuco e, depois, da Prefeitura do Recife. Com isto ajudei um bocado de músicos, dançarinos e formei dois grupos de balé, o Balé Armorial e o Balé Popular, em 1970.

SindPress – Na época o senhor foi muito criticado por ter assumido uma secretaria no auge da ditadura militar?

Ariano – Fui, fui muito criticado. Fui para lá de olhos abertos sabendo que seria muito criticado. Mais não me incomodei porque não estava aceitando um cargo político. Era no campo da cultura e eu via que a cultura brasileira estava numa posição muito difícil, completamente desmantelada. A ditadura tinha fechado todos os movimentos que falavam em cultura brasileira ou popular. Fechara o Centro Popular de Cultura do Rio, no sul. Enfim, todo mundo que se interessava por cultura brasileira e popular estava marginalizado. O único movimento que aparecia naquele instante, numa linha diferente que podia ser entendida (no meu entendimento era um movimento equivocado) era o Tropicalismo que fazia o jogo dos piores inimigos do meu país, porque eles pegavam os meios de comunicação americanos e espalhavam pelo mundo uma imagem do homem latino-americano que era uma imagem caricatural. O homem latino-americano era um camarada de costeletas, de sapato com sola de borracha, dançando rumba debaixo de um cacho de bananeira e a mulher latino-americana era a brasileira, aquela coisa de Carmem Miranda. Então os tropicalistas empunharam estas duas imagens caricaturais do homem e da mulher latino-americanos e empunharam como bandeiras. Começaram a fazer música – inclusive rumba – para parecer com essa imagem e eu achava aquilo um equívoco. Foi por isso que fundei o Movimento Armorial. Agora, ao mesmo tempo, dentro do regime ditatorial – isso é uma coisa que eu vou dizer e sei que vou me submeter a alguns equívocos – eu não acho que estava tudo errado. E vou lhe dizer mais, se o regime militar não tivesse enveredado pelo entreguismo… Eu não pertenci á Revolução, eu estava tão por fora que só no dia seguinte é que soube. Não fui atingido por ela porque no primeiro governo Arraes era contra a nossa colaboração com os marxistas, motivo pelo qual não colaborei com este governo. Então, por isso, não fui perseguido e não sofri nada. Sofri indiretamente por que meus amigos foram presos e alguns torturados. Um amigo, que escondi aqui em casa, inclusive, foi morto. Ela era do Diretório Central do Partido Comunista e eu o escondi um bocado de tempo. Fui atingido dessa maneira. Nas Forças Armadas havia uma corrente nacionalista e outra entreguista. A corrente nacionalista era liderada pelo general Euller Bentes e o general Golbery era da corrente entreguista. Tinha essa disputa surda lá dentro. Eu nunca tomei parte na Revolução, mas depois rompi com ela quando ficou claro que a corrente entreguista tinha predominado. Isso me deixava apavorado.

SindPress – Se não fosse isso o senhor não teria rompido?

Ariano – Eu acho que não. Se o general Bentes tivesse predominado, acho que não teria rompido.

SindPress – O senhor afirma que não tenta colocar nas suas obras as questões políticas, suas ideologias. Os seus heróis populares sempre vencem o sistema não pelo confronto direto, mas sempre pelas esperteza. Como senhor vê essa questão?

Ariano – Bom, em primeiro lugar quero negar: eu nunca disse isso! O que acho é que não se pode colocar a arte a serviço da ideologia. Se você engaja demais a arte, vai terminar prestando um mau serviço à arte e à idéia que você vai defender. A primeira obrigação da obra de arte é ser bela. Se ela não for boa, não tem ideologia que salve. Pelo contrário. Eu não sei se isto acontece com vocês: quando leio um livro anticomunista, fico com vontade de entrar no Partido Comunista e quando leio um romance comunista, fico com vontade de entrar no Partido Nazista. Porque é ruim demais! Um dos motivos de não ter querido colaborar com os marxistas era o tal do realismo socialista. Vi numa revista chamada “Problemas”, publicada pelos comunistas, que numa reunião ocorrida na União Soviética, um comissário chamado Zdanov fez uma reunião com os maiores compositores, escritores e pintores soviéticos para dizer como é que cada um deles tinha de escrever, compor e pintar. Lembro-me que no campo da Música estavam presentes Tchaicowiscky, Procov e os maiores compositores da época, para um sargentão vir dizer como é que eles deveriam compor e proibir de fazer música dissonante, dizendo que a dissonância era a marca da decadência burguesa. Isso foi em 1947, 48, por aí. Essa gente eu não posso entender. Na minha peça de teatro quem manda sou eu. Com o Movimento de Cultura Popular, do qual fui um dos fundadores, rompi exatamente por isso, porque eles queriam que a gente fizesse peças colocadas a serviço do movimento político. Eu disse: é melhor fazer um comício! Rompi porque não admito o sujeiro colocar a obra de arte a serviço de qualquer idéia, seja religiosa, filosófica ou política. Para mim, prejudica a sua essência. Agora, eu não sou contra e acho até natural que as preocupações políticas, filosóficas e religiosas do autor saiam naturalmente. Transparecem mesmo que ele não queira. Mesmo que ele procure fazer uma obra de arte completamente desarraigada, não consegue. Um escritor famoso por isso era Oscar Wilde. Ele queria que a obra de arte fosse puramente estética, mas isso nem ele conseguiu. Quando vou fazer uma peça espero que ela fique o melhor possível como peça. Agora, sem querer, eu tinha estas preocupações mesmo. Então é por isso, como eu vivo sempre sonhando com a vitória do povo pobre, que, na minha peça, ele ganha. E ganha nessa lina que vocês chamaram a atenção. Eu sigo sempre um ditado popular do Nordeste que diz: “A astúcia é a coragem do pobre”. Tanto que um jornalista do Sul perguntou se o João Grilo seria um outro anti-herói como Macunaíma. Eu fiquei indignado por que começa logo daí. Fico com a maior raiva quando dizem que João Grilo, personahem da minha peça “O Auto da Compadecida”, é um herói sem caráter. Quem chamou seu herói de “sem caráter”, foi o Mário de Andrade. O meu tem caráter. E muito. Um camarada que vence o fazendeiro, vence o padeiro – que é o patrão dele -, vence a polícia, vence os cangaceiros – que é uma violência popular mal dirigida contra o próprio povo -, vence até o demônio. Se esse homem não tem caráter, então quem é que tem.

Entrevista publicada no Jornal SindPress nº 7, do Sindicato dos Previdenciários de Pernambuco, em dezembro de 1994.

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27 abril 2012 FULEIRAGEM

FAUSTO – OLHO VIVO

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27 abril 2012 DEU NO JORNAL

EXISTÊNCIAS IMATERIAIS

Nem os louros de olhos azuis dos EUA entenderam:

O Dieese, dos sindicatos, apurou inflação de 10,8%. O IBGE, do governo, 6,2%.

* * *

Quem num entendeu nada mesmo foi Goiano.

Ele garante que o IBGE e o Dieese apuram, todos os meses, um coisa que não existe, esta tal de inflação.

Inflação e Mensalão só existem nos traços dos chargistas. Daqueles que fazem suas criações dentro da linha surrealista.

Isto segundo Goiano, bem entendido.

E segundo mais uma tuia de gente que eu conheço.

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27 abril 2012 FULEIRAGEM

PADRE NEWTON SILVA – CHARGE ONLINE

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*VOCÊ ME LASCOU, DJALMA!

(Poesia de agradecimento ao Coorientador no Mestrado em Melhoramento Genético de Plantas – UFRPE, Djalma Euzébio Simões Neto)

Depois de vinte e um anos
Que eu já estava formado,
Como quem não tem juízo
Eu fui fazer um mestrado.
Logo no primeiro dia
Começou minha agonia
Porque ali me ocorreu
Que cada um dos colegas
Com rosto liso, sem pregas,
Podia ser filho meu.
 
Os professores falavam
E eu ficava embatucado.
Tal qual um analfabeto
Ouvindo um advogado.
Só faltou ter Data Vênia,
Mas tinha o efeito xênia,
E uma Endonuclease
Diclina, cleistogamia.
Micrósporo, Panmixia.
Heterose e Peristase.
 
Fiz quase cem Seminários
Descrevendo os vegetais
Estudei diversas técnicas
E Métodos Experimentais
Vi na retrospectiva
Genética Quantitativa
E a Genética Aplicada,
Melhoramento de Alógamas
Outros métodos de Autógamas
E a Pesquisa Orientada.
 
Estudei tanto no curso
Que quase que eu fico louco
Não fui parar no hospício,
Mas pra isso faltou pouco.
Perdi finais de semana
Dois anos sem beber cana
Minha careca aumentou
Fiquei de cabelos brancos.
Fui aos trancos e barrancos,
Mas finalmente acabou.
 
Isso foi o que eu pensei,
Porém foi pura ilusão
Porque quando eu comecei
Fazer a Dissertação
Consultei especialistas
Pra me darem algumas pistas
E as suas opiniões,
Mas pra acabar de lascar
Inventei de escutar
Doutor Djalma Simões.

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27 abril 2012 FULEIRAGEM

HERINGER – CHARGE ONLINE

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ANSEIO POPULAR

Apavorada, a sociedade prefere se enfurnar dentro de casa, temendo sair à rua. Com medo de tornar-se vítima da violência em crimes de roubo, assalto, sequestro. O cidadão treme que nem vara verde ao pensar em tombar ao chão crivado de balas. Detonadas pela fria e covarde ação de bandidos.

É impossível acreditar na firmeza das leis de um Código Penal caduco. Inadmissível pensar numa legislação desatualizada com os atuais costumes do povo.

Quando foi aprovado no ano de 1940, o Código de Processo Civil abrangia os conceitos da época. Todavia, o tempo avançou, introduzindo mudanças socioculturais na população. Infelizmente, as leis não evoluíram.

Então, com 70 anos de vigência, o Código Penal envelheceu. Ficou parado no tempo, enquanto a sociedade avançou nos comportamentos. Tentando seguir a tendência mundial de modernização, as diversidades ideológicas. Os novos pontos de vista filosófico.

Sentido que a criminalidade cresce, a sociedade se mobiliza. Solicita o sentimento de segurança que desapareceu. Então, sentindo insatisfação com as medidas cautelares constantes no aprimoramento do Código Penal, vigente desde julho de 2011, cujo objetivo foi reduzir a população carcerária dos presídios brasileiros, o povo quis novidades jurídicas.

Porém, ainda não sentiu na pele a inovação legal. Pelo contrário, a medida beneficiou diretamente os 219 mil detentos provisórios que cumprem apenas prisão temporária preventiva. Daí, a razão em ansiar pela introdução de nova lei, atualizada, que seja rigorosa para desestimular a impunidade.

Enquanto protege os crimes leves, afiançáveis, como roubo de mercadorias, maus tratos, violência doméstica ou posse armas, cujas penas não ultrapassem 4 anos, as 120 leis das inovações penais começam a funcionar muito lentamente. De modo quase imperceptível.

Também para os crimes mais graves, como assassinato, estupro, lavagem de dinheiro e os crimes praticados contra o Tesouro nacional, desde que a detenção implique numa pena inferior a quatro anos, compete ao delegado conceder liberdade provisória, mediante o pagamento de fiança.

Todavia, como o povo pede a contemporaneidade das leis, está formada uma comissão de renomados e notáveis juristas que se empenham em preparar até o fim de maio, o anteprojeto de reforma do antigo Código Penal.

As questões abordadas são polêmicas. No entanto, como a finalidade da reforma penal visa preservar a dignidade do cidadão e a sua livre escolha, diversos temas deverão ser incluídos no anteprojeto.

As principais propostas visam combater a corrupção administrativa, o enriquecimento ilícito, os crimes conta a vida, a descriminação do aborto, a mortalidade materna, atualmente a quarta causa de morte de mulheres, o terrorismo, a extinção do processo cautelar e a tutela de evidência.

O bom da questão é para os crimes mais graves, os considerados hediondos, como os crimes praticados por quadrilhas com o uso de explosivos, furto de caixa eletrônico, crime de furto de coisa pública, o tráfico de pessoas e os crimes por abuso de autoridade, os juristas enfatizam a aplicação de penas mais rigorosas.  Punitivas. No que estão muito certo.

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27 abril 2012 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

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27 abril 2012 DEU NO JORNAL

MUDOU DE CACHAÇA PRA ÁGUA…

Um dia após a reunião do ex-presidente Lula com a presidente Dilma Rousseff, no Palácio da Alvorada, os integrantes do PT na CPI Mista do Cachoeira se reuniram nesta quinta-feira para afinar o discurso e a estratégia de ação, já de acordo com as orientações do governo.

Agora, os petistas dizem que não desejam politizar as investigações e querem restringi-la à organização do bicheiro Carlinhos Cachoeira e sua infiltração no Estado. No caso da Delta, a maior empreiteira do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), seria apurada só a relação da empresa com o contraventor.

Já desmascarar a “farsa” do mensalão, como pregou em vídeo o presidente do PT, Rui Falcão, não é mais admitido em público como objetivo na CPI.

* * *

Que mudança ligeira que só a gôta serena. Uma metamorfose ambulante e completa de um dia pro outro.

Pelo menos temos um excelente pretexto pra repetir duas charges geniais, uma de Duke e outra do Pelicano.

E também um pretexto pra repetir a sabedoria popular:

“Quem tem cu, tem medo”.

A propósito, muito a propósito mesmo, o presidente do PMDB, o maior aliado do gunverno petralha, um cabra por nome de Valdir Raupp, se arretou porque alguém ameaçou convocar um seu correligionário, o gunvernador do Rio Sérgio Cabral, pra depor na CPI da Cachoeira de Merda.

Vou transcrever do jeito que ele falou:

 “Convocar por que, se não há indício de favorecimento? Se for assim, tem de trazer meio mundo, ministro, presidência, o Lula”.

Hum… hum… que danado será que ele quis dizer com “trazer ministro, presidência, Lula“???

Que coisa mais sem cabimento. Afinal, estamos falando de um político de grosso calibre, presidente do maior partido da base aliada, bem informado, por dentro das gatunagens e íntimo dos batidores.

Vocês, leitores, sabem alguma coisa sobre isto que eu não sei???

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27 abril 2012 FULEIRAGEM

SINFRÔNIO – DIÁRIO DO NORDESTE

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MADRE SUPERIORA DALINHA CATUNDA – RIO DE JANEIRO-RJ

DE BOM JARDIM PARA A CIDADE MARAVILHOSA

Ontem, dia 26 de abril, eu e Rosário Pinto acompanhamos José de Souza Félix, o conhecido poeta, Dodó Félix, natural de Bom Jardim/PE, em um roteiro cultural.

Primeiro fomos ao CNFCP – Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular que fica no Palácio do Catete, em seguida fomos a Santa Teresa, lindo bairro da Cidade Maravilhosa, onde fica a sede da ABLC – Academia Brasileira de Literatura de Cordel.

Conheci Dodó Félix através do JBF – Jornal da Besta Fubana, lendo seus sonetos e cordéis, e lendo os comentários que ele gentilmente faz em minha página. Quero dizer que foi um prazer receber em minha casa e ciceronear este poeta pernambucano.

R. Quer dizer: a comunidade fubânica se espalha pelo Brasil inteiro e confraterniza em tudo quando é recanto desta pátria imensa.

Eu fico feliz que só a porra vendo uma coisa assim!

Dalinha Catunda e Doddo Felix

Rosário Pinto com o poeta de Bom Jardim

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27 abril 2012 FULEIRAGEM

PADRE SPONHOLZ – CHARGE ONLINE

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27 abril 2012 A PALAVRA DO EDITOR

FOI DADA A PARTIDA PRO SÃO JOÃO!

Na última quarta-feira, dia 25, na sede da Academia Passa Disco da Música Nordestina, aqui no Recife, foi dada a largada pros festejos juninos deste ano de 2012 na Nação Nordestina.

Festejos que, pra nós fubânicos, serão marcados pela poesia mais autêntica da música desta terra, pelo nosso tradicional forró pé-de-serra e bem longe do lixo dos conjuntos eletrônicos de porno-music.

Clique aqui e veja um vídeo com matéria do jornal Bom Dia Pernambuco, da Rede Globo.

A seguiralgumas dicas do Cardeal Fábio Cabral, proprietário da Loja Passa Disco:

Liv Moraes é filha dos cantores Dominguinhos e Guadalupe, e nesse seu segundo CD interpreta forrós assinados por grandes nomes da música nordestina, entre eles Antônio Barros/Ceceu (“Chameguinho”), Caetano Veloso (“O ciúme”), Petrúcio Amorim (“Coração menino”) e diversas assinadas por Dominguinhos e parceiros.

Pecinho Amorim, é filho de Petrúcio Amorim, e a exemplo de Liv, mostra no seu Cd de estréia, composições de diversos nomes da música nordestina, como Caetano Veloso (“Lisbela”), Geraldo Azevedo (“Moça bonita”), Alceu Valença (“Como dois animais”)… e muito forró assinados por Petrúcio, Accioly Neto, Rogério Rangel e composições autorias.

João Emídio, pernambucano de Petrolina, estreia com um belo CD produzido por Maciel Melo, com participações especiais de Xico Bizerra, Irah Caldeira, Petrúcio Amorim, Flávio Leandro, Zeca Bahia, Carlos Vilela e Maciel Melo.

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27 abril 2012 FULEIRAGEM

AMORIM – CORREIO DO POVO

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O QUE É POLITICAMENTE CORRRETO?

O STF está julgando a constitucionalidade da manutenção das cotas para afrodescendentes nas Universidades e os dois primeiros votos foram favoráveis a essa medida.

Eu concordo que alguma coisa precisa ser feita para que os “afrodescendentes” ascendam socialmente e tenham melhores oportunidades na sociedade.

O sistema de cotas pode ser um dos caminhos. Mas o principal é melhorar as condições de vida da população de um modo geral, para que todos possam concorrer em condições de igualdade. Porque o contingente de pobres de todas as etnias é muito grande.

Penso, ainda, que a palavra “afrodescendente” não deveria ser usada, embora eu compreenda perfeitamente o seu significado. Mas descendente passa a ideia de algo que está indo ladeira abaixo, de valor decrescente.

Sugiro que seja substituída por “de afrolinhagem”. Linhagem dá uma ideia de nobreza. Valoriza. Dá “status”. Coloca na ascendente.

A propósito, descobri, há alguns dias, na Internet, uma crítica a um livro infantil de minha autoria contida numa tese universitária.

É uma adaptação da lenda gaúcha do Negrinho do Pastoreio onde o personagem, sendo escravo, sofre maus-tratos etc.

A crítica se baseava no fato do Negrinho ser apresentado numa posição desvalorizada, inferior (!?).

Ora, o texto que escrevi baseou-se na lenda (que, por princípio, é fantasiosa e vem do imaginário popular) e eu não poderia, de modo algum, modificá-la para que o personagem principal tivesse outra vida. Não é de minha competência alterar uma lenda.

Mas, ao reescrê-la, fiz um texto que abre falando sobre os direitos das crianças e, na 3ª contracapa, está impressa a Declaração Universal dos Direitos das Crianças, sejam de afrolinhagem ou não.

Penso que o texto é, acima de tudo, um alerta para que as crianças percebam as injustiças e formem um pensamento crítico em relação à violência que muitas sofrem, escravas ou não, de afrolinhagem ou não.

A analista, portanto, fez uma análise superficial, surfando na onda do politicamente correto, o que é um erro.

Na ânsia de se posicionar a favor do “politicamente correto”, muita gente comete injustiças nesse país porque não se detém com profundidade no “texto”, não observam as entrelinhas que, muitas vezes, falam até mais do que o texto propriamente dito.

Um caso que me chamou a atenção, há alguns dias, foi o de uma senhora que disse, se não me engano, à balconista de uma loja: “- Você é uma negra safada!”. Está sendo processada por “racismo”.

Há, aí, um claro erro de interpretação. Se alguém diz: “- Você é uma negra safada!”, está se dirigindo a uma pessoa apenas e não a todos os de afrolinhagem. Na minha opinião, não é racismo, embora a pessoa que assim se manifestou possa ter tido em seu íntimo essa intenção. É, sim, uma ofensa moral e deve ser punida como tal, mas não por racismo. Se o termo foi usado para uma pessoa apenas, o que está nas entrelinhas é que, na opinião de quem pronunciou tais palavras, há pessoas de afrolinhagem que não são safadas. Aquela, em particular, na sua opinião, era ou é.

Se tivesse dito que ela é safada por ser de negra, aí, sim, seria preconceito contra os negros ou de afrolinhagem.

Se fosse uma balconista branca e a mulher dissesse: “Você é uma branca safada!”, seria a mesma coisa, A ofensa seria contra um único indivíduo e não contra toda uma raça (se é que podemos dizer RAÇA, já que só há uma: a raça humana).

Quem acha que chamar um negro de negro é racismo é o verdadeiro racista. Demonstra preconceito contra a palavra NEGRO (por extensão, a todos os de afrolinhagem) e se sente mal só de ouvi-la.

A propósito, há alguns dias, numa correspondência comentada aqui no JBF, usou-se a palavra “denegrir” que Dom Capeta, sábia e jocosamente, classificou-a de politicamente incorreta, uma vez que significa “tornar negro”.

A se considerar o sentido conotativo dessa palavra, realmente é politicamente incorreta, haja vista dizer, implicitamente, que tornar algo negro é diminuir a sua qualidade.

Entretanto, no sentido denotativo, apesar do dicionário, vai depender de quem a ouve ou emprega. Para alguns, denegrir (tornar negro) pode, perfeitamente, agregar valor.

Eu, por exemplo, tenho muita admiração pelos negros e sei, perfeitamente, que todos somos descendentes de africanos, conforme os testes de DNA já provaram. Assim, tornar negro, para mim, não desmerece em nada. Em muitos casos, valoriza.

Tanto é assim, que lamento não estar mais morando na praia. Uma das coisas que mais gostava era ficar ao sol “denegrindo” a minha pele.

Obs.: O termo “denegriir”, aqui, não tem nada a ver com a opinião dos dermatologistas.

* *

FALA SÉRIO !

(Grito de Guerra pra torcida, no próximo amistoso da seleção)

Mano Menezes

vê se não esquece:

o Ramires é melhor do que o Messi.

FALA SÉRIO !

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27 abril 2012 FULEIRAGEM

ÉDER – CHARGE ONLINE

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AINDA PEDRO ÁLVARES CABRAL

 

Neste mês de abril festejamos mais um aniversário do Descobrimento do Brasil em 1500, por uma armada portuguesa comandada por Pedro Álvares Cabral. Pouco se sabe de tão importante figura dos Descobrimentos Portugueses, de cuja armada de 13 navios restaram tão somente três, perdendo-se o restante, homens e naus, no mar desconhecido de que fala o poeta.

Nascido em Belmonte, em 1467 ou 1468, Pedro Álvares Gouveia usava, em 1500, o nome de família de sua genitora, Isabel de Gouveia. Somente em 1509, quando do falecimento do seu irmão mais velho, é que passou a fazer uso do nome de família do seu genitor, assinando-se Pedro Álavres Cabral. Era casado com D. Isabel de Castro que, apesar de ser neta dos reis D. Fernando de Portugal e D. Henrique de Castela, bem como sobrinha de Afonso de Albuquerque (c 1462 – 1515), Governador da Índia (1508) e conquistador do Oriente, era de uma família nobre de prestígio mas desprovida de riquezas.

Por ingerência de Afonso de Albuquerque, responsável pelo união de Cabral com a sua sobrinha, o rei D. Manuel lhe concedeu, em 1514, uma tença anual de 200.000 reis; ANTT Corpo Cronológico, P 11, M.º 44, doc. 43. Por ter recusado a participar da segunda esquadra enviada à Índia, em 1502, Cabral indispôs-se com o rei D. Manuel, passando então a viver no ostracismo, recolhido em Santarém, terra de sua mulher, onde veio a falecer no final do ano de 1520, vitimado pela malária adquirida em Calicute (Índia), sem avaliar a real grandeza do seu feito. Foi sepultado na na igreja da Graça, daquela cidade, em jazigo da família de sua mulher. Na lápide, à esquerda do altar-mor, se lê:

“Aquijaz Pedralvares Cabral e dona Isabel de Castro sua mulher cuja he esta capella e de todos os seus erdeiros a qual depois da morte de seu marido foi camareira mór da Infanta Dona Maria filha del rei Dom João o terceiro deste nome ”

 

Nenhuma referência de que ele fora o descobridor do Brasil!

Sobre esse fato, comenta Pedro Calmon, “essa lápide decorre a certeza de que Cabral morreu sem ter percebido inteiramente a importância do seu descobrimento, e, ao tempo, não parecia ele mais digno de memória do que o título de camareira-mor da infanta…. De um modo ou de outro, é ironia do destino, seja o cargo de Isabel de Castro o que mais se evidencia na inscrição sepulcral do descobridor do Brasil! Em 1520 – é certo – o Brasil ainda era vaga expressão geográfica: continuava a fascinação do Oriente e somente aí a glória …. A simplicidade da lápide é um sinal a mais, da pouca estima que ligou D. Manuel ao feito de seu capitão, parcialmente recompensado, três lustros depois, graças ao parentesco de Albuquerque” ; in História do Brasil. Rio: José Olympio, 1959 v. 1 p. 93.

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27 abril 2012 FULEIRAGEM

TIAGO RECCHIA – GAZETA DO POVO

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JOSÉ ÂNGELO DE ARAÚJO – MACEIÓ-AL

Alô Pessoal do Besta Fubana,

Gosto muito de acessar este jornal, sou viciado nele.

Sou paraibano, natural do vale do Piancó, morei em João Pessoa e  me formei na UFPB.

Desde 1993 sou  servidor público aqui  em Maceió-AL, onde moro até hoje, mas tenho como hob compor músicas, já tenho 17 musicas gravadas, das quais a última composição foi “O Crack sem a bola” que tem por  finalidade divulgar e transmitir uma mensagem que versa a campanha contra o crack no Brasil e no mundo.

Um cordial abraço, para voces do Besta Fubana.

R. E chegando mais…

Esta comunidade fubânica num para de crescer. Seja bem vindo e fique à vontade, seu cabra!

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É HOJE! – PARA OS LEITORES DO RECIFE – LANÇAMENTO DE RAFAEL ROCHA

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27 abril 2012 FULEIRAGEM

ÉDER – CHARGE ONLINE

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AINDA HÁ TEMPO

O seus olhar transmite  uma bruma
cinzenta e triste a vagar distante,
como se olhassem invisível escuma
estes seus olhos de olhar errante.

Amargas gotas contam as estórias
em sua face agora amargurada
de malogradas lutas e inglórias
que transformaram seu olhar em nada.

O brilho dos seus olhos se apagou…
suas retinas guardam uma vida
que seu escuro olhar não desfrutou…

Ainda há tempo! Reacenda a chama
da cor do seu olhar a ser vivida
dentro dos olhos de alguém que te ama!

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27 abril 2012 FULEIRAGEM

BRUNO – VALEPARAIBANO

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ESTADO LAICO, A QUEM INTERESSA?

O único caminho que os evangélicos tem de fazer pressão sobre o estado é o parlamento. Basicamente as igrejas neo-pentecostais que usam os fiéis como massa de manobra e rebanho eleitoral, tem sem dúvida um projeto de poder no qual a feição de estado laico que hoje é o Brasil não lhes interessa. Tolerância não é prática deles nem religiosa muito menos política,são essencialmente auto referentes e impositivos com relação aos que

Uma teocracia com toda certeza é o modelo que esses “profetas” do apocalipse da pluralidade do pensamento querem e perseguem.A cada eleição acumulam mais força parlamentar, investem pesado nas suas expansões de seus credos obscurantistas. Já teve caso deles que propuseram criminalizar os adeptos dos cultos afro brasileiros. Uma facção fascista, sumamente intolerante e autoritária. Hoje tem poder econômico via doação dos rebanhos evanjegues, poder de mídia através das redes de TV, poder político com suas bancadas.Um dia vão querer o poder armado para reprimir os que não concordarem com seus valores e visão do mundo, uma xiitização do processo político está a caminho.

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27 abril 2012 FULEIRAGEM

ALECRIM – CHARGE ONLINE

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26 abril 2012 DEU NO JORNAL

QUEM POSSUI FEDEGOSO TEME

Os petistas já não andam tão animados assim com a CPI mista do Cachoeira.

De 163 requerimentos protocolados por diferentes partidos (do governo e da oposição) na comissão, nenhum é assinado por integrantes do PT.

* * *

A sabedoria popular é infalível.

Já tem séculos que o Zé Povinho vive a repetir:

“Quem tem cu tem medo…”

Apesar de impunidade reinante e da expectativa de chuva de pizza, cu de petista deve ser o que mais tem medo no momento nestepaiz.

Como diz um grande filósofo da Base Aliada, “o futuro a Deus pertence e o tempo é o senhor da razão”.

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26 abril 2012 FULEIRAGEM

SIMANCA – A TARDE

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IDOS

A saudade é de quando sentei praça
No largo da Igreja do Rosário,
E eu ali, passarinhava o tempo.

Meu sol obrigatório, todo dia,
Às tais bobagens de futuro,
Iluminava apenas o que eu vivia.

A correria, os tropeções e os tombos
Eram antevisões do que viria
Em golfadas, redemoinhando ao vento.

De repente acabou-se o sonho…
De repente fez-se a tempestade…
E eu fui levado ao furacão do medo,
Apenas a me defender de tudo.

Hoje o que machuca é uma vontade estranha.
Dói o meu saudoso desejo de exercer
A vida, e não a falsa sina de existir,
Envolvido neste frágil manto de viver.

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26 abril 2012 FULEIRAGEM

DUKE – O TEMPO

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REFLEXÃO CAIPIRA (XXXIII)

  

Tristeza na roça tumém inziste

modiquê  inté corta o curação

apôis  si cum trabaio nóis insiste

uma desgraçêra  tráiz  muita aflição

pruquê si cum fé nóis  arrisisti

dêxa  inté o povo e os  bicho triste:

fartá chuva pra moíá  a  prantação

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26 abril 2012 FULEIRAGEM

PAIXÃO – A GAZETA

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26 abril 2012 DEU NO JORNAL

EU SE MIJO-ME TODINHO DE TANTO RIR

Depois de quase três décadas rompidos – e 20 anos sem nem mesmo se cumprimentaram protocolarmente, em eventos públicos – o governador Eduardo Campos, de Pernambuco e presidente nacional do PSB e o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) reataram antiga amizade iniciada nos anos 80.

A conversa deles nada tem a ver com eleições municipais: o olho de Campos está em 2014, quando pretende que seu nome seja a grande alternativa de Dilma Rousseff para o Planalto. Tudo dando certo, Gilberto Kassab será seu candidato ao governo de São Paulo.

* * *

E eu rio que só a porra do radicalismo da militância tabacuda aqui embaixo, enquanto os grandalhões se entendem lá em cima. Em Pernambuco (como no JBF e na internet) os jurássicos socialistas ainda usam os termos “direita” e “esquerda”, “progressista” e “reacionário”. E ainda escutam programas com rádios de válvulas elétricas e TV preto-e-branco.

Os fubânicos de outros estados não têm nem idéia do que os abestados eleitores vermêios de Eduardo Campos falam da Jarbas. É a militância mais porra-louca destepaiz.

Jarbinhas e Dudu: o amor é lindo!

Garanto a vocês de outros estados: Eduardo Campos reatando com Jarbas Vasconcelos e os dois tomando umas canas, planejando o futuro e rindo dos bestas, podem gargalhar na cara da militância zisquerdista pernambucana que vale a pena. Vale a pena mesmo, acreditem.

E, enquanto vocês estão rindo, vou botar Polodoro pra rinchar. Especialmente pra uma figura muito conhecida aqui da redação:

 

“Hoje em vou rinchar em homenagem a Canalha Congênito, que adora Dudu e odeia Jarbinhas!”

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26 abril 2012 FULEIRAGEM

PELICANO – BOM DIA

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VIVER SONHANDO

Isso eu não mudo! Você sempre diz que espero muito das pessoas, que sonho além dos limites e que minhas expectativas para quaisquer situações extrapolam o normal. Mas, o que é normal, o que é correto pensar? Cada qual com seu limite! O meu vai longe…

Como não sonhar com um amor que me ligue só para dizer que recebeu uma ligação inesperada do pai distante?

Como não esperar compartilhar todos os momentos mais marcantes da vida da pessoa que amo e por vontade de ambos?

Como não querer olhares apaixonados sempre, mesmo com o possível (olhem que não admito que haja realmente) desgaste da relação ou em momentos de discussão?

Como não ansiar pela presença de quem admiro, respeito e desejo a cada minuto?

Não vejo motivo para não esperar acordar ao seu lado e lhe dizer um ‘bom dia’ carinhoso depois de perceber que me observou dormir?

Como não esperar receber elogios sempre, principalmente quando me preparo para recebe-los? Ou passando um perfume novo, vestindo uma roupa diferente ou simplesmente com um novo penteado.

Como não sonhar com você ajoelhado, olhando para mim como um homem, feliz e determinado, aguardando minha resposta sobre nossa eterna caminhada juntos?

Como não me alegrar com o fato de ter me apresentado à sua família somo sua ‘esposa’? Isso soa, no mínimo, como um desejo.

Não acredito em amor à primeira vista, mas, por que não contar aos nossos filhos que nos apaixonamos no momento em que nos vimos?

Você diz que sonho demais, que espero demais… Mas tudo está ligado ao sentimento que temos. Toda vez que pergunta o que quero lhe respondo apenas: Ame, e aja como quem ama! É simples.

E sonhar? Bom, entendo que nossas realizações partem de sonhos… “Tem que ser assim, pra ser de coração”*…

* Música: Não precisa, Compositor: Paula Fernandes

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26 abril 2012 FULEIRAGEM

LANE – CHARGE ONLINE

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MONSENHOR WALTER JORGE DE FREITAS – PESQUEIRA-PE

Estimado papa e Digníssima Papisa.

Se possível, peço-lhes fazer tocar essa música, cujos intérpretes são o que de melhor existiu no nosso mundo artístico-musical.

Muito agradecido.

Modinha – De Sérgio Bittencurt – Com Orlando Silva – Acompanhamento: Jacob Bittencurt (Pai do Autor) e Conjunto Época de Ouro.

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26 abril 2012 FULEIRAGEM

EDRA – DIÁRIO DE CARATINGA

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26 abril 2012 A PALAVRA DO EDITOR

FUBÂNICO PRESIDE O CONSELHO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO

Na segunda-feira passada, dia 23, o Conselho Estadual de Educação de Pernambuco elegeu o Presidente do Colegiado para o biênio 2012-2014.

É com muita alegria que informo que o escolhido foi o Professor Fernando Antônio Gonçalves, fubânico de longa data, entusiasta da Besta Fubana e que assina no JBF a coluna “Sempre a Matutar“.

Eu ficho ancho que só a bixiga lixa com o tanto de malassombrados que dá expediente por aqui!

Parabéns, seu cabra doido da mulesta dos caxorros! Que você tenha uma gestão produtiva e coroada de sucessos.

Quem quiser conhecer um pouco sobre a vida, a obra e o currículo do Prof. Fernando, dê uma passada na página dele, clicando na ilustração abaixo:

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26 abril 2012 FULEIRAGEM

PAIXÃO – A GAZETA

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GLOSAS

Desconheço a autoria do mote gostaria de saber quem é o autor para atribuir os devidos créditos.

 Eu sonhei com a minha mocidade
E acordei com a velhice em minha frente

 

Fui dormir enfadado, e por cansaço
Envolvi-me nos braços de Morfeu
Foi tão lindo, e naquele sonho meu
Juventude em mim ganhou espaço
Sem que houvesse obstáculo ou embaraço
Me senti vigoroso novamente
Acordei-me e notei que infelizmente
Era um sonho e não realidade
Eu sonhei com a minha mocidade
E acordei com a velhice em minha frente!

Nesse sonho eu vi com perfeição
Um passado perdido na distancia
Novamente voltei pra minha infância
Revivendo momentos de emoção
Que eu brincava feliz com meu irmão
E corria nos campos tão contente
Tudo estava tão bom, mas, de repente
Despertei soluçando de saudade
Eu sonhei com a minha mocidade
E acordei com a velhice em minha frente!

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