28 novembro 2017 FULEIRAGEM

FRANK – A NOTÍCIA (SC)

TÁ A FIM DE SAMBAR?

* * *

01 – Depois do prazer – (Chico Roque/Sérgio Santana) – SPC – 1998 Depois Do Prazer
02 – Eu menti – (Pedrinho da Flor/Adalto Magalha) – Razão Brasileira – 1993 Eu Menti
03 – Lá vem o negão – (Zelão) – Cravo e Canela – 1993 La Vem O Negao
04 – Pau que nasce torto – (Bieco/Cau Lima/Cicinho) – Gera Samba – 1995 Pau Que Nasce Torto
05 – Só pra contrariar – (A.Guineto/A.Cruz/Sombrinha) – Fundo de Quintal – 1986  So Pra Contrariar
06 – Me leva junto com você – (Gabú) – Raça Negra – 1995 Me Leva Junto Com Voce
07 – Morango do nordeste – (F.Alves/Walter de Afogados) – Karametade – 2000 Morango Do Nordeste
08 – O pinto – (André Neves/Denny) – Raça Pura – 1998 O Pinto
09 – No zig-zag do seu bum bum bum – (S.Benchimol/A.Maia) – Grupo Raça – 1993 No Zig-zag Do Seu Bum Bum Bum
10 – Na boquinha da garrafa – (E.Sacramento/Willys) – Cia. do Pagode – 1995 Na Boquinha Da Garrafa
11 – Bagulho no bumba – (Beto Demoreux) – Os Virgulóides – 1997 Bagulho No Bumba
12 – Caçamba – (Efson/Odibar) – Grupo Molejo – 1994 Caçamba
13 – Bom bocado – (Leandro Lehart) – Art Popular – 2000 Bom Bocado
14 – Cohab City/Vem pra cá – (Netinho de Paula) – Negritude Jr. – 1995 Cohab City-vem Pra Ca
15 – Por um amor tão lindo – (Lula/Luis Pintor/Jairo) – Exaltasamba – 1992 Por Um Amor Tão Lindo
16 – Tá a fim de sambar? – (Bigode/Waguinho) – Os Morenos – 1998 Ta A Fim De Sambar

28 novembro 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

28 novembro 2017 PERCIVAL PUGGINA

VEM AÍ O MINISTÉRIO DOS ESTADOS?

É uma ironia, mas que fazer se nossa Federação virou uma coisa ridícula?

* * *

Em O Espírito das Leis (1746) Montesquieu recomendou que as repúblicas, para fins de segurança contra inimigo externo, adotassem o modelo da Federação, ou seja “uma convenção pela qual vários corpos políticos consentem em se tornarem cidadãos de um Estado maior que querem formar”.

Foi nesse ânimo que, 30 anos mais tarde, as 13 colônias inglesas na América se organizaram na Convenção de Filadélfia e constituíram os Estados Unidos. Entre as características da nova nação se incluía a preservação das autonomias dos estados, integrados a um corpo nacional para fins comuns. Um século e pouco depois, na primeira constituinte republicana, o Brasil adotaria o mesmo modelo, em tom mais moderado. Abandonou, então, o regime monárquico e a forma unitária de Estado.

De lá para cá, se existe uma vocação percebida na história da nossa república, é a vocação para federalismo na teoria e para centralismo na prática. Nossa Federação não esconde suas tendências suicidas. “Todo poder à União!”, parecem bradar quantos chegam à presidência da República. E a corte da burocracia federal aplaude em pé. Poder centralizado, político e financeiro, sistemas únicos, programas nacionais, serviços federais, bases nacionais comuns, parecem ser melhor do que mulher, do que doces portugueses e do que uísque aged 30 years.

A relação entre democracia e descentralização é autoevidente. Pelo viés oposto, quanto mais centralizado o poder, mais ele avança na direção do autoritarismo ou, mesmo, do totalitarismo.

A Constituição de 1988 reafirmou o compromisso com a intenção federativa a ponto de incluir os municípios como entes federados, concedendo-lhes autonomia política, administrativa e financeira. Até parece. O que se viu a partir daí foi uma re-centralização, acompanhando a deterioração fiscal dos entes federados.

Melhor e mais destapado exemplo disso aconteceu no dia 1º de janeiro de 2003 quando Lula, num de seus primeiros atos como presidente da República, criou um Ministério das Cidades, que logo se tornaria a cereja do bolo na mesa central do poder. É o ministério pelo qual todos brigam e o que maior poder de barganha tem no jogo do poder, pois dele sai o dinheiro para obras e programas municipais. Acaba de se tornar posto de provimento por indicação do presidente da Câmara dos Deputados.

A centralização estimula a corrupção e as más práticas políticas. Ademais, a dependência induz o dependente à irresponsabilidade. A falência dos entes federados brasileiros e o suicídio da Federação pode acabar gerando um Ministério dos Estados, onde se entregarão os dedos porque os anéis já foram. É preciso deixar de lado a desídia segundo a qual, como tenho tantas vezes afirmado, “está tudo errado, mas não mexe”, e repactuar o Brasil. A situação está para lá de ridícula.

28 novembro 2017 FULEIRAGEM

J. BOSCO – AMAZÔNIA JORNAL (PA)

28 novembro 2017 A PALAVRA DO EDITOR

O DATABESTA CONTINUA NA RUA

Termina hoje mais uma pesquisa escrota do JBF.

Se você ainda não deu o seu pitaco, vá aí do lado direito da tela e cumpra o seu dever fubânico.

Todo aquele que votar, terá uma excelente semana.

Já os que se omitirem…Num sei não…

O desmantelo vai ser grande.

28 novembro 2017 FULEIRAGEM

NICOLIELO – JORNAL DE BAURU (SP)

ILUSTRES PERNAMBUCANOS – XLVII

Frei Caneca 1779-1825

Frei Joaquim do Amor Divino Caneca nasceu no Recife, em 20/8/1779, recebendo o nome de Joaquim da Silva Rabelo. Em 1796, aos 17 anos, tomou o hábito carmelita e aos 22, com licença do Núncio Apostólico de Lisboa, ordenou-se padre e adotou o nome Joaquim do Amor Divino, acrescentando o apelido Caneca, em homenagem a seu pai, o português Domingos da Silva Rabelo. Como era “tanoeiro”, fabricante de canecas de flandres, daí o apelido de “Caneca”.

Em 1803 foi nomeado professor de Retórica e Geometria de seu convento, onde lecionou posteriormente Filosofia racional e moral. A partir de certo momento, o “seu interesse extrapolou os muros do claustro, como indica seu provimento na cadeira pública de geometria da comarca de Alagoas“. Ali permaneceu pouco tempo, dada a perspectiva de nomeação para idêntica cadeira no Recife, a qual não se concretizou devido a eclosão da Revolução de 1817. Partidário do liberalismo e ideais republicanos, frequentou a Academia do Paraíso, um dos centros de reunião daqueles que, influenciados pela Revolução Francesa e pela independência dos EUA, conspiravam contra o jugo português.

Foi um dos próceres do movimento de emancipação brasileira, que levou à independência. Muito combativo, lutava contra o despotismo e as relações de dependência que caracterizavam o período o colonial. Nessa época o Recife estava dominado pelos sentimentos liberais. Padres, militares, e maçons uniram-se pela emancipação política do Brasil. Frei Caneca, Padre Roma, Domingos José Martins, Abreu e Lima entre outros, preparavam o levante em 6 de março, que conduziu à Revolução Pernambucana de 1817. O movimento foi vitorioso apenas por 74 dias. Seus líderes foram mortos, outros presos e alguns levados para Salvador. Dentre os quais Frei Caneca e Abreu e Lima. Conta a história que “Com uma pesada corrente de ferro no pescoço o prisioneiro ia andando devagar. Estava descalço, usava uma batina suja e rasgada, vigiado por soldados bem armados. Em direção ao porto, caminhava em silêncio”. A Revolução Pernambucana tinha sido esmagada, mas a ideia de libertar a província do poder central estava cada vez mais viva. Sua atuação, segundo a acusação, teria sido como capitão de guerrilhas, o que lhe valeu quatro anos de prisão em Salvador.

Depois de quatro anos preso, obteve o perdão Real reivindicado pelo movimento constitucionalista de Portugal. Enquanto preso, dedicou-se a redação de uma Gramática da língua portuguesa. Neste período, aproveitou para traduzir o texto francês “O espelho das mulheres ou a Arte de Realizar, por meio das Graças, os Encantos da Formusura”. Consta que o Frei não aceitava o celibato e chegou a ter três filhas. Traduziu, também, o texto da Enciclopédia Britânica “História da Franco-Maçonaria”. Libertado em 1821, regressou ao Recife, onde passou a lecionar geometria elementar. Em seguida foi professor de retórica e filosofia em Pernambuco e Alagoas. Escreveu, em 1822, “Dissertação sobre o que se deve entender por pátria do cidadão” e “De um cidadão e deveres deste para com a mesma pátria e, em 1823, O caçador atirando à arara pernambucana” e as “Cartas de Pítia a Damão, Tratado de eloquência e História da Província de Pernambuco“.

Além de professor e escritor, exerceu a função de jornalista. Em 1823, fundou o jornal semanal “Typhis Pernambucano”, um veículo usado para criticar a situação política e atingir as massas, esclarecendo-as sobre a defesa dos seus direitos. É sabido que a Independência do Brasil, proclamada em 1822, não foi aquela preconizada pelos revoltosos de Pernambuco. A outorga da constituição de 1824 e a demissão de Manuel de Carvalho Pais de Andrade, chefe da Junta Governativa Provincial (de Pernambuco), foi o estopim da revolução conhecida como “Confederação do Equador” e que obteve apoios setoriais na Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará. Para muitos historiadores, esta rebelião foi um prolongamento da Revolução Pernambucana.

Frei Caneca foi seu principal líder. Seu jornal, que circulou de dezembro de 1823 até agosto de 1824, foi sua arma que alimentava as ideias revolucionárias. “Quem bebe da minha caneca tem sede de Liberdade” dizia Caneca. É preciso salientar que ele depositava alguma confiança no império constitucional, conforme pode ser verificado no Sermão de aclamação de D. Pedro I. Porém a partir do momento em que o imperador convoca o exército, fecha a Assembleia Constituinte e impõe o seu próprio projeto de Constituição, seus ideais libertários são feridos e ele passa a exercer, sobretudo através de sua pena, todo o seu poder combativo. Irritou-se quando dom Pedro, na fala do trono à Constituinte, depois da separação, prometeu defender a pátria e a Constituição, caso esta seja “digna do Brasil e de mim”. Com o fracasso da rebelião, retirou-se para o interior, na companhia de parte das tropas. Nesta ocasião escreveu o “Intinerário de uma viagem ao Ceará”.

Ainda em 1824, foi preso no Ceará e submetido a julgamento pela Comissão Militar, sendo condenado à morte por enforcamento. Os carrascos designados se recusaram a executá-lo e a pena foi modificada para fuzilamento, que veio a ocorrer no Forte das Cinco Pontas, em 13/1/1825. Sua execução foi realizada por um pelotão comandado pelo brigadeiro Lima e Silva, pai do futuro Duque de Caxias, patrono do Exército Brasileiro. Na ocasião, demonstrou grande serenidade e coragem e sua morte foi cercada de uma auréola mística e heroísmo pelo povo pernambucano. Sua história e legado foram reconstituídos pelo historiador Evaldo Cabral de Melo, no livro Frei Joaquim do Amor Divino Caneca, publicado pela Editora 34, em 2001. O livro integra a coleção “Formadores do Brasil”, dirigida por Jorge Caldeira, e que tem por objetivo resgatar obras fundamentais do pensamento sobre a Nação brasileira. Trata-se de uma figura pouco estudada na historiografia brasileira, mas que foi, além de importante revolucionário, um dos pensadores políticos mais consistentes de seu tempo.

Muito antes, entre 1875 e 1876 ocorreu a publicação póstuma das Obras Políticas e Literárias de Frei do Amor Divino Caneca, organizadas por Antonio Joaquim de Melo. A bibliografia sobre Frei Caneca é tão vasta quanto seu desconhecimento público. Agora há pouco, um programa de TV de São Paulo, fez uma enquete na Rua Frei Caneca, próximo ao shopping do mesmo nome, para saber se as pessoas sabiam quem era o dito cujo. Ninguém sabia. Em Pernambuco, claro, ele é mais conhecido. Em 1982, o governo do estado encarregou Cícero Dias da execução de uma pintura sobre sua vida. A encomenda requer que o artista traduza em imagens a saga de um dos mais respeitados heróis pernambucanos. Cícero decidiu contá-la através de dois painéis, cada um deles contendo 12 telas expostas na Casa de Cultura do Recife, as quais podem ser vistas abaixo.

Em 1984, João Cabral de Melo Neto escreveu O Auto do Frade, contando a história do último dia de Frei Caneca. No auto, temos seu cortejo por toda a cidade de Recife, como numa procissão, até ser fuzilado, finalmente, longe dos olhos do povo. Segue abaixo, alguns trechos do poema:

Acordar não é de dentro,
acordar é ter saída.
Acordar é reacordar-se
ao que em nosso redor gira.
Por que será que ele não fala,
nem diz nada sua boca muda?
Senhor que ele foi das palavras,
não há uma só que hoje acuda.
– Parecia que estava bêbado.
Era álcool ou sua desrazão?
– Bêbado da luz do Recife:
fez esquercer sua aflição.
– Mas pareceu falar em versos.
É isso estar bêbado ou não?
– Mesmo sem querer fala em verso
quem fala a partir do coração.
– Eu era um ponto qualquer
na planície sem medida,
em que as coisas recortadas
pareciam mais precisas,
mais lavadas, mais dispostas
segundo clara justiça.
Sei que traçar no papel
é mais fácil que na vida.
Sei que o mundo jamais é
a página pura e passiva.
O mundo não é uma folha
de papel, receptiva:
o mundo tem alma autônoma,
é de alma inquieta e explosiva.

Risco nesse papel praia,
em sua brancura crítica,
que exige sempre a justeza
em qualquer caligrafia;
que exige que as coisas nele
sejam de linhas precisas;
e que não faz diferença
entre a justeza e a justiça. (p. 37)

– Veio andando calmo e sem medo,
ar aberto de amigo, e brando.
– Não veio desafiando a morte
nem indiferença ostentando.
– Veio como se num passeio,
mas onde o esperasse um estranho. 
– É um homem como qualquer um,
e profeta não se pretende.
– É um homem e isso não chegou:
um homem plantado e terrestre.
(…)
Viveu bem plantado na vida,
coisa que a gente nunca esquece.

– Esperar é viver num tempo
em que o tempo foi suspendido.
– Mesmo sabendo o que se espera,
na espera tensa ele é abolido.
– Se se quer que chegue ou que não,
numa espera o tempo é abolido.
– E o tempo longo mais encurta
o da vida, é como um suicídio.

28 novembro 2017 FULEIRAGEM

RONALDO – JORNAL DO COMMERCIO (PE)

ÊITAAAAAAAA!

28 novembro 2017 FULEIRAGEM

PASSOFUNDO – CHARGE ONLINE

SEGOVIAS

Segovia (Andrés Segovia) foi primeiro marquês de Salobreña, na Espanha, mas não foi por isso que se celebrizou. Tido como o “Pai do Violão Moderno”, dizem-no haver resgatado o instrumento das mãos dos ciganos flamencos, armando um repertório clássico que tirou o violão das esquinas para as salas de concerto, e trocado os trajes despojados pelo elegante rigor. Basta dizer que, com o transcorrer do tempo, diversos compositores eruditos consagrados fizeram obras especificamente para ele, a exemplo de Turina, Villa-Lobos e Castelnuovo-Tedesco, enquanto o maior violoncelista do mundo, Pablo Casals, era um dos grandes admiradores da sua arte.

Amante do instrumento desde os aos quatro anos de idade, quando tangia as cordas de um violão ainda imaginário, adulto ele o elevou concretamente, ao status do piano e do violino.

Aos dezesseis anos vieram suas primeiras apresentações e o primeiro concerto profissional, em que tocou transcrições de Francisco Tárraga e algumas obras de Bach.

O violão começava a ganhar o mundo, deixara de ser visto exclusivamente como popular, mas sim como um instrumento qualificado para tocar também música erudita.

Vieram turnê pela América do Sul, apresentações em Londres, Paris, Moscou e outras cidades europeias…
Segovia (Fernando Segovia) é o novo diretor geral da Polícia Federal.

Da mesma forma que o Segovia (Andrés) foi incansável na elevação do instrumento musical, Segovia (Fernando Segovia) assegura que, com o instrumento legal, realizará um combate incansável à corrupção, esse flagelo que enlameia o Brasil.

É o que se espera.

28 novembro 2017 FULEIRAGEM

CLAYTON – O POVO (CE)

28 novembro 2017 MEGAPHONE DO QUINCAS


MULHERES CANTORAS E COMPOSITORAS DE PERNAMBUCO – TECA CALAZANS

Teca Calazans

Nascida no Espírito Santo, neta de maestro, filha de uma bandolinista e irmã de pianistas, Teca Calazans conviveu com a música desde cedo.

Foi criada no Recife-PE, onde começou a estudar violão. Interessou-se pela música local, como as cirandas, cocos, xangôs e fez contatos importantes com a Banda de Pífaros de Caruaru.

Ao estudar arte dramática, fundou em 1964, com outros atores e artistas pernambucanos o “Grupo Construção”, que apresentava teatro e música, contando com figuras como Geraldo Azevedo e Naná Vasconcelos.

Em 1967, gravou seu primeiro disco, um compacto simples pela Rozenblit (Mocambo) com “Aquela Rosa” (Geraldo Azevedo e Carlos Fernando) e “Cirandas”, pesquisa e adaptação de Teca -, canção que popularizou a figura de Lia de Itamaracá.

Em 1968 mudou-se para o Rio de Janeiro, onde trabalhou como atriz no “Opinião” e na TV Globo.

Ano seguinte, viajou para a França, onde conheceu Ricardo Villas, formando a dupla Teca & Ricardo.

Gravaram cinco LPS na França, entre eles “Musiques et Chantes du Brésil”. A dupla voltou ao Brasil em 1979 e gravou dois LPs pela EMI, “Povo Daqui” (1980) e “Eu Não Sou Dois” (1981).

Desfeita a dupla, Teca retomou a carreira solo, tendo músicas gravadas por Milton Nascimento, Gal Costa e Nara Leão. Em 1982, gravou o LP “Teca Calazans” e, no ano seguinte participou do Projeto da Funarte, em memória aos 80 anos de Mário de Andrade, que resultou no LP “Mário, 300,350”, no qual interpreta repertório folclórico. Teca fez “Mina do Mar”, em 1984 e, em 1988, participou do projeto “100 anos de Heitor Villa-Lobos”, registrado no disco “Villa-Lobos – Serestas e Canções – Intérprete Teca Calazans”, lançado nos mercados europeu e norte-americano. No mesmo ano, fez “Intuição”, disco independente com direção musical de Maurício Carrilho, lançado na Europa em 1993.

“Caicó”, com Teca Calazans e participação de Dominguinhos

Teca voltou à França em 1989, onde passou a morar definitivamente. Lá, lançou os CDs “Pizindin” – 100 anos de Pixinguinha” (1990) e o “Samba dos Bambas”, com o “Trio”, apresentando obras de compositores clássicos do samba” e “Firoliu” (1996), predominantemente autoral.

Em 2002, lançou, ao lado de Elomar, Xangai, Pena Branca e Renato Teixeira, o disco “Cantoria Brasileira.

“Secretário do Diabo”, de Osvaldo Oliveira e Reinaldo Costa, com Teca Calazans e Heraldo do Monte

Suas mais recentes obra-prima foi o CDs “Teca & Heraldo do Monte, gravado em 2003, e “Impressões Sobre Maurício Carrilho e Meira”, de 2017.

Terezinha João Calazans – Teca Calazans nasceu em Vitória-ES, em outubro de 1940. Criadora, pesquisadora, parceira de grandes poetas e músicos, de apurado gosto musical, Teca cantou de tudo e de tudo o melhor que pode tirar: ouvir “Aquele Rosa” e “Se Você Jurar”, de Ismael Silva, mostra o ecletismo e inquietação desta grande cantora brasileira.

Se você Jurar, de Ismael Silva, Nilton Bastos e Francisco Alves

Semana que vem, tem mais..

28 novembro 2017 FULEIRAGEM

MICHELÂNGELO – CHARGE ONLINE

28 novembro 2017 DEU NO JORNAL

CAMINHO DIRETO DO CORRUPTOR PARA O CORRUPTO

A propina que a Odebrecht pagou para Lula na reforma do sítio de Atibaia aparece nas planilhas da empreiteira com o codinome “direto para obra”.

Segundo o Valor, os dados sobre os pagamentos foram analisados pelos peritos da PGR, a partir do sistema Drousys, e encaminhados à Lava Jato em Curitiba.

* * *

A expressão propináica “direto para obra“, ou seja, dinheiro direto da Odebrecht pro sítio de Lula, vai ser substituída em breve futuro por “direto pra cadeia“.

Dois comparsas banânicos; um preso e o outro ainda solto…

28 novembro 2017 FULEIRAGEM

FRANK – A NOTÍCIA (SC)

DURANTE UMA BREVE ETERNIDADE…

Lágrimas que riem, razões para acreditar – um filme…

Nos corredores esquerdo e direito do recinto as grandes portas laterais ainda estão todas abertas, e no interior daquele “livro em movimento” as poltronas vermelhas somente aos poucos se vão preenchendo, sendo ocupadas. À frente uma imensa cortina encobre ainda uma branca e enorme tela, uma muito larga e curva tela de aflorar sentimentos, aguçar imaginações, acender ilusões e despertar tantos sonhos… Que lugar!!! Que bom ritual e motivo pra sair de casa! Que novo estado d’alma!!! Que bela “atmosfera” traz o cinema…

E já no por enquanto que antecede -com sabor de pipocas, refrigerantes e doces- aquela “suspensão do real”, aquele entretanto da vida que logo logo será “estrelado”, partindo lá do alto daquelas paredes sonoras, os alto-falantes ressoam e propagam, para impacientes ouvidos, músicas-promessas… É como se dissessem: ouçam-me, this Is My Song!

…”I know why the world is smiling /Smiling so tenderlyIt’s hears the same old story /Throught-out eternity Love, this is my song.” …

Uma espera-desejo, um anseio fortíssimo toma conta… E as luzes se apagam, e fiat lux! Mesmo em sendo apenas um breve espetáculo contra o breu da impermanência, são feixes-feitiços de luz para distrair as sombras do mundo e seus cotidianos… Começa outra trilha sonora…

Sim, uma luz que alumia a descrença e se projeta feito páginas-fantasias de imagens “vivas”, uma mágica vontade de acreditar, apesar das precariedades daquelas “verdades”… E faz-se ali como que um momento quase vero, assim, contra a inexatidão da vida…

Mas do exato amor, o que esperar?

Como se sabe, logo mais o pano será descerrado e haverá um princípio. E é certo, haverá também um último beijo e derradeiro suspiro; então: The End, fim do sonho, fim da emoção. E agora todos saíram de cena…

O tempo, este aqui, tem mesmo seu tanto de acontecer e se cumprir como tudo que é provisório, como tudo nesse nosso estar que mal chega e já se vai. Tendo seus dias contados desde o começo, esse relâmpago de ser principiou junto ao próprio mundo veloz, sendo ele a própria rapidez tão sem apelo e surda…

Bem assim também é o mesmo palco onde vivemos e nos percebemos. E onde sabemos que tudo passa, mesmo!

Talvez no além-eras, quando teremos um corpo-alma que já não estará sujeito ao fim e que desconhecerá a sensação destas horas incessantes… Quem sabe um dia…

No filme da vida de cada um, uma dedicatória em silêncio e intimamente guardada: sim, foi tudo um sonho, um sonho lindo que sonhei, sempre inspirado em ti…

O que fica na lembrança, afinal? O que é o dinheiro – pago na bilheteria – diante dos travos nos dentes e os queixos tão trêmulos, os nós na garganta, os soluços querendo chorar? Diante do desejar infinitamente voltar àquelas cenas? Do ansiar reviver como um sonho próprio, poder permanecer, entender que é preciso sempre e sempre cuidar da gentileza? Eternizar o seu momento inspirado…

E assim o amor, apenas ele, é quem permanece dando sentido a tudo, principalmente à esperança…

28 novembro 2017 FULEIRAGEM

JORGE BRAGA – O POPULAR (GO)

28 novembro 2017 EVENTOS

É HOJE! – PARA OS FUBÂNICOS DO RECIFE – LANÇAMENTO DE LIVRO


© 2007 Besta Fubana | Uma gazeta da bixiga lixa