TANTO POR TÃO POUCO (TEMPO)

Quando o renomado criminalista Márcio Thomaz Bastos decidiu assumir a defesa de Carlos Augusto Ramos, o valor dos seus honorários, RS 15 milhões, foi notícia em praticamente todos os grandes veículos de comunicação do País. Agora, no momento em que, tão pouco tempo depois, o famoso escritório deixa, sem explicar os motivos da decisão, de responder pela defesa do contraventor as dúvidas se sucedem.

Teria sido, por exemplo, a desastrada interferência de Vanessa Mendonça, na tentativa de chantagear o juiz federal Alderico dos Santos?

Especulações à parte, a Folha de São Paulo noticiou que, segundo a advogada Dora Cavalcanti, integrante da equipe, tudo estaria no andamento previsto. O acordo fora, disse, para Márcio Thomaz Bastos participar da defesa até a audiência da semana passada, evento em que o réu se recusou a responder as perguntas do já citado juiz, preferindo usar o tempo da defesa para fazer juras de amor à bela Andressa Mendonça.

Mas deixando de lado a beleza andressiana e voltando à fealdade dos autos, com o final dos serviços do advogado (se é que o acordo era limitado às poucas audiências de que participou) tem-se que, além de ser um homem de incontestável bom gosto, Carlos Augusto Ramos é um homem muito rico, ao pagar tantos milhões por tão pouco trabalho.

Pensando bem, teria sido a desistência de Márcio Thomaz Bastos fruto de ingente necessidade de dedicar seu precioso tempo ― e ponha precioso nisso ― ao mensalão?

Sendo o caso, estariam os mensaleiros pagando mais?

Se sim, de onde estaria vindo tanto dinheiro?

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2 agosto 2012 FULEIRAGEM

THOMATE – A CIDADE

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2 agosto 2012 A PALAVRA DO EDITOR

O MAIS ATREVIDO E ESCANDALOSO ESQUEMA DE CORRUPÇÃO DE TODA HISTÓRIA DA REPÚBLICA BRASILEIRA

O Idealizador (não denunciado) e o Operador (denunciado) da “Sofisticada quadrilha”:

Os Réus:

E já começou a deduragem entre os quadrilheiros:

O Esquema:

O Idealizador mentindo em rede nacional com a cara-de-pau mais impressionante destepaiz:

Como vai terminar isto tudo:

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2 agosto 2012 FULEIRAGEM

TIAGO RECCHIA – GAZETA DO POVO

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CARDEAL MAVIAEL MELO – SALVADOR-BA

Caro Berto,

Tô exercitando um pouco de prosas pra um novo projeto… vou mandando pra tu ir postando aí…

Saudações..

Segue anexo um texto e fotos da nossa participação no TCA – domingo… num sarau em homenagem ao Rei do Baião.

R. As fotos estão logo a seguir. Este JBF tem malassombrado em Oropa, Franca e Bahia. Mais especificamente, no Teatro Castro Alves, em Salvador.

E o texto sai amanhã, seu cabra.

Muito sucesso!

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1 agosto 2012 FULEIRAGEM

PAIXÃO – GAZETA DO POVO

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1 agosto 2012 DEU NO JORNAL

POBRE FEITO UM PENITENTE

Réu no mensalão, o ex-deputado José Genoino (PT-SP) vai alegar no processo que “não tem bens”. 

* * *

Como me disse hoje Otacílio, o filósofo palmarense, Genoino não tem bens. “Só tem males, perebas e cuecas velhas“.

Ele pode não ter bens. Mas é um homem de bem.

E quem garante? Quem garante é Paulo Maluf. E palavra de Maluf é a mais pura verdade. Quando ele diz “não tenho dinheiro no exterior“, pode acreditar que não tem mesmo. Inclusive quando aparecem papéis, extratos bancários e documentos provando o contrário.

Pois Maluf afirma que “Genoino é um homem de bem. Não tem onde cair morto!Vejam no vídeo abaixo.

E, logo após o vídeo, uma homenagem a quem vota em Paulo Maluf, a quem vota em Genoino e a quem vota e apoia todos os políticos que são do bando e da mesma aliança política que os dois. Dispensável citar nomes.

Rincha, Polodoro!

 

“Este rincho triunfal é uma homenagem muito particular a todos os brasileiros que acharam normal, normal, normal, Maluf chegar ao fundo do poço e ao último degrau da marginalidade ao fazer aliança com Lula e o PT. Rincho com um prazer jumental!”

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1 agosto 2012 FULEIRAGEM

FRANK – A NOTÍCIA

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GUIA DO CEGUINHO DO ARARIPE – ARARIPE-CE

Seu Papa Berto,
 
Quando o seu Cachoeira foi depor na CPI, ficou mudo o tempo todo. Na certa, por orientação dos seus advogados. Mas agora que está sem essa bancada ao seu dispor, será que vai abrir o bico?

O homem já está preso há um tempão e deve estar querendo cair fora da gaiola. O gesto da mulher dele prova que já está batendo o desespero.

Pelo sim, pelo não, o Ceguinho fez uns versos já prevendo algum desfecho. Como parece ter muita gente envolvida, a vida desse Cachoeira não deve estar valendo nada.
 
Um abraço cá da Chapada
 
Guia do Ceguinho do Araripe

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1 agosto 2012 FULEIRAGEM

JORGE BRAGA – O POPULAR

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GRANDES MOTES, GRANDES GLOSAS E UM FOLHETO DE CORNOS

* * *

Bráulio Tavares glosando o mote:

Toda vez que um juiz prende um ladrão,
Chega outro juiz, manda soltar!

Toda vez que um soldado de polícia
Leva preso um filhinho-de-papai,
Meia hora depois ele já sai
Com propina na hora mais propícia…
Toda vez que um jornal dá a notícia
Dos trambiques de algum parlamentar,
Noutro dia precisa apresentar
Desmentidos de toda a redação…
Toda vez que um juiz prende um ladrão,
Chega outro juiz, manda soltar!

Quando algum promotor tem a coragem
De enfiar sua mão nesse vespeiro,
Chega um fax e manda bem ligeiro
Que ela mexa com outro personagem…
Se o congresso descobre sacanagem
E promete depressa investigar,
Muita gente começa a encomendar
Uma pizza gigante pro salão…
Toda vez que um juiz prende um ladrão,
Chega outro juiz, manda soltar!

Mesmo quando um ladrão endinheirado
Por acaso pernoita na cadeia
Ele tem boa cama e boa ceia
Numa cela com ar refrigerado.
Sendo o caso de ser um magistrado,
Tem direito a tv e frigobar;
Tem cozinha francesa no jantar
E cobertas de seda no colchão…
Toda vez que um juiz prende um ladrão,
Chega outro juiz, manda soltar!

Outro caso na história brasileira
É o juiz conhecido por Lalau
Que roubou cem milhões dum tribunal
E escondeu do outro lado da fronteira.
O juiz vai em cana terça-feira
E na sexta já mandam libertar;
Não tem homem que faça ele passar
Sete dias seguidos na prisão…
Toda vez que um juiz prende um ladrão,
Chega outro juiz, manda soltar!

No Brasil tem indústria madeireira
Derrubando floresta em todo estado,
E às vezes vem um advogado
Traz a lei e interrompe essa sujeira.
Mas aí um ricaço abre a carteira
Compra a peso de ouro a liminar,
E na mata se volta a escutar
Motosserra, machado e caminhão…
Toda vez que um juiz prende um ladrão,
Chega outro juiz, manda soltar!

* * *

Carlos Aires glosando o mote:

Entristece o matuto do sertão
Quando escuta a cantiga da acauã

Quando o sol causticante está a pino
O sertão mais parece um fogareiro
Treme o sol, de tão quente, no terreiro
Sertanejo se sente pequenino
Pela triste ironia do destino
Muito cedo se acorda de manhã
E na busca incansável no afã
Corre atrás à procura do seu pão
Entristece o matuto do sertão
Quando escuta a cantiga da acauã

Grito forte, tristonho e insistente
Na encosta da serra, ela lamenta
Muita gente lhe chama agourenta
Mas só Deus é quem sabe o que sente
Talvez cante com pena dessa gente
Que em troca lhe chamam de vilã
Com a seca se torna nossa irmã
Mas seu canto nos traz desolação
Entristece o matuto do sertão
Quando escuta a cantiga da acauã

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1 agosto 2012 FULEIRAGEM

SAMUCA – DIÁRIO DE PERNAMBUCO

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1 agosto 2012 FULEIRAGEM

FAUSTO – OLHO VIVO

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1 agosto 2012 FULEIRAGEM

CAZO – COMÉRCIO DO JAHU

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CARDEAL JESSIER QUIRINO – ITABAIANA-PB

Meu cumpade e Papa Berto I

Na sua paróquia, todo cuidado é pouco, ao dividir o Pão.

R. Vôte! Te dana!

Ainda bem que minha paróquia está aqui na diocese do Recife.

Esse cartaz mostrado na foto que você mandou, com certeza, é coisa da paróquia de Palmares.

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1 agosto 2012 FULEIRAGEM

AMORIM – CORREIO DO POVO

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1 agosto 2012 DEU NO JORNAL

AGORA É ELE, O FREVO

Eduardo Araújo

Passadas as festividades de meio de ano, começamos a nos inteirar dos assuntos referentes ao período mais esperado por foliões e amantes do passo pernambucano: o carnaval. E a nossa cidade tem um aspecto singular e ainda mais especial, é a detentora e responsável por uma dança e uma música feitas particularmente para a grande ocasião.

Agremiações escolhem seus temas, buscam recursos, grupos dão início aos ensaios, escolas inscrevem novos alunos e cursos brotam espalhados pela cidade com oficinas e projetos culturais do ritmo.

Nos seus mais de cem anos de formação, o frevo se consolidou não só como uma manifestação cíclica voltada para o carnaval, mas, sobretudo, se transformou numa identidade cultural representativa de um povo, condensadas em conquistas alimentadas por rebeldias, sofrimentos, alegrias, e na garra de gente que tem correndo nas veias mais do que sangue, coragem!

Seu nome alcançou diversos lugares e territórios, e hoje podemos afirmar que o frevo é uma expressão artística surpreendente, em constante transformação e difundida no mundo todo, graças a artistas que são verdadeiros embaixadores da arte pernambucana fora do Brasil. Destaco dois em especial, que há anos estando na Europa expandem de forma maravilhosa e com profissionalismo admirável o nosso frevo. São eles: o Adriano Rocha, mais conhecido pela denominação de Teco, e Carlos Frevo, com sua Locomotiva que arrasta uma legião de adeptos e apaixonados do ritmo.

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Com toda sua história, é difícil acreditar que um componente cultural extremamente rico e monopolizado por diversas esferas do poder público como símbolo maior do lugar, possa sofrer tantas atribulações e dificuldades para continuar existindo. O frevo e seus fazedores não padecem ainda mais, porque deles sobressaem abnegados – muitas vezes chamados de loucos – que fazem de tudo para pôr em prática sua brincadeira, mesmo que lhes custe os poucos recursos disponíveis.

Os obstáculos são tão constrangedores que é preciso às vezes uma campanha para alguns grupos conseguirem apoio. E o ato de mendigar ajuda, chega ao ponto de coisas meramente essenciais, e o que poderia ser elementar para alcançar, transforma-se em um verdadeiro martírio. Sem mencionar outras instituições que vêm carregando há anos seus fardos pesados de incertezas e de dias melhores. Muitas, infelizmente, surgem com os dias contados para extinguir-se.

Por que tantos empecilhos no trato com a nossa cultura? E quais melhorias e benefícios teve o Frevo em se tornar Patrimônio Imaterial?

Fazendo uma comparação com as manifestações de outros Estados, e claro, respeitando suas características e dinâmicas próprias, percebemos do que é nosso vai perdendo cada vez mais de sua hegemonia histórica. No carnaval do Rio de Janeiro, por exemplo, com suas Escolas de Samba grandiosas e atributos exclusivos, não diminuiu em nada seu esplendor durante os anos. E mesmo passando por dramas recentes como incêndios que afetaram os barracões de algumas agremiações, não sofreu qualquer redução de sua estrutura e das verbas disponibilizadas para o evento. Pelo contrário, intensificaram não só o apoio das que foram danificadas, mas, também, ao conjunto das escolas que participam dos grupos Especial e de Acesso. Sem falar no retorno triunfante do carnaval de rua de lá, que a cada ano transforma-se em um fenômeno de crescimento e de participação popular.

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O entendimento neste caso sempre foi o de fortalecer os que fazem a festa, sendo importante o incentivo para que sua grandiosidade gere resultados aos olhos do público, e, principalmente, produza renda aos integrantes e impostos ao governo. O saldo é uma folia exibida no mundo todo, valorizada, e com seus administradores satisfeitos por mais um ano de realização.

Passando pela Bahia, vemos que o seu festejo particular com trios elétricos fica mais pulsante ano a ano, e é um orgulho do seu povo e dos artistas, que citam o desenvolvimento do seu carnaval por meio de uma política eficiente de suporte aos que fazem a festa, e de incentivos dados às empresas que patrocinam o evento. Não entro no mérito se é uma folia feita através de cordão de isolamento e tal, pois exigiria mais tempo aqui para desenvolver o assunto. Porém, uma coisa não podemos negar, o número de participação é incontestável.

Outro modelo de festividade que é um exemplo de exuberância, é o Festival Folclórico de Parintins na Amazônia. Tradição levada a sério, com a devida veneração à cultura popular, transformando a natureza rica daquele lugar em temas exibidos efusivamente em arena pública. Até os patrocinadores mudam as cores de suas marcas para se adequarem respeitosamente aos Bois Caprichoso e Garantido. Claro, há uma jogada de marketing nisso, com a nítida intenção de comercializar produtos tanto para uma torcida quanto para outra. Contudo, a ação não interfere no fenômeno espantoso de popularidade que a cada ano aumenta.

No nosso caso, e segundo algumas informações noticiosas, o Recife não perde em nada quando comparamos as atrações e festejos de outros estados, principalmente porque trazemos de lá, os mesmos artistas vistos nesses mesmos locais.

Quando as pessoas viajam e vão conhecer outros lugares, suas festas e comemorações, esperam encontrar autênticas manifestações e a cultura rica do seu povo. Aqui, quando nos visitam, encontram as mesmas apresentações que eles encontrariam em seus próprios lugares de origem. Pode ser até uma programação multicultural, mas, faz tempo que não acrescenta em nada de nossa legítima tradição.

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Quem comparece ao Marco Zero, vê uma multidão espremida para assistir as grandes atrações nacionais, pagas pontualmente com recursos vultosos, enquanto os artistas e grupos locais, além de implorar para receber seus míseros cachês em oito ou dez meses depois da festa, testemunham o completo descaso que é dado ao conjunto de nossas corporações carnavalescas.

Por outro lado, a imagem vendida ao público é proporcionalmente inversa a realidade, e quem acompanha os meandros culturais da terra não concorda com isso, e se assusta com o desaparecimento de troças, clubes e blocos. Muitos deles tradicionalíssimos, e os que ainda sobrevivem, habituaram-se a um cortejo de passarela realizada altas horas da noite, sem repercussão e sem apresentar o mesmo brilho e empolgação de anos passados. Alguns se tornam parasitas, se vendendo a políticos para continuar sobrevivendo. Sem contar que a história por vezes é tão violentada, que as poucas agremiações que saem às ruas, e as novas que hoje nascem, estão modificando-se estruturalmente e perdendo sua denominação de costume. Tudo vira bloco, bloco disso, bloco daquilo, esquecendo-se que os verdadeiros blocos do nosso carnaval são os líricos, sem ter nenhuma semelhança com o termo pejorativo em moda.

Muitas dessas aberrações vão tirando o pouco do que resta de nossa emblemática festa.  As orquestras estão sendo substituídas por carros de som e mini trios;  os Porta-estandartes trocados por meros carregadores; as fantasias e os temas alegóricos se resumem agora a um simples e grosseiro abadá, e mesmo assim, para serem confeccionados, inserem tantas marcas de patrocínio, que parecem mais uma vestimenta de piloto de Fórmula 1.

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Mas isso não importa! O que nossos dirigentes querem é realizar ações direcionadas apenas para chamar a atenção dos grandes palcos principais e fazer-nos esquecer de onde poderia haver um maior investimento. Enquanto isso, os grupos, artistas e agremiações que residem em bairros afastados do grande show, ao mesmo tempo que padecem para continuar sobrevivendo, permanecem sendo ainda focos legítimos de resistência da tradicional e real festa popular pernambucana.

Viva o Frevo!

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1 agosto 2012 FULEIRAGEM

AROEIRA – O DIA

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JOSÉ AFONSO ZERBINI – BRASÍLIA-DF

Realmente o Besta Fubana é uma das melhores coisas que vi ultimamente na internet.

É muito bom. Parabéns.

Me alegra saber que existe inteligência neste país refém de tanta porcaria, com seus heróis-bandidos, e onde político e pau de galinheiro são a mesma coisa.

Abraços

R. Ainda bem que os que gostam desta gazeta da bixiga lixa são maioria. Uma ampla e imbatível maioria.

O mais curioso é que a minoria, aqueles que detestam, que odeiam, que não concordam com nada do que é publicado no JBF, não saem daqui, passam o dia aqui e deixam de fazer qualquer coisa na vida pra ler as coisas que eles não suportam. Um fenômeno que ainda não foi devidamente pesquisado e estudado pelos sábios.

Resumindo: os que gostam e os que detestam são fregueses assíduos e diários. E isso se reflete no ibope sempre crescente do JBF.

Seja bem vindo, meu caro leitor brasiliense. É um prazer enorme receber mais um novo frequentador deste ambiente escroto.

Você me deixou ancho que só a porra com a sua mensagem. Gratíssimo pela generosidade e fidalguia de suas palavras e receba um grande abraço.

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1 agosto 2012 FULEIRAGEM

S. SALVADOR – ESTADO DE MINAS

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1 agosto 2012 DEU NO JORNAL

EMBOANÇA E BARRACO NO ESCONDERIJO ENCARNADO

Advogado principal da banca que defende Delúbio Soares no processo do mensalão no STF, Arnaldo Malheiros Filho rejeita a tese de que a culpa de todos os malfeitos é do ex-tesoureiro da legenda na época do escândalo. Malheiros diz que seu cliente era apenas um executor de decisões colegiadas da Executiva do PT, rebatendo a tese de defesa de José Genoino, presidente à época do partido.

Os advogados de Genoino sustentam que ele só cuidava das questões políticas e Delúbio das questões financeiras, como os empréstimos de R$ 55 milhões contraídos por Marcos Valério em nome do PT.

É a mesma linha da defesa de José Dirceu, que alega não ter tratado de dinheiro do partido quando ocupava a Casa Civil no primeiro mandato do governo Lula.

* * *

Será que estes guabirus irão me dar de presente uma cachorrada entre eles???!!!

Emboança entre ladravazes é um acontecimento que faz um bem danado pra cidadania e pro que sobrou da banda séria destepaiz.

Briguem, seus felas da puta! Briguem muito, seus cabras safados!

Vamos torcer pra que eles troquem tapas com intensidade, se esmurrem uns aos outros com muito furor e pra que botam suas próprias culpas nas costas dos cumpanheros de quadrilha.

Em briga de corruptos sempre aparece algum podre que ainda não é do conhecimento da opinião pública. Tenho fundadas esperanças que a lama exposta até o presente momento ainda é bem pouco pra lama que vai ser despejada daqui pra frente.

Seria uma festa pro meu sádico coração!

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1 agosto 2012 FULEIRAGEM

MIGUEL – JORNAL DO COMMÉRCIO

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FERNANDO BOTERO & SUAS DORES

Assim como Francisco Goya, na série de oitenta e duas gravuras por ele denominadas de Los desastres de la guerra (1810-1817), e Pablo Picasso, no painel Guernica (1937), ambos registrando os horrores dos conflitos do seu tempo, Fernando Botero vem retratar as Dores da Colômbia (2003-2005) que tanto aterrorizam  nossos dias. Trata-se de uma série de 36 desenhos, 25 pinturas e seis aquarelas que põem em evidência a violência causada pelos conflitos vividos por seu país natal. O conjunto chega ao Recife neste mês de agosto para exposição no Instituto Ricardo Brennand, numa ação conjunta com o Ministério da Cultura e curadoria do Museu Nacional da Colômbia.

Fernando Botero, pintor colombiano nascido em Medellín em  1932, atualmente residindo na França, tenta com esse seu trabalho chamar a atenção do observador para os horrores enfrentado pela população do seu país, marcada pela atuação das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), grupo considerado terrorista. E vai além, propondo uma reflexão sobre a condição humana em geral.

A produção dessa série de peças foi criada pelo artista na última década do século XX, tendo sido doada ao Museu Nacional da Colômbia em 2004 e 2005.

As suas conhecidas figuras rechonchudas, que o tornaram um dos pintores mais apreciados do nosso tempo, aparecem nesta mostra aos olhos dos expectadores trazendo marcadas em seus semblantes as Dores da Colômbia, dos nossos dias.       

Seus quadros retratam figuras rotundas, por vezes ocupadas em afazeres do cotidiano, denotando semblantes de tranquilidade de modo a irradiar a paz interior de cada um dos personagens.

A presença de figuras gordas torna-se marca registrada na obra de Botero. Justifica o artista que usa essa técnica de modo a enfatizar as transformações, ou deformações, em expressões artísticas. O volume deixa claro sua predileção formal pelos valores plásticos de arte clássica.

A partir de 1983, Botero iniciou uma série de exposições ao redor do mundo, nas mais contrastantes cidades como Londres, Roma, São Francisco, Chicago, Basiléia, Buenos Aires, São João de Porto Rico, Santo Domingo, Berlim, Munique, Frankfurt, Milão, Nápoles, Paris, Monte Carlo, Madri, Moscou, Cidade do México e Caracas.

Com o passar dos anos a popularidade de Botero ganhou relevo nos maiores centros da Europa, Estados Unidos e Latino América, com a presença de suas monumentais esculturas em avenidas e praças, como os Campos Elíseos (Paris), Grande Avenida (Nova York), Passeio dos Recoletos (Madri), Praça do Comércio (Lisboa), Praça da Senhoria (Florença) e até nas Pirâmides do Egito.

Em suas obras recentes, o artista tem se voltado para os horrores da guerra e a situação política internacional, não somente na Colômbia, mas também nos recentes confrontos do Iraque. A odiosidade da tortura praticada na Prisão Abu Ghraib motivou a produção da nova série de 78 quadros, relacionados com a invasão dos Estados Unidos aquele país e os acontecimentos descritos a partir dos depoimentos das pessoas ali torturadas.

Os horrores da guerra, a dor da humanidade, ameaçam hoje se transformar numa temática constante na obra desse artista colombiano.

Fernando Botero é talvez o artista mais consagrado dos tempos atuais, com o seu trabalho reconhecido por crianças e adultos de qualquer parte do mundo.

O Instituto Ricardo Brennand tem o privilégio de dispor de uma escultura original desse artista em seus jardins: A mulher no cavalo.

 

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1 agosto 2012 FULEIRAGEM

MÁRIO – A TRIBUNA DE MINAS

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http://www.lucianosiqueira.com.br/
SENTIDO ESTRATÉGICO DA LUTA COTIDIANA

Tenhamos ou não plena consciência disso, o que mobiliza nossas energias no cotidiano de nossas vidas é a busca de objetivos que ultrapassam o horizonte imediato. Há sempre algo superior a acontecer, e imaginamos construir a cada passo as condições para que de fato aconteça.

Na militância política isso quer dizer a perspectiva estratégica, que dá conteúdo às lutas imediatas e que necessita de definições que nos sirvam de referência. Essas definições estão no programa do partido a que pertencemos.

Hoje isso está claro aos nossos olhos. Mas, mirando o finzinho dos anos sessenta, quando após o Ato Institucional número 5 editado pelo regime militar cessaram todas as garantias e direitos democráticos e muitos de nossa geração tivemos que mergulhar na militância clandestina, dá pra ter a medida da coragem e de desprendimento de uma parcela expressiva de nossa juventude que aceitou de desinstalar e lutar com a cabeça a prêmio – sem uma perspectiva clara que ultrapassasse a derrubada da ditadura e o ideal socialista quase abstrato.

Nos dias que correm as coisas se dão de maneira muito diferente – pelo menos para os militantes e amigos mais próximos do PCdoB. O mundo mudou, o Brasil idem, o Partido amadureceu teórica e politicamente e alcançou patamar superior no seu programa. Com um detalhe de extraordinária importância: a perspectiva estratégica esta vinculada às possibilidades de mudanças estruturais em nossa sociedade ainda de envergadura mediana, alcançáveis no horizonte político visível.

No texto do novo programa submetido a debate, o socialismo é o rumo, o fortalecimento da Nação é o caminho. Ou seja: o modo de abordar na prática a construção de condições para a realização do objetivo estratégico é a viabilização de um novo projeto de desenvolvimento nacional que afirme nossa soberania, estenda a democracia a todo o povo e promova conquistas sociais consistentes. Por essa via se forjará a consciência social avançada indispensável à luta em favor da superação do capitalismo pelo socialismo.

Como será o socialismo no Brasil? O novo programa do PCdoB não detalha isso, nem poderia. Afirma, sim, que o ponto de partida nesse sentido haverá de ser a conquista do poder estatal das forças sociais e políticas interessadas no trânsito para o socialismo renovado com feição brasileira. E que é possível trabalhar agora com indicações seguras para uma transição preliminar do capitalismo para o socialismo. Entre essas indicações estão reformas estruturais de sentido nacional, democrático e popular: a reforma política, a dos meios de comunicação de massa, a educacional, a tributária, a agrária e a urbana.

Trocando em miúdos: em nossa militância, a luta cotidiana ganha dimensão estratégica e pode arrebatar a consciência e o entusiasmo de milhões.

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1 agosto 2012 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

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http://www.neumanne.com/
FALÁCIAS E ENGANOS ACERCA DO MENSALÃO

O levantamento de peritos oficiais da Polícia Federal (PF), do Ministério Público Federal (MPF) e do Tribunal de Contas da União (TCU), após ouvirem 600 testemunhas e produzirem um relatório de 50 mil páginas, calcula em R$ 101,6 milhões o desvio de dinheiro, público ou privado, de que serão acusados os 38 réus do escândalo chamado de “mensalão”. Terá sido o maior episódio de corrupção de políticos e agentes públicos de todos os tempos? Vai saber! Por mais altos que sejam os números que dizem respeito aos “propinodutos” em todos os escalões da burocracia estatal, eles sempre podem parecer modestos após surgir o próximo à luz do noticiário. Mas é provável que tenha sido realmente o mais “atrevido” de todos, definição dada pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel.

Atrevimento incomum foi o do presidente nacional do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), Roberto Jefferson, ao delatar a existência de um esquema de compra de votos em legendas governistas, que chamou indevidamente de “mensalão”, referindo-se ao que de menos relevante havia nele, a periodicidade. Mas atrevimento por atrevimento, truco! Os antigos aliados que ele delatou o superaram nesse quesito. Principalmente o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que o delator tentou poupar, mas agora, se é que se pode confiar em escaramuças retóricas de advogados em véspera de júri, pretende transferir de José Dirceu para ele o papel de mandante do delito, se delito houve. Ou, como preferiu o procurador que antecedeu o atual, Antonio Fernando de Souza, e o denunciou, de chefe de uma rede de peculato e corrupção ativa e passiva.

Na Presidência, Lula foi a mais ambulante das metamorfoses citadas no sucesso de Raul Seixas, que ele adotou como lema. Nunca antes na História deste país um governante se mostrou tão pouco biruta ao se comportar como uma biruta ao sabor do vento que soprava na ocasião para dar a resposta que considerava mais conveniente para evitar que algum oposicionista ousasse tirar-lhe o escalpo.

Quando o escândalo eclodiu, Sua Excelência pôs a carapuça habitual do macaquinho da piada que nada sabe porque nada viu, nada ouviu e nada falou a respeito. Não faltaram testemunhas de que ele foi informado, entre elas o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), que terminou caindo na malha fina da PF em outro episódio de nossa grotesca República, a “rede criminosa” do bicheiro Carlinhos Cachoeira e da Delta. Em Paris, comodamente sentado, o então presidente deu um depoimento disfarçado de entrevista ao Fantástico e disse que seu Partido dos Trabalhadores (PT) recorreu ao estratagema comum do caixa 2 eleitoral. Eliane Tranchesi não podia fazê-lo, mas petista em campanha pode, é?

Lula também se disse traído e pediu perdão, como se isso fosse suficiente para extinguir delito e pena. E, depois, adotou a estratégia de assumir o crime menor para livrar os acusados da pena maior. Se o Supremo Tribunal Federal (STF) aceitar a tese, criará a jurisprudência que punirá o assaltante que matar o assaltado apenas pelo roubo. Sem contar o cinismo de imaginar que, numa adaptação corporativista do velho axioma de Artur Bernardes – “aos amigos, tudo; aos inimigos, o rigor da lei” –, a carteirinha de um partido político da base governista basta para liberar o cidadão do incômodo de cumprir as leis.

A desfaçatez do argumento, contudo, não sobreviveu ao tempo e ao exercício do poder. Reeleito por soberana decisão popular, tendo governado mais quatro anos no topo de uma popularidade crescente e contra uma oposição indigente, o ex-sindicalista deu-se ao luxo de trocar de falácia. Para que admitir o crime menor se a caradura, associada à boa-fé do povo, lhe permite a permanente presunção da inocência? Que caixa 2, que nada! O “mensalão” é fictício, mera intriga da oposição. Pois é notório que a PF, o MPF e o TCU são instituições comandadas por inimigos do PT e do governo. E não são mesmo?

Partindo do princípio público e notório de que o STF é um reduto de ferozes opositores, não convém confiar que esses sabotadores da República socialista, que só admitiram manter Cesare Battisti no País para disfarçar, aceitem a tese. Foi aí que Lula, em pessoa, saiu a campo para pregar a inconveniência do julgamento de um crime em ano de eleições municipais, cuja relevância é capital para a sobrevivência de nosso frágil Estado Democrático de Direito…

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, divulgou vídeo à militância negando a existência dos fatos descritos no relatório dos peritos da PF, do MPF e do TCU. Enquanto isso, os advogados do partido anunciaram que pedirão ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a proibição de eventuais alusões ao julgamento do STF nas campanhas municipais de seus filiados. Ou seja, a volta da Lei Falcão, da ditadura, com a qual o poder da época substituiu o debate político pelas fotografias e biografias dos candidatos a eleições, tentando impedir quaisquer exposições de ideias. Caso aceite a tese, a Justiça Eleitoral não precisará nem trocar a denominação, pois a interferência do falcão Armando, ministro da Justiça dos militares, virará a intervenção do falcão Rui, defensor perpétuo das causas dos militantes.

A corregedora do Conselho Nacional da Justiça, Eliana Calmon, em que pesem suas boas intenções, engana-se ao alertar que de amanhã em diante o STF se submeterá a julgamento da opinião pública. Não há como julgar a instância máxima do Judiciário: essa é uma característica pétrea da democracia, como esta tem de ser. Mas o STF contribuirá, sim, e muito, para aprimorar nossa democracia, fragilizada pelo atrevimento permanente de seus mais amados rebentos, se não contribuir para a impunidade ampla, geral e irrestrita, pela qual militam os que pregam o adiamento sine die do julgamento ou o perdão incondicional para os companheiros acusados. Afinal, nem pedir desculpas dispensa cumprimento de pena nem plena defesa é sinônimo de acusação nula. Ou não?

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1 agosto 2012 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA

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1 agosto 2012 FULEIRAGEM

ALECRIM – CHARGE ONLINE

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CARDEAL ZELITO – RECIFE-PE

Um doido pulou de um poste
Na Conde da Boa Vista
O cachaceiro Filó
Desapareceu sem pista
E a culpa é de João da Costa
Esse prefeito petista…

R. É difícil esta vida de editor… Do jeito que o Cardeal nos mandou a mensagem, ninguém vai entender nada.

Vou explicar direitinho que é pros leitores de outras plagas entenderem. (...e espero que o Cardeal Filó se manifeste…)

Isto foi notícia ontem na imprensa local:

Depois de parar o centro do Recife, homem se joga de poste, mas não morre

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1 agosto 2012 FULEIRAGEM

MONSENHOR NEWTON SILVA – CHARGE ONLINE

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O MEU NOME É NINGUÉM

Goiano Braga canta O Meu Nome é Ninguém, música de Luís Reis e Aroldo Barbosa.

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1 agosto 2012 FULEIRAGEM

PELICANO – BOM DIA SP

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http://www.blogdegeraldopereira.blogspot.com.br/
AMARELO DE GOIANA

O livro do sociólogo e antropólogo Gilberto Freyre, intitulado O Escravo nos Anúncios de Jornais Brasileiros do Século XIX, no qual estão transcritas algumas dessas manifestações comerciais com os negros D’ África e comentadas outras tantas, há muito o que se tirar sobre as doenças dessa gente assim, submetida pelo semelhante de tez branca. Anúncios de escravos fugidos eram mais sinceros e francos, absolutamente honestos, diz Freyre, do que aqueles das ofertas para venda ou para troca, porque ninguém oferece o seu produto, mesmo que humano, apontando defeitos e perdas. Destaca o autor que o tratamento dado aos servos se aproximava mais das coisas – peça da Guiné – ou dos animais – cabra -, que da condição de criatura, como deveriam merecer.

Negros que andavam, muitas vezes, com máscaras de flandre, contanto que não se atrevessem a comer terra, por conta da carência mineral, certamente, determinada pela anemia de origem verminótica. Hábito, aliás, que perdurou entre nós durante anos e mais anos, graças à infestaçào das chamadas populações excluídas pelo Necator americanus. No velho Hospital Pedro II, era comum a referência dos doentes à precisão de se alimentarem com barro e não raramente chegavam a se utilizar do reboco das paredes das enfermarias ou das tampas dos filtros d’água potável. Talvez daí tenha surgido o ditado comum em décadas passadas: “Amarelo de Goiana come barro com banana!”. Mas, negros, também, eugênicos, alguns, como os sudaneses; homens e mulheres bonitos, de feições mais delicadas e esbeltos, saudáveis, pois.

Era comum, relata o escritor, a alusão a certas deformidades, como as amputações, das falanges e dos dedos, das mãos até, conseqüências, ao que parece, dos acidentes de trabalho com as moendas dos engenhos. Referências, também, à falta de dentes, dos incisivos, sobretudo, perdidos por conta dos descuidos no trato, fato, entretanto, corriqueiro no século XIX, com os senhores e as senhoras, com sinhazinhas, até. E a precariedade higiênica respondia pela quantidade de piolhos de que eram portadores, razão para se vender os pentes específicos e para justificar o costume disseminado de “catar piolhos”. A Tuberculose matava a muitos e havia moleques que “entisicavam” no trajeto oceânico e eram entregues de quebra, quando da compra de adultos sadios, tal o estado em que se encontravam.

Negros esfomeados, submetidos a dietas restritivas nas viagens, as quais não passavam da fava fervida, simplesmente. Portadores, depois, de Raquitismo e do Mal de Luanda (o Escorbuto). Ou negros opilados, inchados, edemaciados, por falta do aporte necessário, de Ferro e de outros nutrientes vitais. Ou ainda com a marca da “Cegueira Noturna”, em função da carência da Vitamina A. Negros, também, com grandes inchaços nas pernas, difundindo a Filariose através do mosquito transmissor, perpetuando a parasitose até os dias que correm. Homens e mulheres saudosos da África, sofrendo de Banzo e afogando as tristezas das separações na aguardente de cana, adoecendo de cirrose e carregando, vida a fora, a chaga do alcoolismo.

O “Bicho de Pé”, que ainda hoje incomoda a gente dos aglomerados periféricos, era de grande frequência e a coceira apreciada, por ser exigente e repetitiva. Já aparece, de igual forma, nessas descrições gilberteanas o Vitiligo, chamado de “Calor de Fígado” no palavreado vulgar e o “Ainhum”, manifestação dermatológica que o Prof. Octávio de Freitas, fundador da Faculdade de Medicina do Recife, atribuía à Hanseníase, mas que parece ter uma disfunção genética na causalidade. Negros, enfim, expatriados, sofridos no tudo e no todo, apartados, da mesma forma, precocemente, dos convívios maternos, quando da Lei do Ventre Livre, sem a maternagem de que se ressentem os humanos, mal alimentados e deseducados, tratados como bichos do mato ou como coisas, simplesmente. Vendidos despidos, expostos à curiosidade pública, sem respeito às vergonhas, escolhidos conforme as dimensões dos órgãos sexuais, apreciados na cama e mal tratados no eito.

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1 agosto 2012 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE

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http://www.voteespiaso.com
DUETOS

O Dueto, esta coisa de juntar imagens e poesia, surgiu de forma muito espontânea, quando, lendo uma poesia de Fernando Pessoa lembrei-me de uma antiga foto de minha autoria e resolvi misturar as tintas.

Nesta minha recente passagem pelas terras de Goiás fotografei algumas flores típicas do Cerrado usando a câmera do celular e em seguida postando no FB.  Uma delas chamou a atenção do meu amigo Rodrigues Lima, poeta de primeira, Nordestino de Santa Cruz do Capibaribe, que por sua vez, lembrou que a sua genitora gostava de flores azuis e que ele sempre a presenteava com estas nos seus aniversários quando em vida. No comentário postou os versos que havia feito em 2011.  Pronto! Nasceu mais um Dueto.

Com a devida permissão do poeta juntamos imagem e versos.

Flor azul

Seu moço,
faça um favor.
Pegue água cristalina,
bote nesse regador,
e regue essa flor azul.
Ela é a mais bela
entre todas as flores
do jardim dos olhos de minha Mãe.

Manoel Rodrigues de Lima
São Paulo – 26/10/2011

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1 agosto 2012 FULEIRAGEM

CHICO CARUSO – O GLOBO

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www.cantinhodadalinha.blogspot.com
DE OLHO NO MENSALÃO

Padre Sponholz

Agosto mês de desgosto,
Outubro mês de eleição,
Será que nossa nação
Nos dará mesmo este gosto?
Ter o supremo disposto
Pra julgar o mensalão,
Combatendo a corrupção,
Que nosso país destrói
E a honestidade rói
Infectando o cidadão.

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1 agosto 2012 FULEIRAGEM

HERINGER – CHARGE ONLINE

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31 julho 2012 DEU NO JORNAL

CARNAVALIZANDO O CARNAVAL

Militantes do PT têm percorrido as sedes das escolas de samba do Rio e de São Paulo tentando emplacar a idéia de uma delas desfilar com enredo voltado totalmente para a história do partido. Alguns garantem a participação de Lula e outros também garantem que conseguirão aprovação do Ministério da Cultura para captação de grande volume de patrocínio – e nesse caso, ajudariam a buscar os patrocinadores.

Até agora, contudo, ninguém se interessou – e todos trataram de apresentar razões que não ofendessem os representantes do partido do governo.

* * *

Eu acho essa idéia arretada!!!!!!

Nada mais represantativo de Banânia contemporânea do que uma grande escola de samba tendo como enredo a história do PT.  Seria o retrato cagado e cuspido do Socialismo Muderno.

E tenho certeza absoluta que um carro alegórico tendo Lula e Maluf como destaques, arrodeados por outras figuras gradas da república, iria levantar a avenida. Das arquibancadas aos camarotes mais luxuosos, o arrebatamento seria total!

Enquanto a idéia não se concretiza, e já que o assunto é samba, vamos ouvir Chico Buarque interpretando uma genial composição de sua autoria, acompanhado pelo conjunto “A Turma do Bispote“:

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© 2007 Besta Fubana | Uma gazeta da bixiga lixa