17 novembro 2018 AUGUSTO NUNES

É, MAS NÃO É

Gleisi explica que o sítio de Lula não é de Lula, mas sim de Marisa Letícia, que, embora casada com Lula, nunca teve nada a ver com o maridão

“O sítio, sim, sofreu reformas, mas não foi a pedido de Lula. O sítio é de uma família que, há mais de 16 anos, é amiga do Presidente Lula e onde Lula sempre frequentou. E essas reformas foram solicitadas pelos amigos e pela própria Dona Marisa para fazer uma surpresa ao Presidente Lula”.

Gleisi Hoffmann, presidente do PT, explicando que o sítio de Lula em Atibaia nunca foi de Lula, porque as reformas feitas por empreiteiras amigas não foram solicitadas por Lula, mas por Marisa Letícia, que, embora casada com Lula, nunca teve nada a ver com o maridão.

17 novembro 2018 A PALAVRA DO EDITOR

DÚVIDA PERTINENTE

A dúvida é pertinente.

Isto que falou a governadora do Rio Grande do Norte é uma ameaça ou uma confissão antecipada de crime?

ADEUS

Basta! Se nosso amor é como o vinho amargo
que primeiro embriaga e afinal envenena,
deixa-me só! Assim prefiro, sem embargo
do muito que te quis. Não sentirias pena

de perder-me. E eu, por mim, deste torvo letargo,
nem guardarei rancor, nem desprezo. Serena
irás. E eu, vendo à frente o horizonte tão largo,
tornarei minha dor mais pura e mais amena.

Se outro amor me nascer, será como uma aurora
chuvosa, sonolenta, acanhada e sombria,
em que as frestas de sol brilharão sem ternura.

E os beijos que tiver de outros lábios, agora,
tão fugazes serão, e eivados de ironia,
como a flor que sorri sobre uma sepultura.

17 novembro 2018 CHARGES

TACHO

17 novembro 2018 PERCIVAL PUGGINA

O MISTERIOSO CASO DE CERTO SÍTIO EM ATIBAIA

Havia um rapaz, de nome Fernando, cujo sonho era ter um sítio em local aprazível da serra de Itapetinga. Acalentava o desejo de nele reunir amigos e familiares para aprazíveis momentos de convívio. Como não dispusesse dos meios necessários, juntou recursos entre pessoas de suas relações e adquiriu, após muita busca, uma propriedade com as características pretendidas.

Vencida essa etapa, cuidou, então, de transformar as benfeitorias existentes. Tanto a moradia quanto as demais construções e áreas de lazer precisavam de reformas que seriam custosas. Mas nenhuma dificuldade ou restrição financeira afastava o proprietário de seu projeto. Fernando, como se verá, era robustecido pela têmpera dos vencedores. Se havia obra a ser feita nada melhor do que confiá-la à maior empreiteira do Brasil.

Marcelo Odebrecht, requisitado, deslocou gente de suas hidrelétricas, portos e plataformas de petróleo, subiu a serra e assumiu a encrenca: casa, alojamento, garagem, adega, piscina, laguinho, campinho de futebol. Tudo coisa grande. Vencida essa etapa, o ambicioso proprietário se deu conta de que a velha cozinha remanescente não era compatível com os festejos que ansiava por proporcionar aos seus convidados. Para manter o elevado padrão, Fernando não deixou por menos e convocou a segunda maior empreiteira do Brasil, a OAS. E para lá se tocou, prontamente, a cuidar da sofisticada engenharia culinária do importantíssimo sítio, o pessoal de Leo Pinheiro. Afinal, uma obra dessas não aparece todo dia.

Opa! Problemas de telefonia. Como habitar e receber amigos em um sítio com tão precárias comunicações? Inconveniente, sim, mas de fácil solução. Afinal, todos nós somos conhecedores da cuidadosa atenção que a OI dispensa a seus clientes. Certo? Bastou comunicar-lhe o problema e uma nova torre alteou-se no meio da serra.

Concluídas as empreitadas, chaves na mão, a surpresa! Quem surge, de mala e cuia como dizemos cá no Sul, para se instalar no sítio do Fernando? Recém-egressa da Granja do Torto, a família Lula da Silva veio e tomou conta. Veio com tudo. Com adega, santinha de devoção, estoque de DVD, fotos de família e promove a invasão dos sonhos de qualquer militante do MST. Lula e os seus chegaram para ficar e permaneceram durante cinco anos, até o caso chegar ao conhecimento público. Quando a Polícia Federal fez a perícia no local não encontrou um palito de fósforos que pudesse ser atribuído ao pobre do Fernando. Do pedalinho ao xarope para tosse, era tudo Lula da Silva.

Eu não acredito que você acredite nessa história. Aliás, contada, a PF não acreditou, o MPF não acreditou e eu duvido que algum juiz a leve a sério. Mas há quem creia, talvez para não admitir que concede a Lula permissão para condutas que reprovaria em qualquer outro ser humano.

17 novembro 2018 CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

JOSUÉ TINERMAN – CAMPO GRANDE-MS

Editor Berto,

Esta frase eu recebi de um amigo.

É sobre os prognósticos dos petistas a respeito do futuro governo Bolsonaro.

Gostaria que fosse publicada no JBF.

Abraços.

Petista é aquele que sabe TUDO que vai acontecer nos próximos 4 anos. Mas não sabe de NADA que aconteceu nos últimos 16.

R. Pronto, caro leitor: a frase que você nos mandou já está publicada.

Ela retrata a mais pura realidade sobre o esgoto que corre na cabeça de um petêlho.

Vou aproveitar a oportunidade pra publicar mais outra frase que vi no zap-zap.

Esta é sobre os médicos cubanos que trabalham em regime de escravidão no Brasil.

E de cujos salários é roubado um alto percentual pra sustentar a ditadura cubana.

Um absurdo que o fubânico lulo-castrista Ceguinho Teimoso acha a coisa mais normal do mundo. Claro: Ceguinho é petista.

Coisa que o Capitão prometeu acabar assim que assumir a presidência da república.

Veja que lindo:

17 novembro 2018 DEU NO JORNAL

O TRÍPLEX É A PONTA DO ICEBERG

Revista IstoÉ

O juiz demonstrava descontração. Nem parecia o magistrado sisudo das audiências tensas e, não raro, acaloradas com o ex-presidente Lula e os maiores empreiteiros do País. Chegou a esboçar leves risadas, como a que soltou ao rememorar ações envolvendo escuta de celulares num presídio, “onde os presos falavam tanto que os policiais se confundiam até sobre quem falava o que”. Depois de uma hora e meia com os repórteres da ISTOÉ, brincou: “Vocês já têm histórias para escrever um livro”.

Em sua primeira entrevista exclusiva para um veículo de comunicação impresso, após ter sido escolhido ministro da Justiça e Segurança Pública pelo presidente eleito Jair Bolsonaro, o juiz Sergio Moro ainda utilizou a antiga sala da 13ª Vara Federal do Paraná, em Curitiba, que ocupa há 15 anos. A partir de agora, deve passar a concedê-las somente no Palácio de Justiça, em Brasília, suntuoso prédio onde está instalado o ministério que comandará a partir de janeiro. Sua mesa na Justiça Federal é o que podemos chamar de bagunça organizada – aquela em que só o dono é capaz de se encontrar no meio dela, mais ninguém. Repleta de papeis em desalinho, um em cima do outro, cercada por estantes amontoadas por livros comprados por ele mesmo.

Mas, claro, ali no meio daquela aparente anarquia se transpira seriedade. É onde se batalhava a faina diária de um dos magistrados mais competentes do País, responsável pela Lava Jato, a mais profunda operação de combate ao crime organizado desenvolvida no Brasil. Para o novo gabinete, ele ainda não sabe se levará os livros. Uma hipótese é deixá-los mesmo em Curitiba para não sobrecarregar a mudança. O mesmo provavelmente fará com sua esposa Rosângela e os dois filhos adolescentes, só que por outras razões, obviamente. A mulher cuida de um escritório onde é advogada especialista em casos de pessoas com doenças raras. Os filhos adolescentes preferem não trocar de escola. “Irei para casa nos finais de semana”, promete. Quem ele vai levar quase que a tiracolo é Flávia Blanco, sua chefe de gabinete na Justiça Federal, uma espécie de faz-tudo do juiz e a quem ele tem em mais alta conta. Moro tem pressa. Terá pouco mais de um mês para definir também quem levará para Brasília para integrar a nova equipe. Um de seus desejos era reforçar o time com integrantes da Lava Jato, mas enxerga “óbices” difíceis de transpor. “Seria um tolo se não levasse gente da Lava Jato, que já comprovaram competência e dedicação, mas muitos teriam que abandonar suas carreiras para me seguir”.

Na verdade, a maior angústia de Moro não é deixar para trás livros, amigos e colegas de trabalho, mas as dezenas de processos da Lava Jato ainda não encerrados. Quando desencadeou a operação em 17 de março de 2014, Moro não imaginava chegar tão longe. Mas, quando decretou a prisão do doleiro Alberto Youssef, e com ele encontrou o documento da compra de uma Range Rover Evoque em nome de Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, percebeu que o caso poderia atingir proporções muito maiores. Preso, Costa revelou em delação que a Petrobras era usada pelo governo Lula para o pagamento de propinas a políticos tanto do PT, como do PP e PMDB. Era apenas o fio de um extenso novelo que alcançaria o maior esquema de corrupção da história recente do País. A Lava Jato evoluiu de tal maneira que levou o juiz a condenar importantes dirigentes do PT, o mais importante deles o ex-presidente Lula, preso em Curitiba desde o começo do ano por ter recebido vantagens da OAS, entre as quais um tríplex no Guarujá, em troca de polpudos contratos na Petrobras.

Ao responder à ISTOÉ sobre o inconformismo do ex-presidente em relação à condenação imposta a ele, Moro lembrou que a sentença foi “extensamente fundamentada” e acrescentou: “As provas indicam que Lula é o mentor desse esquema criminoso que vitimou a Petrobras. E não se trata só de um tríplex. Nós falamos de um rombo de R$ 6 bilhões. O tríplex é a ponta do iceberg”. Sobre as acusações de perseguição política, e eventual relação de causa e efeito com a campanha presidencial deste ano, Moro reavivou que a sentença no caso do tríplex foi proferida em meados de 2017. “O que existe é um álibi de Lula, baseado numa fantasia de perseguição política”. Ademais, a decisão de condenar o petista a nove anos e meio de prisão, reforçou juiz, foi mantida pela Corte de apelação (TRF-4), que não apenas endossou as suas fundamentações jurídicas como ampliou a pena para 12 anos e um mês. “A partir daí, a decisão não é mais minha”, disse.

Os demais processos que Sergio Moro deixará prontos para julgamento, envolvendo o ex-presidente, como o caso do apartamento São Bernardo do Campo e de um terreno para o Instituto Lula, doado como propina pela Odebrecht, estarão sob a batuta da juíza substituta Gabriela Hardt. A sentença deverá ser proferida ainda este ano. A julgar pela audiência de estreia (leia mais às págs 32 e 33), que lhe rendeu o apelido de “juíza linha Hard(t)” pela maneira firme como arguiu e enquadrou o ex-mandatário petista durante depoimento sobre o sítio de Atibaia, tudo indica que Lula deve ser condenado novamente por corrupção e lavagem de dinheiro. “Esses processos já fazem parte do meu passado”, esquiva-se Moro.

O foco do futuro ministro da Justiça agora é na preparação dos projetos de combate à corrupção e ao crime organizado que serão submetidos ao Congresso já em fevereiro. Entre as mudanças propostas estão as que possibilitam prever em lei o cumprimento da prisão após condenação em segunda instância e a redução da maioridade penal para 16 anos, “mas apenas para crimes de sangue”. Moro pretende endurecer ainda medidas contra os cabeças do tráfico, não permitindo as famigeradas saidinhas durante o cumprimento das penas. Uma de suas ideias é proibir inclusive as tradicionais visitas íntimas a presos. Atendendo a uma promessa de campanha de Jair Bolsonaro, Moro trabalhará para flexibilizar o porte de armas, mas apenas dentro de casa: “Não vamos autorizar que as pessoas saiam armadas nas ruas”. Para quem ainda acha que ele largará a carreira de magistrado para mergulhar na política, Sergio Moro adverte: “Não serei candidato a presidente da República. Não tenho nenhuma pretensão de participar de campanhas eleitorais, nem de subir em palanques”.

O senhor vai apresentar um plano de combate à corrupção e ao crime organizado?

Nos últimos anos houve um avanço muito grande de políticas anticorrupção. A Justiça começou a mudar. Está começando a enfrentar com mais rigor os casos de corrupção. O que nós temos visto na Lava Jato é uma agenda anticorrupção forte, mas o governo federal foi muito tímido. Então a prioridade vai ser as medidas anticorrupção. E o embate contra o que já é uma coisa de segurança nacional, que é o crime organizado. A ideia é a apresentação de um plano ao Congresso já em fevereiro.

E quais serão as primeiras medidas?

O projeto que vamos apresentar ainda está em estudo e seria imprudente de minha parte anunciar todo o plano agora. Ele ainda terá que ser submetido ao presidente Jair Bolsonaro. Então é prematuro colocá-lo em detalhes neste momento. Mas, por exemplo, em matéria de crime organizado quero proibir o condenado de poder progredir de regime de cumprimento de pena se houver vínculo com organizações criminosas. Em matéria anticorrupção há a execução da pena a partir da condenação em segunda instância, que é uma questão que deverá constar no projeto a ser encaminhado ao Congresso. O entendimento do Supremo, que predomina desde 2016, é que a Constituição já permite a execução em segunda instância. O mais prudente, neste momento, é apresentar um projeto para deixar isso mais claro na legislação ordinária.

O senhor teme a mobilização das bancadas de parlamentares que estão sendo investigados pela Lava Jato, como Renan Calheiros, contra o seu projeto anticorrupção?

O novo governo traz uma expectativa de mudança. Os eleitores deram recado claro nas eleições de que há uma insatisfação com a corrupção e com a segurança pública. Isso sem ingressar na parte econômica, que também é muito importante, mas não é da minha área. Imagino que os parlamentares serão sensíveis a esses anseios dos eleitores. Mas nós pretendemos dialogar e construir uma agenda que possa ser aprovada pelo Parlamento em tempo razoável.

O senhor disse que apesar do esforço gigantesco da Lava Jato a corrupção continua. O senhor quis dizer que a corrupção não acabará?

É impossível eliminar a corrupção, como é impossível eliminar a atividade criminal. Agora, o que é intolerável é a tradição da impunidade que nós tínhamos no Brasil. Isso acabava sendo estímulo para a prática de novos crimes. Tanto assim que se chegou à uma situação, considerando os casos já julgados, de corrupção disseminada. Se não é possível eliminar a corrupção por completo, é possível reduzi-la a patamares menores do que temos atualmente.

Os governantes montaram verdadeiras máquinas de dilapidação dos cofres públicos. No governo Bolsonaro é possível que dizer que isso não se repetirá?

Crime de corrupção é muito difícil ser descoberto e investigado, porque é um crime praticado em segredo. Tem que se criar sistemas de controle e prevenção para detectar esses fatos. Agora, o que eu posso assegurar, porque isso me foi afirmado pelo presidente eleito, é que ninguém será protegido. Identificado os casos de corrupção no governo, ninguém será protegido. Esse é um compromisso meu. Não vou assumir um cargo desses para proteger alguém.

Se o senhor descobrir alguém se locupletando do governo, vai pedir que o presidente demita essa pessoa?

Sim, certamente. Se houver provas nesse sentido, e forem consistentes, vou levar ao presidente eleito para tomar uma decisão que ele entenda apropriada.

O ex-presidente Lula usa a sua nomeação para o ministério da Justiça do governo Bolsonaro para solicitar novo habeas corpus. Como vê as acusações do PT de que o senhor usou a Justiça apenas para perseguir o ex-presidente?

Essa é uma questão que agora pertence à Justiça. Eu proferi um julgamento em 2017, em que a decisão é extensamente fundamentada. As provas indicam que Lula é o mentor desse esquema criminoso que vitimou a Petrobras. E nós não tratamos apenas de um tríplex. Nós falamos de um rombo estimado de R$ 6 bilhões. O tríplex é a ponta do iceberg. A opção do Ministério Público foi apresentar a acusação com base nesse incremento patrimonial específico, que foi fruto da corrupção. Mas eu proferi essa decisão em meados de 2017 e a decisão foi mantida pela Corte de apelação. A partir do momento em que a Corte de apelação mantém a decisão, a decisão passa a ser dela. Não é mais nem minha.

Mas foi do senhor.

O que existe é um álibi de Lula, baseado numa fantasia de perseguição política. Vamos analisar a Operação Lava Jato. Nós temos agentes políticos que foram do Partido Progressista condenados, temos agentes do PMDB e de figuras poderosas da República, como foi o caso do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, considerado adversário figadal do PT. E, claro, condenamos também agentes do Partido dos Trabalhadores. O esquema de corrupção na Petrobras envolvia a divisão de dinheiro entre executivos da estatal e agentes políticos que controlavam a empresa. É natural que o esquema criminoso dessa espécie, quando descoberto, com políticos envolvidos, impliquem majoritariamente aqueles partidos que estavam no poder e controlavam a empresa e não legendas que se encontravam na oposição.

O senhor deixou pronto para ser julgado um novo processo que envolve o ex-presidente Lula. Sobre um apartamento em São Bernardo e um terreno destinado ao Instituto Lula, em que ele é acusado de receber os imóveis como forma de propina distribuída pela Odebrecht. O ex-presidente deve ser condenado outra vez?

Essa é uma questão da Justiça, a cargo da doutora Gabriela Hardt, que me substitui na 13ª Vara Federal e não seria apropriado comentar. Ela é uma magistrada muito séria e muito competente. No entanto, está em suas mãos diversos casos criminais em relação à Lava Jato, que demandam atenção dela. Então não sei se ela vai ter tempo hábil para julgar esse caso ainda este ano.

O presidente eleito Jair Bolsonaro disse que, se a polícia subir morro e numa operação dessas morrerem até 20 bandidos, não haverá problema algum. A polícia terá passe livre para matar na sua gestão?

Não existe isso. Às vezes essa questão é mal colocada. O objetivo do trabalho de investigação policial e do trabalho dessas operações contra o crime organizado é que o criminoso seja preso e o policial vá a salvo para a sua residência. O trabalho de enfrentamento das organizações criminosas é baseado em inteligência, investigação, prisão dos líderes, isolamento dos líderes e confisco de seus bens para desmantelar essas facções. Agora, existem algumas organizações que muitas vezes se valem da força e de seus armamentos para intimidar determinadas comunidades, muitas vezes carentes, utilizando armas ostensivamente. Nesse contexto pode eventualmente haver situações de confronto entre criminosos e polícia. Podem surgir incidentes, como óbitos, mas isso tem que ser evitado ao máximo, porque o risco de danos colaterais é muito grande. A situação ideal não é o criminoso morto. A situação ideal é o bandido preso.

O presidente Bolsonaro disse que policial que mata bandido em combate tem que ser condecorado. Pode haver um aumento indiscriminado de mortes por policiais?

Temos que ver em que contexto isso foi dito. Estratégia de confronto não é um objetivo. O confronto é uma possibilidade dentro do contexto de violência que existe. Não haverá o desejo de se buscar o confronto como resolução dos problemas criminais.

As facções que dominam o crime de dentro das cadeias transmitem ordens por meio de advogados ou familiares. O senhor pensa em restringir a atuação de advogados e familiares nos presídios?

Isso está sendo estudado. É evidente que tem se preservar a ampla defesa, mas as prisões de segurança máxima têm que servir como elemento para inibir novos crimes. Se o condenado mesmo assim consegue transmitir ordens, essa é uma situação em que o trabalho dos advogados tem que ser reavaliado.

As visitas íntimas deveriam acabar?

Isso está sendo estudado. É uma possibilidade.

O senhor já disse que concorda com a redução da maioridade penal para 16 anos. Não corremos o risco de se encher ainda mais as prisões com jovens que na verdade deveriam estar na escola e não presos?

A minha avaliação é que a redução da maioridade penal para 16 anos seja relacionada apenas a crimes graves. E quando falo em crimes graves, estou falando em crimes com resultado de morte ou lesão corporal gravíssima. Crimes de sangue. O que envolve um número não tão significativo desses adolescentes. Pode se dizer que isso não resolve o problema da criminalidade. E não resolve. Mas existem questões relativas à Justiça individual. Se você é parente, um pai de alguém que foi assassinado por um adolescente nessa faixa etária, você quer ver a Justiça sendo realizada. Um jovem de 16 a 18 anos já tem consciência de que não pode matar.

O que o senhor acha da proposta do presidente Bolsonaro que prevê que o cidadão possa ter uma arma em casa. O senhor não acredita que corremos o risco de ter crimes em massa como acontece nos Estados Unidos?

É uma questão de plataforma eleitoral. Uma das promessas de Bolsonaro foi a possibilidade do porte de armas, mas em casa. Havia uma política restritiva para a pessoa obter uma arma para guardar em casa e a promessa eleitoral é que isso seria flexibilizado. A meu ver isso tem que ser cumprido, já que foi parte de uma promessa eleitoral. Mas é algo bem diferente de autorizar as pessoas a saírem armadas nas ruas. Por outro lado, não estamos falando em autorizar porte em casa de armas automáticas, de fuzis. É uma situação diferente da que acontece nos Estados Unidos. Agora, teremos que tomar muito cuidado, e isso eu conversei com o presidente eleito, de permitir que essa flexibilização seja uma fonte de armamento para o crime organizado.

Se houver invasões a propriedades rurais ou ocupação de sem tetos a prédios públicos, como o senhor vai se comportar?

Já existe a lei que protege a propriedade privada. Esses movimentos sociais têm direitos e liberdade de manifestação, de protesto, é algo natural. Mas existem limites para esse tipo de coisa, como invasão, prejuízos à propriedade privada, perturbação da ordem, fechamento de vias públicas com queima de pneus, incomodando as pessoas. Isso não é comportamento aceitável. Isso foge da regra e tem que ser apurado na forma da lei, responsabilizando as pessoas que provocaram danos ao patrimônio. Eles não são inimputáveis.

Se houver discriminação e ataques contra gays, negros, mulheres, quilombolas, o senhor pensa em punir quem levar a cabo essas ações?

Não há nenhuma chance disso acontecer. Não há nenhuma iniciativa de discriminação às minorias. O próprio presidente eleito declarou isso sucessivas vezes e no que se refere ao Ministério da Justiça, em especial, o meu entendimento é que todos têm direito a igual proteção da lei, seja maioria, seja minoria. Eu conheço vários homossexuais, alguns deles são pessoas fantásticas, das melhores que conheço, e não vejo a menor perspectiva de que venham a ser perseguidos.

O senhor ainda tem como meta chegar ao Supremo, que sempre foi seu sonho na carreira de magistrado?

Não existe uma vaga no Supremo. Ela ocorrerá só em 2020. Seria indelicado de minha parte pensar numa nomeação para o Supremo agora.

O senhor chegou a negociar essa possibilidade com o presidente?

Eu não apresentei nenhuma condição ao presidente eleito. A questão foi levar a ele uma pauta para ver se tínhamos convergências e, no que se refere às divergências, se elas seriam razoáveis.

O senhor prefere a Justiça ou pretende ser candidato a presidente da República em 2022?

Não existe candidatura a presidente. Eu prometi e já fiz declarações expressas de que não ingressaria na política. Esta ida para o ministério foi interpretada por alguns como uma quebra dessa promessa. Mas na minha avaliação, estou indo para o governo para implementar uma agenda anticorrupção e anticrime organizado, num papel eminentemente técnico. Eu não tenho nenhuma pretensão de participar de campanhas eleitorais, de subir em palanque.

SEXTA NO SHOPPING

Certa sexta-feira, após sair de uma sessão de cinema, fui encontrar Edilza na Praça de Alimentação do shopping onde estávamos. Era o feriado de N. S. Aparecida. Repartições fechadas, trânsito livre, tarde amena, poucas pessoas nas ruas, mas o shopping fervilhando de gente – a invenção dos gringos é sucesso em nosso país.

Justificam-se, sim, tantos shoppings inaugurados ou em construção Brasil afora. As vantagens de frequentar aqueles ambientes fechados e refrigerados são variadas: limpeza impecável, temperatura amena, iluminação agradável, cardápios diversificados, boas opções de compras e de lazer, além de segurança – espera-se, né?

Num shopping o cidadão encontra de quase tudo para o seu regalo. Monotonia não tem espaço por lá, pois o burburinho é a marca registrada daquele complexo de vendas. Daí porque não acharmos ali vivalma meditando ou em complacente oração. Pode-se até encontrar alguém em ação de graças, mas, somente pelo fato de lá estar desfrutando do ócio.

É o tipo de aparelho comunitário concebido para relaxar, perder a noção de tempo, esquecer as preocupações e as dificuldades da vida, tentar satisfazer desejos reprimidos, imaginar-se rico, alimentar a ambição, tornar-se perdulário e fazer a festa de comerciantes.

E tem mais. Um dos maiores atrativos do shopping é possuir estacionamento próprio. A comodidade decorrente dessa particularidade é imensa. Além do conforto de parar o automóvel no pavimento que desejar visitar, existe a certeza de encontrá-lo no mesmo local quando retornar das compras. Melhor ainda se não pagar pela permanência na garagem.

Existem pessoas com mania de shopping, que encetam peregrinações diárias ao mesmo. Jamais chegarei a esse estágio, pois já estabeleci mil e tantas outras coisas para fazer, degustar, conhecer e desfrutar antes que a “moça Caetana” venha me buscar – definição do escritor Oswaldo Lamartine para o “anjo da morte”.

Mas, deixemos a apologia ao shopping de lado e vamos ao que interessa naquela minha sexta-feira no templo do consumo. Poucos minutos após chegar à praça, apareceu-me a esposa. A mesa onde nos sentados permitia uma visão privilegiada da faixa de maior circulação do ambiente.

E haja o transitar de gente. Permaneci por mais de uma hora diante de uma caneca de chope sem identificar sequer um rosto familiar. Aquilo começou a me preocupar. Procurei consolo falando com os meus botões: “Os conhecidos logo chegarão!”. Lá se foram mais 60 minutos e nadica de nada.

Finalmente perguntei a Edilza: “Estamos mesmo em Natal?”. Sua resposta foi desoladora: “Vá logo se acostumando, pois daqui em diante essa sua espera só vai piorar!”. Ela havia percebido minha ansiedade, mas estava consciente e resignada da cruel realidade que vivenciávamos.

Eu não quis me estender na conversa. Nem precisava. Tudo estava resumido naquela sua curta manifestação. Convenci-me de que sem agendamento, shopping não é ambiente apropriado para encontrar amigos ou conhecidos que construíram conosco histórias de vida. Por algumas horas esquecera-me de que novas gerações haviam ocupado o nosso espaço.

Relaxei, pedi outro chope, e me propus ficar admirando a beleza da juventude feminina sarada de hoje, que desfila seu charme nas passarelas populares dos shoppings perante plateias de marmanjos embriagados de tanto colírio para os olhos.

17 novembro 2018 CHARGES

AMARILDO

LEMBRANÇAS INTERNACIONAIS

O grupo de música pop Tony Orlando & Dawn dos anos 70

***

Em 1977 o grupo Player fez sucesso com a composição de J.C.Crowley e Peter Beckett “Baby Come Back”.

16 novembro 2018 A PALAVRA DO EDITOR

COLUNISTA FUBÂNICO NO PROGRAMA RODA VIVA-PE

Quando eu digo que nesta gazeta escrota só tem cabra malassombrado, tem neguinho que não acredita.

Vejam neste vídeo a participação do colunista fubânico José Paulo Cavalcanti Filho, que assina no JBF a coluna “Penso, Logo Insisto“, no programa Roda Viva, da TV Cultura-PE.

Zé Paulo e sua esposa Lectícia constituem um casal de intelectuais pelo qual tenho uma grande estima.

Uma figura humana que, o que tem de grandeza, tem também de modéstia.

Confiram na abertura do programa o currículo do nosso estimado colunista.

16 novembro 2018 DEU NO JORNAL

O JEITO VAI SER MANDAR NOSSOS DOTÔRES VERMÊIOS PRA LÁ

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, reiterou hoje (16) que a decisão de impor novas exigências aos profissionais cubanos, vinculados ao Programa Mais Médicos, tem razões humanitárias, para protegê-los do que considera “trabalho escravo” e preservar os serviços prestados à população brasileira. Ele garante que o programa não será suspenso.

Entre as medidas, estão fazer o Revalida – prova que verifica conhecimentos específicos na área médica, receber integralmente o salário e poder trazer a família para o Brasil.

Cuba decidiu deixar o programa após as declarações de Bolsonaro. 

“Talvez a senhora seja mãe, já pensou em ficar longe dos seus filhos por um ano?”, respondeu o presidente eleito à jornalista que perguntou sobre a situação dos médicos cubanos.

“É essa a situação de escravidão que praticamente as médicas e os médicos cubanos estão sendo submetidos no Brasil”, disse em entrevista no 1º Distrito Naval, no centro do Rio.

* * *

Nesta mesma entrevista o Capitão fez uma revelação interessante.

Ele disse que os profissionais cubanos que quiserem pedir asilo político ao Brasil, quando ele estiver na Presidência da República, será concedido.

Coitada de Cuba: a partir de janeiro, vai ser uma debandada de médicos da porra pedindo asilo no Brasil.

O único jeito de ter assistência médica na capitania castrista vai ser o PT mandar pra Cuba os dotôres militantes zisquerdistas formados por aqui, nas nossas faculdades cirurgicamente ideologizadas.

O que mais tem em Banânia é médico assinando atestado com a mão esquerda e doido pra ir trabalhar na Ilha da Felicidade!!!

16 novembro 2018 A PALAVRA DO EDITOR

O JUSTO

O vice do capitão foi ao Twitter falar em escravidão.

Vejam só o disparate que ele escreveu:

Pois sim. O General que espere e fique de prontidão.

A cacetada que ele receberá de Ceguinho Teimoso vai ser pra num se esquecer-se nunca mais.

Ceguinho é um fubânico lulo-castrista especialista em Abolição de Escravaturas.

Ele garante que em Cuba existe mais liberdade do que em quarto de cabaré.

16 novembro 2018 CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

MOISÉS VALENÇA – RECIFE-PE

Editor Berto,

Confesso a você que fiquei comovido e emocionado quando li esta carta em anexo.

A juíza que ficou no lugar do Sérgio Moro é uma fascista torturadora, impiedosa, sem pena, transformando um simples interrogatório num verdadeiro pau-de-arara.

Ela está massacrando o pobre Lula, um homem inocente e mais honesto do que Jesus Cristo.

Lula já está com saudades do Sérgio Moro.

Publique no nosso jornal para conhecimento dos amigos fubânicos.

E receba um grande abraço deste admirador do seu trabalho!

CANTADORES E POETAS POPULARES (8)

Uma histórica e magnífica obra da cultura popular nordestina, da autoria de Francisco das Chagas Batista

Respeitada a ortografia da época

 PELEJA DE ROMANO COM CARNEIRO

Carneiro

– Romano ha muito tempo
Que eu estou bem informado
Que você é bom cantor,
Eu vivia preparado
Para ouvil-o, felizmente
Nosso dia foi chegado.

Romano

– Carneiro eu não sou tanto
0 quanto o povo lhe diz
Mas, queira Deus que você
Commigo seja feliz;
Desde ja faça seu plano
Porque o meu eu já fiz.

Carneiro

– Romano eu desejava
Saber qual foi a razão,
Que obrigou a você
Descer lá do seu sertão:
Se vem á matta cantar
Ou traz outra precisão?

Romano

– Carneiro eu vim á matta
Pela precisão que tinha
De comprar para negocio
Umas cargas de farinha,
Se não fosse o interesse
De passeio eu cá não vinha.

Carneiro

– Porem, porque o senhor
Não procurou um lugar
Mais perto de seu sertão
Onde podesse comprar;
Suas cargas de farinha
E de lá mesmo voltar.

Romano

– Carneiro a minha resposta
É curta porem exata,
Eu quiz vir até Pindoba
Por ser mais dentro da matta;
Ha abundancia de roça
E a farinha é mais barata.

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16 novembro 2018 A PALAVRA DO EDITOR

AULA DE PORTUGUÊS

O Departamento de Línguas do JBF responde.

Qual a diferença entre Cela e Sela?

Cela – É onde o Lula se encontra.

Sela – É o que seus seguidores usam nas costas.

LULA TERÁ JULGAMENTO IMPARCIAL E JUSTO, DE NOVO!

No interrogatório de Lula pela juíza Gabriela Hardt, dia 14 de novembro de 2018, pareceu claro e assustador o ânimo desfavorável ao ex-presidente também neste processo do Sítio de Atibaia.

Certamente, será assegurado, como o fez o juiz Sérgio Moro, que Lula terá um julgamento isento.

Mas a animosidade sempre transpareceu, por mais que a necessidade de ser mantida a imagem de integridade se esforce por evitar que os reflexos inconscientes tomem conta dos julgadores.

16 novembro 2018 DEU NO JORNAL

BOLSONARO DEFENDE MÉDICOS, PT DEFENDE CUBA

16 novembro 2018 A PALAVRA DO EDITOR

ESCRAVATURA DE JALECO BRANCO

Em setembro de 2017, o jornal americano The New York Times publicou uma matéria com este título:

Médicos cubanos no Brasil se revoltam com Cuba

A reportagem foi reproduzida aqui no Brasil pelo UOL.

Pela atualidade do tema, acho que vale a pena rever a matéria.

Para ler, basta clicar aqui.

16 novembro 2018 DEU NO JORNAL

OS ESCRAVOS DO SÉCULO XXI

16 novembro 2018 CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

JACOB FORTES – BRASÍLIA-DF

ÉTICA REVOGADA

A estrela cardeal da constelação petista não se cansava, como a uma penitência, de se professar ético e pregar comportamento ético. De tanto repetir propósitos éticos a afirmativa acabou sendo aceita como verdade nacional irrefragável.

A retidão propagandeada chegava a humildar a singela virtude do vizinho.

Ninguém se atrevia a denegar a retidão do Lula e seus sectários. Dizer que o PT era ético seria uma redundância: o sal era salgado. Essa autoproclamação, repisada, calcada e recalcada, rendeu ao PT, à época, estatura moral que sobre-excedia às demais agremiações partidárias.

Assim como Homero é a personificação da Grécia o PT era a representação viva da ética e do bom exemplo. Porém, o aparecimento de atitudes malprocedidas levou o povo brasileiro a suspeitar da tão exaltada lisura; os fingimentos, agora destituídos de fervor, já não conseguiam ocultar o manto do lobo.

Com as malfeitorias repontando em borbotões a descrença se generalizou; quem se proclamava verdadeiro revelou-se falso. Não basta parecer, é preciso ser.

Palavras leva-as o vento.

Iniciou-se o processo de apagamento da fama. A ética dissipou-se: foi revogada pela justiça e pelas urnas.

Avocar para si virtudes privativas de DEUS, (PERFEIÇÃO ABSOLUTA), é abrir azo para o castigo.

“Quem não pode com a mandinga não arrasta patuá”

HAJA FULÔ

O SOL QUE CANTA – Olegário Mariano

Quando a cigarra canta é o sol que canta.
Por isso o canto dela acorda cedo
E vai rolando com veemência tanta
Que enche as grotas, os campos e o arvoredo.

Desce aos vales, penetra na garganta
Da serra e acorda a pedra do rochedo.
Parece que da terra se levanta
Um punhado de pássaros com medo.

Em chispas de ouro e vibrações estranhas
Vibram clarins nas notas derramadas …
Estilhaçam-se taças nas montanhas …

E o sol, seguindo o canto que se alteia,
Deita fogo na poeira das estradas
E põe pingos de luz nos grãos de areia.

16 novembro 2018 DEU NO JORNAL

O MACHISMO PETRALHAL SE FUDEU

Juízas comemoram o desempenho de Gabriela Hardt durante o depoimento de Lula sobre o sítio de Atibaia…

O julgamento das juízas:

Lula e sua defesa acharam que, por não estarem à frente de um juiz homem, eles poderiam deitar e rolar durante a audiência.

Só que não.

A verdade é que o machismo não tem ideologia.

* * *

O desempenho da Juíza Gabriela Hardt foi notável.

Foi histórico.

A dotôra enfiou o seu martelo todinho, até o cabo, no meio do olho do furico do bandidão.

Que quis dar uma de suas costumeiras carteiradas babacais e se lascou logo no início.

Tomou no rabo!!!

O fato é que, depois do depoimento do seu proprietário, o estabelecimento denominado PT lançou duas novas campanhas:

#VoltaMoro e #ElaNão

“Se o senhor começar nesse tom comigo, a gente vai ter problema. Eu sou juíza e vou fazer as perguntas”


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