CARLOS ROCHA – GOIÂNIA-GO

Berto. Meu jovem.

Tou desolado…

Tadinho do Temer e sua turma!

PF indicia o Presidente e mais 10 em esquema criminoso.

Fiquei foi INDIGNADO com a colocação do Exmo. E Senhoríssimo Deputado e PIT BULL do Temer, Carlos Marun, por declarar-se “indignado e abalado com o fato”.

Tenho muita pena de todos…

Mais ainda do Marun (tão ficha limpa), inocentão e medorrão…

Tão se borrando de medo do que vem pela frente para corrigir a roubalheira e pouca-vergonhice.

22 outubro 2018 CHARGES

SPONHOLZ

22 outubro 2018 DEU NO JORNAL

UM EDITORIAL HISTÓRICO

22 outubro 2018 CHARGES

S. SALVADOR

SOLTOS E CONEXOS

1. Em tempos eleitorais como os atuais, desconfiar das posturas políticas enganosas e das ruidosas esculhambações sectárias dos sectários é um bom começo de consciência cidadã. E foi o Betinho, um sociólogo que não se esquecia do que escrevia, que disse certa feita para sacramentar toda postura política sadia: “Somos cidadãos de um mesmo mundo e num único tempo e país. É fundamental apoiar tudo o que nos leva à democracia e resistir por todos os meios a tudo o que nos impeça de chegar até lá pelo caminho da inteligência, do diálogo e da luta firme por construí-la com a participação ativa do conjunto da sociedade e formas mais conscientes e inovadoras de mobilização popular”.

2. Num pedaço de papel almaço, amareladamente bem conservado: “Todo xiita é um metido a síndico do mundo e odeia seus inquilinos”. E o pior xiita é aquele que se fantasia de amigo dos índios mas se apresenta com a pele vermelha para encabelar os incautos mentais.

3. Jean Paul Sartre, escritor francês morto em 1980, marido da Simone, bem que merecia voltar a proclamar alto e bom som: “Detesto as vítimas que respeitam seus carrascos”. Os que urraram, certa feita, chamando executivo nordestino de Pinochet e que depois ocuparam quietamente numerosos cargos comissionados daquele mesmo executivo, devem ter uma raiva danada desse tal de Sartre, que nunca deveria ter sido por aqui traduzido.

4. Para o Dr. Pierre Janet, psiquiatra francês falecido logo depois de terminada a Segunda Guerra: “Se o paciente é pobre, é internado num asilo como ‘psicótico’. Se pode pagar uma clínica, o diagnóstico é ‘neurastenia’. Se é rico o suficiente para tratar-se em casa, aos cuidados de médicos e enfermeiras, trata-se de um ‘excêntrico’”.

5. Para os sectários, de todos os matizes, que imaginam ver o circo pegar fogo, desde que construídas suas utopias, o pensar do Mahatma Gandhi é oportuníssimo: “Que diferença faz para os mortos, para os órfãos e para os despossuídos se aquela louca destruição se deu em nome do totalitarismo ou do santo nome da liberdade e da democracia?”

6. A opinião de Eugene Ionesco, notável teatrólogo, emerge com uma força descomunal: “Em nome da religião, constroem-se piras. Em nome das ideologias, pessoas são torturadas e mortas. Em nome da justiça, são injustiçadas. Em nome do amor a um país ou uma raça, outros países e raças são desprezados, discriminados ou massacrados. Em nome da igualdade e da fraternidade, praticam-se a perseguição e o ódio. Não há nada em comum entre os meios e os fins. Os meios vão muito mais longe que os fins. Na verdade, religião e ideologia são apenas álibis para esses meios”.

7. Sabedoria tibetana: “Nunca porfiar com quem não tem o que perder, só vivendo de ostentação, narcisicamente. É combater em desigualdade, posto que o outro já traz a vergonha perdida. Nunca se expor uma inestimável reputação, pois é sempre o mal, e não o bem, que a malevolência nota. Mais vale ter e saber conservar as pessoas que os haveres. Os feitos estão bem quando feitos; as alegrias nunca estão acabadas.”

8. “Tenha sempre fidelidade pelas suas opiniões, mas não as torne fixas diante de conhecimentos mais bem fundamentados. Nossas opiniões não passam de opiniões, jamais serão a verdade, posto que ninguém sabe o que é a verdade. Todas as pessoas que se imaginam donas da verdade se tornam inquisidoras, desconhecendo o que significa tolerância”.

9. “Quando numa comunidade sente-se a ausência de bibliotecas, explica-se rapidamente porque ela não pode alcançar graus civilizatórios compatíveis com o mundo contemporâneo. Com livros se edificam nações desenvolvidas, cérebros criativos e solidariedades sociais. Sem eles, embrutece-se a consciências e alimenta-se as violências mais constrangedoras, inclusive as dos políticos que não possibilitam a libertação do ser humano dos seus estágios mentais primitivos”.

10. Para os que entrarão breve de férias, é recomendável uns instantes de meditação, para retificar comportamentos e contemplar novos horizontes. Sempre atentando para o revelado pelo salmista – Por que temer, nos dias infelizes, a malícia dos espertalhões que me cercam, e os que contam com sua fortuna e se vangloriam da sua riqueza? (Salmo 49). E valendo muito redimensionar seus níveis de cidadania, evitando sutis envenenamentos consumistas, inoportunas desatualizações culturais e desastrosos esmorecimentos espirituais, que comprometem as três pilastras do viver: a dignidade, a integridade e a auto-realização.

11. Oportuno também, num minutinho entre papos e passeios, uma releitura sobre o que disse Albert Schweitzer, ao receber o Prêmio Mundial da Paz, em Oslo, 1952: “O homem tornou-se um super-homem…Mas super-homem com poderes sobre-humanos que não atingiu o nível de razão super-humana…. Impõe-se sacudir nossa consciência ao fato de que nos tornamos tanto mais desumanos quanto mais nos convertemos em super-homens”. Palavras complementadas pela constatação feita por Erich Fromm: “Somos uma sociedade de pessoas notoriamente infelizes: solitários, ansiosos, deprimidos, destrutivos, dependentes — pessoas que ficam alegres quando matamos o tempo que tão duramente tentamos poupar”. Dois pensares que poderão auxiliar muitos na descoberta de um novo Eu, mais humanizado, mais ecológico, mais entrosado nos novos cenários brasileiros socialmente dinâmicos, mais familial comunitariamente, a aldeia global sendo seu domicílio século XXI.

12. Passadas as apurações, que todos os segmentos partidários leiam atentamente Caminhos da Esquerda – Elementos para uma Reconstrução, Boris Fausto, SP, Companhia das Letras, 2017, 210 p. Na orelha primeira do livro, o explicativo por derradeiro: “Desde há mais ou menos um século, a esquerda foi acometida por certas patologias. Fenômenos como totalitarismo, adesismo ou populismo comprometeram e seguem comprometendo seus projetos políticos. Esse é o diagnóstico de fundo a mover a reflexão do filósofo Ruy Fausto em Caminhos da Esquerda.” Uma leitura imprescindível para eliminar jumentalidades estratégicas de todos os naipes..

22 outubro 2018 CHARGES

GILSON

A MÚSICA DO NORTE

***

Manoel e Felipe Cordeiro (guitarra), Túlio Bias (percussão), Márcio Teixeira (bateria) e Klaus Sena (baixo elétrico) se apresentaram dia 01/02/2016 no Teatro Anchieta do Sesc Consolação em São Paulo e uma das músicas apresentadas foi “Lambada alucinada” de autoria de Manoel e Felipe Cordeiro.

21 outubro 2018 CHARGES

MYRRIA

21 outubro 2018 DEU NO JORNAL

OS VERDADEIROS RESPONSÁVEIS POR CAMPANHA ILEGAL

O Tribunal Regional Eleitoral cumpriu, neste sábado (20), um mandado de busca e apreensão na sede do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF), no Centro de Macaé.

No local foram apreendidos milhares de jornais com conteúdos tendenciosos e propaganda irregular do candidato a presidente Fernando Haddad (PT).

A ação foi deflagrada após denúncias. O mandado foi expedido pelo juiz eleitoral do município, Sandro de Araújo Lontra. No documento, Lontra destacou que o impresso continha matérias pejorativas em relação ao adversário de Haddad, o candidato Jair Bolsonaro (PSL).

Segundo a decisão do magistrado, o material, que faz propaganda para PT não teve a origem do dinheiro declarada nas prestações de conta do candidato petista. E, portanto, por ser pago com dinheiro de fonte desconhecida a prática pode ser caracterizada Caixa 2.

Como o Sindipetro é uma instituição bancada com dinheiro público via imposto sindical obrigatório, há também configurado o crime de abuso de poder econômico e improbidade administrativa.

O material apreendido seria distribuído na cidade de Macaé, bem como aos visitantes do sindicato. O órgão foi autuado e irá pagar uma multa que poderá e variar entre R$ 2 a R$ 8 mil.

Material ilegal apreendido na sede do Sindipetro

* * *

É aquele velho lema da canalha zisquerdóide:

Culpe seus adversários por tudo aquilo que você faz.

Este tipo de notícia não sai na Folha de jeito nenhum!!!

21 outubro 2018 CHARGES

CAZO

21 outubro 2018 HORA DA POESIA

PARA FAZER UM SONETO – Carlos Pena Filho

Tome um pouco de azul, se a tarde é clara,
e espere pelo instante ocasional.
Nesse curto intervalo Deus prepara
e lhe oferta a palavra inicial.

Aí, adote uma atitude avara:
se você preferir a cor local,
não use mais que o sol de sua cara
e um pedaço de fundo de quintal.

Se não, procure a cinza e essa vagueza
das lembranças da infância, e não se apresse,
antes, deixe levá-lo a correnteza.

Mas ao chegar ao ponto em que se tece
dentro da escuridão a vã certeza,
ponha tudo de lado e então comece.

21 outubro 2018 CHARGES

ALECRIM

21 outubro 2018 DEU NO JORNAL

CANALHAS EM CHOQUE

Haddad (PT) já perdeu votos de familiares e amigos de José Dirceu, após o candidato dizer – para o Jornal Nacional divulgar – que ele não apitaria em seu eventual governo.

Virou um poço até aqui de mágoas.

* * *

Cachorradas, brigas internas e choques entre facções da mesma quadrilha faz um bem danado pra banda decente do país.

Dois canalhas luleiros de relações cortadas é uma excelente notícia.

“Tás fudido: vô contar pra Ceguinho Teimoso que tu me renegou, seu fela da puta”

21 outubro 2018 CHARGES

LUCIO

OS BRASILEIROS (XIX): ZEFERINO VAZ

Zeferino Vaz nasceu em São Paulo, em 27/5/1908. Médico, professor e fundador da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (USP), da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e reitor da Universidade de Brasília (UnB). Os primeiros estudos se deram no Liceu Coração de Jesus. Poderia ter sido um grande ator, pois atuou no teatro do colégio, ao lado de Rodolfo Mayer, em várias peças e também no cinema. Perdemos um ator e ganhamos um reitor. Uma troca da qual não podemos reclamar.

Em 1926 ingressou na Faculdade de Medicina de São Paulo e, logo, tornou-se monitor da cadeira de parasitologia. Em seguida foi estagiário no Instituto Biológico de São Paulo, onde foi nomeado assistente, em 1930, e fundou, junto com Clemente Pereira, a seção de parasitologia animal. Formou-se médico em 1931 e tornou-se assistente do professor André Dreyfuss na cadeira de histologia e embriologia da recém fundada Escola Paulista de Medicina, atual UNIFESP-Universidade Federal de São Paulo. Em 1932 participou ativamente da Revolução Constitucionalista, deflagrada em São Paulo. Aprofundou os estudos em sua especialidade e pouco depois foi lecionar Zoologia e Parasitologia na Escola de Medicina Veterinária da USP, onde foi diretor entre 1936-1947 e 1951-1964.

Em 1947 coordenou a Comissão criada para implantar uma faculdade de medicina no interior de São Paulo. Quatro anos após organizar o currículo e planejar a instalação numa antiga fazenda de café, foi criada a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto. No discurso de posse como diretor, em 1951, deixou claro suas intenções: “Minha gente, vim criar uma Faculdade de Medicina. Mas não vim criar uma Faculdade de Medicina qualquer. Vou fazer daqui o melhor Centro de Educação Médica e de pesquisas científicas, no campo da medicina, do Hemisfério Sul. Hoje a FMRP é o maior centro de formação de médicos em nível de pós-graduação do País. Em 1963, foi secretário estadual de Saúde pública. De 1964 a 1965 foi o primeiro presidente do Conselho de Educação do Estado de São Paulo.

Logo após o Golpe Militar de 1964, foi nomeado reitor da Universidade de Brasília-UnB em substituição a Anísio Teixeira, cassado pelos militares. Fez o que pode para manter a estrutura inovadora da UnB, realizando inclusive gestões bem-sucedidas para libertar os professores que haviam sido presos durante a invasão do campus universitário por tropas da Polícia Militar e do Exército, em 9/4/1964. Apesar das limitações de verbas e das demissões de 13 professores e instrutores, o trabalho de implantação da UnB prosseguiu, segundo ele mesmo, com o intuito de “salvar a universidade da destruição”. Nessa lida, chegou a impedir o afastamento de indivíduos de alta qualificação, como Oscar Niemeyer e Almir Azevedo, acusados de subversão. Em certa ocasião foi chamado de “o reitor de direita que protegia as esquerdas”. Em 1965 pediu demissão do cargo devido ao impasse gerado pela contratação do professor Ernâni Maria Fiori, pensador católico gaúcho demitido da Universidade de Porto Alegre e aposentado com base no Ato Institucional nº 1 (9/4/1964). Foi substituído na reitoria da UnB por Laerte Ramos de Carvalho, mas continuou integrando o Conselho Diretor da Fundação Universidade de Brasília.

Em seguida, a convite do governador Laudo Natel, retornou a São Paulo para fundar a primeira universidade no interior do estado, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Nomeado reitor em 1966, lutou para reunir alguns dos melhores cientistas brasileiros para formar uma instituição de pesquisa sólida e respeitada, tornando a Unicamp numa das mais produtivas e respeitadas instituições de pesquisa da América. Sua filosofia de trabalho era simples até no modo de se expressar: “para funcionar uma universidade precisava primeiro de homens, segundo de homens, terceiro de homens, depois bibliotecas, depois equipamento e, finalmente, edifícios”. Assim, preocupou-se primeiramente com a contratação de pessoas capazes intelectualmente e com experiência pedagógica. Convidou cientistas e brasileiros que atuavam nos Estados Unidos da América e na Europa, e trouxe também professores estrangeiros.

No movimento de reivindicação das liberdades democráticas, mostrou-se favorável ao ressurgimento do movimento estudantil, lutou pela autonomia universitária e buscou a integração entre a universidade e a comunidade local. Aposentou-se em 1978, quando recebeu o título de reitor honorário. Na ocasião, manifestou-se favorável à reintegração dos professores e cientistas aposentados pelo Ato Institucional nº 5, sugerindo a imediata revisão de seus casos. Porém, anos depois, com o acirramento dos movimentos políticos, manifestou-se, em 1979, contra a reivindicação do movimento estudantil de retorno à legalidade da UNE-União Nacional dos Estudantes, afirmando que a entidade teria sua atuação desviada para questões alheias aos interesses universitários.

Ocupou diversos cargos públicos e civis, tais como membro do Conselho Federal de Educação, Conselho Curador da Fundação SEADE, Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Academia de Letras de Ribeirão Preto, Associação Paulista de Medicina, Associação Médica Brasileira, Sociedade de Biologia de São Paulo e da American Society of Parasitologistas. Foi também assessor para assuntos de educação e saúde do Grupo de Assessoria e Participação (GAP) do governo de São Paulo. Na vida acadêmica participou de vários congressos científicos, destacando-se como convidado da IV Conferência Internacional de Educação em Washington. Publicou 65 trabalhos de investigação científica no campo da parasitologia (helmintologia) em revistas americanas, inglesas, francesas e brasileiras. Faleceu em 9/2/1981 e foi homenageado com seu nome dado ao Campus da Unicamp e ao trecho da Rodovia SP-332. A Unicamp concede, anualmente, o Prêmio de Reconhecimento Zeferino Vaz a docentes ativos que atuam em regime de dedicação exclusiva e que tenham se destacado nas suas funções de docência e pesquisa.

21 outubro 2018 CHARGES

SPONHOLZ

MAURINO JÚNIOR – PAULO AFONSO-BA

Berto!!!

Essa arenga tá arretada, vum!!! Agora eu tô pra ver um cabra mái bruto e que desafiou o Boulos de Bosta a invadir qualquer propriedade alheia!!!

Vai vendo só o dermantelo!!!

E a raça ruim do Boulos de Bosta e do bando de desocupados que com ele anda, foram chamados de gato cuiudo!!!

Vôte!!!

Bóte pá torá na redondura e no ôco do mundo e pubrique esse video, vum!!!

Se não você vai sonhá se agarrando mai o lularápio e dando uns amaço na Dilmandioca!!!

Um abraço!!!

21 outubro 2018 CHARGES

AMARILDO

PESQUISAS BANÂNICAS

Comentário sobre a postagem TUDO CHUTE

Gerhard Gade:

“No verão europeu costumo passar uma temporada na Alemanha, onde trabalhei mais de 30 anos.

Antes das eleições, quando se faz pesquisa, você pode conferir a pesquisa com os resultados pós eleição.

A diferença é minima (2 a 3 dígitos), mesmo nas eleições atuais na era digital.

Por que no Brasil isso é diferente?

Manipulacao? Incapacidade?”

* * *

21 outubro 2018 CHARGES

RICARDO MANHÃES

21 outubro 2018 DEU NO JORNAL

ALTA ANSIEDADE

J.R. Guzzo

Muita coisa pode ser dita sobre as eleições presidenciais que chegam daqui a pouco ao seu turno decisivo, mas um dos pouquíssimos pontos em que todos estariam de acordo, talvez o único, é que nunca se viu na história deste país uma disputa política que deixasse tanta gente à beira de um ataque de nervos. Um ou outro dinossauro que estava vivo nas eleições de Getúlio Vargas em 1950, Juscelino Kubstichek em 1955 ou de Jânio Quadros em 1960, certamente dirá: “Não, não me lembro de ninguém, na época, que tenha tido algum surto de neurastenia tão desesperado por causa de eleição como esses que a gente vê hoje todo o santo dia”. Depois disso houve sete eleições seguidas para presidente ─ a que elegeu Fernando Collor, as duas de Fernando Henrique, mais as duas de Lula e, enfim, as duas de Dilma Rousseff. Saiu muita faísca, é claro, houve muito bate-boca e xingatório, e muita mãe acabou sendo posta no meio, mas em geral foi mais gritaria de torcida do que briga com fuzil AK-47 no alto do morro. Nem Dilma foi capaz de gerar a ira radioativa que explode agora do Oiapoque ao Chuí por causa de Jair Bolsonaro e Fernando Haddad ─ e olhem que Dilma não é fácil, em matéria de despertar os instintos mais primitivos do eleitorado, como poderia dizer o ex-deputado Roberto Jefferson. E antes disso, em momentos remotos da nossa história política ─ será que não teria havido alguma campanha tão enfurecida quanto a atual? Antes disso, para falar a verdade, não havia eleições que pudessem ser realmente chamadas de eleições; o New York Times ou o Le Monde de hoje jamais aceitariam, por exemplo, as eleições de um Campos Salles ou um Washington Luís. Mais atrás no tempo, então, já se começa a falar no Regente Feijó ou em José Bonifácio ─ e aí é que ninguém sabe mesmo de absolutamente nada.

O fato é que estamos vivendo momentos sem precedentes de “nervosia” ─ palavra de uso antigo, mas muito precisa, para descrever essa atmosfera de irritabilidade, impaciência e hostilidade geral que se levanta hoje em dia a cada vez que o cidadão diz que vai votar em Bolsonaro ou Haddad. Em geral, as brigas de campanha costumam se limitar aos próprios candidatos. Hoje, emigraram com mala e cuia para o meio de uma boa parte dos eleitores. É entre eles, e não nos palanques ou “debates” na televisão, que está havendo agora derramamento de sangue ─ inclusive de sangue mesmo. Não é preciso, para acender a banana de dinamite, gritar “Mito!” no meio de um ajuntamento petista, ou de vir com um “Lula Livre!” na comissão de frente de um bloco bolsonarista. O desastre, nesta campanha de 2018, pode acontecer no aconchego do seu próprio lar. Você diz que vai votar num ou no outro, e dali a pouco está formado um barraco rancoroso em sua casa, com a súbita troca de ofensas, palavras malvadas e ressurreição de velhos ressentimentos, no que deveria ser um churrascão inofensivo de domingo. Amigos se desentendem feio com velhos amigos. Há brigas de pais com filhos, de irmãos com irmãos, de mulher com marido. Familiares rompem relações, colegas de trabalho viram as costas uns para os outros e se fecham em suas próprias trincheiras. Falar de política, em suma, virou um perigo.

Os rompantes mais curiosos de neurose se multiplicam por todos os lados. Uma senhora foi notada no facebook fazendo um anúncio aflito: “Hoje, eu tive de dar um block na minha tia de 78 anos!”. Uma jornalista-celebridade de São Paulo denunciou em seu jornal, com a gravidade reservada às notícias de grande impacto, que tinham sido feitas pichações racistas no banheiro de um colégio chique ─ isso mesmo, rabiscaram a parece do toalete da moçada. Quem jamais ouviu falar de uma coisa dessas? A dona de um restaurante paulistano teve a ideia de exibir na internet uma foto, tirada junto com a sua equipe, mostrando o dedo do meio para os bolsonaristas. Amizades intensas formadas nas redes sociais explodem antes que as pessoas tenham tido tempo de se conhecer. Lulistas são chamados de esquerdopatas. Quem vota em Bolsonaro é fascista ─ embora 80% dos que fazem essa acusação não tenham a menor ideia do que estão falando. Não optar nem por um nem por outro, então ─ não seria uma defesa? Esqueça. Nesse caso você será acusado de “isentão”, e muita gente fica irritadíssima quando é chamada de “isentão”. O ambiente deveria estar bem mais calmo, pois até a véspera da eleição todas as “pesquisas” garantiam a mesma coisa: Bolsonaro perderia para qualquer outro candidato no segundo turno. Mas está dando o contrário. Aí vira nervosia pura.

21 outubro 2018 CHARGES

DUKE

ISAQUIAS SABINO – ITABUNA-BA

Sr. Editor,

Peço que publique este vídeo no Jornal da Besta.

O Mito desmascara e arrasa os mentirosos que tentam sujar seu nome.

Um grande abraço.

21 outubro 2018 CHARGES

YKENGA


© 2007 - 2018 Jornal da Besta Fubana | Uma gazeta da bixiga lixa