HERINGER

OS FABRICANTES DE REIS

Quinze senadores envolvidos em inquéritos podem perder o tal foro privilegiado: se não forem reeleitos, responderão diante do juiz de primeira instância – talvez Sérgio Moro, por que não? Cinco governadores investigados, para se candidatar a outros cargos, renunciaram e estão sem foro privilegiado: já respondem ao juiz singular. Só voltam ao foro privilegiado se forem eleitos. Ou seja, é você, caro leitor; é você, caro eleitor, que decide se eles ganharão as eleições, o que significa que anos vão se passar até que os tribunais superiores possam cuidar de seus casos.

Seu voto decide – e só os votos decidem – se Suas Excelências serão julgados como cidadãos que são ou como Excelências que nem todos são.

Ex-governadores: Marconi Perillo, PSDB/Goiás; Raimundo Colombo (PSD/Santa Catarina); Geraldo Alckmin (PSDB/São Paulo); Beto Richa (PSDB/Paraná); Confúcio Moura (PMDB/Rondônia). É improvável que algum seja julgado antes da eleição, mas se não vencer fica sem o foro.

Senadores: Renan Calheiros, PMDB, AL; Humberto Costa, PT, PE; Vanessa Grazziotin, PCdoB, AM; Romero Jucá, PMDB/RR; Dalírio Beber, PSDB/SC; Ciro Nogueira, PP/PI; Benedito de Lira, PP/AL; Eunício Lima, PMDB/CE; Cássio Cunha Lima, PSDB/PB; Agripino Maia, PP/RR; Jorge Viana, PT/AC; Valdir Raupp, PMDB/RR; Aécio Neves, PSDB/MG; Lídice da Mata, PSB/BA; José Pimentel, PT/CE.

Quem é quem

Alguns destes nomes são desconhecidos. Outros são bem conhecidos.

A fé e a força

Fernando Henrique, lançando seu novo livro, deu entrevistas em que se diz confiante na candidatura de Alckmin à Presidência. Garante que, como candidato, o ex-governador paulista é um corredor de maratona, que não dá grandes arrancadas mas chega bem ao final. Pode ser. E quem acha que Alckmin tem um problema se engana. Alckmin tem vários problemas, do baixo índice na pesquisa (paradinho nos 7%) à abertura de inquérito sobre a acusação de que teria recebido R$ 10 milhões da Odebrecht, mais a carga que será carregar o peso de Aécio, mesmo que o expulse do partido. Há mais: o goiano Marconi Perillo, que foi até cogitado para coordenar a campanha, enfrenta inquérito na primeira instância e delação da Odebrecht.

A multiplicação de candidatos do mesmo setor (Álvaro Dias, Meirelles, Temer, Flávio Rocha) dificulta a tarefa de se consolidar. Pois não há tucanos olhando com esperança a possibilidade de lançar João Dória?

Desigualmente iguais

Outro problema grave de Alckmin é o desgaste da imagem do PSDB. Durante uns 30 anos, o PSDB foi o porto seguro para quem rejeitava o PT. O PSDB aproveitou a oportunidade oferecida pelo PT para um contraste de imagem, mostrando o Governo petista como corrupto. De repente, Aécio também vira símbolo, o Ministério Público inaugura a temporada de caça aos tucanos, o PT acusa tucanos de cometer os mesmos pecados de que os acusavam e o partido, além de moderar os ataques, tem de se defender. Como, se as acusações vêm das mesmas fontes que o PSDB citava contra o PT – e o candidato à Presidência é Alckmin, com todo o seu charme?

Coisa que não pode

Por falar em desgaste: que deu na cabeça do presidente da Petrobras, Pedro Parente, para aceitar acumular o cargo na estatal com um privado, o de presidente do Conselho da BRF (união Sadia-Perdigão)? Parente foi um ótimo ministro, de capacidade reconhecida e irregularidades zero; dirigiu depois um grande empreendimento jornalístico privado, a Rede Brasil Sul, com sucesso; ao assumir a Petrobras, ordenhada à exaustão nos governos anteriores, faz um trabalho impecável de recuperação. Não há suspeitas sobre ele. Mas misturar um grupo privado com a maior estatal do país não é aceitável. É dar a volta ao mundo para pisar numa casca de banana. Estatal é estatal, empresa privada é empresa privada, e ponto final.

Por que lá?

Nada de estranho: um cidadão, o subtenente do Exército Édson Moura Pinto, foi assaltado na madrugada de quarta-feira, em Curitiba, e levaram aquilo que encontraram em seu carro. Moura Pinto havia sido cedido ao Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República e, na forma da lei, designado para a segurança do ex-presidente Lula.

Esquisito: que é que fazia Moura Pinto em Curitiba, considerando-se que o ex-presidente Lula estava preso, sob a guarda da Polícia Federal? Os meandros burocráticos do serviço público certamente explicam esse fato.

Muito estranho: de acordo com Moura Pinto, foram levados do carro o passaporte de Lula e outros pertences do ex-presidente: roupas, talão de cheques, um frigobar. OK: roupas e frigobar poderiam ser levados a Lula.

Mas que fazia o passaporte de Lula no carro? E o talão de cheques?

AMARILDO

GISELA MONTARROYOS – JOÃO PESSOA-PB

Querido editor desta maravilhosa gazeta,

aqui vai um contribuição para o nosso jornal.

Eu e o meu marido Luciano somos leitores diários e viciados. 

Hoje é sexta-feira e nós estamos indo para Tambau celebrar o dia semanal da cerveja.

Vamos fazer um brinde para o grande Winston Churchill.

R. Cara leitora, da próxima vez que eu for a João Pessoa vou encontrar com vocês aí nesta linda beirada de praia que é Tambau.

Vou olhar, com os olhos lacrimejando, vocês dois tomando uma cerveja geladinho acompanhada de um tira-gosto de camarão.

Xiuf, xiuf, xiuf, snif, snif, snif…

Gratíssimo ao querido casal fubânico pela força e pela audiência! 

J. BOSCO

PECADOS CAPITAIS

Li, não sei mais nem onde nem quando, muito menos por quem foi dito, que o socialismo tinha, em tese, intenções maravilhosas: Igualdade econômica entre todas as pessoas, distribuição equitativa de renda, eliminação total da miséria, trabalhos distribuidos segundo a capacidade de cada um, e por aí vai…Seria o paraiso na terra. Só que … O RESULTADO É SEMPRE DESASTROSO!

Já o capitalismo, bem mais modesto em seu objetivo, pleiteia apenas que todos sejam iguais perante as leis e tenham acesso às mesmas oportunidades. Limita-se a deixar que cada um procure a melhoria da sua condição de vida segundo as suas inclinações. Quer ser um grande pianista? Corra atrás de seu sonho! Não deu certo? Seu talento não chega a tanto? Problema seu! Procure outro meio de ganhar a vida honestamente, mesmo que mais modesto, porem mais adequado à sua realidade como pessoa. Não cabe, dentro desta filosofia, que o Estado se converta em babá de ninguém, nem muito menos em uma muleta econômica para os fracassados ou preguiçosos. O seu papel, quando muito, é o de assegurar condições mínimas para que todas as crianças, independente da sua origem, seja de pais fracassados, seja de pais altamente bem sucedidos, tenham um mínimo de condições para adentrar nesta arena competitiva da busca de realização pessoal, tanto expandindo e polindo os seus talentos naturais como dando vazão aos seus anseios através da realização dos seus sonhos. Para que isso ocorra, uma escolaridade meritocrática e gratúita, desde a alfabetização até o ensino profissionalizante, é o pilar mestre. A universidade é apenas e tão somente uma extensão da educação básica e cuja natureza é eminentemente elitista, devendo ser limitada aos reconhecidamente melhores talentos. Exatamente o oposto daquilo que vem ocorrendo no nosso país: Temos uma educação básica desastrosa e forçamos, através de diversos artifícios enganosos, a entrada de hordas de analfabetos nos cursos superiores.

O único resultado prático desta política demagógica (mais uma) tem sido o enriquecimento acelerado de grandes grupos empresariais pouquíssimo voltados para o desempenho acadêmico ou a excelência profissional, juntamente com uma plêiade de carééééésimas Universidades Federais cujo objetivo maior é, a par com uma doutrinação marxista-leninista-petista de uma multidão de alunos anencéfalos, cevar professores regiamente remunerados e com um desempenho pífio, abaixo de qualquer crítica séria. Os alunos entram burros na universidade e saem promovidos a jumentos diplomados. Já o cidadão que banca financeiramente a esbórnia, ganha todos os dias um diploma de otário.

Tenho ensinado em faculdades dos mais diversos cursos (Engenharia, administração, economia, psicologia, arquitetura, etc.) ao longo dos últimos 40 anos. O quadro com que tenho me deparado é simplesmente aterrador. Os sintomas mais graves da longa e constante derrocada são os seguintes:

1. Dramática redução do universo vocabular. Só Deus sabe a angústia que me dá ao franquear a palavra a um destes meus alunos e vê-lo gaguejar e tartamudear num tatibitati digno de uma criança pouco instruida de 5 ou 6 anos. É uma verdadeira tortura! Para nós dois! Segundo Wittgenstein, “O universo vocabular delimita o tamanho do cérebro!” Por estas ocasiões, dá para ter uma ideia bem clara da pandemia de microcefalia que afeta nossa juventude universitária.

2. Os princípios e valores de um socialismo capenga e xinfrim estão entranhados na massa cerebral de nossa população, trombeteados que foram insistentemente por todos os meios de comunicação ao longo dos últimos anos. Sempre que menciono ganhos de produtividade em empresas que investiram em automação e racionalização das operações, com a consequente redução na quantidade de funcionários, sofro uma verdadeira barreira de críticas. Para eles, a missão das empresas é “criar emprego e renda” (sic), e não produzir riqueza. Considerações a respeito de produtividade e competitividade estão totalmente ausentes das suas ponderações. De forma semelhante, a pessoa que assume os riscos ao investir em uma empresa nunca é considerado o líder se arrisca e que provoca o progresso econômico. É sempre visto como o capitalista explorador da “mais valia” das pobres massas trabalhadoras.

3. Baixíssima capacidade de análise e de crítica. O certo e o errado não existem. Tudo se limita a uma questão de opinião e, segundo eles, cada um tem direito de ter a sua, por mais imbecil que possa ser, devendo ser por todos respeitada. Esta idiotice seria o cerne daquilo que eles conhecem como “Democracia”. Nas aulas de metodologia científica, ensinam-lhes a paginação normatizada dos trabalhos (3-3-2-2), o tipo e o tamanho das letras, como citar fulano apud sicrano, etc. Quanto à capacidade de raciocinar, o máximo a que chegam é o ensino da dialética marxista-hegeliana, onde o fundamental é ganhar a discussão através do uso dos mais diversos sofismas e falácias (Erística), e não a busca da verdade. Nada se fala a respeito da dialética socrática, onde a real arena das discussões e da busca do conhecimento é interna e pessoal.

4. Total e absoluta confusão entre os conceitos relativos a: a) Conjectura, b) Opinião, c) Argumento, d) Prova, e) Lei científica, f) Crença e g) Ideologia. A consequência é uma barafunda mental onde se misturam anarquicamente farrapos de ideias, muitas delas acreditadas simplesmente porque o crente deseja que sejam verdadeiras, método este que é a base de todas as ideologias que tanta miséria trouxeram ao mundo ao longo dos séculos.

Sabe o que é o mais irônico disso tudo? É essa multidão de anencéfalos, ao ir atrás da ilusão de criar um paraiso na Terra, terminaram criando infernos piores que a mais aterradora descrição bíblica . Vejam o exemplo do que ocorreu com Pol Pot, Hitler, Stalin, Mao, Fidel Castro, Hugo Chaves et caterva.

Enquanto isso, o capitalismo bota todas as suas fichas exatamente nas características humanas mais abominadas pelo bom-mocismo hipócrita das esquerdas e da igreja católica: Os sete pecados capitais. Estes são, na minha modesta opinião, os grandes acionadores do comportamento humano em todas as épocas. Foram eles que fizeram com que a nossa espécie deixasse de ser um frágil bando errante nas savanas africanas e evoluísse para o estágio civilizatório que temos hoje.

PAIXÃO

ANDRÉ RIEU & JOHANN STRAUSS ORCHESTRA

De Johann Strauss II, “Danúbio Azul” em belíssima performance de André Rieu e Johann Strauss Orquestra.

NICOLIELO

AL CAPONE, LULA E O PREÇO DOS MENORES PECADOS

Rolf Kuntz

Como Al Capone, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi condenado pelo menor de seus crimes. Alphonse Gabriel Capone, uma das figuras mais sanguinárias e mais célebres da história criminal, foi para a cadeia por sonegação de impostos. Lula foi sentenciado por um caso de corrupção vinculado a um apartamento triplex no Guarujá. Seu segundo processo envolve um sítio em Atibaia. As histórias de ambos, muito diferentes em vários outros aspectos, têm uma curiosa semelhança: a enorme desproporção entre os males causados e os delitos imputados formalmente a seus autores.

Alguns poderão julgar um despropósito a comparação entre o bandido americano e o político brasileiro. Podem ter razão, se estiverem considerando as leis violadas em cada caso. Não há homicídio na história de Lula, nem uso da violência, nem prática rotineira da maior parte dos chamados crimes comuns. Mas as façanhas do líder petista são imensamente maiores que as do chefe mafioso, quando se levam em conta o alcance e os efeitos econômicos e sociais de suas ações. As barbaridades de Al Capone, suficientes para uma porção de filmes sensacionais, sempre tiveram caráter microeconômico, mesmo quando envolveram corrupção de autoridades.

Lula assumiu a Presidência em 2003 com um projeto de poder e um plano de governo subordinado a suas enormes ambições políticas. Foi capaz de perceber, ao contrário de muitos outros petistas, a importância política de promover ajustes e de controlar a inflação. Era preciso desarmar a desconfiança do setor privado.

Não havia, de fato, a herança maldita proclamada por petistas. As dificuldades eram explicáveis principalmente pela reação dos mercados a ameaças do PT. Figuras importantes do partido haviam prometido, entre outras bobagens, uma “renegociação” ─ de fato, um calote ─ da dívida pública.

Aconselhado por Antônio Palocci, futuro ministro da Fazenda, Lula convidou o presidente do BankBoston, Henrique Meirelles, para dirigir o Banco Central (BC). Seria mais um avalista do governo. Durante o primeiro mandato a promessa de bom comportamento foi em parte cumprida. O BC combateu a inflação com aparente liberdade e a política fiscal foi conduzida com algum cuidado, apesar da expansão da folha de pagamentos. Nos oito anos de Lula, a despesa com pessoal e encargos do Executivo cresceu 135,6%, enquanto a inflação ficou em 56,6%.

Os crimes do mensalão só se tornariam assunto público a partir de 2005, mas sem atrapalhar a reeleição do presidente. Na política econômica nada foi feito para ampliar e consolidar a pauta de reformas nem se implantou uma estratégia efetiva de desenvolvimento.

Completada a primeira etapa, tudo começou a desandar, com o abandono da responsabilidade fiscal, as enormes transferências do Tesouro para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a política dos campeões nacionais, o aumento do protecionismo e a devastação das estatais. Com incompetência e irresponsabilidade incomuns, a presidente Dilma Rousseff completou o desastre, quase quebrando o Tesouro e levando o País à recessão.

O primeiro mandato de Lula, enfim, foi orientado inteiramente para consolidar, sem resistência nos mercados, o projeto de dominação. O aparelho federal foi submetido às ambições de poder do presidente. As condições para pilhagem das estatais foram um desdobramento dessa política. Petistas e aliados tomaram a administração federal como se fossem forças de ocupação. A devastação da Petrobras e de outras estatais foi parcialmente descrita nos informes da Operação Lava Jato e de outras investigações.

A conversão da Petrobras em instrumento da política industrial petista forçou a empresa a comprar insumos e equipamentos nacionais, mesmo quando muito mais caros que os importados. Comprometeu sua rentabilidade, reduziu seu potencial de investimento e, além disso, abriu espaço para troca de favores e corrupção.

A política de investimentos, subordinada às ambições, aos critérios políticos e à fantasia de liderança regional de Lula, jamais concretizada, favoreceu projetos como o da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Deveria ter sido um empreendimento brasileiro e venezuelano. Nenhum centavo da Venezuela foi aplicado nas obras. Além disso, os custos, multiplicados por oito, chegaram à casa de US$ 20 bilhões.

Lula ostensivamente mandou na Petrobras, indicando diretores, influenciando seus planos, orientando seus investimentos e seus objetivos. Não há como disfarçar sua responsabilidade pelos desmandos na gestão da empresa, assim como é impossível desvincular seu nome da política de compadrio do BNDES. Basta examinar a lista de empresas beneficiadas e os nomes mais vistosos nos processos de corrupção.

Nunca se levaram a sério, nessa fase, os princípios constitucionais definidos para a administração pública no artigo 37: “legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência”. A exigência de produtividade no serviço público foi sempre desqualificada como preconceito neoliberal.

Na versão mais complacente, os casos de corrupção ocorridos no Brasil durante a fase petista podem ser mais numerosos que os observados em outros países, mas são da mesma natureza. Esse é o grande engano. A corrupção brasileira, nesse período, foi vinculada essencialmente a um estilo de governo e, mais que isso, a uma forma de ocupação do aparelho estatal. Pode-se trocar a palavra ocupação, nesse caso, por apropriação ou mesmo por privatização da máquina.

Esse projeto de poder foi comprometido pelo fracasso da presidente Dilma Rousseff. Nesse caso, ele cometeu um desastroso erro de pessoa, ou, mais propriamente, de poste. Vitorioso o projeto, Lula nunca precisaria de escrituras ou de recibos para realizar sonhos de consumo ou de riqueza. Tudo viria, como veio por um tempo, como produto do poder.

NANI

MAURINO JÚNIOR – PAULO AFONSO-BA

Papa Berto!!

Bom dia, saudações e meus respeitos!!!

Olha só como esse país é extremamente banânico.

Sei que isso você já sabe há séculos, mas é que eu protocolei no Senado Federal, mais especificamente através do telefone do Senado Federal, uma reclamação, com relação à Senadora Gleisi Amante de Luladrão Lularápio Hoffmann e ao não menos cretino Lindbergh Luladrão Lularápio Farias, para saber se os mesmos iriam receber integralmente os salários.

Uma vez que essas duas excrecências estão fazendo arruaças em Curitiba, cagando naquele lugar, mijando em lugar público pra defender o safado barbudo e sabe-se mais o que estão fazendo, recebi uma resposta bem bonitinha de lá do Senado.

Vai vendo só!!!

Ao Senhor MAURINO CARLOS E SILVA JÚNIOR
Assunto: Processo nº 417201806721

Agradecemos o envio da sua mensagem ao Serviço de Relacionamento Público Alô Senado, integrante da estrutura da Ouvidoria do Senado Federal.

Em atenção à sua manifestação, informamos que de acordo com Art. 13 do Regimento Interno da Casa (RISF), “será considerado ausente o Senador cujo nome não conste da lista de comparecimento, salvo se em licença, ou em representação a serviço da Casa ou, ainda, em missão política ou cultural de interesse parlamentar, previamente aprovada pela Mesa, obedecido o disposto no art. 40”.

No § 2º do Art 13 do RISF, “considerar-se-á ainda ausente o Senador que, embora conste da lista de presença das sessões deliberativas, deixar de comparecer às votações, salvo se em obstrução declarada por líder partidário ou de bloco parlamentar”.

Conforme o Art. 38, “considerar-se-á como ausente, para efeito do disposto no art. 55, III, da Constituição, o Senador cujo nome não conste das listas de comparecimento das sessões deliberativas ordinárias”.

Ressaltamos, ainda, que os instrumentos que disciplinam o comparecimento de senadores às sessões estão expressos no Regimento Interno do Senado Federal, que pode ser consultado em Atividade Legislativa

Esclarecemos que esses instrumentos não estabelecem um regime de frequência diária vinculado ao subsídio pago aos parlamentares e, portanto, não há desconto de remuneração pelo não comparecimento em determinados dias da semana.

Agradecemos sua participação e reafirmamos nosso compromisso de trabalhar continuamente em busca de qualidade e excelência no atendimento aos usuários, de forma a contribuir efetivamente para a aproximação entre o Senado e os cidadãos.

A Ouvidoria do Senado permanece à disposição, por meio dos formulários eletrônicos disponíveis na internet, em Fale Conosco e pelo telefone 0800 612211, nos dias úteis, das 8h às 19h.

Atenciosamente,

Assessoria Técnica da Ouvidoria do Senado Federal

Agora me arresponda:

Né ou não né uma putaria fudelífera de lascar??

PQP!!!

Que país com uma gentinha tão rastaquera e asquerosa do carái!!!

BRUM

AMANTE ACIDENTAL

Péricles dirigia devagar rumo à Caruaru quando avistou, ao longe, um pequeno carro estacionando no acostamento. Desceu uma mulher olhando para o pneu traseiro murcho. A jovem senhora iniciou uma série de inúteis pontapés. Péricles parou seu carro, e foi acudir à dama solitária.

Ela chutava o pneu, e chorava. Péricles pediu calma, estava ali para ajudar. A distinta respirou fundo, voltando a si como se estivesse em transe.

Ele levantou o carro rodando o macaco, retirou o pneu furado, colocou o estepe. Enquanto realizava a troca, a madame não deu uma palavra. Ela apercebeu que não tinha retribuído a gentileza de Péricles. Pediu desculpas, disse que estava com a cabeça cheia de problemas e com ódio no coração. Que ele perdoasse. Apresentou-se como Soraya.

– Prazer, Péricles. Olhe aqui minha amiga, nenhum ódio vale a pena.

– Minha raiva é grande. Vontade de matar. De qualquer maneira, desculpe e muito obrigado. Respondeu a morena com a alma infeliz.

Péricles logo chegou à Caruaru. Ele queria curtir as peças de artesanato, a cultura popular do Nordeste.

Almoçou no hotel, descansou. Ao entardecer fez uma visita à feira, aos pontos de folclore, recordando a finada Rosa, foram 23 anos de casamento. Jantando no Restaurante Chapéu de Couro, percebeu que a senhora do carro, a irada Soraya, estava em uma mesa tomando uísque, desacompanhada.

Quando terminava o jantar, sentiu uma pessoa encostar à frente da mesa. Péricles levantou a cabeça, era a moça zangada, sorrindo. Perguntou se podia sentar. Péricles puxou uma cadeira, ato contínuo ela sentou-se elegante e iniciou a conversa:

– Pensei no que você falou. É verdade, raiva mata, deixa o coração ferido. E a vida é uma só. Vou tentar superar a bordoada que recebi, e não se fala mais nisso. Agora conte sua vida. Quem é você, cavalheiro gentil?

Péricles resumiu sua vida. Era de Maceió, estava em viagem solitária pelo Nordeste, sem roteiro predeterminado. Queria refletir sobre sua nova vida, viúvo há seis meses. Não tinha data marcada para voltar.

Soraya achou a história muito interessante. Conhecia bem Alagoas, contou reminiscências, parte da infância morando em Maceió. Enquanto ela falava, Péricles analisou a companheira acidental num restaurante de Caruaru.

Devia ter entre 35 a 40 anos, pele bem cuidada, morena. O braço parecia porcelana. Rosto redondo, cabelos pretos escorridos, bem tratados. Olhos negros vivos como se estivessem acesos, penetrantes, por cima de um nariz levemente achatado. Exalava sensualidade e mistério. Sentiu que havia um grande problema em sua alma, daí esse rancor. Notou uma marca de aliança na mão esquerda. Seria casada?

Ficaram naquela mesa por mais de duas horas em conversa descontraída, alegre, com o acompanhamento do velho uísque. De repente, Soraya olhou nos olhos de Péricles, pegou-o pela cabeça, puxou-o, deu-lhe um beijo na boca. Correspondida, ficaram a chupar línguas. De repente ela pediu sorrindo.

– Quero ir pra cama com você, agora! Tem que ser agora, antes que desista, não quero desistir.

Rápido ele pagou a conta. Sem esperar pelo troco saíram. Entraram no carro de Péricles, partiram em busca de um motel à beira da estrada. Soraya durante o percurso beijava seu pescoço, alisava-o, não se falaram.

Ao entrar no quarto do hotel, ela pediu, “Beije aqui meu amor!”

Péricles obedeceu, fizeram amor até mais tarde.

Depois do êxtase, corpos separados, enquanto ele olhava para o teto, sentiu que Soraya chorava, e aumentava o choro. Estava desesperadamente chorando alto, histérica, lamentando-se, pedindo desculpas como se outra pessoa estivesse presente.

– Seu bosta! Você foi o culpado, você me traiu!

Péricles conseguiu acalmá-la. Soraya contou sua vida.

Era casada, dois filhos já rapazes, morava no Recife. No dia anterior, ao entrar no escritório, flagrou o marido transando com a secretária no tapete Uma prima, que implorou um emprego. Em casa o marido tentou justificar. Soraya não conseguiu dormir. Pela manhã pegou alguma roupa e partiu no seu carro rumo à fazenda de uma amiga no sertão. Ninguém sabia onde ela estava. Desligou celular e partiu, com toda raiva, ódio no coração. Estava planejando matá-lo, entretanto, percebeu que não era a solução. No restaurante, bebendo, armou outro tipo de vingança. Foi o ódio que impeliu transar com Péricles. Estava arrependida, com sentimento de culpa, mas a raiva não havia passado.

Ele ouviu com atenção enquanto trocava de roupa, e admirava aquele belo espécime de mulher.

Já vestidos, ele abraçou-a, deu um cheiro nos cabelos.

– Agora vá dormir no hotel. Amanhã visite sua amiga, depois volte para sua família, você é uma pessoa especial. Não se sinta culpada pelo que aconteceu. A raiva é uma emoção cruel, muito forte, você agiu impulsionada pelo sentimento de vingança. O que aconteceu foi melhor que mandar matá-lo, tenho certeza. O segredo é nosso, ninguém precisa saber o que houve entre nós. Eu amei essa noite, jamais esquecerei.

Saíram do motel até o carro de Soraya. Ela alisou a cabeça de Péricles, deu-lhe um beijo na boca. Olhou em seus olhos e cochichou: “Amei lhe conhecer, essa noite marcou minha vida.” Abriu a porta, sem olhar para trás caminhou lentamente em direção a seu carro.

SPONHOLZ

FIQUEI SEM ENTENDER

Estou confuso e sem entender nada.

E explico pra vocês.

Esta é a capa da revista Veja que circula neste final de semana:

Num intendi…

Eu pensei que a Veja só perseguisse, difamasse e falasse mal de Lula e do PT.

Escrever na capa que o PSDB está em “derrocada moral” foi uma tacada da porra.

Pra completar o desmantelo, todo o noticiário da TV Globo, o dia todo e a toda hora, só fala na ladroagem de Aécio.

O jornal O Globo também não se ocupa de outro assunto, esculachando o tucano em manchetes de primeira página e em longas matérias.

Cliquem aqui e confiram quantas chamadas referentes ao jornal O Globo tem no Google sobre este assunto.

Eu pensava que a “grande mídia golpista e reacionária” perseguisse apenas Lula e o PT. 

Eu acho que partido do ex-presidente, presidido pela ré Gleisi Hoffmann, juntamente com o Instituto Lula, devem, mais uma vez, emitir notas e fazer pronunciamentos denunciando a campanha difamatória que é levada a efeito pelos órgãos da imprensa retrógrada contra figuras impolutas.

Desta vez a campanha é contra um tucano que é totalmente inocente, segundo ele vem repetindo incansavelmente nos últimos dias.

Do mesmo jeito que Lula faz.

LUTE

CONTRA OS FATOS, OS CHAVÕES

Não era incomum, nos meus tempos de escola primária, que algum colega mais irrequieto fosse obrigado a perder o recreio escrevendo no quadro negro uma centena de vezes: “Não devo conversar durante as aulas”. Quando retornávamos, o coitado ali estava, solitário, infeliz e sujo de giz, contemplando o produto de sua desgraça, convencido de que em boca fechada não entra mosca.

Os que nos querem convencer de que as idéias marxistas funcionam fazem bom uso da insistente repetição dos seus chavões. Um deles afirma que “as desigualdades sociais são fruto desse modelo concentrador que aí está”. Ou seja, elas decorreriam da economia de mercado, do direito à propriedade privada, da liberdade de empreender, do tal capitalismo. Apontam a miséria da África e da Ibero-América como resultado desse “modelo” explorador e desumano. Repita-se isso até a exaustão e você não duvidará de que os africanos eram ricos, prósperos, poderosos e bem nutridos até a chegada das desgraças ocidentais e que norte-americanos, europeus, japoneses, canadenses e australianos vivem à custa das esplêndidas riquezas sul-americanas.

Acreditaremos, também, que nossos projetos com vistas à prosperidade nacional, conduzidos por longa e estável série de governantes sábios, prudentes e dedicados ao uso lúcido e honrado dos recursos públicos, sob um sistema de governo e uma ordem constitucional moderna e eficiente, só fracassam por causa da ganância externa. Pela insistente repetição, assumiremos como verdadeiro que todo o bem que afanosamente fazemos por nós mesmos tropeça em coisas satânicas como Consenso de Washington, Clube de Paris, FMI, G7, G8, Escola de Chicago, Fórum de Davos e outras sinistras conjunções empresariais ou zodiacais.

Para que a culpa possa ser atribuída “a esse modelo que aí está”, é preciso jamais mencionar a concentração de riqueza do antigo Egito, de certas dinastias chinesas, do Indostão, do Império Romano, dos barões medievais, dos comerciantes venezianos e genoveses, dos banqueiros surgidos no Renascimento. É preciso esquecer que a fome era endêmica na Europa em pleno período colonial e assim permaneceu até meados do século passado. E é preciso, principalmente, jogar nas sombras da ignorância dois fatos essenciais: 1º) que foi precisamente sob o regime das economias de mercado e com o surgimento das democracias constitucionais que a renda passou a ser mais bem distribuída entre os cidadãos; e 2º) que o modelo mais radicalmente oposto a “esse que aí está” somente gerou opressão, corrupção, genocídio e miséria. Mas essas são coisas que ninguém diz e ninguém repete.

NANI

ROBERTO VASCONCELOS FERREIRA – ILHEUS-BA

Sr. Editor,

Parabéns pelas excelentes mudanças no visual do melhor site do Brasil.

Sou leitor diário há mais de oitos anos.

Envio uma contribuição para ser apreciada pelos confrades fubânicos.

Saudações baianas

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