16 dezembro 2012 FULEIRAGEM

M. AURÉLIO – ZERO HORA

Compartilhe Compartilhe

16 dezembro 2012 FULEIRAGEM

DUKE – SUPER NOTÍCIA

Compartilhe Compartilhe

16 dezembro 2012 FULEIRAGEM

PAIXÃO – GAZETA DO POVO

Compartilhe Compartilhe

16 dezembro 2012 DEU NO JORNAL

QUEM NÃO PODE FICAR FORA?

Augusto Nunes

Os blogs estatizados lançaram uma campanha destinada a ensinar ao país que a lei vale para qualquer um, mas Lula não é qualquer um. Está acima de todos, e portanto pode fazer bonito na carreira de fora-da-lei sem perder o sono, muito menos o direito de ir e vir. “Mexeu com Lula, mexeu comigo”, adverte a palavra-de-ordem aprovada por Rui Falcão.

Para os combatentes de rede social, o chefe supremo é tão inimputável quanto os  bebês de colo, os velhos caducos, os índios das tribos isoladas, os doidos de pedra, os que já morreram, os que estão por nascer. Entusiasmados defensores da tese, José Sarney e Fernando Collor abriram a lista de adesões.

Os blogueiros de aluguel dão como certo o apoio de Renan Calheiros, Romero Jucá, Paulo Maluf, José Dirceu, Delúbio Soares, Valdemar Costa Neto, José Genoíno, Erenice Guerra, Antonio Palocci, José Antonio Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Freud Godói, Paulo Okamotto, João Paulo Cunha, Paulo e Rubens Vieira, Orlando Silva, Gilberto Miranda, Gilberto Kassab e, claro, Rosemary Noronha.

Resolvi ajudar a campanha com a montagem da relação de nomes que não podem ficar fora desse movimento cívico. O timaço de comentaristas está convidado a executar o serviço, indicando figuras que jamais admitiriam que o Código Penal fosse aplicado a alguém como Lula. A relação com todos os nomes, em ordem alfabética, será publicada na próxima terça-feira.

Ao teclado, amigos.

Compartilhe Compartilhe

16 dezembro 2012 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

Compartilhe Compartilhe

“O BRASIL NÃO É UM PAÍS SÉRIO” – Monsieur Charles De Gaulle

Realejo – as verdades do papagaio da sorte

Um: O Brasil não é um país sério!

Hoje, nem que seja apenas hoje, pretendemos sair do mundo da galhofa, da esculhambação, da molecagem tão cearense (com Trade Mark) e dar uma passadinha pela seriedade. Abordar um tema que, com certeza, todos que nos dão o prazer de abrir aquela “porteira” para bater um papo conosco, serão bem recebidos.

Diferentemente da estudantada dos dias atuais, quando atingia o primeiro ano do curso científico (hoje, sexta série do ensino médio) a juventude que estudava dava o chamado “tiro de partida” para o ingresso na Universidade. Era essa a única e principal preocupação de quem estudava e tinha objetivos a alcançar. Principalmente quem era pobre e não suportava ser bancado eternamente pelos pais. O estudante daquele tempo já tinha vergonha na cara. O pai que agisse por via transversa, fazendo ou apoiando o que alguns idiotas fazem hoje – pagar fraudes para o filho entrar na universidade – era denunciado pelo próprio filho. O que se vê hoje em dia, é pai querendo a formação do filho, principalmente em Medicina, para, inexplicavelmente, fazê-lo Prefeito em qualquer Município cu do mundo. É a abertura da porteira para a ladroagem.

Apois, (“já estou eu querendo sacanagem!”) envolvidos com os estudos e os objetivos, os estudantes não atentaram para a tal Guerra da Lagosta, como a Imprensa designou na época um episódio deflagrado entre Brasil e França por entre mares navegáveis. Foi precisamente entre 61 e 63, com desfecho em nada, tal como essa visita da nossa Dama da Priquita de Aço (no dizer do Papa Berto), neste final de quinzena, mais para propiciar ao Dinossauro Sarney a assunção à Presidência. Dilma está simplesmente pagando fatura. Quer dizer, tudo, mas tudo mesmo, aqui neste país tem algo voltado para a sacanagem. Para a feladaputagem!

“Episódio pouco conhecido na História das Relações Internacionais do Brasil, girou em torno da captura ilegal de lagostas, por parte de embarcações de pesca francesas, em águas territoriais no litoral Nordeste do Brasil. Alertada por pescadores brasileiros, uma embarcação da Marinha do Brasil flagrou barcos de pesca franceses pescando lagosta clandestinamente na costa de Pernambuco, em águas territoriais brasileiras, sendo convidados a se retirar. O episódio passou a ser referido nos meios de comunicação brasileiros como a Guerra da Lagosta, um conflito em que, como a famosa Batalha de Itararé, durante a Revolução Constitucionalista de 1932, não foi disparado um tiro sequer.

Embora a frase “le Brésil, ce n’est pas un pays serieux” (“O Brasil não é um país sério”), seja tradicionalmente atribuída ao então presidente da França, general Charles de Gaulle, neste contexto, na realidade foi pronunciada pelo embaixador brasileiro na França, Carlos Alves de Souza Filho, referindo-se à inabilidade com que o governo brasileiro conduzia este contencioso. À época, na imprensa francesa, suscitou-se uma polêmica curiosa: se a lagosta andava ou nadava. Caso nadasse, poder-se-ia considerar que estava em águas internacionais; caso andasse, estaria em território nacional brasileiro, uma vez que se admitia à época que o fundo do mar pertencia ao Estado Brasileiro.”

Pois se tiver acontecido agora algo diferente da Guerra da Lagosta, que apareça algum indicado por Rosemary e aponte. Tenha coragem. O que foi que a Dilma foi fazer na França? Qual foi o resultado disso para o Brasil, além do pagamento da conta do jantar que custou a cada cabeça R$ 800,00 (oitocentos paus – e como tinha alguns cabeções!…)?

Dois: Estrada de Ferro Madeira-Mamoré

Neste ano de 2012 que está se encerrando, historiadores, figuras de destaque deste país e, “principalmente” brasileiros, não se lembraram do final da construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, episódio que, antes de ser entregue à um teste de capacitação da engenharia americana, ceifou a vida de centenas de milhares de brasileiros, vítimas quase que escravos, entregues à sanha das inúmeras doenças tropicais que ainda hoje predominam na Amazônia.

Clique aqui e leia este artigo completo »

16 dezembro 2012 FULEIRAGEM

S. SALVADOR – ESTADO DE MINAS

Compartilhe Compartilhe

16 dezembro 2012 DEU NO JORNAL

UMA PESQUISA FEITA PELA DIREITA PARCIAL E REAÇA

Se a eleição presidencial fosse hoje, o PT teria dois nomes com chance de vencer no primeiro turno. Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva têm no momento mais intenções de voto do que todos os possíveis adversários somados, aponta pesquisa Datafolha feita na quinta-feira.

Dilma vai de 53% a 57%, conforme o cenário. Lula teria 56% se disputasse a Presidência.

* * *

Este tal de Datafolha é o instituto de pesquisa do jornalão Folha de S.Paulo, expoente da grande mídia golpista reacionária.

Então, pelo raciocínio dos tabacudos zisquerdistas banânicos – sobretudo dos zisquerdistas do PT -, a pesquisa é mentirosa. Estes tabacudos se destacam e são famosos pela coerência em tudo que dizem e que escrevem. Certamente eles irão alardear pela internet que o Datafolha está mentindo.

Não acreditem nestes números de modo algum!!!

Compartilhe Compartilhe

16 dezembro 2012 FULEIRAGEM

AROEIRA – O DIA

Compartilhe Compartilhe

16 dezembro 2012 CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

CARDEAL PEDRO MALTA – RIO DE JANEIRO-RJ

Santidade

Veja como  tem inicio uma empresa que, seguramente, será um grande sucesso.

E depois dizem que o brasileiro não  tem espírito empreendedor.

R. Um “espírito empreendedor” faturando com o “espírito fudedor”…

Compartilhe Compartilhe

16 dezembro 2012 FULEIRAGEM

MONSENHOR NEWTON SILVA

Compartilhe Compartilhe

15 dezembro 2012 FULEIRAGEM

LUTE – HOJE EM DIA

Compartilhe Compartilhe

15 dezembro 2012 A HORA DA POESIA

ENTREMEZ – Anderson Braga Horta

Do obscuro do antes ao depois ignoto
distende a vida um arco de incerteza.
Que flecha ela dispara? Amor, beleza,
ódio, guerra, a canção e o maremoto.

Tiro da vida uma instantânea foto,
capturo a sua essência e guardo-a presa
a uns traços no papel, de natureza
contraditória e efêmera, que anoto.

Se há flores no percurso, procuramos
deter o pé do vento contra os ramos.
Se espinhos há, vamos metendo o pé

em tudo à frente, em fúria desmedida…
E assim, Senhor, vamos levando a vida
neste grande entremez que a vida é. 

Do livro De Viva Voz, 2012

Compartilhe Compartilhe

15 dezembro 2012 FULEIRAGEM

PAIXÃO – GAZETA DO POVO

Compartilhe Compartilhe

15 dezembro 2012 CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

CARDEAL NATAN – BRASÍLIA-DF

Mestre Berto,
 
Como não vi nenhuma manifestação no JBF sobre o falecimento do grande músico indiano, presto uma singela homenagem ao  Ravi Shankar, que morreu aos 92 anos, em San Diego, Califórnia.
 
O mestre da cítara, Ravi Shankar, que influenciou vários músicos ocidentais, dos Beatles à John Coltrane, morreu nos Estados Unidos aos 92 anos de idade, na terça-feira passada, anunciou nesta quarta-feira sua família. Pai da cantora de jazz e pop-folk Norah Jones e da bela citarista Anoushka Shankar, Ravi morreu em um hospital de San Diego onde tinha sido submetido a uma intervenção cirúrgica para substituir uma válvula cardíaca.
 
Shankar participou de apresentações nos maiores palcos do Mundo, inclusive do lendário Festivais de Woodstock (1969); tambem de Montreux e era respeitado pelos maiores nomes da música internacional, como um verdadeiro Mestre.
 
Tenho um DVD intitulado “Concert for George”, homenagem a George Harrison, de 2002, onde Ravi e Anoushka Shankar faz uma linda e longa homenagem ao Beatle Harrison, que sempre revejo.
 
Shiva tenha compaixão da sua alma.

R. Se no JBF houve gente que teve coragem até pra louvar Migué Jaquis quando bateu as botas, não vejo porque não louvar também… como é mesmo o nome dele?… Shocó? Shaká? ….

Deixa pra lá… minha ignorança me mata de vergonha…

Compartilhe Compartilhe

15 dezembro 2012 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

Compartilhe Compartilhe
PRECONCEITO DE COR CORINTHIANO

Não vou mudar de atitude e torcer contra o Corinthians, porque ser brasileiro é muito maior do que as babaquices que o clube anda fazendo com relação à cor verde, especialmente no Japão.

Queriam rejeitar a alusão ao fair play da FIFA na camisa do time, só porque é VERDE, cor do rival Palmeiras.

Da mesma forma, não quiseram fazer o treino de reconhecimento do gramado com coletes VERDES. Acabaram trocando com o Chelsea pela cor roxa, que disse entender porque também não gostariam de treinar de vermelho, por exemplo, por causa da rivalidade com o Manchester.

Gente ridícula!

Atitudes extremas como essas servem somente para acirrar o fanatismo e gerar violência entre torcidas.

Que não se goste de uma determinada agremiação, vá lá. Mas dentro dos limites do bom senso.

Sou torcedor do Fluminense e não torço para times de outros estados, como fazem alguns, o que respeito.

Mas onde tem Brasil em campo, contra qualquer time estrangeiro, torço para o time brasileiro, sejam os rivais tradicionais do futebol carioca: Flamengo, Botafogo e Vasco, seja por qualquer outro time brasileiro.

Que alguém leve essa rivalidade para o ponto de não torcer para o rival, mesmo que esteja representando o Brasil, apesar de não ser a minha posição, até aí, respeito também.

Mas do jeito que estão fazendo, acho uma irresponsabilidade, principalmente da diretoria corinthiana, alimentar essa hojeriza ao VERDE.

Diretorias responsáveis são cada vez mais necessárias, para não fazer igual ao Tigres, que correu da raia e diz que irá reclamar o título. Ridículos, igualmente.

Levando essa rivalidade a extremos, daqui a pouco:

1. vão querer mudar a cor predominante da bandeira brasileira: o VERDE.

2. a letra do Hino Nacional Brasileiro, enquanto não for mudada a parte que diz “o verde-louro desta flâmula…” não será cantada pelos corintianos.

3, corinthianos não terão parceiros de olhos VERDES jamais.

4. pras moças gostosas que estiverem usando biquini VERDE na praia, nem olharão.

5. filho de torcedor corinthiano que nascer de olhos VERDES vai ter de usar lente de contato, caso contrário será entregue para doação para os palmeirenses.

6. caso optem pela lente de contato de outra cor, jamais poderão tirá-la diante do espelho para que não se horrorizem com a própria imagem;.

7. filhos de corinthianos serão proibidos de assistir ao filme ET, porque a personagem principal é VERDE.

8. vão querer mudar o nome das Ilhas de Cabo Verde, mesmo não sendo brasileiras, só para não terem de pronunciar a palavra VERDE.

9. os pobres papagaios e periquitos, devido à cor de suas penas (VERDES), serão extintos.

10. a Amazônia será devastada, bem como todas as árvores serão derrubadas, porque são VERDES.

11. os corinthianos não darão apoio à luta ecológica, porque esta defende mais VERDE para o planeta.

12. os corinthianos jamais farão qualquer doação ao grupo GREENpeace…

13. da mesma forma, não beberão vinho VERDE, nem guaraná, por conta da cor da embalagem.

14. vão fazer um abaixo assinado para proibir a execução da música VERDE, de Eduardo Gudin e José Carlos Costa Neto.

15. os corinthianos jamais usarão dólar em suas viagens ao exterior, porque essa nota é chamada de VERDINHA.

16. os corinthianos não comerão alface, couve, rúcula, etc…, argh…

17. os corinthianos não lerão o clássico Iracema, de José de Alencar, para não lerem “VERDES mares bravios da minha terra natal…”.

Resumindo: vejam como é ridículo o preconceito contra o VERDE!

Boa sorte contra o Chelsea e não se esqueçam que o VERDE é a cor da esperança.

* * *

FALA SÉRIO !

Até quando o lobby dos vendedores de armas será mais forte do que o bom senso nos EUA?

Vendem armas para qualquer louco e os inocentes é que acabam pagando o pato.

FALA SÉRIO !

Compartilhe Compartilhe

15 dezembro 2012 FULEIRAGEM

MIGUEL – JORNAL DO COMMERCIO

Compartilhe Compartilhe

15 dezembro 2012 DEU NO JORNAL

VALÉRIO: O MELHOR PARA TODOS É A INVESTIGAÇÃO

João Bosco Rabello

Podem ser absolutamente inverídicas as acusações do publicitário Marcos Valério ao ex-presidente Lula, assim como as demais constantes do depoimento prestado ao Ministério Público e reveladas pelo Estadão nos seus detalhes. Pode o depoimento ser parcialmente verdadeiro, excluindo-se o que diz respeito ao líder maior do PT.

Pode ter uma verdade, duas mentiras, pode ser integralmente mentiroso, pode misturar, à conveniência do depoente, fatos pinçados de um contexto e inseridos em outro, enfim, pode tudo. E a tudo se some ainda a falta de credibilidade de um delinquente, como diz o PT, dando os anéis para preservar os dedos, reconhecendo com a definição a existência sempre negada do mensalão.

São muitas as desvantagens de Valério como acusador, mas tantas possibilidades e dúvidas levantadas pelo seu depoimento, ao invés de razões para desconsiderá-lo, se afirmam como determinantes de investigação.

Afinal, se o evidente objetivo de livrar-se da pena ou de conquistar condições de cumpri-la em segurança, contaminam as acusações, também as justificam plenamente. O horror já vivido na cadeia numa recente prisão, a mesma que o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse trocar pela morte, pode levar qualquer um a contar aquilo que ainda não revelara.

E aqui entra a pergunta que o PT repete diariamente desde a publicação do depoimento pelo Estadão: por que só agora Valério resolveu contar tudo isso?

Um dado importante nesse ponto é o de que Valério fez a proposta de delação premiada já condenado, mas antes de definida a sentença, embora já fosse possível prevê-la alta. Guardar revelações importantes para momento estratégico é sempre a conduta do integrante de quadrilhas, caso do publicitário.

Valério perdeu o timing. Acreditou na rede de proteção que lhe fora garantida, até viver a primeira experiência do cárcere. Está apavorado. Mas tanto pode estar mentindo para salvar a própria pele, quanto decidido a ir além do que já contou uma vez constatado que a única rede que lhe apareceu foi a que o pescou para a cela.

A investigação existe para separar verdade e mentira, fato e suposição, e a ninguém é dado o poder divino de fazer tais distinções sem apurar as informações prestadas formalmente a autoridades constituídas.

Insistir no arquivamento puro e simples do depoimento custará a Lula e ao PT a desconfiança permanente sobre ambos e não evitará, provavelmente, que o Ministério Público decida ir adiante. No momento é notória a relação entre a cautela do Procurador-Geral Roberto Gurgel com  o assunto e a conveniência de não permitir que atrapalhe a reta final do julgamento do mensalão.

Portanto, incluir patrimônio político como bem suscetível de tombamento, como pretende o PT em relação a Lula, ao alegar serviços prestados ao País, é mais uma das tolices que o partido acrescenta à já farta coleção fornecida pelos seus dirigentes à nação.

Tombam-se obras, não autores, porque as primeiras permanecem e, ao contrário de seus humanos criadores não têm, por inanimadas, a possibilidade de errar. Suas imperfeições derivam da condição humana de seus autores.

Compartilhe Compartilhe

15 dezembro 2012 FULEIRAGEM

DUKE – SUPER NOTÍCIA

Compartilhe Compartilhe

15 dezembro 2012 FULEIRAGEM

ELVIS – AMAZONAS EM TEMPO

Compartilhe Compartilhe

15 dezembro 2012 DEU NO JORNAL

A CAIXA-PRETA DE VALÉRIO

Ruy Fabiano

Diante da condenação de petistas graúdos no processo do Mensalão, o presidente do partido, Rui Falcão, saiu-se com um silogismo, que, em síntese, é o seguinte: julgamento de exceção produz vítimas, não culpados; o julgamento do Mensalão foi de exceção; portanto José Dirceu e companheiros são vítimas, não criminosos.

O silogismo, porém, se inverte quando se trata de Marcos Valério, condenado na mesma ação penal, pelo mesmo STF.

Valério não tem autoridade moral para denunciar Lula, diz Falcão, porque foi condenado. Já Dirceu e amigos devem continuar de cabeça erguida porque o julgamento foi arbitrário.

Trata-se, óbvio, de um raciocínio esquizofrênico, fruto da falta de argumentos. O julgamento é, simultaneamente, legítimo e ilegítimo. Não atinge a honra dos mensaleiros do PT, mas atinge a de Marcos Valério, embora estivessem todos no mesmo barco.

Ora, o que confere valor a uma denúncia não é a ficha pregressa de quem a faz, mas o conhecimento que tem do que denuncia e os indícios que oferece. É o caso de Marcos Valério.

Não é casual que as grandes devassas criminais partam de depoimentos de implicados nos delitos. À Justiça, pouco importam as intenções de quem denuncia. Importa a consistência das informações. É claro que o denunciante investe na redução de danos – e não no arrependimento de fundo moral.

A operação Mãos Limpas, na Itália, nos anos 80/90, foi deflagrada por denúncias de mafiosos.

Aqui mesmo, o célebre escândalo do orçamento, a chamada Máfia dos Anões, foi denunciada por alguém que se envolveu nas tramoias que trouxe à tona, na expectativa de ocultar o assassinato da própria esposa.

Foi a partir das denúncias de José Carlos Alves dos Santos, alto funcionário do Senado, assassino de Elizabeth Lofrano, que foi possível desmontar a quadrilha do orçamento, da qual ele era o operador.

É claro que suas acusações não foram suficientes. Mas, investigando-as, a CPI constatou os fatos e gerou as responsabilizações políticas (cassações de mandatos) e penais.

O próprio Mensalão só veio à tona porque um de seus beneficiários, o então deputado Roberto Jefferson, presidente do PTB, decidiu denunciá-lo. Se o fez por vingança ou porque se sentiu acuado, ou por ambos os motivos, pouco importou à Justiça.

O fato é que as informações eram consistentes e propiciaram o desmonte da operação. É improvável, para dizer o mínimo, que irmãs de caridade ou frades missionários tenham muito o que oferecer à polícia, a não ser a expectativa da Eternidade.

Já com os bandidos é diferente. No caso em pauta, Marcos Valério acrescentou informações importantes que não constaram da ação penal 470. Atribuiu a Lula o comando da quadrilha.

A acusação é grave – gravíssima – e é óbvio que não pode ser previamente acatada como verdadeira. Se a lei garante o benefício da dúvida a qualquer um, não seria um ex-presidente da República que iria ser privado dessa prerrogativa.

Mas é claro também que não pode ser desprezada. Os detalhes que Valério menciona podem – e devem – ser investigados, já que se trata de alguém que conhece os meandros daquela operação. Condenado a 40 anos de prisão, sabe que suas chances de atenuar a pena dependem da veracidade do que diz.

Portanto, ao contrário do que alegam seus ex-parceiros, é exatamente sua condição de condenado que confere às denúncias que faz – minuciosas e coerentes – contornos de verossimilhança.

Somente uma investigação profunda retirará dos acusados a pecha de suspeição. Se inocentes, como proclamam, devem ser os mais interessados em repor a verdade.

Ninguém está acima da lei. Nas monarquias absolutistas, o rei era inimputável; nas repúblicas democráticas, não.

É claro que Valério fez a denúncia tardiamente porque contava com o manto protetor do PT. Diante da condenação – e da hostilidade que os antigos parceiros passaram a lhe devotar -, decidiu abrir o jogo.

Pouco importa, porém, o que o impulsionou – se o medo, se o espírito de revanche ou se ambos. Importa que abriu uma caixa preta – e é indispensável que seja examinada, já que ele próprio é parte dela.

Compartilhe Compartilhe

15 dezembro 2012 FULEIRAGEM

XALBERTO – CHARGE ONLINE

Compartilhe Compartilhe

http://www.fernandogoncalves.pro.br
PARA UM FORMANDO 2012

Recebo cartão de concluinte 2012.2: “Às vésperas da conclusão em um curso superior, que binoculizações poderiam ser ofertadas, favorecendo uma profissionalidade cidadã desprovida de ingenuidades e alienações primatas? Confesso que estou meio assustado com a bandalheira e os jeitinhos brasileiros que desmoralizam os cenários nacionais. Não sou moralista nem puritano, mas não me conformo com a imagem do Brasil no exterior, a de um país de mais corruptos que honestos, mais desbundes que solidariedades, mais fingimentos que propósitos saneadores.”  
 
O que lhe direi, colega, resulta de leituras múltiplas. Espero que você aproveite.

1. Na vida profissional, três reflexões. A primeira é de Alexis Carrel, cirurgião francês, prêmio Nobel: “A inteligência é quase inútil para quem não tem outras qualidades”. A segunda é de Albert Einstein, outro prêmio Nobel: “o primeiro dever da inteligência é desconfiar dela mesma”. E a terceira é de Arthur Conan Doyle: “A mediocridade não conhece nada melhor que ela mesma, mas o talento reconhece instantaneamente o gênio”. Os autores detestavam os sabe-tudos. E sabiam bem diferenciar talentos e gênios, os primeiros atingindo as metas além dos outros, os segundos binoculizando metas que os demais ainda não vislumbravam.

2. Siga a lição oferecida pelo governador Eduardo Campos, em palestra no Rio Grande do Norte sobre Gestão Pública: “O que faz uma gestão ter apoio político não é a habilidade do governante nem a compreensão dos aliados. Uma administração é bem ou mal sucedida se a equipe que a conduz for bem escolhida e se a ação que desenvolve for focada em objetivos claros para construir melhoria na vida das pessoas”.

3. Entenda além dos escritos. E lembre-se que nenhuma instituição ensina sucesso, posto que a chave para o sucesso está na sua maneira de pensar, com os olhos para os futuros, os ontens apenas servindo para não mais repetir encaminhamentos frustrantes.

4. Nunca se esqueça: na história do pensamento, todas as ideias foram consideradas faróis definitivos, quando apenas refletiam uma periodicidade, decompondo-se logo que a inventividade da humanidade as substituía por outras.

5. Perceba-se, num século XXI nebuloso, que as ciências não são estáticas. E consolide sua caminhada sob a advertência de Nayan Chanda, no seu livro Sem Fronteiras: “O ritmo cada vez mais acelerado das relações humanas, do comércio e das comunicações deu asas às doenças e abriu portas virtuais para criminosos e malfeitores tirarem vantagem das comunicações rápidas e fáceis de hoje. … Seria anti-histórico pensar que o resultado dessa velocidade sempre será bom”.
      
6. Sinta-se sempre um aprendiz de tudo. E não deixe de ler o capítulo 6 – Por que (às vezes) o populismo é muito bom na prática, mas não na teoria – do livro Em defesa das Causas Perdidas, de Slavoj Zizek, um dos notáveis filósofos políticos contemporâneos: “Para viver, para ser capaz de existir, a mente precisa ligar-se a algum tipo de ordem. Tem de apreender a realidade, como um todo independente […] e tem de prender-se, de forma  estável, a certas características do que chamamos contextualidade”. 
 
No mais, seguir adiante e amar Pernambuco, para viver com razão e fé.

(Publicada originalmente no Jornal do Commercio de 14/Dez)

 

Compartilhe Compartilhe

15 dezembro 2012 FULEIRAGEM

CASSO – DIÁRIO DO PARÁ

Compartilhe Compartilhe

15 dezembro 2012 A COLUNA DE RAPHAEL CURVO


CONFLITOS

O Brasil é um País inovador nos péssimos exemplos. Depois de denúncias mil que vão do Cachoeira aos voos amorosos do ex presidente, pagos pelo Erário, agora vem o Supremo Tribunal Federal – STF, via alguns ministros, buscar caminhos de esgueio na Constituição Federal para contestar o óbvio. A postura visível do grupo de defensores dos executores de malfeitos no julgamento do mensalão agora recebe adesão de membros que procuram amenizar sua participação na condenação dos atores de tal peça criminal. Querem contrariar, até mesmo negar em certas situações, o princípio jurídico que dá forma e organiza uma sociedade. Algumas atitudes até emocionais, apaixonadas. Outras que beiram a desqualificação pelo despreparo.

Sabemos que o Estado é gerado pelas normas jurídicas sem as quais não existe. Então são elas que dão origem aos poderes e a sua organização política e social. Cabe ao Supremo Tribunal Federal – STF, como maior guardião da Constituição Federal e por consequência dos princípios jurídicos que a constituem, interpretar a consistência, eficácia e vigor de suas normas. É da responsabilidade dos ministros do STF preservar a legalidade dos objetivos da norma jurídica contida na Lei maior de nossa Nação. Afirmo até, que sem eles, ministros, teremos um Estado anárquico.

O conflito maior é que o Congresso Nacional quer atuar em uma seara que construiu e que agora não está servindo aos seus interesses corporativos, até mais que isso, a um grupo político que açambarcou o poder com muitos intuitos, menos o de bem administrar o Brasil. São poucos os parlamentares que atuam com conhecimento na casa de Leis. É enorme o contingente de deputados e de boa parte de senadores que lá estão e que não tem conhecimento pleno de sua função no poder legislativo.

Ao ser condenado e com sentença transitado em julgado, aquela que não cabe mais nenhum recurso, o deputado federal, no caso do mensalão (ação penal 470) tem como efeito imediato a perda dos direitos políticos. Sem esse direito, está extinto o seu mandato porque existe a exigência legal de que para ser considerado deputado, representante do povo na Câmara Federal, é vital o seu direito político. É como o corpo que perde o seu sangue, não há vida sem ele. O artigo 55, inciso IV da Constituição Federal é taxativo ao expressar em seu texto que a perda do mandato de Deputado ou Senador se dá por condenação criminal por sentença transitado em julgado. O artigo 15, inciso III, CF, também se refere a perda dos direitos políticos dentro da mesma justificativa.

Atentem para a colocação de que o caput do primeiro (art.55) se refere a perda de mandato. Já o caput do segundo (art.15) diz sobre a perda dos direitos políticos. Disso advém duas interpretações: uma que nos leva aos problemas de acontecimentos “interna corporis”, ou seja, que não foram imprimidas ou motivadas pelo sistema judiciário, mas sim pelo próprio Congresso Nacional, Câmara ou Senado, infrações de casos estabelecidos pelo regimento interno, por exemplo. A outra já é provocada por atos criminais fora do âmbito político, ou seja, “extra corporis” e são motivadas por manifestações do sistema judiciário, é como cidadão comum cometendo crimes, destituídos da roupagem parlamentar.

Como não há mais a imunidade parlamentar, interpretada como impunidade, em razão da Emenda Constitucional 35/2001, que protegiam os parlamentares de qualquer imputação criminal enquanto vigorasse o mandato, tal vigor do preceito de transitado em julgado leva a perda imediata dos direitos políticos, independente de manifestação do Congresso Nacional. Sem direitos políticos, extinto está o mandato. A inviolabilidade de mandato, civil e criminalmente, está restrita a opiniões, palavras e votos. Não estão inclusas condenações por malfeitos, pois confrontam com as exigências constitucionais estabelecidas pelo artigo 14, parágrafo 3º, inciso II, CF, como condição fundamental para representar o povo.

É bom lembrar que foi o povo, via seus representantes, que promulgou a Constituição Federal. Ela é a síntese da vontade popular para se organizar como Nação e, por consequência, como Estado.

Compartilhe Compartilhe

15 dezembro 2012 FULEIRAGEM

TIAGO RECCHIA – GAZETA DO POVO

Compartilhe Compartilhe

15 dezembro 2012 FULEIRAGEM

IVAN – CHARGE ONLINE

Compartilhe Compartilhe

15 dezembro 2012 DEU NO JORNAL

UM MINISTRO QUE ERRA TODAS AS PREVISÕES

Augusto Nunes

Assustado com a boa ideia da revista Economist, que recomendou a Dilma Rousseff a imediata demissão do ministro da Fazenda, Guido Mantega resolveu transformar em demonstração de amor à pátria a sequência de previsões equivocadas sobre o PIB, o crescimento industrial ou qualquer outra coisa supostamente calculável no mundo da economia. “Nunca vi ninguém ser demitido por otimismo”, anda recitando o profeta que não acerta uma.

A folha corrida de Mantega informa que o estado de ânimo oscila conforme as circunstâncias políticas, eleitorais e partidárias. Neste momento, por exemplo, não convém ser pessimista. É por isso que o vidente de araque faz o que pode para não admitir que a economia brasileira implora por urgentes correções de rumo. Há 18 anos, com o PT na oposição, não convinha ser otimista em relação às correções de rumo feitas pelo Plano Real. Foi por isso que Mantega tentou provar que FHC havia pavimentado o caminho mais curto para o abismo.

Em julho de 1994, num artigo publicado na Folha, o economista companheiro comunicou à nação que o plano teria vida breve. Mas provocaria estragos tão devastadores que o Brasil demoraria algumas décadas para sair da UTI – se sobrevivesse ao desastre concebido por Fernando Henrique Cardoso. Confira sete trechos do besteirol, reproduzidos sem a remoção dos pontapés no bom português.

“Os arquitetos do real não pouparam sua imaginação para lançar velhas ideias com aparência de novas. (…) Chegaram ao ponto de reinventar os réis ou reais, uma nova moeda fantasiada do dólar e garantida por um lastro que não exerce nenhum papel prático, uma vez que o real não é conversível, a não ser o de dar a impressão de que o real vale tanto quanto a moeda norte-americana”

“Todo esse barulho para quê? Para vestir com roupagens sofisticadas e muitos truques de ilusão, mais um ajuste tradicional, calcado no corte de gastos sociais, numa contração dos salários, num congelamento do câmbio e outros ativos e, sobretudo, num forte aperto monetário com taxas de juros estratosféricas”

“A parte mais imaginativa do plano (…) revelou-se a mais perversa, porque passou a ideia de que os salários estavam sendo perfeitamente indexados e resguardados da inflação. Quando, na verdade, foram colocados em desvantagem (…) em relação a preços, tarifas e vários outros custos e ainda perderam os reajustes automáticos que a lei salarial lhes garantia”

“Os salários serão pagos em real, (…) uma moeda desindexada e totalmente vulnerável a corrosão inflacionária. (…) A regra de conversão dos salários pela média e dos preços, tarifas e outros custos pelo pico, matou dois coelhos de uma só cajadada. Reduziu preventivamente a demanda dos assalariados, que poderia aumentar com a queda brusca da inflação e comprimiu os custos salariais, dando uma folga para os preços”

“Vendeu-se a ideia de que o plano não utilizou o congelamento, quando, na verdade, congelou o câmbio, tarifas, alugueis e contratos. Só não congelou mesmo os preços e deixou os salários no limbo de um semicongelamento, com o ônus de correr atrás do prejuízo que será causado pela inflação do real”

“O real é um jogo de aparências, que pode durar enquanto não ficar evidente que as contas do governo não vão fechar por causa dos juros altos, que o mercado sozinho não é capaz de conter os preços dos oligopólios sem uma coordenação das expectativas por parte do governo, que os salários não manterão o poder aquisitivo por muito tempo, que o real não vale tanto quanto o dólar”

“As remarcações preventivas dos preços, junto com os congelamentos, permitirão uma inflação moderada em julho e, talvez, uma ainda menor em agosto. (…) A questão é saber em quanto tempo o grosso da população irá perceber que uma inflação moderada por si só, acompanhada por um aperto monetário e recessão, não melhora sua situação, não cria empregos e, na ausência de uma lei salarial e correções automáticas, pode ser tão deletéria quanto uma inflação de 30% a 40% com indexação”

Mantega nunca pediu desculpas por não ter acertado uma única vírgula do palavrório, desmoralizado pela vida real em poucas semanas. O Real domou a inflação (que nunca mais voltaria a alcançar altitudes obscenas), livrou a moeda brasileira do raquitismo crônico, estabilizou a economia e fixou diretrizes que os governos seguintes mantiveram intocadas. Em julho passado, o plano que a pitonisa de hospício condenou a morrer na infância completou 18 anos esbanjando saúde.

Quem vai mal das pernas é o ministro, que já estaria desempregado se o PT não fosse um viveiro de economistas de alta periculosidade. A animação provocada no país que pensa pela sensata sugestão da Economist começou a esvair-se quando circulou a lista de candidatos à sucessão. Sem um Mantega por perto, Dilma Rousseff poderia chamar um Aloizio Mercadante para curar os males da economia. O que está péssimo sempre pode ficar muito pior.

Seja qual for o prazo de validade do atual ministro da Fazenda, não custa constatar que quem é invariavelmente contra quando é hora de ser a favor, ou teimosamente a favor na hora de ser contra, não é pessimista nem otimista: é oportunista, farsante, inepto ou idiota. Guido Mantega decerto se enquadra numa dessas qualificações. Ou nas quatro.

Compartilhe Compartilhe
É HOJE! – PARA OS FUBÂNICOS DO RECIFE – LANÇAMENTO DO CARDEAL JORGE FILÓ

Compartilhe Compartilhe

15 dezembro 2012 FULEIRAGEM

PADRE SPONHOLZ – JBF

Compartilhe Compartilhe

http://www.lucianosiqueira.com.br/
PROGRAMA DE GOVERNO E PARTIDOS COLIGADOS

Tempo de transição entre os governos municipais que acabam e os governos que se iniciarão em janeiro. Na mídia, muita especulação sobre nomes a serem escolhidos para o futuro secretariado e demais cargos de primeiro escalão. Além do interesse jornalístico óbvio, o desenho da equipe escolhida dará a fisionomia do futuro governo.

Tudo bem, assim caminha a Humanidade desde priscas eras… Mas há uma questão que permeia a montagem dos governos de feição politicamente avançada, que nem sempre desperta a atenção devida: o conteúdo das escolhas. Melhor dizendo: a relação entre o perfil da futura equipe e o Programa que se pretende executar.

O Programa é o elemento de unidade – ou, pelo menos, deve ser. É o fator que se sobrepõe à falsa ideia de que todo governo se compõe mediante partilha de espaços de mando entre os partidos coligados. Que os partidos – assim como segmentos outros organizados da sociedade – devam se sentir partícipes da gestão é certo. Mas isto não quer dizer que os “representantes” dos partidos na equipe tenham que expressar propostas e linhas de ação do seu partido. Ao contrário, todos se comprometem com o Programa do governo que, por seu turno, incorpora as contribuições dos partidos que se ajuntaram para a disputa eleitoral e também de segmentos da sociedade envolvidos.

Essa referência é indispensável quando se olha a natureza das escolhas feitas pelo prefeito eleito, no caso de governos bem postos politicamente. Pesará o perfil do escolhido, suas supostas credenciais e aptidões para cuidar de determinada área à luz do Programa. O partido a que pertence certamente não renuncia ao seu Programa – que, diferentemente do Programa de governo, vislumbra um projeto de País – mas há de orientar seus quadros a guardar observância e fidelidade ao projeto de governo.

Assim, nem os partidos perdem a sua identidade e a sua autonomia, nem os governos são contaminados pela disputa programática, ideológica e partidária. Abrigam, sim, diferentes visões da sociedade e arte de políticas públicas adotadas; comportam o conflito de ideias – mas sempre dentro dos limites do governo e de sua base política assentada nos partidos coligados.

Isto posto, tudo o mais se torna secundário, ainda que de certa relevância. Questões como predominância de “técnicos” e não de “políticos” no secretariado, ou vice-versa, ficam a segundo plano e reduzidas à sua real dimensão.

Compartilhe Compartilhe

15 dezembro 2012 FULEIRAGEM

PELICANO – BOM DIA SP

Compartilhe Compartilhe

15 dezembro 2012 DEU NO JORNAL

CAMPANHA MIDIÁTICA DIFAMATÓRIA

CNI/Ibope: governo Dilma mantém aprovação de 62%, a mais alta desde a posse

Pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta sexta-feira demonstra que a popularidade do governo da presidente Dilma Rousseff mantém-se em alta. De acordo com o levantamento, 62% dos entrevistados avaliaram como ótimo e bom a condução do governo, mesmo percentual da pesquisa anterior, realizada em setembro.

É o mais alto índice de aprovação desde que assumiu a presidência, em janeiro do ano passado.

A aprovação pessoal de Dilma, que nesta sexta completou 65 anos durante visita oficial à Rússia, passou de 77%, em setembro, para 78%, variação dentro da margem de erro. O índice de quem desaprova Dilma passou de 18% para 17%, também dentro da margem de erro.

* * *

Esta notícia foi manchete e destaque na edição de ontem, sexta-feira, do Jornal Nacional, carro chefe do jornalismo da Rede Globo. Além disso, saiu também no Jornal da Band e no Jornal da Record. Não sei se saiu no Jornal do SBT porque não assisti.

Também vi esta mesmo notícia em destaque nos jornais O Globo, Folha de S.Paulo e Estado de São Paulo. E em todos os grandes portais da internet.

Todo o monopólio da grande imprensa reacionária e golpista deu destaque e espaço amplo pra esta pesquisa. Que é positiva tanto pra Dilma pessoalmente quanto pro seu governo.

Pela teoria dos tabacudos zisquerdistas banânicos, se foi divulgado e ganhou destaque na “grande mídia”, significa que é mentira ou não merece credibilidade. Ou é uma campanha difamatória.

Portanto, não acreditem de modo algum nestes números, viu???!!!

Vejam só o destaque dado ontem à pesquisa pelo Jornal Nacional de William Bonner:

Compartilhe Compartilhe
É HOJE! – PARA OS FUBÂNICOS DO RECIFE – CARDEAL JESSIER QUIRINO EM RECITAL

Compartilhe Compartilhe

15 dezembro 2012 FULEIRAGEM

DUKE – O TEMPO

Compartilhe Compartilhe

15 dezembro 2012 REPORTAGEM

QUADRILHA DE ROSE TENTOU TUMULTUAR O JULGAMENTO DO MENSALÃO

Às 9h47 do dia 12 de novembro deste ano, a chefe do escritório da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Noronha, ou Rose, ligou para Paulo Vieira, diretor da Agência Nacional de Águas, espécie de operador jurídico da quadrilha descoberta pela Polícia Federal na Operação Porto Seguro. No telefonema de 11 minutos, interceptado pela PF e a que Época teve acesso, os dois não discutem como vender facilidades a empresários interessados em canetadas do governo – nem a distribuição do butim da quadrilha, conforme já se revelou. Ambos discutem o julgamento do mensalão. Naquele dia, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), como já se esperava, viriam a definir as penas dos principais integrantes do núcleo político do mensalão: os petistas José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares. Na conversa, Paulo Vieira pede a Rose que consiga o apoio de Dirceu para as articulações secretas que ele, Paulo, fazia em Brasília. Elas tinham um objetivo claro: tumultuar o julgamento. Ou, ao menos, impedir que os mensaleiros cumprissem suas penas.

 AMIGOS – Paulo Vieira e Rosemary Noronha. Eles temem pela sorte do amigo José Dirceu

“Eu vou protocolar amanhã ou quarta aquela outra questão que eu queria que você mostrasse para o JD (José Dirceu). Você lembra qual é, né?”, diz Paulo Vieira no diálogo. Embora ele não tenha especificado a que “questão” se referia, naquele momento integrantes da quadrilha dos pareceres – Paulo Vieira, o deputado Valdemar Costa Neto, condenado pelo mensalão, e o empresário e ex-senador Gilberto Miranda – movimentavam-se nos bastidores para pressionar os ministros do Supremo a mudar votos, aliviar nas penas ou acatar futuros recursos dos advogados dos réus. Queriam até nomear um amigo para o STF, na vaga aberta pela aposentadoria do ministro Carlos Ayres Britto. Contavam com a proximidade de Rose com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com Dirceu, como demonstram as provas reunidas pela PF. Os delegados miravam na quadrilha dos pareceres. Acabaram acertando numa operação para melar o julgamento do mensalão

Na conversa, Rose sabia do que Paulo falava. Mas Paulo estava preocupado com a disposição de Dirceu em articular ao lado da quadrilha: “Não sei se o JD está com cabeça para mexer com essas coisas”. Rose o tranquiliza: “Eu vou viajar com ele (Dirceu) no feriado. Nós vamos para a Bahia. Eu converso bastante com ele. (…) Ele não pode ficar preso dentro de casa, né. A vida corre. Eu falo com ele. Eu tive com ele no feriado, eu falo com ele”. Paulo pergunta, então, como está o ânimo de Dirceu. Rose diz: “Está bastante chateado. Estão preparando umas coisas. (…) É o Gilberto Miranda que está ajudando ele. Estão fazendo várias reuniões na casa dele”. Paulo conhecia essas articulações – participava delas. “Isso eu tenho mais ou menos ideia do que eles estão falando”, diz ele. Ato contínuo, Rose conta como ficou sabendo das articulações: “Ele (Dirceu) me disse… A mulher dele (de Dirceu, Evanise Santos) disse que eles têm reunião lá na casa dele (Gilberto Miranda)”. Paulo diz: “O Gilberto Miranda é muito bem (sic) para articular, viu. (…) Eu não sabia que eles estavam apostando tantas fichas dessa questão, tá”. “Parece que tão”, diz Rose.

JANTARES – Gilberto Miranda (à esq.) e Valdemar Costa Neto (ao lado). Eles fizeram reuniões para tentar adiar o cumprimento da pena de Valdemar

Paulo sonda Rose sobre a eventual participação de Lula nas operações de bastidores para melar o julgamento. De acordo com a PF, quando ambos falam de “Deus”, é a Lula que se referem. Segue-se o diálogo:

– Eu não sabia que o JD (Dirceu) tava dando esse peso todo para o Giba (Gilberto Miranda), não. Mas eu continuo apostando que o melhor peso que tem é o… Deus, viu – diz Paulo.

– É, mas ele não vai fazer absolutamente nada – responde Rose.

– Você está achando que Deus não está a fim de…

– Não! Eu acho que não está a fim, não.

– É! Às vezes ele tem medo de arrumar confusão, né, Rose?

Antes que Rose explicasse a que problemas se referia, Paulo a interrompe. Diz que eles não podem “falar essas coisas por telefone”. Paulo, porém, não seguia o próprio conselho. Muito menos os demais integrantes da turma conhecida como quadrilha dos pareceres – uma turma que, agora se descobre, era bem mais influente do que se imaginava. Época teve acesso, com exclusividade, ao relatório que a PF preparou sobre todas as autoridades que conversavam com integrantes da quadrilha ou eram por eles citadas – aqueles que fazem jus a foro privilegiado na Justiça. No documento de 98 páginas, há um capítulo para cada uma das 18 autoridades. Cada capítulo descreve em detalhes as circunstâncias em que elas aparecem nas investigações. Estar no relatório, é bom deixar claro, não significa integrar a quadrilha; nem é prova de algum crime – embora, em alguns casos, como de Valdemar Costa Neto, as evidências sejam fortes. Como essas autoridades têm o privilégio de ser investigadas e, eventualmente, julgadas nos tribunais de Brasília, os delegados da PF enviaram o relatório, na quarta-feira da semana passada, ao presidente do STF, Joaquim Barbosa, e ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Caberá aos dois avaliar se há elementos suficientes para iniciar uma investigação.

Há integrantes das cúpulas dos Três Poderes no relatório. Isso demonstra o trânsito privilegiado da quadrilha em Brasília. Há ministros do governo Dilma, como Luís Inácio Adams, da Advocacia-Geral da União, coração do esquema na capital (leia o quadro abaixo). Há ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do STF, como Dias Toffoli, antecessor de Adams na AGU. Há seis deputados federais, entre eles Valdemar Costa Neto, além do presidente do Senado, José Sarney. Há, finalmente, prefeitos, como Gilberto Kassab, de São Paulo – ele pede a Gilberto Miranda, segundo a PF, ajuda para uma indicação ao STJ. O relatório traz, em suma, um catálogo do poder. Quanto mais se aproxima do poder, mais revela a trama para salvar os mensaleiros.

Os telefonemas e e-mails captados pela PF demonstram que a quadrilha se preocupava com os rumos do julgamento antes mesmo que ele começasse. No dia 10 de junho de 2012, às 17 horas, os irmãos Paulo e Rubens Vieira, ambos indiciados pela Polícia Federal e denunciados pelo Ministério Público, conversaram por 12 minutos sobre o mensalão. Quatro dias antes, o Supremo definira o cronograma do julgamento. Os dois tentavam antever a posição de alguns ministros no julgamento previsto para iniciar-se em agosto. Falaram sobre as expectativas de que fossem definidas penas mínimas. Paulo diz que seria interessante a transmissão das sessões. “Sabe por quê? Os ministros vão explodir de vaidade, moço. Se um ministro explodir de vaidade, vai brigar um com outro”, diz ele. Rubens concordou: “Vai, vai”. Paulo afirmou: “O ideal é isso aí, porque todo mundo já sabe que o julgamento é político e que eles não vão sair de lá ilesos. Então, o negócio agora é tumultuar o processo”.

Duas horas depois, Paulo ligou para Rose. Ela contou que almoçara com Dirceu no feriado de Corpus Christi (7 de junho). Segundo ela, Dirceu fizera uma previsão de ser condenado a quatro anos de prisão. “Ele (Dirceu) está mais aliviado que marcou. Agora, tem uma conversa que foi à revelia, sem o cara saber, que o Toffoli não sabia, tava inclusive voando para São Paulo e a Ivanise (Evanise Santos, a mulher de Dirceu) viu ele no avião, no horário da reunião”, diz Rose. Trata-se da reunião administrativa entre os ministros do STF, em que se definiu que o julgamento aconteceria no segundo semestre. Apesar da narrativa de Rose, Toffoli fora avisado da reunião pelo então presidente da corte, ministro Carlos Ayres Britto. Não compareceu.

As primeiras semanas do julgamento, entre agosto e setembro, mostraram quão equivocada era a relativa confiança da quadrilha de que Dirceu e Valdemar se safariam. Naquele momento, as condenações sucediam-se diariamente. Estava evidente que os principais réus, aqueles de quem Paulo e seus comparsas dependiam politicamente, seriam condenados. Paulo resolveu, então, “cuidar da parte política”. O primeiro alvo, segundo as gravações, foi o ministro Dias Toffoli. Na noite de 27 de setembro, a PF interceptou um e-mail entre carla.margarida@bol.com.br e guatapara.sp@bol.com.br. Os dois endereços eletrônicos eram usados por Paulo para se comunicar com diferentes advogados próximos à quadrilha. A PF não conseguiu identificar a quem Paulo se dirigiu ao escrever o e-mail. Na mensagem – Assunto: “Urgente”–, discutiu-se o julgamento do mensalão e o caso de Valdemar. De acordo com o texto, Valdemar, já condenado pelo crimes de lavagem e corrupção passiva, precisaria de quatro votos favoráveis na acusação de formação de quadrilha. Isso abriria espaço para recurso. “Gostaria de conseguir o voto do ministro Toffoli, pois assim conseguimos completar, pois o Marco Aurélio irá votar a favor dele”, diz o texto. Toffoli seria o primeiro a votar na sessão seguinte. O e-mail se encerra com um apelo: “É uma questão de vida ou morte, minha irmã (…) Fale que ele já ajudou muito um familiar seu, que você ama muito”. Não se sabe se o e-mail foi endereçado a uma advogada ou a Rose.

O voto de Toffoli, naquele momento, não era óbvio. Lewandowski, com quem Toffoli sempre votava, condenara Valdemar nesse crime. Toffoli votou por sua absolvição do crime de formação de quadrilha. Fez o mesmo em relação aos demais réus do núcleo político. Valdemar, ao fim, pegou sete anos e dez meses de pena – condenação que o livra, por pouco, da cadeia. Não há evidência no relatório de que o “trabalho político” de Paulo tenha tido qualquer influência na decisão de Toffoli. Caberá a Gurgel decidir se é o caso de investigar o assunto. Procurado por Época, Toffoli afirmou que não tem conhecimento dos diálogos da Operação Porto Seguro e que não tem “relacionamento” com Paulo Vieira. Ele afirmou que “conhece Rosemary Nóvoa de Noronha e Evanise Santos, sendo que ambas trabalharam na Presidência da República”, onde Toffoli também trabalhou no primeiro mandato de Lula. Quanto às menções ao julgamento do mensalão, Toffoli afirmou que recebeu os advogados de defesa dos réus para entrega de memoriais, incluindo o advogado Marcelo Bessa, defensor de Valdemar. “Tal fato é da rotina do julgamento de qualquer processo”, disse. No início de novembro, quando os ministros terminavam de definir as penas dos réus já condenados, a quadrilha entrou em pânico. E bolou novas formas de livrar os mensaleiros. Paulo e Valdemar, que trocaram ao menos 38 telefonemas e se encontraram múltiplas vezes no curso do julgamento, eram os mais preocupados. É nesse momento que foi acionado o empresário Gilberto Miranda. Segundo a PF, ele patrocinava as propinas do grupo e usava a influência que detinha junto aos senadores do PMDB para fazer negócios no governo – e tentar ajudar os mensaleiros.

No dia 1º de novembro, Miranda entrou em ação. Receberia Sarney para um jantar em sua casa, de modo, segundo Miranda, a conversar sobre a defesa dos mensaleiros – e, segundo Paulo, a “segurar” o julgamento. No final da tarde, Sarney ligou para Miranda e confirmou presença no jantar. Naqueles dias, Miranda trabalhava para que o jurista Saulo Ramos apresentasse recursos no processo do mensalão. A atuação de Ramos, segundo Miranda, poderia “segurar em três anos” a execução da pena de Valdemar.

Por meio de sua assessoria, o senador José Sarney afirmou que não conversou com Valdemar Costa Neto nem atuou para que o amigo Saulo Ramos entrasse em sua defesa. “O jantar foi rotineiro encontro social entre amigos. Saulo e Gilberto são amigos de muitos anos do presidente Sarney. Vez por outra jantam juntos. O presidente Sarney não faz gestões para que Saulo Ramos atue em defesa de ninguém.” Valdemar diz que conversou com Sarney sobre a contratação de Ramos – mas que, até agora, nada prosperou. Ramos não confirma ter ido a um jantar com Sarney e Miranda, embora admita ser “íntimo” de ambos.

Nos momentos finais do julgamento, a quadrilha tornou-se agressiva nos comentários – e nas ofensivas aos ministros. Num diálogo de 4 de novembro, Miranda afirma, sobre os ministros Ricardo Lewandowski e Joaquim Barbosa: “Lewandowski é muito fraco, é uma porcaria, ficou atabalhoado, e aquele ‘crioulo’ (sic) ficou citando página tal, página tal, que não tem nada a ver”.

No dia 22 de novembro, pouco antes de a Operação Porto Seguro ser deflagrada, os diálogos revelam a tentativa da quadrilha de influenciar o voto de Lewandowski sobre Valdemar. Paulo Vieira chama essa tentativa de “missão São Bernardo”, referência à região de origem de Lewandowski e às boas relações entre as famílias dele e de Luiz Marinho, atual prefeito da cidade paulista. Nos telefonemas, Paulo orienta Valdemar a pedir ajuda a Marinho e diz como ele deveria conversar com Marinho: “É que o senhor precisa de uma força. Ele (Marinho)…com uma palavra resolve isso aí. As famílias são próximas, entendeu?”. Quatro dias depois, Lewandowski daria seu voto em relação à aplicação da pena a Valdemar, já condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Quase três horas depois dessa conversa, Valdemar liga para Paulo Vieira, a fim de contar como foi a reunião com Luiz Marinho. Diz que ele (Marinho) já havia entrado em contato com o cara (Lewandowski). “Já mandou levar…porque não dá tempo, né, Paulo? É segunda-feira”, afirma Valdemar. “Já mandou levar o memorial lá, já falou com o cara, que trabalha..que o cara nomeou um lá. Ele mandou por torpedo. Aí o cara eu já mandei, falei que vai o Fabeti. Eu liguei pra Fabeti pra levar o material na mão dele (…) Você tinha razão.”

A PF grafou equivocadamente o nome do advogado Rafael Favetti, que integra a equipe jurídica de defesa de Valdemar no processo do mensalão. Procurado por Época, Favetti afirma ter sido orientado por Valdemar a procurar o ministro Lewandowski no dia seguinte. “Entreguei o memorial a um assessor do ministro Lewandowski. Mas entreguei o memorial a outros ministros também”, disse Favetti. Lewandowski nega ter sido procurado por Marinho, embora o conheça. “Fui rigoroso no julgamento com o deputado Valdemar. Se havia alguma articulação, o tiro saiu pela culatra”, afirmou. Lewandowski condenou Valdemar a sete anos e dez meses pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Foi seguido pela maioria dos ministros. Apesar da clareza dos diálogos, Valdemar e Marinho negam ter conversado sobre o mensalão no encontro.

A ousadia dos mensaleiros também veio a público na terça-feira da semana passada, quando o jornal O Estado de S. Paulo publicou detalhes do depoimento que o operador do esquema, Marcos Valério, deu à Procuradoria-Geral da República (PGR) no dia 24 de setembro. Nele, Valério incrimina o ex-presidente Lula. Diz, entre outras coisas, que Lula deu um “ok” para a liberação do dinheiro do mensalão – e que pagou suas despesas pessoais. Lula e os demais envolvidos negaram com veemência as acusações de Valério.

Nos últimos dois meses, Época investigou, com seis pessoas próximas ao caso e a Valério, os bastidores desse movimento desesperado. Valério decidiu entregar à PGR o que dizia saber sobre Lula não para tentar diminuir sua pena no mensalão, mas nos demais processos que ainda enfrenta por causa do esquema. E também, ao menos na avaliação de Gurgel, para tumultuar o andamento do julgamento do mensalão. Há três semanas, Valério prestou novo depoimento ao MP, contando mais detalhes e apresentando mais provas do que disse. Gurgel, porém, ainda acha inconsistentes tanto a versão narrada por Valério quanto as (poucas) provas apresentadas até agora por ele. A cautela de Gurgel, aparentemente, tem razão de ser. A dois amigos, Valério disse que não entregou tudo o que tem ao MP. “Eu morro se fizer isso”, disse a eles. Valério também disse a Gurgel que morreria se contasse tudo. “Acho que ele quer apenas tumultuar o julgamento”, disse Gurgel a colegas. Não é o único.

PALESTRAS – O advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, e seu ex-adjunto, José Weber Holanda. Adams não vê conflito de interesses em dar conferências em escritórios de advocacia

Compartilhe Compartilhe

15 dezembro 2012 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

Compartilhe Compartilhe
OLHAR SOBRE NEWTOWN

Homem, armado com rifles e revólveres, invade uma escola. Escola infantil. E mata trinta pessoas, dezoito das quais eram crianças de até dez anos. Cidade de Newtown, estado de Connecticut, leste dos Estados Unidos.

Newtown é uma pequena cidade de 27 mil habitantes. Tranquila e limpa como são esses núcleos urbanos lá. Parques e áreas verdes matizam a paisagem de colorido repentinamente quebrado por crueldade impensável. Evento que se repete quase anualmente na cena americana.

Na França e na Dinamarca fatos como este ocorreram há poucos anos. Mas, naqueles países havia componente claramente político e étnico. Nos Estados Unidos, não. E a explicação não pode cingir-se a razão de ordem individual, psiquiátrica. Há um traço coletivo, uma origem cultural nesta sequência de violências.

Três aspectos, na América, são evidentes: permissão legal para se comprar e portar arma com facilidade; cultura de cowboy virilizado que alimenta grande parte do ideal masculino no país; e costume de parte de famílias americanas praticarem o esporte de tiro ao alvo.

A organização urbana de Newtown oculta mal estar contemporâneo. A tranquilidade das ruas de Newtown esconde frustração transformada em fuzilaria. Isto só é possível porque as pessoas usam arma sem coerção. Deus tenha piedade das famílias vítimas da fúria insana. E que as autoridades do país evitem a próxima tragédia.

Compartilhe Compartilhe

15 dezembro 2012 FULEIRAGEM

PADRE SPONHOLZ – JBF

Compartilhe Compartilhe

© 2007 Besta Fubana | Uma gazeta da bixiga lixa