SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

DEU NO X

ALEXANDRE GARCIA

LULA NÃO RESISTE À OPORTUNIDADE DE PROVOCAR DONALD TRUMP

lula indonesia trump

Lula recebe homenagem na Indonésia e provoca Donald Trump sobre uso de moedas locais no comércio

Está repercutindo muito no Rio Grande do Sul o indiciamento, pela Polícia Civil, de uma pré-candidata ao governo do estado na eleição do ano que vem. Juliana Brizona é neta de Leonel Brizola e foi deputada estadual pelo PDT. A Juliana Brizola. Ela cuidava da avó – imagino que seja a avó materna, Doris Daudt, cujo marido, se não me engano, era oficial da Força Aérea Brasileira e foi punido pela Revolução de 64; ela foi indenizada, ganhava R$ 25 mil de pensão e recebeu também uma indenização de R$ 1,8 milhão.

Essa senhora, que hoje está com 99 anos, estava com saldo negativo no banco e um tio da Juliana parece que se queixou na polícia, perguntando onde estaria o dinheiro da mãe. E assim a polícia indiciou a neta, responsabilizando-a pelo sumiço do dinheiro e enquadrando-a no artigo 102 do Estatuto do Idoso, pelo qual meter a mão em pensão de idoso é crime. É exatamente o que uma CPI mista no Congresso Nacional está investigando: um crime hediondo na Previdência, que roubou R$ 6 bilhões e vitimou 2,3 milhões de idosos. Juliana Brizola disse que não fez nada disso, que apenas cuidava da avó, mas vai ter de explicar onde foi parar o dinheiro que a avó ganha. Muita repercussão por causa do sobrenome.

* * *

Lula provoca Trump mais uma vez; está querendo fugir de um encontro cara a cara?

Lula está em Jacarta, capital da Indonésia, e recebeu uma homenagem na quinta-feira; estava lá, de camisa estampada – todos com camisas de fundo meio verde, e ele com uma camisa estampada de fundo vermelho. Parece que a homenagem veio dos empresários que ele levou para lá, porque havia uma Câmara de Comércio reunida. Mas o importante é que ele voltou a fazer declarações que certamente desagradam os Estados Unidos: disse que os negócios comerciais entre Indonésia e Brasil serão feitos com as moedas locais. Eu fico imaginando o Brasil usando a rupia indonésia; nós não conseguiremos fazer outra coisa a não ser negociar com a própria Indonésia, ou no máximo com algum país vizinho. Um real vale 45 rupias indonésias. São coisas de Lula, tudo para alfinetar, para irritar Donald Trump, para justificar que não haja encontro no dia 26, quando os dois estiverem na Malásia – não sei se Trump confirmou a ida ou não –, para o encontro anual de 11 países do Sudeste Asiático.

* * *

Juiz aposentado sugere mudanças na lei penal que tornariam a anistia dispensável

Um experiente juiz criminalista que está aposentado agora, mas foi titular da Vara de Execuções Criminais da capital do país, Everardo Ribeiro, tem uma ideia que vale a pena considerar. São simples mudanças de redação em duas letras do Artigo 359 do Código Penal. Uma exige a efetiva e essencial companhia de arma de fogo para alguém que seja condenado por golpe de Estado. Outra propõe que, para alguém ser condenado por ameaça pública, tem de ter explosivo ou artefato bélico.

Com essas simples mudanças, nem precisariam fazer uma lei de anistia; os condenados já poderiam entrar com habeas corpus. Se o Congresso Nacional se interessar por esse projeto, se ele tramitar e for aprovado, haveria mudança na lei penal; quando essa mudança beneficia o réu, a lei retroage em sua aplicação e qualquer habeas corpus faria com que o condenado fosse descondenado – aliás, descondenar alguém já não é novidade aqui no país. Mas isso seria feito pelo Congresso, não seria nenhuma agressão às decisões ou às condenações do Supremo; por isso, aparentemente, não deveria haver polêmica alguma.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

ÁLVARO SIMÕES – PORTO VELHO-RO

Mestre Berto:

Li no Facebook que o Descondenado desgovernador de Banânia estará sendo recebido em um país das estranjas num Palácio Presidencial cujo nome é MERDEKA.

Já vi muito nome de hotéis e Palácios que recebem esse Senhor.

Mas nunca fiquei sabendo de um cujo nome se adequa 100% ao nome do convidado.

R. Meu caro, dei uma olhada na internet e fiz uma rápida pesquisa.

Achei isso  aqui:

Não foi em um hotel chamado “Merdeka” que o presidente Lula se hospedou, mas sim no Fairmont Jakarta.

Ele visitou o Palácio Merdeka para um encontro oficial com o presidente da Indonésia, Prabowo Subianto.

O mal-entendido ocorre porque Merdeka é o nome do palácio, sede do governo indonésio, e não do hotel onde a comitiva se hospedou.

Tendo se hospedado num hotel ou tendo sido recebido num palácio Merdeka, tá tudo certo e nos conformes.

Uma coincidência que condiz com a realidade.

DEU NO X

JOSÉ PAULO CAVALCANTI - PENSO, LOGO INSISTO

CONVERSAS DE ½ MINUTO (47), CHARLAS PORTUGUESAS (1ª Parte)

Já de volta. Ir é bom mas voltar é melhor. Muito. E seguem mais conversas, agora sobre Portugal e afins, em livro que estou escrevendo (título da coluna). Homenagem, hoje, às Charlas (conversas) Portuguesas, romance epistolar de Soror Mariana Vaz Alcoforado e seu amor impossível com o cavaleiro francês Noel Bouton, Marquês de Chamilly, na Guerra da Restauração. Publicado, em 1669, por Lavergne de Guilleragges.

ALDEIA DE PIAS, freguesia de Monção (Alto Minho). Primeira página do Jornal de Notícias (Porto) fala em evento gastronômico que iria realizar-se, nos dias 17/18/19 de março de 2023, com essa manchete

‒ Monção quebra jejum de 3 anos e reedita Feira da Foda.

A localidade, hoje quase sem habitantes (76 hab/km2), voltou em 2021 a ter Código Postal; e, novamente, a constar dos mapas, de onde havia desaparecido. Só para lembrar, seu nome não vem dos túmulos que se veem à borda de um caminho local, sob arcos imemoriais, e sim de um convento de mulheres pias (piedosas) que havia no local, tornando ainda mais estranho esse nome da Feira. Nela, prato mais famoso é o cordeiro assado ao forno, servido sobretudo na Páscoa. Para evitar mal-entendidos, bom lembrar que a cidadezinha fica bem distante de outra, Cu de Judas, sem habitantes, na Ilha de São Miguel (Açores), perdida no meio do Oceano Atlântico.

Almirante AMÉRICO THOMAZ, 13º presidente de Portugal, último do Estado Novo; o mesmo que, logo depois da Revolução dos Cravos, acabou exilado no Rio. Se o Brasil teve um presidente (Jair) Messias, Portugal se gaba de um (Américo) Deus. Em conversa com o generalíssimo Franco, da Espanha, disse

A mi me gustam las cazadas (de animais, queria referir).

O espanhol não entendeu que caçada, na sua língua, é caceria. E tentou responder, a partir do que imaginou,

Ah, si? E las solteras, non?

ANA MARIA MACHADO, da ABL. No elevador da Rua de Santa Justa, que liga o antigo Convento do Carmo à baixa de Lisboa, fotografou bilhete que lhe deram quando pagou a passagem. Com Instruções para Viagem

– Ao viajar de pé, afaste as pernas e tenha-as bem plantadas. Segure-se com firmeza, sobretudo nas arrancadas e nas curvas.

E ficou sem entender. Que não havia bancos, no local, todos teriam mesmo que “viajar de pé”. E “curvas”, num elevador?

ANTONIO CEZAR PELUSO, ministro do Supremo. No Tavares Rico, mais antigo restaurante de Portugal. Um café de bilhar fundado (1784) por Nicolau Massa, convertido em restaurante (1823) pelos irmãos Joaquim e António Tavares. Lá se reuniam escritores da Geração de (18)70 – António Cândido, Carlos Félix, o Conde de Sabugosa, Guerra Junqueiro, Ramalho Ortigão, no grupo intitulado Os Vencidos na Vida. Liderado por Eça de Queiroz, que o definia como um Grupo Jantante. Todos sonhando influenciar o rei D. Carlos na construção de um novo Portugal. Até que veio o Regicídio (em 01/02/1908) quando tombou, D. Carlos, no terreiro do Paço, sob as balas de Manoel (dos Reis da Silva) Buíça e Alfredo (Luís da) Costa. Após o que seu grupo se desfez. Estavam o ministro e o desembargador (de São Paulo) Luiz Carlos Azevedo, com suas mulheres. Recebeu cardápio e, querendo agilizar os pedidos, perguntou ao maître

– O senhor teria outro?

– Não.

Apontou um, em mesa próxima,

– Estou vendo aquele ali.

– Pois é o mesmo.

ANTÓNIO COSTA, primeiro-ministro. Em Lisboa (às vésperas das eleições gerais de 30/01/2022) vi, num poste, cartaz com esse aviso aos motoristas

‒ Cuidado, zona de acidentes a 2.000 m.

Por baixo outro cartaz, com foto de António Costa e seu lema de campanha

‒ Continuamos a avançar.

APÓCRIFO DO POETA ALEIXO. Apócrifos são citações que não tem autenticidade comprovada. Assim é conhecido um do poeta popular (António Fernandes) Aleixo (1899-1949), guardador de rebanhos e cantor de feiras,

‒ Quando os olhos cansam
As pernas dançam
As peles crescem
Os colhões descem
O nariz pinga
E a piça minga
Deixa-te de bazófias
Que a missão está finda.

* * *

Igualmente do poeta Aleixo, está em Este livro que vos deixo, usando gerúndio (algo raro, num português), é essa quadrinha

‒ Há tanto burro mandando
Em homens de inteligência
Que, às vezes, chego pensando
Que a burrice é uma ciência.

Continue lendo

DEU NO X

RODRIGO CONSTANTINO

QUEM QUER TRABALHAR?

Indústrias acumulam milhares de vagas de emprego que não conseguem ser preenchidas

Compare essas duas reportagens relacionadas a trabalho:

1) Por que empresas de tecnologia estão adotando jornadas de 72 horas semanais? À medida que a corrida pela liderança em inteligência artificial se intensifica, as startups do Vale do Silício estão promovendo culturas radicais como a ’996′. […] A cultura do trabalho árduo que deu origem a grandes empresas de tecnologia, como Google e Amazon, está de volta. À medida que a corrida pela inteligência artificial se intensifica, muitas startups no Vale do Silício e em Nova York estão promovendo a cultura do trabalho árduo como um estilo de vida, ultrapassando os limites das horas de trabalho e exigindo que os funcionários trabalhem rapidamente para serem os primeiros no mercado.

2) PEC que propõe redução da jornada semanal de trabalho volta à pauta do Senado. Proposta prevê diminuição de 44 para 40 horas semanais sem redução salarial e gera debates sobre impactos econômicos e sociais. De autoria do então senador Paulo Paim (PT-RS), o texto está sob análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e deve passar por audiências públicas com representantes do governo, sindicatos e setor produtivo antes de seguir ao plenário. Embora o tema conte com o apoio de parte dos sindicatos e seja visto como um avanço social, a medida também é apontada como capaz de elevar custos trabalhistas, reduzir a competitividade e exigir reorganização produtiva em setores intensivos em mão de obra, como indústria, comércio e construção civil.

Agora pergunto: como pode o Brasil querer competir no mercado global? Enquanto os americanos ganham pelo que trabalham, sem décimo-terceiro, sem férias remuneradas, sem vale alimentação ou transporte, o Brasil petista quer reduzir jornada sem reduzir salário, ou seja, quer aumentar na marra os salários.

Isso afeta diretamente a produtividade das empresas. Um colega petista certa vez disse que se todas as ideias de Paulo Paim fossem adotadas, elas não caberiam no PIB! Haja demagogia! É a mentalidade marxista de que patrão explora o trabalhador, ignorando que a verdadeira luta de classes se dá entre patrão e trabalhador contra o Estado guloso e os sindicatos malandros.

O trabalhador americano não goza das “conquistas trabalhistas” que nossos trabalhadores brasileiros desfrutam, mas o fluxo é sempre de brasileiros tentando achar oportunidades nos Estados Unidos, ainda que de forma ilegal. Isso porque o trabalhador americano recebe, sem média, cinco vezes mais do que o brasileiro, devido a uma produtividade muito maior.

O americano não teme o trabalho, pois sabe que dele depende seu sucesso na vida. Já o brasileiro aprende que sindicatos e governos criam benesses artificiais, e que é possível ganhar mais com “jeitinho”. O resultado é a baixa produtividade, além do alto desemprego e absurda informalidade. Não existe almoço grátis!

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

PROMOÇÕES E EVENTOS