PAIXÃO

NOTA DO EDITOR:

A pergunta correta seria esta:

Vamos trocar de tribunal e de juiz? Vamos trocar Dr. Moro, que condena corruptos, por Dias Toffoli, que absolve ladrões?

O MATUTO E A LEI 9099/95

Um matuto com cara de tabaco leso, mas nem tanto, se dirige a um determinado Juizado Especial Cível para prestar uma queixa contra um determinado banco que está querendo botar no fiofó dele sem vaselina por um contrato bancário inexistente.

De posse das cobranças de várias prestações indevidas enviadas ao seu endereço, comprovante de nome nogativado nos serviços de restrições ao crédito, o matuto se dirige à secretária do JEC para formalizar a queixa contra o dragão financeiro, o banco!

No JEC, depois de formalizar a pré-quexa, a jovem que o atendeu lhe fornece o número do processo, informa-lhe a data da Audiência de Tentativa de Conciliação, Instrução e Julgamento e lhe explica que no dia da audiência caso não chegue a um acordo na hora, o conciliador ou juiz leigo que estiver conduzindo a Audiência, parte logo para Instrução e Julgamento, onde serão ouvidos os dois lados, o Burro e a Águia, digo: O matuto e o banco.

No momento de formalizar o protesto a jovem que atendeu o matuto disse que ele não precisava levar advogado no dia da audiência, porque o valor da causa era inferior a vinte salários mínimos, e a lei 9.099/95 faculta às partes conciliarem sozinhas. E o matuto, mesmo desconfiado por não entender porra nenhuma, acreditou e foi-se.

No dia da audiência marcada o matuto compareceu sozinho, desconfiado por não ter ouvido os aconselhado dos colegas papudins para que procurasse um advogado. Que não confiasse nessa Lei do Juizado Especial Cível que manda dispensar advogado, porque o pau só cai em riba do mais fraco, do fudido. Porque do outro lado o banco vai mais armados com advogados do que o tenente João Bezerra e o sargento Aniceto, quando metralharam Lampião em Angico e contaram-lhe a cabeça e do bando.

Disseram os pinguços ao matuto numa roda de jogo de bozó regada a Pitú e tira-gosto de preá, antes da audiência:

– Zé, quem avisa amigo é! Cuidado, home! Depois que o fumo está dentro não adianta tentar tirar porque a desmoralização já está no olho da rua vestida de catirina. Tu não pode confiar numa lei que foi feita por um bando de pulítico ladrão, chapado de chá de cogumelo e folha de cocaína!!. Taí ficando doido é?

– Essa corja que criou essa merda dessa lei não pensou na gente não, Zé – disse um papudim engolindo um copo de cinquenta e um! Donde já se viu uma lei que diz que um cabra sozinho, sem entender porra nenhuma dos seus dereito vai fazer na frente dum cardume de tubarão armado até os dentes? Eles comem teu cu lá mesmo na sala e tu não sente e ainda fica querendo mais! Cai, nessa, visse!

Dito e feito. No dia da audiência de conciliação, o matuto e o banco foram chamados. Entraram na sala. O banco foi representado por dois advogados fuderosos, armados a até os zovos de argumentos jurídicos para fuder o Zé. Do outro lado o matuto, franzino, chapéu na mão, ficou assustado, amuado! O conciliador expôs a importância da conciliação, demonstrando porque se a coisa encerrasse ali era bom para as partes, mesmo sabendo que o matuto tinha razão, tinha um direito violado e estava sendo prejudicado na sua honra!

Foi quando o matuto, que só tinha de besta a cabeça da bimba, que é cega e entra em qualquer buraco quando dura e aprumada, refletindo nas palavras que os papudins da roça lhe cuspiram, disse ao conciliador:

– Vossa insolência me adesculpe a ingnorância, mas eu num vou fazer esse acordo não! Vou premeiro consultar os cabras lá do sítio, saber se eles conhecem um adevogado para me defender dos meus dereitos! Eu não comi, não robei, não matei, não inganei! O banco me cobra dinhero que não devo, me azucrina o juízo de telefonemas todos os dias, me bota nesses spcs e sirasas e vossa insolência diz que não houve nada! Pera aí sinhô!!

– Bem que meus amigos da roça me disseram: – Zé, não confia nessa lei não, Zé! Quem já se viu num país de rapariga feito o Brasil donde só tem pulíticos ladrão o cabra ir só pra justiça sem adevogado? Só na cabeça desses doidões cocainados que criaram essa lei de puta veia desqualificada que não serve pra porra nenhuma pra quem não sabe de nada! Tu sabe teus dereitos?

Foi nesse exato momento que o conciliador, olhando para os advogados do banco, não encontrando outra alternativa para fuder o matuto, marcou outra audiência de tentativa de Conciliação, Instrução e Julgamento para outra data, dessa vez com o matuto sendo acompanhado por um advogado!

Moral da História:

O legislador originário e o derivado podem ter tido ótimas intenções quando criou a Lei dos Juizados Especiais Cíveis, providos por juízes togados, ou togados e leigos, competentes para a conciliação, o julgamento e a execução de causas cíveis de menor complexidade, facultando às partes irem para a Audiência de Conciliação e Instrução e Julgamento sem advogados, mas não previu como a parte mais fraca se defendesse caso a parte mais forte venha armada até os dentes, tecnicamente. É por isso que a população pobre que busca esses juizados para resolver injustiças praticadas contra ela está se fudendo todos os dias nesses juizados especiais cíveis e o congresso, covarde, ainda não discutiu uma mudança eficaz na Lei 9.099/95, exigindo a presença de advogados em todas as ações. Enquanto essa mudança não vier os Zés da Vida vão se fudendo, levando no furico sem vaselina todos os dias!

P.S. Essa história é real e o Zé da Silva que ouviu o conselho dos amigos cachacistas, procurou um advogado para que o acompanhasse na audiência. Não aceitou a esmola ofertada pelo banco. Deixou para o Juiz tomar a decisão final. Na sentença o magistrado, curto e grosso, com mais de um ano de atraso, desrespeitando o que diz a lei, reconhecendo que o banco errou ao enviar cobranças indevidas e negativar o nome do matuto, constrangendo-o e humilhando-o, aplicou-lhe uma indenização por dano moral do tamanho do caralho do jumento Polodoro, que foi confirmada em sede de recurso!

Se o matuto Zé da Silva não tivesse ouvido os seus colegas papudins e contratado um advogado seria mais uma injustiça cometida nesse país contra os mais pobres, fudidos e mal pagos.

AROEIRA

PROVÉRBIOS BEM-HUMORADOS

“Gente ruim é como dor de dente: quanto mais se presta atenção nela, mais incomoda.”

“O mundo dá voltas. Isso explica tanta gente tonta!”

“Se você é uma dessas pessoas que não tem sorte, quando vir a luz no fim do túnel… corra, pois é um trem.”

“Errar é humano, persistir no erro é americano, acertar no alvo é muçulmano.”

“A galinha do vizinho é sempre mais gorda do que a nossa.”

“Se a montanha vem até ti, foge. Trata-se de um desmoronamento.”

“Quem tem asa, não voa, quem não tem, que voar; quem tem razão, não se queixa, quem não tem, que se queixar.”

“Quem com ferro fere… não sabe como dói.”

“De todas as coisas que a vida me deu. Eu só queria devolver uns 10 quilos que vieram por engano.”

“Quem ri por último ou é surdo, ou é retardado.”

“Se você não puder ajudar, atrapalhe, porque o importante é participar.”

“É preferível duas pedras no caminho do que uma no rim!”

“Tristezas não pagam dívidas… e alegrias também não.”

“Nunca se justifique. Os amigos não precisam e os inimigos não acreditam.”

“Duas palavras abrem qualquer porta: puxe e empurre.”

“A gente tropeça sempre nas pedras pequenas, porque as grandes a gente logo enxerga.”

“Ter a consciência limpa é ter a memória fraca.”

“Ter ouro é um temor; não ter é uma dor.”

“Existem dois tipos de esparadrapo: os que não grudam e os que não saem.”

AMARILDO

UMA CAGADA ORAL NO PINICO DA INSANIDADE

Entre várias pérolas do pensamento lulo-petralhal-zisquerdóide, a deputada federal petista Erika Kokay, eleita pelo DF, faz a apologia do incesto.

Confira no vídeo abaixo.

Sua Insolência Petêlha está naquele time dos que transferiram o cérebro para o intestino grosso.

Gostaria de saber a opinião do fubânico luleiro Ceguinho Teimoso sobre este assombroso discurso que a idiota cagou pela boca.

Vale a pena se divertir (ou se assombrar) com o palavreado jurássico de um típica representante do pensamento vermêio-istrelado.

E, enquanto assiste o vídeo, pense o seguinte: ela foi eleita porque existe gente na face da terra que vota numa merda deste quilate.

J. BOSCO

PAVÃO MYSTERIOZO – Revisita – Xico Bizerra

Misterioso pavão de colorida cauda: qual teu destino secreto senão o mistério dos céus desconhecidos? Tu és formoso e em tua cauda aberta em leque me guardarei moleque num eterno brincar, enquanto moço sou e serei. Voa, e diz àquela donzela que de tuas faíscas despejadas em trovões haverá de nascer a força para contar nossa história de amor no combate feroz contra os condes raivosos, que são muitos, eu sei, mas não sabem voar. Menos ainda nos nossos céus de anil em que misturas as cores de tuas penas de matizes tão fortes quanto o nosso amor.

ZOP

NATHALIA MEDEIROS – SAQUAREMA-RJ

Prezado editor Luiz Berto,

Se for possível e houver espaço, gostaria que você publicasse estes três vídeos em anexo.

São pronunciamentos da cientista política guatemalteca Gloria Alvarez Cross, uma mulher que é orgulho de todas nós e crítica do populismo na América Latina.

Eu ficaria muito feliz se os confrades fubânicos tomassem conhecimento do que ela fala.

Meus agradecimentos para o editor do site mais vibrante do país.

Cordiais saudações

MAYRINK

A DIVINA E MARAVILHOSA CLAUDIA CARDINALE

A tunisiana Claudia Cardinale, com nacionalidade italiana, que está com 80 anos de idade, é considerada uma das mulheres mais belas do mundo, já apareceu na capa de mais de 900 revistas, espalhadas em 25 países. Poliglota, Claudia Cardinale fala fluentemente italiano, francês, inglês, espanhol e árabe. Dona de beleza lendária, Cardinale tornou-se numa das mulheres mais desejadas do mundo na década de 1960. No ano de 2012, Cardinale esteve no Brasil e numa conversa informal com o cineasta Rubens Ewald Filho, atriz italiana, musa do cinema mundial, recordou seus filmes e ao comentar por que nunca topou tirar a roupa em cena foi lacônica: “Não queria vender meu corpo”, afirma Claudia Cardinale sobre o “NÃO” a nudez. Além de ter trabalhado com o diretor Sergio Leone em “Era Uma Vez no Oeste”, ao contracenar com Charles Bronson, seu grande mestre foi Federico Fellini, com quem Cardinale trabalhou no filme “8 e meio” (1963-vencedor de dois Oscars), contracenando com Marcello Mastroianni.

No Brasil, há 51 anos, Cardinale filmou a chanchada “Uma Rosa para Todos” (1967), rodada no Rio de Janeiro com estrangeiros se fazendo passar por cariocas, ela interpretava uma brasileira sambista, que tinha vários namorados no mesmo dia. O filme Una Rosa per Tutti(Uma Rosa para Todos) tem as participações especiais dos atores brasileiros, José Lewgoy e Grande Otelo e ainda uma canja musical do mestre João Gilberto. Em que pese, mesmo na praia, ela não mostrar sua nudez, mas apresenta seu corpo sem photoshop em toda sua plenitude com uma performance exuberante. Em termos de boniteza e corpo, ela está acima da média e sem comparação com qualquer outra. Cardinale, além de linda é uma mulher dotada de diversos apetrechos físicos que é da baba descer, e que, lamentavelmente, em plena praia de Copacabana, esconde tudo àquilo e deixa a ala masculina chupando dedo…

Conforme costuma afirmar o cinéfilo paulista Darci Fonseca, os produtores de Hollywood gostavam de reunir dois grandes astros em um western. Era quase certeza de lucro enorme ter no mesmo faroeste Gary Cooper-Burt Lancaster / – Kirk Douglas-John Wayne / – John Wayne-James Stewart / – Lee Van Cleef- Clint Eastwood. Pois bem, os europeus, que também gostavam de fazer seus faroestes macarrônicos, tentaram essa fórmula reunindo dois grandes nomes de bilheteria, só que ao invés de dois astros reuniram duas grandes estrelas em westerns-spaghettini com a estonteante Brigitte Bardot em dupla com a maravilhosa Claudia Cardinale. O faroeste foi As Petroleiras(1971). Imaginem Cláudia Cardinale brigando com BB para ver qual delas seduz mais a plateia masculina… Lembramos desses faroestes para mostrar aos radicais que torcem o nariz para os westerns-spaghetti, que alguns deles valem (e muito) à pena serem assistidos. No caso de BB e CC, menos pelos filmes em si e mais por essas divas que bem poderiam ter feito muitos westerns mais para alegria dos westernmaníacos cansados de olhar para a carranca de John Wayne.

Claudia Cardinale, nascida Claude Josephine Rose Cardin, já esteve no Brasil um sem número de vezes, inclusive para filmagens. No início da década de 1980, foi para a Amazônia filmar “FITZCARRALDO”, do alemão Werner Herzog. Os cabelos longos e negros, os seios fartos, o olhar sexy e o sorriso de menina não nublaram o talento de Claudia, a ponto de a atriz francesa Brigitte Bardot, musa do cinema nas décadas de 1950 e 1960, afirmar: “Eu já sei quem está destinada a tomar o meu lugar. Só pode ser uma e somente uma. Afinal, depois do BB vem o CC, não?” Com um detalhe: nunca tirou a roupa, na tela ou fora dela. A oitentona, Cardinale continua Fã de Fórmula 1 e futebol, afinal é italiana.

No cinema, a moda dos seios grandes é mais antiga do que se imagina. Na Guerra dos Seios no Cinema Italiano, de Gina Lollobrigida à Sophia Loren, passando por Claudia Cardinale, o FRENESI mamário talvez seja o símbolo maior da derrota do cérebro feminino frente aos fetiches do patriarcado que ainda as domina. O cineasta brasileiro Glauber Rocha ressaltou com alguma ironia: “O Neo-Realismo lançou super mulheres como Sophia Loren, Gina Lollobrigida, Monica Vitti, Claudia Cardinale, e outras que fizeram da Itália o melhor mercado turístico”. No auge da feminilidade, no campo específico dos atributos femininos, os fãs italianos se contentavam com uma Cardinale idealizada, mulher doce, de cabelos marrons e beleza de pele escura. Já os estrangeiros eram mais diretos, queriam ver seu corpo nu…

Como afirmam os expert da moda e da beleza ou quando se falam em atrizes e estrelas cinematográficas, o rosto continuará sendo o ponto central de nossos olhares. Entretanto, para o bem e para o mal, outras partes do corpo estão sendo valorizadas. A preferência das décadas de 50 e 60, tendência que parece estar voltando, eram os seios. Por outro lado, essa parte do corpo já possuía uma longa tradição de importância nas sociedades europeias. No cinema italiano ou na sociedade em geral, no que se refere aos seios avantajados como era o caso da baixinha Gina Lollobrígida parece estar voltando à moda sob o patrocínio da cirurgia plástica. De resto atentem para o vídeo logo abaixo.

PATER

LUIZ RP AGUIAR – CURITIBA-PR

Este comentário foi postado no Whatsapp por um adepto do Lula para o seu amigo que é contra:

“Vocês nos acusam de idolatrar o Lula mas os obcecados por ele são vocês. Dizem que querem todo corrupto na cadeia mas é só dele que falam. Ouçam o foguetório e o buzinaço pela sua prisão. Isso jamais aconteceria em uma condenação do Aécio, do Temer, do FHC. Lula protagonizou o grande espetáculo desta noite de sábado em todas as mídias. Vocês jamais agiriam assim se o político fosse outro. Tudo isso é prova do quanto Lula está sendo perseguido e injustiçado”.

A resposta do amigo:

“Aproveito, portanto, essa boa oportunidade para responder ao meu amigo e tentar discorrer sobre essas questões de uma forma mais abrangente.

Sim, meu caro amigo, somos obcecados pelo Lula. Não soltaríamos mesmo tantos foguetes e nem sairíamos tanto às ruas se o personagem fosse diferente, mesmo que igualmente corrupto. Não faríamos tantos textos no Facebook, nem tão contundentes. Também não ficaríamos tantas horas frente à TV esperando o simples cumprimento de um mandato judicial. Nossas atitudes definitivamente seriam diferentes se os envolvidos fossem outros.

Entretanto, você ainda não entendeu que a razão do nosso comportamento confessamente parcial não é o Lula. A razão, caro amigo, é você.

Sim, você e todos os seus companheiros de seita que veneram uma pessoa como se um deus fosse. Que não admitem, nem por um milésimo de segundo, a mera possibilidade de que o tal deus tenha praticado qualquer ilícito ao longo de sua vida. Mesmo com seu governo envolvido em esquemas de corrupção bilionários, vocês afirmam categoricamente que ele não tinha conhecimento de nada. Não adiantam as delações, fotografias, documentos, provas, nada.

Nada é capaz de mudar sua visão. Como podem seguir alguém tão cegamente, sem pensar, sem raciocinar, quase como zumbis? E quem dera vocês fossem poucos. Não haveriam motivos para preocupações. Mas vocês compõem uma parcela considerável da sociedade. Estão muito longe da maioria que propagam ser mas, ainda assim, são barulhentos e numerosos. E sabe o que é pior? Vocês votam.

Não, não se trata de preconceito. É um fato.

Vocês certamente votariam no Lula novamente se pudessem.

Esse é o grande risco, entende?

Apenas para tentar ser o mais claro possível, tomemos como exemplo o Aécio, que considero um corrupto, delinquente, marginal, um bandido profissional. Sei que você concorda comigo. E aqui poderia ser o Temer, o Cunha, o Jucá, qualquer um. Você sabe qual é a chance do Aécio ser eleito presidente? Zero. Você sabe quantas pessoas se colocariam na frente da polícia para tentar impedir uma eventual prisão dele? Zero. Você sabe quantos eleitores o chamariam de injustiçado, de perseguido, de guerreiro do povo brasileiro? Zero. Por isso, meu amigo, torço demais para que o Aécio e todos os demais façam companhia ao Lula o mais rapidamente possível, mas a verdade é que Aécio, por mais mau caráter que seja, não representa um perigo iminente para o país. Você sabe que, quando um grande perigo é afastado, é normal que as pessoas comemorem mais efusivamente do que quando um risco insignificante deixa de existir. É isso que está acontecendo agora. Lula é um grande perigo. E Lula é um grande perigo, caro amigo, simplesmente porque você existe para defendê-lo!”

AMARILDO

ESCLARECIMENTOS VALIOSOS

Para quem dá os passos primeiros na Doutrina Espírita e deseja ampliar seus conhecimentos sobre os seus fundamentos, recomendo a leitura de um livro bastante aplaudido nos quatro cantos do país: Mediunidade – tire suas dúvidas, Luiz Gonzaga de Souza Pinheiro, Capivari (SP), Editora EME, 2016, 192 p., já na sua 16ª. reimpressão. O autor é um professor de Ciências e de Matemática da rede pública cearense, engenheiro graduado da UFCE, atuando há mais de três décadas no movimento espírita daquele estado, também sendo escritor, palestrante e dirigente de estudos doutrinários, sendo um dos fundadores do Projeto VEK, curso de Espiritismo por correspondência em quatro idiomas, com alunos matriculados no Brasil e no exterior.

Por indicação de ex-colega do Colégio Marista, a leitura do livro do Luiz Gonzaga me deixou plenamente satisfeito e apto para seguir adiante nas minhas reflexões sobre o assunto, favorecido pelas orientações recebidas dos orientadores da Casa dos Humildes, da qual sou trabalhador e que me tem proporcionado momentos de alegrias e muitas solidariedades, além de amizades sementeiras para todo o sempre.

Recentemente, tomei conhecimento do Projeto Manoel Philomeno de Miranda, criado no mês de maio de 1990, em Salvador, Bahia, tendo por finalidade dar apoio e treinamento aos trabalhadores da Área Mediúnica dos Centros Espíritas brasileiros, efetivando seminários, encontros e outros eventos correlatos. Sediado no Caminho da Redenção, na Bahia, seu nome homenageia Manoel Philomeno Batista de Miranda, cujas atividades doutrinárias sempre foram direcionadas para as áreas da obsessão e da desobsessão.

No campo editorial do Projeto, deparei-me com o livro Qualidade na Prática Mediúnica, 2012, 176 p., contendo 103 indagações diversas sobre o assunto, onde respondem Espíritos, Divaldo Franco e os responsáveis pelo Projeto. Extraí do livro seis questões, expostas abaixo, que bem complementam as dúvidas esclarecidas pelo Luiz Gonzaga de Souza Pinheiro, acima citado. Tudo embasado no objetivo ditado por Allan Kardec no texto que tem como subtítulo Guia dos médiuns e dos evocadores: “Dirigimo-nos ao que veem no Espiritismo um objetivo sério, que lhe compreendem toda a gravidade e não fazem das comunicações com o mundo invisível um passatempo”.

1. O afloramento da mediunidade tem época para acontecer? Resposta: – Espontaneamente, surge em qualquer idade, posição social, denominação religiosa ou ceticismo no qual se encontre o indivíduo.

2. Em síntese, qual o conceito chave para dignificação do compromisso mediúnico? Resposta: – A mediunidade, para ser dignificada, necessita das luzes da consciência enobrecida. Quanto maior o discernimento da consciência tanto mais amplas serão as possibilidades do intercâmbio mediúnico.

3. Qual o tempo de duração de uma prática mediúnica? Resposta: – Um tempo ideal para a prática mediúnica é de noventa minutos, incluindo-se a preparação com as leituras doutrinárias que, por princípio de disciplina, não devem ser alongadas.

4. Focalizando agora o doutrinador, quais os padrões de qualidade que deverão guiá-lo no exercício de suas funções? Resposta: – A primeira consideração é que o médium doutrinador tem um perfil próprio que o deve caracterizar. E a tônica principal dentro desse perfil deverá ser a racionalidade, o que não significa frieza, mas base na qual vai apoiar-se no caminho das ideias, para expressar o seu trabalho num clima de segurança e estabilidade emocional capaz de infundir confiança naqueles que atende. No doutrinador, o comportamento moral é essencial, a única via capaz de estabelecer a sintonia com os Mentores Espirituais e a única força capaz de infundir respeito aos espíritos rebeldes, ignorantes, primitivos, desarvorados, que são trazidos para receberem as terapias específicas. Além disso, exige-se-lhe um largo conhecimento doutrinário e do Evangelho pois que estes serão a fonte supridora de onde emanarão suas orientações.

5. Durante a doutrinação, devem-se fornecer muitas informações doutrinárias à entidade sofredora que se manifesta? Resposta: – Não. Essa é uma particularidade que devemos ter em mente. Quanto menos informações forem dadas, melhor. Os espíritas, com exceções, é claro, têm um hábito que não se coaduna com essa atividade: o de usarem vocabulário específico da Doutrina, esquecendo-se de que nem todo espírito que se comunica é um adepto do Espiritismo, capaz de conhecer os seus postulados. Por exemplo, comunica-se um espírito e se diz a ele: – Você está desencarnado. Ele não tem a menor ideia do que a pessoa está falando. Outro exemplo: – Você precisa afastar-se dos médiuns, desligar-se. Devemos nos lembrar sempre de que esse é um vocabulário específico da Doutrina Espírita que somente pode ser entendido por espíritas praticantes.

Por fim, recomendações outras são oferecidas aos doutrinadores iniciantes. Algumas delas, por demais indispensáveis:

– Usar sempre um tom fraternal, jamais piegas.

– Não pedir calma, aos primeiros estertores do espírito necessitado. A expressão “tenha calma, tenha calma…” pode inibir a explicitação de um problema.

– Não usar expressões como “venha com Deus” ou “venha na paz de Deus”, chaves que não levam a lugar nenhum.

Os dois livros acima são amplamente recomendáveis para todos aqueles que, caminhantes novos, buscam seguir a Doutrina Espírita, aprendendo mais para servir ao Senhor Jesus cada vez mais solidariamente com os menos afortunados.

BENETT

BOBBY SOLO

Se piangi, se ridi” foi a canção que representou a Itália no Festival Eurovisão da Canção 1965 que teve lugar em Nápoles. Composição de Mogol, Marchetti e Roberto Satti, nome verdadeiro de Bobby Solo que interpretou a música.

JORGE BRAGA

NECESSIDADE DE MUDANÇAS

Desatualizado em relação à modernidade do tempo, o modelo em vigor da educação brasileira desestimula o jovem na aprendizagem, protela a vontade da molecada na formação profissional para enfrentar de peito aberto a forte concorrência no competitivo mercado de trabalho.

Daí o desvio de conduta da garotada que vive amarrada em outras ondas, despreocupada com o futuro neste conturbado país dominado pela corrupção e incertezas. Sem estímulo aparente, a meninada cai de touca no celular.

Afirmam as estatísticas que metade dos jovens brasileiros, entre 19 e 25 anos, nutrem desinteresse pelos estudos, no atual estágio, mantendo distância do mercado de trabalho que lhes fecham as portas por falta de qualificação profissional. Muitas vezes forçados pela dureza financeira da família, mas principalmente pela inexistência de estímulo na escola que permanece ensinando matérias fora da realidade mundial. Neste ponto, até os cursos superiores navegam em outras águas, sem atinar para o momento que requer outras diretrizes. Inadiáveis.

Realmente, a péssima situação econômica do país, espremida por crises, especialmente a financeira, o baixo salário, o desemprego e a crescente onda da informalidade, na maioria das vezes o único caminho indicado para se livrar da ociosidade, burilam a cabeça dos menos afortunados na direção de um gancho. Contanto que garanta alguns trocados para alimentar o bolso furado. Em vez da trazer incentivos para o livro.

Então, para conter o grave problema, o desestimulante sistema de educação em vigor precisa sofrer mudanças rápidas para defrontar as modernidades do século XXI, cheio de inovações e bem diferente do passado, quando o quadro negro era um dos principais mecanismos de educação.

A escola, de fato, precisa se redefinir. Introduzir novos conceitos de ensino e de reorganização disciplinar. A escola do passado, preocupada apenas com as metodologias tradicionais, onde o professor se preocupava apenas em ensinar conhecimentos, não prevalece mais, porque, em vez de atrair o aluno na aprendizagem, afugenta, desestimula a garotada que viaja em outros ares. Bem atualizados com a tecnologia.

Os antigos métodos histórico-culturais da sociedade foi pro espaço. Perdeu a vez. Afinal, o que mais a juventude sonha hoje em dia é receber conteúdo que envolva e compartilhe o ensino com a aprendizagem. Alternativa em falta no momento.

Carregar mais