VELHOS TEMPOS, BELOS DIAS

Volta e meia flagro-me dedilhando teclas pretéritas. Saudosismo? Não. Nada de excessiva valorização do passado. Viagem no tempo? Pode ser. Para mim, deleitar-se com os bons momentos usufruídos na existência de cada um de nós, consiste no melhor exercício para amenizar o inclemente avançar dos anos de nossas vidas.

Trazer à baila a plenitude do movimento renovador da música popular brasileira, após a Bossa Nova, é uma dessas práticas. Vivíamos a repressão oriunda do regime militar iniciado em 1964, quando jovens rebeldes descompromissados com política e influenciados pelo rock n’roll criaram a revolução musical que ficou conhecida como Jovem Guarda.

O som inovador de Elvis Presley, Roling Stones e de outros astros do iê-iê-iê – alusão direta à expressão yeah-yeah-yeah presente em sucessos dos The Beatles – impregnou parcela de nossa juventude desengajada de greves e de protestos contra o governo instaurado no país.

Eram turmas de cabelos engomados e calças colantes em forma de boca-de-sino, com cintos e botas coloridos, que apregoavam paz e amor e faça amor não faça guerra. Patotas de linguajar próprio, botando pra quebrar, mas achando tudo o maior barato sem considerar nada ruço, procurando manter a barra limpa.

Jovens cantores interpretando músicas leves e açucaradas, falando de amores ardentes, carangos, festas e brotos legais; utilizando letras fáceis de decorar emoldurando coreografias diferentes das usuais direcionadas para o público adolescente enfeitiçado pela onda em evolução.

A Jovem Guarda surgiu em 1965, na TV Record, em programa comandado por Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléa definindo uma nova linguagem musical e comportamental no Brasil, que se tornou referência para adolescentes da época. Desde a forma de se vestir a gírias e expressões próprias criadas no embalo do movimento.

Além dos três titulares das jovens tardes de domingo, surgiram e se consolidaram na profissão e no cenário artístico nacional interpretes e compositores como Ronnie Von, Eduardo Araújo, Jerry Ariani, Sérgio Reis, Antonio Marcos, Márcio Greyck, Jorge Ben Jor, Tim Maia, Golden Boys, Renato e Seus Blue Caps, Lafayette e seu Conjunto, e outros a perder de vista.

Comenta-se que o nome que deu origem ao estilo popularizado nos anos 60, foi inspirado numa frase do revolucionário russo Vladimir Lenin: O futuro pertence à jovem guarda porque a velha está ultrapassada.

Setores da crítica afeitos à Bossa Nova, consideravam o som da Jovem Guarda música alienada, não somente porque privilegiou a guitarra em detrimento do violão, mas, sobretudo, por manter àqueles jovens afastados da discussão política que sacudiu o Brasil nos primeiros anos da ditadura militar. O programa terminou em 1968, com o desligamento de Roberto Carlos da TV Record.

Sem prescindir de outros estilos musicais, ainda hoje sinto prazer ao ouvir as inocentes e alegres canções que transformaram a Jovem Guarda num dos maiores fenômenos nacionais do século XX.

Tudo isso bicho, aconteceu meio século atrás, e foi uma brasa, mora!

21 outubro 2017 FULEIRAGEM

J. BOSCO – O LIBERAL (PA)

21 outubro 2017 DEU NO JORNAL

VAI TER CHUVA DE TOLÔTES NAS ALTEROSAS

Lula vai passear por Minas Gerais a partir da próxima segunda-feira, 23.

Serão 12 cidades mineiras em oito dias.

Preparem-se para infinitas queixas de “perseguição” por parte do Judiciário, do Ministério Público e da imprensa.

E para muitas fotos fechadas, para dar aquela impressão de multidão.

* * *

Segundo apurou o Departamento de Fuxicos do JBF, a pequena e simpática cidade de Conceição do Mato Dentro, pra fazer jus ao nome, tá esperando Lula pra enfiar o pau dentro.

Um pau cheio de mato e bem grosso.

E aí é que Lapa de Demagogo vai cagar oralmente pra valer, muito mais do que já é do seu costume.

Beldades de Conceição do Mato Dentro fazendo uma pose para os leitores fubânicos

21 outubro 2017 FULEIRAGEM

MYRRIA – A CRÍTICA (AM)

SECANDO O PAU

21 outubro 2017 FULEIRAGEM

JOTA CAMELO – CHARGE ONLINE


CONFLITOS

A democracia no Brasil precisa tirar umas férias para se recompor, se refazer e voltar mais verdadeira, mais consistente e capaz de dar um novo caminho na nossa história, apagando todo esse desmoronamento ético e moral das nossas instituições que fazem parte do Poder. Acredito que a democracia, no momento, está depressiva, triste, pessimista e com baixa estima e não podia ser diferente em razão do vilipendiamento que sofre todos os dias por quem a deveria observar, defender e honrar. Muitos dirão que essas férias só poderiam acontecer se, em sua ausência, fosse substituída pelo autoritarismo, talvez o único caminho para uma purificação dos podres membros democráticos que em nome e uso da democracia, se fartam dos cofres públicos e das negociatas de cargos e poderes na estrutura de governo, em todos os níveis. Malas de dinheiro, barras de ouro, joias, sítios e apartamentos e tantos outros desvios, patifarias e acordos espúrios, foram praticadas em seu nome e dela fizeram uso para estar no comando deste Brasil. O apoio ao autoritário é inversamente proporcional às manipulações políticas do sistema democrático.

Os dados que a cada dia nos fornecem as pesquisas levam a extrema preocupação quanto ao que nos espera a curto prazo. A meta dos grupos políticos atuais está voltada a exclusiva manutenção do Poder e da sobrevivência individual dos seus membros. Ou tomamos uma atitude imediata para valer ou vamos chafurdar em breve em um lamaçal sem precedente na nossa história. É assustador que um presidente do Senado Federal e por consequência do Congresso Nacional, venha a público dizer que apoia o ex presidente Lulla, um condenado a caminho da prisão, caso ele consiga ser candidato a presidência da República. Esta declaração reflete bem o sentido do bando no Poder, sem referir que o senador presidente é um dos muitos com problemas na justiça. O Congresso Nacional cheira a enxofre.

As pesquisas do Instituto Ipsos, publicada no Estadão, informa resultados de opinião que são verdadeiros momentos de drama no Brasil. É difícil entender que um presidente que recebe 94% de rejeição continue no comando. A explicação plausível está no fato de que somos um país de população pobre, cultural e economicamente. Mais, 93% não confiam nos políticos. Este é um dos sinais de ignorância do povo sobre o processo eleitoral já que, por anos, pouca mudança aconteceu no quesito renovação. Aí então, temos os mesmos eleitos comandando por décadas a política nacional e regional, eleitos por aqueles que na pesquisa não confiam neles. O regime autoritário que se instala via a ação militar, tem os seus atores, os militares, com a maior aprovação, 66% da população, mas que, em acontecendo uma intervenção, não sustentarão tal posicionamento. Daí, nesse caso, o retorno imediato da democracia de suas férias, já expurgada de seus males.

Usando dos dados da tese “Ricos no Brasil, 1926-2013” (UNB) do site Slonik.com.br, faço a análise da nossa comprovada pobreza e despreparo técnico para, a médio prazo, conseguirmos algum desenvolvimento razoável à qualidade de vida ao brasileiro. Somos um País de 208 milhões de pessoas e apenas 20,8 milhões, ou seja, 10% da população ganham cerca de R$ 2.900,00 mensais, pouco mais de R$ 33.800.00 anuais. Temos 5% da população ganhando R$ 5.900,00, em torno de 70 mil anuais. Outros 2% estão na faixa de R$ 19.000,00 mil mensais, por volta de 230 mil anuais. Dos 208 milhões de brasileiros, apenas 0,1% ganha acima de 1 milhão de reais anualmente. Fica nítido que os salários no Brasil, para a grande massa de trabalhadores, são de sofrível qualidade e isso reflete diretamente na qualificação do profissional brasileiro que vai resultar em baixa produtividade e consequente perda de ganhos em todos os níveis, ou seja, do trabalhador, das empresas e do Estado em sua arrecadação.

Está claro e límpido que somos um País pobre e que nada fazemos de produtivo para sair dessa roda desqualificada de vida que vivemos. Exceto para alguns, milhões de brasileiros morrem todos os anos sem saber o que o mundo de hoje oferece e sem ter, sequer, a possibilidade de sonhar com melhores dias. Estão fadados a viverem subjugados pelo trabalho improdutivo financeiramente, a uma expectativa de melhor viver e usufruir, em sua passagem pela vida, daquilo que ela de bom, oferece minimamente, estudo e o sonho de poder almejar esperança de melhores dias. Esses bandos políticos que hoje compõe o cenário político do Brasil, raras exceções, jamais irão promover ações que visem alçar essa população marginalizada a um bem-estar de vida. O interesse deles é manter, para subjugar o povo, esse teatro de conflito.

21 outubro 2017 FULEIRAGEM

PELICANO – TRIBUNA (SP)

GRUPO MANDAIA

21 outubro 2017 FULEIRAGEM

M. AURÉLIO – ZERO HORA (RS)

21 outubro 2017 PERCIVAL PUGGINA

O SENADOR MAGNO MALTA ESTÁ FALANDO POR MIM

É da natureza da tolerância a existência de limites. Questão de pura racionalidade: na ausência de quaisquer balizas, a tolerância que abrangesse o impossível de tolerar abraçaria, inclusive, a mais odienta intolerância, tornando-se autodestrutiva.

Por isso, é importante a construção de consensos mínimos, em torno de algumas verdades e direitos em torno dos quais se constroem leis e preceitos constitucionais. Com eles se elimina a subjetividade em relação a algumas determinações de certo e errado, justo e injusto, permitido e proibido. Conta-se que um professor, interpelado por aluno que afirmou ser subjetivo e relativo o conceito de justiça, apontou-lhe a porta e ordenou-lhe, em alta voz, que se retirasse da sala. Diante da surpresa de todos, o professor perguntou à classe: “O que estou fazendo lhes parece justo?” Como a resposta foi negativa, esclareceu: “Ele acha que é tudo relativo e que na minha perspectiva pode ser, sim.”

Como lembra Alfonso Alguiló num interessante livrinho sobre tolerância, foram necessários milênios para que a humanidade, através dos pensadores gregos, alcançasse a capacidade de distinguir o bem do bem individual. Isso representou um enorme avanço no sentido da moral e o fato de que ainda hoje, em diferentes culturas, essa noção esteja dispersa, não significa que não existam concepções superiores e inferiores, embora nos tentem convencer de que é “politicamente incorreto” afirmá-lo. Opinem sobre isso as crianças emparedadas, os bebês abortados, os ladrões de mãos cortadas e os infiéis de cabeças decepadas… Os profetas do relativismo moral, os sacerdotes do “politicamente correto” vivem de convicções que negam a todos os demais. E ainda lograram convencer parcela expressiva das sociedades civilizadas de que não precisam respeitar a ninguém exceto a si mesmos.

Vamos ao ponto desta reflexão: o senador Magno Malta fala por mim nestes tempos marcados por inegável, inocultável, palpável e multiforme investida contra alguns daqueles limites além dos quais a tolerância ganha outro nome e passa a denominar-se lassidão, covardia. Não preciso descrever (até porque já cumpri a indigesta tarefa em texto anterior) os extremos a que chegam as agressões a duas dessas balizas: a inocência da infância e a sacralidade das manifestações de fé. Em diversos vídeos, entre os quais este, o senador Magno Malta aborda o tema de uma forma que representa meu pensamento e me dispenso de ampliá-lo aqui.

Minhas perguntas vão além. O que faz o governo Temer que não fecha a torneira da Lei Rouanet e da Lei do Audiovisual para eventos que atentam contra a infância e cometem vilipêndio religioso? O PPS apoia o disponibilização desses recursos através do ministério da Cultura sob seu comando? O que têm a dizer ou fazer os católicos do Congresso Nacional a esse respeito? Ou só cuidam de reeleição? O DEM apoia o aparelhamento do Ministério da Educação por pedagogos cujo objetivo de vida parece ser a implantação da ideologia de gênero no cérebro das nossas crianças? Por que não se conhecem ações expressivas da CNBB (como acontecem em certas pautas ideológicas) com relação a essas perniciosas políticas de cultura e educação?

Seremos tão poucos os que compreendemos o quanto deve ser maligno o objetivo de quem mobiliza, em todo o Ocidente, ações multiformes e sistemáticas contra o cristianismo, a instituição familiar a vida e a infância? Não se pode e não se deve tolerar o intolerável.

21 outubro 2017 FULEIRAGEM

J. BOSCO – O LIBERAL (PA)

ARAEL M. DA COSTA – JOÃO PESSOA-PB

Caríssimo Berto

Veja só a quantas estamos chegando nesta Paraíba velha de guerra.

Aquela Paraíba masculina, muié macho está cada vez mais desmoralizada.

A aposição deste cartaz, com a advertência que ele contem, é obrigação imposta a todo estabelecimento que atenda a público, até mesmo em hospitais e assemelhados. O layout do mesmo pode variar, mas a mensagem é padrão.

Na marcha que vai, logo, logo, a obrigatoriedade será estendida até a templos religiosos de qualquer denominação, entendendo-se a restrição até mesmo a comentários de parte do ministro dessa mesma denominação.

Infelizmente ainda não tivemos um Cícero para verberar efetivamente contra esse abuso.

Não precisa ser em latim, não! Pode ser no português mais simples possível.

Cordialmente, 

21 outubro 2017 FULEIRAGEM

CLAYTON – O POVO (CE)

21 outubro 2017 FERNANDO GABEIRA

A ARTE DE BLINDAR NO PLANALTO CENTRAL

Os idos de 64 já vão longe, embora existam algumas semelhanças com o presente. Hoje a situação internacional é favorável à democracia, o Brasil está mais ligado ao mundo. E a tese fundamental é de que sociedade tem a capacidade de resolver por si a grande crise em que está metida.

Essa tese é também a razão da nossa esperança, não há a mínima condição de abandoná-la. No entanto, ela sofreu um golpe no processo que envolveu o Supremo e o Senado, culminando com a suspensão das medidas cautelares aplicadas ao senador Aécio Neves.

Já é grande o número de pessoas que não acreditam em solução democrática para a crise. Quem observar o discutido discurso do general Mourão, que admitiu a possibilidade de intervenção militar, verá que ele coloca como um dos fatores que a justificariam a incapacidade da Justiça de punir a corrupção no mundo político. E a melhor maneira de negar essa perspectiva sombria é, precisamente, demonstrar o contrário: que a Justiça cumprirá o seu papel, restando à sociedade completar a tarefa com mudanças em 2018.

O Supremo ia nesse caminho quando esteve prestes a derrubar o foro privilegiado. Quem assistiu às discussões teve a impressão de que venceria a expectativa da sociedade de que a lei vale para todos. Mas o mesmo Supremo que mostrava tendência a derrubar o foro privilegiado suspendeu a decisão e, em seguida, deu um passo no sentido oposto: ampliou a blindagem dos políticos, submetendo medidas cautelares ao crivo do Parlamento.

Quem ouviu o discurso da ministra Cármen Lúcia num primeiro momento teve a impressão de que sua posição era contrária ao foro privilegiado. Na votação posterior, porém, recuou. Titubeando, mas recuou.

O Supremo decidiu abrir mão de uma prerrogativa. Afastar do mandato ou determinar recolhimento noturno não é o mesmo que prisão. É uma contingência das investigações.

Claro que, ao entregar a decisão ao Senado, as medidas cautelares seriam derrubadas. Entre todos os discursos, o mais cristalino foi o do senador Roberto Rocha. Ele citou um poema que dizia mais ou menos isto: se deixarem levar alguém hoje, amanhã levarão outro e o último estará sozinho quando vierem buscá-lo. É uma ideia interessante no contexto de países totalitários, a prisão é ameaça válida para todos os indivíduos. Mas Rocha não estava falando de um país, e sim do próprio Senado, uma Casa cheia de investigados pela Lava Jato cavando a última trincheira na areia movediça.

Outro passo atrás está a caminho no Supremo: recuar da prisão após sentença em segunda instância. Isso significa a possibilidade ser preso só depois de morto, no caixão!

Não sei como esses recuos serão metabolizados. Certamente, tornam mais difícil o caminho de uma solução democrática. Provocam indiferença enojada em muitas pessoas, em outras apenas reforçam o desejo de uma saída autoritária.

Apesar de tudo, não se pode dizer que todo o Supremo e todo o Senado tenham cavado mais um fosso de decepção. Tanto num como no outro há vozes discordantes.

No Supremo deu empate, resolvido com um hesitante voto de Minerva. No Senado, pouquíssimos entre os que votaram contra Aécio defendem a tese de que o Supremo deveria ter a decisão final, retomar o poder de definir medidas cautelares sem consultar o Congresso.

Isso significa que a maioria, incluído o PT, já considera como uma conquista irreversível o poder de dar a palavra final. Ganharam um escudo e vão usá-lo quando quiserem.

Imagino que o STF tenha tomado a decisão de abrir mão da palavra final na expectativa de evitar uma crise entre instituições, num momento de desemprego, tensões políticas. Mas certas crises têm de ser enfrentadas e vencidas. O Congresso está de costas para a sociedade. Se a Justiça, no caso de Aécio, não se impõe e, no caso de Temer, não consegue permissão para investigá-lo, acaba transmitindo a impressão de que é impossível a lei valer para todos.

O Supremo, penso eu, poderia voltar a dar um passo adiante, retomando a votação do foro privilegiado. O ministro Alexandre de Moraes pediu vista. É estranho que um ministro não tenha ainda posição sobre o tema. Ele tem concedido entrevistas sobre revisar a prisão em segunda instância, o que significa caminhar no sentido inverso.

Moraes transmite a impressão de que está pronto para dar um passo atrás e precisa estudar muito ainda para votar um passo à frente. “Which side are you on?”, pergunta a canção de Dropkick Murphys.

O caminho que reforça o velho sistema político-partidário e fortalece a impunidade acaba sendo um grande obstáculo à democracia, embora se revista de uma retórica democrática, sempre defendendo a Constituição, o direito dos acusados, a liberdade. Mas algumas belas abstrações se revelam, na prática, apenas uma forma de proteger um sistema poderoso e sofisticado de corrupção.

A versão poética do senador Roberto Rocha é mais próxima da realidade. Se deixarem levar um a um, acabam levando todos. É uma variante dramática do verso “se gritar pega ladrão, não fica um, meu irmão”. Mas apenas próxima da realidade: alguns votaram com naturalidade contra a blindagem não só de Aécio, mas do conjunto dos parlamentares.

Essas batalhas, contudo, não se resolvem apenas dentro das instituições. Elas dependem da sociedade, ou pelo menos de quem compreende que e a solução autoritária é um trágico passo atrás. Um passo razoável seria acionar mais o que resta de apoio nas instituições e travar um amplo diálogo sobre como evitar o pior. No desespero da autodefesa, o sistema político-partidário não hesita em pôr em risco a própria democracia.

Gostaria de estar dramatizando. Sei que 64 está distante, todavia a conjuntura externa favorável e o nível de informação ampliado na era digital são fatores que não bastam para garantir uma saída democrática. Ela precisa de uma pequena ajuda dos amigos.

Para se defender, o sistema político não hesita em pôr a democracia em risco.

21 outubro 2017 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE

21 outubro 2017 DEU NO JORNAL

NÃO É MERA COINCIDÊNCIA: É SACANAGEM JUDICIÁRIA

O Juiz Marcelo Bretas condenou o ex-governador do Rio, Sérgio Cabral, a mais 13 anos de prisão nesta sexta-feira, 20.

Esta é a terceira sentença contra o ex-governador do Rio de Janeiro, réu em outros 13 processos abertos a partir da Operação Lava Jato no Rio

* * *

Sérgio Ladrão já acumulava penas de 59 anos e 4 meses.

Agora vem mais esta.

De 13 anos. 

E Sérgio Bandido é réu em outros 13 processos.

Quando Lula foi condenado a 9 anos e meio de cadeia, o deputado zisquerdóide Jean Aero Wyllys, grande doador de furico, disse, numa dedução brilhante e inteligente, como são todas as deduções dos expoentes das zisquerdas banânicas, que a pena tinha sido na medida, de propósito.

Uma sacanagem do Dr. Sérgio Moro contra Lula, pelo fato de o ex-presidente larápio ter 9 dedos e meio.

 Quando é agora, Cabral é condenado a mais 13 anos de cana.

Ora, 13 é o número do PT.

Ou seja, foi mais uma sentença de “coincidência” de outro juiz federal.

Jean Aero Wyllys deverá divulgar nota hoje dizendo que isto é sacanagem do Dr. Bretas, já que Sérgio Larápio é amigo do peito de Lula Lalau, que ajudou a eleger o corrupto carioca.

E, uma vez eleito, Sérgio Larápio…

Ah… Deixa pra lá.

Esta história é bem conhecida.

21 outubro 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

INCLINAÇÕES MUSICAIS

Antes de embarcar para Brasília encontrei Beto, um velho amigo que iria do Rio para o Nordeste. Fazia tempo que não tínhamos notícias mútuas e começamos nosso encontro por um abraço demorado.

Estudamos juntos quando jovens, e naqueles tempos nossas conversas varavam boas madrugadas. Contei minhas novidades primeiro e logo chegou a vez dele, pois era evidente sua ansiedade. Tivera um casamento que durou pouco e apostara, desde a separação de quase vinte anos, no caminho teoricamente mais simples dos relacionamentos furtivos. Tinha uma vida parecida com a minha, de viagens constantes, e virara um solteirão convicto.

Ele me falou da dificuldade de levar relacionamentos a sério. Contou de várias namoradas, namoradas ao mesmo tempo no melhor estilo marinheiro, um amor em cada porto, até que Júlia – que também era minha amiga daqueles tempos – apareceu e jogou todas essas teorias e práticas pelos ares, empurrou o navegador para terra firme.

Por algum motivo insondável, Beto quis estar sozinho quando percebeu que a chegada dela era inevitável e com ares de porto seguro, e foi se afastando das outras mulheres. Agora andava radiante porque, pela primeira vez em tantos anos, estava vivendo uma relação clara, limpa, monogâmica e deslumbrante – palavras dele.

O meu amigo trazia naquele momento um brilho intenso no olhar, que saltava aos olhos, me contou do novo amor numa conversa deliciosa que nos distanciou da confusão e do desconforto das salas de embarque. Logo me dei conta de que formavam um casal óbvio que algum capricho do destino e das correntes demorou a juntar.

– Você pode rir de mim, se quiser, pois sei que estou meio bobo mesmo. Mas algo me diz que vou amar muito essa mulher, que finalmente vou ter um relacionamento como sempre sonhei.

Anunciaram o embarque do meu voo. Dei um abraço afetuoso no meu amigo, fiz um afago em sua bochecha. Desejei que o clima de renascimento tomasse conta deles dois e fui embora feliz.

– Dê um beijo na Júlia, diga que estou torcendo!

Desembarquei, peguei o carro no estacionamento do aeroporto e segui sem pressa, observando a cidade vazia pelo feriado de Páscoa.

Talvez a Páscoa passe distante dessa conversa mole de coelhos machos botando ovos de chocolate enormes – isso deve explicar aqueles olhinhos esbugalhados! Imagino que esteja nesse compasso descompassado dos corações apaixonados, como pandeiros que se apressam quando toca a música certa, que arrepia, que dá frio na barriga.

Beto havia deixado claro que mexera nos seus demônios, que andou morrendo de medo nos primeiros momentos, mas algum tipo de certeza começou a apressar seu coração, a desmantelar suas incertezas convictas de tantos anos.

Afinal, só porque os tempos atuais nos exigem apressados, fugazes, superficiais, alheios, infelizes, invejosos, traiçoeiros, obsessivos, mentirosos, não é razoável todo mundo estar obrigado a se mostrar praticante da negação dos afetos. É claro que preferi acreditar naqueles dois e desejar a mesma sorte, pois meu amigo estava convincente demais.

No rádio do carro a voz celestial de Milton fazia perguntas infernais. Beto e Júlia voltaram à minha mente. Desejei vida longa a tudo que estava representado naquela felicidade escancarada horas antes pelo meu amigo.

O que será que me dá
Que me bole por dentro, será que me dá
Que brota à flor da pele, será que me dá
E que me sobe às faces e me faz corar
E que me salta aos olhos a me atraiçoar
E que me aperta o peito, me faz confessar
O que não tem mais jeito de dissimular
E que nem é direito ninguém recusar
E que me faz mendigo, me faz suplicar
O que não tem medida, nem nunca terá
O que não tem remédio, nem nunca terá
O que não tem receita

Logo me veio à mente olhos cor de mel, covinhas, cabelo ao vento, marcas de sol… daquela que desacata, que é revelia, Dona Flor que Jorge Amado nos colocou latente à flor da pele, rediviva naquela trilha sonora linda!

O rádio do carro continuou sem deixar por menos. Geraldo Azevedo, que conheço há tantos anos com muito bem-querer, seguiu apontando a rota do porto com a delicadeza costumeira.

Coração, essa mesma batida
Que bate tão diferente
Quando acontece na gente
O mesmo amor
É um amor diferente demais
Quem inventou o amor
Teve certamente inclinações musicais

Ainda estou sem resposta para a mesma batida do coração, que bate tão diferente. Inclinações musicais de quem inventou o amor? Acontece na vida da gente, feito impressão digital, como canções parecidas e tão desiguais.

Rebatizei meus amigos como Beto e Júlia para deixá-los incógnitos
em seus beijos e abraços inteiramente apaixonados.
Vida longa ao amor deles! O mesmo amor, um amor diferente demais!

Trechos de:
O que será? – À flor da pele (Chico Buarque)
Inclinações musicais (Geraldo Azevedo-Renato Rocha)

21 outubro 2017 FULEIRAGEM

ZOP – CHARGE ONLINE

CHRISTIE

Christie, de sua autoria canta “San Bernadino” sucesso em 1970.

20 outubro 2017 FULEIRAGEM

NICOLIELO – JORNAL DE BAURU (SP)

NÚMEROS DESOLADORES

20 outubro 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

TÉDIO

O tédio que avassala, a desventura
que aniquila, o pecado que devora
– fauna de horror, devastadora flora –
matam em mim o que de mim perdura.

A torturar-me recordando a outrora
serena alma constante e alegre e pura,
melhor me fora consumida a escura
existência, onde dor apenas mora.

Meu coração, que dele amor fizera
pasto vil de paixões, enclausurado
em si mesmo ora clama, e sem remédio.

E mais que a desventura o desespera,
não a morta lembrança do passado,
mas a viva opressão negra do tédio.

20 outubro 2017 FULEIRAGEM

J. BOSCO – O LIBERAL (PA)

MARCOS ANDRÉ – RECIFE-PE

Berto, boa tarde.

Hoje observando o calendário de dias comemorativos, vi que consta o dia do Poeta.

Nada mais justo do que homenagear os grandes poetas que no JBF circulam com grande maestria as suas belas, aprazíveis e inspiradas narrativas, que nos maravilham e nos enchem de admiração.

O Dia do Poeta é celebrado anualmente em 20 de outubro. Esta data celebra o profissional, que pode (e deve) ser reconhecido como um artista escritor, que usa de sua criatividade, imaginação e sensibilidade para escrever, em versos, as poesias que faz.

Meus parabéns a todos os poetas do JBF!

20 outubro 2017 FULEIRAGEM

CHICO CARUSO – O GLOBO

DOIS MESTRES DO IMPROVISO E UM FOLHETO DE LUTA

IVANILDOgeraldo amancio

Ivanildo Vilanova e Geraldo Amâncio: dois dos maiores poetas cantadores da atualidade

* * *

Ivanildo Vilanova e Geraldo Amâncio improvisando com o tema “Sertão”:

Ivanildo Vilanova

Uma tarde de inverno no sertão
É um grande espetáculo pra quem passa
Serra envolta nos tufos de fumaça
E agua forte rolando pelo chão
O estrondo da máquina do trovão
Entre as nuvens do céu arroxeado
Um raio caindo assombra o gado
Atolado por entre as lamas pretas
Rosna o vento fazendo piruetas
Nas espigas de milho do roçado

Geraldo Amâncio

No sertão quando é bem de manhãzinha
Sertanejo se acorda na palhoça
Chama o filho mais velho para a roça
A mulher toma conta da cozinha
Faz o fogo de lenha e encaminha
Um guisado, angu quente ou fava pura
E depois de fazer essa mistura
Sai faceira igualmente uma condessa
Com um quibongo de barro na cabeça
E vai levar aos heróis da agricultura

Ivanildo Vilanova

No sertão a tarefa é muito dura
Mas se tendo a colheita, a criação
Ferramenta da roça, produção
Uma rede, um grajau de rapadura
Uma “dez polegadas” na cintura
A viola, uma baú, uma cabaça
A tarefa e um litro de cachaça
Mescla azul, botinão, chapéu, baeta
Fumo grosso, espingarda de espoleta
E um cachorro mestiço bom de caça

Geraldo Amâncio

É preciso ter muita paciência
Guardar milho num quarto empaiolado
Sustentar criação com alastrado
Numa terra que tem pouca assistência
Trabalhar numa frente de emergência
Esperando o inverno que não vem
Insistir, crer em Deus e tratar bem
Manter sempre a família tão unida
Do chão seco arrancar o pão da vida
Sertanejo faz isso e mais ninguém

Ivanildo Vilanova

No verão quando o sol se descortina
Se escuta o zumbido das abelhas
O balir melancólico das ovelhas
O dueto dos pássaros na matina
O bonito alazão sacode a crina
O vaqueiro abolando chama a rês
Os canções gritam todos de uma vez
Acusando a presença da serpente
Num concerto de música diferente
E da orquestra sinfônica que Deus fez

Geraldo Amâncio

E o traje do homem camponês
Quando sai pra uma festa ou para a feira
A calça de mescla, uma peixeira
Um paletó listrado ou xadrez
Umas botas de couro de uma rês
Para dançar forró enquanto é moço
Um chapéu abalado, grande e grosso
Com uma pena qualquer de um passarinho
E a medalha fiel do meu padrinho
Num rosário enfiado no pescoço

Ivanildo Vilanova

Falar mal do sertão hoje eu não ouço
Não se entrega ao cansaço ou enxaqueca
Um herói pelejando a seca
Contra a cheia combate sem sobrosso
Respeita a moral de velho ou moço
Também quer ver a sua respeitada
Sem Brasil a América é derrotada
Com Brasil a América vale mil
Sem nordeste o Brasil não é Brasil
E sem sertão o nordeste não é nada.

* * *

Um folheto de Abraão Bezerra Batista

LUTA DE UM HOMEM COM UM LOBISOMEM

Agora que eu andei
pelas florestas do além
penetrei no inconsciente
íntimo que cada um tem,
sinto-me autorizado
para escrever o que vem.

Fui aos céus pra ver Jesus
e no inferno eu vi Caifaz;
nestes cantos eu tive a luz
que na terra ninguém faz,
meus pensamentos aqui pus
descrevendo uma luta assaz.

Presenciei por sete tempos
a luta de um certo homem
na mais cruenta das lutas
com o mais cruel lobisomem;
lá nesta peleja eu vi
miolo, coração, abdomem.

Numa encruzilhada que tem
cortando certa avenida
fazendo ponto estratégico
com o segredo da vida
bem na boca das cobras
para lá fui em seguida.

Não conduzia arma de fogo’
nem pau, peixeira ou foice
mas, tive coragem bastante
de olhar seja o que fosse
pois um barulho daquele
era pra guerra e danou-se.

Aproximei-me com cuidado
pra não entrar numa fria…
foi quando eu percebi
a vida e a agonia
a luta de um certo homem
com uma fera vã e baldia.

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20 outubro 2017 FULEIRAGEM

FRANK – A NOTÍCIA (SC)

20 outubro 2017 DEU NO JORNAL

FECHA-SE O CERCO À LAVA JATO

Ricardo Noblat

Se dependesse do senador Romero Jucá (RR), presidente do PMDB e um dos mais poderosos nomes do governo Temer, “a sangria” provocada pela Lava Jato no meio político e empresarial já teria sido estancada há muito tempo. Desde, pelo menos, o início de 2015 quando conversou por telefone com Sérgio Machado, o ex-presidente da Transpetro que gravou seu desabafo.

Embora com atraso, está em curso a mais nova tentativa de estancar a sangria. E até aqui, pelo menos, ela avança com sucesso. O cerco à Lava Jato está se fechando com a colaboração do governo, do Congresso e do Supremo Tribunal Federal (STF). Se não for revertido, a mais bem-sucedida operação de combate à corrupção da história do Brasil irá simplesmente para o brejo.

Depois de ter sepultado a primeira denúncia de corrupção contra o presidente Michel Temer, o governo está pronto para sepultar a segunda. Pagou caro pelo enterro da primeira, distribuindo cargos, verbas e outras sinecuras com partidos e deputados acostumados a tirar vantagem de tudo. Pagará mais caro pelo enterro da segunda. Adeus reforma da Previdência Social!

O Senado livrou um dos seus filhos mais ilustres, Aécio Neves (PSDB-MG), da punição que lhe foi imposta pela Primeira Turma do STF. Devolveu-lhe o mandato suspenso. E a livre circulação à noite. Aécio foi salvo pelo voto nada constrangido de algumas dezenas de senadores às voltas com um monte de processos. Suspeitos de crimes uniram-se para se proteger. Natural.

O STF protagonizou a patacoada de abdicar de uma de suas funções a pretexto de evitar a eclosão de uma nova crise. Não mais será dele a última palavra quando se tratar da punição de um parlamentar, mas sim do parlamento – Câmara dos Deputados, Senado, assembleias legislativas e câmaras de vereadores. Políticos, unidos, jamais serão vencidos!

Em breve, o STF desfechará mais um duro golpe na Lava Jato, ao recuar da decisão de que condenado em segunda instância da Justiça poderá ser preso de imediato. Caberá à terceira instância autorizar ou não a prisão. Não é nada, não é nada, mas é por isso que o privilégio de só ser julgado pelo STF dificilmente será revisto. Processos ali costumam prescrever. As condenações são escassas.

Se necessário, o Congresso votará novas leis para que algo parecido com a Lava Jato não se repita jamais. Não sentirá o mínimo pingo de vergonha por proceder assim. É o Brasil velho que esperneia, estrebucha e resiste ainda cheio de energia ao nascimento do novo.

20 outubro 2017 FULEIRAGEM

FERNANDO – JORNAL DA CIDADE DE BAURU (SP)

BOSSA BRASILEIRA

Wilson Simonal (1938-2000)

* * *

01 – Vai levando – (Caetano Veloso / Chico Buarque) – Miúcha, Tom Jobim e Chico Buarque – 1977

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02 – Lobo bobo – (Carlos Lyra / Ronaldo Bôscoli) – Wilson Simonal – 1964

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03 – Garota de Ipanema – (Tom Jobim / Vinícius de Moraes) – Os Cariocas – 1962

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04 – Eu sei que vou te amar – (Jobim/Vinícius) – Toquinho, Vinícius e Maria Creuza – 1970

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05 – Mudando de conversa – (Hermínio B.Carvalho/M.Tapajós) – Dóris Monteiro e Lúcio Alves – 1969

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06 – Canto de Ossanha – (Baden Powell / Vinícius) – Elis Regina – 1966

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07 – Chega de saudade – (Jobim / Vinícius) – João Gilberto – 1959

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08 – Pois é, pra quê – (Sidney Miller) – MPB 4 – 1971

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09 – Vou te contar (Wave) – (Tom Jobim) – Miúcha e Tom Jobim – 1977

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10 – O barquinho – (Roberto Menescal/Ronaldo Bôscoli) – Pery Ribeiro – 1969

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11 – Viola enluarada – (Paulo Sergio Valle / Marcos Valle) – Marcos Valle e Milton Nascimento – 1967

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12 – Roda Viva – (Chico Buarque) – Chico Buarque e MPB 4 – 1968

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13 – Para viver um grande amor – (Toquinho/Vinícius) – Toquinho e Vinícius – 1971

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14 – Samba do avião – (Tom Jobim) – Os Cariocas – 1962

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15 – Balanço Zona Sul – (Tito Madi) – Wilson Simonal – 1963

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16 – Desafinado – (Tom Jobim/Newton Mendonça) – João Gilberto – 1959

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20 outubro 2017 FULEIRAGEM

ADNAEL – CHARGE ONLINE

20 outubro 2017 DEU NO JORNAL

O LULISMO DE AÉCIO NEVES – Felipe Moura Brasil

20 outubro 2017 FULEIRAGEM

BRUM – TRIBUNA DO NORTE (RN)

20 outubro 2017 DEU NO JORNAL

TÁ EXPLICADO

O deputado federal Jair Bolsonaro lidera com 26,2% as intenções de voto para presidente em Santa Catarina.

É o que mostra levantamento feito pelo Instituto Paraná Pesquisas.

Jair Bolsonaro – 26,2%

Lula – 18%

Marina Silva – 9,3%

Geraldo Alckmin – 8,2%.

Álvaro Dias – 7%.

Joaquim Barbosa – 5,3%.

Henrique Meirelles – 0,3%

* * *

Lula está em segundo lugar em Santa Catarina porque se trata de um estado pobre, cheio de analfabetos, de pessoas desinformadas e sem acesso a qualquer notícia sobre a realidade brasileira.

No Piaui, um estado rico, com um eleitorado politizado, bem informado, renda per capita muito boa, índice de qualidade de vida alto, onde ninguém recebe o Bolsa Família, Lula lidera em todas as pesquisas.

20 outubro 2017 FULEIRAGEM

SENNA – JORNAL DA CIDADE DE BAURU (SP)

TODOS SÃO VÍTIMAS DE CONSPIRAÇÕES E ARMAÇÕES

20 outubro 2017 FULEIRAGEM

NEWTON SILVA – CHARGE ONLINE


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