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VAMOS FALAR DE DISCOS? (3)

18 Janeiro 2018 FULEIRAGEM

IOTTI – ZERO HORA (RS)

18 Janeiro 2018 OS PINGOS NOS IS

INCAPAZ DE LER A PRÓPRIA SENTENÇA

 

18 Janeiro 2018 FULEIRAGEM

BAGGI – CHARGE ONLINE

BANQUINHO PRA TUA MÃE SENTAR!

Na década de 50 o Banco do Brasil no Recife era uma instituição quase familiar. Havia poucos trabalhadores e quase todos se conheciam até pelos codinomes.

O ambiente de trabalho era marcado pela seriedade dos funcionários, porém, na intimidade, encerrado o expediente para o público, a camaradagem predominava.

Ali trabalharam Capiba, Carnera, Hermógenes Viana, Mílton Persivo Cunha, Osman Lins, Gastão de Holanda e muitos outros que se notabilizaram na sociedade pernambucana, além de muitos que completaram suas carreiras no Rio de Janeiro – sede do Banco – :Eliakim Araújo, Ranato Machado Maia, Alcedo Tavares Coutinho, Orlando da Costa Ferreira, Josemar Mendes Rocha, Asdrubal Amaro de Assis, etc.

Algumas pessoas se personificaram por procedimentos, hábitos e gestos, alguns criando pioneirismos na forma de trabalhar e adotando métodos incríveis de exercícios físicos.

Banco do Brasil. Recife, 1950. Teve estrutura reformada para acolher um grupo empresarial privado, alterando totalmente sua fachada externa

Álvaro José de Carvalho – o queridíssimo “Carvalhão” – foi uma figura que se caracterizou por hábitos “sui generis”. Não era sempre, mas em determinados dias da semana fazia sua “fisioterapia cabocla”, andando cerca de 12 km, aproveitando para ir ao trabalho a pé.

Usamdo um macacão de suspensórios, tipo “Shazam”, e alpercatas, andava de sua casa, no Benficaa, até a Avenida Alfredo Lisboa, atual Marco Zero, o local de trabalho, lá chegando sempre bom tempo antes da hora de assinar a Folha de Ponto.

Tomava um “banho de caubói” – da barriga para cima – utilizando sabão amarelo. A indumentária era trocada, colocada numa sacola e logo se uniformizava de acordo com a praxe: paletó e gravata. Muito sério infincava os dedos na “Loop Driver”, cujo teclado fazia uma zuadeira infame.

Trabalhava na única máquina, ainda de fabricação inglesa, destinada ao registro do “Diário de Contas Alheias”, cujo carro era mito grande. Verdadeiro trambolho.Era o único funcionário habilitado a utilizá-la, mais parecendo uma “linotype” de jornal.

Religiosamente, a cada hora de trabalho dava uma parada de dez minutos, garantido pela recomendação da Lei Trabalhista da época, que lhe permitia tal repouso. Ia até um dos janelões do 1º andar e “pegava o ar” que vinha do Atlântico, fazendo exercício respiratório.

Homem de qualidades raras, falava pouco, muito sério, mas atencioso ao extremo. Dedicava-se ao trabalho durante todo o tempo do expediente. Conquistou a amizade de todos. É possível que haja criado o exercício físico que teria inspirado o “Método Cooper”.

Face ao seu físico corpulento recebeu de Capiba o apelido de “Carvalhão”.

Manuel Mendonça, bom gozador, costumava encher seu saco perguntando:

– Carvalho, se tirarmos uma letra do teu nome, como ficará?

E logo ele engatilhava:

– Um banquinho pra tua mãe sentar!

18 Janeiro 2018 FULEIRAGEM

JOTA A – JORNAL O DIA (PI)

18 Janeiro 2018 DEU NO JORNAL

A MAIOR APREENSÃO

A Polícia Federal bateu recorde de apreensão de drogas, em 2017.

Mas para muita gente a apreensão da maior droga ficou para este ano de 2018.

Será no próximo dia 24.

* * *

Concordo plenamente.

Vai ter uma apreensão de droga da porra na próxima quarta-feira.

Droga recheada de merda.

Droga apreendida

18 Janeiro 2018 FULEIRAGEM

CLÁUDIO – AGORA SÃO PAULO

BEGIN THE BEGUINE

De Cole Porter, “Begin the Beguine” executado por Artie Shaw e Sua Orquestra. Vídeo de 1938.

17 Janeiro 2018 FULEIRAGEM

JULIO – CHARGE ONLINE

17 Janeiro 2018 HORA DA POESIA

CABELOS COR DE PRATA – Rogaciano Leite

Meus cabelos cor-de-prata
são beijos de serenata
que a lua mandou pra mim.
Os meus cabelos grisalhos
são pingos brancos de orvalho
num tinteiro de nanquim.
Estes meus cabelos brancos
que hoje são da cor dos bancos
solitários de um jardim,
já sentiram muitos dedos
e ouviram muitos segredos
que elas contavam pra mim.

Se hoje, estão desbotados
é porque foram beijados
com muito amor e emoção
E os beijos foram tão puros
que os meus cabelos escuros
estão da cor do algodão.
Eu fiz tanta serenata
que a lua, desfeita em prata,
mandou mil beijos pra mim.
E os beijos foram tão puros
que os meus cabelos escuros
ficaram brancos… assim!

* * *

17 Janeiro 2018 FULEIRAGEM

LUTE – HOJE EM DIA (MG)

17 Janeiro 2018 DEU NO JORNAL

ATESTADO DE IDONEIDADE

A escalada petista contra o Judiciário é comandada pelo próprio Lula.

Isso se tornou ainda mais evidente ontem à noite, no teatro Oi.

Além de atacar o TRF-4, em particular o presidente do tribunal, Carlos Eduardo Thompson Flores, e o revisor da Lava Jato, Leandro Paulsen, Lula disse também que Sergio Moro tem de perder o emprego:

“Juízes com o comportamento dele deveriam ser exonerados.”, bradou Lula.

* * *

Ser atacado por Lula é um privilégio para o Dr. Moro.

Um atestado de absoluta idoneidade moral e ética.

Nós que confiamos, que acreditamos e que admiramos o Dr. Moro, somos imensamente gratos a esta declaração do Corrupto-Mor de Banânia.

Brigadão mesmo, Nove Dedos!

Seus insultos provam indubitavelmente que Dr. Moro é um homem de bem e um cidadão correto.

17 Janeiro 2018 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

17 Janeiro 2018 OS PINGOS NOS IS

O RECUO DE GLEISI

17 Janeiro 2018 FULEIRAGEM

JARBAS – DIÁRIO DE PERNAMBUCO

17 Janeiro 2018 DEU NO JORNAL

TABICA DE GOIABEIRA NO LOMBO

Autoridades de segurança estão prevenidas sobre a forte possibilidade de o PT promover manifestações violentas, no próximo dia 24, o “dia de fúria” contra a Justiça, provocando policiais gaúchos a tentar “produzir um cadáver”.

Só a comoção provocada por uma morte, na concepção de porraloucas petistas, poderia inibir a condenação de Lula por corrupção no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, de Porto Alegre.

As forças de segurança estão cientes de que os manuais de agitação e propaganda preconizam a fabricação de cadáver, em casos extremos.

“Tudo o que o PT mais deseja, na situação atual, é um cadáver”, adverte experiente analista de inteligência de órgão de informações.

A “palavra de ordem” de ódio foi da presidente do PT, Gleisi Hoffmann, incitando a violência: “Para prender o Lula, vai ter que matar gente”.

Não há manipulação no processo contra Lula.

Sérgio Moro o condenou a 9 anos e seis meses de prisão por corrupção, simples assim.

* * *

Claro que ninguém quer cadáver.

Quando digo “ninguém” estou falando de nós outros, os animais racionais.

Não estou me referindo aos petistas.

No lugar de cadáver, sugiro à polícia que produza muitos e muitos vagabundos surrados.

Que meta o cacete!

Sem dó e sem pena.

Aliás, sugiro que, ao invés de cassetetes, os policiais usem tabicas de galho de goiabeira no lombo destes felas-da-puta.

Uma surra de tabica em cada um destes arruaceiros desocupados vai ser um presente inesquecível para a banca decente do Brasil!

Agradecemos antecipadamente, senhores policiais gaúchos.

17 Janeiro 2018 FULEIRAGEM

TACHO – JORNAL NH (RS)


Mundo Cordel
SEM CURA

Poucos meses depois que comecei a trabalhar em Brasília, recebemos a visita de uma amiga cearense, que ainda não conhecia a capital federal.

No primeiro dia, eu e minha mulher a acompanhamos em um city tour básico: Catedral, Praça dos Três Poderes e Palácio da Alvorada, finalizando no Pontão. Deixamos para o dia seguinte a Torre de TV e o Memorial JK.

Cumpridas as visitas a esses pontos mais tradicionais do turismo em Brasília, essa amiga nos revelou o desejo de conhecer um líder espiritual que atendia em uma cidade satélite do Distrito Federal. Contou-nos que tinha um problema de úlcera crônica e, não tendo conseguido a cura por meio da medicina tradicional, buscava ajuda pela via do espírito.

Concordamos de imediato em levá-la até o local. Estudei o mapa da região, para ter alguma noção de nosso destino, e, no dia seguinte, partimos, guiados por essa invenção maravilhosa chamada GPS.

Chegando ao local, fiquei impressionado com a quantidade de gente aguardando atendimento. Era uma casa grande, térrea, avarandada, cercada de gente por todos lados. A fila ia e vinha várias vezes pela calçada, de tal forma que era difícil crer que havia alguma organização ali. Mas havia. E, quando abriram o portão, todos foram entrando e sendo distribuídos em filas menores, conforme suas peculiaridades. A fila dos que compareciam pela primeira vez, a dos que já tinham tratamento iniciado, a dos casos mais urgentes, e assim por diante.

Trabalhadores voluntários também havia muitos. Serenos, pediam aos pacientes – acho que os posso chamar assim – uma calma que eles pareciam já ter adquirido.

Depois de uma hora e mais um pouco de espera, chegou a vez da nossa amiga ser atendida. Entramos com ela na sala onde o líder espiritual estava sentado, acompanhado de várias pessoas que o auxiliavam, fosse anotando o que ele mandava que fosse anotado, fosse mantendo-se em postura que indicava silenciosa prece.

O ancião nos deu boas vindas e, sem que houvéssemos dado qualquer informação sobre a razão de estarmos ali, falou mais ou menos o seguinte, olhando diretamente para nossa amiga:

– Muitas vezes é o psicológico que prejudica o físico. Pra curar sua úlcera, é preciso tratar da sua ansiedade, se estressar menos… Cuide disso. Por enquanto, você vai trazer uma garrafa com um litro de água. Pode ser mineral. Dessas que se compra em supermercado. Também pode trazer de casa. Filtrada. Nós vamos fluidificar essa água. E ela vai ser seu remédio. Todo dia você vai tomar um copinho, desses de cafezinho, da água fluidificada. Em jejum. Quando faltar um pouquinho pra água acabar, você enche a garrafa de novo. Repita isso por três vezes. Depois, pode jogar a garrafa fora. Aí você vai encher outra garrafa, com água nova, e vir aqui de novo. Mas continue tomando os remédios que o médico passou. Nosso tratamento aqui é um, o do médico é outro. Um não substitui o outro.

Admito que fiquei surpreso ao ver aquele homem, de aparência tão simples, falar com tanta propriedade sobre a úlcera da nossa amiga. E, o mais intrigante, sem que houvéssemos dado qualquer informação a esse respeito.

Antes, porém, que tivéssemos tempo de agradecer, o velho homem olhou para minha mulher e passou a alertá-la para ter cuidados com a coluna vertebral. Outra surpresa, já que não fomos até ali com a intenção de sermos atendidos, embora, meses antes, Natália houvesse mesmo sido diagnosticada com hérnia de disco.

– Anote seu nome em um papel – disse ele – e deixe na urna da nossa sala de orações. Mas procure fazer exercícios físicos leves, que fortaleçam a musculatura que protege a coluna. Peça a orientação de um médico ou um fisioterapeuta.

Finalmente, o ancião olhou para mim e falou, com sua voz mansa, esboçando um sorriso tímido:

– Desculpe, meu filho. Mas, eu ainda não conheço remédio que evite a pessoa de ficar careca. Deus lhes acompanhe!

E fomos embora. Na hora, fiquei um pouco chateado, mas depois entendi que foi uma forma bem humorada que ele achou para dizer que eu estava bem de saúde.

17 Janeiro 2018 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JORNAL DA BESTA FUBANA


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