ZÉ LIMOEIRO – RECIFE-PE

Santidade do pau ôco.

Reverências, sim, ao que as merece.

Mas este soneto, “O Mundo do Sertão”, do nosso Ariano, pô santidade, é muito ruím e, além disso, remete descaradamente ao inesquecível Carlos Pena. Este, por nenhum modo delirava e, por ele, o pardo despencaria dessa cornija e nem pintaria de azul a asma apenas pra roubar-lhe o fog que sufoca e ser diferente!

Acham, no entanto, os eternos abestados, que, parida uma obra de gênio tal “Morte e Vida Severina” o foi e é, tudo o mais que venha desse autor deve ter igual marca. Não a tem e nem ousem dizê-lo, por favor.

Resumo, pois, o que indevidamente se alonga:

A velha Taperoá,
Etimologia dada,
É taba desabitada.
Portanto quem nasceu lá
Não é qual quem nasceu cá,
Só pode ser um fantasma,
Tecedura de ectoplasma
Que atreveu-se ao soneto
Como cria bode preto
Com bodum que não se emplasma!

É o Zé Limoeiro.

R. Tenha paciência e seja benevolente comigo, por favor. Pelo menos está acabada aquela fase em que o JBF, em nome da democracia, publicava tudo quanto era poesia-merda deste mundo.

Daqui pra frente as poesias-merdas serão publicadas em “Correspondência Recebida” pra que todos saibam quem foi que obrou a jeguice. Ou, então, dentro de cada coluna. E aí o titular da mesma é que vai assumir a responsabilidade pela merda que perpetrou.

Quando nada, a poesia-merda fornece farto material para a coletânea que estou organizando sob o título de “100 Obras Primas da Poesia Ruim”.

Quanto àquela mania citada por você, de se achar que é de gênio tudo que vem de quem um dia escreveu algo de gênio, pode dormir sem sustos que eu estou vacinado contra isto. Na verdade, eu estou vacinado contra todas as unanimidades, quer sejam poéticas, quer sejam políticas.

Veja só: o mundo todo acha que tudo que foi escrito por Carlos Drumond é coisa de gênio. Na minha cabeça, aquela história de “No meio do caminho havia uma pedra…” é uma seriíssima candidata a abrir minha coletânea de posias ruins.

JORGE FILÓ – RECIFE-PE

O poeta Zé Vicente, na foto com Louro do Pajeú, viajou fora do combinado nesta sexta-feira última passada. O poeta estava hospitalizado a dias na cidade de Bezerros, e teve seu descanso merecido. Zé Vicente foi e sempre será um ícone no universo dos repentistas.

O que prende demais minha atenção
É um touro raivoso numa arena
Uma pulga do jeito que é pequena
Dominar a bravura do leão
Na picada ele muda a posição
Pra coçar-se depressa com certeza
Não se serve da unha nem da presa
Se levanta da cama e fica em pé
Tudo isso provando quanto é
Poderosa e suprema a natureza

Admiro demais o beija-flor
Que com medo da cobra inimiga
Só constrói o seu ninho na urtiga
Recebendo lição do Criador
Observo a coragem do condor
Que nos montes rochosos come presa
Urubu empregado na limpeza
Como é triste a vida do abutre
Quando encontra um morto é que se nutre
Quanto é grande e suprema a natureza

Não há pedra igualmente ao diamante
Nem metal tão querido quanto o ouro
Não existe tristeza como o choro
Nem reflexo igual ao de um brilhante
Nem comédia maior que a de Dante
Nem existe acusado sem defesa
Nem pecado maior que avareza
Nem altura igual ao firmamento
Nem veloz igualmente ao pensamento
Nem há grande igualmente à natureza

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Zé Vicente cantando com Louro do Pajeú em foto de Paulo Carvalho

CARDEAL MECA MORENO – RECIFE-PE

ZÉ VICENTE DA PARAÍBA

Zé Vicente partiu para outro plano
Lá de cima já está a nos olhar
Com o pinho no peito a dedilhar
Lá no céu chega então mais um decano
Pra cantar e animar santo e humano
Promover união e alegria
Cantador tem na alma a valentia
E o pendor que é seu por uma festa
E rezar para Deus é o que mais resta
Digo adeus meu poeta até outro dia

R. Hoje é um dia de luto.

HARDY GUEDES – NATAL-RN

Olá, Berto,

Infelizmente, hoje o jornalista, advogado e ex-senador Artur da Távola faleceu.

Era um batalhador pela cultura, especialmente pela música clássica. Na TV Senado apresentava um excelente programa chamado QUEM TEM MEDO DE MÚSICA CLÁSSICA? que eu assistia todos os domingos. Além da qualidade da programação, a sua participação era extremamente didática e inteligente.

Uma grande perda!

R. Não há como negar: uma grande perda. O que eu mais admirava em Paulo Alberto Moretzsohn Monteiro de Barros, nome verdadeiro de Artur da Távola, era sua sensibilidade pelas coisas de arte, se deslocando com desenvoltura pela prosa, poesia, música e artes plástica.

Fora o fato de que era um cavalheiro, um sujeito educado e que, apesar da militância política, deixou um nome honrado e sem qualquer envolvimento nos mal feitos que estamos habituados a ver nos nossos homens públicos. Só este fato já bastaria para diferençá-lo.

 

Um Poema de Artur da Távola

Tempo

Hoje eu sou poesia,
Pedaço de nuvem
Nas mãos do teu dia.
Eu sou amargura,
Espaço de espanto
Num céu de loucura.

Hoje eu quero ser jardim,
Temporada de espanto
No sorriso de teu sim.

Agora vai ser a vez
Da esperança sem lança,
Da amizade sem força,
Do afago sem sexo,
Do sexo sem falsa noção de esmagar.
Chegou o tempo
De ser
E amar.

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CARDEAL ZELITO NUNES – RECIFE-PE

“Amigo José Vicente
Muito prazer em revê-lo
Gordo como uma lontra
Redondo como um novelo
Quando eu vejo um negro assim
Minha vontade é comê-lo”
(Pinto)

COMO É GRANDE E BONITA A NATUREZA…

Grande e bonita foi a natureza do negão Zé Vicente, que pegou um trem, rumo ao infinito , ontem às sete e trinta da noite, na estação de Bezerros.

Quem estava lá, diz que o poeta só levava uma viola nas costas e um sorriso de esperança nos lábios, tudo o que amealhou nos seus oitenta e seis anos de peleja.

Grande e bonito, foi o seu olhar para o mundo.

Grande e bonita, foi a sua generosidade para com a sua gente.

Grande e bonita, foi a sua poesia.

Simples , modesto e gentil, já deve estar procurando um lugarzinho lá no céu, pra pendurar a sua viola.

A essa altura , já tem gente lá em cima ,rindo com as suas histórias.

Já tem gente aplaudindo os seus versos, plenos de Sertões , de Nordestes e Brasis.

O céu , acaba de receber um cidadão do mundo , um poeta do povo, um cantador de viola .

O cantador ZÉ VICENTE DA PARAÍBA, pede a palavra no céu.

Vai em paz , negão.

A tua natureza foi sim, grande e bonita…

R. Zé Vicente era pai do nosso colunista Wellington Vicente, que herdou o talento e a genialidade do genitor nas artes da Poesia e do Improviso.

Encantou-se ontem de noite e deixou um vazio arretado na Nação Nordestina.

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Zé Vicente, Zelito e João Furiba

10 maio 2008 DEU NO JORNAL

PESQUISA

Vai depender da ONG Conselho Indigenista de Roraima – que atua como se fosse um “Estado” independente dentro do Brasil – a instalação de novos pelotões de fronteira do Exército, anunciados pelo ministro Nelson Jobim (Defesa) para “manter a ordem” na Reserva Raposa Serra do Sol. O processo é demorado. O batalhão de Uiramutã só entrou após decisão judicial. A ONG se vingou construindo malocas na pista de pouso.

* * *

O Instituto Data-Besta está promovendo uma pesquisa com a seguinte indagação:

Que nome você daria a este tipo de coisa?

Respostas aqui para o JBF .

9 maio 2008 DEU NO JORNAL

TEM TODAS AS FERRAMENTAS

A Polícia Federal e a sindicância interna da Casa Civil identificaram o secretário de Controle Interno do órgão, José Aparecido Nunes Pires, como o vazador do dossiê elaborado no Palácio do Planalto com gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

* * *

Este cabra tem duas credenciais básicas e indispensáveis para se meter em falcatruas, elaborar dossiês clandestinos, praticar jogadas anti-éticas, cometer picaretagens e chafurdar em atividades praticadas na lama:

1 – é militante petista histórico

2 – é aliado incondicional de Zé Dirceu.

9 maio 2008 DEU NO JORNAL

UMA VERBA DA BOBÔNICA PRETA

O governo da Espanha retirou a ajuda financeira oficial à Igreja Católica no país, depois que a instituição se opôs ao casamento gay e chegou a pedir votos para a oposição nas últimas eleições. Como resultado, a Igreja está fazendo uma campanha publicitária em que pede dinheiro aos fiéis. A Igreja espanhola era a única da Europa financiada com verba do governo, segundo dados do Parlamento Europeu. O governo dava por mês 11,7 milhões de euros, pouco mais de 141 milhões anuais.

* * *

Tão logo tomei conhecimento desta notícia, enviei telegramas pontifícios ao Rei Juan Carlos I e ao Presidente José Luis Rodríguez Zapatero propondo que a verba retirada da Igreja Romana seja repassada imediatamente para a Igreja Sertaneja.

Informei aos dois que, por 141 milhões anuais, a ICAS casa macho com macho, fêmea com fêmea e homem fêmea com mulher macho.

GOIANO BRAGA HORTA – PARIS, FRANÇA

Caro amigo Berto,

acompanhando a duras penas o Jornal da Besta Fubana em sua nova fase, porque aqui de Paris, lutando para conseguir recuperar internet chez moi, admiro o seu trabalho, a sua disposição, e espero poder o mais cedo possivel voltar a colaborar com meus textos, para que a gazeta da bixiga continue piorando cada vez mais, coroando nossos esforços nesse sentido.

Afinal de contas, trata-se – o Jornal da Besta – da unica droga ilicita circulando livremente nesse nosso amado pais (ah… onde estarão certos acentos neste computador?).

Minha colaboração de frase para servir de lema ou emblema para o nosso querido periodico:

Um jornal da porra!

Abraço

R. Meu ilustre amigo e colunista: é um prazer quase orgásmico receber notícias suas diretamente da beira do Rio Sena, este córrego que jamais chegará a ser um Una na vida.

Fique tranquilo porque antes de viajar você me deixou bem abastecido com textos pra sua coluna. Amanhã mesmo sai um.

De modo que o nosso propósito de baixar o nível do JBF está sendo cumprido à risca.

Quanto à sugestão de lema que você mandou, eu só tenho a dizer o seguinte: da porra é você, seu mineiro da bixiga lixa!

JORGE FILÓ – RECIFE-PE

Mestre Berto.

Ainda sobre a égide da democracia praticada neste JBF, um de nossos pilares da cultura do nosso povo, solicito do amigo a divulgação do informe abaixo, juntamente com a foto em anexo, do arquivo do apologista Urbano Lima.

Inté, Sábado a gente se vê!

O livro de Cancão!O poetamigo Lindoaldo Jr., organizador do livro Palavras ao plenilúnio, do genial poeta João Batista de Siqueira, Cancão, estará neste sábado, dia 10, no Mercado da Madalena, mas precisamente no Box Sertanejo, nos brindando com a 2ª edição do livro. Muitos me procuraram, e procuram, a procura do livro do poeta, que teve sua 1ª edição esgota quase que no lançamento. Pois bem, esta é uma ótima oportunidade de adquirir esta obra prima, não só pelo fabuloso conteúdo poético, inquestionável, bem como pelo esmero e cuidado do organizador na compilação e apresentação da obra. Pra quem não conhece Cancão, tai uma “pequena” mostra de sua grandeza poética

CREPÚSCULO

O céu se abre num leque de rubor
A luz solar cristaliza o panorama
Se escoa e tremula sobre a rama
Tornando toda a pelúcia multicor

Os horizontes circulam de outra cor
A penumbra parece arder em chama
A última luz no ocaso se derrama
Num quadro mágico, sublime, encantador

O sol, guerreiro que veio do Oriente
Passou o dia lutando ferozmente
Da guerra trouxe seu golpe assinalado

Agoniza agora, e através da tela infinda
Pela grimpa da serra mostra ainda
A metade do rosto ensangüentado

R. Adorei esta “égide” ai no começo de sua mensagem. As proparoxítonas são sempre bem recebidas no JBF.

Quanto ao Mestre Cancão, ele é sempre muito bem vindo nas páginas desta gazeta da bixiga lixa, que periodicamente publica seus poemas.

Amanhã, tenho certeza, vai ser um grande dia no Mercado da Madalena.

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Cancão, um poeta malassombrado como poucos

9 maio 2008 DEU NO JORNAL

UM PAÍS DE QUENGA…

Se muitos artistas acabam no Retiro dos Artistas, por não terem recursos e menos ainda, plano da saúde, a situação de muitos campeões do mundo do futebol brasileiro não é diferente. Agora, o respeitado Nilton Santos, internado numa clinica na Gávea, no Rio, passa necessidades até para comprar remédios. Depende da bondade de poucos amigos e continua esperando o plano de saúde prometido por Ricardo Teixeira, presidente da CBF, a todos os campeões do mundo, que nunca saiu.

* * *

O carioca Nilton Santos completa 83 anos de idade na próxima sexta-feira, dia 16 de maio.

Puta merda!

Nilon Santos, meu ídolo de infância, o Enciclopédia, o campeão do mundo de 58 e 62, o grande cérebro do Botafogo nos anos de ouro, o cavalheiro do futebol, um sujeito finíssimo, educado e gentil…

Putz.. Que paizinho escroto é esse nosso.

 

Nilton Santos ontem…

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A Seleção bicampeã mundial: Djalma Santos, Zito, Gilmar, Zózimo, Nilton Santos e Mauro (em pé); Garrincha, Didi, Vavá, Amarildo e Zagallo (agachados). Junto deles, o médico Hilton Gosling (em pé, à dir.) e o roupeiro-massagista Francisco de Assis (agachado, à dir.)

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…e hoje

 

9 maio 2008 DEU NO JORNAL

BACURINHA E BILÔLA

Coordenadora da Rede Nacional de Profissionais de Sexo, diretora da ONG Davida e criadora da Daspu, Gabriela Leite acompanhou a entrevista de Ronaldo Fenômeno no Fantástico e depois, foi conferir a repercussão entre travestis seus amigos. Aí, chegou à seguinte conclusão: “Elas acharam que Ronaldo conhece bem a área e tem certa intimidade com a categoria. Sempre se referiu a elas no feminino, como se fossem mesmo mulheres. É uma linguagem de bom conhecedor”.

* * *

E você tinham alguma dúvida de que ele era conhecedor daquele terreno plantado de paus? Ele sabe perfeitamente a diferença entre uma pajaraca e uma bacurinha.

O sujeito é chegado numa bilôla…

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9 maio 2008 DEU NO JORNAL

PENICO E URINOL

Tucanos paulistas estão em pânico com uma suposta fita do escândalo Alston, que põe a nu os subterrâneos do ex-governo de Geraldo Alckmin. Promotores franceses investigam pagamento de suborno a políticos do Brasil pela Alston, nos contratos bilionários na obra do metrô paulistano.

* * *

Como são farinha do mesmo saco, petistas e tucanos travam uma luta feroz pela medalha de ouro nas olimpíadas da roubalheira do dinheiro público. Até agora os petistas ganham na quantidade, levando-se em conta o pouco tempo de poder. Mas os tucanos prometem passar à frente em volume com este novo escândalo da Alston.

9 maio 2008 DEU NO JORNAL

SEM SURPRESAS

O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu põe em prática a velha máxima “se você não pode vencer o inimigo, junte-se a ele”: ícone da esquerda brasileira nas últimas décadas e agora consultor de empresas, conquistou um cliente surpreendente: a norte-americana Coca-Cola, representante de tudo o que ele sempre combateu. Dirceu vai assessorar a multinacional na América Latina em assuntos relativos à famosa marca.

* * *

R. Esta notícia não me surpreende de modo algum. Este cabra safado, picareta incensador do Coma Andante Fidel, guerrilheiro de revólver de brinquedo, é o retrato cagado e cuspido do zisquerdista brasileiro, que renega qualquer princípio por um boquinha. Especialmente uma boquinha que permita mamar dinheiro público. Mas, no presente caso, a larga bocona da garrafa de Coca-Cola falou mais alto.

Não ficarei surpreso se no terceiro mandato este refrigerante for incluído na merenda das escolas públicas.

CARDEAL NATAN – BRASÍLIA-DF

Amigo Papa Berto.

Eu, no comecinho dos anos 1970, funcionário da Infraero na função de Desenhista, último Nivel e padrão, me exigiram o Certificado de terceiro grau ou pelo menos uma declaração de uma faculdade, atestando que estava fazendo um Curso Superior. PQosPariu! Foi o maior arrocho que levei, pois essa porra desse certificado era imprescindível para ser promovido a Desenhista-Projetista. Essa promoção me daria a mais, em dinheiro, quase a metade do salário que ganhava na época, mas só tinha o Científico, feito nas coxas, no Caseb, lembras do Caseb?

Me matriculei naquele Curso do Jefferson & Irmãos.

Sem querer fazer média, quando me dirigi à sala de aula de matemática, lá estavas tu, sério, agitado e tranqüilizando os alunos e alunas, a grande maioria entrando na meia idade; “que matemática era a matéria mais fácil do mundo”; “que todos iriam passar”… “Era só prestar um pouquinho de atenção nas aulas e fazer muito exercício principalmente nos sábados, depois de uma feijoada, regada a caipirinha e coisa e tal”.

Eu, como todos, mas todos mesmo, éramos um magote de tapados, no tocante a matemática. Pra encurtar a história, menos de um anos após fiz o vestibular na Católica de Brasília e, entre centenas e centenas de candidatos ao Curso de Economia (naquela época, ser funcionário concursado do Banco Central era o sonho de muita gente, por causa do salário, estabilidade etc. E pra quem já era funcionário, o Curso de Economia era fundamental) que deveria selecionar 120 alunos, fiquei em 64º lugar, graças às 50 questões de matemática, das quais acertei, conscientemente, 36. Chutei mais ou menos as 14 mais cabeludas e garimpei mais umas cinco, por aí! Peguei a declaração de matrícula na Católica e fui promovido na mesma semana.

Contei essa historinha por ter visto no JBF, BOLETIM DE OCORRÊNCIAS o teu currículo, onde a certa altura se lê: “Professor de Matemática, desasnando com competência as pessoas renitentes nesta disciplina”. A carapuça me coube direitinho.

Só não gostei do termo DESASNANDO… Mas gostei do resultado, pois no “científico”, só passava deixando pelo na cerca, com notas mínimas. Nas outras matérias sempre me saía bem, com notas MS, MS+, MS-, SS…

Obs.: Naqueles idos sombrios, tempos do engodo “Milagre Brasileiro”, “Brasil: Ame-o ou deixe-o”, censura braba nos meios de comunicação, onde o FEBEAPÁ imperava como nunca, dizia-se que o Stendhal foi chamado a se explicar por causa do seu livro O VERMELHO e o NEGRO (interpretado pelo censor como o comunista e o crioulo) e Sófocles (também foi chamado a se explicar, com aquela história de Rei…), acho que pela peça Édipo Rei.

Mas o Brasil vivia num clima de grande regozijo, dinheiro a granel, emprestado pelos capitalistas internacionais a juros baixíssimos (Taí a explicação pros 85% de “popularidade” do Médici), enquanto a OPEP assava a batata pros ingênuos militares (em termos econômicos)…

Naquela época VS era um cabra novo, que usava barba pra parecer mais velho, acho eu. Não fiz muita fé, confesso, quando te vi e pensei: “tô fudido; esse mulecote não deve saber porra nenhuma de matemática nem pra ele, imagine transmitir pra uma toupeira quinem eu”, mas estava enganado. Como já disse acima, fui “desasnado” e te sou muito grato até hoje.

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R. Nobre Cardeal, você me levou de volta a um tempo arretado da minha vida (como arretado são todos os outros tempos dela…) e me trouxe gratas recordações. Um tempo em que eu era bem mais jovem, bem mais tesudo e bem mais bonito que hoje…

Por aquela época em que você era meu aluno, descobri que tínhamos em comum uma nordestinidade da bixiga lixa, amplificada pelo fato de morarmos longe da terrinha. E descobri, também, o talentoso artista que você era – e é até hoje -, a ponto de eu ter convidado você para participar da feitura de “O Romance da Besta Fubana”, desenhando as ilustrações que são partes integrantes e indissociáveis do texto. Uma parceria que deu certo e que teve sorte, haja vista o extraordinário sucesso do livro junto à crítica e ao público.

Dizia meu saudoso professor de Cálculo, Luiz Gonzaga da Lapa, o Lapinha, que “a gratidão nunca deixa esmorecer o benefício”. E eu sou grato a você até hoje. Significando isto que o benefício que você me fez está presente permanentemente na minha lembrança.

Aproveito a oportunidade pra tirar uma história do baú:

Quando a gente andava de farra e de raparigam lá no Planalto Central, eu cultivava a amizade do grande Cantador e Poeta Lourival Bandeira, que residia na cidade satélite do Gama e com quem eu me reunia religiosamente nas manhãs de sábado, numa bodega que havia perto de sua casa. Estava sempre presente o saudoso cantador de côco e embolador Tira-Teima, meu compadre e meu amigo. A partida destes dois me faz uma falta enorme até hoje.

Pois bem. Lourival escreveu um livro de poemas e nele botou o título de “Minha Vida e Minha Filosofia”. Escreveu com uma caneta Bic em papel de pacote de cigarros, aquele que embrulha de 10 em 10 maços. Guardo estes originais nos meus arquivos até hoje.

Tomei a decisão de botar o livro na praça e banquei com meus recursos uma edição modesta, xerografada, em cujo lançamento a gente fez uma farra da bixiga lixa, com muito improviso, muita cachaça e muito sentimento de nordestinidade daqueles conterrâneos desterrados no Planalto Central. No dia desta festa um tira-gosto muito disputado foi carne de cobra guisada no molho de tomate.

E convidei você para fazer a capa e as ilustrações do livro. Você traduziu em desenhos algumas das passagens mais marcantes do texto de Lourival, no qual ele descrevia sua infância sofrida, sua fuga da seca junto com a família e a paisagem pedregosa do sertão.

A qualidade do teu trabalho me deixou muitíssimo feliz.

Reproduzo-as pra gente relembrar um tempo bom das nossas vidas:

 

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ANA CRISTINA LASKOS – FLORIANÓPOLIS-SA

Nosso ilustre Presidente Lula além de Nordestino será tambem Catarinense.

Pois nao é que nossos Deputados Estaduais aprovaram com unanimidade a concessao do título de Cidadao Catarinense ao presidente?

Proposta, é claro, por um deputado do PT.

R. Gostei da notícia e acho que a homenagem é muito justa e merecida.

Acho, também, que a concessão do título de cidadania deveria fazer com que obrigatoriamente o homenageado se mudasse para o estado que concedeu a honraria.

Vocês iriam adorar a ilustre presença.

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O mais novo cidadão catarinense, preparado para enfrentar o solão de Floripa

JORGE FILÓ – RECIFE-PE

Meu caro Berto.

Reforço novamente, de novo, sem medo de ser redundante, meus respeitos pelo nobre escriba.

Como não costumo ser prolixo, por não possuir sua dialética, fica assim, difícil responder sua resposta a altura. Mas vamos lá,

Quando me refiro aos “Srs.” não estou falando com relação a edição do JBF, ou sua manutenção ou coisa que o valha, e sim da confraria dos que a tudo “enxergam”, traduzindo “os esculhambadores do atual governo” na qual o amigo, dentre vários outros, estar inserido.

Minha certeza de que esta mensagem seria publicada, deve-se a sempre exaltada e aplicada democracia, exercida neste veiculo de comunicação. Sua historia pessoal de vida, já me era presumida, pelo seu proceder diante dos acontecidos da época.

Sei que a carapuça de “viúva” não lhe cabe, mas como disse, estou me referindo a confraria dos que a tudo “enxergam”, garanto que na maioria dos “esculhambadores do atual governo” tem quem esteja órfão dos desgovernos passados.

Quanto a corrupção existente na máquina pública a séculos, desafio o amigo, detentor de tantas informações, a fazer um paralelo entre o atual governo e a gestão passada, enumerando o que se fez de bom e de ruim, sem notificar nenhum avanço sequer de um para o outro, vendo estes avanços da perspectiva da base da pirâmide “o povo fudido”.

Quanto a Sarney, Lobão, Collor… tudo isso é merda pura, mas como diria Raul Seixas “pra entender o jogo dos ratos, de rato você tem que transar”. Divagarim a gente vai tomando os eixos, já tem um rebãe de felas da puta fora do poder!!

Um grande abraço mestre Berte!

Obs. Desculpe os erros e a má caligrafia!

R. Tá desculpado.


8 maio 2008 DEU NO JORNAL

UM FANHOSO DESASTRADO

Inaceitável. Indelicada. Grosseira. E politicamente desastrosa.

A atitude do líder do DEM, senador José Agripino, na abertura dos trabalhos da Comissão de Infra-estrutura do Senado, na manhã de hoje, já pode ser inscrita nos Anais do Congresso como uma das mais grosseiras agressões desferidas contra uma autoridade que vai ao Congresso Nacional prestar contas dos atos de sua pasta.

Ao agredir a ministra Dilma Roussef, ao trazer de volta eventos, dores e peripécias de sua juventude, de sua prisão e tortura na cadeia da ditadura, o senador José Agripino manchou a própria biografia.

* * *

Ponto pra Ministra.

Que além de dar uma resposta brilhante à pergunta impertinente do abestalhado do José Agripino conseguiu, de quebra, botar pra escanteio o pântano de lama da história do dossiê e, ao mesmo tempo, pacmentar, quero dizer, pavimentar sua estrada rumo a 2010.

Os parabéns deste editor.

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A Ministra botou sem pena no Copinho-de-Couro do fanhoso

PADRE MAVIAEL MELO – SALVADOR-BA

Caro Papa,

Tá arretado o blog… estou sem tempo pra acessar com mais frequencia… são as correrias da vida… mas se avexe não que logo estarei contribuindo com nossas bestagens…

E falando nisso:

Estarei no próximo dia 09 de maio na cidade de Feira de Santana, fazendo uma cantoria na cidade da cultura….

Acompanhado pelo Flautista Kiko Souza e o percussionista Leo Macedo

Gerande abraço!

R. Eita… Amanhã Feira de Santana vai pegar fogo. Sucesso, seu cabra!

FÁBIO BARROS – RECIFE-PE

Sua Santidade,

Até que enfim você se rendeu ao formato do blog. Agora ficou bem melhor de ler as putarias daqui.

Só uma coisa: onde estão as edições anteriores?

Ah! Dá uma olhada no meu blog de avacaiação:

http://obacurau.blogspot.com

Um abraço!

R. As edições anteriores sumiram no ar feito peido de aviador. Mas num futuro próximo a gente vai dar um jeito para que fiquem disponíveis pros leitores. Aguarde.

Meu amigo, você abra o olho e tome cuidado. Lá no seu Bacurau tem uma matéria que certamente não irá agradar à Confraria dos Cegos. Trata-se de uma gozação com o excelentíssimo Senador José Sarney. Como é de conhecimento público, tanto o senador quanto sua filha, também senadora, não apenas são da base de apoio ao governo como, bem mais que isto, são conselheiros políticos do Grande Líder.

E tudo que ofenda à Metamorfose Ambulante é imediatamente repudiado pela Confraria dos Cegos.

As zisquerdas brasileiras, enfim, chegaram ao paraíso junto com Jáder, Severino, Color, Sarney, Jucá, Lobão, Quércia e mais uma dezena de outros nomes tão ilibados e respeitáveis como estes.

Você tome cuidado pra não perder a audiência dos eleitores do homi.

Vejam vocês o que é que tá lá no Bacurau:

 

No cardápio de um restaurante de São Luís do Maranhão, há um prato curioso:

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A espécie do peixe servido só pode ser esta:

robalo.png

Na verdade, é uma sub-espécie do robalo, o robalo-de-bigode…

BISPO BERNARDO – MACEIÓ-AL

Caçuá de Bondade,

o suplicante que criou o reclame em anexo está desempregado e roendo até beira de penico para sobreviver.

Como no Departamento de Assuntos Pornógráfico da PICAS, dirigido por este humilde Bispo, sob a proteção do santo Frei Galvão ainda há algumas vagas, gostaria de solicitar a contratação do penitente.

Respeitosamente

R. Minino, um cabra que bola um anúncio ardiloso feito este é um gênio e não deve saber tocar berimbau. Pode contratar o homi. Vamos encomendar um monte de reclames. Ele já pode até começar a trabalhar no evento Encontro de Casais da ICAS, a ser realizado depois do São João no Motel Seychelles aqui do Recife.

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A Wolksvagen nunca foi tão bem anunciada

CARDEAL ZELITO NUNES – RECIFE-PE

Santidade,

o avanço desses nazistas “agroboys”, é uma realidade perigosa, em todos os sentidos.

Zé Teles, é uma opinião de peso, contra esses bandidos.

Que bom se os nossos prefeitos (que são os financiandores desses criminosos) , lessem esse artigo e se tocassem.

Que bom seria se os TRIBUNAIS DE CONTAS, fiscalizassem essas prefeituras!!!

R. O nobre Cardeal da ICAS está se referindo a um artigo do jornalista José Teles, aqui da terrinha, a respeito da esculhambação que tomou conta das chamadas “bandas estilizadas”, que são contratadas a peso de ouro (e superfarturamento) pelas prefeituras dos mais longínquos rincões da Nação Nordestina.

Uma geração inteira de idiotas e panacas esta sendo formada a partir de letras mediócres e de composições pornográficas sem qualquer sutileza ou finura.

Vai permanecer na cabeça desta geração a idéia de que forró é isto e que poesia é o que escutam nas letras mais pobres que alguém poderia imaginar.

Tô planejando há algum tempo escrever um texto sobre esta esculhambação que tomou conta do panorama musical do nordeste e contaminou o resto do Brasil e que o meu amigo Anselmo Alves tão bem qualificou de “estelionato poético”.

José Teles me poupou o trabalho e escreveu um artigo intitulado “Tem rapariga aí?”.

Tem, meu caro. Tem rapariga. E tem muito puto também.

Clique logo abaixo e leiam que artigo arretado.

Clique aqui e leia este artigo completo »

JORGE FILÓ – RECIFE-PE

Meu caro Berto.

Como membro, orgulhoso, da confraria dos “cegos”, não posso deixar passar essa em branco; onde estavam os Srs. desta Besta que tudo “enxergam” enquanto dona Dilma estava sendo torturada?

A grita dos Srs. contra o atual governo, não passa de choramingo de viúvas!

Com todo respeito. Viva a democracia!!! Viva dona Dilma!!!

R. Confesso que passei um bom tempo matutando sobre sua mensagem. Fiquei me perguntando quem seria “dona Dilma” e que danado eu teria a ver com a tortura dela. O que haveria de comum entre o “choromingo de viúvas” e a tortura dessa senhora? Nada fazia sentido na carta. Depois cheguei à conclusão que você estava se referindo à Ministra Dilma Rousseff, que esteve no noticiário, ontem à noite e agora pela manhã, por conta da brilhante participação na reunião de uma comissão no Senado Federal. Só podia ser isto! E respirei com alívio por ter conseguido captar a mensagem.

Começo fazendo um reparo. Sutil mas muito importante: este “Srs” que você escreveu, assim no plural, não tem o menor cabimento. O JBF possui apenas um “Sr.”, no singular, que sou eu mesmo. Na retaguarda não existem pessoas, grupos, grupinhos, partidos, empresas e coisas assemelhadas. Nem mesmo a Igreja Sertaneja dá pitaco na linha editorial desta gazeta da bixiga lixa. Conto unicamente com Chupicleide, nossa desastrada secretária de redação.

Desde que planejei esta página que recusei todas as sugestões e oferecimentos de patrocínio, coleta de recurso ou ajuda. As pessoas e empresas relacionadas ai no lado direito, na coluna “Comparsas”, estão lá graciosamente, por conta da amizade e da admiração que tenho por todas elas. Os contratos que mantenho com a Plano 4 e com a provedora Insite são bancados inteiramente com meus recursos pessoais.

E isto me coloca na situação que considero ideal: totalmente à vontade pra esculhambar ou elogiar o que quer que seja. À independência editorial segue-se a independência ideológica, que me permite abominar e esculhambar com os dois extremos: a direita e a esquerda. Como está lá no cabeçalho desta página, eu sou extremista de centro.

E vamos ao que interessa.

É com uma alegria enorme que recebo sua mensagem. Pelo fato de que me dá oportunidade de provar o que vivo a repetir: aqui no JBF tem espaço para todas as opiniões e tendências, especialmente dos componentes da Confraria dos Cegos, da qual você se orgulha de ser membro. Cada um deve ser livre pra escolher o orgulho que acha que merece. O que menos importa por aqui são minhas opiniões e qualquer um pode expressar livremente a sua.

De modo que começo a responder sua carta pelo final: Viva a democracia! E eu faço coro: Viva! Aqui no JBF ela é exercida em total plenitude. Nem mesmo os comentários dos leitores passam por censura prévia. Vão ao ar de imediato. Nas publicações de esquerda nada se publica da direita. Nas publicações de direita nada se publica da esquerda. No JBF se publica tudo.

O segundo “Viva” que você deu, endereçado a Dona Dilma, também tem o meu apoio integral, pelo enorme respeito que dedico ao passado de “Stella”, o codinome da Ministra quando estava na clandestinidade durante a ditadura militar. O fato de que no presente ela está metida nesse infeliz governo não invalida de modo algum sua biografia. Apenas deslustra.

Você me pergunta onde eu estava “enquanto dona Dilma estava sendo torturada”.

A Ministra Dilma Rousseff esteve presa entre 1970 e 1973, quando foi barbaramente seviciada nos porões da ditadura e, neste período, eu estava trabalhando no serviço público (onde entrei por concurso), ganhava pouco, já era pai de dois filhos e estudava com muito sacrifício, primeiro à noite para terminar o secundário e, depois, cursando Matemática na UnB. Repudiava totalmente o regime de trevas em que estávamos metidos, embora não fosse militante. Família, trabalho, universidade, escritas e leituras não me deixavam tempo pra atuação política.

Neste mesmo período, eu estava labutando no meu romance “A Guerrilha de Palmares”, onde faço um retrato do golpe de 64 e no qual Miguel Arraes e Gregório Bezerra são personagens de destaque. E este retrato não é nada piedoso com os militares golpistas que derrubaram o governo de então. Tive o privilégio de conviver com Gregório quando eu era um adolescente de 17 anos e carrego uma admiração imorredoura por este homem “feito de ferro e de flor”, que foi vítima de bárbaras torturas a céu aberto nas ruas do Recife.

Pois era isto que eu fazia enquanto a Ministra Dilma Rousseff era torturada. E espero ter respondido satisfatoriamente a sua pergunta.

Aproveitando a deixa, quero parabenizar a Ministra pela brilhante participação que teve ontem no Senado, quando massacrou a nossa incompetente oposição com uma postura segura e equilibrada, embora tenha mentido descaradamente em vários assuntos.

Aproveito, mais ainda, para informar que, ao contrário do cabra safado do Zé Dirceu, a Ministra pegou em armas, foi impiedosamente vigiada e perseguida e teve papel relevante em várias ações guerrilheiras. E que foi regiamente indenizada pela Comissão de Anistia.

Se você, meu caro Filó, quiser saber de qualquer coisa sobre o período da ditadura militar, pode recorrer à minha biblioteca. Eu tenho tudo sobre aquele período. Tudo mesmo. E mais: tenho os depoimentos dos dois lados. Dos generais e dos encarcerados. Dos torturadores e dos torturados. Paulo Carvalho, seu companheiro na confraria dos cegos, conheceu minha coleção de livros sobre o assunto e pode confirmar o que estou dizendo.

Quando você quiser saber quem estava fazendo o quê quando alguém foi torturado, me pergunte que eu forneço tudo pra saciar sua curiosidade.

Agora vamos ao final de sua mensagem, onde você afirma que: “A grita dos Srs. contra o atual governo, não passa de choramingo de viúvas!”

Eu pensei – por tudo que escrevo aqui -, que a minha “grita” contra este governo estivesse bem clara: é por conta da corrupção, do acobertamento sistemático dos corruptos, do culto à ignorância, do endeusamento da mediocridade, da glamorizarão da falta de estudos e de leituras, do total despreparo do grupo que está no poder e por conta da banana que eles, encabeçados pelo Presidente Lula e depois que chegaram ao poder, deram ao passado de lutas pela ética, pela democracia e contra a roubalheira.

Minha “grita” é contra isto. E não pelo fato de eu ser viúva do governo passado. Contra o qual escrevi muitos e muitos textos. Ser “viúva” pressupõe o recebimento de favores, mensalões ou cargos, e isto eu nunca tive na era tucana. Nem em qualquer outro governo. Fui do serviço público federal na área do legislativo e lá cheguei por concurso.

Pra terminar, quero que você atente para esta foto:

PEDRO-PT

Esta moça que aparece no flagrante é Patrícia, minha filha mais velha. A criança, vestida com uma camiseta do PT, é o meu primeiro neto, Pedro Henrique. Aquele carro azul lá atrás é minha saudosa Belina e eu estou ao volante junto com o resto da família.

A foto foi tirada em dezembro de 1989, e nós estávamos participando de uma carreata em favor de Lula, que iria disputar o 2º turno com Fernando Collor. Lula perdeu a eleição e a família inteira ficou desolada, já que eu, meus dois irmãos, minha mãe, cunhados, sobrinhos e aderentes éramos todos lulistas roxos.

Eles, meus familiares, continuam todos lulistas até hoje. E eu deixei de sê-lo exatamente no dia em que Lula tomou posse no primeiro mandato.

Estou ansioso que a “direita” volte ao poder pra eu ser de “esquerda” novamente.

Disponha e pergunte sempre.

HAROLDO – RECIFE-PE

Santidade

Segundo estimativas do Congresso:

1 coroa de flores ….. R$ 1.000,00
1 caixão todo caprichado ….. R$ 10.000,00
1 pc de velas de 7 dias …..R$1.000,00
Diária das putas do BNDS para o Cortejo …. R$ 4.000,00

Por mim, ver o deputado que votou esta merda chamada auxílio funeral enterrado vivo…. NAO TEM PREÇO.

Abçs

R. Nosso amigo está se referindo ao Auxílio Funeral, que será pago à família do parlamentar que bater as botas.

Sobre este assunto vale a pena repetir uma charge já publicada neste JBF:

auxilio.jpg


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