16 maio 2012 FULEIRAGEM

AMÂNCIO – JORNAL DE HOJE

Compartilhe Compartilhe
AS VERBAS DA CULTURA

“Um quadriênio tenebroso para quem realmente faz cultura” . (depoimento de um produtor, diretor de teatro e ator Samuel Santos numa postagem de rede social recentemente)

Cultura, segundo a carta magna é direito do cidadão e dever do estado. Em sociedades em que a cidadania e seus direitos são respeitados, o fomento aos bens imateriais é quase que uma norma natural.

Fácil para povos com situação econômica estável e sociedade realmente democrática. No nosso caso, vivemos ainda uma caricatura de república onde funciona o estado de direito, porém, viciada pela apropriação desse mesmo estado pelos interesses corporativos que estão invariavelmente por trás de todo arcabouço de estruturação orçamentária.

Nisso aí, resta pra cultura uma cifra magérrima dos orçamentos federais, estaduais e municipais, cabendo aos gestores administrar a escassez de recursos. Os mecanismos de renúncia fiscal de fomento às artes demonstraram até agora serem paliativo ante a inapetência dos gestores públicos em dar ao mundo da cultura e das artes a verdadeira valoração que estas deveriam ter no processo de construção social e histórica.

Mas também ao estado não cabe tudo, o restante da sociedade deveria tomar pra si essa tarefa levando em conta o paradigma de responsabilidade social.  Por que é tenebroso? A classe artística deixou-se ficar refém das iniciativas públicas de fomento. Nos anos 80 não havia editais,os mecanismos viciados que hoje tem dos funcultura da vida, mesmo assim não deixava de existir produção cultural no Recife. Onde estão os empreendedores? Tenebroso também é a falta de inciativa de romper com essa dependência que muitos voluntariamente criaram em torno dos poderes públicos.

Compartilhe Compartilhe

16 maio 2012 FULEIRAGEM

ZOPE – CHARGE ONLINE

Compartilhe Compartilhe

15 maio 2012 DEU NO JORNAL

BESTA.CU – BESTA.BR

Fábio Pannunzio

Blogueiro governista da BESTA.CU será estrela de evento contra a liberdade de expressão da BESTA.BR

A BESTA (Blogosfera Estatal) realiza seu terceiro encontro entre os dias 25 e 27 próximos. A claque governista na internet quer reunir 400 blogueiros, mas até agora não conseguiu juntar 300 inscritos. E isso apesar de todas as despesas da claque estarem pagas por “patrocinadores” para que os BESTAS tenham um fim-de-semana de boca-livre em Salvador, Bahia.

A organização do evento tentou porque tentou levar alguém sério para patrocinar a defesa da volta da censura e da esculhambação geral no ambiente da internet, mas não conseguiu. O primeiro  a se esquivar foi o ministro Ayres Britto, presidente do STF. Ele recusou porque se sentiu constrangido por Paulo Henrique Amorim, que pediu audiência para convidá-lo e levou junto seu advogado para falar dos processos que correm contra o cliente na Corte Constitucional. A história, negada em coro pela Blogosfera Estatal, está contada no post Constrangido por Paulo Henrique Amorim, Ayres Britto recusa convite para abrir encontro da BESTA, publicado pelo Blog do Pannunzio um mês e dez dias atrás.

Agora, a principal atração será a presença do blogueiro governista cubano Iroel Sánchez, uma espécie de anverso de Yoani Sanchez. Além do sobrenome (em Cuba, Sanchez é tão popular quanto Silva no Brasil), os dois não tem nada em comum. A começar pelo fato de que um luta para legitimar a férrea censura imposta por Fidel Castro à imprensa em seu país, enquanto a outra se utiliza da internet como arma contra a mais longa ditadura do planeta.

Sanchez (Iroel, não Yoani) faz parte de uma rede chamada Cubadebate, a BESTA de lá. O papel central dos blogueiros aliciados pelo regime é contrapor-se aos cubano-americanos que usam a internet para atacar os irmãos Castro.

Iroel é engenheiro e jornalista. É um dos poucos nativos da ilha que escrevem o que querem — porque só fala bem do governo, exatamente com o congênere brasileiro da BESTA. Ele é um dos integrantes de um coletivo de blogueiros que organizou um encontro recente em que penas alugadas para a ditadura foram discutir a importância da internet num país que, a rigor, não tem internet.

Não tem porque o governo não quer que as pessoas saibam o que se passa dentro dos limites da própria ilha, como bem ressaltou Yoani numa entrevista concedida ao Blog do Pannunzio em Janeiro último em Havana. A censura, de acordo com a blogueira, impede que se noticie até mesmo  fatos comezinhos como o desmoronamento de casarões por falta de manutenção.

Iroel, que publica o blog La Pupilla Insomne, define assim o papel da BESTA cubana: “un espacio de participación horizontal en el proyecto político cubano, asumiendo nuestro rol de blogueros como un deber cívico, portadores de ideas antimperialistas y consecuentes con un pensamiento revolucionario”.  Ou seja: não bastasse o Granma, único panfleto noticioso que o governo permite circular em Cuba, agora ele e seus pares querem transformar a internet em ferramenta auxiliar para a justificação do regime.

É uma estratégia temerária. Para começar, a internet em Cuba só pode ser acessada nos saguões dos grandes hotéis ao custo mínimo de oito dólares por hora. Isso corresponde a um terço do salário pago aos trabalhadores da ilha caribenha, que recebem, em média, cerca de US$ 25 por mês. Não há conexão domiciliar, tampouco 3G ou wifi abertos. Até os torpedos são objeto de monitoramento oficial. Não raro, as redes de celular entram em colapso provocado para evitar a dispersão de informações que não interessam ao Comitê Central do Partido Comunista Cubano.

A aberrante situação tecnológica de Cuba, toda ela induzida pelo medo do despertar da opinião pública, faz com que personalidades proeminentes em todo o planeta  sejam completamente desconhecidas em Cuba. É o caso da própria Yoani, que ninguém em Havana, salvo os arapongas que a monitoram, sabe quem é. Yoani se autodefine como uma “não pessoa”, proscrita que está da seara política e institucional de seu próprio País — e a despeito de ser o rosto cubano mais conhecido hoje em todo o planeta.

Em janeiro, na véspera da visita da presidente Dilma Rousseff a Havana, Yoani foi proibida, pela trigésima vez, de sair de Cuba. A negativa veio a propósito de um convite que ela recebeu para participar do lançamento de um filme no Brasil. Só isso já bastaria para definir quem é Iroel Sánchez que, ao que consta, não teve a menor dificuldade para obter a permissão de saída. E não teve porque o governo local sabe bem o  que ele vem fazer por estas plagas: propaganda do regime castrista para a BESTA brasileira.

Para quem quer conhecer melhor como funciona o cerceamento à liberdade em Cuba, vale a pena assistir à reportagem que produzi para o Jornal da Band há três meses, quando estive em Havana para cobrir a visita da presidente brasileira àquele país. Basta clicar no botão abaixo.

Compartilhe Compartilhe

15 maio 2012 FULEIRAGEM

AROEIRA – JORNAL O SUL

Compartilhe Compartilhe

http://www.batidasalvetodos.com.br
MEU SISTEMA NÃO É NERVOSO, MAS MINHA PACIÊNCIA É CURTA

- Eu tenho Sistema Nervoso.

Foi o que respondeu a senhora do posto de saúde quando eu perguntei por que ela estava na fila da acupuntura.

- Ufa, ainda bem né, Dona Socorro? Se a senhora não tivesse  sistema nervoso é que ia ser um problema.

- É problema nos nervos, minha filha. Continuou a idosa sem entender meu comentário.

- Tenho tuberculose e sistema nervoso. Ontem nem levantei da cama aí hoje vim no médico das agulhas que é um santo. Até curou minha dor nas pernas.

- É só ansiedade. Interrompeu a psicóloga, Elianne (com dois NNs, como ela fez questão de frisar).

Era uma entrevista para a Secretaria de Saúde e Dra. Elianne não estava afim de perder espaço no horário nobre para Dona Socorro. Interrompeu quatro vezes a filmagem e conseguiu enfiar um “porque eu tenho doutorado em Paris” três vezes durante a conversa.

- O JC tirou minha foto deste ângulo. Porque você também não faz sua “tomada” de foto no mesmo ângulo? Perguntou a médica, sem entender porque o meu interesse era em Dona Socorro, e não nela.

- Porque eu nem sou o JC nem tiro foto. E enquanto a “tomada” for minha, quem decide o enquadramento sou eu.

No final, a Dra. me deu o cartão de visita com o número do consultório particular. Provavelmente ela acha que eu também tenho o Sistema Nervoso.

Obs – quem vai sair no comercial é Dona Socorro porque é melhor um “sistema nervoso”do que um sistema prepotente.

Compartilhe Compartilhe

15 maio 2012 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

Compartilhe Compartilhe
LUTA GIGANTESCA

Desta vez o inverno aprontou. Resolveu rolar noutro lugar, esquecendo o tão castigado semiárido nordestino. Até o momento, a chuva passou distante do Sertão, Agreste e até da Zona da Mata. Água que é bom, neca. Chuva para molhar o chão, refrescar a temperatura da Região, fazer brotar o verde do solo, recuperar o que a seca matou, nem pensar. O inverno atrasou e haja sofrimento.

Estamos entrando na segunda quinzena de maio, época em que a chuva já devia ter caído de montão, mas quem manda no pedaço é a escassez de água. A falta de alimentos está atormentando a vida de muita gente. Até o gado tá morrendo por falta de ração, de pasto. O rebanho está definhando de sede com o corpo esquelético. A coisa anda tão feia que as vacas não aguentam mais ficar de pé. Tão fracas que estão. O cenário revela uma das mais severas secas que se tem notícia.

No município de Floresta, em pleno Sertão de Pernambuco, a 434 quilômetros de distância do Recife, o vaqueiro lamenta a má sorte. Por atravessar a pior fase do ano, quando olhando ao redor constata a falta de tudo. Devido à chuva que teima não chegar.

Realmente, a cena dói. Ver vacas despencando no chão, por causa das pernas adormecidas, sem forças para reagir, manter-se de pé. Aliás, para aliviar o sofrimento dos animais é preciso amarrar cordas no gado. Fazer tipoia para sustentar o bicho entre árvores. 

A situação está braba. Sem alternativas para o momento o jeito foi o estado de Pernambuco decretar estado de emergência em várias cidades do Sertão, Agreste e até da Zona da Mata.

Tradicionalmente, o Nordeste foi considerado a região mais semiárida do mundo, em virtude da chuvarada que cai no Nordeste não ultrapassar a marca de 700 bilhões de metros cúbicos por ano. Entristece ver os açudes secando.  A água barrenta dos barreiros ser aproveitada à míngua.

Se não fosse a grande quantidade de água acumulada nos barreiros e açudes, que chegam a acumular mais de 36 bilhões de metros cúbicos, o Nordeste estava totalmente torrado pela secura.

O que entristece é o fato desse potencial ser desperdiçado. Não garantir a sobrevivência de pessoas e de bichos. Como o pessoal desconhece a técnica de tratar a água dos barreiros, cheia de sedimentos em suspensão, condenam a utilização da água para consumo humano.

Como o Nordeste é uma região bastante atrasada, a técnica da construção do barreiro de irrigação não é explorada para umedecer a roça. A água desse tipo de barreiro não é drenada para as áreas de plantio.

Na verdade, se não fosse o xique-xique, o cacto cheio de espinhos que alivia a fome, enganando o estômago do rebanho, a situação estava mais preta ainda.

Porém, de repente brota um oásis no sertão do Pajeú. Perfuraram um poço no lençol freático de São José do Egito, cuja vazão chega a 24 mil litros por hora. Este deve ser um exemplo de que o Nordeste tem potencial. Basta saber explorar com técnica para evitar a estiagem.

Mas, enquanto o uso do carro-pipa servir de publicidade para a política, a riqueza acumulada no lençol freático do solo nordestino vai custar a ser explorada para o consumo e a agricultura.

Compartilhe Compartilhe

15 maio 2012 FULEIRAGEM

AROEIRA – O DIA

Compartilhe Compartilhe

Arievaldo Vianna visto por Jô Oliveira
http://www.acordacordel.blogspot.com/
JOAQUIM BATISTA DE SENA – UM CONTINUADOR DA TRADIÇÃO DOS MESTRES DO CORDEL

O selinho do Centenário é criação do poeta e editor Klévisson Viana

2012 é o ano do centenário de um dos maiores expoentes da Literatura de Cordel, o paraibano Joaquim Batista de Sena, que durante mais de quatro décadas palmilhou o Nordeste inteiro produzindo, imprimindo e revendendo seus folhetos. A partir da década de 1950 instalou o seu ‘quartel general’ em Fortaleza, onde fundou a Tipografia Graças Fátima, responsável pela publicação de seus próprios cordéis e também boa parte da criação literária de José Camelo Rezende, de quem adquiriu diversos originais. Romancista de primeira linha, Sena procura seguir a mesma trilha deixada por Camelo, Leandro, Athayde e outros gênios da poesia popular.

Mas não desdenhava o folheto-reportagem que também foi um de seus trunfos para conquistar a simpatia popular. Qualquer crime hediondo, enchente, desastre automobilístico, aparecimento de entidades sobrenaturais não escapava ao seu poder de observação, como se vê no folheto ‘O monstro do Cemitério São João Batista’ que trata de um curioso tema: a necrofilia. Entretanto, foi na passagem da imagem milagrosa de Nossa Senhora de Fátima, em 1953, que alcançou o seu apogeu como editor, percorrendo todo o itinerário da imagem pelo Nordeste afora. Ganhou tanto dinheiro que acabou batizando sua folhetaria com o nome de “Graças Fátima”. Antes disso, no início da década de 1940, durante a Segunda Guerra Mundial, sofreu um naufrágio na baía de Quebra-Potes, no Maranhão, quando o navio em que viajava foi perseguido por um submarino alemão. Conseguiu salvar-se nadando, mas perdeu uma preciosa mala contendo diversos originais, dos quais não possuía outra cópia.

Hoje a obra de Sena parece naufragar em outros mares… o mar do esquecimento, do ostracismo a que vem sendo relegada a sua valiosa produção poética. Nada mais justo que a Tupynanquim Editora faça essa justa homenagem ao poeta, relançando três expressivos romances de sua lavra na passagem do seu centenário.


 
Capas das obras que serão relançadas pela Tupynanquim Editora

JOAQUIM BATISTA DE SENA – nasceu no dia 21 de maio de 1912, em Fazenda Velha, do termo de Bananeiras, hoje pertencente ao município de Solânea-PB. Faleceu no distrito de Antônio Diogo (Redenção-CE) no início da década de 90 do século recém-findo. Autodidata, adquiriu vasto conhecimento sobre cultura popular e era um defensor intransigente da poesia popular nordestina. Começou como cantador de viola, permanecendo três anos neste ofício, no final da década de 30.

No início da década de 40, vendeu um sítio de sua propriedade e adquiriu sua primeira tipografia, que funcionou algum tempo na cidade de Guarabira-PB, transferindo-se depois para Fortaleza, onde atuou durante muitos anos. Dizia-se discípulo de Leandro Gomes de Barros e era admirador incondicional de José Camelo de Melo. Durante a Segunda Guerra Mundial, quando viajava de navio de Belém a Fortaleza, foi vítima de um naufrágio da Baía de Quebra-Potes (Maranhão). Salvou-se nadando, mas perdeu uma mala de folhetos, contendo diversos originais. Na capital cearense sua tipografia adotou o nome de “Graças Fátima”. O poeta explicava a razão desse título: durante a passagem da imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima pelo Nordeste, na década de 50, ele conseguiu ganhar muito dinheiro vendendo folhetos sobre a visita da santa, ampliando consideravelmente seus negócios.

Em 1973 vendeu sua gráfica e sua propriedade literária para Manoel Caboclo e Silva e tentou estabelecer-se no Rio de Janeiro, também no ramo da literatura de cordel, mas não foi bem sucedido. De volta ao Ceará, ainda editou alguns folhetos de sucesso, como o que escreveu em parceria com Vidal Santos, sobre o desastre aéreo da Serra da Aratanha (Pacatuba-CE), onde faleceu, dentre outros, o industrial Edson Queiroz.

Sena era um grande poeta, de verve apurada e rico vocabulário. Conhecia bem os costumes, a fauna, a flora e a geografia nordestina, motivo pelo qual seus romances eram ricos em descrições dessa natureza. Pode-se dizer que com a sua morte, fechou-se um ciclo na poesia popular nordestina e o gênero “romance” perdeu um de seus maiores poetas. Só agora, no início deste novo século, surgem novos romancistas que pretendem dar continuidade à trilha deixada pelo mestre.

Dentre as suas obras de maior aceitação popular, destacamos: A filha noiva do pai ou Amor culpa e perdão; A morte comanda o cangaço; As sete espadas de dores de Maria Santíssima; Estória de Manoel Seguro e Manoel Xexeiro; História de João Mimoso e o castelo maldito; História de Braz e Anália; Os amores de Chiquinha e as bravuras de Apolinário; História do assassinato de Manoel Machado e a vingança do seu filho Samuel; História do Príncipe João Corajoso e a princesa do Reino Não-vai-ninguém.

(In “Acorda Cordel na Sala de Aula”, Arievaldo Viana)

FOLHETOS DE JOAQUIM BATISTA DE SENA

 

Folhetos de Joaquim Batista de Sena, editados em Juazeiro do Norte, na Tipografia CASA DOS HORÓSCOPOS, de Manoel Caboclo e Silva

Compartilhe Compartilhe

15 maio 2012 FULEIRAGEM

PAIXÃO – GAZETA DO POVO

Compartilhe Compartilhe

15 maio 2012 REPORTAGEM

“CABE À IMPRENSA VIGIAR O ESTADO – NUNCA O CONTRÁRIO”

Há vinte anos Pedro Collor deu uma entrevista à revista Veja. As revelações originaram um processo que, sete meses mais tarde, obrigou seu irmão, Fernando Collor, a deixar a Presidência da República. Há sete anos, a mesma revistaVeja flagrou um diretor dos Correios embolsando uma propina. O episódio foi o ponto de partida para a descoberta do escândalo do mensalão, que atingiu em cheio o governo passado e o PT. Agora, Collor e os mensaleiros se unem contra a imprensa num mesmo front, a CPI do Cachoeira.

Criada com o nobre e necessário propósito de investigar os tentáculos de uma organização criminosa comandada pelo contraventor Carlos Cachoeira, ela seria usada, de acordo com o roteiro traçado pelo ex-presidente Lula e pelo deputado cassado José Dirceu, como cortina de fumaça para o julgamento do mensalão.

O plano era lançar no descrédito as instituições que contribuíram para revelar, investigar e levar à Justiça os responsáveis pelo maior esquema de corrupção da história do país. Tamanha era a confiança no sucesso da empreitada que o presidente do partido, Rui Falcão, falou publicamente dela e de sua meta principal: atacar os responsáveis pela “farsa do mensalão“. Tudo ia bem – até que os fatos se incumbiram de jogar o projeto por terra.

Na semana passada, dois delegados da Polícia Federal prestaram depoimento à CPI do Cachoeira. Eles foram responsáveis pelas operações Vegas e Monte Carlo, que investigaram a quadrilha do contraventor. A ideia dos radicais petistas e seus aliados era utilizar a fala dos policiais para comprometer o procurador-geral da República, Roberto Gurgel (que defenderá a condenação dos mensaleiros no julgamento do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal), o governador de Goiás, o tucano Marconi Perillo (transformado em inimigo figadal de Lula desde que declarou que o ex-presidente tinha conhecimento da existência do esquema do mensalão) e a imprensa, que revelou o escândalo.

Fim da mentira: O delegado da PF Raul Marques (à esq.) em sessão secreta na CPI do Cachoeira: a relação entre o redator-chefe de Veja e o contraventor era de jornalista e sua fonte de informações

Nesse último setor, como deixou clara a performance do ex-presidente Collor, encarnado na triste figura de office boy do partido que ajudou a tirá-lo do poder, o alvo imediato era o jornalista Policarpo Junior, diretor da sucursal de Veja em Brasília e um dos redatores-chefes da revista. O primeiro depoimento foi do delegado Raul Alexandre Marques, que dirigiu a Operação Vegas. Marques disse aos parlamentares que entregou ao procurador Roberto Gurgel, em setembro de 2009, indícios de envolvimento de três parlamentares – incluindo o senador Demóstenes Torres – com a quadrilha de Cachoeira. Gurgel, conforme o delegado, não teria determinado a abertura do inquérito nem dado prosseguimento à apuração.

Foi a deixa para que petistas dissessem que ele tentou impedir o desmantelamento de uma organização criminosa e, por isso, deveria ser convocado para depor na CPI. O procurador-geral da República reagiu.

Na seara técnica, disse que não abriu inquérito a fim de permitir a realização da Operação Monte Carlo, que desbaratou o esquema de Cachoeira no início deste ano. No campo político, foi ainda mais incisivo.

O que nós temos são críticas de pessoas que estão morrendo de medo do julgamento do mensalão“, afirmou. Ao fustigarem o procurador na CPI do Cachoeira e venderem a tese de que ele não mereceria crédito por ter uma atuação política, mensaleiros e aliados levaram procuradores e ministros do STF a sair em sua defesa.

Mensaleiros, que têm no petista Vaccarezza o seu porta-voz na CPI, queriam convocar o procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Ele defenderá a condenação dos réus do processo do mensalão

Petistas, que chegaram a comemorar o resultado da primeira etapa do plano, agora já não demonstram o mesmo empenho para convocar Gurgel. Em uma conversa recente, o ex-ministro José Dirceu contou ao seu interlocutor o motivo do recuo. “O efeito foi o contrário do imaginado. A única consequência da CPI foi acelerar o processo do mensalão“, afirmou. Lula, o idealizador do plano, também já faz leitura semelhante.

Para ele, a CPI do Cachoeira “tem de ficar do tamanho que está” – ou seja, limitar-se a investigar Cachoeira e seus tentáculos no Congresso e em governos estaduais. Da mesma forma, a ofensiva para desqualificar o trabalho da imprensa já não seria uma prioridade.

Não podemos fazer dessa CPI um debate político ou um acerto de contas entre desafetos“, afirmou o deputado Cândido Vaccarezza, do PT de São Paulo, espécie de porta-voz do grupo dos radicais. A declaração é uma guinada de 180 graus no discurso – guinada essa decidida apenas depois que os fatos, com sua persistente impertinência, se sobrepuseram aos interesses do partido.

Desde a prisão de Cachoeira, a falconaria petista seguiu a tática de disseminar mentiras e omitir uma parte, sempre a mais importante, da verdade. Para isso, não hesitou nem mesmo em recorrer a fraudes e manipulações nas redes sociais da internet. O grupo imputou à equipe de Veja toda sorte de crimes, os quais, esperava, seriam pontuados pelos delegados da PF. E o que disseram os policiais em depoimentos à CPI? Que o jornalista Policarpo Junior aparece lateralmente nas interceptações telefônicas sempre no exercício da profissão, apurando e investigando informações, que não cometeu crime nem trocou favores com a quadrilha e que não trocou “mais de 200 ligações com Cachoeira“.

Na Operação Monte Carlo, apenas dois telefonemas aparecem, segundo o delegado Matheus Rodrigues. Outros ingredientes fizeram a estratégia petista fracassar. O primeiro foi a dificuldade para encontrar aliados que se dispusessem a levar adiante os propósitos meramente políticos e revanchistas do partido. Diversas siglas, incluindo o PMDB, se negaram a aderir à trama. Houve ainda a firme condução dos trabalhos da CPI pelo relator Odair Cunha (PT-MG), que não se dobrou às pressões de facções do seu partido, e a oposição contundente de Dilma Rousseff à estratégia dos radicais.

A presidente considera que, a continuar na direção em que estava, a CPI poderá virar uma disputa de políticos corruptos contra seus acusadores. Dilma está irritada com o presidente do PT, Rui Falcão, que vem defendendo publicamente o ataque à imprensa. Na terça-feira, disse a um auxiliar: “Se algum ministro falar algo parecido com o que o Rui vem dizendo, vai para a rua na hora“.

O ANO EM QUE O PRESIDENTE CAIU Pedro Collor deu o pontapé inicial e os fatos fizeram o resto: PC Farias recolhia propina de empresários para cobrir os gastos de Collor, como no caso do famoso Fiat Elba; vinte anos depois do processo que o levou a renunciar ao mandato, o ex-presidente (à dir., com a ex-mulher Rosane, a “madame que gastava demais”, nas palavras de PC) quer se vingar de quem o investigou

Que forças aparentemente tão antagônicas quanto Collor e os falcões do PT se juntem na CPI com o mesmo e nefasto propósito de desqualificar a imprensa livre pode parecer assustador, mas não deixa de ser também natural. Na política, as convicções balançam facilmente ao sabor das conveniências – para o bem ou para o mal, sendo que a segunda opção é mais frequente. Já na imprensa livre, os princípios não se sujeitam às circunstâncias. O dever de fiscalizar os governos vale para quaisquer governos. E, no caso de Veja, ele foi levado a cabo com o mesmo rigor tanto na gestão lulo-petista quanto na cleptocracia de Collor.

Em 2009, no julgamento que derrubou a Lei de Imprensa, o ministro Carlos Ayres Britto, hoje presidente do STF, usou uma frase de Roberto Civita, presidente do Conselho de Administração do Grupo Abril e editor da revista Veja, para descrever a natureza da relação entre jornalistas e homens públicos:

“Contrariar os que estão no poder é a contrapartida quase inevitável do compromisso com a verdade da imprensa responsável”.

Os réus: Jefferson, Dirceu, Delúbio e Valério devem ser julgados em breve pelo STF. A denúncia que deu origem ao processo partiu de Veja, com prova em vídeo

O jornalismo brasileiro vem cumprindo com vigor sua missão de revelar os casos de desídia e corrupção na esfera pública. Nos últimos anos, têm sido inúmeros os registros de parlamentares, prefeitos, governadores e ministros obrigados a deixar o cargo em razão de revelações feitas pela imprensa e comprovadas pelas autoridades.

A imprensa livre não é ideológica. Não persegue indivíduos nem empreende cruzadas contra partidos ou administrações. Ela se volta, sim, contra os que, no poder, se dedicam à prática de espoliar o bem público, guiados pela presunção da impunidade e pela convicção de estarem acima do bem e do mal. Se alguma lição pode ser tirada até agora do último escândalo em curso na República, ela pode ser resumida em mais uma frase do ministro Ayres Britto:

“À imprensa cabe vigiar o estado – nunca o contrário”.

Compartilhe Compartilhe

15 maio 2012 FULEIRAGEM

PASSOFUNDO – INFORMATIVO DO VALE

Compartilhe Compartilhe

http://geleiageneral.blogspot.com
DEVER CUMPRIDO

Nada melhor do que a sensação do dever cumprido no day after da conquista do bi. Não só pela conquista em si, como pela manutenção da quebra da hegemonia que o clube da Ilha mantinha ao longo dos últimos anos. Senão vejamos: de 2004, ano em que o Náutico conquistou o seu último título estadual, para cá, foram cinco títulos conquistados pelo Sport (2006, 2007, 2008, 2009 e 2010), contra três do Santa Cruz (2005, 2011 e 2012) e apenas um do Náutico (2004). Ou seja, uma ampla supremacia do time rubro-negro, apoiada num orçamanto milionário e na sua participação na máfia do Clube dos 13.

Some-se a isso, as administrações desastradas do Santinha, aliadas aos diretores empresários que durante anos ganharam dinheiro com as contratações caras de jogadores de qualidade duvidosa, deixando sempre o ônus e as indenizações trabalhistas para o clube do Arruda pagar.

A chegada de Fernando Bezzera Coelho à presidência coral, em 2008, se dentro de campo não se manifestou de forma positiva na conquista de títulos ou grandes vitória, serviu para organizar o clube na parte administrativa e patrimonial, deixando para Antônio Luiz Neto, seu sucessor, um bom legado e uma estrutura adequada para as transformações no Departamento de Futebol e seus desdobramentos dentro das quatro linhas do gramado.

Hoje, nessa guerra do tostão contra o milhão, somos bi campeões estaduais de futebol profissional. Essa conquista atrevida e competente deu uma nova dimensão ao futebol pernambucano, que se via estagnado sob a ditadura econômica do clube rubro-negro da Ilha do Retiro.

Um outro aspecto altamente positivo e característico do Santa Cruz e das Repúblicas Independentes do Arruda, e que serviu para nos projetar internacionalmente na mídia esportiva, foi a força e a fidelidade da tocida coral. Definitivamente, estamos no rol dos grandes clubes de massa do futebol brasileiro e mundial.

Portanto, camaradas tricolores do Recife, Olinda e adjacências, somos bi e temos nas mãos a oportunidade de manter o clube coral numa rota ascendente em busca do lugar que merece e que ainda não reconquistou no cenário futebolístico brasileiro.

Se há dois anos atrás estavámos no limbo do futebol pernambucano, hoje, graças a um trabalho de equipe e de soerguimento, mostramos uma nova e competente forma de se administrar um clube de futebol: com pouco dinheiro, apostando na recuperação de jogadores já experiente, com uma comissão técnica de valor, com Zé Teodoro à frente, comandando tudo com vigor e profissionalismo, e, principalmente, com uma torcida que ama e alavanca o seu clube com força e coerência.

Portanto, a vitória por 3×2, domingo passado, na Ilha do Retiro, revertendo a vantagem mantida pelo Sport até o jogo final, foi o reflexo de todo esse trabalho árduo, constante e renovador.

Compartilhe Compartilhe

15 maio 2012 FULEIRAGEM

PELICANO – BOM DIA SP

Compartilhe Compartilhe

http://www.fernandogoncalves.pro.br
UNIVERSIDADE & SINGULARIDADE

Algumas iniciativas recentes apontam para a multiplicação dos conhecimentos numa progressão geométrica, favorecendo a emersão de talentos capazes de utilizar as tecnologias desenvolvidas para beneficiar os grandes desafios da humanidade.

No Vale do Silício, por exemplo, recentemente foi criada a Universidade da Singularidade, instituição fundada para formar líderes com uma visão capaz de “criar um mundo pós-escassez”, diferenciando-se das tecnologias que matam, destroem o meio ambiente e desagregam povos e nações. O Vale do Silício (Silicon Valley), na Califórnia, USA, é uma região que vem abrigando, desde 1950, um conjunto de empresas com o objetivo primacial de gerar inovações científicas e tecnológicas, destacando-se na produção de chips, na eletrônica e na informática.

Em São Paulo, a cidade de Campinas é conhecida como “Vale do Silício Brasileiro” , graças às empresas hightech. Lá, já estão presentes unidades de 32 das 500 maiores empresas do mundo. Também no estado de Santa Catarina há outros polos da informação situados em Blumenau, Florianópolis e Joinville. Nessas cidades existem mil e quinhentas empresas de software, sediando 20% das empresas do Brasil.

Se o leitor acessar o site Veduca, encontrará à sua disposição, sem quaisquer ônus, 4703 vídeos-aulas, 212 cursos promovidos por instituições universitárias de renome internacional, entre as quais Harvard, Yale, MIT, Princeton e Stanford. Tudo em português!! Os temas oferecidos são os mais variados: Matemática, Estatística, Economia, Religião, Filosofia, Educação, Política, Literatura, Física, Meio Ambiente, Jornalismo, Mercados Financeiros e Liderança Empreendedora, entre outros. Os vídeos já foram acessados mais de 80 milhões de vezes.

A novidade que muito orgulho nos causa é saber que um brasileiro foi o idealizador dos cursos legendados em português e gratuitos: o engenheiro Carlos Souza. Segundo ele, amplia-se no Brasil a demanda por educação online. E dos 80 milhões de internautas brasileiros, mais de 60% já utilizam a web com fins educacionais. E seu sonho maior é o de colocar, num futuro bem próximo, aulas com renomados professores brasileiros.

Lamentavelmente, o Brasil ainda engatinha nessa área da informática por dois motivos: as infovias de baixa velocidade e a dificuldade das universidades brasileiras na ampliação de um planejamento criativo capaz de libertar-se de um mesmismo burocraticamente dinossáurico, estimulado por uma mediocridade enervante e predatória, que vitima talentos e potencialidades, onde todos são tratados como se iguais na criatividade todos fossem.

Num dos relatórios da Unesco, o da Comissão Internacional sobre Educação para o Século XXI, a ênfase dada para se levar as estratégias educacionais a bom termo estrutura-se sob três atores principais: a comunidade local, principalmente os pais, a diretoria e os professores; em segundo lugar, as autoridades constituídas; em terceiro lugar, a comunidade internacional. Quando um desses pilares se irresponsabiliza, as reformas não seguem adiante com a velocidade que o século XXI exige, desperdiçando talentos, fragilizando a coesão social, limitando o desenvolvimento, favorecendo autoritarismos.

A educação pernambucana, na gestão do governador Eduardo Campos, encaminha-se para uma positiva  conjugação do trinômio eficiência-eficácia-efetividade na concretização dos objetivos e metas estabelecidos. Num esforço colegiado que permanentemente se encontra atento às observações de um pensador norte-americano: “O cair da noite não acontece de uma só vez, nem a opressão. Nos dois casos, há um crespúculo em que tudo parece continuar igual. E é durante esse crespúculo que todos nós precisamos ficar muito atentos às mudanças no ar – por mais sutis que sejam -, antes que nos tornemos vítimas involuntárias da escuridão“.

A importância da educação a distância tende a aumentar. A ânsia por um melhor saber faz parte da ampliação de uma enxergância naqueles universitários que já reconhecem a necessária expansão das suas fronteiras da inteligência (expressão feliz do rabino Nilton Bonder), no enfrentamento dos desafios profissionais e mercadológicos dos amanhãs que já fazem parte de uma pós-modernidade, ainda que muito pouco nítida em seus pontos mais relevantes. 

(Publicada originalmente na Revista Algomais)

Compartilhe Compartilhe

15 maio 2012 FULEIRAGEM

S. SALVADOR – ESTADO DE MINAS

Compartilhe Compartilhe

15 maio 2012 A PALAVRA DO EDITOR

ESTRELAS E COADJUVANTES

Nosso querido Otacílio, o filósofo palmarense, já fazia um bom tempo que não dava notícias. Hoje pela manhã ele me ligou (a cobrar, como sempre…), pra dizer que estava revoltado com o noticiário sobre a CPI do Cachoeira.

Segundo Otácilio, a Comissão de Inquérito se transformou num filme de baixíssima categoria, onde só tem canastrões, figurantes, atores de segunda e, sobretudo, coadjuvantes. Garante Otacílio que os astros principais (não me lembro se ele falou no singular ou no plural…) estão de fora da chanchada armada pelo poder legislativo.

Assim que acabei de falar com Otacílio, recebi mensagem de uma fonte bem informada do JBF (e muito bem posicionada…), me dizendo que pra pegar guabiru gordo e corrupto de alto calibre, ou melhor, de altíssimo calibre, é só investigar com lupa as obras do teleférico construído no Morro do Alemão, no Rio de Janeiro. “Ali tem”, garante o fuxiqueiro.

O teleférico foi construído pela Delta e consta do afamado (e afanado) PAC.

E eu fiquei aqui matutando, digerindo o telefonema de Otacílio junto com a mensagem do meu informante quando, de repente, me veio à lembrança a festa de inauguração do tal Teleférico do Alemão. Foi no ano passado, com a presença da Presidenta Dilma que, em seu discurso, chamou o vice gunvernador do Rio de Janeiro de “Pai do PAC“.

Em retribuição, o vice gunvernador do estado, um cabra que atende pela alcunha de Pezão (ê Brasil…), fez um discurso elogiando a construtora Delta e esculhambando com o Ministério Público, que enxergou (como qualquer pessoa boa das vistas) a grossa guabirutagem que aconteceu naquele magnífico exemplo de ladroagem do dinheiro público. Isso mesmo, incrédulo leitor: a autoridade estadual, nas fuças da Primeira Mandatária destepaiz, elogiou a empreiteira Delta e baixou o pau nos fiscais do dinheiro público. Quem não tem memória boa, pode dar uma olhada no noticiário da época clicando aqui.

Eu só sei é que até agora eu estou grilado. Quem seriam os artistas principais que estariam fora da CPI, conforme garante Otacílio? Quem seriam os guabirus gordos por trás da roubalheira acontecida nas obras do teleférico, conforme meu informante federal?

Bom, eu tô muito ocupado pra ficar pensando nestas coisas. Deixo a tarefa pros viciados leitores fubânicos.

 

Um trio de autoridades da República Federativa do Brasil no dia da inauguração do Teleférico do Alemão: o gunvernador Sérgio Cabral, a Presidenta Dilma Roussef e o vice gunvernador Pezão; impossível um flagrante mais Banânia que este

Compartilhe Compartilhe

15 maio 2012 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

Compartilhe Compartilhe

MULHER MENDIGA

Estava de bobeira, deitada folgadamente no sofá, passando os canais da tv sem muito compromisso em escutar o que realmente era transmitido quando resolvi para num canal aí… Era novela. Argh! Mentira, mentira… assisto! Pronto, confessei! Bem, a explicação disso – de eu ser noveleira – vem em outro texto…

Bom, voltando aos canais… estava ouvindo a fala de uma personagem e, em uma briga com uma amiga ela disse uma expressão que me chamou a atenção: mulher mendiga. Depois ela explicou o que seria e eu fiquei a refletir, achei bem interessante a colocação. Mulher mendiga!

A explicação foi que esse tipo de mulher seria aquela que aceita qualquer migalha de homens que pouco lhe valorizam, ou nem um pouco. Aí sim fiquei ainda mais reflexiva.

Acho que hoje tem muito disso. As mulheres estão fortes, responsáveis, corajosas mas, intimamente ainda podem estar se sentindo inseguras. Mesmo que sejam elas quem pagam as contas, que passam a roupa, que chegam tarde por conta de uma reunião importante de trabalho e que cuidam da lista do supermercado; o coraçãozinho continua o de uma mulher.

Vejam aqui que meu pensamento não masculinizou a mulher por este outro papel que ela também resolveu desempenhar e nem as minimizo pela insegurança que podem estar vivenciando.
 
Essa falta de segurança pode ser mais devastadora agora porque ela não mais tem tempo para lidar com isso. São tantas outras responsabilidades, decisões e compromissos que pouco se pensa e se sente o que realmente passa por dentro.

Acho que por isso essa expressão é válida agora: mulher mendiga. O que vier é lucro! Aqueles poucos minutos que ela tem, aproveita para ver se ele também tem… Se combinam, ótimo, se não… paciência, tente outra vez!

Se ele liga agora ou daqui a dez dias, ótimo, é o tempo que tem. Se ele quer apenas uma rapidinha na hora do almoço, ótimo, é o horário que achou. Se quer apenas alguns encontros e nada sério, ótimo, é a maneira dele não me prender. Uma característica marcante dessa mulher é a maneira como arruma desculpas por aceitar essas migalhas. Cada uma sabe o vazio que tem e que conteúdo lhe preenche.

Eu acredito que falta é querer mais para si. Não acho que seja falta de alto estima, até porque ela sabe o quanto já conquistou, mas ainda não entendeu que as conquistas ainda não cessaram. Se é a grande mulher que é, exige-se um companheiro à altura.

Não quero parecer petulante mas ‘mulher mendiga’ é uma associação muito feia para quem anda no mundo sobre saltos enormes, saias justíssimas e segurando as pontas em várias faces da vida.

Além disso, quem vive de migalha é pomba, eu, como um belo gavião, quero a ‘peça’ inteira!

Compartilhe Compartilhe

15 maio 2012 FULEIRAGEM

NEWTON SILVA – CHARGE ONLINE

Compartilhe Compartilhe
MARCÍLIO PATRIOTA DO OURO VELHO

 

Já falamos desse gênio da caatinga por aqui. Morava em em Brasília, aposentado da construção civil onde, aos sessenta e poucos anos, foi atropelado e morreu longe da sua pátria Ouro Velho. Marcílio foi tudo na vida, inclusive cantador de viola.

Na sua fase de cantador de viola, uma noite cantava na Prata com o grande poeta local Jurandir Tembório. Estavam cantando um mourão. Marcílio começou:

Já passou da meia noite e o galo já cantou …

Nisso foi entrando no recinto um soldado desmantelado e horroroso, chamado Bianor. Bianor era branco, comprido, gordo, sem pescoço e ainda tinha o nariz comprido. A barriga sobrava dentro da túnica caqui surrada. Bianor era um cabra muito feio, parecia um pote de barro cru. Mas era soldado de polícia, era autoridade.

Jurandir continuou o mourão, saudando o recém chegado:

E quem está chegando agora é o soldado Bianor

E Marcílio:

Ele está fazendo a ronda
Quem tiver menino esconda
Que o papafigo chegou.

Bianor, atingido na sua vaidade e autoridade, deu voz de prisão a todos dois.

Compartilhe Compartilhe

15 maio 2012 FULEIRAGEM

DUKE – O TEMPO

Compartilhe Compartilhe

www.gustavo.k6.com.br/
TELEFONIA IMÓVEL

 

Não sei porque algumas pessoas têm celular… Ou esquecem de carregar, ou deixam desligado, ou não atendem quando toca ou quando toca não escutam! Pra falar com elas chega a ser muito mais rápido o impulso de pegar um ônibus e bater na porta delas…

Compartilhe Compartilhe

15 maio 2012 FULEIRAGEM

AMORIM – CORREIO DO POVO

Compartilhe Compartilhe
CARDEAL PEDRO MALTA – RIO DE JANEIRO-RJ

Santidade,

Com a vossa santíssima sapiência, tire a venda da ignorância que cobre os meus olhos.

Esclareça-me a razão pela qual o Dia do Aniversário do Buda Shakyamuni deve ser instituído no Brasil, comemorado anualmente e constar do Calendário Oficial de Datas e Eventos Brasileiro.

R. Meu nobre Cardeal, posso estar enganado, mas notei nas palavras de Vossa Eminência um certo ar de ironia ou até mesmo, diria eu, de galhofa.

Todavia, eu gostaria de informar que sou totalmente favorável a este decreto, assinado por nossa simpática, educada e afável Presidenta Dilma, juntamente com a ministra-irmã-de-Chico Buarque.

E me explico: tudo que trata de dispêndio de tempo com coisas sem serventia, de bestagens abissais, de celebrações que não servem pra porra nenhuma e de gasto de expediente em repartições públicas com assuntos absolutamente inúteis, é do mais profundo interesse desta gazeta da bixiga lixa. O JBF não trata de outra coisa senão de matérias sem qualquer valor, assim como os papéis que a ministra-irmã-de-Chico Buarque leva pra Presidenta Dilma assinar.

Se é que conheço um pouco um time de gente aqui da comunidade fubânica, espere que vão chegar mensagens elogiando e glorificando esta lei…

De modo que, tanto na condição de Editor quanto na condição de Papa, saúdo como muito entusiasmo o segundo domingo de maio como sendo o Dia do Aniversário de Buda. Uma data do caralho!!!!

Acabei de enviar mensagem pro Ministério da Cultura sugerindo a data de 13 de Agosto como sendo o Dia de Sebastião Esprita, o saudoso catimbozeiro de Palmares, tão importante como líder religioso brasileiro quanto o Buda japonês. A modestia me impediu que eu sugerisse meu próprio nome como chefe de religião…

“Num tô mangando de Seu Ninguém: tô rindo de felicidade mesmo!”

Compartilhe Compartilhe

15 maio 2012 FULEIRAGEM

ERASMO – JORNAL DE PIRACICABA

Compartilhe Compartilhe

O RECIFE, O ZEPPELIN E O CAMPO DO JIQUIÁ (PARTE I)

Dirigível Zeppelin sobrevoando o Recife – 67 vôos à capital pernambucana

Em 1964, eu tinha 10 anos, meu pai, 32, e o Zeppelin havia atracado pela primeira vez no Campo do Jiquiá, no Recife, há exatos 34 anos.

Quando se fala de balões dirigíveis, atualmente, pensa-se logo nestes charutinhos que sobrevoam estádios de futebol, com a função de filmar e fazer publicidade.

Quando penso num Zeppelin, vem à lembrança uma estrutura gigantesca, pesada, num objeto voador não-identificado, pairando sobre nossas cabeças, como se estivesse a ponto de cair.

Sempre que se imagina ou se vê filmes antigos, tem-se a impressão de que o bicho está em câmara lenta. Após as primeiras consultas aos livros, verifica-se que esse objeto era um navio aéreo: possuía cerca de 240 m de comprimento, 30,5 m e 33,5 m de altura.

Ah, câmera lenta? Qual o quê! A não ser que você considere 117 km/hora uma velocidade de cruzeiro baixa. Para os padrões de hoje talvez seja mesmo. Mas lembre-se: o Zeppelin pesava 55 ton, com uma autonomia de vôo de 10 mil km, movido a gás hidrogênio.

Tudo isso para transportar 46 pessoas, 20 passageiros e 26 tripulantes. Aos passageiros, a mordomia de um transatlântico: salão de festas, de jogos; sala de leitura, sala de jantar, sofisticados toaletes e, além da vista espetacular – voava a 150/200 metros de altitude, inúmeras regalias. Possuía lugares exclusivos para os fumantes. (Neste caso, não era proibição pelos males do vício e sim para prevenção de incêndio mesmo, já que era movido a gás inflamável).

Aos 10 anos, uma de minhas maiores curiosidades era conhecer alguém que tenha visto o Zeppelin sobrevoar o Recife. Que maravilha, que inveja!

Fiz umas continhas e resolvi arriscar em casa mesmo:

- “Ôh pai, você ainda se lembraria do Zeppelin sobrevoando o Recife, ou ainda era muito pequenininho?” – Perguntei, desejando uma resposta positiva e uma bela história também. Pelas minhas contas, meu pai tinha cerca de 4 anos, na época das últimas atracações do dirigível no Recife.

- Claro, meu filho, eu vi sim, já descrevendo: “era um balão em forma de bola de futebol americano, sabe, aquelas ovaladas, andando bem devagarzinho, fazendo sombra por onde passava. Todo mundo saía para a rua, mesmo que fosse de madrugada”.

Fiquei com uma enorme dor de cotovelo de meu pai, já com 4 anos de idade lembrava-se, até com detalhes de muitas coisas. Seu Joaquim era bom de história. Como morasse em Areias, perto da estação trem de Edgard Werneck, teve o privilégio de ver o bicho bem de pertinho, afinal o Jiquiá era ali junto.

Meu sentimento era misto de orgulho (meu pai viu!) e de lamentação: eu nunca vou ver um assim!

 
 
 Zeppelin atracado no Campo do Jiquiá

Resta ler a história, descobrir detalhes e viajar por aqueles tempos nem tão distantes, mas certamente encantadores de nossa cidade, principalmente quando se torna imaginação e sonho.

Os jornais descreviam: “em 22 de maio de 1930, o Recife viveu momentos inesquecíveis com o aparecimento da gigantesca máquina voadora prateada, que competia com o sol na disputa por um lugar ao céu”.

Era a viagem inaugural da linha Friedrichshafen-Recife-Rio de Janeiro e o começo da charmosa era dos dirigíveis no Brasil.

A partir desta data, o Recife, por sua posição geográfica estratégica, seria escala obrigatória dos zepelins na rota Europa-América do Sul. (em 1922, Sacadura Cabral e Gago Coutinho fizeram, de hidroavião, a primeira travessia aérea do Atlântico Sul, com escalas, tocando em solo continental do Brasil na cidade do Recife – outro feito foi o do hidrovião Savoia-Marquetti S.55, batizado Jahu, em 1927, realizado pelos aviadores João Ribeiro de Barros, natural de Jaú-SP, Jão Negrão, Newton Braga e Vasco Cinquini, fazendo o percurso Praia, em Cabo Verde-Fernando de Noronha, passando depois por Natal, Recife, Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo – represa de Guarapiranga).

Na chegada do “Graf Zeppelin” mais de 15 mil pessoas foram assistir ao evento. Para recepcionar o comandante, passageiros e tripulantes, estiveram presentes ao Campo do Jiquiá o governador do estado de Pernambuco, Estácio Coimbra, e seu secretário particular, o sociólogo Gilberto Freyre.

Na condução da aeronave estava o comandante Hugo Eckener. O primeiro brasileiro a fazer o percurso, como passageiro, foi o engenheiro Vicente Licínio Cardoso. Era a primeira de uma longa série de viagens, tão regulares que, à época, se afirmava que era possível acertar o relógio pelos seus horários de partida e de chegada.

Vicente Cardoso ficou conhecido exatamente por este motivo: ter feito a viagem inaugural do “LZ 127 Graf Zeppelin” ao Brasil. Além disso, foi um dos fundadores do Botafogo Football Club, que mais tarde se tornaria o Botafogo de Futebol e Regatas.

O nome do balão é originário do alemão Ferdinand Von Zeppelin, fundador da Companhia Dirigível Zeppelin. Recebeu o título de conde, em alemão graf, e sua empresa chegou a fabricar mais de 100 aeróstatos (aeronaves mais leves que o ar). A biografia de Zeppelin cita sempre que a patente de um balão com estrutura metálica, nos moldes do que ficou famoso,  fora registrada em 1887 pelo cônsul da Colômbia em Hamburgo, Carlos Albán, com quem o conde manteve longa amizade e de quem recebeu graciosamente a propriedade da invenção.

Ferdinand Graf Von Zeppelin nasceu em 1838, em Constança, e morreu em 1917, em Berlim, Alemanha.

Na guerra de 1914 a 1918, balões dirigíveis foram utilizados para o bombardeio de Londres. Os alemães ficaram impedidos de desenvolver novos projetos relacionados, só retomando a atividade no fim da década de 20. O primeiro vôo do Zeppelin foi realizado em 1928, entre Frankfurt e Nova York.

Já na fase comercial, em 29 de agosto de 1929, comandado por Eckener, o Graf Zeppelin completou o primeiro vôo ao redor do mundo.

Essa epopéia durou 21 dias, iniciada em 8 de agosto, durante os quais percorreu 34,6 km. Saiu de Lakehurst, Nova Jersey, EUA, atravessando o Oceano Atlântico e fazendo sua primeira escala em Firedrichsehfen, na Alemanha.

Depois, cruzou a Europa, sobrevoou os Montes Urais e atravessou a Sibéria até alcançar Tókio, onde fez escala.

Posteriormente, cruzou o Oceano Pacífico, rumo aos Estados Unidos, e em 26 de agosto, aterrissou em Los Angeles, Califórnia. Finalmente, em 29 de agosto retornou a Lakehurst, seu ponto de partida.

Viajar no Zeppelin era um luxo permitido a poucos: a passagem Brasil-Alemanha era muito cara, algo equivalente a 10 mil euros atuais (2012).

Ao chegar à capital pernambucana, com recepção de milhares de pessoas, contando-se bondes lotados, 2 mil em automóveis e muitos a pé, consta que os navios, aportados e fundeados no porto do Recife, acionaram suas sirenes, bem como os carrilhões do Diário de Pernambuco começaram a soar. Era festa: todos queriam ver a “baleia prateada”.

No Rio de Janeiro, foi recebido por outras dezenas de milhares de pessoas, em 25 de maio, no Campo dos Afonsos.

De volta para a Europa, o Zeppelin atracou novamente no Jiquiá, permanecendo por dois dias, abastecendo-se de galinhas, ovos, água mineral, conservas e mil quilos de gelo adquiridos à Fratelli Vita, além de 18 sacos de correspondência.

Ele atracou no Recife por 67 vezes (incluindo 2 do Hindenburg), das 590 viagens que fez ao redor do mundo.

Importante registrar informação dada por algumas fontes: “em virtude da ausência de instalações adequadas no Campo dos Afonsos, no Rio, nos primeiros anos de operação, o Zeppelin atracava no Recife, os passageiros eram desembarcados e seguiam viagem para o Rio em aviões da empresa ‘Sindicato Condor” (uma das pioneiras da aviação nacional).

O que se pode apurar, diante de tantas informações controvertidas sobre o assunto, é que improvisaram instalações precárias nos Afonsos para o pouso dos dirigíveis.

Em 1933, técnicos alemães vieram ao Brasil para escolher uma área apropriada para o pouso e o abrigo das aeronaves. Após meticulosos estudos climáticos, de direção e velocidade dos ventos, e também das possibilidades de meios de transporte terrestres, foi escolhida uma área próxima à baía de Sepetiba, no bairro de Santa Cruz, no Rio de Janeiro.

No ano seguinte (1934), o hangar, concebido por engenheiros alemães, começou a ser construído pela Construtora Nacional Condor, empresa brasileira que seguiu as instruções estritas de montagem do enorme conjunto pré-fabricado, mais tarde denominado Aeroporto Bartolomeu de Gusmão.

Finalmente, em 26 de dezembro de 1936, na presença do então presidente Getúlio Vargas, o hangar foi inaugurado, com a ativação de uma linha regular de transportes aéreos com os dirigíveis, que ligava as cidades de Frankfurt ao Rio de Janeiro (com escala no Recife).

O assunto é vasto, vasta é a pesquisa e instigante é o gosto por navegar nestes assuntos.

Nos capítulos seguintes: os precursores dos balões – teve muito brasileiro nessa empreitada-, e a história do Campo do Jiquiá, seu  tombamento e o que está sendo feito para a preservação do local.

O Campo do Jiquiá aguçou muito o imaginário coletivo: na música popular, por exemplo, a canção “Eu Vou Pra Lua”, composição de Luiz de França (Luiz Boquinha) e Ary Lobo: a inventiva letra mistura notícias mirabolantes do futuro “retrô” com mitos do passado, no início da corrida espacial. Na letra, o Sputnik, primeiro satélite artificial enviado para o espaço, em 1957, pela U.R.S.S., decola do nosso campo do Jiquiá.

A letra, muito atual, tem nesta gravação a voz de Ary Lobo:

A grande maioria dos vôos do Zeppelin ao Brasil teve como comandante Hugo Echener, que além de pilotar, também foi um dos construtores dos dirigíveis alemães.

Acabou excluído dos últimos vôos, especialmente os do Hindenburg, o dirigível de última geração, por sua insistente oposição ao uso das aeronaves como propaganda para o regime nazista.

Foi substituído por Ernst Lehmann, um aviador pró-nazismo, que morreu no desastre do Hindenburg, quando preparava-se para descer na base de Lakehurst, Nova Jersey, nos EUA, em maio de 1937. Na tragédia, 36 passageiros e 61 tripulantes a bordo, todos vindos da Alemanha: durante as manobras de pouso, um incêndio tomou conta da aeronave e o saldo foi de 13 passageiros, 22 tripulantes e 1 (um) técnico de solo mortos, num total de 36 pessoas que perderam a vida. A tragédia foi o fim dos gigantescos Zeppelins.

- Toda vez que penso no Zeppelin, lembro da cena de “Lisbela e o Prisioneiro”: “já vencido pela paixão de Lisbela, Leléu diz que seu destino, desde que viu a passagem do Zeppelin em sua minúscula cidade, era ‘sair pela estrada em busca do que é belo”.

Compartilhe Compartilhe

15 maio 2012 FULEIRAGEM

SAMUCA – DIÁRIO DE PERNAMBUCO

Compartilhe Compartilhe
CEGUINHO DO ARARIPE – ARARIPE-CE

Com licença, seu Papa Luiz Berto.

Sou um ceguinho violeiro da cidade de Araripe-CE.

Ouvi falar que o seu jornal é visto por muita gente. Pena que só vou poder ler, quando a internet for em braille. Mas outras pessoas me contam e falam bem da Besta Fubana.

Sina de cego, como o senhor sabe, é ser violeiro e cantador. Assim, peço licença pra mandar esses versinhos. Se o senhor gostar e achar que tá bom, pode publicar. Não sei o que os seus leitores vão achar.. São versos de um cego que não vê mesmo o que está acontecendo por aí. Se sair alguma coisa errada, me desculpe.

Aproveito para agradecer ao conterrâneo Newton Silva que desenhou a minha imagem pro povo me conhecer.
 
Um abraço cá da Chapada!

R. É como eu vivo repetindo: só aparece malassombrado por aqui.

Agora, é um malassombrado ceguinho fazendo parceria com outro malassombrado fubânico, o grande chargista Padre Newton Silva.

Vôte!

Seja bem vindo, Seu Ceguinho. Disponha deste espaço. Pela experiência que eu tenho, os cegos de mesmo enxergam melhor a realidade destepaiz do que os cegos daquela confraria…

Compartilhe Compartilhe

15 maio 2012 FULEIRAGEM

FAUSTO – OLHO VIVO

Compartilhe Compartilhe

www.cantinhodadalinha.blogspot.com
A BURGUESA

Era uma vez uma linda pombinha conhecida como Burguesa.

Ela andava saltitante pelas campinas à procura de sementes e minúsculos insetos para alimentar-se.

Quando queria deliciar-se com frutas, alçava seus voos pelos pomares das redondezas ou adentrava as matas à procura de frutas silvestres.

A Burguesinha, apesar de toda liberdade, de farta comida, de beber água em córregos e fontes e até sugar água cheirosa captada pelas flores, cansou-se daquela vidinha rotineira.

- Ora, veja só! Eu não sou uma pomba qualquer, afinal das contas, sou uma linda burguesa e não mereço levar a mesma vida que levam as pombas comuns. Eu quero muito mais!

Não demorou muito tempo e ela se transformou num pássaro de gaiola, como era o seu desejo.

Em sua gaiola de ouro, ela desfrutava do bom e do melhor.

Numa vasilha muito limpa, uns grãozinhos de ração, do outro lado, frutas estrategicamente colocadas, e num recipiente de vidro, água limpa. Cheia de mordomias. Até um balanço, dentro da nova casa, ela ganhara!

Enquanto tudo era novidade, ela se divertia. Pela manhã, sua gaiola era colocada na varanda para que pudesse tomar sol. E assim, ela ficava sempre assistindo à alegria dos outros pássaros, que livres e soltos, faziam suas algazarras.

E foi assim também que ela percebeu que toda mordomia que desfrutava era insignificante diante da liberdade perdida. E passou a ficar triste e sentir uma imensa saudade da vidinha simples que levava antigamente.

Muitas vezes, é preferível viver a simplicidade e a liberdade do próprio habitat do que experimentar uma vida burguesa, onde a prisão é o princípio do fim.

Compartilhe Compartilhe

15 maio 2012 FULEIRAGEM

MÁRIO ALBERTO – LANCE

Compartilhe Compartilhe
NESTE MESMO LUGAR

Goiano Braga canta Neste Mesmo Lugar, música de Klécius Caldas e Arnaldo Cavalcanti.

Compartilhe Compartilhe

15 maio 2012 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE

Compartilhe Compartilhe
ODE A UMA SECRETÁRIA

A fim de me proteger
Na Sé, comprei uma imagem,
Num cantinho da bagagem
Guardei, depois de benzer.
Também não pude esquecer
De pôr na minha maleta
Um papel, uma caneta
Pra compor nossa canção,
Mas deixei meu coração
Preso na tua gaveta.

Há mais duma explicação
Para o que houve entre nós:
Primeira, foi tua voz
Que tocou meu coração;
Segunda, foi a visão
Mais bela deste Planeta.
Teu sorriso é a “proveta”
Pela qual eu renasci,
Mas devolva o que esqueci
Dentro da tua gaveta!!!

São Paulo-SP, 13 de abril de 2002

Compartilhe Compartilhe

15 maio 2012 FULEIRAGEM

DUKE – SUPER NOTÍCIA

Compartilhe Compartilhe
COM RESPEITO AO PRÓXIMO E UMA DIGNA ATMOSFERA SEM DESAFOROS

Comentário sobre seu a postagem CARDEAL ISMAEL GAIÃO – RECIFE-PE

Passiflora:

“Estimado I. Gaião.

Basta analisar as estatísticas mundiais sobre os avanços do Brasil para ficar pasmado.

Isto no Fubana não interessa a ninguém. Sim põem toda verborréia nos atos desonestos de todos os políticos brasileiros, os culpam antes que um tribunal oficial o faça como é normal em todo país civilizado.

Exatamente por esta atmosfera de culpar de tudo e todos os males quem não pensa como a “clac” do Fubana, logo passa a falar mal, desrespeitar, foi por isso mesmo que eu deixei de participar com minhas crônicas sobre os judeus e a sua comunidade no Recife nas primeiras décadas do século XX, material inédito até hoje e não me arrependo.

Passei a publicar no blog Geléia General do poeta Clóvis Campelo e já 60 delas foram para o ar estão perpetuadas na Internet. Neste blog encontrei respeito ao próximo e uma digna atmosfera sem desaforos entre os participantes.”

Ativo membro idiota da “clac Fubana”, rei do pessimismo, impatriota, descrente do seu país, em plena verborréia, falando mal, culpando de todos os males e desrespeitando quem não pensa como ele

Compartilhe Compartilhe

15 maio 2012 FULEIRAGEM

RAFA CAMARGO – CHARGE ONLINE

Compartilhe Compartilhe
CIDA PEDROSA – RECIFE-PE

Se ainda não sabe, informo, se já convidei, sinta-se lembrado

Sou pré-candidata a vereadora da cidade do Recife, pelo PCdoB, e estou conversando com as pessoas para construirmos uma plataforma para o mandato.  Vai rolar uma roda de conversa com o pessoal de literatura e gostaria de contar com você.

Dia:  Terça, 15 de maio
Local: Casa Mecane – Av. Visconde de Suassuna, 338 – (Antes e do mesmo lado do SENAC)
Horário:  19h30

Já andamos conversando com pessoas do audiovisual e no dia 21 tá marcada uma conversa com a turma de artes cênicas.

Um abraço fraterno

Cida Pedrosa, fubânica candidata a vereadora do Recife pelo PC do B

Compartilhe Compartilhe

© 2007 Besta Fubana | Uma gazeta da bixiga lixa