17 agosto 2017 FULEIRAGEM

CLAYTON – O POVO (CE)


Mundo Cordel
AINDA O TEMPO

A verdade é que só depois de completar cinquenta anos de idade percebi que não tinha mais quarenta. Naquela época – quando fiz quarenta anos – escrevi a canção “40 voltas em torno do Sol”. Uma teimosia contra o tempo. Ou talvez vontade de viver fora dos seus limites. Quem sabe?

Não lembro de ter tido problemas com os limites impostos pelo espaço. Embora “Longe é um lugar que não existe”, de Richard Bach, tenha sido um livro importante na minha adolescência. Mas, o tempo… Esse sempre tive dificuldade para entender. E aceitar.

O tempo não existe – escrevi em outra canção, intitulada “A vida é agora” – só existe o presente, e o presente é agora.

Continuo pensando assim. Mas, devo admitir que o número 50 levou-me a perceber algumas diferenças em meu próprio comportamento.

Vi-me aceitando com mais serenidade certos contratempos, que, antes pareciam grandes transtornos. Evitando competições, mesmo quando o troféu é algo importante, como uma vaga para o carro no estacionamento do shopping center.

Sinto-me mais paciente para ouvir as opiniões alheias, e até a me deixar convencer por elas. Mas cada vez menos disposto a convencer alguém a seguir uma opinião minha. Se me indagam sobre como agir em determinada situação, respondo. Mas já advirto que a resposta só serve a mim. E não me responsabilizo por quem a ela aderir.

Começo a achar que a cada dia farão mais sentido os versos de Raul Seixas, em “Loteria Babilônia”:

Tudo o que tinha que ser chorado já foi chorado.
Você já cumpriu os doze trabalhos.
Reescreveu livros dos séculos passados,
Assinou duplicatas, Inventou baralhos…

Sim, os meus leitores alçados à casa dos sessenta, setenta, oitenta, dirão que ainda sou muito jovem para esse tipo de sentimento. E certamente terão razão.

Mas, não estou falando de velhice, e sim de serenidade. Talvez por ter chegado aos cinquenta anos cumprindo com sobra aquela parte do filho, do livro e da árvore. Serenidade que só se abala diante de uma espécie de urgência para viver. Da noção, cada vez mais clara, de que cada momento deve ser vivido da melhor maneira possível.

Ainda ontem, eu caminhava pela calçada de um prédio, quando ouvi vozes alteradas vindo da janela de um dos apartamentos. Era um casal que discutia. “Quanto desperdício de felicidade!”, pensei.

Aliás, a palavra “desperdício” me lembra outra canção: “Il tempo che verrà”, gravada pela italiana Rosalba Pippa, mais conhecida como Arisa: “Non so se c’è una fine, né quanto ne rimane. Quello che voglio è provare a non buttarlo via”. Traduzi livremente esses versos para “Não sei se tem um fim, nem quanto resta a mim. O que eu quero é apenas não desperdiçar”.

De fato. Desde que fiz cinquenta anos, fiquei mais preocupado em não desperdiçar tempo. Se é para gastá-lo, que seja com ocupações agradáveis, como escrever esta crônica.

Enquanto escrevia, nem percebi o relógio ultrapassar a hora zero. E, assim, já nem posso mais dizer que tenho cinquenta anos. Agora são cinquenta e um.

Seguem os vídeos da canção da Arisa e da versão que fiz dela para o português.

Arisa, “Il tempo che verrá”:

Minha versão, “O tempo que virá”:

17 agosto 2017 FULEIRAGEM

BAGGI – CHARGE ONLINE

17 agosto 2017 A PALAVRA DO EDITOR

ÚLTIMA CHANCE

Se você ainda não votou, vá aí do lado direito e cumpra seu dever cívico-fubanal.

Não deixe de dar o seu pitaco.

A Enquete Fubânica que está no ar será fechada hoje.

Abraços para toda a comunidade fubânica e uma excelente quinta-feira!

17 agosto 2017 FULEIRAGEM

PATER – A TRIBUNA (ES)

ALMA CARIDOSA

Herdeira de diretor de banco está disposta a dar sem receber

“Com o bloqueio dos bens de Lula, Moro tenta inviabilizá-lo tanto na política quanto pessoalmente. Vou fazer uma doação para que o presidente possa usar conforme as necessidades dele”.

Roberta Luchsinger, socialite, neta de um dos diretores do banco Credit Suisse e ex-mulher do deputado federal foragido Protógenes Queiroz, sobre as joias, sapatos, vestidos e os R$ 500 mil que pretende doar a Lula, explicando que, ao contrário dos outros milionários que presenteiam políticos para receber algum favor em troca, ela só quer dar.

17 agosto 2017 FULEIRAGEM

FRANK – A NOTÍCIA (SC)

17 agosto 2017 EVENTOS

É HOJE! – PARA OS FUBÂNICOS DE SÃO PAULO – BANDA DA PORTARIA APRESENTA: O AMOR EM TEMPO SOMBRIOS

O Teatro da Rotina apresenta uma noite memorável ao lado da Banda da Portaria

“Que tempos são estes, em que é quase um delito falar de coisas inocentes.” Questiona Brecht em seu poema. No livro “poemas de amor deixados na portaria” de Vitor Miranda que deu origem a Banda da Portaria, Heron Coelho diz no prefácio que o poeta deve falar de amor em tempos sombrios. E a Banda canta o amor com sua musicalidade que caminha em diversos ritmos da música: da bossa nova ao rock, do baião à MPB, do pop ao som erudito de um violino que abre para um grito poético ao vazio, pois “realmente, vivemos em tempos sombrios.”

A Banda da Portaria foi formada em 2017, inicialmente, para musicar os poemas do livro “Poemas de amor deixados na portaria” de Vitor Miranda. Além do poeta, a banda é formada pelos músicos João Mantovani (voz e violão), Arthur Lobo (voz e guitarra), Danilo Trevisan (violino e violão), Binho Siqueira (percussão e voz) e Henrique Stella (baixo e violão).

Data: 17/08 – Horário: 21h – Local: Rua Augusta, 912

VENDAS ANTECIPADAS: R$ 20,00 – Clique aqui

17 agosto 2017 FULEIRAGEM

NICOLIELO – JORNAL DE BAURU (SP)

17 agosto 2017 JOSIAS DE SOUZA

NO MUNDO DA LUA, TEMER COMEMORA “AVANÇOS”

Um dia depois de o governo anunciar que não conseguiu cumprir suas metas fiscais e entregará rombos ainda maiores até 2019, Michel Temer veio à boca do palco para comemorar as reformas que conseguiu empinar. Eis o que disse o inquilino do Planalto:

“Toda vez que você propõe uma reforma, a primeira coisa é uma guerra brutal contra a reforma, não é? Logo depois, reforma aprovada, o que se verifica nas pesquisas é uma aprovação extraordinária e o silêncio daqueles que protestaram, porque foram obrigados a curvar-se à realidade que aquela reforma trouxe.”

Temer se referia à reforma do ensino médio. Talvez tenha sido a mexida mais alvissareira que seu governo promoveu. Mas não há vestígio de aferição que ateste a “aprovação extraordinária” de que fala o presidente. De resto, o ensino reformado significará muito pouco num país que não consegue pagar regularmente nem a faxina nas escolas.

Temer solta fogos num instante em que sua infantaria parlamentar se recusa a aprovar a reforma da Previdência, apresentada pelo ministro Henrique Meirelles (Fazenda) como a mãe de todas as reformas. Sem ela, o teto constitucional dos gastos, outra reforma da qual o presidente se orgulha, será estourado entre o final de 2018 e o ano da graça de 2019.

Prestes a ser abalroado por uma segunda denúncia da Procuradoria, dessa vez por obstrução de Justiça, Temer sinaliza que sua principal dificuldade não é a incapacidade de apresentar soluções. Tomado pelas palavras, o presidente já não enxerga nem os problemas. Passou a viver no mundo da Lua.

17 agosto 2017 FULEIRAGEM

SID – CHARGE ONLINE

SERGIO MENDES & BRASIL 66

16 agosto 2017 FULEIRAGEM

J. BOSCO – AMAZÔNIA JORNAL (PA)

16 agosto 2017 A PALAVRA DO EDITOR

VELHO FACETA

O debochado Velho Faceta, rei do pastoril profano aqui no Recife, comparece ao JBF com suas pastoras para animar a nossa tarde de quarta-feira.

16 agosto 2017 FULEIRAGEM

ALECRIM – CHARGE ONLINE

16 agosto 2017 PERCIVAL PUGGINA

ESTADO X SOCIEDADE, SEQUESTRO E EXTORSÃO

É verdade que a hegemonia esquerdista desgraçou-se naquela esquina do tempo em que a crise causada pela irresponsabilidade fiscal se encontrou com as revelações sobre a corrupção. Mas o projeto para a conquista da hegemonia era primoroso. Fazia parte dele o fatiamento da sociedade com a escolha de determinados grupos sociais contra os quais se lançaram todas as injúrias de modo a suscitar animosidade. Era a velha luta de classes adquirindo múltiplas formas num engenhoso caleidoscópio político.

Estão no foco dos antagonismos e execrações cultivadas ao longo das últimas três décadas:

• os conflitos “raciais” e a imediata identificação da população branca como devedora de uma conta acumulada em três séculos e vencida desde 1888;

• os conflitos de “gênero”, em que as presunções de responsabilidade recaem sobre os heterossexuais do sexo masculino que, ademais, são presumivelmente machistas;

• os conflitos de classe social, onde os ressentimentos se concentram nos andares mais altos da classe média para cima, lá onde se situam os maiores ódios de Marilena Chauí;

• os conflitos retrô do mundo do trabalho, institucionalmente patrocinados, nos quais o setor público, supostamente abnegado e generoso, vê com maus olhos o setor produtivo da economia e o “diabólico” mercado.

• os conflitos geracionais, face aos quais, quem tiver mais de 40 anos, é um opressor, inconformado com a liberdade, autonomia, ideias e estilos de vida das gerações mais jovens, devendo ser rejeitado por todos que aí se enquadrem, inclusive pelos próprios filhos.

De início foi um estratagema petista. Com o tempo, consolidaram-se os conceitos e todos os partidos de esquerda passaram a adotá-lo. A imensa maioria dos demais participantes dos mecanismos de formação da opinião pública a ele aderiram: grandes meios de comunicação, mundo acadêmico, agentes do ambiente cultural, militantes em ambientes virtuais e, até mesmo, grupos religiosos. No andar da carroça foram nascendo centenas de movimentos, ditos sociais, cuja existência tem tudo a ver, e só tem a ver, com a organização desses antagonismos, cujo plantio ocorreu diante de nossos olhos.

Ao unir e estruturar uma infinidade de minorias para criar e gerir conflitos, a esquerda brasileira, pilotada pelo PT, definiu esse empreendimento como essência do famigerado “politicamente correto”. Enquanto o cultivava, como estratégia diversionista, chegava ao poder e implementava aquilo que, desde logo, deveria ter sido compreendido como o conflito real, a ser enfrentado com total dedicação: a opressão do Estado contra todos, inclusive aqueles que a esquerda arregimentou para suas causas. De fato, o Estado brasileiro, de modo crescente, pratica contra a nação, sua vítima, os crimes de sequestro e extorsão. A cidadania nos põe, de modo irrecorrível, a mercê de um triplo garrote fiscal – federal, estadual e municipal – que não nos deixa alternativa.

Acabei de descrever o grande golpe através do qual o Estado, hegemonizado pela esquerda que se concentra nos seus quadros, subjugou e imobilizou a soberania popular. Um verdadeiro ippon no judô da política.

16 agosto 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

A LAVA JATO NA MIRA DOS CONSPIRADORES DE TOGA

Moro luta contra a manobra em curso no Supremo que tenta ressuscitar o Brasil da bandidagem impune

No seminário sobre Justiça Brasileira promovido pela Jovem Pan na manhã desta terça-feira, o juiz Sergio Moro revelou-se especialmente preocupado com a manobra ensaiada nas catacumbas do Supremo Tribunal Federal. Inquietos com a dramática redução da distância que separa da cadeia um cardume de corruptos graúdos fisgados no pântano do Petrolão, alguns ministros flertam com a ideia de exigir que o cumprimento da pena comece só depois de confirmada a sentença em terceira instância.

Faz pouco mais de um ano que o STF, seguindo o entendimento de Teori Zavascki, decidiu que bastava o aval da segunda instância. “É o grande legado do ministro Teori”, lembrou Moro em sua palestra. O que teria induzido integrantes do time da toga a planejar a esperteza qualificada de “desastrosa” pelo juiz federal de Curitiba? A resposta está em outra frase do palestrante: “Nós retornaríamos no tempo”.

É exatamente isso o que pretendem Gilmar Mendes e seus seguidores: o imediato regresso ao Brasil anterior à Lava Jato. Naquele tempo, todos eram iguais perante a lei, mas havia os mais iguais que os outros. Esses nunca souberam como é a vida na cadeia.

16 agosto 2017 FULEIRAGEM

PAIXÃO – GAZETA DO POVO (PR)

VERSANDO…

Eu sei quando o verso presta,
Só não sei como é que faz!

Mote de Pedro Silva

Li Rogaciano Leite,
As letras de Marcolino,
Ao ler Diniz Vitorino
Senti enorme deleite.
Versos repletos de enfeite
Com rimas tão magistrais
Que já não se ouvem mais
Em cantoria ou seresta.
Eu sei quando o verso presta,
Só não sei como é que faz!

Eu já li Pedro Fernandes,
O mestre Zé Adalberto,
Sei que não passo nem perto
Dos versos dos vates grandes.
Já visitei os estandes
De inúmeros festivais:
Braz Costa, Dudu Morais
Poetas que vêm à testa.
Eu sei quando o verso presta,
Só não sei como é que faz!

Não tenho como citar
Poetas que admiro.
Por isso mesmo, prefiro
Neste momento louvar
A quem vive a cultivar
Poemas sentimentais
Enumerando o que faz
A vida ser uma festa.
Eu sei quando o verso presta,
Só não sei como é que faz!

* * *

Este colunista com o Poeta Pedro Fernandes – Quiosque da Poesia, João Pessoa-PB

16 agosto 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

16 agosto 2017 DEU NO JORNAL

LEGISLAÇÃO TIRÂNICA E GOLPISTA

O ex-ministro Antonio Palocci teve o pedido de liberdade negado pela corte do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre, em decisão proferida nesta quarta-feira (16).

Preso pela Polícia Federal no âmbito da Lava Jato em 2016, Palocci foi condenado este ano pela Justiça de Curitiba, em primeira instância, a 12 anos, 2 meses e 20 dias.

* * *

Uma pena absurda!

Com mais 10 dias e 9 meses, se completariam 13 anos de cana.

E 13 é o número símbolo do partido de Palocci, um honrado componente da alta cúpula petista.

Palocci exerceu dois dos mais importantes cargos da administração federal: Ministro da Fazenda de Lula e Ministro da Casa Civil de Dilma.

Tremenda sacanagem a justiça ter negado mais um pedido de liberdade deste impoluto servidor da pátria.

O estimado colunista fubânico Goiano disse que o processo da “desconstrução” de Lula está em pleno andamento.

E eu acho que, dentro deste processo de “desconstrução” do mais bem construído presidente que o Brasil já teve, está o desmoronamento da honra dos seus mais destacados e importantes auxiliares.

Que o diga os presidiários José Dirceu, João Vaccari Neto e Antonio Palocci.

Todos eles cidadãos éticos, ilibados, honestos e de fichas absolutamente limpas.

Sugiro que Lula e o Diretório Nacional do PT publiquem nota defendendo e louvando este trio angelical.

Abaixo a justiça injusta!!!

Três honrados petistas presos políticos, trancafiados no cárcere pela ditadura constitucional brasileira e por juízes que se baseiam numa legislação tirânica

16 agosto 2017 FULEIRAGEM

J. BOSCO – O LIBERAL (PA)

BOLSA ELEIÇÃO, FUNDO CURRAL

Meus amigos fubânicos de direita e de esquerda, na década de 70 do século passado, havia uma concorrência entre as redes de postos de gasolina que diziam em suas propagandas na TV: Atlantic – “Atlantic serviço nota 10”, Esso – “Só Esso dá ao seu carro o máximo”, Shell – “Shell excede”. Lembrei dessas propagandas ao ver Suas Excelências Deputados Federais sugerindo mudanças na legislação eleitoral, propondo entre outras coisas, a criação do Fundo Especial de Financiamento a Democracia, Bolsa Eleição, ou Fundo Curral, como estão apelidando essa geringonça mais do que pornográfica nesse momento de crise econômica, de aperto nas finanças domésticas e tentativa de colocar ordem nos gastos públicos. Cada vez mais os políticos do Brasil parecem viver em outro planeta, num mundo sem nenhuma vinculação com a realidade.

Eles querem sempre superar, pedem o máximo e excedem em absurdos, sem nenhuma preocupação com o cidadão, ou com o país. Querem “apenas” R$ 3,6 bi para gastar com propaganda superfaturada e desaparecer com todo esse dinheiro sem nenhum retorno para a sociedade, com a desculpa de preservar a democracia. Saber disso já é trágico, ver quem é o presidente da Comissão Especial de Reforma Política (Lucio Vieira Lima, irmão de Geddel), é desesperador.

Quanto você estaria disposto a dar do seu orçamento para os ilustres deputados, senadores, etc., gastarem em suas campanhas? Da minha parte eu não quero dar nada. Absolutamente nada.

O Brasil tem destinos muito mais prementes para esses recursos que os políticos querem para eles. Tanto faz se você é de esquerda, ou direita, não podemos aceitar mais esse abuso. Isso é escandaloso. Eles já têm o Fundo Partidário (R$ 870 milhões), o horário gratuito no rádio e TV. Chega! Muito mais do que merecem.

Vou concordar com o Senador Cristovam Buarque quando diz: “É preciso estimular os partidos a voltarem às ruas para um contato maior com a população, para ampliar a interação com o eleitorado e a cidadania, fazendo com que as agremiações partidárias sejam efetivamente custeadas pelos seus aderentes. Se um partido político não consegue arrecadar recursos entre os seus filiados e simpatizantes para manter as suas atividades básicas é porque efetivamente não tem inserção e apoio social, cabendo mesmo questionar se deve permanecer existindo”. Essa seria a verdadeira reforma política.

Espero que essa anomalia proposta pela comissão especial não seja aprovada em plenário, o Brasil não pode permitir tal absurdo. Aqui nesta confraria divertida e democrática aposto que tanto os da ala da direita, quanto os da esquerda também devem ser contra mais esse deboche com o contribuinte eleitor.

16 agosto 2017 FULEIRAGEM

THIAGO LUCAS – CHARGE ONLINE

DIA DO POETA RECIFENSE

16 de agosto, marca a data de nascimento do grande poeta, advogado, cronista, geógrafo, folclorista, jornalista e gestor de instituições culturais, Mauro Ramos da Mota e Albuquerque – MAURO MOTA – um dos mais destacados homens públicos pernambucanos do século 20.

Principais obras – O sucesso literário veio com o lançamento do livro de estreia – Elegias – em 1952. Depois, publicaria vários outros volumes de versos, a exemplo de Os epitáfios, O galo e o cata-vento, Canto ao meio e Itinerário, consolidando-se, segundo muitos críticos, como um dos mais importantes poetas da chamada Geração de 1945 da literatura nacional.

Em seguida publicou O cajueiro nordestino (um clássico); Paisagem das secas; Capitão de fandango; Os bichos na fala da gente e Geografia literária.

Membro da Academia Pernambucana de Letras e da Academia Brasileira de Letras.

Dentre os prêmios e honrarias que recebeu, destacam-se o Prêmio Olavo Bilac, da Academia Brasileira de Letras, o Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, a Medalha Pernambucana do Mérito, outorgada pelo Governo do Estado de Pernambuco, e a Medalha Joaquim Nabuco, esta última concedida pela Assembleia Legislativa de Pernambuco.

Nasceu no Recife em 16 de agosto de 1911 e faleceu na mesma cidade no dia 22 de novembro de 1984.

16 agosto 2017 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA (ES)

ELVIS PRESLEY – O ETERNO ” REI DO ROCK ” – 1

No dia 16 de agosto de 1977 o mundo lamentava a morte de Elvis Presley.

Passados 40 anos vamos recordar alguns de seus grandes sucessos.

* * *

01 – Heartbreak Hotel – (Axton / Durden / Presley) – 1956

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02 – Kiss Me Quick – (Doc Pomus / Mort Schuman) – 1961

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03 – Don`t Be Cruel – (Otis Blackwell / Presley) – 1956

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04 – No More (La Paloma) – (S.Yradier / D.Robertson / H.Blair) – 1961

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05 – Hound Dog – (Jerry Leiber / Mike Stoller) – 1956

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06 – Love Me Tender – (Presley / Matson) – 1956

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07 – Loving You – (Jerry Leiber / Mike Stoller) – 1957

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08 – All Shook Up – (Blackwell / Presley) – 1957

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09 – Jailhouse Rock – (Jerry Leiber / Mike Stoller) – 1957

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10 – Blue Suede Shoes – (Perkins) – 1956

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11 – King Creole – (Jerry Leiber / Mike Stoller) – 1958

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12 – It`s Now Or Never (O Sole Mio) – (Di Capua/Schroeder/Gold) – 1960

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13 – Surrender (Torna a Sorrento) – (E. De Curtis/G. De Curtis/Pomus/Schuman) – 1961

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14 – Can`t Help Falling In Love – (Peretti / Creatore / Weiss) – 1961

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15 – Return To Sender – (O.Blackwell / W.Scott) – 1962

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16 – Are You Lonesome Tonight? – (Turk / Handman) – 1960

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16 agosto 2017 FULEIRAGEM

JARBAS – DIÁRIO DE PERNAMBUCO

O CONGRESSO É FINGIDOR

Os assuntos em debate são da maior importância para o futuro de todos nós: reforma política, reforma da Previdência, reforma trabalhista. Mas, para quem os debate, o futuro de todos nós não tem a menor importância: Suas Excelências só querem saber o que é bom para suas carreiras. Até que acertem o deles, fingem que debatem o que precisaria ser debatido a sério.

A reforma política deve buscar um sistema de governo que funcione, uma campanha eleitoral mais barata, uma representação mais autêntica. Para que o Governo funcione, é preciso ter menos partidos – mas enquanto houver abundância de dinheiro público à disposição, mais partidos serão criados. Fala-se numa campanha eleitoral mais barata, única maneira de evitar que os candidatos sejam reféns de seus doadores de campanha; e se imagina o tal “distritão”, que exigirá campanhas mais caras que as atuais, já que os políticos de agora entram na disputa com tremenda vantagem. E nem se pensa em representação mais autêntica – nada que dificulte a vida, por exemplo, de um exibicionista que tatua nos ombros seu puxa-saquismo.

A reforma da Previdência não levou em conta, até hoje, sua capacidade de pagamento. Não dá para usar metade do dinheiro pagando aposentadoria integral a 10% dos aposentados, e a outra metade pagando pouco a 90%. Falta dinheiro, o Tesouro cobre; e quando acabar o dinheiro do Tesouro? A reforma vai gerar chiadeira. Mas que se há de fazer, se falta o dinheiro?

O custo da campanha

Imaginemos que o caro leitor queira se candidatar a deputado por Minas. É honesto, competente, mas não famoso, como Tiririca; e não tem um reduto próprio, como o sindicalista Paulinho da Força. Terá de fazer campanha em 853 municípios, montar uma frota (cada carro com quatro funcionários, dois motoristas e dois pregadores de cartazes, em dois turnos), pagando pneus, combustível, seguro, consertos, alimentação e hospedagem de toda a equipe. Terá de imprimir cartazes anunciando a candidatura. Precisará de cabos eleitorais, sempre pagos. Pense no custo. O voto distrital reduziria os gastos. Claro que o desenho dos distritos vai gerar chiadeira. Quem foi eleito pelo atual sistema não quer outro que possa lhe causar problemas. Mas ou muda o sistema ou cada candidato dependerá de doadores incapazes de decepcioná-lo – e bem capazes de cobrar por isso.

A festa do dinheiro

A próxima campanha já tem, garantidos, R$ 5 bilhões e 400 milhões de recursos públicos – o seu, o meu, o nosso dinheiro. Há 3,6 bilhões a dividir pelos partidos; há R$ 1,8 bilhão gastos no pagamento das emissoras pelo horário “gratuito”. Há ainda o Fundo Partidário: perto de R$ 1 bilhão por ano, pingando mês a mês no caixa dos partidos. Há poucos anos, quando o fundo era de pouco mais de um terço do atual, o presidente de um partido obscuro se queixava de receber “a merreca de R$ 100 mil mensais”. Se há dinheiro sobrando, haverá partidos sobrando. Por que não criar um partido para receber o Fundo Partidário, alugar seu horário gratuito na TV, oferecer a legenda para algum candidato correto – ou seja, que pague em dia – se tudo está disponível para isso? Com dinheiro se faz até uma aliança sincera.

Quem é quem

E, esquecendo todos os fatos acima, é bom lembrar quem é que discute a reforma política. O maior partido, o PMDB, é dirigido por Romero Jucá; o PT, por Gleisi Hoffmann; o PP, por Ciro Nogueira – por coincidência, os três com problemas no Mensalão. Quem preside o PSDB é Aécio Neves, que acaba de se livrar do inquérito de Furnas. O PTB é controlado por Roberto Jefferson, que já cumpriu pena por seu papel no Mensalão, e o PR segue Valdemar Costa Neto, que há pouco deixou a prisão. Difícil, não?

Nuvens passageiras

Política, ensinava o mineiro Magalhães Pinto, é como nuvem: você olha e ela está de um jeito, olha de novo e ela já mudou. Não vale a pena, pois, especular, faltando mais de um ano, sobre o candidato do PSDB às eleições de 2018. Mas pode-se dizer que a guerra Dória x Alckmin existe mais na torcida de quem não gosta de um ou de outro do que na vida real. Alckmin e Dória, aparentemente, repetem a dança (que deu certo) da escolha do primeiro presidente civil da República, após a ditadura militar: Tancredo e Ulysses posicionados, Franco Montoro à espera, e o que estivesse em melhor posição no momento da escolha sairia candidato com o apoio dos demais. Saiu Tancredo e se elegeu com apoio de Montoro e Ulysses.

A vida como ela é

Diversão garantida hoje, na Câmara dos Deputados: está marcada para hoje a sessão em que representantes da empresa argentina Pampa Energía serão ouvidos sobre a compra da Petrobras argentina por US$ 892 milhões, no último dia do Governo Dilma, e efetivada pelo presidente da empresa, Aldemir Bendine, hoje preso. O PSDB considera que o preço foi baixo.

16 agosto 2017 FULEIRAGEM

VERONEZI – GAZETA DE PIRACICABA (SP)

SONIA REGINA – SANTOS-SP

Saudade não tem idade

No primeiro momento, nosso Canal 100.

As salas de cinema apresentavam dois filmes e o Canal 100 entrava logo após o intervalo.

Observem um tempo em que nosso futebol era pura arte. Jogadores amavam aquele objeto redondo de nome simples, a “Bola”. Tempo em que os espetáculos contavam com “Estádios de Futebol” sempre lotados, com torcedores preocupados somente com a emoção de gritar:

– Goooooool

No segundo momento, outro espetáculo.

Trecho do filme “Vitor ou Vitória”, comédia de 1982, estrelado pela magnifica atriz e cantora Julie Andrews, demonstrando que, também dominava a arte da dança.

A escolha desses dois momentos bem diferentes tem um motivo.

No primeiro, o jogador de futebol vestia uma camisa com um numero e o escudo do time que representava e proporcionava um show no gramado.

No segundo, um show de sensualidade exercida com classe.

16 agosto 2017 FULEIRAGEM

SINFRÔNIO – DIÁRIO DO NORDESTE (CE)

O POVO PERNAMBUCANO

 

Passados quinhentos anos de sua descoberta pelos portugueses, o Brasil apresenta-se com um biótipo próprio de sua gente, que em nada se parece com o português colonizador, o índio que já habitava a terra e o negro trazido da África como escravo para aqui construir o país-continente dos nossos dias.
 
“O brasileiro, como bem afirma Darci Ribeiro, tem a cara do povo brasileiro; ele não se parece nem com o português, nem com o índio, nem muito menos com o negro. Trata-se de um povo de identidade própria”.
 
Na verdade, um povo de mestiços, formado pelo cruzamento de várias raças, com influência de levas de colonizadores diversos, chegados em diferentes épocas, que transformaram o Brasil numa imensa democracia racial, com valores, usos e costumes diversos de quaisquer outros povos.

1. JERÔNIMO, O ADÃO PERNAMBUCANO
 
A mestiçagem de nossa gente, já registrada por Joaquim Nabuco, quando da publicação de O Abolicionismo  (Londres: 1883) – “Nós não somos um povo exclusivamente branco, e não devemos portanto admitir essa maldição da cor; pelo contrário, devemos tudo fazer para esquece-la” (p. 22) –  estabelece que, ao contrário de outros países, como nos Estados Unidos da América,  a condição de liberto não impedia ao ex-escravo galgar os patamares da pirâmide social, e esclarece na mesma obra:

No Brasil, ao contrário: a escravidão ainda que fundada sobre a diferença das duas raças, nunca desenvolveu a prevenção da cor, e nisso foi infinitamente mais hábil. Os  contatos entre aquelas, desde  a colonização primitiva dos donatários até hoje, produziram uma população mestiça, como já vimos, e os escravos ao receberem a sua carta de alforria, recebiam também a investidura de cidadão. Não há assim entre nós castas sociais perpétuas, não há mesmo divisão fixa de classes. O escravo, que como tal praticamente não existe para a sociedade, […] é no dia seguinte  à sua alforria um cidadão como outro qualquer, com todos os direitos políticos, e o mesmo grau de elegibilidade. Pode mesmo, ainda na penumbra do cativeiro, comprar escravos, talvez mesmo quem sabe? – algum filho do seu antigo senhor. Isso prova a confusão de classes e indivíduos , e a extensão ilimitada dos cruzamentos sociais entre escravos e livres, que fazem da maioria dos cidadãos brasileiros, se se pode assim dizer, mestiços políticos, nos quais se combatem as duas naturezas opostas: a do senhor de nascimento e a do escravo domesticado. (p. 174-75). 1

Isso porque, como bem observou recentemente Darci Ribeiro, “no Brasil a miscigenação nunca foi crime, nem pecado, daí o surgimento de um povo novo, o povo brasileiro, que em nada se parece com o português, o negro ou o índio”. 2

Em Pernambuco, um  aspecto que marcou a civilização duartina foi a mestiçagem que logo tomou conta da sociedade, encorajada pelo primeiro donatário como se depreende das cartas jesuíticas da época, denunciando a indiscriminada atividade sexual dos portugueses com os nativos; o que faz Francis Dutra concluir que “desde o filho mais novo do primeiro donatário aos mais insignificante degredado, os portugueses foram pais de gerações de mestiços”. Em depoimento prestado perante o inquisidor Heitor Furtado de Mendoça (sic.), datado de Olinda, 15 de novembro de 1593, Manuel Álvares, um criado de Dona Brites d’ Albuquerque, faz referência a “Manoel d’ Oliveira, mameluco que dizem ser filho bastardo de Jorge de Albuquerque e de uma índia mestiça deste Brasil”, in Primeira Visitação do Santo Ofício às partes do Brasil. Denunciações  de Pernambuco, 1593-1595. Recife: Fundarpe, 1984.  p. 74; havendo ainda referências a uma escrava, de nome Antônia, que Jorge de Albuquerque no seu retorno à Portugal, in Naufrágio que passou Jorge Dalbuquerque, cap. XIII.
 
Somente Jerônimo de Albuquerque (O Torto), cunhado do primeiro donatário, em seu testamento, firmado em Olinda, em 13 de novembro de 1584, reconhece como filhos onze concebidos de sua mulher legítima, Filipa de Melo; oito com a índia Maria do Espírito Santo; cinco com outras mulheres, uma das quais Apolônia pequena, mãe do seu filho Felipe de Albuquerque, citado expressamente no testamento, deixando dúvidas ainda sobre uma filha tida com uma de suas escrava, de nome Maria, e de uma outra, Jerônima, “que se criara em sua casa e que foi tida por sua filha, mas que Deus sabia a verdade do ocorrido”. Dos oito filhos com a índia, posteriormente legitimados pela Coroa, os dois mais notáveis foram Catarina de Albuquerque, que se casou com o florentino Felipe Cavalcanti, fundador do clã Cavalcanti de Albuquerque, e Jerônimo de Albuquerque que, como veremos, veio ganhar fama com a expulsão dos franceses do Maranhão no início do século XVII.

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16 agosto 2017 FULEIRAGEM

ELVIS – AMAZONAS EM TEMPO

16 agosto 2017 DEU NO JORNAL

A FEDENTINA VAI ÀS BARRAS DOS TRIBUNAIS

Aluno foi excluído de uma academia de dança de Brasília em razão da inhaca, do futum, do mau cheiro que exalava.

Em vez de pedir desculpas e tomar um banho, ele foi à Justiça e pediu “indenização por dano moral”, sabiamente rejeitada pelo 2º Juizado Especial Cível.

* * *

Num intendi…

O normal, o chic, o moderno, o habitual, seria o fedorento sair como vitorioso e herói deste confronto catinguístico.

Fêdo e o mundo que se fôda.

É esta a regra num tempo que vive sob o império desta viadagem asquerosa chamada de “politicamente correto”.

O bodum, o fedor, a catinga imperam tanto no mundo político quanto no mundo do dia-a-dia.

Se eu fosse o fedorento apelaria da decisão.

16 agosto 2017 FULEIRAGEM

FRANK – A NOTÍCIA (SC)


http://pinheirochumbogrosso.blogspot.com.br
ELVIS PRESLEY, O COWBOY DE MEMPHIS

MELVIS… É onde mora há mais de dez anos, Alessandra Ferreira, uma professorinha brasileira que leciona história / geografia / inglês / português e nos manda notícias de lá. POIS BEM!!! Oficialmente a cidade é conhecida como Memphis, mas para os mais íntimos, é MELVIS. Os fãs de Elvis Presley sabem muito bem do que se trata ou o que está se falando. Memphis é uma parada obrigatória para saudar o cantor e ‘’ator’’ que ainda “VIVE” personificado por pessoas do mundo inteiro. Para quem gosta de estatística, MEMPHIS ou MELVIS é uma cidade relativamente jovem e está localizada a beira do rio Mississipi. Com uma população de aproximadamente 650 mil habitantes, é uma das principais cidades da região centro-sul e a maior do Estado do Tennessee à frente da capital Nashville, em que pese Memphis ser a capital do Blues. Como curiosidade, Martin Luther King, foi pastor protestante, ativista de direitos civis dos negros e ganhador do Premio Nobel da Paz em 1964. Em 1968, ele foi assassinado em Memphis.

No tocante à carreira musical, o estilo de Elvis era contagiante e fazia admiradores em todas as faixas etárias e classes sociais, embora fosse condenado pelos conservadores, que o considerava um atentado aos bons costumes. Elvis dançava e requebrava com sua guitarra, num estilo empolgante e revolucionário para a época.

Além da música, Elvis também atuou no cinema fazendo um estrondoso sucesso de bilheteria. Seus filmes eram recheados com canções de sucesso e levavam milhões de pessoas as telas de cinemas do mundo todo. Seu primeiro filme foi “Love me Tender” de 1956. Os anos 70 não foram tão bons para o ídolo do rock, embora o sucesso continuasse a todo vapor. Enfrentou problemas pessoais, passou a aparecer poucas vezes em público, permanecendo grande parte do tempo em sua mansão. Elvis Presley morreu em 16 de agosto de 1977(com apenas 42 anos de idade), em sua mansão na cidade de Memphis no Tennesse, de ataque cardíaco fulminante. Atribuem-se seus problemas de saúde, inclusive sua morte, ao uso exagerado de barbitúricos. Sua carreira musical durou 23 anos. Hoje, 16 de agosto, faz 40 anos que Elvis Presley, o CAWBOY de Memphis, se encantou…

No tocante à carreira de ‘’estrela do cinema’’ é preciso que se diga o seguinte: o escritor Clair Huffaker é autor de excelentes roteiros como “Os Comancheiros”, “Rio Conchos” e o imperdível filme “Gigantes em Luta”, faroestes que recomendam plenamente o autor. O paulistano e pesquisador de filmes faroestes Darci Fonseca nos confirma que o primeiro roteiro que o bom escritor Huffaker fez para o CINEMA foi sobre a história “Estrela de Fogo” (Flaming Star), em 1960, dirigido por DON SIEGEL. Diretor este, que dispensa comentários. O projeto inicial era ambicioso e deveria ter Marlon Brando e Frank Sinatra como os principais protagonistas nesta película cinematográfica. Nem Frank nem Brando puderam fazer o filme e o empresário de Elvis Presley, estava atrás de um filme mais sério que mudasse um pouco a imagem do cantor. Elvis pretendia ter como ator o mesmo respeito que possuía como cantor e “ESTRELA DE FOGO” parecia ter sido feito sob medida para iniciar a nova fase do Rei do Rock’n’Roll no cinema.

DON SIEGEL(faleceu vítima de câncer, em 1991 aos 79 anos) foi um dos mais respeitados entre os diretores do SEGUNDO ESCALÃO de Hollywood. Com orçamentos modestos fez inúmeros filmes excelentes. A partir de “Estrela de Fogo” a cotação de SIEGEL subiu sem parar e nos anos 60 e 70 ele passou a dirigir grandes produções com astros como Clint Eastwood (cinco vezes), Lee Marvin, Henry Fonda, Charles Bronson, Walter Matthau e foi diretor do último filme de John Wayne. A competência de Don Siegel é comprovada com o bom “Estrela de Fogo”, em que mescla cenas de grande dramaticidade com perfeitas sequências de ação. E o maior mérito de Don Siegel é ter conseguido extrair de Elvis uma atuação que pode ser chamada de aceitável. Muitos consideram esta a melhor interpretação de Elvis como ator, o que não quer dizer praticamente nada diante da mediocridade que foi sua carreira no cinema. Agora, ESTRELA DE FOGO(1960) é considerado o melhor filme de Elvis junto com o também faroeste LOVE ME TENDER(1956). Porém, seu maior momento cinematográfico foi o razoável filme FLAMING STAR (Estrela de Fogo). Dentre os 16 filmes em que ele foi protagonista, ESTRELA DE FOGO é uma fita senão magistral, mas bastante razoável. Bem dirigida, bem interpretada e bem argumentada por seu roteirista. E a direção magistral de Don Siegel é também um filme muito bem fotografado e repleto de tudo que o mais exigente espectador deseja ver em um filme.

O rei do rock atuou em três filmes de bang bang: Love Me Tender(ama-me com ternura – 1956), sendo que foi o seu primeiro trabalho em Hollywood, de uma média sequência de filmes que iria estrelar até 1969. Neste filme ele estava com apenas 22 anos; Flaming Star (Estrela de Fogo – 1960), Com a idade de 25, sendo esse o seu melhor filme de cawboy. Estrelou o faroeste CHARRO em 1969, aos 34 anos de idade. A paciência do seu empresário Parker durou apenas mais um filme (“Coração Rebelde”, de 1961) após o que ele obrigou Elvis a voltar para as comédias insonsas. Em 1969 um Elvis Presley fortemente influenciado pelos anti-heróis dos spaghetti-westerns atuou em “CHARRO”, em tudo inferior a seu maior momento cinematográfico que foi “Estrela de Fogo”.

Por fim, às 2 horas da tarde do azarado mês de agosto de 1977(há 40 anos), no banheiro da mansão GRACELAND, no Tennessee, o coração de Elvis parou de bater. O cantor/‘‘ator’’ foi encontrado por sua noiva – na época, Ginger Alden, em frente ao vaso sanitário, de barriga para baixo e calças arriadas. A causa oficial foi arritmia cardíaca, uma condição que só pode ser identificada em pessoas vivas. Por outro lado, a família Presley possuía um histórico de doenças coronárias. Em sua autopsia, foram encontrados 15 medicamentos diferentes em seu corpo, dos quais 10, em quantidades perigosas (dez vezes a quantidade terapêutica do anestésico codeína, à base de morfina). Quando os paramédicos chegaram, o corpo já estava ficando azul e frio. No caminho para o Baptist Memorial Hospital, tentou-se sem sucesso uma reanimação, afinal “ERA O ELVIS”. Ele foi declarado morto às 15:16, sem qualquer investigação na mansão, fotos do banheiro ou consideração pelo fato de que ele tomava remédios como se fossem garapa…

Assista ao vídeo de 10 minutos daquele que se tornou o REI DO ROCK e mudou toda uma geração. A reportagem trata do dia de sua morte, logo após o sepultamento em Memphis, e uma canja de sua última canção cantada em vida, quando ele se despede do palco e nunca mais o REI DO ROCK foi visto em público

16 agosto 2017 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

UM LEITOR QUE ENXERGA BEM QUE SÓ A PORRA

Comentário sobre a postagem CHIFRES E PIXULECOS VERMÊIO-ISTRELADOS

Maurilio Melo:

“Nessa imagem vi 4 pessoas….

Dois ladrões, um corno e uma vagaba.”


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