21 maio 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

21 maio 2017 A PALAVRA DO EDITOR

FINALMENTE, UM PATROCINADOR À ALTURA DO JBF

O contrato foi fechado nesta madrugada, depois de uma negociação que durou 13 longos segundos.

O documento foi assinado por este Editor e por Joesley Batista, o Corruptor Ativo que fudeu meio mundo em Banânia.

O JBF conseguiu um patrocinador que tem tudo a ver com o espírito desta gazeta: safadeza, putaria, pornografia explícita, semvergonheza e canalhice.

E um desejo comum: tanto o JBF quanto a JBS querem botar no meio do olho do furico dos pulíticos de Banânia. Os pulíticos que o JBS corrompeu e depois dedou.

Daqui pra frente, o caixa do Complexo Midiático Besta Fubana vai ter dinheiro pra honrar os seus compromissos.

Chupicleide, secretária de redação, finalmente vai receber seus salários atrasados e o 13º dos oito últimos anos.

JBF e JBS, sempre juntos!!!

PS: Queridos leitores fubânicos, por favor, rezem pra que Joesley Batista mantenha a palavra e deposite mesmo o dinheiro na conta desta fudida gazeta…

Chupicleide se rindo-se de alegria com a novidade

21 maio 2017 FULEIRAGEM

GENILDO – CHARGE ONLINE

LITERATURA E JORNALISMO

Semana passada falamos sobre jornalismo literário (clique aqui) e hoje vamos falar de literatura e jornalismo. Começamos a história pelo final, pois jornalismo literário é o resultado das relações entre literatura e jornalismo. Tais relações iniciaram com a invenção da imprensa (que não por acaso é sinônimo de jornalismo) e vêm se intensificando até hoje, quando o jornalismo se tornou um gênero literário. Assim, jornalismo literário pode ser visto como o ápice de um relacionamento secular entre as duas áreas que foram separadas por volta do século XIX, ao ponto de se tornarem totalmente autônomas.

Essa autonomia se observa há mais de um século, quando o jornalista francês Jules Huret, em 1891, realizou uma pesquisa, entrevistando 64 escritores com algumas perguntas sobre as diferenças e semelhanças entre o jornalismo e a literatura. A pesquisa – Enquête sur l’évolution littéraire – foi reeditada em 1999, em Paris, pela Librarie José Corti. Cá entre nós, João do Rio, certamente tomou conhecimento dessa pesquisa, pois em 1904 realizou um estudo, entrevistando 36 dos principais intelectuais brasileiros para saber se a atividade jornalística atrapalhava ou ajudava quem quisesse a se dedicar à literatura, e publicou-o sob o título O momento literário, pela Livraria Garnier.

A mesma pesquisa foi retomada 100 anos depois através de uma tese de doutorado, realizada por Cristiane Costa, e publicada no livro Pena de aluguel: escritores jornalistas no Brasil 1904-2004, editada pela Companhia das Letras, em 2005. Ela quis saber como os novos autores responderiam à pergunta formulada por João do Rio, e para isso desdobrou a pergunta em 13 outras, tais como: “Pretendia ser escritor quando entrou no jornalismo?”. “A linguagem dos jornais oferece um aperfeiçoamento formal ou bloqueia o texto literário?”. “A profissionalização através da imprensa permite a sobrevivência financeira do escritor ou o afasta de seu caminho?”. “Até que ponto a obra literária é influenciada pela atividade jornalística?”.

Por essa época eu vinha pesquisando os mistérios da criação literária, sem me dar conta destas pesquisas. Mas já tinha obtido uma resposta de Ernest Hemingway à pergunta feita por João do Rio: “O trabalho de jornal não prejudica um jovem escritor e poderá mesmo ajuda-lo, se ele sair a tempo”. Com isso, fiquei motivado a fazer um levantamento das respostas de diversos escritores referentes às relações ente literatura e jornalismo. Obtive mais de 100 respostas, realizei uma bibliografia sobre o assunto e publiquei o livro Literatura e jornalismo: coletânea de depoimentos célebres e bibliografia resumida, pela editora Novera, em 2007.

As respostas são muito diversificadas. Exemplos: Gustave Flaubert: Considero uma das felicidades de minha vida não escrever nos jornais; isso prejudica a minha bolsa, mas faz bem à minha consciência” José Saramago: “Fui jornalista durante uns três anos. Numa vida tão longa três anos é quase nada… Foi quando, em 1975, deixei o jornal e me dediquei inteiramente ao trabalho literário. O jornalismo não preparou o escritor” João Antonio: “Eu nunca deixei de ser escritor, o que existe é o incrível preconceito entre escritores e repórteres…”. Mempo Giardinelli “Meu lema é: proibido ‘literalizar’ o jornalismo; proibido ‘jornalizar’ a literatura. São dois códigos diferentes. E me alegra que sejam diferentes. Gilles Lapouge: “Eu tinha tendência ao lirismo e à frase rebuscada. As obrigações do jornalismo me ensinaram a escrever, a tomar as coisas mais de perto e me obrigaram ao exercício de uma certa humildade”.

Quem quiser saber quais escritores responderam à pergunta, basta consultar o site Tiro de Letra onde abrimos algumas respostas. Os interessados em adquirir o livro, ao custo de R$ 20 reais (com porte pago), podem entrar em contato pelo e-mail: literacria@gmail.com.br ou através do site.

21 maio 2017 FULEIRAGEM

SINOVALDO – JORNAL NH (RS)

ABISMO DE ROSAS

canhoto

Canhoto (Fev/1889 – Set/1928)

O grande violonista Américo Jacomino, o ‘Canhoto’, tinha apenas 16 anos quando compôs “Abismo de Rosas”, em 1905. A valsa foi um desabafo a uma decepção amorosa, pois tinha sido abandonado pela namorada, filha de um escravo.Vamos ouvir esta gravação de 1927 com o próprio Canhoto.

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21 maio 2017 FULEIRAGEM

HUBERT – BLOG DO HUBERT


www.cantinhodadalinha.blogspot.com
SEM RÁDIO E SEM NOTÍCIA DAS TERRAS CIVILIZADAS

Enquanto pegava fogo
Esse nosso cabaré
Terra de muito Batista
E de pouca Salomé
Eu estava no sertão
Comendo milho e baião
E tirando ata do pé.

Não vi a tal da suruba
Na delação da propina
Eu curtia a invernada
Como boa nordestina
O Brasil com sua cruz
E eu comendo cuscuz
Sem chorar a minha sina.

Era cantiga de grilo
Era sapo a coaxar
De dia tapa em mutuca
De noite vou lhe contar
Era tapa em muriçoca
No alpendre só fofoca
E café para tomar.

Porém agora voltei
Para a civilização
Morada da putaria
Reino da esculhambação
Aonde é cega a justiça
E tudo cheira a carniça
Brasil em putrefação.

21 maio 2017 FULEIRAGEM

S. SALVADOR – ESTADO DE MINAS

21 maio 2017 JOSELITO MÜLLER

PLANO SECRETO DE TIRIRICA PARA ASSUMIR PRESIDÊNCIA

BRASÍLIA – Em meio ao caos instalado no cenário político brasileiro, as sucessivas notícias, cada vez mais graves, sobre esquemas de corrupção e conspirações têm desmentido o velho adágio cearense segundo o qual “pior do que tá não fica”.

A Polícia Federal revelou na tarde de hoje uma conspiração palaciana encabeçada pelo deputado federal Tiririca, que pretendia assumir a presidência da República após o afastamento de Michel Temer.

“O sacana, além da presidência, ainda queria tomar a Marcela”, revelou o delegado.

“O PLANO, EM SUMA, CONSISTIA EM ASSUMIR A CADEIRA DA PRESIDÊNCIA ASSIM QUE TEMER FOSSE AFASTADO OU RENUNCIASSE E EM SEGUIDA CONVOCAR AS FORÇAS ARMADAS PARA REFERENDAR O GOVERNO DE TIRIRICA, QUE APESAR DA ENGENHOSIDADE DO PLANO PARA APLICAR O GOLPE DE ESTADO, NÃO TEM PROJETO DE COMO GOVERNAR O PAÍS”, REVELOU O INVESTIGADOR.

Os investigadores ainda revelaram um plano para nomear o filho do deputado, o comediante Tirulipa, como acionista da Friboi, além de já terem programado um cronograma de palestras que seriam proferidas por Tiririca nas filiais da Itaipava.

O Instituto Tiririca declarou em nota que Tiririca não desmente as acusações, mas declarou que ele pretendia deixar tudo como está para ver como é que fica.

Nossa equipe tentou fazer contato diretamente com Tiririca, mas ele se encontra no sítio de um amigo, onde não pega telefone celular.

21 maio 2017 FULEIRAGEM

ALEX VAZ – CHARGE ONLINE

SONIA REGINA – SANTOS-SP

Os Açougueiros

Lá vamos nós outra vez. Parece até nome de samba, mas, não é.

Aqui é Brasil.

Vou relembrar um pouco de história do meu ponto de vista.

O despejo do ex-presidente Collor é contado hoje em tom de galhofa porque saiu do Palácio da Alvorada, depois que entrou num Fiat Elba. Interessante, o homem garfou meu fundo de garantia que eu ao invés de retirar do banco, guardei pra comprar um terreno à vista. Quem se importou na época? CNBB, OAB e outras tantas instituições? Não me lembro de alguma gritaria. O certo é que meu rico dinheirinho que não era fruto de Over noite nem Over dia ficou lá sustentando sei lá o que.

O despejo da arrogante foi mais moderno. A mulher pedalou, pedalou, e caiu. Bem, tivemos explicações vindas de órgãos confiáveis, a saber: TCU.

Hoje, estão novamente na grita pedindo o despejo do atual Presidente que, alias, não recebeu meu voto. Pelo que entendi até agora, nessa avalanche de informações meio desencontradas, é que o Constitucionalista, recebeu na garagem do Palácio, um investigado, em horário impróprio e não lhe deu voz de prisão quando a conversa dirigiu-se para assuntos não republicanos.

Talvez meu relato esteja muito resumido, mas, é o que pode fazer uma dona de casa aposentada que tem o que fazer o dia inteiro e liga o televisor à noite pra assistir o noticiário. Desconfio que seja o roteiro da maioria dos cidadãos que fazem a roda do País girar.

Interessante também notar que as três figuras do meu relato, estavam no mesmo palanque em 2014.

Sempre muito curiosa, fico me indagando:

– Jornalistas, articulistas, juristas e todos os “istas” do País e até ao redor do Planeta Terra, já tem em mente quem vai continuar governando o País até as próximas eleições?

Não costumo ficar em cima do muro e nessa toada, digo que prefiro aguardar que as histórias contadas pelos delatores fiquem mais claras. Eles criaram o que chamo de um verdadeiro “salseiro”, misturaram tudo e jogaram no nosso colo.

Minhas duvidas são muito simples:

– Porque os “Açougueiros” gravaram o atual Presidente e entregaram a fita à PGR?

– Porque a PGR não submeteu essa gravação à PF para verificação da legalidade, gerando inclusive guerrinhas de informações entre as grandes mídias e confundindo mais ainda a cabeça do cidadão?

– Por fim, porque gravaram o atual Presidente e não fizeram o mesmo com os dois anteriores: a arrogante mentirosa e o impoluto também mentiroso e que também, constam de sua delação?

Será que todos aqueles que deram seu voto para o impoluto e sua trupe governarem o País por 13 anos, acreditando num “Progresso” que descobrimos ilusório e retrocedeu numa incrível velocidade, já decidiram que preferem a volta de um corrupto com o qual já estão acostumados?

Ninguém merece.

21 maio 2017 FULEIRAGEM

FERNANDO – JORNAL DA CIDADE DE BAURU – (SP)


Mundo Cordel
ELEIÇÕES DIRETAS E EMENDA CONSTITUCIONAL

Após a divulgação de gravação de conversa entre o Presidente da República e um empresário investigado que acabara de se tornar colaborador premiado, o impeachment voltou a ser um assunto em pauta. E, junto com o assunto impeachment, vieram os pedidos de eleições diretas, ou, no bordão das manifestações de rua: DIRETAS JÁ.

O problema para a realização de eleições diretas agora é que a Constituição Federal prevê, no § 1º do seu artigo 81, que vagando os cargos de Presidente e Vice-Presidente da República “nos últimos dois anos do período presidencial, a eleição para ambos os cargos será feita trinta dias depois da última vaga, pelo Congresso Nacional”.

Diante de tal dispositivo constitucional, volta a ganhar a força proposta de emenda constitucional já em trâmite no Congresso Nacional, para que tal eleição passe a ser direta.

Antes, porém, de sair às ruas empunhando a bandeira das DIRETAS JÁ, penso que o cidadão deva lembrar que a Constituição é o instrumento jurídico que impõe limites ao poder político. E há de se ter cautela ao permitir que o poder político altere as normas que o controlam, especialmente quando essas alterações são propostas em momentos de instabilidade política.

No caso da proposta de emenda que tornaria direta a eleição hoje prevista para ser indireta, não se pode dizer que a Constituição impeça tal alteração. Não impede.

Ocorre que, alterar um dispositivo constitucional, quando se está diante da possibilidade real de aplicá-lo, gera, sem dúvida, mais instabilidade política. Ao contrário disso, a rigorosa aplicação da Constituição nesses momentos de crise favorece um valor muito caro às sociedades civilizadas: a segurança jurídica.

Porque ao buscar na Constituição a saída para a crise, tem-se um mínimo de previsibilidade. Com isso, as instituições se fortalecem. Ao revés, se, diante da crise, altera-se a Constituição, é como se Constituição não houvesse, e passa a prevalecer o (des)equilíbrio de forças do momento. Sem previsibilidade, sem segurança.

No momento, estão em andamento processos jurídico-políticos que podem levar a mudanças graves na distribuição de poder político, tais como: uma ação no Tribunal Superior Eleitoral, na iminência de ser julgada, que pode cassar o presidente da República; vários pedidos de impeachment protocolados, com potencial para serem aprovados; as investigações em curso, com a abertura de inquérito para que o presidente da República seja investigado, podendo inclusive provocar sua renúncia.

Pode ser que, apesar desses processos terem se iniciado, nenhum deles leve à vacância da Presidência da República. Mas, é certo que, caso a vacância aconteça, a Constituição já prevê o modo pelo qual será definida a próxima pessoa a exercer a presidência.

Emendar a Constituição nesse ponto, às pressas, com os processos acima referidos já em andamento, significa abrir mão da segurança jurídica, ampliando-se a instabilidade política que o país atravessa.

Nem entro aqui na discussão se a composição atual do Congresso Nacional teria legitimidade para tratar do assunto, pelo fato de haver vários parlamentares sob suspeita. Mesmo porque, seja para alterar a Constituição, seja para eleger, em eleição indireta, o Presidente da República, os parlamentares serão os mesmos.

Concluo, assim, que, embora seja sempre atraente a ideia de que o povo decida pelo voto direto os destinos do país, mudar a Constituição agora, seria uma medida casuística, danosa para a segurança jurídica, e, por via de consequência, para a já abalada estabilidade política do país.

21 maio 2017 FULEIRAGEM

DÁLCIO – CORREIO POPULAR (SP)

HEBER CRUZ – MANAUS-AM

Dona do maior cabaré do Piauí com filial em Fortaleza, Bete Cuscuz desabafa:

“Quero governar o Brasil.

De puteiro eu entendo.”

É a pessoa certa pra administrar a herança do PT.

21 maio 2017 FULEIRAGEM

GENILDO – CHARGE ONLINE

21 maio 2017 REPORTAGEM

OUTRA FONTE DE RECURSOS PARA O PT

PROPINA – Segundo as delações, Lula recebeu US$ 50 milhões em vantagens indevidas

Os personagens são praticamente os mesmos. Os métodos e objetivos, também. Os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, os ex-ministros Guido Mantega e Antonio Palocci e o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, estão entre os nomes que constam da delação do empresário Joesley Batista. Assim como estiveram implicados nos escândalos do Mensalão, em 2005, ou no do Petrolão – ou nos dois juntos – todos eles aparecem agora nas confissões de Batista. O propósito era apenas um: obter recursos financeiros para concretizar seu projeto de poder.

As informações passadas pelo empresário são estarrecedoras. Em primeiro lugar porque compõem o retrato de como o PT se valeu de uma estrutura importante do Estado, o BNDES, para formar um caixa que subsidiasse as campanhas dos ex-presidentes Lula e Dilma. O relacionamento de Batista com o banco, que em princípio deveria fomentar a economia brasileira, e não interesses partidários, começou há doze anos. Em 2005, ele foi levado ao então ministro do Planejamento, Guido Mantega, por um conhecido em comum, Victor Sandri. O objetivo era pedir ajuda para a liberação, pelo BNDES, de um financiamento de U$80 milhões ao grupo JBS. Em troca do auxílio, Mantega teria pedido 4% do valor. Segundo Batista, seu pleito teria sido aprovado com rapidez.

Cinco milhões por deputado

As relações entre Mantega e Batista consolidaram-se, a ponto de o empresário ter dispensado intermediários. “Chefe, como é que eu acerto?”, perguntou ao ex-ministro. “Fica com você, confio em você”, respondeu Mantega. “E o percentual?”, indagou Batista. “Vamos vendo caso a caso”, disse Mantega. O delator contou aos procuradores que negociou diretamente com o ex-ministro, em 2009, o pagamento de propina no valor de US$ 50 milhões após o fechamento de um acordo pelo qual o BNDES comprou debêntures do JBS no valor de US$ 2 bilhões.

Um ano depois, Mantega teria pedido a Batista que abrisse uma conta para abastecer a campanha da ex-presidente Dilma. O empresário quis saber para quem havia sido desviado o que pagara até então. A resposta: para Lula. Ele perguntou se os dois sabiam do esquema, e Mantega teria respondido que sim. Em 2014, essas contas teriam US$ 150 milhões. Além do BNDES, o esquema funcionava na Petros e no Funcef, os fundos de pensão da Petrobrás e da Caixa Econômica Federal. Em seu despacho, o ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato, diz que, segundo a delação de Batista e de Ricardo Saud, diretor de Relações Internacionais do grupo JBS, Lula teria recebido “vantagens indevidas” da ordem de US$ 50 milhões. Dilma, de US$ 30 milhões.

O vínculo entre o ex-ministro do Planejamento e da Fazenda dos governos Lula e Dilma e o delator perdurou por muito tempo. Um dos episódios mais recentes, em que de novo Mantega teria pedido ajuda financeira de Batista, ocorreu às vésperas da votação do pedido de impeachment de Dilma, no ano passado. O empresário contou que foi surpreendido em sua casa com a chegada do deputado João Bacelar (PR-BA). O parlamentar o procurou a pedido de Mantega. Sua missão era convencer o dono da JBS a comprar trinta deputados, ao preço de R$ 5 milhões cada um, para que votassem contra o afastamento da ex-presidente. Batista concordou em comprar cinco, por R$ 3 milhões cada. Até março haviam sido pagos R$ 3,5 milhões. Batista não revelou os nomes dos deputados que receberam o suborno.

Ao mesmo tempo em que fazia os pagamentos para as contas designadas por Mantega, Batista recebeu também do ex-ministro Antonio Palocci um pedido para ajudar na campanha à presidência de Dilma em 2010. O valor solicitado foi de R$ 30 milhões. Batista contou que, na ocasião, Palocci lhe informou que o dinheiro nada teria a ver com as contas abertas para Lula e Dilma por orientação de Mantega. Palocci teria dito, aliás, que sequer possuía conhecimento dessas contas.80

O dono da JBS ajudou outro braço importante do esquema montado pelo PT. O ex-tesoureiro João Vaccari Neto o procurou pedindo que ele emprestasse uma conta no exterior. “Joesley, eu volta e meia tenho pagamentos a receber no exterior e eu não tenho para onde mandar. Você não quer receber esse dinheiro, ficar com você, e no dia em que eu precisar, você faz esses pagamentos para mim?”, perguntou Vaccari. Batista assentiu. A conta, em Nova York, passou a ser gerida por um funcionário seu e por João Guilherme Gushiken, filho do ex-ministro Luiz Gushiken. Segundo o relato do delator, o dinheiro lá depositado pagou até mesmo contas do próprio Vaccari.

OS PREÇOS DE CADA UM

Como funcionavam dois dos esquemas envolvendo o PT, segundo delação de Joesley Batista

1 – COMPRA DE VOTOS CONTRA O IMPEACHMENT DE DILMA ROUSSEFF

– A proposta foi feita pelo deputado João Bacelar (PR-BA) a pedido do ex-ministro Guido Mantega

– Deveriam ser comprados 30 deputados, com propinas que chegariam a até R$ 5 milhões para cada um

– Joesley concordou em comprar 5 parlamentares, por R$ 3 milhões cada um

– Até março, havia pagado ao todo R$ 3,5 milhões

– O nome dos congressistas subornados não foi revelado

2 – CAIXA PARA LULA E DILMA

– Foi feito com os esquemas de propina no BNDES e nos fundos Petros e Funcef

– O ex-ministro Guido Mantega foi o interlocutor

– Em 2014, o saldo das contas somava US$ 150 milhões

Transcrito da Revista IstoÉ

21 maio 2017 FULEIRAGEM

SOLDA – BLOG DO SOLDA CÁUSTICO

LUIZ BINCOLETTO – MARÍLIA-SP

21 maio 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

IDEAIS ALTAMENTE LUCRATIVOS

Primeiro, Michel Temer errou ao dar conversa demais a um cavalheiro que sempre usou a política para abrir portas. Segundo, erramos nós, jornalistas, que demos crédito a uma transcrição de gravação que não era fiel à gravação, mas lhe atribuía um viés (inexistente) anti-Temer. Com a sucessão de erros, o país mergulhou numa crise em que não se vê saída.

E, já que falamos de quem errou, falemos também de quem acertou e lucrou com a crise. A gravação da conversa de Joesley Batista com Temer foi feita uma semana depois que a Operação Carne Fraca revelou que o império JBS era investigado. O império contra-atacou, armando a delação premiada. Ainda aproveitou para lucrar com isso: vendeu pouco mais de R$ 300 milhões em ações, sabendo que o preço desabaria com a confissão de irregularidades – na quinta-feira, 18, a queda foi de 9,68%. E comprou grande quantidade de dólares (algo como US$ 1 bilhão, segundo o jornal Valor Econômico). Com o presidente da República em xeque, o dólar subiria. Subiu 17% – ampliando o lucro da delação em US$ 170 milhões.

Como ensinou um intelectual de gênio, Millôr Fernandes, “desconfie de todo idealista que lucre com seu ideal”. Mas o lucro não parou por aí: com a delação premiada, Joesley Batista ganhou o direito de morar nos Estados Unidos, num excelente apartamento, sem tornozeleiras, sem nada. Multa? Foram R$ 250 milhões, menos que o lucro com a compra dos dólares. E só.

Mal comparando

Nas operações conduzidas por Curitiba, quem confessou seus crimes em delação premiada foi menos beneficiado. Marcelo Odebrecht, que acusou tanta gente, pegou dois anos e meio de prisão em regime fechado (que terminam no fim deste ano), e cumprirá o restante dos dez anos da pena em regime semiaberto e aberto. Joesley e seus principais executivos, morando nos EUA, simplesmente transferem o comando do grupo para lá.

Fernando Albrecht, ótimo colunista gaúcho, lembra que o primeiro delator premiado da História do Brasil foi Joaquim Silvério dos Reis, que entregou Tiradentes e demais companheiros de Inconfidência Mineira, recebeu em troca o perdão das dívidas com a Coroa. E ficou 11 anos e meio em regime fechado, na Ilha das Cobras, Rio.

Sobra para todos

O primeiro a ser atingido pela delação premiada da JBS foi Temer (que, entretanto, tem margem para se defender, já que na gravação não há nada explícito recomendando atos fora da lei); o mesmo tiro acertou Aécio Neves, que logo renunciou à presidência nacional do PSDB, e sua irmã Andréia Neves, que foi presa. Fala-se que é a maior das delações, superando a da Odebrecht, e atinge gente importante da maioria dos partidos. Pois é: citando de novo o ótimo Millôr Fernandes, “os corruptos são encontrados em várias partes do mundo, quase todas no Brasil”.

Onde está a saída? Ficar

Agora, que é que pode acontecer? Com o Governo, duas possibilidades: sai ou fica. Fica em uma de duas situações: ou convence boa parte do eleitorado de que as frases de Temer não tiveram o significado que lhes foi atribuído inicialmente e consegue arrostar a fúria da oposição, até hoje sedenta de vingança pela expulsão de Dilma, ou não é convincente, mas se mantém na base do “falta pouco tempo”, ou “neste Congresso em que há tantos suspeitos, quem elegerá o novo presidente”, tudo acompanhado de generosa oferta de cargos e privilégios. Nesse caso, será o que nos EUA chamam de “lame duck”, um pato manco, que preside mas não governa.

Onde está a saída? Cair

Temer pode se sentir fragilizado, ou ser abandonado por seus colegas de Governo, e renunciar. Mas há um problema: perde o foro privilegiado e exposto ao juiz Sérgio Moro. Ou o TSE pode cassar o registro da chapa Dilma-Temer, por abuso de poder econômico e político. Nos dois casos, como não há vice, o Congresso tem 30 dias para eleger indiretamente o substituto. Nesse prazo, assumiria o presidente da Câmara, Rodrigo Maia; ou, em sua ausência, o presidente do Senado, Eunício Oliveira. Ambos, porém, têm problemas no Supremo, e podem ser impedidos de assumir. Assumiria então a presidente do Supremo, Carmen Lúcia. Temer também pode sair por impeachment, mas isso levaria praticamente um ano: o eleito governaria por seis meses, ou pouco mais. A ideia da eleição direta é inviável: aprovar uma emenda à Constituição, realizar a campanha e finalmente colher os votos é muita coisa para o prazo disponível.

Todo lado!

Lembra do procurador da República Ângelo Goulart Vilela, que falou na Câmara sobre as virtudes das Dez Medidas Contra a Corrupção, propostas pelo Ministério Público Federal? Foi preso no dia 18, por suspeita de passar a Joesley Batista, do JBS, informações a respeito da investigação sobre ele.

21 maio 2017 FULEIRAGEM

NEWTON SILVA – CHARGE ONLINE

OS LEITORES ESTÃO SENDO USADOS COMO MASSA DE MANOBRA PELO EDITOR

Comentário sobre a postagem SOBRE A TEORIA DO PERSEGUIDO

Luiz RP Aguiar:

“A todos que postam comentários sobre qualquer postagem do Sr. Goiano:

Recebi de fonte muita confiável (a mesma fonte que o Goiano utiliza para suas matérias) que estamos sendo massa de manobra do editor desta, Sr. Luiz Berto.

Já notaram que este blog não tem propaganda, a exemplo de sites mais confiáveis (DCM, BRASIL 247, ESQUERDA CAVIAR). Este site vive de verbas da CIA, para contrapor com posições favoráveis a maioria da população brasileira.

Também é de conhecimento que o blog está sendo vendido para o tal de Mark “Sundeberck”, o dono do Facebook, por quincalhões de dinheiro. Sendo que uma das exigências do Facebook é que o Goiano permaneça como colunista.

Ele é a estrela do Blog e é uma unanimidade, só ele concorda com ele.

O Blog não ganha com propaganda mas sim com a quantidade de comentários. O próprio Luiz Berto estimula o Goiano para que poste sandices, exigindo agora que o mesmo as poste diariamente, para aumentar o número de acessos e cometários, e em contrapartida o preço da venda para o Facebook.

Em suma: Nós estamos sendo usados pelo Blog. O Goiano não existe. É pseudônimo do escritor ficcionista Aldous Huxley, regiamente pago pelo editor deste blog.

Sugiro, doravante, para evitarmos sermos usados como massa de manobra, como todo o militante do PT o é, continuarmos a ler sim a coluna do Goiano, rirmos também, mas considerar sempre que é uma obra de ficção tipo “Admirável mundo novo“, e evitarmos de tecer comentários, pois só valorizaria mais a obra ficcional.”

* * *

Goiano em Paris: “Eu tô é mijando na cabeça d’ocês todos!”

21 maio 2017 FULEIRAGEM

DUQUE – SUPER NOTÍCIA (MG)

JBS, DILMA, LULA, AÉCIO E UMA QUADRILHA SEM FIM

* * *
IRMÃOS “ÉSLEY” DA JBS NA CADEIA, JÁ!

21 maio 2017 FULEIRAGEM

CHICO CARUSO – O GLOBO

ARAEL M. DA COSTA – JOÃO PESSOA-PB

Bom dia, Eminência

Estes tempos que estamos vivendo nos provocam visões, diuturna ou noturnamente, às vezes tão intensas que chegamos a pensar serem reais.

Veja só.

Nessa noite passada, fui dormir assombrado com os muitos fantasmas que as televisões nos mostraram e terminei com um sonho que me tirou o resto do sono e me deu um prazer sádico, com a expectativa de que se tornasse realidade, com o amanhecer.

Confesso que fui dormir com o pensamento voltado para o fato de nosso ínclito Temer mirar-se no espelho do Presidente Getúlio Vargas e se auto imolasse com um tiro certeiro, desferido em local de sua escolha.

Com este pensamento, fui induzido ao sono, imaginando, até, em procurar e lubrificar velho “Comblain” – que nossos matutos chamavam de “dois tiros e uma carreira”, municia-lo adequadamente, remetendo-o a esse velho político, para que ele vivesse seu momento de glória.

Feliz ou infelizmente, esta seria uma solução muito individualista, incompatível com essa personalidade. Mais para feliz, no sonho que se seguiu, tive uma visão de um procedimento mais consentâneo com os tempos que vivemos, que inclusive, se tornado realidade,e teria muito mais repercussão mundial.

Vejamos.

No sonho, o Ilustre Presidente convocava o Congresso Nacional para conhecer de suas despedidas e nessa sessão, com plenário lotado de deputados e senadores, se explodia com alentada carga de TNT e C-4 atada à sua cintura, como bem fazem os eleitos de Maomé.

Esta seria efetivamente um atitude bombástica.

E seria, decerto, sua grande contribuição para eliminação da corrupção que assola essa República Independente e Soberana de Banânia.

Lamentavelmente, acordei e só me restou o verso do Moreira da Silva, que diz “foi um sonho minha gente“…

Respeitosamente,

21 maio 2017 FULEIRAGEM

CLAYTON – O POVO (CE)


AS VELHAS BOTAS DO VOVÔ

As botinas calçadas durante anos pelo Vovô João

A imagem ainda está viva na memória. Como se fora uma fotografia, apesar de envelhecida. Repetitivamente, acontecia toda vez que o dia começava clarear. Fosse qual dia da semana fosse – sem excluir domingos e feriados. Na roça, para quem “planta a vida”, feriado ou descanso é coisa de tolo.

Sentado na ponta da calçada, como se aquele lugar lhe fosse cativo, a imagem do corpo pequeno e magro do Vovô João. Ali estava realmente começando mais um dia para ele. Calçando as velhas botas, que ele (e apenas ele) chamava de “minhas botinas”.

Acostumou-se à aquela atitude, ainda que não fosse trabalhar na roça – mas tinha o hábito de fazer aquilo, ainda que fosse apenas ao quintal, jogar milho para as galinhas, ou jogar água no canteiro de coentro e cebolinhas. Não fazia muita coisa sem as velhas botas.

Passou a fazer isso, desde quando, certo dia, viu-se picado por uma traiçoeira cascavel, cujo veneno quase o leva prematuramente ao buraco coberto com sete palmos de terra. Usava as botas, também, para se prevenir de possíveis cortes da lâmina da enxada.

Doía, e ao mesmo tempo servia de alento, ver Vovô calçar as velhas botas sem a proteção das meias – tinha apenas um par, tão velho e usado que já não tinha mais a parte do calcanhar nem a do dedão dos pés. Talvez por isso, preferia dizer de si para si mesmo, que “era mais mió, calçar minhas bichinhas sem essas meias véias furadas, que não seuvem de nada”!

Lembro como se fosse hoje. Vovô ganhou aquele par de botas de um antigo Sargento da Polícia Especial do Exército. Ganhou também uma boina e um cinto. Nunca usou a boina, pois essa lhe ficava folgada na cabeça, e o cinto preferiu usar como cilha para o burro. Mas, as botas ganharam preferência e importância na vida de João.

Era calçando aquelas botas velhas, mas para ele, macias como seda, que Vovô trabalhava a terra, semeando milho, feijão e arroz que compunham a mesa da família; era calçando aquelas velhas botas, que ordenhava as vacas e as cabras e aparava o leite para os queijos, as manteigas e os mingaus e papas das crianças.

Ah, como eram especiais para Vovô, aquelas velhas (mas macias) botas!

Eis que, assim sem mais nem menos (nós é que pensamos assim – mas sempre haverá um motivo para o fato), chegou a hora e o dia de Vovô voltar para o lugar de onde viera em missão. Vovô morreu, e com ele aquela imagem matinal de todos os dias, sentado na ponta da calçada, um corpo esguio calçando as velhas botas.

Não havia caixão para enterrar o corpo cansado de Vovô – homem simples e bom, que viveu todas as dificuldades pela e para a família, sua única riqueza além das velhas botas – ele foi conduzido para a última morada, numa rede e o corpo colocado no novo endereço com todo cuidado e respeito.

Em casa, Vovó abria mais uma das poucas vezes, o velho baú, onde guardara por anos e anos, o velho vestido do casamento, e, nele, com toda a terra e sem nenhuma limpeza, acondicionou como se fosse um valioso presente e troféu, o velho par de botas do Vovô.

* * *

Sonho sem ribalta

A janela do sonho imaginário

Não, não me acordem – me deixem sonhar
Quero continuar voando como uma borboleta
Quero voar beijando como o beija-flor
Quero roubar teu pólen para o mel do amor.
Não, não me acordem – me deixem sonhar
Quero te amar, te ouvir cantar, e te amar
Quero continuar leve, e sendo carregado
Quero ser as corredeiras do teu rio.
Não, não me acordem – me deixem sonhar
Quero ser a medalhinha pousada no teu colo
Quero ser a força e a Fé da tua oração
Quero ser a artéria aorta do teu coração.
Não, não me acordem – me deixem sonhar
Quero ser o que quiseres que eu seja
Quero continuar sonhando e, ainda que acorde,
Quero sonhar que continuo sonhando.

21 maio 2017 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA (ES)

AMARO CEDRAZ – CUIABÁ-MT

Satânico Editor,

Bem que você diz que neste país (que você chama de “Banânia”), não se respeita nada.

É uma zona total.

Veja esta:

21 maio 2017 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA

LEONORA CRISTINA – UBERABA-MG

Caro Editor,

Eu acho que no meio dessa baixaria toda só vai sobrar o Jean Willys. É o único que não tem o rabo preso

Outra coisa, a Operação Lava Jato bem que podia prender Aécio e Lula no mesmo dia, mesma hora, na mesma operação: os mortadeleiros não iam saber o que falar e a gente ia beber até cair.

Mando um vídeo de Waldick Soariano com uma música dedicada ao presidente Michel Temer.

Saudações mineiras,

R. Cara leitora, “beber até cair” está dentro do padrão mineiro de festejar e celebrar a vida com alegria e descontração.

Como estou em abstinência compulsória, limito-me a ficar apenas apreciando, enquanto mando um grande abraço para os amigos, que não são poucos, que tenho aí nas Minas Gerais.

E vamos começar o domingo com Waldick Soariano garantindo que “renunciar seria a solução“, nesta música que você nos mandou.

21 maio 2017 FULEIRAGEM

GUABIRAS – CHARGE ONLINE

21 maio 2017 REPORTAGEM

OS PAPÉIS QUE DESCONSTROEM DILMA

A ex-presidente Dilma Rousseff nunca deu ouvidos para aquilo que o filósofo espanhol José Ortega y Gasset chamava de fundo insubornável do ser. Ou seja, o mais íntimo pensamento naquela hora em que o indivíduo encara o seu reflexo no espelho e tenta reconhecer a própria face. Para alcançar o poder e nele se manter a todo custo, repetindo uma prática de seu antecessor, Dilma sustentou uma imagem que nunca lhe pertenceu: a de uma mandatária pudica e incorruptível. Mesmo depois do impeachment, ela insistia em se apresentar, em andanças pelo País e palestras além-mar, como uma espécie de vestal desprovida de mácula, vítima das circunstâncias. Não é possível mais manter a retórica de pé. ISTOÉ teve acesso às 820 páginas que compõem o processo de colaboração premiada dos marqueteiros João Santana e de sua mulher, Mônica Moura. Os documentos anexados como provas vão além da delação – e a liquidam de vez. Desmontam a tese, alardeada nos últimos dias por Dilma, de que aquele que atuou durante anos como o seu principal conselheiro político, bem como sua esposa, mentiram à Justiça em troca da liberdade.

Agenda entregue à Lava Jato por Mônica Moura com o registro “reunião pessoal tia” e bilhetes de viagem (trecho Nova York-Brasília) ajudam a comprovar encontro mantido entre a publicitária e a então presidente Dilma Rousseff em novembro de 2014. Na reunião, Dilma disse que estava preocupada que a Lava Jato chegasse à conta na Suíça, que recebeu depósitos de propinas da Odebrecht

A militância costuma preferir narrativas a provas, para dourá-las ao sabor de suas conveniências. Não é o caso aqui. Reportagem de ISTOÉ tira o véu da “ex-presidenta inocenta”. A papelada comprova que Dilma incorreu em toda sorte de crimes ao ter: 1. Despesas pessoais pagas com dinheiro de corrupção desviado da Petrobras, mesmo quando não estava em campanha; 2. Atuado dentro do Palácio da Alvorada no sentido de tentar obstruir a Justiça; 3. Orientado a ocultação de recursos ilícitos no exterior e 4. Determinado a transferência de dinheiro sabidamente ilegal para os cofres de sua campanha, por meio de integrantes do primeiro escalão do governo. Em suma, os documentos atestam que a ex-presidente da República, durante o exercício do cargo, participou ativa, direta e pessoalmente do esquema do Petrolão.

Uma das provas vinculadas ao acordo de colaboração premiada mostra que Mônica Moura bancou despesas privadas da presidente Dilma, como diárias no Hotel Bahia Othon Palace, em Salvador, no dia 24 de novembro de 2009 – portanto fora do período eleitoral e quando a petista não era nem presidente da República ainda. O dinheiro era oriundo da Polis, empresa de propriedade de Mônica e João Santana, cujo caixa era abastecido com dinheiro desviado da Petrobras. Os documentos obtidos por ISTOÉ comprovam também que os publicitários custearam até os operadores de teleprompter de Dilma. Eles acompanhavam a petista, já investida no cargo de presidente, em compromissos oficiais dentro e fora do País. Uma das faturas somou R$ 95 mil. Na delação, Mônica e Santana ainda relatam os pagamentos “por fora” ao cabeleireiro Celso Kamura, destacado para atender Dilma no Planalto antes, durante e depois da campanha. Na documentação em poder do STF, o casal anexou uma nota de R$ 50 mil e um bilhete eletrônico para não deixar margem para dúvidas de que pagou viagens do renomado cabeleireiro a Brasília antes mesmo da eleição. O material é gravíssimo, pois enquadra Dilma por improbidade administrativa, o ato de “auferir vantagem patrimonial indevida em razão do exercício do mandato”. Trata-se do designativo técnico para conceituar corrupção administrativa.

Negócios à parte Mônica (acima) e João Santana, que fizeram as duas campanhas de Dilma, revelaram segredos estarrecedores da ex-presidente

Blindagem do dinheiro

De acordo com os marqueteiros, Dilma não só sabia que o casal Santana recebia dinheiro não contabilizado, das propinas da Odebrecht, como também orientou Mônica a blindar os recursos ilícitos depositados na Suíça, transferindo-os para uma conta “mais segura” em Cingapura. A ex-presidente demonstrava preocupação com o desenrolar da Lava Jato. Em novembro de 2014, determinou que Edinho Silva, então tesoureiro, convocasse Mônica para uma importante conversa. A mulher de João Santana estava de férias em Nova York com o marido, mas diante do chamado da presidente pegou o primeiro avião para Brasília. Ao desembarcar no Palácio da Alvorada, Dilma a levou para um passeio pelos jardins, como se quisesse contar um segredo, sem testemunhas. Insistiu que estava preocupada com a conta na Suíça, pois sabia do depósito das propinas. Para registrar essa reunião, Mônica escreveu em sua agenda particular “reunião pessoal tia”. A cópia da agenda, que ISTOÉ apresenta nesta edição, consta do material sigiloso remetido ao STF. Confere verossimilhança ao relato de mulher de Santana e enterra o argumento de Dilma de que o casal mentiu à Justiça a respeito do encontro.

Dos R$ 105 milhões que Santana recebeu da campanha de Dilma em 2014, R$ 35 milhões foram “por fora”

Na mesma conversa, a ex-presidente propôs que as duas se falassem com mais freqüência, sempre sob total sigilo. A própria Dilma, então presidente da República, se encarregou de arrumar um modo de repassar a Mônica as informações privilegiadas: por meio de uma conta de email (2606iolanda@gmail.com) em que ambas teriam a senha de acesso. As mensagens seriam cifradas e salvas na pasta “rascunho”. As cópias das mensagens eletrônicas integram o material hoje nas mãos da Justiça. São evidências indiscutíveis de obstrução de Justiça, com potencial para condenar a ex-presidente à prisão. Numa das mensagens, a publicitária escreve: “Vamos visitar nosso amigo querido amanhã. Espero não ter nenhum espetáculo nos esperando. Acho que pode nos ajudar nisso, né?”. Mônica referia-se à intenção do casal de publicitários de evitar que fossem presos tão logo desembarcassem no Brasil no dia 23 de fevereiro de 2016, advindos da Republica Dominicana. Além da mensagem, a marqueteira incluiu entre os documentos da delação senhas e cópia do wifi do Alvorada no dia da criação do email.

O dinheiro sujo da Odebrecht

Antes da campanha de 2014, ficou acertado que o marketing custaria R$ 105 milhões, dos quais R$ 70 milhões seriam pagos “por dentro”, resultado de arrecadações oficiais, e outros R$ 35 milhões “por fora”, dinheiro de caixa dois, que Dilma arrecadaria com empreiteiras. A determinação da presidente era no sentido de que Mônica procurasse Giles Azevedo, assessor de confiança, para acertar os detalhes do pagamento por fora, classificado por ela de “tradicional”. Foi então que Giles, orientado por Dilma, recomendou à Mônica que se entendesse com o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Nas conversas mantidas com Mantega, Mônica se referia ao ministro como “laticínio”, numa alusão à “manteiga”, fato que ela comprovou abrindo sua agenda aos investigadores. Uma das páginas exibe o manuscrito: reunião com “laticínio”, constituindo mais uma evidência de que, ao contrário do que afirmou Dilma, Mônica e Santana estavam bem calçados em seu acordo de delação.

A petista demonstra que sempre desprezou as lições políticas de Maquiavel. A principal delas: “quando um governante deixa tudo por conta da sorte, do acaso, ele se arruína logo que ela muda”. Dilma contou muito com a sorte, até ser bafejada por ventos desfavoráveis. Depois de apeada do Planalto, a ex-presidente foi citada em 38 fatos de irregularidades na delação da Odebrecht, muitos dos quais se configuram crimes, como o uso de dinheiro sujo da corrupção na Petrobras. Por isso, a petista deverá responder a vários inquéritos por corrupção quando as delações chegarem ao juiz Sergio Moro, como já decidiu o ministro do STF, Edson Fachin. Hoje, ela já responde a um inquérito criminal por obstrução de Justiça ao tentar nomear Lula ministro da Casa Civil.

Coragem

Juristas ouvidos por ISTOÉ destacam que o material encalacra Dilma. Criminalista com 20 anos de experiência e especialista em direito penal pela Fundação Getúlio Vargas e Universidade Coimbra, Jair Jaloreto destaca que os fatos narrados indicam embaraço às investigações. “Em tese, qualquer pessoa que saiba que vai haver diligência e faz algo para impedir que essa ação seja exitosa, pratica obstrução da Justiça. Vinga o princípio de que todos são inocentes até que se prove o contrário, mas, se há provas suficientes, ela pode ser investigada, processada e condenada.” Professor de direito penal da Universidade Estácio de Sá, Rafael Faria diz que as delações e os documentos são fortes o suficiente para embasar o indiciamento da ex-presidente. Já o professor de direito e de temas anticorrupção na Universidade de Brasília, Thiago Sombra, destaca que as provas, em seu conjunto, formam um cenário devastador para a petista. “Isoladamente, seriam provas indiciárias, mas, quando consideradas no todo, têm um grau de consistência elevado”, avalia.

Em discurso de posse da primeira eleição em 2010, Dilma invocou um trecho da obra de Guimarães Rosa, Grande Sertão: Veredas. “O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem”. Não faltou coragem para Dilma. De fato é preciso coragem para, na condição de presidente da República, bolar dentro das fronteiras do Palácio da Alvorada uma estratégia sorrateira de comunicação eletrônica, a partir da criação de um email secreto, a fim de alertar subordinados sobre a iminência de suas prisões – o que configura obstrução clara e manifesta de Justiça. Do mesmo modo, é preciso muita coragem para ordenar, do alto do cargo de presidente da República, que terceiros bancassem suas despesas pessoais – e com o dinheiro sujo da corrupção. Como também são necessárias doses cavalares de coragem, além da certeza da impunidade, para sugerir a transferência de uma conta-paralela da Suíça para Cingapura destinada a acobertar ilegalidades das quais foi cúmplice. Para Dilma, o excesso de coragem pode sair caro. A ex-presidente quebrou um País, atentou contra os preceitos republicanos, e, se não roubou, foi no mínimo conivente. As barras da Justiça a aguardam.

Transcrito da Revista Isto É

21 maio 2017 FULEIRAGEM

ALPINO – YAHOO NOTÍCIAS

21 maio 2017 DEU NO JORNAL

TUDO NO MESMO PINICO

A última dedada juntou no mesmo pinico Temer, Aécio e Lula.

PMDB, PSDB e PT.

Três finas flores da quadrilhagem partidária banânica

Haja tolôte!!!

21 maio 2017 FULEIRAGEM

SAMUCA – DIÁRIO DE PERNAMBUCO

REFUGIADOS

A grande preocupação dos brasileiros nos últimos anos tem sido o desemprego. Todos os meios de comunicação martelam incessantemente o aumento mensal na quantidade de pessoas desempregadas, ao mesmo tempo em que trombeteiam estatísticas altamente mentirosas e manipuladas a respeito do percentual de trabalhadores que estariam nesta situação.

Observado de outro modo este fenômeno, isto representaria pouco mais de 2 milhões de pessoas desempregadas, em um universo composto por pouco mais de 24 milhões de trabalhadores.

SÓ QUE ISTO É UMA GRANDESSÍSSIMA FALÁCIA!

Na realidade, e segundo o mesmíssimo IBGE, a nossa população em idade de trabalhar se aproxima dos 100 milhões de indivíduos. Assim, dizer que apenas vinte e poucos milhões de pessoas trabalham, significa na realidade dizer que há QUATRO VAGABUNDOS, DESOCUPADOS E VIVENDO DE “BICOS”, PARA CADA UM QUE TRABALHA! Na minha modesta modesta matemática, a taxa de desemprego real do Brasil seria então alguma coisa próxima a 80% e todos os números apresentados pelos nossos “honestíssimos governantes” serviriam apenas para mascarar esta realidade pavorosa e manter a população na ilusão. Uma das consequências desta explosiva situação é o crescimento exponencial da nossa população carcerária. Mesmo assim, a segurança pública se deteriora a olhos vistos em todo o país, tendo como climax os milhares de assasinatos a cada ano. Segundo a ONU, somos campeões mundiais neste item.

E quando algum canalha desses vai à televisão e afirma que a prioridade absoluta do seu governo será a “criação de empregos”, será que vai funcionar? Na minha modestíssima opinião, isto é mais uma grandessíssima falácia! (Nome bonito para não chamá-lo de grandessíssimo mentiroso). Digo isso porque a “criação” de empregos é coisa extremamente cara, trabalhosa e demorada, especialmente se o tipo de emprego que desejamos criar não é de gari ou de lavadeira de roupa. Explico:

É fato já bastante conhecido de todo economista digno deste nome que há uma correlação fortíssima entre o valor investido na criação de um determinado emprego e a renda que este mesmo emprego gerará anualmente por cada trabalhador que vier a ocupar esta posição criada. Assim, sabendo que a média dos investimentos realizados por trabalhador, nos Estados Unidos, é de US$ 200.000,00 (Duzentos mil dólares). Podemos concluir, sem a menor sombra de dúvidas, que a renda média anual gerada por estes mesmos trabalhadores será também próxima a Duzentos mil dólares. Tal fato se dá porque altos investimentos na criação do emprego, propiciam a obtenção de altíssima produtividade por trabalhador. É bom lembrar que empregos intensivos em tecnologia não podem ser destinados a funcionários semianalfabetos, como é o caso da grande maioria da população brasileira.

De forma inversa, baixos investimentos na criação de empregos, propiciam a criação de investimentos de baixa produtividade e, consequentemente, também baixo rendimento para o trabalhador. É inescapável! Junte um governo altamente perdulário e ineficiente (e na maioria das vezes, também ladrão), que desperdiça quase 40% de tudo o que é produzido no país, e uma população pobre e espoliada pelo governo e que, em consequência, não consegue fugir da “armadilha da pobreza”, e teremos então a falência perfeita: Não poupa porque o governo toma tudo, não investe porque não poupa, não tem emprego (e renda) porque não investe; e vai ficar nesse miserê até o dia do juizo final.

Então, podemos afirmar com segurança que, no Brasil, há uma “fartura” total: “FARTA TUDO! Falta poupança, faltam investimentos, faltam escolas decentes, falta infraestrutura, falta direcionamento governamental…TUDO! A única coisa que tem de sobra é ladrão, especialmente na política.

Dá para estranhar por que é que mais de 1,5% da população já foi embora, especialmente aqueles mais qualificados e empreendedores? Olhe que esta estimativa do Ministério de Relações Exteriores está bastante subestimada. Só para dar uma pequena ideia, só para Portugal foram mais de 100.000 brasileiros a partir de 2010, segundo o governo português, que lhes concedeu cidadania. Que futuro espera esta bodega, quando todas as suas poucas cabeças pensantes estão indo embora?


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