DEU NO X

ALEXANDRE GARCIA

O DISCURSO DE LULA

Ontem foi a reabertura dos trabalhos do Poder Judiciário, do Supremo e do Congresso Nacional. Eu já disse aqui e vou repetir, você que é dono de loja, de indústria, você fechou ou você continua pagando imposto? Pois é, você continua trabalhando. Na democracia não há alguns que sejam mais iguais que os outros. Alguns são eleitos, são escolhidos para pilotar o Estado brasileiro para servir àqueles que pagam impostos, só pra gente lembrar. Lula não foi à reabertura do Congresso. Ele foi à reabertura do Supremo, onde deu uma manchete para agência oficial, que eu até interpretei diferente do que ele queria dizer.

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Lula no Supremo, código de ética na gaveta

A manchete diz: ”Brasil é maior que golpistas”. Lula disse isso. Ele disse que a esperança é renovada, porque o Brasil é maior do que golpistas ou traidores da pátria. Os golpistas deram golpe de R$ 42,8 bilhões na Petrobras, lá no Petrolão. E são traidores da pátria porque querem usar empresas estatais ou de economia mista, que são do Estado brasileiro, que são do povo brasileiro, não há dúvida. E a novidade lá do Supremo é que Fachin escolheu Carmen Lúcia para ser a relatora de um código de ética. É só importar o código de ética da OAB de São Paulo e está tudo resolvido. Fachin reconhece os erros. É coisa que eu já falei para vocês, é que ele disse que agora é preciso fidelidade absoluta à Constituição, clareza de limites e responsabilidade institucional. Reconheceu tudo o que está faltando.

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Lindbergh sai, Uczai entra

Lula não foi à reabertura do Congresso. Nem valia a pena ouvir os discursos mesmo. Tudo discurso do óbvio, principalmente do Alcolumbre. Mas a novidade é na Câmara dos Deputados, quando Lindbergh Faria – com o qual o presidente da Câmara disse que não conversaria mais –, sai da liderança do PT, e entra um catarinense, formado em teologia, o deputado Pedro Uczai. Ele já está, acho que no terceiro ou quarto mandato, há 15 anos na Câmara dos Deputados. Começou na política em 1995, como deputado estadual, já foi prefeito de Chapecó. Então, tem muito mais experiência lá.

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R$ 10 trilhões de dívida

Bom, mas o que eu queria falar para vocês também é questão do nosso dinheiro, dos nossos impostos. O déficit do Governo Federal chegou a R$ 61,690 bilhões. Os estados e municípios tiveram superávit, e aí diminuíram o déficit das contas públicas em R$ 9,5 bilhões. Foi superávit dos estados e municípios, dando lições para o governo federal capitaneado por Lula e Haddad. As contas externas tiveram um déficit de R$ 68,8 bilhões. A dívida pública está em R$10 trilhões, quase 78,7% do PIB. A dívida pública da Argentina de Milei, fechou o ano, a nossa, foi 78,7% de tudo que se produz no Brasil. A deles, 48% de tudo que se produz na Argentina.

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Bachelet, Toffoli e os nossos impostos

Por falar em Argentina, a Michelle Bachelet foi indicada pelo México e Chile para ser secretária-geral da ONU. A partir do ano que vem, Lula já disse que vai apoiar. O pessoal da Argentina tá achando graça. Eu acho que merece, merece graça mesmo.

Bom, eu queria falar sobre o Toffoli porque o Estadão, na primeira página de ontem, está mostrando que ele agiu como promotor e não como juiz (ele está imitando o Moraes, né?), nas perguntas que redigiu para serem feitas ao diretor de fiscalização do Banco Central, na tal acareação extemporânea, tal como o sujeito lá do TCU, o ministro Jhonatan de Jesus, agiu com preconceito em relação à fiscalização do Banco Central. Mostra parcialidade. Está lá na primeira página do Estadão. São os compromissos com o Vorcaro, financeiros e sociais, de ministros do Supremo. Sigilo, blindagem, censura às redes, pagamento de propina para mídia. Propina, né? Propaganda. Pois é, foi ato falho meu.

As vendas de sentenças, a advocacia administrativa, imposição de medo com condenações absurdas, tudo são armas daqueles que usam os nossos impostos, encharcados pelo nosso suor, para continuar metendo a mão. É uma laia que usa os nossos impostos, não para nos servir, mas para se servirem, só para a gente pensar a respeito em ano eleitoral.

DEU NO JORNAL

CAMPANHA

Viraliza nas redes sociais a campanha “L não”.

Com direito a hashtag e tudo mais, o movimento é um protesto contra o presidente Lula (PT), que vai tentar se reeleger este ano.

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Num enxergo bons resultados nesse movimento.

Num vai fazer efeito.

Desconfio que ao invés de “L não”, o melhor seria uma campanha do tipo “Urna eletrônica não”.

RODRIGO CONSTANTINO

FAKE NEWS SOBRE VORCARO

Rogério Correia

Deputado Rogério Correia (PT) publicou uma imagem claramente adulterada pela Inteligência Artificial para forçar uma aproximação entre Vorcaro e Bolsonaro

Quando estourou o escândalo do INSS, o PT tentou jogá-lo na conta de Bolsonaro. Criaram uma narrativa de que foi em seu governo que as regras foram afrouxadas. Parecia estranho um escândalo que beneficiou sindicatos ter a impressão digital de Bolsonaro.

O PT tentou boicotar e depois controlar a CPMI, e logo ficou claro que o caso se aproximava em círculos concêntricos do próprio Lula – a ponto de seu filho Lulinha se mandar para a Espanha.

Agora o PT repete a tática com o caso do Banco Master, tentando aproximá-lo de Bolsonaro. Mas Daniel Vorcaro esteve no Palácio do Planalto para encontros secretos com Lula, contratou como “consultor” Guido Mantega e Lewandowski, ou seja, tudo aponta novamente para o PT, que se recusa a assinar o pedido de CPMI.

O deputado petista Rogério Correia, não obstante, publicou uma imagem claramente adulterada pela Inteligência Artificial para forçar uma aproximação entre Vorcaro e Bolsonaro, em que dizia: “Vorcaro, Bolsonaro e Campos Neto: a foto é o retrato da roubalheira do banco Master. E a Papudinha vai ficar pequena para tanto cidadão de bem!”

Depois da repercussão negativa da postagem falsa, o deputado apagou – mas o print é eterno. Será que Correia vai entrar em algum inquérito de fake news do Moraes? Ou será que o PT tem salvo-conduto para espalhar mentiras contra Bolsonaro por aí? Carlos Bolsonaro comentou o caso:

Abertura de inquérito sobre fakenews, buscas e apreensões, Polícia Federal revirando a casa dos outros, envio de helicóptero e agentes fortemente armados para buscar um celular, cassação de mandato, prisão, ameaças institucionais democráticas e tudo que que se vê quando acusam os outros sem provar nada? ÓBVIO QUE NÃO! Essa várzea se transformou numa republiqueta de décima categoria!

O advogado Jeffrey Chiquini também apontou o duplo padrão: “A esquerda pode postar foto falsa? Deputado do PT postou uma foto nitidamente manipulada e feita por IA. E ainda querem arrotar que combatem fake news. O PT é a verdadeira fake news em si: um partido ‘dos trabalhadores’ sem trabalhador”.

Leandro Ruschel também comentou: “O desespero petista com a proximidade do dono do Master com o partido que começou a aparecer é tanta que eles estão apelando para fotos criadas por AI. É esse tipo de gente que acusa seus opositores de criar fake news”.

Imagina essa ferramenta da IA nas mãos de petistas! Enquanto a direita faz memes e vídeos engraçados que não têm a pretensão de enganar o público, a esquerda vai mesmo tentar criar imagens falsas como se fossem verdadeiras. É da natureza petista mentir sempre, inventar coisas contra seus adversários. A Inteligência Artificial é um baita instrumento à disposição desses mentirosos. Todo cuidado é pouco, até porque sabemos que petista nunca entra em investigação sobre fake news…

PROMOÇÕES E EVENTOS

DEU NO JORNAL

TÁ NO SANGUE

Assim que reabriu o ano legislativo, ontem (2), a CPMI que apura a ladroagem no INSS recebeu mais de 40 pedidos nos primeiros minutos de funcionamento.

Nada menos do que doze são assinados pelo relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), como, por exemplo, aquele que quebra de sigilo bancário e fiscal de Fabio Luís Lula da Silva, filho do presidente da República, com ligação nebulosa com Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, apontado como líder da bandalheira.

Lulinha entrou na mira da CPMI ainda no ano passado, após a bancada de esquerda se mobilizar para impedir sua convocação.

Ainda em dezembro, nos estertores do ano Legislativo anterior, o relator Alfredo Gaspar protocolou pedido para quebrar os sigilos de Lulinha.

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Se a bancada esquerdóide se mobilizou para impedir a convocação do larapinho, então já está tudo claro.

Querem esconder o lamaçal.

Esse aí não nega a genética.

O diminutivo do nome nada tem a ver com a imensidão rombo no INSS.

Ele se comportou nos conformes. Tá no sangue.

CÍCERO TAVARES - CRÔNICA E COMENTÁRIOS

GREEN BOOK – O GUIA (2018) – UM FILME FANTÁSTICO INSPIRADO EM FATOS REAIS

Texto escrito com o estudioso de filmes de faroeste d.Matt.

Cartaz de 2018, informando a estréia de Green Book

Esse filme foi inspirado num acontecimento real. Inclusive a história dos fatos ocorridos foi escrita por Victor Hugo Green e o roteiro adaptado foi produzido por Nick Vallelong, o filho de um dos personagens principais, o ítalo americano Tony Lip (Vallelog), ex Leão de Chácara da Boite Copacabana em Nova York.

Após algumas escaramuças na Boite, com a participação de membros da Máfia, participações essas que o personagem Vallelog, como Leão de Chácara, teve envolvimento importante, a Boite Copacabana fechou algum tempo para “reparos” e o herói ficou desempregado.

Aqui entra uma parte interessante, pois quase todo mundo pensa que na América existem centenas de empregos fáceis sempre à disposição de todos, com muita facilidade de contratação.

Ledo engano, apesar de ser uma nação rica, próspera e democrática, nem tudo é tão fácil, e a busca por emprego para poder sustentar a família, algumas vezes é bastante difícil e nem sempre os resultados são encontrados facilmente, principalmente para um personagem que conhece os elementos mafiosos, sempre atuantes em locais que escorregam dinheiro com facilidades, e procura não se envolver muito profundamente naqueles ambientes bizarros, para dizer o mínimo.

O personagem Tony Lip (Vallelong) com antecedentes racistas, não encontrando outra saída, a não ser topar aquilo que melhor lhe parecer, não perde a oportunidade de aceitar um trabalho para ser motorista de um grande artista (pianista de Jazz) negro, rico e sofisticado, famoso e muito elogiado – realmente existiu – para ser o seu motorista em uma viagem às cidades nos estados racistas e preconceituosos do sul do país, nos quais ele se apresentará como artista notável e célebre. Nessas cidades, seus concertos já foram programados antecipadamente e ele se apresenta para a “elite” local que deseja demonstrar a sua cultura musical, patrocinando um artista renomado, mas sem nenhuma possibilidade de aceitá-lo como tal, recusando-se mesmo a permitir que o artista negro pudesse fazer refeições no mesmo restaurante dos hotéis de luxo e lugares reservados à elite branca.

O protagonista passa por diversas situações humilhantes quando está afastado do piano, e passa a ser um negro intocável, sem qualquer distinção ou direito.
Situações incríveis vão se sucedendo à medida que o roteiro segue pelos caminhos racistas do Sul, e o seu motorista tem em algumas oportunidades de tirá-lo de situações causadas pelo pianista em momentos “difíceis e inusitados”, algumas vezes causadas pelo racismo explícito ou pelo comportamento “diferente” do pianista que não se dá conta da sua conduta um tanto diversa e inesperada.

A interpretação do pianista é uma obra de arte interpretativa, um grande ator, Mahershala Ali, que já havia sido premiado anteriormente com um Oscar, como ator coadjuvante no filme “Moonligt” e repetiu a dose, merecidamente, nesse trabalho magistral, atuando em cada cena como uma obra de arte, com detalhes de interpretação mínima e precisa, que conduz o filme a um patamar de grande qualidade.

O personagem Tony Lip, interpretado pelo ator Viggo Mortensen, foi um achado da produção, pois ele está nos mínimos detalhes, quase irreconhecível, pois para poder aceitar esse papel importante, ele teve de engordar mais de vinte quilos, relaxar sua postura corporal, e apresentar-se como “descuidado”, gordo, mal vestido e um tanto grosso. O importante é lembrar que o motorista é o ator principal do filme e carrega praticamente com seu desempenho toda a responsabilidade de atuação em todas as cenas.

Mas acontece que o pianista interpretado pelo ótimo ator Mahershala Ali rouba com grande brilho todas as suas cenas e se torna mais importante do que o ator principal.

As atuações dos atores de modo excelente, é o resultado da ótima direção do diretor Peter Farrelly, que segurou as pontas e não e não deixou que o assunto preconceito racial extrapolasse o enredo e virasse um motivo de denúncia. O preconceito existe e é mostrado, sabiamente, pelos roteiristas e diretor, mas as cenas não foram exageradas, inclusive as com violência física, que foram amenizadas pelo competente diretor.

Muitas vezes uma cena um tanto bucólica e bem dirigida tem um efeito muito maior do que uma cena provocativa. Tem-se como exemplo a cena da estrada, quando o carro é parado para colocar água no radiador. O carro está localizado em frente a uma plantação, com vários trabalhadores negros, sujos, suados e sob o sol. Os trabalhadores do campo param o seu trabalho com enxadas e ficam abismados com a cena diante deles: um negro, bem vestido, sentado no banco traseiro de um carro de luxo, sendo dirigido por um motorista branco que abre a porta do carro para o passageiro negro e depois sai dirigindo pela estrada, como se fora um acontecimento normal naquelas paragens.

Devido ao grande preconceito da época, algumas vezes o carro é parado pelo policial de trânsito para os passageiros se identificarem e os policiais ficam surpresos, primeiro porque um motorista branco está dirigindo o carro para um passageiro negro. Eles custam a acreditar que tal situação exista. E outra vez o carro é parado pelos policiais porque tem um passageiro negro viajando pela cidade depois do horário de recolhimento local, para OS NEGROS! Os dois passageiros são presos porque o motorista, que é branco, agrediu um policial que o chamou de crioulo porque estava trabalhando para um negro.

O pianista telefona para uma autoridade importante (no filme como se fora Robert Kennedy), que aciona o governador do estado e eles são libertados para desgosto do xerife local.

As situações bizarras são tantas que caberiam em vários roteiros de filmes da mesma espécie, algumas bastante hilárias, como quando o motorista ítalo americano compra, numa parada, um balde de frango frito e insiste que o pianista experimente comer o frango frito, que é um prato, segundo dizem, ser o preferido dos negros americanos e o pianista, sofisticado, diz que jamais comeu frango frito, que é uma comida vulgar.

O ator Viggo Mortensen foi indicado para o prêmio Oscar como o melhor ator, mas como sempre a Academia não viu na atuação dele grande qualidade visível, o que foi um grande erro, pois ele está notável na atuação do princípio ao fim.

Entretanto, não dá para entender o porquê desse filme ter sido premiado como o melhor filme do ano. O filme é apenas bom, sem nada de extraordinário, e o prêmio que recebeu causou muitas surpresas nos cinéfilos em geral.

Todo ano, na entrega do Oscar, os jurados da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood cagam o Tapete Vermelho, ignorando os melhores e premiando os piores, com raríssimas exceções.

Green Book – O Guia | Trailer Oficial Legendado

GREEN BOOK: O GUIA é bom? – Vale Crítica

BERNARDO - AS ÚLTIMAS NOTÍCIAS

DEU NO JORNAL

REGULAMENTAÇÃO NA MARRA É RETROCESSO

Editorial Gazeta do Povo

Entregadores app

Regulamentações estruturais, como as dos aplicativos de entrega. não podem ser tratadas como peças de marketing político nem como moeda de troca eleitoral

Uma das pautas alçadas pelo governo federal à condição de prioridade neste ano eleitoral é a regulamentação do trabalho por aplicativos de entrega. O tema apareceu tanto na mensagem de Lula ao Congresso, na abertura do ano legislativo nesta segunda-feira (2), quanto no discurso do presidente da Câmara, Hugo Motta. O sinal é claro: o Planalto pretende avançar rapidamente. O problema é que, mais uma vez, o governo dá sinais de que prefere impor uma “regulamentação na marra”, ignorando a complexidade do setor, a diversidade de modelos de trabalho e, sobretudo, a vontade de quem vive dessa atividade.

É inegável que o setor de aplicativos cresceu rapidamente, ocupa espaço relevante na economia e envolve milhões de brasileiros em um ambiente jurídico ainda carente de maior clareza. Esse vácuo precisa, sim, ser enfrentado pelo Estado. O problema, portanto, não está no objetivo da regulação, mas no método adotado pelo governo. A tentativa de impor, à força, um modelo fechado, sem diálogo efetivo com todos os envolvidos, ameaça transformar uma agenda legítima em um desastre regulatório.

Esse viés autoritário ficou evidente em encontro recente no Palácio do Planalto para tratar da regulamentação dos serviços de entrega por aplicativo. Relatos de participantes descrevem a reunião como um verdadeiro “circo armado”: as plataformas foram convocadas não para discutir soluções, mas para ouvir imposições. Não houve espaço para contrapontos nem disposição para construir consensos. O recado transmitido às empresas foi direto e preocupante – ou aceitam o modelo desenhado pelo governo, ou enfrentarão endurecimento regulatório, inclusive com ameaças explícitas de criminalização da atividade.

Esse tipo de postura é inadmissível. A regulação de uma atividade complexa, marcada por múltiplos modelos de negócio e perfis diversos de trabalhadores, não pode ser conduzida sob intimidação política nem sob a lógica do “ou é assim, ou não será”. A proposta de fixação de valores mínimos por pedido, combinada com adicionais por quilômetro e a imposição de benefícios típicos da CLT, ignora a diversidade do setor e desconsidera a realidade da maioria dos entregadores, que atua por poucas horas diárias e valoriza a flexibilidade e a autonomia. Tratar todos como empregados formais, por decreto, não é proteção social – é simplificação grosseira.

Ignorar o que diz o setor é um erro grave. O aumento de custos, a redução de pedidos e o risco de retração do mercado não recaem apenas sobre as empresas, mas atingem diretamente os próprios entregadores e milhões de consumidores. Ainda assim, o governo, movido por uma pressa claramente ditada pelo calendário eleitoral, prefere fechar os olhos para esses efeitos, esquecendo que uma regulação que encarece o serviço, reduz a demanda e elimina oportunidades não melhora a vida de ninguém.

Regulamentações complexas, como as dos aplicativos de entrega. não podem ser tratadas como peças de marketing político nem como moeda de troca eleitoral. O custo de decisões mal calibradas recai sobre toda a economia – e não desaparece depois da eleição. O Brasil precisa, sim, de um marco regulatório para o trabalho por aplicativos. Mas precisa de um marco construído com responsabilidade, diálogo e respeito à realidade do setor.

Se o governo insiste em transformar uma agenda necessária em um exercício de força, o resultado será exatamente o oposto do prometido: menos proteção, menos trabalho e mais conflito. Ainda há tempo para corrigir a rota. Isso, porém, exige abandonar o roteiro pronto e aceitar um princípio elementar – regulação se constrói com diálogo, não com intimidação. Uma lição que o petismo, reiteradamente, se recusa a aprender.

PENINHA - DICA MUSICAL