23 maio 2017 FULEIRAGEM

SID – CHARGE ONLINE

ALAMIR LONGO – QUARAÍ-RS

Ilustríssimo Editor Luiz Berto,

Olha só que parceria maravilhosa reinava entre a JBS, BNDES e governo Lula.

Um verdadeiro clã.

R. Meu caro colunista fubânico, é bom a gente ficar desconfiado.

Se esta reportagem saiu na Rede Globo, ainda mais no Fantástico, a matéria deve ser mentirosa do primeiro ao último minuto.

Se tivesse saído no Domingão do Faustão, eu até acreditaria…

E vamos ao vídeo que você nos mandou:

23 maio 2017 FULEIRAGEM

MYRRIA – A CRÍTICA (AM)

23 maio 2017 A PALAVRA DO EDITOR

UM NINHO DE MALASSOMBRADOS

Um texto publicado no último dia 21, domingo, na coluna “Contos, Crônicas e Cordéis”, assinada pelo fubânico Marcos Mairton, foi reproduzido na página especializada JusBrasil.

O título é “Eleições Diretas e Emenda Constitucional

Até a hora em que passei por lá hoje, o texto de Mairton ia com 104 comentários.

Quando eu digo que este antro fubânico é um ninho de malassombrados, tem neguinho que não acredita.

Clique na imagem abaixo e confira:

23 maio 2017 FULEIRAGEM

CHICO CARUSO – O GLOBO

ACORDA ESTELA

Um samba de Herivelto Martins e Benedito Lacerda. Gravado em 1939. Interpretação de Francisco Alves e Dalva de Oliveira.

23 maio 2017 FULEIRAGEM

BRUM – TRIBUNA DO NORTE (RN)

CRISTIANNE VIEIRA VIGNOLLI- ANDRADINA-SP

Editor Berto,

Recomendo aos leitores deste jornal que sigam o conselho do ex-presidente da república bananeira, conforme se escuta no vídeo anexo.

É perda de tempo colocarmos nossos filhos pra estudar, se formar, trabalhar, vencer na vida.

É muito melhor e mais rendoso ser político ladrão do que estudar e fazer um concurso.

O confrade Goiano merece o nosso apoio e o nosso respeito pelo fato de admirar Lula.

Uma frase do ex-presidente deveria ser escrita com letras de ouro nos livros de formação escolar dos nosso jovens:

A profissão mais honesta é a de político, por mais ladrão que ele seja“.

23 maio 2017 FULEIRAGEM

BENETT – GAZETA DO POVO (PR)


www.cantinhodadalinha.blogspot.com
O MENSAGEIRO DO NORDESTINO

1
A musa peço licença,
A Deus pai inspiração,
Recorro também a nossa
Senhora da Conceição,
Para passar com meu verso
Adentrar nesse universo
Onde reinou Gonzagão.

2
Luiz Gonzaga nasceu
Dia de Santa Luzia.
Lá no céu uma estrela
Brilhou quando o rei nascia.
Ele viveu seu reinado
Como ser iluminado
Mensageiro da alegria.

3
Foi o velho Januário
Que seu nome escolheu.
Em homenagem a Santa
Esse nome recebeu.
O filho de Ana Batista
Brilhou muito como artista,
E chegou ao apogeu.

4
Pela sua trajetória
Luiz hoje é lendário.
A história do forró
Escreveu em seu fadário.
Amava seu pé-de-serra,
E a sua querida terra,
Chamava de relicário.

5
Com triângulo e Zabumba,
Sua voz virou rotina.
Viajou pelo Brasil,
Com a sua concertina.
Propagou xote e xaxado,
Andando pra todo lado,
Com a verve nordestina.

Clique aqui e leia este artigo completo »

23 maio 2017 FULEIRAGEM

DUKE – SUPER NOTÍCIA (MG)

23 maio 2017 A PALAVRA DO EDITOR

UM AGRADECIMENTO

No mês de abril passado, esta gazeta escrota contabilizou um total de 1.493.669 acessos.

Uma média de quase 50 mil acessos diários.

São dados da LocaWeb, a competentíssima empresa que hospeda o JBF.

Neste mês de maio, até as 6:24 de hoje, dia 23, já havíamos contabilizado um total de 1.058.789 acessos.

Nada a declarar. Nada a comentar.

Meu agradecimento do fundo do coração a todos vocês que se dão ao trabalho de ler as besteiras que este jornal publica.

Estes números compensam a trabalheira que temos todos os dias aqui na redação.

23 maio 2017 FULEIRAGEM

JORGE BRAGA – O POPULAR (GO)

PERNAMBUCANOS ILUSTRES XX

José Ermírio de Moraes (1900-1973)

José Ermírio de Moraes nasceu em Nazaré da Mata, em 21/01/1900. Engenheiro, político, administrador e um dos maiores empreendedores brasileiros do século 20. Transformou uma pequena tecelagem em Sorocaba num conglomerado de empresas: o Grupo Votorantim. Filho de Ermírio Barroso de Morais e Francisca Jesuína Pessoa de Albuquerque Morais, uma família tradicional de usineiros pernambucanos. Concluiu os primeiros estudos no Recife e foi estudar engenharia na conceituada Colorado School of Mines, USA, onde foi diplomado em 1921.

Numa viagem pela Europa, conheceu o português António Pereira Inácio, que o convidou para trabalhar em sua fábrica de tecidos “Votorantim”, em Sorocaba, quando retornasse ao Brasil. Convite aceito, migrou de Pernambuco para São Paulo em dezembro de 1924, e passou a se dar muito bem com a família portuguesa. Deu-se tão bem que se casou com sua única filha, Helena. Comprou as ações da fábrica de tecidos, e em 1925 passou a dirigir a Sociedade Anônima Votorantim. A partir daí foi se consolidando como líder empresarial e fundou, junto com outros empresários, o CIESP-Centro das Indústrias do Estado de São Paulo, em março de 1928.

Em 1931, o presidente Getúlio Vargas criou uma estrutura sindical ligada ao governo. Assim, o CIESP teve o nome alterado para FIESP-Federação das Indústrias do Estado de São Paulo. Só mais tarde, em 1939, os empresários conseguiram permissão para montar uma sociedade civil vinculada à FIESP. Desse modo, voltou a existir o CIESP com as finalidades originais, porém adaptadas ao momento. Hoje as duas sigas se confundem numa mesma instituição.

Nas eleições presidenciais de março de 1930, a classe empresarial paulista apoiou a chapa encabeçada por Júlio Prestes, vencedora do pleito. No entanto, em outubro irrompeu a revolução de 1930, que levou Getúlio Vargas ao poder. Os paulistas, contando com uma forte classe empresarial, não admitiram o Governo Provisório de Vargas e como consequência eclodiu, em julho de 1932, a Revolução Constitucionalista disposta a derrubar o Governo de Vargas. Ermírio de Moraes seguiu a maioria dos empresários e participou ativamente do movimento. Derrotados, assinaram um armistício com o governo federal, em 2 de outubro de 1932.

Dessa época em diante o que se vê é um estupendo crescimento da Votorantim, com uma grande diversificação das atividades industriais. Em 1933 iniciou a construção de sua primeira fábrica de cimento, inaugurada em 1936. No ano seguinte, foi criada a Companhia Nitro Química Brasileira, que passou a produzir seda artificial e fortaleceu substancialmente a indústria têxtil. Em seguida partiu para o setor siderúrgico e criou a Companhia Siderúrgica Barra Mansa. Em 1941, incrementou o setor com a criação da Companhia Brasileira de Alumínio e, em 1957, adquiriu o controle da Companhia Brasileira de Metais.

Em meados da década de 1950, passou a se interessar por política e, animado com o desempenho de Jânio Quadros no governo de São Paulo, ajudou no financiamento de sua campanha à presidência em 1960. Em junho de 1961, foi convidado pelo govenador Carvalho Pinto para dirigir a Companhia Paulista de Estradas de Ferro. Em 1962 ingressou no PTB-Partido Trabalhista Brasileiro, concorrendo ao Senado por Pernambuco. No mesmo pleito, financiou a candidatura de Miguel Arraes ao governo de Pernambuco, apoiado pelas esquerdas e pelos nacionalistas. Ambos foram eleitos.

Diante da efervescência política na época e a volta ao presidencialismo, João Goulart, ao constituir seu ministério em janeiro de 1963, nomeou-o para o Ministério da Agricultura. Sua primeira medida foi a criação do Estatuto do Trabalhador Rural, para regular as relações de trabalho entre os fazendeiros e o trabalhador rural. Em junho de 1963 foi substituído no Ministério e voltou a ocupar sua cadeira no Senado. Com o golpe militar de 1964, foi eleito presidente nacional do PTB, em maio de 1965 e permaneceu no cargo até outubro, quando todos os partidos foram extintos pela ditadura. Com a instituição do bipartidarismo, filiou-se ao MDB-Movimento Democrático Brasileiro, partido de oposição consentida pelos militares. Em 1970 tentou reeleger-se senador por Pernambuco, mas não conseguiu e abandonou a vida política.

Por essa época a direção do Grupo Votorantim já se encontrava sob o comando dos filhos Antônio Ermírio de Moraes e José Ermírio de Moraes Filho. Na história econômica do Brasil ele é um das personalidades mais representativas, que buscou a auto-suficiência no mercado nacional e diversificou a indústria na cidade de São Paulo, que se confunde com a industrialização brasileira. Veio a falecer em 09/08/1973. Em 2009 o Senado Federal criou o Diploma José Ermírio de Moraes, outorgado anualmente como reconhecimento aos empresários de destaque que contribuíram para a economia nacional e o progresso do país.

23 maio 2017 FULEIRAGEM

FRANK – A NOTÍCIA (SC)

RODRIGO BUENAVENTURA DE LEÓN – PELOTAS-RS

Berto,

Estamos nos aventurando no tal de twiter.

Ainda estou aprendendo a domar o bicho mas acho que vai ser legal.

Já estou seguindo o JBF.

Nos segue e divulga para o pessoal que quiser:

Twiter Livre Pensador – @rodrigobdeleon

23 maio 2017 FULEIRAGEM

CLAYTON – O POVO (CE)

GRANDES ORQUESTRAS – GLENN MILLER & PEREZ PRADO

Glenn Miller (1904-1944) e Perez Prado (1916-1989)

* * *

01 – Pennsylvania 6-5000 – (W.Finegan/J.Gray/C.Sigman) – Glenn Miller – 1940

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02 – Adiós Pampa Mia – (Canaro/Mores/Pelay) – Perez Prado – 1958

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03 – American Patrol – (S.W.Meacham) – Glenn Miller – 1941

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04 – Cerezo Rosa – (P.Louiguy/David) – Perez Prado – 1962

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05 – Moonlight Serenade – (G.Miller/M.Parish) – Glenn Miller – 1939

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06 – Guaglione – (Nisa/Fanciulli) – Perez Prado – 1958

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07 – In The Mood – (J.Garland) – Glenn Miller – 1939

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08 – Historia de Un Amor – (Carlos Almaran) – Perez Prado – 1958

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09 – A String of Pearls – (J.Gray) – Glenn Miller – 1941

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10 – Mambo Jambo – (P.Prado) – Perez Prado – 1959

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11 – Sunrise Serenade – (J.Lawrence/F.Carle) – Glenn Miller – 1939

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12 – Maria Bonita – (Agustin Lara) – Perez Prado – 1960

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13 – Tuxedo Junction – (Hawkins/Johnson/Dash/Feyne) – Glenn Miller – 1940

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14 – Patrícia – (P.Prado) – Perez Prado – 1958

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15 – Chattanooga Choo Choo – (M.Gordon/H.Warren) – Glenn Miller – 1941

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16 – Quizás, Quizás, Quizás – (O.Farrés) – Perez Prado – 1960

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23 maio 2017 FULEIRAGEM

PATER – A TRIBUNA (ES)

MAURICIO ASSUERO – RECIFE-PE

Meu caro Editodos,

a gravação de Temer mostra a que ponto chega a permissividade entre políticos e empresários no Brasil.

Os caras usam dinheiro das empresas nas suas campanhas e depois de pegos em falcatruas, começam a dizer que não tinham contato direto com a empresa.

Os advogados de Lula, juram de pés juntos, que Lula só conhecia Joesley Batista, por fotografia. Devem estar se referindo aquela fotografia do casamento de Joesley no qual os padrinhos foram Lula, Marisa e Dilma.

Ou aquela outra foto no qual aparecem Pezão, Lula, Cabral e Eduardo Paes apontando o dedo para Joesley, naquela nítida expressão “esse é o cara”!

A JBS patrocinou a campanha de 1.890 políticos, inclusive, Temer, Lula e Dilma. Com dinheiro de propina, depositado em contas no exterior. Pagou R$ milhões a Cunha, depois que o cara estava na cadeia.

Enfim, agora esses são uns bostas, são traidores. Os juristas de plantão e alguns imbecis da imprensa (a gente não vê isso no JBF) começam a buscar alternativas de livrar o cara, alegando que o grampo é ilegal e como prova não se sustenta.

Dane-se!

O que importa é a voz de Temer afirmando um monte de coisas que não deveria afirmar. O cara chega na casa do presidente de Banânia e diz que está segurando dois juízes com uma mesada de R$ 50 mil; diz que tem um procurador infiltrado na PGR e o presidente diz simplesmente “ótimo, ótimo?” e os imbecis de plantão começam a dizer que no diálogo só Joesley cometeu crime? Querem o quê com isso? Defender a governabilidade de Banânia com presidente imoral, hipócrita?

Não tem espaço mais para esse governo. Se o cara tivesse dignidade faria como aquele jogador perna-de-pau (pede para cagar e sai).

Outro detalhe que os imbecis de plantão só enxergam por um lado é a questão do “treinamento” que a JBS teve para fazer a delação. Entendem isso como conspiração contra o governo, provavelmente favorecida por Lula. Nada disso. Os caras quando começaram a delatar, citaram Temer, Aécio e tudo mais. Então a preparação foi, única e exclusivamente, com o objetivo de atestar aquilo que estava sendo dito e além disso foi autorizada pelo STF.

Então, tá na hora de aplicar a constituição. Sai, Temer e vamos para as eleições indiretas.

Esse movimento do PT em busca de diretas já só tem por objetivo salvar Lula de Sérgio Moro.

Parafraseando Jessier Quirino em Mané Cabelin…”eu vou dizer uma coisa… quer saber? não vou dizer mais nada não“….

Abraços,

R. Meu caro, conforme apurou o Departamento de Falsificações do JBF, competentemente chefiado pelo colunista Goiano, as duas fotos que você citou em sua carta são montagens grosseiras.

Montagens dos coxinhas pra avacalhar Lula, o líder dos cuzinhos.

Na primeira foto, não é o casamento do Corruptor Ativo Joesley, e sim o casamento do médico Roberto Kalil. 

Dilma, os noivos Roberto Kalil e Claudia Cozer, Lula e dona Marisa

Já na segunda foto, também não se trata de Joesley, e sim de Pedro Paulo, que era candidato à prefeitura do Rio de Janeiro.

O candidato à Prefeitura do Rio Pedro Paulo (PMDB) e os colegas de partido Luiz Fernando Pezão, Sérgio Cabral e Eduardo Paes, juntos com Lula

No caso desta última foto, não precisava nem falsificar o fucinho de um deles. Basta mostrar Sérgio Cabral abraçado com seu comparsa Lapa de Corrupto pra sujar indelevelmente o prontuário do proprietário do PT.

No mais, informo a todos os nossos leitores que podem continuar fuxicando, sugerindo, caluniando e esculhambando com tudo quanto é corrupto, de uma banda ou de outra, que esta gazeta escrota terá um prazer imenso de publicar.

Abraços e uma excelente semana, seu cabra doido!

23 maio 2017 FULEIRAGEM

VERONEZI – GAZETA DE PIRACICABA (SP)

23 maio 2017 PERCIVAL PUGGINA

DEZOITO BREVÍSSIMAS OBSERVAÇÕES SOBRE O EFEITO JBS

O texto que segue contém observações avulsas sobre os acontecimentos desencadeados pelo encontro entre Michel Temer e Joesley Batista. Creio que sintetizam boa parte das inquietações nacionais.

1. Aquilo foi uma armação? Claro que foi. Afirmá-lo não torna Joesley mais culpado do que já é. E por mais que queiramos desanuviar a cena para o bem do país isso não exime Michel Temer de suas responsabilidades pessoais em relação ao fato.

2. O encontro jamais deveria ter acontecido. Lembram da viagem de Ricardo Lewandowsky, então presidente do STF, à cidade do Porto, em julho de 2015, para se encontrar, longe dos olhos da imprensa, com a então presidente Dilma Rousseff? Pois é. Existem reuniões essencialmente reprováveis.

3. A fita foi editada? Haverá uma perícia, tardiamente solicitada pelo ministro Fachin. No entanto, nessa hipótese, quem primeiro deveria ter denunciado isso seria o próprio Temer, para dizer que o diálogo não correspondia ao que foi conversado, que suas frases de aprovação não se referiam aos crimes confessados por seu interlocutor, mas a outros ditos proferidos no encontro.

4. Em momento algum, após a divulgação do áudio, o presidente mencionou que algo pronunciado por ele estivesse ausente da fita levada a público. E mais: quando seu visitante sumiu nas sombras da noite, nenhuma atitude tomou sobre o que dele tinha ouvido.

5. Não vislumbro, portanto, qualquer motivo para abrandar as responsabilidades da mais alta autoridade da República diante do que ouvi naquela gravação, e li na sua degravação.

6. O ministro Fachin atuou de modo apressado, pondo a prudência em risco? Sim, e pode estar na falta de uma perícia da fita, a saída para Michel Temer, na hipótese de que o pleno do STF, julgando o recurso impetrado pela defesa do presidente, suspenda a investigação contra ele. Mas isso não altera o fato em si.

7. O acordo de delação beneficiou os irmãos Batista de um modo escandaloso, que repugna a consciência nacional. A estas alturas, Marcelo Odebrecht deve estar se perguntando: “Onde foi que eu errei?”. Não há demasia em imaginar que, no encerramento do acordo da laureada delação, a autoridade pública que o coordenou tenha dado um beijo nas bochechas dos Batista brothers e ido para casa abrir uma bouteille de champagne.

8. No entanto, conforme alertou o Dr. Luiz Marcelo Berger com base na Teoria dos Jogos, os dois salafrários podem vir a ser presos por outros crimes praticados fora do acordo celebrado com a justiça.

9. Toda essa situação beneficia o PT? Sim, tudo que é ruim para o Brasil é bom para o PT, e vice-versa. Por isso, o PT quer rasgar a Constituição e defende a ideia de diretas imediatas. Depois de bater os recordes mundiais de incompetência e corrupção, o partido imagina voltar ao poder para mais do mesmo. Suas lideranças ainda não fizeram ao país todo o mal que pretendem, nem a si mesmos todo o bem que aspiram.

10. O governo Temer emergiu do interior da gestão que dirigia o país desde 2003, compartilhada entre o que havia de pior no PT, no PMDB e no PP. O impeachment de Dilma Rousseff não foi uma campanha oposicionista para “eleger” Michel Temer presidente. Foi uma consequência dos atos por ela praticados e teve como consequência constitucional a posse do vice-presidente eleito e reeleito em chapa com ela.

11. O troféu da ingenuidade vai para quem esperou que um grupo de homens virtuosos saísse do interior daquele governo unido em torno do vice-presidente. Não havia gente assim por lá. Salvar a nação do naufrágio – e isso vem sendo feito – era uma parte da missão. A outra era salvar o próprio pêlo.

12. As medidas para sair da crise, reduzir o descrédito do país (ou, em melhor hipótese, melhorar a confiança nele) envolvem providências que, no curto prazo, causam rejeição popular. Com um Congresso marcado pela corrupção, assombrado pelo temor da reação dos eleitores no pleito de 2018, o apoio a tais medidas envolve concessões que reduzem o efeito das reformas. Elas ficarão ainda mais difíceis sob uma presidência fortemente atingida em sua honra pessoal.

13. Não há conveniência política nem suporte constitucional para uma antecipação da eleição presidencial. A Constituição de 1988, exatamente para evitar casuísmos desse tipo, tornou cláusula pétrea a periodicidade das eleições. Antecipar é romper a periodicidade.

16. Está constitucionalmente determinado que a sucessão do presidente, passada a primeira metade do mandato, se proceda por eleição indireta, através do Congresso Nacional. O artigo 224 da lei 13.165, da minirreforma eleitoral de 2015, define diferentemente, mas está em desacordo com a Constituição.

17. Os fatos ainda estão rolando, como pedras, morro abaixo. Impossível, portanto, fazer previsões com segurança. Inclino-me, porém, pela conveniência de afastar o presidente (por renúncia, por cassação da chapa no TSE ou, na pior das hipóteses, por impeachment), preservando a base de apoio para uma eleição indireta no plenário do legislativo nacional.

18. Pode ser que, um dia, em nova tormenta institucional sempre por vir, despertemos para a absoluta irracionalidade do nosso presidencialismo, pivô de crises que cada vez mais vigorosamente flagelam o país.

23 maio 2017 FULEIRAGEM

IOTTI – ZERO HORA (RS)

23 maio 2017 DEU NO JORNAL

O HOMEM CERTO PARA A TAREFA CERTA

Lula desembarca hoje em Brasília.

Ele vai cacifar o nome de Nelson Jobim para o lugar de Michel Temer.

Nelson Jobim é o melhor candidato para implodir a Lava Jato.

* * *

Implodir a Lava Jato é o sonho de tudo quanto é corrupto deste país.

E Nelson Jobim, o fraudador de constituições, é o cabra certinho pra esta tarefa.

Lula escolheu o melhor nome da praça.

Nelson Apalhaçado Jobim em dois tempos: fantasiado de milico, segurando uma sucuri-pajaraca e botando força pra soltar um peido

23 maio 2017 FULEIRAGEM

RONALDO – CHARGE ONLINE

23 maio 2017 MEGAPHONE DO QUINCAS


ANTÔNIO MARIA – COM DOSE DUPLA

Antonio Maria: radialista, cronista, compositor

Confesso que Antônio Maria esteve mais presente na minha vida depois que me mudei para São Paulo.

As canções de autoexílio, representadas pelos frevos nº 1, 2 e 3 não me saíam da cabeça quando encarava os primeiros momentos – desafios – da grande metrópole paulistana.

No silêncio de casa, na solidão em multidões, embaixo do chuveiro ou fazendo trilha musical de instantes de alegria infinda ou, mais presentes, de saudades frequentes, o remédio eram os frevos de Maria. Quem de Pernambuco, estando fora, não cantou: “Sou do Recife, com orgulho e com saudades, sou do Recife com vontade de voltar”; ou “Ô, saudade, saudade tão grande, saudade que eu sinto do Clube das Pás, Vassouras, passistas traçando tesouras, nas ruas repletas de lá”.

Mas, Antônio Maria, que viveu apenas 43 anos (nascido em 1921, no Recife, e morto em 1964, no Rio), além dos belos frevos que deixou, foi considerado o “rei do Samba-Canção”, nas décadas de 1940 e 1950; era um boêmio inveterado; foi produtor, radialista, poeta, cronista, compositor e produtor e apresentador de TV.

Muito alto, grande, com alma de criança, Antônio Maria, era conhecido como “Menino Grande”. Embora não fosse um galã, era um grande conquistador. Tirou de Samuel Wainer a bela e inteligente Danuza Leão, que voltou para os braços do jornalista, responsável pelo Última Hora, algum tempo depois.

Antônio Maria compôs diversos sucessos populares, em parceira com vários amigos. Na sequencia, seu maior clássico, em parceria com Luiz Bonfá, “Manhã de Carnaval”, na voz de Nara Leão.

Manhã, tão bonita manhã
Na vida, uma nova canção
Cantando só teus olhos
Teu riso, tuas mãos
Pois há de haver um dia
Em que virás
Das cordas do meu violão
Que só teu amor procurou
Vem uma voz
Falar dos beijos perdidos
Nos lábios teus

Canta o meu coração
Alegria voltou
Tão feliz a manhã
Deste amor

Com Nora Ney, Antônio Maria tomou conta das paradas das rádios brasileiras que tocaram “Menino Grande” e “Ninguém me Ama”.

São também de Maria “Valsa da Cidade” e “Canção da Volta”. Fez parceria magistral com Luiz Bonfá que criaram os clássicos Manhã de Carnaval e Samba do Orfeu, para o filme “Orfeu do Carnaval”, de Marcel Camus, baseado na peça “Orfeu da Conceição”, de Vinícius de Moraes.

Em seu vasto repertório, destacam-se ainda “As suas Mãos”, “O Amor e a Rosa” e “Se eu Morresse Amanhã”. Suas canções foram gravadas por Nat King Cole, Frank Sinatra e Stan Getz.

Entre seus outros parceiros – cerca de 60 músicas – estão Fernando Lobo, Moacir Silva, Vinícius de Moraes, Zé da Zilda.

Muitos gravaram suas músicas, além de Nora Ney, Dolores Duran, Elizeth Cardoso, Lucio Alves, Agostinho dos Santos, Jamelão, Ângela Maria, Luiz Bandeira e Claudionor Germano.

Ouça agora “Manhã de Carnaval” com Frank Sinatra:

Antônio Maria já era apresentador de programas musicais na Rádio Clube de Pernambuco. Em 1940, muda-se para o Rio de Janeiro no Ita “Almirante Jaceguai”. No Rio, tornou-se locutor esportivo da Rádio Ipanema.

Maria morou no Edifício Souza, na Cinelândia, onde era vizinho dos conterrâneos Abelardo Barbosa (Chacrinha) e Fernando Lobo (Chuvas de Verão). Também moravam ali Dorival Caymmi e o pintor Augusto Rodrigues.

Trabalhou ainda no Ceará e na Bahia, onde foi diretor das Emissoras dos Diários Associados, ocasião em que conheceu Di Cavalcanti e Jorge Amado.

Ao lado de Paulo Pontes e Dolores Duran, é o autor do grande espetáculo “Brasileiro: Profissão Esperança”.

Semana que vem os frevos de Antônio Maria…

23 maio 2017 FULEIRAGEM

ADNAEL – CHARGE ONLINE

23 maio 2017 A PALAVRA DO EDITOR

CHUMBO NAS ASAS DO TUCANO

“Ser preso é o de menos. Danado é sair a foto no JBF…”

* * *

Conforme um leitor fubânico já alertou, em Banânia ninguém respeita nada.

Nem a fila.

Aécio vai ser preso antes de Lula.

Como este Editor não tem corrupto predileto, pouco me importa a ordem da fila. O que eu quero ver mesmo é a dupla obrando de coca no boi da prisão.

Quem vai adorar esta notícia é minha querida amiga Cabeça-de-Fossa, Tesoureira do Comitê Municipal do PT em Palmares.

Ela esculhamba com Aécio durante o dia e, de noite, sonha trepando com ele.

Pra você, querida amiga Cabeça-de-Fossa, aqui vai uma vídeo que nos foi enviado pela leitora Olívia Dracena, residente na cidade de Araras, São Paulo.

Beijão e uma excelente terça-feira!

23 maio 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

22 maio 2017 FERNANDO GABEIRA

EH BOI

Estava no meio de um artigo sobre a conversa com Deltan Dallagnol no Teatro do Leblon, a respeito dos livros que publicamos. Mandei o artigo para o espaço. Durante muitos anos trabalhei, no Congresso, para proibir bombas de fragmentação. Elas ficam no terreno, às vezes parecem um brinquedo e, de repente, bum: explodem. Nesse terreno minado, no entanto, a JBS nunca me enganou. Faz alguns anos que a menciono em artigos. Ela recebia muito dinheiro do BNDES. E doava também muito dinheiro para as campanhas políticas. O PT levava a maior parte, mas não era o único.

A Polícia Federal já estava no rastro, investigando suas fontes de renda, BNDES, FGTS, todos esses lugares onde o dinheiro público flui para o bolso dos empresários. Assim como no caso da Odebrecht, as relações com o mundo político eram muito amplas. Elas são suficientes para nos jogar, pelo menos agora, numa rota de incertezas.

Temer foi para o espaço, Aécio foi para o espaço, embora este já estivesse incandescente, como aqueles mísseis da Coreia do Norte no momento do voo. O PT e Lula já sobrevoam o mar do Japão. Tudo isso acontece num momento em que há sinais de uma tímida recuperação econômica. Como navegar nesses mares em que é preciso desmantelar o grande esquema de corrupção e não se pode perder o foco nos 14 milhões de desempregados?

Escrevo de noite, num quarto de hotel, não me sinto capaz de formular todos os passos da saída. Mantenho apenas o que disse no Teatro do Leblon: a história não recomeça do zero, haverá mortos, fraturas expostas, ferimentos leves, algo deve restar para receber a renovação que, acredito, virá em 2018. E até lá? Não creio que se deva inventar nada fora da Constituição. Mas será tudo muito difícil. Mesmo porque, em caso de necessidade, a Constituição pode ser legalmente emendada.

No Teatro do Leblon, ainda no meio da semana, não quis fazer considerações finais. Não há ponto final, dizia. As coisas ainda estão se desenrolando num ritmo alucinante. O sistema político no Brasil entrou em colapso. Isso já era uma realidade para muitos, agora deve se tornar um consenso nacional. A sociedade terá um papel decisivo, pois deve preparar uma renovação e simultaneamente monitorar os ritos fúnebres do velho sistema. A grande questão: que caminho será o menos traumático para uma economia combalida?

No meio dos anos 1980 já existia uma forte discussão a respeito de partidos políticos. Não seriam uma forma de organização condenada? Discutia-se isso também em outros países. Partido ou movimento, o que é melhor para reunir as pessoas?

A discussão na França, creio, deve ter influenciado, anos depois, a eleição de Macron, agora em 2017. Ele estava à frente de um movimento, mas precisará dos partidos para governar. As fórmulas da renovação política trazem inúmeras possibilidades. Talvez seja difícil falar delas com tantos obstáculos a curto prazo no universo político.

No momento em que escrevo há surpresas, eletricidade, sensação. Só há clima talvez para se discutirem as medidas mais imediatas. O processo de redemocratização no Brasil chegou a um impasse. Precisa de um novo fôlego, algo que, guardadas as proporções, traga de novo as esperanças despertadas pelo fim do longo período ditatorial.

Foi um longo processo de degradação. As últimas bombas que ainda estão espalhadas pelo terreno ainda podem explodir. Mas a explosão de cada uma delas deve ser celebrada.

A corrupção, apesar das recusas da esquerda em reconhecer sua importância, tornou-se o grande obstáculo para o crescimento do país. Não vamos nos livrar totalmente dela. Há um longo caminho para fortalecer a estrutura das leis, desenvolver uma luta no campo cultural – onde as transformações são mais lentas – e sinceramente mostrar às pessoas que é razoável que estejam surpresas com tantas revelações escabrosas. Mas um pouco mais de atenção já teria detectado o escândalo na fonte, nas relações da JBS com o BNDES, na sua ampla influência nas eleições. Até que ponto tanta surpresa seria possível num universo não só com um pouco mais de transparência, mas também com menos ingenuidade?

O tom de prosperidade, crescimento, projeção internacional ajudou a JBS a dourar a pílula, mesma fórmula de Cabral para encobrir seus crimes.

Nos dias anteriores ao escândalo da JBS, a presidente do BNDES ainda achava estranhas as notícias de corrupção no banco e anunciava que iria apurar as irregularidades na gestão anterior.

E falamos delas há anos. Se essa gente insiste tanto em nos infantilizar é porque, ao longo desse tempo, a tática se mostrou eficaz.

A vigilância pode nos libertar dela, embora sempre vá existir um grupo numeroso que vê nas denúncias contra seus líderes uma conspiração diabólica. Esses, entregamos a Deus, sua viagem é basicamente religiosa.

22 maio 2017 FULEIRAGEM

GENILDO – CHARGE ONLINE

22 maio 2017 HORA DA POESIA

DE UM LADO CANTAVA O SOL – Cecília Meireles

De um lado cantava o sol,
do outro, suspirava a lua.
No meio, brilhava a tua
face de ouro, girassol!

Ó montanha da saudade
a que por acaso vim:
outrora, foste um jardim,
e és, agora, eternidade!
De longe, recordo a cor
da grande manhã perdida.
Morrem nos mares da vida
todos os rios do amor?

Ai! celebro-te em meu peito,
em meu coração de sal,
Ó flor sobrenatural,
grande girassol perfeito!

Acabou-se-me o jardim!
Só me resta, do passado,
este relógio dourado
que ainda esperava por mim . . .

22 maio 2017 FULEIRAGEM

BRUNO – VALEPARAIBANO (SP)

DON PABLITO – SÃO BERNARDO DO CAMPO-SP

Ola Berto

Segue abaixo uma piada que explica muito o Goiano

“A petista caiu dura no chão da cozinha e foi pro céu. Chegando lá, encontrou com Deus, que imediatamente reconheceu o erro:

– Ih, minha filha, não era sua hora, não! Houve algum erro aqui, vou te mandar de volta.

– Que bela surpresa, companheiro Deus! Mas, antes de ir, o Senhor poderia fazer a gentileza de me tirar uma dúvida?

– Claro, minha filha. É o mínimo que eu posso fazer para reparar este equívoco.

– O Lula é mesmo culpado por corrupção?

– Hahahah! Mas é claro, minha filha! Alma mais suja não há! Eu mesmo votaria no Satanás antes do Lula.

Ressuscitada, a petista liga para a colega:

– Cumpanhêra! Tenho novidades escandalosas!

– Mas o que houve?!?!?

– Você não imagina quem a Globo comprou!”

22 maio 2017 FULEIRAGEM

SID – CHARGE ONLINE


REFLEXÕES À BEIRA-MAR

“Pisar a areia. Ver o mar. Sentir a brisa úmida de encontro à pele do meu rosto recém-escanhoado. Dia quente, céu azul, o sol brilhando sem tréguas. Verão carioca. O sol forte cega-me. Sinto que o pouco contato com ele, durante o último ano, fez com que os meus olhos esquecessem a clara e plena luminosidade. Como velhos amigos que se reencontram, por enquanto tateamos um ao outro no nosso primeiro contato em busca de um ponto de apoio no passado.”

Sempre me incomodou este trecho do romance Em Liberdade, de Silviano Santiago. Explico. O texto tenta transcreve um suposto diário de Graciliano Ramos depois que deixou a prisão. E por que o incômodo? Vamos lá.

“O mar, quando quebra na praia, é bonito, é bonito… O mar…”, diz a canção de Caymmi. Realmente é bonito, mas não para todos. E Graciliano era um desses. Daí ler a cena quase idílica do escritor com o mar não me parece verossímil. Intimidade com o sol até vá lá, mas com o mar?

E não se pode condenar o velho Graça, é uma questão de preferência. “O mar, quando quebra na praia, é bonito, é bonito…”, Caymmi tem razão, mas não aos olhos de todos, repito. Os versos, há décadas, invadem os ouvidos com harmonia, beleza, sensibilidade. Acarinham os corações mais empedernidos e mesmo aqueles que não conhecem o mar ficam a sonhar com suas ondas, seu azul intenso, sua profunda beleza. Já outros olham toda aquela paisagem líquida com despreza e até enfado.

Lembro de um amigo perdido pelo tempo, Antônio Campos, um poeta do Recife, tradutor refinado de William Blaker (não confundir com o escritor e advogado homônimo, idealizador da Fliporto). Os poetas, mesmo os líricos, nem sempre são praticantes da delicadeza. Antônio estava nesse balaio. Costumava ler ao lado de uma janela e, quando os textos, sobretudo os poemas, não lhe tocavam, jogava o volume pela janela. Foi o descarte bibliográfico mais radical que conheci.

Pois bem, voltando ao mar, estávamos em São José da Coroa Grande e Antônio, com seu inseparável cachimbo, balançava numa rede enquanto lia. Alguém de passagem atirou-lhe o convite: “Antônio, vamos ver o mar?” “Ver o quê? Ali não tem novidade nenhuma, só um bocado de água indo prá frente e prá trás…”

Graciliano devia ter uma opinião parecida. Lembro-me de seu filho, Ricardo Ramos, contando que, certa feita, caminhando com o pai pelo Rio de Janeiro, diante das montanhas e do mar, suspirou: “É muito bonito…”. “Prefiro o sertão”, respondeu o velho. E frente ao espanto do filho começou a descrever a paisagem seca, esturricada, cheia de cactos e misérias. Anos depois Ricardo lembrava: “E ele quase me convenceu de que tinha razão…”

Li e reli Memórias de Cárceres e sempre me admirou o fato de Graciliano descrever toda uma viagem marítima sem falar no mar. O máximo de concessão que faz é quando, de passagem por Maceió, olha pela escotilha e vislumbra as casas distantes, as casas, não a praia. Também em seu romance Angústia, que se passa todo ele na ensolarada Maceió, o ambiente é o do centro, da praça dos Martírios, do Bebedouro, não chega sequer perto da Pajuçara.

Mas também não se pode botar Silviano Santiago em uma fogueira inquisitorial. Ele escreveu Em Liberdade num instante de angústia, com um irmão preso pelos agentes da repressão da ditadura militar dos anos 1970, e sentia a necessidade de falar de prisões e liberdades. E logo de saída transcrever como epígrafe uma sentença do mestre Otto Maria Carpeaux: “Vou construir meu Graciliano Ramos.”

Apenas pensei nisso tudo caminhando pelo calçadão da Pajuçara e encontrando ali, eternizado em bronze, o velho Graça, com seu inseparável cigarro e seu terno largo. Nada mais destoante para minha visão de rabugento que prefere encontrá-lo no beco da Moeda, na rua do Macena. Desculpe leitor, mas aprendi com Mário Quintana que “um erro em bronze é um erro eterno”.

Deixando a rabugice de lado, reconheço que as homenagens devem ser feitas e são merecidas por muitos. No entanto há exageros e contradições. Foi o que se deu com o escritor Valter Pedrosa Amorim.

Eu o conheci ali pelo início da década de 1980, já com alguns livros de contos e um romance publicados. Alagoano, vinha de uma família de tradições comunistas. Um de seus primos, Jayme Pedrosa, fora assassinado durante a repressão militar. E assim Valter não negava suas convicções. E por elas sofria. Naquele tempo, como engenheiro sanitarista, trabalhava na consultoria de uma instituição internacional lá para as bandas da Colômbia, pois não conseguia nenhum emprego no Brasil. Por suas crenças políticas fora demitido de várias companhias estatais de saneamento, a última em Brasília, onde então morava sua família.

Tinha um sonho, entrar para a Academia Alagoana de Letras e resolveu se candidatar à vaga deixada pelo senador Teotônio Vilela. Começou a cabalar votos e estava indo muito bem, a eleição líquida e certa, não havia a menor possibilidade de derrota, até que se deu o desastre. Foi à Maceió para acompanhar de perto o pleito e logo concedeu entrevista a um jornal que estampou sua declaração como manchete: “Chego à Academia como cidadão comunista”.

Volto derrotado para Bogotá. Alagoas, que expulsou de suas terras Graciliano Ramos o acusando de comungar com o credo comunista, não perdoou seu filho Valter.

Para minha surpresa, anos depois, num sábado pela manhã, abro o jornal e leio, consternado, o convite para a missa de sétimo dia em louvor à alma do velho comunista Valter Pedrosas Amorim.

As homenagens são justas, mas às vezes contraditórias.

Não me espantarei se algum dia encontra uma estátua de Valter Pedrosa Amorim na calçada da igreja dos Martírios.

22 maio 2017 FULEIRAGEM

DUKE – O TEMPO (MG)

22 maio 2017 A PALAVRA DO EDITOR

ELE MENTE DIVERTIDAMENTE

Uma postagem dedicada aos pescadores fubânicos.

E também aos mentirosos de todos os outros blogues e de todas as partes de Banânia.

Ah, sim: é também dedicada aos 600 milhões de desinfelizes que perderam seus empregos por culpa do Dr. Moro e da Operação Lava Jato e que atualmente coçam 600 milhões de sacos infestados de chatos.

 

22 maio 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

JACOB FORTES – BRASÍLIA-DF

Palavras do Presidente Temer:

Esse senhor, (dono da JBS) nos dois timos governos, teve empréstimos bilionários no BNDES para fazer avançar os seus negócios. Prejudicou o Brasil, enganou os brasileiros e agora mora nos Estados Unidos. A gravação fraudulenta e manipulada especulou contra a moeda nacional. É um conhecido falastrão, exagerado. O delator cometeu, digamos assim, o crime perfeito…

Essas palavras, Senhor Presidente, dão a entender, claramente, que esse delator, dono da JBS, era velho conhecido no mundo da corrupção, do crime, portanto, bandido.

PERGUNTA.

Que razões teve VOSSA EXCELÊNCIA para receber, em audiência, bandido tão infesto?


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