1 maio 2018 DEU NO JORNAL

ARROMBARAM A TABACA DE XOLINHA DE NOVO!

Raquel Dodge acaba de denunciar ao STF o ex-presidente Lula, o ex-ministro Antonio Palocci e a senadora Gleisi Hoffmann, além de seu marido Paulo Bernardo, pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

Também foi denunciado Leones Dall Adnol, chefe de gabinete da petista.

A denúncia foi feita a partir de delação da Odebrecht sobre a alocação para o PT de US$ 40 milhões, em troca de decisões de interesse do grupo, como o aumento da linha de crédito à exportação para Angola.

A medida foi viabilizada pela assinatura, em junho de 2010, do Protocolo de Entendimento entre Brasil e Angola. Posteriormente, o termo foi referendado pelo Conselho de Ministros da Câmara de Comércio Exterior (Camex), órgão que tinha Paulo Bernardo entre os integrantes.

Na condição de exportadora de serviços, a Odebrecht recebeu do governo angolano parte dos valores conseguidos com financiamentos liberados pelo banco estatal brasileiro. O país africano teve o limite de crédito ampliado para R$ 1 bilhão, graças à interferência dos envolvidos.

Delações, como a de Emílio Odebrecht, foram corroboradas com planilhas, e-mails e quebras de sigilo telefônico dos investigados.

* * *

Eu gostei da palavra “corroboradas” no último parágrafo, se referindo às delações.

Ou seja, tudo provado e comprovado com planilhas, e-mails e gravações telefônicas.

Esta nova e bem fundamentada denúncia da PGR contra a organização criminosa vermêio-istrelada vai ser pra torar. Pra lascar.

O petista fubânico Ceguinho Teimoso vai ter um trabalho danado pra exercer seu contorcionismo explicatório neste novo esgoto estourado.

O PT, seguindo sua triste rotina, já disse que é tudo mentira, que é perseguição da justiça brasileira e da grande mídia golpista.

Vou sugerir a Gleisi que, na próxima denúncia, que certamente virá, basta soltar uma nota dizendo assim: “Leiam a nota anterior”.

Eles sempre repetem a mesma merda.

O detalhe curioso é que, desta vez, o corno de Gleisi, o Paulo Bernardo, apareceu com o chifre e tudo na nova denúncia.

Xolinha de tabaca arrombada com a nova denúncia contra os ladrões petralhas

1 maio 2018 CHARGES

J. BOSCO

OS BRASILEIROS IV – JOSÉ LINS DO REGO

José Lins do Rego Cavalcanti nasceu em Pilar, Paraíba, em 3/6/1901. Romancista e jornalista, concluiu os primeiros estudos no Colégio de Itabaiana, no Instituto Nossa Senhora do Carmo e no Colégio Diocesano Pio X, de João Pessoa e nos colégios Carneiro Leão e Oswaldo Cruz, no Recife, onde foi diplomado pela Faculdade de Direito, em 1923. Durante o curso, fundou o semanário “Dom Casmurro” e manteve contatos com o meio literário recifense, tornando-se amigo de José Américo de Almeida, Osório Borba, Luís Delgado, Aníbal Fernandes e Gilberto Freyre, de quem recebeu forte influência. Oriundo e criado numa família de senhores de engenho, teve a oportunidade de relatar, nostálgica e criticamente, a transição da época em que viveu.

Em 1924 casou-se com sua prima Philomena Massa, filha do senador Antônio Massa e no ano seguinte ingressou no Ministério Público de Minas Gerais, como promotor em Manhuaçu, mas ficou pouco tempo no cargo. Em seguida mudou-se para Maceió, onde exerceu as funções de fiscal de bancos até 1930 e fiscal de consumo de 1931 a 1935. Neste período conviveu com Graciliano Ramos, Rachel de Queiroz, Aurélio Buarque de Holanda e Jorge de Lima. Seus primeiros livros, nomeados de “Ciclo da cana-de-açúcar” refletem a decadência do mundo rural nordestino: Menino de engenho (1932 e premiado pela Fundação Graça Aranha), Doidinho (1933), Bangüê (1934), O moleque Ricardo (1935) e Usina (1936). É considerado, ao lado de Graciliano Ramos, Érico Veríssimo, Rachel de Queiroz e Jorge Amado, um autor prestigiado entre os regionalistas da literatura nacional.

Sua obra regionalista, contudo, não se encaixa somente na denúncia sócio-política, mas, segundo Manuel Cavalcanti Proença, igualmente em sua “sensibilidade à flor da pele, na sinceridade diante da vida, na autenticidade que o caracterizavam. Conforme alguns críticos, ele imprimiu uma nova forma de oralidade na literatura brasileira, praticada pelos modernistas de 1922. Após consolidar seu nome na literatura regional, transferiu-se para o Rio de Janeiro, em 1935, ampliando o leque de amigos, e passou a escrever para os “Diários Associados” e “O Globo”. Por essa época, revelou-se uma faceta pouco conhecida de sua personalidade: a paixão pelo futebol. Foi um grande torcedor do Flamengo e chegou a exercer o cargo de secretário-geral da CBD-Confederação Brasileira de Futebol no período de 1942 a 1954.

Em 1956 entrou para a Academia Brasileira de Letras e logo depois estreou na literatura infanto-juvenil com Histórias da velha Totônia, seu único livro nesta área. Alguns de seus livros foram adaptados para o cinema e muitos deles foram traduzidos em diversos idiomas. Foi um escritor inteiramente despojado de atitudes ou artifícios literários. Ele mesmo se via como um escritor instintivo e espontâneo: “Quando imagino nos meus romances tomo sempre como modo de orientação o dizer as coisas como elas surgem na memória, com os jeitos e as maneiras simples dos cegos poetas”.

Deixou 23 livros publicados e a imagem de um escritor sério e comprometido com sua terra e seu tempo. Na avaliação dos críticos, ele deixou uma obra que “Bem examinadas as coisas… Nada há nele que não seja o espelho do que se passa na sociedade rural e na das cidades do Norte e do Sul do Brasil. É de todo o Brasil e um pouco de todo o mundo”, conforme José Ribeiro. Já Wilson Martins não gostou de Fogo Morto e afirmou que o “o livro passa de simples reelaboração do Ciclo da Cana-de-Açúcar, sem nada lhe acrescentar e até tirando-lhe alguma coisa”. No entanto, Alfredo Bosi considerou Fogo Morto a verdadeira “superação” do ciclo da cana-de-açúcar. Numa análise dos personagens, Antônio Candido declarou que “o que torna esse romance ímpar entre os publicados em 1943 é a qualidade humana dos personagens criados: aqui, os problemas se fundem nas pessoas e só têm sentido enquanto elementos do drama que elas vivem.”

Outro respeitado crítico, Massaud Moisés, fez questão de colocar Fogo morto entre os livros dos anos 30, muito embora tenha sido lançado em 1943, pela razão da obra ser uma expressão “acabada do espírito do projeto estético e ideológico regionalista característico daquela década”. Parece haver um consenso, no qual sua obra caracteriza-se, particularmente, pelo extraordinário poder de descrição. “Reproduz no texto a linguagem do eito, da bagaceira, do nordestino, tornando-o o mais legítimo representante da literatura regional nordestina”. Faleceu em 12/9/1957.

1 maio 2018 CHARGES

J. BOSCO

CLARA NUNES

Neste vídeo de 1979, Clara Nunes interpreta de Paulinho da Viola “Na linha do mar“. Clara Nunes encantou-se em 2 de abril de 1983 aos 40 anos.

1 maio 2018 CHARGES

SPONHOLZ

KRISTINA REIS – RIO DE JANEIRO-RJ

Adorei ver minha montagem publicada.

Fiquei orgulhosa!!! Nunca, antes na estória desse Pais, tive algo publicado (falta de talento??)

Copiei, colei e mandei para meus amigos, junto com o link desse jornal tão diferente das demais publicações que nos cercam.

Infelizmente, não tenho o dom do desenho, mas gosto de montagens.

Por isso, envio mais uma, fique a vontade quanto a publicar ou não, caso ache inconveniente.

Não ficarei aborrecida, somente triste, mas enviarei outras.

Parabéns pelo belo trabalho desenvolvido.

Um abraços e mil beijocas!!!

30 abril 2018 CHARGES

ADNAEL

30 abril 2018 PERCIVAL PUGGINA

OS ARTIGOS QUE NÃO ESCREVO

Não é raro que leitores me perguntem por que, ao longo de tantos anos, tendo publicado quatro livros e milhares de artigos, eu não incluo entre minhas pautas os temas referentes às mazelas sociais. “Essas realidades nada lhe dizem? Por que o senhor combate pessoas e partidos manifestamente preocupados com os miseráveis?”, indagam-me, certos de que sangrarei sob o peso da minha omissão.

Essas indagações ganham relevo porque refletem dois problemas nacionais, com conseqüências políticas desastrosas. Refiro-me, primeiro, à ideia de que as palavras têm um poder mágico, capaz de mudar a realidade por mera dicção. E, segundo, a ideia de que não seja necessário explicitar, concretamente, o modo como se viabiliza a superação do mal descrito. É exatamente pela desatenção a esse aspecto que os demagogos congestionam a política brasileira.

Já ouvi muito discurso vazio, já vi muita gente chegar ao poder mediante tais parolagens, já vivi para ver muitos povos submetidos a tiranos que se impuseram em nome de prometida e nunca entregue redenção social. Sinceramente, sinto-me dispensado disso. Um artigo que aponte como soluções para a pobreza sistemas econômicos e políticas que agravam a miséria só serve para o autor.

Prefiro outro caminho, ou seja, o dos temas sobre os quais escrevo. Entre eles, um sistema econômico que produza riqueza e não miséria, políticas que liberem as iniciativas individuais e reduzam o peso do Estado sobre a sociedade; e um sistema educacional que cultive os valores do estudo e do trabalho. É o caminho que promove valores culturais relevantes, como a dignidade e a autonomia da pessoa humana, a família, o correto uso da liberdade, a solidariedade, a ordem, o amor à pátria, o respeito à lei e as virtudes. É o caminho da religiosidade sadia, do amor a Deus, da fé, da prioridade do espírito sobre a matéria, da ética sobre a técnica e da pessoa humana sobre o Estado. É o caminho que promove o Bem e denuncia o Mal. Que aprecia a beleza, a justiça e a verdade. É o que busca instrumentos políticos capazes de construir uma verdadeira democracia, na forma e nos princípios que a inspiram, porque simetricamente presentes no conjunto do tecido social.

Sei que assim se atacam os problemas causadores do baixo crescimento econômico, a miséria, a desagregação familiar e social, o vício, a violência e a criminalidade. Aí estão os adversários que enfrento, caros leitores, eventualmente ansiosos por um artigo talvez tão agradável de ler quanto historicamente surrado e inútil. É claro, também, que nada posso fazer se estas pautas, vez por outra, pareçam chapéus sob medida para a cabeça de algumas pessoas ou partidos políticos.

30 abril 2018 CHARGES

MYRRIA

30 abril 2018 A PALAVRA DO EDITOR

LUTEM CONTRA A DEMOCRACIA, CUMPANHEROS!!!

Este é o pensamento de uma petralha eminente.

Uma adoradora da religião de Lula que pertence ao primeiro escalão da organização criminosa.

Ela faz parte do sínodo de cardeais da organização anti-democrática que usa a sigla partidária de PT.

Maria da Novena escancarou o pensamento dos seus comparsas.

Lutem contra a democracia“, foi a frase que ela cagou oralmente no vídeo abaixo.

Coitado do fubânico luleiro Ceguinho Teimoso: vai ser difícil ele desmentir sua ídola com o costumeiro malabarismo explicatório.

Mas, pensando bem, eu não duvido nada que ele tente…

 

30 abril 2018 CHARGES

SPONHOLZ

Comemorar o quê?

SONIA REGINA – SANTOS-SP

Sr. Editor,

envio um vídeo bastante conhecido mas, lá se vão quase 4 anos.

Talvez já tenha caído no esquecimento.

30 abril 2018 CHARGES

IOTTI

TEREZINHA: A IRMÃ QUE PERDEU O CABAÇO AOS QUARENTA

Terezinha era uma morena prendada, discreta, caridosa. Um metro e cinquenta de altura, quarenta anos, peitos fartos e duros, pernas grossas, cabelos pretos e longos. Cristã fervorosa, dessas de ir à igreja todos os domingos se confessar com o padre Rubião, da igreja do bairro: As Escadas Para o Paraíso Eterno.

Sua maior preocupação na vida era que já estava passando dos quarenta anos, virando titia, e ainda não havia encontrado um pretendente do seu agrado para se casar. Enquanto isso, todas as suas colegas da irmandade e vizinhanças já haviam feito o caminho inverso.

Não sabia a quem atribuir esse caritó: se a sua exigência por um homem que só seus olhos enxergavam ou porque sentia medo de se aproximar de um pretendente, por ser muito fechada e arisca. Ou talvez trauma da infância.

Mesmo assim, uns dez ou vinte candidatos já lhe teriam se chegado perto, mas ela ficava arisca, cismada quando ia ser abraçada ou beijada. Quando o caboclo se enxeria muito ela já passava um rabo de olho enviesado para ver se a braguilha ou o calção do pretendente estavam intumescidos, com o “trussue duro”, e quando percebia algo estranho procurava se afastar toda desconfiada, e o descartava na bucha. Ó Deus! – Por que todo homem só pensa naquilo e quer logo comer a gente? – lamentava ela sem não entender!

Solteirona reprimida, sonhava quase todas às noites com um príncipe encantado diferente lhe beijando o cangote, lambendo as orelhas, roçando o pescoço, pegando-lhe os peitos fartos, mas quando aproximava a mão boba por cima do cara preta, ela se acordava assustada e sonhando em bica. – Meu Deus, o que está acontecendo comigo?! – Indagava-se a si mesma na penumbra do quarto solitário.

Um dia criou coragem e foi se confessar com o padre Rubião, um Alemão mais vermelho do que a carne da FRIBOI, e contar-lhe os sonhos eróticos que vinha fantasiando constantemente.

Véu na cabeça, entre as dez beatas que estavam à sua frente para se confessar, chegou a sua vez. Ajoelhou-se. Pigarreou nervosa. E no silêncio do confessionário o padre lhe perguntou: Minha filha, o que traz você aqui?

– Padre, respondeu ela nervosa. Eu estou assustada comigo mesma, padre. Estou com quarenta anos, sou solteira, virgem ainda, cabaço, sonho todos os dias com um homem diferente me possuindo, mas todos que se aproximam de mim, no sonho, eu expulso com medo, me acordo assustada com a calcinha dota molhada de desejos. Aí meu Deus! Isso não é pecado não, padre, esses sonhos estranhos comigo? Deus não vai me castigar?

– Minha filha – respondeu o padre Rubião! “Deus” não castiga ninguém! O castigo de “Deus” é uma heresia que a igreja inventou para meter medo nas descerebradas! O primeiro que se lhe apropinquar de hoje em diante, não perca tempo não. Agarre-o, namore-o, case-se ou se junte, dê, mas realize seu sonho! Não se esqueça: Deus está de cunhão cheio de tanto cabaço solto no céu e com mais o seu ele vai pirar. Esses sonhos que você está tendo, é falta de estímulo à libido! Exercite-a urgente senão você vai surtar feito Maria Madalena!

Terezinha, que já vinha de olho em Lucio, um eunuco com cara de debiloide de mais de cinquenta anos que frequenta a igreja também, ficou ouriçada com as palavras do padre, e partiu para conquistar o solteirão e, não mais pensando com a cabeça e sim com a parte do corpo de baixo, cantou o pretendente se gostaria de lhe namorar.

Dois meses depois dessa cantada, ficaram noivos. Ela fazendo questão de escolher e pagar as alianças e acertar o dia do casamento, pois não aquentava mais aquele caritó, aqueles sonhos eróticos alucinados, aqueles desejos que lhe pipocavam os poros, lhe deixando maluca. Queria sentir o gosto do desejo, do prazer, do clímax, em fim. Não queria perder mais tempo sem o remelexo da sanfona, o vai e vem do camelo, o rela bucho do chamego apimentado da sanfona de oito baixos.

Quatro meses depois do noivado, ela mesma marcou a data do casamento. Comprou o enxoval, o traje de casamento do noivo, preparou os convites, tudo que um casório propiciava.

Solteirona juramentada, que recebia uma gorda pensão especial por morte do pai, que havia sido ex combatente da Segunda Guerra Mundial, dinheiro não lhe era problema, era solução.

Quando chegou o dia do casamento ela, que nunca havia ido a uma manicure depiladora, mandou a profissional caprichar: fazer barba, cabelo e bigode na possuída, deixando-a nos trinques para a tão sonhada noite de núpcias com o maridão.

Após a realização do casório na igreja As Escadas Para o Paraíso Eterno com a bênção do padre Rubião e o seu “tivirta-se”, Terezinha, só pensando naquele momento que toda noiva sonha na alcova, deixou os convidados na igreja, pediu licença a todos os presentes e partiu para o que ela achava ser a noite mais alucinante do mundo!

Pegou o Gordini Renault anos cinquenta, assumiu a direção, mandou o marido entrar, e deu uma arrancada tão da gota serena que os pneus cantaram no asfalto, tamanha era a vontade de se ver nua na frente do agora esposo, se deliciando de todas as fantasias sexuais que lhe passavam pela cabeça naquele momento.

Chegando em casa, não perdeu tempo. Mandou o esposo para o quanto, pediu-lhe que a aguardasse com a luz na penumbra e foi para a suíte se produzir para a dança do ventre antes das loucuras de amor com o maridão na cama.

Para sua frustração e toda produzida para aquele momento tão esperado, quando entrou no quarto encontrou o esposo roncando no sono eterno e ainda vestido com o traje do casamento.

Tentou acordá-lo, mas não conseguiu porque o eunuco estava no sono tão profundo que parecia um paciente entubado na UTI do SUS. Havia tomado um comprimido de Gardenal e outro de Rivotril ainda quando estava na igreja se casando.

Frustrada, decepcionada, arrasada com o ocorrido, Terezinha viveu por mais dois meses com essa angústia de não ter podido concretizar a tão sonhada noite de núpcias, e ainda teve de engolir as piadinhas e os sarros das colegas da igreja, da família e de outras dondocas que se encontravam na mesma situação que ela: cabaço!

Puta da vida e decidida a romper com todos os seus conceitos e preceitos de pecados, religião, “temência a Deus” e disposta a mandar o padre para a puta que o pariu também, decidiu expulsar o eunuco e inútil esposo de casa com todos os seus “mijados” e pediu o divórcio por absoluta incapacidade de copulação dele.

Dois dias depois do rompimento do casório, magoada ainda, mas disposta a não perder mais tempo com o caritó, se encontrou com Tião, um colega íntimo e bem gaiatão que já a havia cantado mais de cem vezes e ela não lhe caia nas lábias.

Conversar vai, conversa vem e, dirrepentelho, Terezinha estava nos braços do garanhão que, já sabendo do ocorrido, partiu para cima com todos os poderes de Grayskull, e tome beijos para lá, tome beijos para cá: no cangote, nas orelhas, no pescoço, no umbigo, nos peitos. Chamego, amasso, esfrega frega, que satisfez Terezinha na primeira noite sem ser de núpcias, que ela se sentiu tão feliz, tão relaxada, tão satisfeita, tão realizada, que quando amanheceu o dia, ela abriu os olhos e não desejando perder mais tempo, sussurrou no ouvido de Tião, que já estava todo quebrado da noite anterior:

-Amor, eu quero mais calamengal. Me faz recuperar esses tempos perdidos! Vem, olha como eu estou…

E sem mais temer os pecados de “Deus” e as ameaças do padre com inferno e tal, Terezinha se joga nos braços de Tião novamente, como se o mundo fosse acabar naquele momento, se delicia nas fantasias do prazer e nas loucuras do amor, suspirando, fungando, sussurrando e gritando de exultação.

Terminada a copulação e curioso por aquela grinalda de cem graus de Terezinha nas atitudes antes conservadoras, Tião se virou para ela, beijou-a mais uma vez a boca carinhosamente, e perguntou-lhe:

– Amor, por que essa mudança tão brusca na sua vida? Descobriu que o paraíso é aqui na terra, foi?

– Sim, amor! Descobri que “Deus” não reprime, não oprime, não censura e não proíbe nada que traz o bem! Ele nos deu o livre arbítrio para escolhermos e fazermos o que quisermos e desejarmos conosco e nosso corpo. A gente é que se reprime com o fantasma do pecado inventado pelo homem! Eu vivi essa ilusão por toda minha vida, mas agora me libertei com você! Disse isso e voltou a beijar Tião novamente na boca, desejando mais uma vez que ele a possuísse.

30 abril 2018 CHARGES

PATER

HERACLIDES CARDOSO DE OLIVEIRA – ALTAMIRA-PA

Amigo Berto

Bom dia

Parabéns.

Sou fã de teu site e quero contribuir.

Apesar de com pouca coisa, mas de coração.

Solicito-te enviar-me uma conta corrente com agência bancária etc.

Para que possa eu colaborar (depósito) com uma página tão importante deste nosso mundo virtual.

Aguardo.

R. Caro leitor, fiquei ancho que só a peste por você ter qualificado esta gazeta escrota de “página importante“.

Ganhei o dia!

Quanto à doação, veja aí do lado direito o botão do Doar com Pag Seguro, onde está escrito COLABORE COM NOSSO BLOG

Clique lá e vá seguindo as instruções.

Muitíssimo obrigado a você e a todos os leitores e colunistas que estão ajudando a manter no ar este jornal safado.

Até que enfim os salários atrasados de Chupicleide, a secretária de redação, irão ser pagos.

No final do ano…

Abraços para todos os fubânicos daí de Altamira.

30 abril 2018 CHARGES

RICARDO MANHÃES

TROVAS DE GERALDO AMÂNCIO

“Pode dizer que eu sou ruim
Que eu não lhe nego um abraço,
Pode falar mal de mim,
Só não das trovas que eu faço.”

“Com elaboradas frases
E o dom divino e profundo,
Os poetas são capazes
De interpretar o mundo.”

“Cor de roupa de viúva
Escura, a noite nasceu,
Debaixo da noite a chuva,
Debaixo da chuva, eu.”

“Deixa a fome toda a casa,
A enchente ensopa as areias,
No tempo que a chuva vaza
Dos seios das nuvens cheias.”

“Cuida o homem do roçado,
Ara a terra, cava e planta,
Quando escuta no telhado
A canção que a chuva canta.”

“Sem cansaço e sem fadiga
Leva e traz, junta e espalha,
É o que faz a formiga
Sem saber por que trabalha.”

“Brechas na lei têm roteiro
Quando a justiça bambeia;
É por onde entra o dinheiro
E o dono sai da cadeia.”

“Da velhice não me contem
A solidão que apavora,
O que vovô sentiu ontem
Eu estou sentindo agora.”

Geraldo Amâncio Pereira é poeta, repentista, trovador, cordelista e contador de causos. Nascido no sítio Malhada da Areia, município do Cedro, Ceará, em 29 de abril de 1946. Cursou faculdade de História em Fortaleza. Começou com acompanhamento de viola em 1966. Participou de centenas de festivais em todo o país, e classificou-se mais de 150 vezes em primeiro lugar. Organizou festivais internacionais de repentistas e trovadores, além do festival Patativa do Assaré. É autor das três antologias sobre cantoria em parceria com o poeta Vanderley Pereira. Gravou 15 CDs ao longo da carreira, além de ter publicado cordéis em livros. Apresentou o programa dominical “Ao Som da Viola”, na TV Diário em Fortaleza.

30 abril 2018 CHARGES

SPONHOLZ

30 abril 2018 A PALAVRA DO EDITOR

FALANDO PELOS COTOVELOS

Sexta-feira passada participei de um debate no IFPE, órgão da Universidade Federal de Pernambuco.

O tema do encontro foi arretado:

A influência do politicamente correto no processo criativo“.

Deitei e rolei!

Falei pelos cotovelos.

E fiquei muito feliz quando a plateia, composta predominantemente de estudantes secundaristas, aplaudiu minhas colocações.

No final, os jovens me cercaram e a tietagem foi grande. Tirei retratos com eles e dei autógrafos que só a peste.

Fiquei mais alegre do que pinto no lixo!

O grande intelectual pernambucano Lourival Holanda, PhD em Letras e professor do Departamento de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal de Pernambuco – e que estava sentado ao meu lado na mesa -, me deixou ancho que só a porra quando, em sua fala, disse que já havia lido o meu livro O Romance da Besta Fubana, o qual classificou como sendo “um clássico da literatura pernambucana“.

Puta merda!

Fiquei ancho que só a porra. Subi nas nuvens

Os vídeos abaixo contem apenas alguns pequenos trechos do meu falatório.

Lamento que não tenha sido gravado o momento em que falo dos meus colegas de pretume, o negro na literatura de cordel, um lugar onde não existe espaço pra estas viadagens.

Nos vídeos aparecem, partir da esquerda, meus colegas de evento: os escritores Thais Mendonça, Fernando Maia, Lourival Holanda, eu e Severino Rodrigues.

Autografos e tietagem com os estudantes: uma alegria enorme pra este escritor inxirido

30 abril 2018 CHARGES

PAIXÃO

30 abril 2018 DEU NO JORNAL

RENATO DUQUE, OPERADOR DO PT, NEGOCIA DELAÇÃO

Josias de Souza

Seguindo as pegadas do ex-ministro petista Antonio Palocci, o operador de propinas do PT na Petrobras, Renato Duque, está na bica de fechar com a Lava Jato um acordo de delação premiada. Num entendimento prévio, o ex-diretor da estatal petrolífera já firmou um acordo com procuradores brasileiros e italianos, para delatar crimes investigados em processos que correm na Itália.

Duque está preso desde 14 de novembro de 2014. No princípio, fazia pose de durão. Quando não negava, silenciava sobre os crimes. Em maio do ano passado, num depoimento a Sergio Moro, Duque revelou-se propenso a delatar. Nesta segunda-feira, o repórter Robson Bonin informou, em notícia veiculada no Globo, que a celebração do acordo está perto de acontecer.

Confirmando-se o acerto, a delação não deve ser banal. No depoimento prestado a Moro, seis meses atrás, Duque dissera que Lula não apenas sabia da roubalheira na Petrobras, como era beneficiário das propinas. Contou detalhes dos encontros secretos que manteve com Lula.

Duque revelou também que Lula, já com a Lava Jato a espreitar-lhe os calcanhares, orientou-o a apagar as digitais que imprimira em contas na Suíça. Contou que, na conversa, ficou entendido que Lula ecoava preocupações da então presidente Dilma Rousseff.

Num instante em que a Segunda Turma do Supremo retira de Moro pedaços das delações da Odebrecht, as confissões de Renato Duque podem ser úteis à força-tarefa de Curitiba. Com ela, deve ficar mais difícil para Lula ostentar o papel de personagem de uma ficção em que imóveis reformados lhe caíam sobre o colo — um sítio em Atibaia, por exemplo.

* * *

 

30 abril 2018 CHARGES

GENILDO


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