29 março 2013 FULEIRAGEM

SINFRÔNIO – DIÁRIO DO NORDESTE

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29 março 2013 FULEIRAGEM

DUKE – O TEMPO

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29 março 2013 A PALAVRA DO EDITOR

NEM TUDO É TRISTEZA NA SANTA SEMANA

Selecionei as frases mais notáveis pronunciadas neste mês de março que está terminando.

São duas e ambas são lapidares. Ou seja, dignas de figurar numa lápide.

1) “A exploração do povo por quaisquer meios, pessoas ou instituições é um dos itens combatidos pelas esquerdas, pois ser de esquerda é ser a favor do povo.”

(Cardeal Goiano, em comentário feito no JBF, no dia 23/Mar)

* * *

2) “Poucos países do mundo tem um sistema de saúde como nós temos no Brasil.”

(Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao inaugurar um hospital em Barretos-SP, no mesmo dia do comentário de Goiano)

29 março 2013 FULEIRAGEM

TIAGO RECCHIA – GAZETA DO POVO

tiago

PEQUENOS PARTIDOS, OPORTUNIDADES PERDIDAS

Penso que as coligações, para a administração pública, através de eleições, em que os partidos menores da Aliança cedem seus horários gratuitos obrigatórios para o partido majoritário, estão sendo desperdiçadas, especialmente pelos partidos pequenos.

Entendo que a cessão de um ou mais ministérios, secretarias estaduais ou municipais deveria ser uma excelente oportunidade para que o partido menor pudesse ter algum destaque, mostrando eficiência na administração que lhe coubesse, conseguindo mais adeptos para a sua sigla, o que lhe permitiria alçar voos mais altos no futuro.

Eventualmente, colocar em destaque um dos seus membros, para que pudessem almejar eleições majoritárias, uma maior consistência, liderança e aceitação popular.

Pelo menos, é o que entendo como deveriam agir os pequenos partidos, aproveitando ao máximo a oportunidade de demonstrar aos eleitores a materialização de suas propostas.

Infelizmente, não é isso que temos visto. As alianças para administrar o Estado têm-se tornado, de fato, verdadeiros loteamentos visando arrumar empregos para os correligionários de cada partido e obter vantagens pecuniárias para os ocupantes do cargo, para o partido e por aí afora.

As alianças nada mais são do que arranjos nos quais, em troca de alguns minutos a mais no horário gratuito, um trabalho de panfletagem ou de uso de prestígio pessoal um determinado órgão da administração pública é entregue “porteira fechada” a outro partido.

A população brasileira, que enxerga um palmo diante do nariz, deve começar a rejeitar esse tipo de aliança porque, via de regra, é um acordo de aves de rapina.

No início do governo Dilma, alguns ministros tiveram de ser trocados por conta de envolvimentos com corrupção ou malfeitos, amplamente divulgados pelos meios de comunicação.

O que fez o governo? Substituiu-os por políticos do mesmo partido, comprovando que o Brasil foi loteado, sob a desculpa da “governabilidade”, que é o apelido de bandalheira e assalto aos cofres públicos.

Recentemente, tivemos um exemplo nítido do que estou falando com o Ministério do Trabalho. O ex-ministro Luppi foi defenestrado do cargo por envolvimentos pouco republicanos com sindicatos e outros. Para o seu lugar, foi indicado o deputado Brizola Neto, de uma facção rival dentro do PDT.

Entretanto, devido às pressões do PDT em cima do governo Dilma e ameaça de sair da base aliada, bandeando-se para outra candidatura nas eleições de 2014, foram suficientes para que o governo voltasse atrás e substituísse o então ministro Brizola Neto por alguém da turma do Luppi, majoritária naquela partido.

Fazendo somente o jogo político, sem apresentar nada de novo e muito menos eficiência administrativa, não estamos mais formando lideranças políticas e os que estão no poder, além de se julgarem eternos, estão tratando o Brasil como coisa sua.

E para que continue assim, a presidenta já se manifestou dizendo que fará o diabo nas eleições.

Uma nação, na qual não ocorre renovação de líderes, tende a se tornar refém de caudilhos e esses caudilhos, julgando-se eternos, não deixarão florescer novas lideranças capazes de conduzir os destinos futuros do povo que os mantém no poder.

No momento atual, à exceção do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, não existe praticamente nenhum outro nome capaz de representar essa renovação, uma vez que Aécio Neves, do PSDB, tem-se mostrado tímido na oposição, sem atuação efetiva e sem holofotes suficientes. 

Sobre o assunto governo e sucessão, tenhos duas certezas. Uma é que o Brasil precisa de mudanças urgentes em suas lideranças e o PT não pode mais continuar nos governando, porque já estourou a sua cota de erros e malfeitos.

A outra é que o atual modelo de alianças serve somente aos políticos e em nada contribui para o futuro político da nação.

* * *

FALA SÉRIO!     

Depois da interdição do Engenhão, construído pela DELTA, OAS e ODEBRECHT, em função do risco da cobertura desabar, quem terá coragem de assistir aos jogos da Copa do Mundo, nesses estádios feitos às pressas, com essa qualidade de engenharia?

FALA SÉRIO!

* * *

Hoje, fiquei sabendo que a justiça eslovaca trocou a sentença de pena de morte pela de prisão perpétua de um agente nazista, condenado por crimes na Segunda Guerra Mundial.

O cidadão em questão está com 97 anos de idade!

Com todo o respeito às vítimas do nazismo (ideologia pela qual não nutro a mínima simpatia, diga-se de passagem), será que um ódio levado a tamanhos extremos pode construir alguma coisa de bom para a Humanidade?

Acho que os próprios judeus deveriam se manifestar em favor da liberdade incondicional desse ancião. Seria um gesto que os dignificaria perante os olhos dos amantes da paz.

FALA SÉRIO!

29 março 2013 FULEIRAGEM

MÁRIO ALBERTO – LANCE

marioalberto

JULIO CANDAL RODRIGUES – SÃO LOURENÇO-MG

Cara, que maravilha de jornal!

Resido em São Lourenço – MG, pequena cidade das águas minerais, assim como também o são tantas outras cidades da região.

Para minha alegria, procurando na NET pelo significado da palavra “xanguiti”, expressão popular muito utilizada no Rio de Janeiro, pelo menos quando lá residi, há cerca  de 20 anos, deparei-me com essa maravilha de Jornal nordestino, que consegue transitar com seriedade entre os mais variados temas nacionais e internacionais, sem, entretanto, para nosso gáudio,  deixar de transmitir ao internauta a essência da alma nordestina, no que tange ao seu modo particularíssimo de lidar com as agruras da vida, sempre com graça, bom humor e irreverência.

Com certeza não serei o primeiro, mas quero que saiba que me sinto honrado em informá-lo de que acabou de arrebanhar mais um leitor/seguidor da região sudeste desse imenso Brasil.

Meus sinceros e honestos parabéns!

R. Meu caro leitor, fique certo que eu vivo dando xanguiti a toda hora aqui no JBF por conta da tabacudice dos gunvernistas fubânicos e dos cegos ideológicos dos dois extremos. É cada piti de fazer inveja a uma lavadeira aregando com a vizinha manicure!

Conheci São Lourenço no final dos anos 60, ao lado do meu saudoso amigo João Batista, natural de Lambari, outra mimosa cidade do circuito das águas, e fiquei encantado com este belíssimo sul das Minas Gerais. Um recanto de mundo repleto de magias e encantos. Tomei banhos e cana que só a porra! Outro detalhe: região de tanta mulher bonita que chega faz bem pras vistas.

Quanto ao fato de você dizer que São Lourenço é uma “pequena cidade”, isto é porque não conheceu ainda Pernambuco e não passou por Água Preta, Joaquim Nabuco, Gameleira, Maraial, Xexéu…

Seja bem vindo a este antro de indecências e podridões e saiba que sou muito grato pelo seu contato e pela generosidade de sua apreciação.

 

 

A bela São Lourenço é uma das mais conhecidas estâncias hidrominerais do Brasil, situada a 387 km da capital BH; está localizada na serra da Mantiqueira e faz parte do assim chamado Circuito das Águas

29 março 2013 FULEIRAGEM

AROEIRA – O DIA

aroeira

29 março 2013 FULEIRAGEM

AMORIM – CORREIO DO POVO

amorim

29 março 2013 FULEIRAGEM

PADRE SPONHOLZ – JBF

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DIZERES E FAZERES

Eu não digo nem desdigo
Desdizer não me convém
Se digo nem por castigo
Desdigo nada, porém…

Não faço só por fazer
Fazer por fazer não faço
Mas faço por merecer
Seu carinho, seu abraço…

Só disse o que pensei
Sou sincero, eu gostei
Do dizer sem embaraço

Se só faço por prazer
Espero só merecer
Respeito pelo que faço

A poetisa Glorinha, com meu carinho e meu respeito

29 março 2013 FULEIRAGEM

M. AURÉLIO – ZERO HORA

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29 março 2013 A PALAVRA DO EDITOR

CAMBALEANDO SANTIFICADAMENTE

A semana santa em Pernambuco é um fuá de ponta a ponta, com muita música, muita festa, muita cachaça, muita comidoria e muita morte no trânsito, em consequência das estradas cheias. Tem também muitos espetáculos, pagos com dinheiro de prefeituras, com os nojentos conjuntos de porno-forró e grupos baianos de axé-music. 

Nas cidades “turísticas”, feito Gravatá, os bares, restaurantes e mercados ficam lotados, enquanto o ilustre crucificado permanece totalmente esquecido e abandonado na sua cruz. Salvo, evidentemente, no rebuscado e global espetáculo da Paixão de Cristo, em Fazenda Nova, feito sob medida pros turistas e pra economia do Agreste.

A Igreja Sertaneja já fez sua celebração da santa semana ao reproduzir o quadro A Última Ceia, do gênio Leonardo da Vinci, tendo como figurantes componentes do seu clero, entre eles os cardeais Paulo Carvalho, Meca Moreno e Xico Bizerra. Eu posei no papel principal.

No dia de hoje, Sexta-Feira da Paixão, vou almoçar uma suculenta buchada de bode, preparada por Daniele, minha competente secretária do lar, tomando uma santificada cachaça Triumpho, numa garrafa feita de barro. Nos tempos em que eu morava numa casa, meu santo churrasco de picanha no dia de hoje já era tradição. Agora, vivendo em apartamento, o jeito é me valer do fogão.

O grande poeta e boêmio cearense Francisco de Paula Ney, quando repreendido ao ser visto bêbado numa sexta-feira santa, respondeu na bucha: “Quando a divindade sucumbe, a humanidade cambaleia“.

Tô cum ele e num abro. E vou cambalear que só a gôta serena daqui pro final do dia!

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A obra-prima de Leonardo da Vinci…

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…e a reprodução feita por membros da Igreja Sertaneja

29 março 2013 FULEIRAGEM

SINOVALDO – JORNAL NH

sinovaldo

JOSÉ CALVINO – RECIFE-PE

Paixão de Cristo* – Rir ainda é o melhor remédio

Vamos rir? Era Semana Santa. Antigamente todos os anos  no bairro de Casa Amarela, Zona Norte do Recife, era armado o circo Tomara que não chova   (por não ter empanada). O proprietário do circo havia dado, uns dias antes do espetáculo, uma pisa num rapaz, em razão do mesmo haver dado uma cantada em sua amante.

Mas o que aconteceu? O referido rapaz é contratado pelo diretor do espetáculo, junto aos demais desocupados para fazer o papel de soldado (os algozes de Jesus). Jesus carregava  a cruz ao calvário, após colocarem a coroa de espinhos (feita de palha) na cabeça. Na hora em que os soldados chegavam a ele  diziam: “Salve, rei dos judeus!; e davam-lhe falsas bofetadas, açoitando-o com sacos de estopa.

O rapaz inimigo, premeditadamente, colocou um “quiri” (pau) dentro do saco e  danou pelo lombo do Cristo. Ao reconhecer o dito cujo, Jesus soltou a cruz e foi em cima do inimigo. Foi aí que começou a inesperada comédia. Brigando, Jesus leva desvantagem… e outras cacetadas foram dadas. Cristo então corre, para alegria da platéia, que gritava: “Jesus frouxo!”, “Jesus frouxo!”.

* Do livro Miscelânea Recife – Gravado em disco – mar 2003

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29 março 2013 FULEIRAGEM

JORGE BRAGA – O POPULAR

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29 março 2013 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

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TRAPALHADAS PELO PODER

O Brasil se tornou uma grande arena política. Para todos os lados são os interesses políticos, e tão somente eles, é que determinam as ações dos governantes e dos participantes do clube. É fácil observar que estas ações não se inserem ou tem por base de planejamento em que o desejo da construção de uma verdadeira Nação faça parte de seu conteúdo e elaboração. Assim, o País vai marchando desprovido de estratégia de longo prazo e sustentado nas medidas paliativas e de efeitos de curto prazo. Como não há prioridades em atitudes que não representem resultados imediatos as vontades de governo e classe política, ficam no plano virtual e de mero cenário todas consideradas de longo prazo. Educação e seus resultados e também saneamento e seus resultados não são visíveis à população, como exemplos, os cuidados e atenções passam ao largo de preocupações governamentais e de políticos, salvo raras exceções.

Aproveitando da ignorância da população e da falta de postura de uma sociedade cultural e econômica mais atuante na defesa do seu País, todos envolvidos pelo interesse único e individual no acúmulo de riquezas, o governo e políticos de plantão direcionam seu maior esforço em soluções de problemas imediatos voltados ao atendimento de sua clientela eleitoral e financiadora como forma de buscar caminhos de sustentação no pleito eleitoral e com isso a sua manutenção no campo de Poder.  Projetos de longo prazo, dada essa dinâmica de trabalho no Poder Executivo e Legislativo, que possam traduzir em desenvolvimento a Nação, seu crescimento sustentável e bem estar geral da população, não conseguem tramitação e menos ainda, aprovação.

Este fato de vida política de resultados imprimido no Brasil leva o País a uma situação em que o governo não governa e o legislativo não legisla dentro de padrões do que se espera de suas atividades. Dessa forma, o que se vê é que partidos, programas partidários, promessas de campanha e toda uma atividade que deveria ser voltada a um projeto de desenvolvimento nacional, transformam-se em meros discursos. Como exemplo, o prefeito de São Paulo que em menos de 100 dias já está revendo e fazendo cortes em todas as promessas feitas a população paulista. Tudo ficou no discurso do palanque eleitoral. Há sempre uma eleição logo a seguir e isso faz com que a busca por apoio partidário, leia-se grupos de políticos e empresários financiadores, leva o governo e mandatários em geral a fazer da atividade um veículo de negócios e acertos que possam se garantir no próximo pleito e na manutenção do Poder.

Esta é a razão de ha mais de ano da eleição de cargos federais e estaduais, mal saindo da esfera municipal, a classe política já está em plena mobilização à caça de espaços eleitorais. O foco político brasileiro está fora dos problemas que assolam o Brasil tais como educação, infraestrutura, inflação e por aí vai. Há quanto tempo, como exemplos, estão aí os problemas com desastres naturais que matam milhares todos os anos e as perdas da produção nacional de grãos com as estradas e portos. São milhares os exemplos tais como hospitais desmantelados, verdadeiros passaportes para o inferno das pessoas, e escolas que transformam a educação brasileira em uma das piores do mundo e não se vê resultado algum com eficiência. Ficam sempre no campo das medidas paliativas.

Como para chegar ao Poder o partido não é o caminho mais viável, é mera formalidade legal, campeiam no Brasil os conchavos e negociatas entre grupos de toda ordem para participar do butim. Ninguém está preocupado com propostas e projetos que possam melhorar por anos a vida dos brasileiros. Dessa forma ficamos presos e cada vez mais oprimidos e inseguros já que todas as medidas são populistas e de curto prazo tais como redução de juros, desoneração de produtos industriais, redução no preço da energia elétrica etc. Todas de longo prazo emPACam.

O que o brasileiro não percebe é que o governo e grupos políticos, que aprovam essas medidas e forma de governo ao aceitá-las passivamente, dão com uma mão e tomam com a outra. O aumento do diesel é uma das formas indiretas (termoelétricas) que via conta de luz vai chegar logo ao bolso do cidadão. O preço da alimentação está nas prateleiras e a tal desoneração da cesta básica vai se tornar lenda em poucos dias. É a busca desenfreada pela aprovação popular e pelo voto. São as trapalhadas pelo poder de manter-se no Poder.

29 março 2013 FULEIRAGEM

ENIO – GAZETA DE ALAGOAS

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NÃO-ME-DEIXES

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Duas velhinhas, Dora e Dorinha, todo dia, bem de tardezinha, ficavam ali em suas cadeiras de balanço, sentadinhas numa sombreada calçada lá em Quixadá. Proseando, tricotando e vendo a vida passar.

Contavam histórias dos discos voadores que assombrava o povo, de uma menina chamada Mariana que corria de noite pelas ruas de Quixadá e subia na parte mais íngreme da Pedra do Cruzeiro e que pouca gente viu e outras histórias mais que sabiam de cor e salteado e por assim dizer.

A brisa também ia e vinha e ficava ali rodopiando afoita, curiando, à espreita, ouvindo a prosa das velhinhas, querendo também prosear. Volta e meia espalhava folhas na calçada e caçoando delas, entrava na conversa sem pedir licença, lembrando os tempos antigos, ventando recordações…

Dorinha, quando moça, conheceu um rapaz muito bonito que queria se casar com ela e já tinha até pedido a mão dela, mas só que ele queria morar em Fortaleza, pois tinha casa lá e tudo o mais. E tudo o mais.

– E deixar o meu Quixadá? – foi a resposta dela. E não casou não.

Dora que era filha de Maria, devota do Sagrado Coração de Maria, sorriu baixinho com a resposta de Dorinha e por isso também não casou.

Quixadá é um lugar para ficar no coração e não para deixar para trás, assim, sem mais nem menos. E não casou mesmo.

A lua já se ajeitava por cima da Pedra do Cruzeiro e o sol pincelava as nuvens com matizes impossíveis e inimagináveis por detrás da serra do Estevão, tingindo as águas do Cedro de verde, azul, rosa e anil. O vento frio, anunciando a noite, expulsou suavemente a brisa vespertina que prometeu, fustigando no ouvido das velhinhas, que voltaria amanhã, de tardezinha, para prosear e ver a vida passar, nas calçadas sombreadas lá em Quixadá. 
 


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