22 maio 2017 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE

22 maio 2017 A PALAVRA DO EDITOR

PRISÃO DOMICILIAR PAJARACAL

Sabemos que o pobre ex-prisidente Lula é um sem teto desvalido.

Não tem triplex, não tem sítio, não tem apartamento em São Bernardo.

Nem mesmo o Instituto Lula é dele.

Ele não tem onde dormir, resumindo tudo.

Então surge um terrível dilema:

No caso de ser decretada sua eventual prisão domiciliar, onde ele iria cumprir a pena?

Hein?

Trata-se de uma questão de muita relevância, pois estamos falando do maior prisidente que esta República Federativa de Banânia já teve.

Pois então, senhoras e senhores, eu quero dizer que tive uma ideia.

Vou dar uma sugestão.

A pena pode ser cumprida na Casa do Caralho.

Um casa construída pelo querido artista cearense Falcão em sua música “Oportunidade Única“.

Prestem atenção na letra e vejam que poema lírico e terno.

Na medida certa pra Lula cumprir uma possível sentença caseira.

22 maio 2017 FULEIRAGEM

BENETT – GAZETA DO POVO (PR)

22 maio 2017 DEU NO JORNAL

ALÉM DO FUNDO DO POÇO

Nelson Paes Leme

Pensávamos que já tínhamos chegado ao fundo do poço com o festival de mentiras lançado por Lula contestando as várias delações premiadas. Até essa verdadeira bomba revelada pelo jornalista Lauro Jardim sobre o envolvimento direto do presidente Michel Temer, de forma comprovada, na alta corrupção da JBS com Eduardo Cunha.

Ficaram expostas as vísceras mais escabrosas dessa nossa “latrocracia”, ou do capitalismo de Estado que temos e a economia social de mercado que desejamos. Isso porque estamos bem distantes deste ideal. Mas, pelo menos, a caminho, com a revisão das práticas históricas de aparelhamento do Estado através do fisiologismo político e da corrupção sistêmica de seus agentes pelos representantes do capital produtivo e financeiro que, historicamente, temos praticado desde o Descobrimento.

Este, talvez, tenha sido o maior benefício gerado pela operação Lava-Jato e as congêneres que a sucederam: tentar separar o capital do Estado.

O Estado moderno perseguido pela ciência política e a ciência econômica é o Estado de bem-estar social, combinado com a livre iniciativa de seus cidadãos. O Estado puro, gestor, fiscal e eficiente na prestação dos serviços essenciais à sociedade, tais como saúde, educação, segurança e planejamento infraestrutural.

E o que temos no Brasil hoje ainda é o Estado empresário, hipertrofiado, perdulário, patrimonialista e concentrador de riqueza nas mãos de uma burocracia corrupta, sócio de um capitalismo primário, predador, corruptor e deletério.

Um governo de transição de uma realidade a outra não pode ser tíbio nem comprometido, ainda que reúna talentos. Há de ser incisivo, insuspeito e respeitado. Não é isto que acontece no Brasil neste instante decisivo e delicado.

O governo de transição não existe como fruto desse pacto, mas é um naco ainda vigente dessa conjunção espúria, composto por acusados e investigados, como agora fica comprovado.

Os compêndios do futuro hão de registrar com clareza o papel que teve essa nova geração de juízes, promotores e policiais federais nessa transição.

Aliás, esta transição que estamos a viver é, certamente, bem mais complexa do que a recente transição do autoritarismo para a democracia.

Poderíamos chamá-la de transição do estatismo para o capitalismo real. Pode-se mesmo dizer que esta seria o corolário daquela, porque o autoritarismo remanesce em atitudes atávicas de políticos tradicionais, nos comandos recentes do governo central e das próprias casas do Congresso Nacional — alguns deles já encarcerados, outros já réus ou investigados, mas petulantes e desafiadores em suas posturas públicas, como se donos do Estado fossem. Mas essa assepsia, ainda que indispensável e louvabilíssima, não é suficiente.

É fundamental, por exemplo, a reforma do Estado a partir da Federação. A reforma federativa é urgente porque já começa a redistribuir renda, com a revascularização das receitas dos três entes federados e reorganizando os serviços públicos, visando à reforma política e à implantação do voto distrital. Além disso, a reforma federativa é o primeiro passo para acabar com a macrocefalia administrativa e centralizadora da União, em detrimento de estados e municípios.

Os três entes federados deveriam ser quatro, com a introdução do distrito federado autônomo e interativo com a Federação. Seria o fim desses “fundos de participação”, remendos legislativos que acentuam as desigualdades regionais.

Os recursos públicos para gerir os entes federados têm de estar próximos da fiscalização pela própria cidadania como braço auxiliar essencial do controle das contas públicas. Os tribunais de contas devem ser órgãos de supervisão auxiliar dessas contas e de reforço técnico a essa ação cidadã permanente.

Para tanto, se torna indispensável a existência do distrito federado autônomo. Não apenas eleitoral, mas tributário e administrativo, diminuindo os butins federais, estaduais e das megalópoles, onde ocorre o assalto sistemático e incontrolável do Erário. Isto, em relação aos recursos que dizem respeito diretamente ao dia a dia do cidadão, como educação, saúde e segurança pública, além da mobilidade e dos equipamentos urbanos.

O Estado macrocéfalo e centralizador tem se tornado o maior entrave ao desenvolvimento da moderna economia social de mercado praticada na grande maioria dos países civilizados — onde se dá a excelência na prestação dos serviços públicos e na infraestrutura aceleradora e impulsionadora da economia estável, onde os capitais da iniciativa privada fluem livremente. E deslancham o empreendedorismo sadio, liberto dos tentáculos do paternalismo e da corrupção configurados pela onipresença de um Estado onipotente, corrompível em sua própria gênese e clamorosamente ineficiente.

O único meio legítimo de alcançarmos esse estágio superior de desenvolvimento é através de uma corajosa reforma constitucional do Estado brasileiro. Agora então, urgentementissimamente!

22 maio 2017 FULEIRAGEM

EDER – CHARGE ONLINE

A RAZÃO DÁ-SE A QUEM TEM

Para abrir a semana, um samba de 1932, de Noel Rosa, Francisco Alves e Ismael Silva. Interpretado por Mário Reis e Francisco Alves acompanhados pela Orquestra Copacabana.

22 maio 2017 FULEIRAGEM

HUBERT – BLOG DO HUBERT

22 maio 2017 MARY ZAIDAN

COM O DIABO NO CORPO

Michel Temer, 76 anos, quase 40 deles dedicados à política, não se enquadra na categoria dos desprecavidos. Não teria sobrevivido se o fosse. Muito menos na dos ingênuos, o que torna inexplicável ter se deixado enredar na armadilha de Joesley Batista, para quem Temer, na noite de 7 de março, abriu os portões do Palácio do Jaburu e do inferno, lançando nas chamas ele próprio, o seu governo e o país.

Ainda que monossilábico, o presidente da República ouviu disparates de um investigado pela Justiça, concordou com o inconcordável, postou-se como cúmplice de relatos criminosos. Nada fez.

E deu muito mais do que os irmãos Batista precisavam para selar a delação premiada junto ao Ministério Público Federal: um diálogo cifrado, no qual Joesley poderia introduzir recheio de qualquer sabor.

Ao relatar a Temer que estava de bem com Eduardo Cunha, Joesley não cita a que se refere. Não fala de compra, de dinheiro, de valores – permitindo que ele dê a sua versão aos procuradores, como os tais R$ 400 mil que teriam sido pagos pelo silêncio de Cunha, com conhecimento do presidente. Algo que não está no escopo da conversa e, portanto, não aparece na gravação.

Há mais dúvidas do que certezas nessa hecatombe provocada pela delação dos donos e diretores da JBS, a maior processadora de carnes do mundo, uma das campeãs nacionais selecionadas por Lula da Silva e Dilma Rousseff, com direito a generosíssimos recursos do BNDES e da Caixa.

No que tange a Temer é incompreensível o fato de ele ter aceitado encontrar-se com Joesley no tardar da noite, em sua residência e sem testemunhas. Ter deixado a conversa se enveredar por temas nada republicanos – ao contrário, criminosos. De não ter desconfiado da armação. Teria rabo preso? Culpa? Medo?

Na outra ponta, a delação dos Batistas abre dezenas de questionamentos – a começar pelos dadivosos termos do acordo que os livrou de qualquer pena.

Além dos ganhos de milhões no entardecer da quarta-feira, 17, dia D do vazamento da delação, com compra de dólares e manipulação de ações, objeto de cinco investigações abertas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), os donos da JBS – que estão livres, leves, ricos e soltos – acumulam discrepâncias entre o que dizem e o que deixam de dizer.

Eles são capazes, por exemplo, de afirmar com precisão cartesiana que beneficiaram 1.829 políticos via dinheiro sujo, mas não conseguem lembrar os nomes dos cinco parlamentares – apenas cinco – que teriam recebido R$ 3 milhões cada para votar contra o impeachment de Dilma, depois de recusar o pedido para comprar 30, que eles também não dizem quem são.

A JBS teria gasto quase R$ 600 milhões para financiar políticos, menos de 2% de forma lícita. Aécio Neves, enrolado até o último fio de cabelo pela gravação em que aparece pedindo dinheiro e acertando, como um meliante, a entrega das notas em espécie, teria levado mais de R$ 60 milhões. Gilberto Kassab, José Serra, Fernando Pimentel e outros 15 governadores estariam na lista de receptores. Os Batistas dizem possuir uma bancada invejável: 167 deputados federais e 28 senadores, 179 deputados estaduais em 23 estados.

Questionado sobre um juiz que ele teria no bolso e que citara a Temer, Joesley diz que inventara esse fato ao falar com o presidente – e o dito parece ter sido convincente. Em outro ponto, o delator afirma que só com Lula e Dilma foram gastos US$ 150 milhões (mais de R$ 320 milhões). Um recorde absoluto. Ainda assim, sabe-se lá por que, as transações com os dois ex não se tornaram objeto de denúncia específica.

Michel Temer, 76 anos, político experiente, foi incisivo no pronunciamento que fez na última quinta-feira, 21 horas depois do vazamento do teor da gravação, uma hora antes de oficialmente o áudio de seu encontro com Joesley ser liberado pelo ministro-relator da Lava-Jato no Supremo, Edson Fachin.

Após ouvir a gravação, o presidente teria voltado a respirar. Como dissera pouco antes, não havia menção alguma quanto à compra do silêncio de Eduardo Cunha. Mas continha tudo o que não podia: silêncio, concordância e cumplicidade com um empresário corrupto.

No sábado, Temer voltou a se dirigir à nação. Anunciou que sua defesa protocolaria pedido de suspensão do inquérito contra ele até que a gravação – objeto de edição revelada por peritos contratos pelos jornais Folha de S. Paulo e Estado de S. Paulo – fosse oficialmente periciada.

Abre-se assim um novo flanco de dúvidas. Pior, capaz de ferir de morte o MPF, ao qual cabe atestar a veracidade de provas-chave de delação e de abertura de inquérito.

Algo gravíssimo caso seja confirmado. Mas, ainda que venha a servir como extintor para as chamas que Temer lançou sobre si naquele 7 de março, não conseguirá apagar a revelação de que ele já havia se rendido ao diabo.

22 maio 2017 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE

LÁGRIMA – Anderson Braga Horta

Sob a fronde ensombrada e triste de um carvalho,
treme o fluido cristal de uma gota de orvalho.
A árvore secular, grandiosa e sobranceira,
sentira o despontar da lágrima primeira,

que luziu na ramada e rolou, galho a galho
sobre o chão poeirento e pobre de agasalho.
O pó bebeu-a, ardente, e, absorvida na poeira,
a gota se desfaz na prece derradeira.

E eu quedei a pensar, comovido de espanto:
são precisos, talvez, mil anos de tormentos
para saber chorar o pranto que conforta!

O carvalho sorriu, silencioso… Entretanto,
o crepúsculo veio, entre espasmos sangrentos,
caindo-lhe, a chorar, sobre a pupila morta.

22 maio 2017 FULEIRAGEM

GILSON – CHARGE ONLINE

A INUTILIDADE DA ONU

Tem um assunto que, diariamente, insiste em transitar, pelos meus não sei quantos neurônios que ainda tenho em atividade, nos misteriosos hemisférios encefálicos que abrigam essa minha precária massa cinzenta.

Dizem os neurocientistas que uma pessoa normal, com cérebro sadio, tem cerca de 86 bilhões deles, e que 50% das células da caixa craniana são neurônios, e não 10% como se pensava. Menos mal. Com essa informação, a probabilidade de que eu seja menos burro do que penso, aumenta consideravelmente.

Bem, mas o assunto a ser tratado não é exatamente esse, e sim, a famigerada ONU (Organizações das Nações Unidas).

Sinceramente, não vejo nessa Organização outra utilidade que não seja a de servir de bureau para “burrocratas” de fim de carreira, e cabide de emprego para uma imensa corja de sanguessugas de todos os cantos do planeta.

Na minha ótica, a ONU, a exemplo da OEA, é uma instituição inútil, corrompida, sem credibilidade, ideologicamente contaminada e estruturalmente podre.

Aquela ONU criada após o término da Segunda Guerra Mundial, em 24 de outubro de 1945, não existe mais. Desviou-se, completamente, da nobel rota idealizada por Roosevelt, que seria manter a segurança e a paz mundial, promover os direitos humanos, auxiliar no desenvolvimento econômico e no progresso social das nações, definir leis internacionais, proteger o meio ambiente e prover ajuda humanitária em casos de fome, desastres naturais e conflitos armados.

Aliás, sobre esse tema – embora muitos tachem o atual presidente americano de tresloucado e intempestivo -, concordo com Trump quando diz que a ONU “é perda de tempo e dinheiro” e “causa problemas” e, além disso, “é apenas um clube para pessoas se reunirem, conversarem e se divertirem.”

Outra afirmação sobre as Nações Unidas que achei pertinente, foi a do Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu:

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22 maio 2017 FULEIRAGEM

ANTONIO LUCENA – BLOG DO NOBLAT

22 maio 2017 A PALAVRA DO EDITOR

DÚVIDA DE UM EDITOR IGNORANTE

Se, por qualquer motivo, o presidente Temer tiver que sair do cargo, a Constituição prevê quais as providências que devem ser tomadas e o que deve ser feito.

Eu nem sei o que é que deve ser feito, o que é que está previsto na Lei.

Caso o prisidente Michel seja afastado, quem é que assume: o prisidente da Câmara, o prisidente do Senado, a prisidente do Supremo ou o Editor do JBF?

Num sei de nada.

Mas de uma coisa eu tenho absoluta certeza:

Se o PT está pedindo “Diretas Já” é porque isto não consta da lei.

É ilegal. É inconstitucional. É petralhal.

Ou, como diria o fubânico petista Ceguinho Teimoso, isto é “usurpação

A cambada quadrilheira vermêio-istrelada só se embasa no que não consta dos textos legais pra fazer suas imundas reivindicações doutrinativas.

Os fubânicos que conhecem a letra fria da Constituição sobre este assunto específico, sucessão prisidencial, por favor, me digam se estou errado.

Pergunto:

A Constituição da República Federativa do Brasil prevê que sejam realizadas eleições diretas caso o prisidente Temer seja obrigado a deixar a Presidência da República?

Pedir eleições diretas caso Temer seja afastado é inconstitucional, é ilegal, é desrespeitar a lei?

Hein?

O JBF tá cheio de dotô anelado, bacharelado e ispicializado nas ciências sucessórias prisidenciais.

Espero que me tirem desta dúvida cruel.

22 maio 2017 FULEIRAGEM

MÁRIO – TRIBUNA DE MINAS


http://www.forroboxote.com.br/
VENTO TRAQUINO

O vento criança brincava nos retângulos escondidos nas esquinas. E o eco respondia alinhando e reproduzindo os cantos de todos os quadrados. Por todos os lados ouvia-se o seu barulho. As cortinas dançavam a dança do sopro, dos malinos ares, indiferente a todos os ângulos, retos e oblíquos, complementares e congruentes. Tangiam-se sonhos e lembranças, todo o tempo, esvoaçando um passado que parecia dormir. Mas o vento pouco se importava com a tristeza do espaço e cumpria sua missão, traquinando, assoviando ao redor de círculos, sendo vento. Só vento. Somente ventando, assanhando o cabelo da menina, apagando a vela, revoltando o mar. Ventando.

22 maio 2017 FULEIRAGEM

JARBAS – DIÁRIO DE PERNAMBUCO

22 maio 2017 A PALAVRA DO EDITOR

RICO PODE. POBRE SE FODE

Este vídeo é um brinde do JBF.

Um brinde pra matar os fudidos de inveja!

Quem pode, pode.

Quem não pode que se lasque!

22 maio 2017 FULEIRAGEM

CHICO CARUSO – O GLOBO

BREVE REFLEXÃO SOBRE O ESTRESSE

O estresse surge em conjunto com a sensação da necessidade de adaptação à determinada situação. Por esse motivo, pode ser bom ou ruim: a pessoa pode ficar estressada tanto pela promoção no emprego, quanto pela demissão, por exemplo. O ser humano, por natureza, procura manter um equilíbrio de suas forças internas, com todos os órgãos trabalhando em harmonia. Quando algum evento importante, benéfico ou danoso, ocorre na vida de uma pessoa, causando alguma mudança, o corpo vai fazer um esforço para se adaptar à nova situação.

Na presença de uma circunstância estressante, pode surgir uma reação positiva ou negativa, conforme dito acima. A negativa está relacionada ao desgosto emocional. É como se o copo estivesse cheio e uma pequena gota d’água o fizesse transbordar. Já a atitude positiva faz com que o indivíduo busque aumentar seu desempenho, tornando-se confiante para enfrentar determinadas circunstâncias, além de causar uma sensação de realização por ter condições de superar uma situação adversa.

Na verdade, a reação ao estresse ajuda a enfrentar desafios. Ele é que mantém seu foco durante uma apresentação no trabalho, é o que afia sua concentração no momento de executar um lance em uma partida de futebol e o leva também a estudar para um exame quando poderia se encontrar com amigos para um lazer. Porém, depois de um certo ponto, o estresse deixa de ser útil e começa a causar grandes danos a sua saúde, seu humor, sua produtividade, seus relacionamentos e sua qualidade de vida.

No maravilhoso mundo da poesia popular, temos uma sextilha de Manoel Filó (1930 – 2005) que ilustra como uma adversidade pode causar reações diferentes:

“Assim como existe alguém
Que quando perde alguém, chora
Também tem alguém que age
Quando o amor vai embora
Na mesma simplicidade
Que um pingo d’água se tora.”

22 maio 2017 FULEIRAGEM

BRUNO AZIZ – A TARDE (BA)

22 maio 2017 DEU NO JORNAL

LADRÕES EM DOSE DUPLA

Miguezim de Princesa

I
Em Goiás tudo é em dupla
Sertaneja de raiz:
Já vi até duas torres
Em uma igreja matriz
E por fim fizeram uma dupla
Para roubar o País.

II
Eles assim discutiram
Na hora de combinar:
Não há ideologia
Que não se possa comprar,
Seja direito ou canhoto,
Qualquer mão pode roubar.

III
Chamaram Luiz Inácio,
Operário sem vintém,
Deram metade de tudo,
Merecido, sem desdém:
– Ele só tem nove dedos,
Mas é mesmo que ter cem!

IV
Correram pro outro lado,
Quase a mesma opinião:
Deram ao neto de Tancredo
Uma montanha de milhão
E apenas reclamaram
Que ele era o mais pidão.

V
Aécio ganhava cinco,
Gastava e queria de novo:
– Acabou-se minha merenda,
Só estou no pão com ovo!
Então vinha Doutor Friboi,
Lascava o cofre do povo.

VI
Lula mandava guardar
A grana no estrangeiro:
Adquiria senador,
Deputado e até olheiro,
E espalhava a lorota
De ser fiel companheiro.

VII
Michel Temer e companhia
(Cunha, Cabral e Padilha),
Juiz, promotor, polícia,
Formando uma mesma rodilha,
O Brasil sendo comido
Pelas traças da quadrilha.

VIII
Quando viu que a Lavajato
Ia acabar com o esquema,
A dupla Wesley/Joesley
Montou um estratagema:
– Vamos salvar o dinheiro,
Tá resolvido o problema!

IX
Se danaram a delatar
Tudo quanto foi partido:
Da esquerda, da direita,
Até quem estava escondido,
E sumiram com a bufunfa
Para os Estados Unidos.

X
O brasileiro pergunta,
Sem resolver a questão:
Como é que tanto dinheiro
Circulou de mão em mão,
Na Receita Federal
Ninguém prestou atenção?
E o sistema bancário,
Cheio de rigor com o povão,
Que para sacar 10 mil
É grande a aporrinhação?
Dá pra sentir custipio
De saber que meu Brasil
Foi vendido num leilão.

22 maio 2017 FULEIRAGEM

REGI – AMAZONAS EM TEMPO


http://pinheirochumbogrosso.blogspot.com.br
O GIGANTE ATOR NEGRO, WOODY STRODE

Quando se fala em atores negros de Hollyood vem logo à memória da gente a figura de Sidney Poitier, hoje, com 90 anos de idade. Esquece-se desse gigante ator negro que é Woodrow Wilson Wolwine Strode, apelidado “WOODY”, descendente de Índios Cherokee, além de naturalmente ser o que se convencionou chamar de afro-americano. Essa mistura de raças gerou um jovem fortíssimo, com 1,93m de altura e uma invejável musculatura. Em sua brilhante e promissora carreira como ator Woody Strode fez parte de grandes filmes, conviveu com diretores do mais alto gabarito como John Ford e com atores famosos como John Wayne. Tudo isso em razão de sua boa índole, seu porte físico e altivez somados a seu razoável talento interpretativo, fizeram dele um dos mais requisitados atores negros de seu tempo. O Gigante Woodyfoi abatido por um câncer do pulmão que o levaria à morte aos 80 anos em 31 de dezembro de 1994, em Glendora, na Califórnia.

Essa figura extraordinária, Strode foi daqueles atores que tem uma presença tão marcante, em razão de seu porte, seu olhar, que mesmo tendo poucos diálogos, como na maioria de seus filmes, atraía o olhar da plateia para ele num piscar de olho, automaticamente. Todos os papéis que esse ator desempenhou, ele deixava um rastro de perfeição. Como sempre, impondo uma dignidade, uma altivez e uma grande sensibilidade em tudo que fazia ou o papel que desempenhava. Basta dizer, do seu desempenho de ator que dignificou cada personagem que interpretou, especialmente o Sargento Rutledge de “Audazes e Malditos”, o gladiador de “Spartacus” e o negro Pompey, empregado de John Wayne em “O Homem que Matou o Facínora”. Esses três filmes apenas bastariam para colocar Woody Strode no hall da memória dos verdadeiros amantes dos filmes de faroestes.

O competente historiador de filmes faroestes, Darci Fonseca, nos afirma que, na década de 1960 Woody Strode participou de diversos filmes importantes que o levaram a ser conhecido pelo nome e não apenas lembrado como “aquele negro forte” de tantos outros trabalhos no cinema. A magnífica sequência começou em 1960 com “Audazes e Malditos” (Sergeant Rutledge), western de John Ford que Woody protagonizou. No mesmo ano, um dos melhores momentos do épico “Spartacus” foi a brutal luta entre o gladiador africano Draba (Woody) contra Spartacus (Kirk Douglas). Indicado para o prêmio ‘Melhor Ator Coadjuvante’ do Globo de Ouro (1961), por sua atuação em “Spartacus”, Woody Strode recebeu, enfim, o reconhecimento da crítica quanto a seu talento como intérprete. Fazer parte do grupo de atores preferidos de John Ford é, sem dúvida, uma honra para qualquer intérprete e Woody Strode atuou sucessivamente em “Terra Bruta”, “O Homem que Matou o Facínora”, ambos do diretor John Ford que morreu no ano de 1973. Neste último, que foi a derradeira obra-prima de Ford, Woody Strode interpreta Pompey, numa atuação tão marcante quanto aquela em que personificou o Sargento Rutledge. E Woody estaria presente no elenco de “Os Três Desafios de Tarzan”, em que o Rei das Selvas é Jock Mahoney. Strode já estivera em outro filme do Rei das Selvas, que foi “Tarzan e a Tribo Nagasu”, com Gordon Scott.

Os anos 60 reservaria ainda dois filmes memoráveis para Woody Strode, ambos faroestes. Em 1966 Woody foi um dos quatro especialistas de “Os Profissionais”, como o atirador de flechas de Burt Lancaster E veio 1968, com Sergio Leone colocando Woody Strode na deslumbrante sequência inicial de “ERA UMA VEZ NO OESTE”, com Woody como Stone, um dos bandidos que aguardam a chegada do trem. Depois desse conjunto de westerns Woody Strode poderia ser considerado o mais importante ator negro dos faroestes, ainda que nunca como ator principal. Provavelmente pelo grande preconceito de seu país, woody não teve maiores oportunidades como protagonista, pois, em minha opinião, ele tinha talento, pena que não pôde desenvolvê-lo a contento. Outros westerns-spaghetti, já nos anos 70, que contaram com Woody Strode no elenco foram “Keoma”, com Franco Nero. Pois bem!!! Longe do gênero western Woody Strode apareceu em “Travessia a Cuba”, como também em “Causa Perdida”: uma biografia do guerrilheiro argentino Che gGuevara que fora protagonizado por Omar Shariff.

O filme CHE que teve seu nome alterado, aqui no Brasil, para Causa Perdida. Apesar de ter sido filmado em 1969, só chegou às telas do Brasil em 1976, em pleno regime militar e com vários cortes… Esta é uma obra bastante controversa, em especial nas personagens centrais: Ernesto Che Guevara (Omar Sharif) e Fidel Castro (Jack Palance, caracterizado fisicamente de maneira perfeita). Como escreve o blogueiro Alexandre Maccari, o filme é uma produção hollywoodiana, com elenco mega estelar, que tinha o objetivo de retratar um símbolo da luta contra o imperialismo dos Estados Unidos. Principalmente se considerarmos ser um filme feito no cerne de acontecimentos importantes da Guerra Fria, como a luta no Vietnã e tão próximo da morte de Ernesto Che Guevara, em 1967. A obra está estruturada de forma que somos conduzidos por depoimentos pseudo-documentais, de partícipes da luta pró e também contra os ideais de Guevara, sendo exposto a trajetória do líder da chegada à Cuba (em fins de 1956), passando pelos conflitos ideológicos entre Fidel e Che, até o retrato do momento da guerrilha na Bolívia e seu desenlace trágico. O filme vale principalmente por seu caráter histórico. Destaca-se na produção os ótimos atores Frank Silvera e Woody Strode, que no filme acabam sendo meros coadjuvantes de Jack Palance e Omar Sharif.

Por fim, a esse “GIGANTE” que com certeza ajudou abrir “muitas portas” para as futuras gerações de artistas negros que tão bem desempenhou o papel de Sargento Rutlegde, no filme “Audazes e Malditos”, o mais preto e branco dos filmes do diretor John Ford. E para fazer jus e dignificar a cada personagem que o gigante ator negro interpretou, assista ao trailer de apenas 3 minutos de trechos exibidos como anúncio do filme O HOMEM QUE MATOU O FACÍNORA, com o extraordinário John Wayne, o perverso bandido Lee Marvin, o excelente James Stewart e tendo como capataz de John Wayne o rastro de perfeição que se chamava Woody Strode.

 

22 maio 2017 FULEIRAGEM

MYRRIA – A CRÍTICA (AM)

22 maio 2017 DEU NO JORNAL

UM TABACUDO DA REDE ENREDADO EM IDIOTICE

O deputado federal Alessandro Molon – da Rede, linha auxiliar do PT – entrou com um pedido de impeachment de Michel Temer depois que saiu a notícia de que Temer havia sido pego em áudios nos quais teria cometido obstrução de justiça ao falar a frase “tem que manter isso” em relação às atitudes de Joesley Batista com Eduardo Cunha.

Observe o que está no pedido:

Para além do fato já suficientemente ridículo de tratar uma matéria de jornal como base jurídica, o que é no mínimo insuficiente, ainda mais se tratando de uma matéria que até aquele momento não continha sequer as evidências – como a gravação da conversa -, há também outro fato patético: Molon usou a “Globo Golpista” como fonte, o que é apenas vergonhosamente contraditório e simplesmente destrói sua narrativa.

* * *

Este deputado, o tal Aleijado Moral, quer dizer, Alessandro Molon, merece uma calorosa saudação.

Vamos botar o jegue fubânico pra relinchar em homenagem a ele.

A pica de Polodoro, em destaque no vídeo, vai como brinde pro eleitorado dele.

Rincha, Polodoro!

22 maio 2017 FULEIRAGEM

SINFRÔNIO – DIÁRIO DO NORDESTE (CE)


http://www.fernandogoncalves.pro.br
UMA EXISTÊNCIA ABENÇOADA

Há personalidades que cativam pela solidariedade humana oferecida aos mais necessitados. Tive a felicidade de conhecer algumas e de conviver com outras por longos anos. Na convivência, o meu orientador maior, depois do Carolino meu pai, foi Dom Hélder Câmara, um ser humano que irradiava um magnetismo pessoal gigantesco, próprio das lideranças contempladas por forças transcendentais, dessas que iluminam os já de espíritos aperfeiçoados por múltiplas vivências.

Entretanto, uma outra personalidade que ainda não conheço pessoalmente, embora dele seja admirador de carteirinha, sempre me deixou sensibilizado pelos serviços prestados à comunidade, pelas pregações feitas ao longo de uma vida dedicada a praticar a mensagem de Jesus de Nazaré através do Espiritismo: Divaldo Pereira Franco. De biografia escrita pela historiadora Ana Cláudia Landi – Divaldo Franco – a trajetória de um dos maiores médiuns de todos os tempos, São Paulo, Bella Editora, 2015, 302 p.-, um livro que recomendo a todos os cristãos, independentemente de segmento religioso.

Divaldo Pereira Franco, mais conhecido como Divaldo Franco ou simplesmente Divaldo (Feira de Santana, 5 de maio de 1927) é um professor, médium e orador espírita brasileiro mundialmente conhecido, recentemente tornado nonagenário. O mais importante espírita brasileiro em atividade, com mais de cinquenta anos dedicados a cuidar dos meninos de rua de Salvador, na Bahia, tendo fundado, em 15 de agosto de 1952, com Nilson de Souza Pereira, a casa de assistência Mansão do Caminho, responsável pela orientação e educação de mais de 33 mil crianças e adolescentes carentes.

Divaldo apresentou, desde jovem, diversas faculdades mediúnicas, tanto de efeitos físicos quanto de efeitos intelectuais. Destaca-se, dentre elas, no entanto, a psicografia. Com mensagens assinadas por diversos espíritos, dentre eles, Joanna de Ângelis, que durante muito tempo apresentava-se como “um Espírito Amigo“, ocultando-se no anonimato, à espera do instante oportuno para se fazer conhecida. Ela revelou-se como sua orientadora espiritual, escrevendo inúmeras mensagens, num estilo agradável, repassado de profunda sabedoria e infinito amor, que conforta aos mais diversos leitores e necessitados de diretrizes espirituais.

Em 1964, Joanna de Ângelis selecionou várias das mensagens de sua autoria e enfeixou-as num livro, intitulado Messe de Amor. Foi o primeiro livro que o médium Divaldo Franco publicou. Logo em seguida, Rabindranath Tagore ditou Filigranas de Luz. E o que se seguiu constitui-se num verdadeiro fenômeno editorial, pois, em seus anos de atividade como médium, Divaldo teve publicados mais de 300 títulos, totalizando mais de cinco milhões e quinhentos mil exemplares, muitos deles ocupando lugar de destaque na literatura, no pensamento e na religiosidade universal. Dessas obras, editou-se 80 versões para 15 idiomas (alemão, castelhano, esperanto, francês, italiano, polonês, tcheco, braile, entre outros). Os livros de Divaldo Franco englobam uma grande variedade de estudos literários, como prosas, romances, narrações e etc., abrangendo temas filosóficos, doutrinários, históricos, infantis, psicológicos e psiquiátricos.

Nas obras psicografadas por Divaldo, apresentam-se 211 alegados autores espirituais, além de Joanna de Ângelis. Entre eles, Manoel Philomeno de Miranda, Victor Hugo, Amélia Rodrigues, Ignotus, Vianna de Carvalho, Carlos Torres Pastorino, Bezerra de Menezes, Rabindranath Tagore, João Cléofas, Eros e Simbá.

A maioria das obras escritas por Divaldo Franco sob a inspiração de Joanna de Ângelis almeja incentivar o autodescobrimento e facilitar a aplicação no dia-a-dia dos ensinamentos morais de amor fraterno contidos nos Evangelhos e na Doutrina Espírita, estimulando o leitor a enfrentar as dificuldades cotidianas de modo mais prático e otimista.

Como orador, Divaldo iniciou-se em 1947, difundindo a Doutrina Espírita e hoje apresenta uma histórica e recordista trajetória no Brasil e no exterior, sempre atraindo multidões, com sua palavra inspirada e esclarecedora. Há vários anos, viaja em média 230 dias por ano, realizando palestras e também seminários no Brasil e no mundo. Suas palestras promovem o pacifismo, estabelecendo pontos de convergência entre a doutrina espírita e a ciência (principalmente a psicologia), sempre incentivando a busca constante pelo autoconhecimento, ancorada em conhecimentos sobre psicologia e doutrina kardecista.

Desde jovem, Divaldo teve vontade de cuidar de crianças. Educou mais de 800 “filhos”, hoje emancipados, a maioria com família constituída e profissão – magistério, contabilidade, serviços administrativos e até medicina. Na década de 60 iniciou a construção de escolas-oficinas profissionalizantes e de atendimento médico. Hoje, a Mansão do Caminho é um admirável complexo educacional que atende milhares de crianças e jovens, na Rua Jaime Vieira Lima, 01 – Pau de Lima, um dos bairros periféricos mais carentes de Salvador, com 83.000 m² e 43 edificações. A obra é basicamente mantida com a venda de livros mediúnicos e das fitas gravadas nas palestras.

Ainda recentemente, março de 2017, Divaldo lançou a 6ª. reimpressão , com 5.000 exemplares, do seu livro psicografado Transição Planetária, pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda, Salvador, LEAL, 264 p., com todos os direitos reservados única e exclusivamente para o Centro Espírita Caminho da Redenção, Bahia, de onde apresentamos, abaixo, a reflexão contida da introdução Transição Planetária, do Espírito Manoel Philomeno:

“As criaturas que persistirem na acomodação perversa da indiferença pela dor do seu irmão, que assinalarem a existência pela criminalidade conhecida ou ignorada, que firmarem pacto de adesão à extorsão, ao suborno, aos diversos comportamentos delituosos do denominado colarinho branco, mantendo conduta egotista, tripudiando sobre as aflições do próximo, comprazendo-se na luxúria e na drogadição, na exploração indébita de outras vidas, por um largo período não disporão de meios de permanecer na Terra, sendo exiladas para mundos inferiores, onde irão ser úteis limando as arestas das imperfeições morais, a fim de retornarem, mais tarde, ao seio generoso da mãe-Terra que hoje não quiseram respeitar.”

No livro, Divaldo Franco nos aponta mecanismos e razões de ordem superior da transição planetária em favor das mudanças urgentes e necessárias direcionadas para um maior respeito à Natureza e às populações menos desenvolvidas do nosso planeta.

* * *

PS. Abraço fraternal no irmão kardecista Bruno Tavares, da Casa dos Humildes, de quem tenho recebido excelentes orientações nas sessões de estudo, todas as sextas-feiras à noite, naquela instituição.

22 maio 2017 FULEIRAGEM

NICOLIELO – JORNAL DE BAURU (SP)

22 maio 2017 DEU NO JORNAL

PT E PMDB: DOIS TOLÔTES DO MESMO PINICO

Deputados do PT e do PMDB livraram o dono da JBS, Joesley Batista, de comparecer à CPI do BNDES, em setembro de 2015.

Ao todo, 15 deles votaram contra o requerimento.

Os deputados derrotados na votação atribuíram ao então presidente da Câmara, Eduardo Cunha, o acordo para barrar a convocação de Joesley.

Isso explica por que Cunha continuava recebendo de Joesley altas quantias, mesmo preso.

A CPI do BNDES investigava financiamentos generosos a empresas ligadas aos governo Lula e Dilma, como o Grupo JBS e a Odebrecht.

O ex-presidente Lula e Eduardo Cunha fizeram uma aliança tácita para livrar Joesley de depor à CPI criada para abrir a caixa preta do BNDES.

* * *

Já que a Editoria do JBF anda bajulando e cortando-jaca da JBS, eu espero que a maior Corruptora Ativa de Banânia aceite minha sugestão.

É o seguinte: depositar na nossa conta só a metade do que deu pra campanha de Carlos Zarattini, que recebeu da JBS uma pixulecada de R$ 240 mil no ano de 2014.

Zarattini, como vocês já sabem, é o impoluto, incorruptível e radical socialista muderno-petralhal, líder da bancado do PT na Câmara. Indicado pelo proprietário do partido, o também incorruptível Luiz Zinaço.

O deputado Zarattini ajudou a blindar Joesley na CPI do BNDES.

Vocês intenderam tudo, num é?

Pois é.

Carlos Zarattini em Curitiba: o homem que confia em Lula (e vice versa…)

22 maio 2017 FULEIRAGEM

MICHELÂNGELO – CHARGE ONLINE

PINGUELO OU PINGUELÃO?

Advogado donzelão, que passou mais de cinco anos trancado estudando para passar na prova da OAB, se esqueceu do formato dum cara preta, não sabia diferenciar um pinguelo dum pinguelão e seu deu mal ao se apaixonar por um travecão, escrevendo-lhe uma carta desabafo depois da frustração da paquera, nos termos expostos a seguir:

Prezada Otaviana de Albuquerque Pereira Lima da Silva e Souza:

Face aos acontecimentos de nosso relacionamento, venho por meio desta, na qualidade de homem que sou…

Apesar de V. Sa. não me deixar demonstrar, uma vez que não me foi permitido devassar vossa lascívia, retratar-me formalmente, de todos os termos até então empregados à sua pessoa, o que faço com sucedâneo no que segue:

A) DA INICIAL MÁ-FÉ DE VOSSA SENHORIA:

1. CONSIDERANDO QUE nos conhecemos na balada e que nem precisei perguntar seu nome direito, para logo chegar te beijando;

1.2. CONSIDERANDO seu olhar de tarada enquanto dançava na pista esperando eu me aproximar.

1.3. CONSIDERANDO QUE com os beijos nervosos que trocamos naquela noite, vossa senhoria me induziu a crer que logo estaríamos explorando nossos corpos, em incessante e incansável atividade sexual. Passei então, a me encontrar com vossa senhoria.

B) DOS PREJUÍZOS EXPERIMENTADOS:

2. CONSIDERANDO QUE fomos ao cinema e fui eu quem pagou as entradas, sem se falar no jantar após o filme.

2. 2. CONSIDERANDO QUE já levei Vossa Senhoria em boates das mais badaladas e aras, sendo certo que fui eu, de igual sorte, quem bancou os gastos.

2. 3. CONSIDERANDO QUE até à praia já fomos juntos, sem que Vossa Senhoria gastasse um centavo sequer, eis que todos os gastos eram por mim experimentados, e que Vossa Senhoria não quis nem colocar biquíni alegando que estava ventando muito.

C) DAS RAZÕES DE SER DO PRESENTE:

3.1. CONSIDERANDO AINDA QUE até a presente data, após o longínquo prazo de duas semanas, Vossa Senhoria não me deixou tocar, sequer na sua panturrilha.

3.2. CONSIDERANDO QUE Vossa Senhoria ainda não me deixa encostar a mão nem na sua cintura com a alegaçãozinha barata de que sente cócegas.

DECIDO SOBRE NOSSO RELACIONAMENTO O SEGUINTE:

4.1. Vá até a mulher de vida airada que também é sua progenitora, pois eu não sou mais um ser humano do sexo masculino que usa calças curtas e a atividade sexual não é para mim, um lazer, mas sim uma necessidade premente.

4.2. Não me venha com “colóquios flácidos para acalentar bovinos” de que pensava que eu era diferente.

4.3. Saiba que vou te processar por me iludir aparentando ser a mulher dos meus sonhos, e, na verdade, só me fez perder tempo, dinheiro e jogar elogios fora, além de me abalar emocionalmente.

Sinceramente, sem mais para o momento, fique com o meu cordial “vá tomar no meio do olho do orifício rugoso localizado na região infero-lombar de sua anatomia” que esse relacionamento já inflou o volume da minha bolsa escrotal!

Dou assim por encerrado o nosso relacionamento, nada mais subsistindo entre nós, salvo o dever de indenização pelos prejuízos causados.

Sem mais para o presente momento, aqui me disperso com cordiais saudações e frustrado por não lhe ter visto e tocado aquilo que os ginecologistas chamam de canal do órgão sexual, parte do aparelho reprodutor feminino!

Chicu Buticu – Advogado

Fonte: IG @DireitoNews

* * *

MINISTRA CÁRMEN LÚCIA

A menos de um ano à frente da presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a ministra Cármen Lúcia, 63, de Montes Claros, Minas Gerais, lúcida, equilibrada, já demonstrou sua extraordinária capacidade de harmonizar e moralizar aquela Corte Maior com o caráter que lhe é peculiar, pondo-a no seu devido patamar de Suprema Corte. E o saberá conduzi-la com serenidade e lucidez nessa atual crise moral sem precedente por que passa o país, onde está em foco a Teoria dos Jogos, que deve grande parte de seu desenvolvimento aos trabalhos do brilhante matemático norte-americano John Nash, cuja vida e obra foram retratas no filme Uma Mente Brilhante. Sua aplicação é extremamente vasta, podendo ser aplicada à política, conflitos bélicos e, o mais comum, à microeconomia e competições de mercado. Foi o que aconteceu com os irmãos Joesley Batista que deram um xeque-mate em Michel Furico Pisca PiscandoTemer para salvar o conglomerado JBS.

Cármen Lúcia já foi responsável, enquanto está presidente, por homologar as delações da Odebrecht na operação Lava Jato no momento crucial. Vai submeter ao CNJ as alterações nas regras de concursos públicos que selecionam juízes no Poder Judiciário para filmar as entrevistas realizadas nas provas orais, afirmando que, quanto mais transparente, quanto mais inquestionável for, melhor, porque atualmente concurso público, assim como licitação, tem de ser previsto com uma fase de judicialização ou de litigiosidade administrativa. Não acabam nunca tais questionamentos.

Sem contar que pautou para o dia 31 de maio de 2017 o julgamento à restrição do foro privilegiado, que fica adstrito somente a presidente da República, a presidente da Câmara, a presidente do Senado e a ministros do Supremo, segundo o voto do relator Luís Roberto Barroso, já liberado ao Pleno para julgamento desde fevereiro de 2017, forçando o Congresso Nacional, o Prostíbulo de Brasília, a votar a PEC 10/2013, já aprovada pelo CCJ e no primeiro turno de votação no Senado, a constitucionalidade da condução coercitiva e tudo que for urgente para o Brasil e que os outros ministros presidentes antecessores, a contar com Ricardo Bigode de Besouro Espalha Bosta Lawandowski, sentou o rabo em cima quando era presidente e não pôs em pauta, demonstrando, dessa forma, o seu mau caratismo.

22 maio 2017 FULEIRAGEM

GILX – JORNAL O DIA (PI)

22 maio 2017 DEU NO JORNAL

TINHA GENTE QUE SÓ A PESTE

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Um número expressivo de panacas.

Um grau altíssimo de estupidez tomou conta dos ares.

Foram às ruas os mesmos babacas que votaram na chapa Dilma-Temer.

Resumindo: foram às ruas, gritar “Fora Temer”, as mesmas antas que votaram TAMBÉM em Temer.

Dia 1º da janeiro de 2011, posse da dupla Dilma/Temer, com o aval de Lapa de Enganador (de idiotas…)

Aqui no Recife, a multidão que saiu às ruas pra protestar contra Temer neste domingo foi algo impressionante.

Nem o fubânico petista Citador de Números conseguiria calcular.

Com absoluta certeza, havia pra mais de 13 manifestantes!!!

Um número assustador.

Vejam na foto abaixo, feita ontem na Praça do Marco Zero, centro da cidade:

Ainda bem que em São Paulo a coisa foi diferente.

Tinha tanta gente na rua que os tabacudinhos ficaram se espremendo uns contra os outros.

O aperto era tão grande que não passava nem um peido ensaboado.

Confiram na foto abaixo:

Segundo apurou o Departamento de Tabacudice do JBF, os militantes zisquerdos-petralhais não foram às ruas porque estavam em casa assistindo a programação dominical da Rede Globo.

Eles deverão marcar um novo protesto para um dia de semana, durante o horário de trabalho, com direito ao Kit Mortadela.

Aí vai lotar que só a porra.

* * *

Pra complementar esta postagem, uma notícia que deu no jornal nesta segunda-feira:

Protestos petistas fracassam de novo

A baixa adesão aos protestos deste domingo frustou os organizadores, segundo o Estadão.

Na capital paulista, eles culparam a chuva.

Mas o fato é que os movimentos de esquerda não conseguem mais mobilizar as massas.

Pudera: se o Congresso não tem legitimidade para escolher presidente, por que teria para mudar a Constituição antecipando eleições?

Mesmo insatisfeito com Michel Temer, o povo prefere ficar em casa, aguardando Lula protagonizar a cena das “Diretas Já” para a cadeia.

22 maio 2017 FULEIRAGEM

MOISÉS – BLOG DO MOISÉS

BIBI ALEXANDRE

Bibi Alexandre é um cabra atarracado, forte e vermelho, que compra e vende bode lá pelas bandas de Ouro Velho, Mundo Novo, Tuparetama, por ali afora…

Gente boa, alegre e brincalhão, nunca gostou muito de briga, mas numa terça-feira , dia de feira no lugar, no meio de uma cachaçada, no bar de Mocinho, lá em Ouro Velho, entrou numa discussão sem motivo aparente e partiu para uma aventura sem futuro nenhum, com o negro Luizão, que tinha o dobro da sua altura, da sua coragem e era afeito às imbuanças do lugar.

Agarraram-se, rolaram pelo chão até que o negão começou a levar nítida vantagem, por ser mais novo e mais comprido e muito, muito mais ligeiro do que Bibi.

E tome cacete, rasteira e Bibi tentando só se defender, recuando e o tapa e a rasteira comendo no centro, o chapéu já tinha voado lá longe.

A platéia limitava-se a assistir, sem interferir e já tinha até torcida, quando Bibi não aguentou mais e “jogou a toalha”.

Não sem antes protestar:

– Ô povo covarde é esse de Boi Velho! Cadê os apartadô de briga daqui?

21 maio 2017 FULEIRAGEM

FERNANDO – JORNAL DA CIDADE DE BAURU (SP)

SIMARA ALBERNAZ – GOIÂNIA-GO

Caro Editor,

Os integrantes da facção Ação Petista deram uma excelente ideia.

Não basta apenas ter um dedo cortado.

Tem que cortar também as duas mãos do meliante.

É a mesma pena que se aplica aos ladrões nos países islâmicos.

Achei ótima a ideia dos manifestantes petistas.

O apelo está contido nesta faixa:

21 maio 2017 FULEIRAGEM

TACHO – JORNAL NH (RS)


http://calamus-scribae.blogspot.com.br
O PADRE, O MENINO E A GARAPADA DE RAPADURA

Vô-le contá um causo assucedido lá pras banda dos Inhamuns, no interior do Ceará. O causo é o siuguinte e o siuguinte é eche:

Uma feita, vinha um pade em riba duma burrinha já cansadinha da viagem. Os dois, o pade e a burra, a burrinha e o pade, viajavam debaixo dum sol que era tão quente que nem brasa acesa, que nem fornalha.

Esbaforido pelo calor infernal, o pade viu uma casinha na bêra da istrada. Apeou da burrinha que já não aguentava mais aquela lida de levá o pade.

Aí o pade viu um minino e aí chamou o minino.

Ô minino, ô de casa!

Aí foi que o minino, que tava brincando, viu o pade. Todo minino gosta de mexer com os pade.

Aí o pade diche: ô minino, cadê seu pai, cadê sua mãe?

Aí o menino diche que o pai e a mãe dele tinham ido pra feira.

Aí o pade diche assim: vosmicê minino tem não uma aguinha pra dar pru pade e pra burrinha, que é por causa que nóis tá cum sede da viaje?

Aí foi que o minino diche: vô vê se tem. Mas antes me arresponda essa pregunta: Que pregunta é echa?

Aí o menino preguntou pro pade: essa burrinha que o sinhô veio nela se transforma de noite numa muié pru mode o sinhô, seu pade, se abufelá cum ela?

É ou num é?

Aí o pade se arretô-se com o minino: me arrespeite que eu sou um pade!

Aí o minino dice: é ou num é? Me arresponda que vô vê se tem água!

É não! Essa burrinha é burrinha mermo, num é muié não!

O pade tava tiririca de ódio do minino.

Aí foi que o pade diche: tem água ou num tem, minino?

O minino diche: tem não. Mas tem garapa de rapadura, qué?

Aí o pade diche: quero.

Aí o minino diche: qué mermo? Óia lá! Vai querê mermo?

Aí o pade diche: já diche que quero, minino maluvido!

O minino foi lá dento da casa e trôxe uma cuia cheinha de garapa de rapadura. o pade bebeu e deu pra burrinha bebê.

Aí o pade diche: tem mais? O minino diche tem e foi buscar mais lá dento e trouxe a cuia mais cheia do que antes e o pade bebeu. E depois bebeu mais uma e mais ôta.

Aí o pade diche: Minino, sua mãe não vai se zangá pruiquê vosmicê me deu echa garapa todinha?

O menino diche: Vai não seu pade, ela num qué mais echa garapa pruique tinha três rato morto dento do pote!

O pade se arretô-se de novo com o minino: muleque maluvido! Pruiquê num diche antes de eu bebê?

Aí o pade pegô a cabaça de tanta reiva que tava do minino e jogou cum tava força que quebrô a cabaça no chão.

Aí o menino arregalô os zói e diche: agora sim, seu pade, por sua culpa é que eu vô levar uma surra das grandes!

Aí o pade diche: o que foi que eu fiz?

Aí o menino diche: pois o sinhô acaba de quebrar a cabacinha da minha vó mijar dento!

Aí o pade se arretô-se de novo com o minino!

Conto popular do Nordeste


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