CARDEAL JORGE FILÓ – RECIFE-PE

Olhai SS Papa Berto.

Ta começando a cair umas águas pras bandas do sertão.

Vale lembrar essa estrofe do gênio João Paraibano.

Abraços…

 

Compartilhe Compartilhe

30 maio 2012 FULEIRAGEM

AROEIRA – JORNAL O SUL

Compartilhe Compartilhe

30 maio 2012 FULEIRAGEM

PAIXÃO – A GAZETA DO POVO

Compartilhe Compartilhe

30 maio 2012 A PALAVRA DO EDITOR

NÃO CUSTA NADA SONHAR…

 

Hoje eu comecei a quarta-feira sonhando.

Sonhando, conjecturando e fazendo divagações. E isto por conta de duas coisas que vi no noticiário.

A primeira foi uma entrevista do homem-bomba do momento, aquele que está nas manchetes e em todos os noticiários destepaiz, o bicudo e bochechudo Ministro Gilmar Mendes.

Gilmar falou, em português claro e sem rodeios, que “bandidos, moleques e gangsters” produziam boatos pra o ex-presidente Lula espalhar. E quem espalha boatos de gangsters, moleques e bandidos é o quê???!!! Eu, particularmente, acho que é ingênuo, inocente e puro. Num sei se vocês pensam o mesmo…

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.

Em Uganda, no Paraguai, ou até mesmo no Haiti, isto seria motivo de cadeia. Cadeia ou pra um, ou pro outro ou pros dois. Ou, então, de processo de impeachment pra Gilmar. Mas, enfim, nós estamos na Banânia em tempos de Socialismo Muderno. Um recanto do planeta onde duas figuras públicas de altíssimo nível na hierarquia republicana, um ex-presidente da República e um Ministro do Supremo Tribunal Federal, protagonizam uma arenga de matar de vergonha as lavadeiras da beira do Rio Una, lá de Palmares, acostumadas a chamar, umas às outras, de “quenga“, de “arrrombada do cu” ou de “chupona desinfeliz escrôta das costas ôcas“.

Mesmo ciente da impossibilidade de materialização dos meus devaneios, eu sonhei com uma prisão, ou duas prisões, com direito a camburão e algemas. E este foi meu primeiro sonho. Um sonho que eu desconfio ou, melhor dizendo, tenho certeza que não será concretizado.

Enquanto sonhava, me veio à lembrança o MAIS ESTRIDENTE SILÊNCIO DA HISTÓRIA DA REPÚBLICA BRASILEIRA. Um silêncio que foi magnificamente retratado num texto publicado ontem no JBF, na coluna Deu no Jornal, e do qual reproduo um trecho:

O sujeito que mais falou na História do Brasil de repente fecha a boca. O silêncio de Lula está impressionantemente, absurdamente ensurdecedor. O cara é um falastrão. Um tagarela compulsivo, talvez doentio. Fala pelos cotovelos, fala mais que a boca. Começou a falar no palanque da Vila Euclides, nas assembléias dos metalúrgicos de São Bernardo, e não parou mais. Perdeu três eleições seguidas e, entre uma outra, andava pelo país falando feito pregador no púlpito, feito camelô da Praça XV quando chega a barca. Eleito, o que mais fez foi falar. Passou oito anos na Presidência fazendo no mínimo um discurso por dia. Às vezes três. Mal foi liberado pelos médicos após o tratamento do câncer, voltou a falar. Aí, a partir do meio-dia de sábado para cá, silenciou.

O segundo sonho me veio à cabeça depois que li um texto de Carlos Chagas, falando sobre desespero e terror.

Sonhei que o chefe de “sofisticada quadrilha“, na hora do terror e do cagaço, abriria o bico. Na verdade, “chefe de sofisticada quadrilha” é a expressão que consta no processo que está no STF pra se referir a Zé Dirceu. Sabemos todos nós – eu, vocês, a torcida do Flamengo e o resto do mundo alfabetizado -, que o Chefe é outro…

Num vou dizer mais nada. Limito-me a transcrever o texto de Chagas:

DIRCEU ENTREGARIA O LULA?

É óbvio que o ex-presidente Lula defende o seu governo,  quando nega a existência do mensalão e pretende ver adiado o  julgamento dos 38 réus  pelo Supremo Tribunal Federal. No primeiro caso, procurando estabelecer a versão de que tudo se tratou de acertar o caixa dois de eleições passadas, jamais da distribuição de dinheiro mensal para deputados.  No outro, por temer que condenações de companheiros petistas possam prejudicar seu partido nas eleições municipais de outubro. O Lula também sai em defesa de seus amigos e correligionários transformados em réus, a começar por José Dirceu.

Mas é preciso descer mais, na prospecção do lamentável episódio do encontro do ex-presidente com  Gilmar Mendes. Qual a razão profunda de o Lula ter arriscado sua imagem ao sustentar a protelação do julgamento dos  mensaleiros? Mais ainda,  conforme versão do ministro do Supremo,  o ex-presidente  sugeriu a possibilidade de blindá-lo na CPI do Cachoeira, caso levantada sua ida a Berlim para confraternizar com o senador Demóstenes Torres, com passagem e estadia pagas pelo bicheiro.

A resposta pode estar nos diversos relatos do fatídico encontro no escritório do ex-ministro Nelson Jobim. No  meio da conversa, o Lula teria dito que José Dirceu está “desesperado” com a possibilidade de ser condenado  e até de parar na  cadeia.   Em pleno desespero, quem garante que o ex-chefe da Casa Civil  não venha a aprofundar a afirmação feita às vésperas de sua cassação, sobre nada do que fez ter sido feito sem o conhecimento do então presidente?

Aqui mora o perigo, se o Lula estava  ciente do que se passava no palácio do Planalto e se o mensalão era mesmo mensalão, nunca  uma simples coleta de dinheiro para saldar dívidas com o caixa dois. Se  no auge da emoção, às vésperas de ser condenado, Dirceu abrir o jogo e envolver o Lula, os 38 réus passarão a ser 39.

Quem conhece o atual consultor de empresas e ainda figura exponencial no PT sabe que ele jamais acusaria  ou trairia o Lula, mas se for para livrar o pescoço, se estiver desesperado, quem garante? Pode estar nessa hipótese o gesto arriscado do ex-presidente de procurar um, mas anunciar que procuraria outros ministros da mais alta corte nacional de justiça para influenciá-los e obter deles o adiamento das suas decisões.

Compartilhe Compartilhe

30 maio 2012 FULEIRAGEM

AMÂNCIO – JORNAL DE HOJE

Compartilhe Compartilhe

http://www.blogdegeraldopereira.blogspot.com.br/
LESTE EUROPEU

Fiz a viagem de meus sonhos: fui ao Leste Europeu. Fui ver, com os meus próprios olhos, as cidades que tendo sido incluídas no Bloco soviético durante muito tempo, com a queda do muro de Berlim readquiriram a autonomia administrativa e a vida da comunidade, como dantes. Voltei perplexo com a recuperação dos espaços, sobretudo os espaços públicos. Depois fiz um cruzeiro marítimo pelo Mar do Norte, entrando no Báltico e ali pude, da mesma forma, apreciar a vida, num vaivém constante, de outras cidades e outros países. Mas, houve uma ocasião em que pude escrever e transcrevo abaixo as minhas palavras com emoção; emoção quase poética.

“Nesta viagem, ocupando boa parte do mês de maio, num momento qualquer de uma manhã de pouco sol, sento-me no nono deck do navio. Do navio que completa, com as visitas que fiz a várias cidades do Norte da Europa, a reciclagem cultural a que me propus, por este Velho Mundo de todas as antiguidades. Antiguidades, algumas, que remontam à Idade Média, ao tempo do inteiramente medieval, antes que o Renascimento aflorasse e trouxesse o acender das luzes. É o que tenho visto, cantos e recantos que evocam os ancestrais de toda gente; ancestrais posteriores à migração da África. Negros desbotados e por isso mesmo esbranquiçados. Impressionou-me muito aquela taverna incrustada num velho edifício; medieval taverna dos homens de agora.”

Há o que dizer mais do geral, do que me impressionou vivamente. O regime desapareceu, a liberdade voltou a existir, mas a vida e seu dia a dia complicou-se. A gente daquelas paragens comunistas ganhava mal, porém tinha assegurada a saúde, a educação e a moradia. Moradia, observe-se de logo, que São Petersburgo continua a contar com apartamentos apinhados, nos quais há pelo menos cinco familias, cada uma num aposento, com cinco fogões e cinco geladeiras. Imagine as querelas de um cotidiano assim conturbado. A grande verdade é que inquiridos os “guias” sobre a possibilidade de volta do regime comunista, nenhum optou por esse retorno. Ao que parece o socialismo marxista, uma utopia nascida do confronto com o capitalismo, mesmo que selvagem, está falido.

O transporte público é uma beleza, evitando muito dos engarrafamentos e são pouquíssimos os que se utilizam de automóveis. Um veículo comum em todo o Leste, bem como no Norte, é o bonde, quase aquele que tivemos aqui em tempos aúreos. São importantes meios para o deslocamento do povo. Vi muita gente de bicicleta, acima e abaio, numa velocidade que às vezes assusta. Mas, interessante, foi ter visto na Dinamarca, que é uma Monarquia e nada teve com a chamada Cortina de Ferro, que no Parlamento estavam estacionadas as bicicletas dos parlamentares. Fiquei perplexo com isso. Explicou a nossa “guia” que é comum encontrar o Rei ou a Rainha dirigindo o automóvel ou circulando de bicicleta. Ai, fiquei me perguntando, por que estranhavam o nosso Imperador Pedro I conduzir a sua carrugem?

Compartilhe Compartilhe

30 maio 2012 FULEIRAGEM

MIGUEL – JORNAL DO COMMÉRCIO

Compartilhe Compartilhe
POR CULPA DE ESPALHA-MERDA BOQUIRROTO, A SITUAÇÃO ESTÁ PRA VACA DESCONHECER BEZERRO

Comentário sobre a postagem MENTIROSO NÃO É QUEM MENTE: É QUEM PUBLICA A MENTIRA QUE O MENTIROSO FALOU

Natan:

“Eu até que estava lendo a entrevista com interesse, mas quando cheguei no ponto que o meretíssimo disse esse detestável chavão: “…e não fazem o dever de casa“…, eu num güentei e, com todo o respeito ao meu estimado Berto e senhores comentaristas, fechei o Blog e fui tentar ver um filminho das antigas no Telecine Cult.

Se por lá nada de bom tiver, voltarei a reler Kafka (O Covil) ou Bukowski (Pedaços de um Caderno Manchado de Vinho).

Hoje em dia tem opções de entretenimento até demais.”

 

Já deu merda: até a Confraria dos Cegos perdeu o rumo…

Compartilhe Compartilhe

30 maio 2012 FULEIRAGEM

IVAN – CHARGE ONLINE

Compartilhe Compartilhe

30 maio 2012 FULEIRAGEM

AMORIM – CORREIO DO POVO

Compartilhe Compartilhe
NO CORAÇÃO DO RECIFE

 

Para o recifense de quatrocentão, ou mesmo para o recifencisado que fez desta cidade a sua pátria, foi motivo de imensa alegria a notícia do tombamento do Bairro do Recife, hoje parte integrante do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.
 
O processo teve como relator um pernambucano, Joaquim de Arruda Falcão, que conseguiu a aprovação do tombamento de dois terços da área do Bairro do Recife, pela unanimidade conselheiros do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, presentes à reunião de Petrópolis no último final de semana.
 
O Bairro do Recife, protegido pela muralha de arrecifes que lhe deu o nome,  é o coração da própria cidade. Os que nela residem referem-se ao central fazendo uso de  expressões como estas: ….. lá dentro do Recife; … é lá no Recife, do outro lado da ponte!  Tudo se resumindo aos versos de Carlos Pena Filho: Ali é que é o Recife / mais propriamente chamado ….

Numa visita ao Bairro do Recife, nos dias atuais, vamos  encontrar aquela cidade de nos fala o poeta Ascenso Ferreira, ao viver a sensação infantil de “…. perdido nas ruas desertas / Do Velho Recife / Que atrás do arruado / moderno ficou .. ./ Criança de novo / Eu sinto que sou”…

Iniciaremos o nosso passeio a partir do Marco Zero, instalado em 31 de janeiro de 1938 na antiga Praça Rio Branco. Voltada para o mar, a estátua do barão, parece contemplar a cadência das ondas que se quebram sobre a muralha dos arrecifes. Trata-se de um monumento  em bronze, com 280 cm. de altura, obra do escultor francês Félix Charpentier, colocado sob um pedestal em pedra  de 420 cm. de altura, este esculpido por Corbiniano Vilaça, que domina à praça desde a sua inauguração: 19 de agosto de 1917.

Na Praça Rio Branco, uma espécie de portão de entrada do Recife, se localiza a  Associação Comercial de Pernambuco, em prédio inaugurado em 1915, ladeado pelas avenidas Rio Branco e Barbosa Lima. Fundada em 20 de agosto de 1839, a entidade tem em sua sede dezenas de obras de arte e um magnífico mobiliário, com todos os seus pavimentos acessados através de uma singular escadaria em ferro, importada da Bélgica, sendo sua decoração dominada  por uma composição de bonitos vitrais retratando riquezas e paisagens brasileiras.

Saindo da Associação Comercial, pela calçada  da avenida Rio Branco, chegaremos à Rua do Bom Jesus, que no século XVII era chamada de Rua dos Judeus. Nela, entre 1636 e 1654, funcionou a primeira sinagoga das Américas, a Zur Israel  (Pedra de Israel), que se localizava nos prédios de números 197 e 203, onde pregou por muitos anos o erudito rabino Izaque Aboab da Fonseca, autor do primeiro texto literário em hebraico do Novo Mundo e fundador da monumental Sinagoga Portuguesa de Amsterdam (1675).

O conjunto ainda conserva as mesmas confrontações e traçados das primitivas construções de 1635, quando os membros mais proeminentes da comunidade judaica do Recife, a primeira das Américas, resolveram aqui localizar as suas  lojas e residências. Hoje, com o seu casario pintado com cores vibrantes, ressaltando os detalhes das fachadas  em estilo eclético, a Rua do Bom Jesus, juntamente com as avenidas que ficam em seu entorno,  tornou-se um dos pontos de encontro da cidade.

No início da Rua do Bom Jesus erguia-se uma das portas da cidade (demolida em 1850, por exigência do trânsito), onde, em 26 de janeiro de 1654, os holandeses fizeram entrega das chaves do Recife e de Maurícia a João Fernandes Vieira, pondo fim a 24 anos de domínio no Norte do Brasil.

Na Praça do Arsenal de Marinha encontramos a Torre de Malakoff (1855), onde no século XIX funcionou um observatório astronômico nas instalações do então Arsenal de Marinha, e caminhando em direção ao norte iremos em busca da igrejinha de Nossa Senhora do Pilar (1680), com o seu entorno destruído pela Fábrica Pilar e obras do porto, e da Fortaleza do Brum (1631), com o seu museu militar. Mais ao norte, à beira do Rio Beberibe, uma coluna em alvenaria, encimada por uma cruz de pedra,  conserva o mais antigo monumento do Recife: a Cruz do Patrão que se destinava, desde o século XVI,  à orientação dos barcos que ingressavam no ancoradouro natural.

Retornando através da Rua do Brum, buscaremos à Rua do Apolo onde se encontra, completamente restaurada, a mais antiga casa de espetáculos do Recife, o  Teatro Apollo. Sua construção aconteceu entre 1842 e 1846, sendo inaugurado em 19 de dezembro daquele ano e  funcionado até o início de 1864, quando veio a ser fechado e transformado em prensa de algodão, armazém de açúcar e depósito de produtos químicos. Assim ficou até 1981, quando a administração da  Fundação de Cultura Cidade do Recife o fez voltar a sua primitiva função, transformando-o num importante centro cultural da cidade.

Continuando o nosso passeio, iremos conhecer a igreja da Madre de Deus, na rua do mesmo nome, cuja construção obedece ao traçado do mestre-pedreiro Antônio Fernandes de Matos que, em 1679, contratou suas obras com os padres da Congregação do Oratório de São Felipe Neri. A construção do templo, no entanto, só veio a ser concluída em 1720, apresentando  em sua bela fachada esculturas em pedras dos arrecifes e uma estátua de São Felipe de Neri em tamanho natural.

Através das pontes Maurício de Nassau, erguida no local onde aquele governante do Brasil Holandês fez construir a primeira ponte em grandes dimensões do Brasil (1644); 12 de Setembro (construída no local da primitiva ponte Giratória);   Buarque de Macedo e, já no extremo norte da ilha, a do Limoeiro (por onde passavam os trilhos da estrada de ferro do Limoeiro), viveremos a imagem eternizada pelos versos de Antônio Gonçalves Dias: Salve, terra formosa, oh! Pernambuco, / Veneza Americana transportada, / Boiante sobre as águas! / Amigo gênio te formou na Europa, / Gênio melhor te despertou sorrindo / À sombra dos coqueirais …

Compartilhe Compartilhe

30 maio 2012 FULEIRAGEM

XALBERTO – CHARGE ONLINE

Compartilhe Compartilhe

30 maio 2012 DEU NO JORNAL

INDENIZAÇÃO CHIFREIRA

Por ter traído o marido e depois ter feito comentários depreciativos sobre o seu desempenho sexual, uma servente residente no Vale do Mucuri, em Minas Gerais, foi condenada a indenizar o ex-companheiro em R$ 8 mil.

A condenação inicial era de R$ 5 mil mas como ela fez comentários no ambiente de trabalho, o juiz decidiu aumentar o valor.

* * *

Isto não é chifrada. É um investimento rendoso.

Por 8 mil reais, vale a pena levar gaia todo mês…

 

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.

Compartilhe Compartilhe

30 maio 2012 FULEIRAGEM

ALECRIM – CHARGE ONLINE

Compartilhe Compartilhe
TRANSPARÊNCIA AGORA É LEI

Finalmente, seis meses depois de promulgada, entrou em vigor no dia 16 deste, a Lei Nº 12.527/2011, que dispõe sobre a transparência em todos os atos que envolvem a administração pública.  É a Lei de Acesso à Informação (LAI) que assegura a todo cidadão, o direito de pedir, se assim o desejar, informações sobre o uso do dinheiro público em obras, viagens, cursos, projetos culturais, congressos, etc., etc.
 
Resumindo: onde houver verba pública tem que haver transparência.
 
“Daqui pra frente, tudo vai ser diferente”, conforme diz aquela velha canção de Roberto Carlos. Quem administra qualquer órgão público está obrigado a prestar contas de seus atos, caso contrário vai ter que se explicar nos tribunais.
 
Considerando que toda lei nova traz sempre muita expectativa, tem muita gente achando e torcendo para que esta seja mais uma daquelas leis que chegam para não vingar. Em outras palavras: não sairá do papel.
 
A propósito, temos em mãos um livreto editado na administração do Dr. Ésio Araújo, prefeito que governou o nosso município entre 15 de novembro de 1947 e 15 de novembro de 1951, data em que foi inaugurada festivamente a Rádio Difusora de Pesqueira, atual Rádio Jornal.

A sua gestão foi marcada por inúmeras realizações e ele ainda hoje é citado como um administrador exemplar, pois mesmo numa época em que a transparência ainda não era lei, ele prestava contas à população das obras realizadas e dos gastos efetuados com as mesmas. A título de curiosidade, vejamos alguns tópicos:

 ANO DE 1947: Abertura de crédito especial de TRINTA MIL, CENTO E OITENTA CRUZEIROS, para pagar a gratificação de Natal aos funcionários ativos e inativos. OBS. Essa gratificação ainda não era obrigatória.

ANO DE 1949: Aquisição de um caminhão Chevrolet pelo valor de CINQUENTA MIL CRUZEIROS para melhorar a coleta do lixo.

ANO DE 1951: Numa prestação de contas parcial, aparece uma foto com nota explicativa sobre a construção do Açougue Público Municipal, obra orçada em SEISCENTOS MIL CRUZEIROS, com conclusão prevista para novembro do mesmo ano.

CÓDIGO DE POSTURAS DO MUNICÍPIO – Em página especial, há um registro relacionado com o envio à Câmara de Vereadores, de anteprojeto sobre o referido código, que depois de aprovado, foi convertido pelo Executivo na Lei nº 141.

Convém ressaltar que o nosso município possuía uma área territorial bem maior que hoje, uma vez que, além dos atuais distritos, existiam também Alagoinha e Sanharó (desmembrados em 1948) e Poção, que se emancipou em 1953.

Vimos ainda no citado relatório que no seu governo, além das obras municipais, ele colaborou para que o Estado construísse escolas, doou os terrenos onde foram edificados o SESI e a Rádio Difusora, ajudou aos blocos carnavalescos e à banda de música local, indenizou os proprietários de fruteiras situadas no local ocupado pelo açude de pedra d’água, adquiriu ações da CHESF, restaurou o Senado de Cimbres, organizou um álbum com breve histórico dos prefeitos do município a partir de 1893 e mais uma série de feitos de grande relevância.

O Dr. Ésio Araújo, pelo que fez e como fez, é um modelo a ser seguido.

Compartilhe Compartilhe

30 maio 2012 DEU NO JORNAL

LANÇAMENTO NA PASSA DISCO – UM TEXTO DO CRÍTICO MUSICAL JOSÉ TELES

Compartilhe Compartilhe

30 maio 2012 FULEIRAGEM

EDER – CHARGE ONLINE

Compartilhe Compartilhe

29 maio 2012 A HORA DA POESIA

TEMPESTUOSA! – Anderson de Araújo Horta

Como a porta que bate nos batentes,
Gritando, brava, ao vendaval que passa,
Eis que te vejo — nos marmóreos dentes
A evocação contínua da desgraça!

Mas, quando há gargalhadas estridentes,
Em vez de tempestades e borrascas,
Eis que retornam mansas, indolentes,
Nos gonzos duros — as bandeiras lassas…

Todas as forças da matéria — vivas —
(Os efeitos e as causas poderosas)
São proporcionalmente relativas.

Somente tuas frases clangorosas,
Funestas, vis, medonhas, extensivas…
São como pedras num sendal de rosas!

Compartilhe Compartilhe

29 maio 2012 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

Compartilhe Compartilhe

29 maio 2012 A PALAVRA DO EDITOR

POBRE ANIMAL…

Coitado de Polodoro…

Nosso querido e simpático jegue fubânico tem tido muito serviço nos últimos dias, homenageando figuras e mais figuras da atualidade político-administratriva de Banânia.

Hoje, por exemplo, ele vai rinchar em homenagem ao presidente petralha Rui Falcão, por conta desta pérola que botou no ar agora há pouco. Pérola encomendada, evidentemente e sem qualquer sombra de dúvidas, pelos “apavorados” e pelo Lapa de Espalhador de Merda. É só prestar atenção na sutileza com que ele se refere aos ministros que irão julgar o Mensalão.

Escutem com gravidade e atenção o fantástico pronunciamento que ele faz. É tão arretado que, pela primeira vez, Polodoro vai rinchar antes.

“Como eu já sei que existe gente que acredita no que esse sujeito vai falar, rincho antecipadamente em homenagem à militância que ele convoca no vídeo”

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.

Compartilhe Compartilhe

29 maio 2012 FULEIRAGEM

PAIXÃO – GAZETA DO POVO

Compartilhe Compartilhe

29 maio 2012 FULEIRAGEM

NÉO CORREIA – CHARGE ONLINE

Compartilhe Compartilhe

29 maio 2012 DEU NO JORNAL

BACURINHAS NO MANCHE

Um passageiro teve que se retirar de um voo da Trip Linhas Aéras, antes de a aeronave partir do Aeroporto de Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, por causa de comentários preconceituosos. A assessoria de imprensa da companhia confirmou que o homem se alterou após saber que o avião, que seguia para Goiânia, seria pilotado por uma mulher.

Após o tumulto, a comandante do voo 5348 convidou o passageiro a se retirar da aeronave. A Polícia Federal escoltou o homem até as dependências do aeroporto, e o restante dos passageiros seguiu viagem.

* * *

Ô cabra leso pra cacete! Merecia uma pisa de cipó-de-boi pra deixar de ser abestado.

Homem que se retira de recinto onde mulher dá as ordens, é um sério candidato ao reino de Satanás. Até em delegacia é vantagem ter tabaca no comando: é melhor ser preso por uma delegada do que por um agente mal encarado.

Pois eu, que sou medroso que só a porra pra avuar nos ares, confesso que me sentiria muito mais tranquilo e seguro se soubesse que tem uma priquita comandando a aeronave.

Se eu pudesse, só entraria em avião pilotado por bacurinha.

Toda vez que eu estou ali preso pelo cinto de segurança, momentos antes da decolagem, prestando toda atenção na linda comissária que explica os procedimentos em casos de emergência, sempre me vem à cabeça que aquelas máscaras que caem automaticamente têm o formato de tabacas. Verdadeiras rachas, nas quais cabem direitinhos as minhas ventas.

E isto me põe em antecipado consolo no caso de ter que passar por algum desmantelo lá nos ares.

Eu cheiraria aquela porra com muito gosto e disposição!

Depois dos altares, o lugar mais certo e mais alto que o bicho fêmeo deve estar é mesmo na cabine de comando de um avião.

Eita mineiro abestado que só a porra!!!

Ele não deve saber que, depois da Mulher, o avião é a maior criação do Homem.

Compartilhe Compartilhe

29 maio 2012 FULEIRAGEM

CHICO CARUSO – CHARGE ONLINE

Compartilhe Compartilhe

29 maio 2012 FULEIRAGEM

CLAYTON – O POVO

Compartilhe Compartilhe

29 maio 2012 DEU NO JORNAL

UMA MÚSICA E TRÊS TEXTOS

* * *

O ENSURDECEDOR SILÊNCIO – Sérgio Vaz

O sujeito que mais falou na História do Brasil de repente fecha a boca

O silêncio de Lula está impressionantemente, absurdamente ensurdecedor. O cara é um falastrão. Um tagarela compulsivo, talvez doentio. Fala pelos cotovelos, fala mais que a boca.

Começou a falar no palanque da Vila Euclides, nas assembléias dos metalúrgicos de São Bernardo, e não parou mais. Perdeu três eleições seguidas e, entre uma outra, andava pelo país falando feito pregador no púlpito, feito camelô da Praça XV quando chega a barca.

Eleito, o que mais fez foi falar. Passou oito anos na Presidência fazendo no mínimo um discurso por dia. Às vezes três.

Mal foi liberado pelos médicos após o tratamento do câncer, voltou a falar.

Aí, a partir do meio-dia de sábado para cá, silenciou.

Um ministro da mais alta Corte de Justiça do país contou que, em conversa privada, Lula disse a ele que era melhor adiar o julgamento do mensalão. Na conversa privada, Lula falou sobre viagem dele, o ministro Gilmar Mendes, a Berlim – uma insinuação clara de chantagem.

A revista Veja começou a circular no início da tarde de sábado com as afirmações de Gilmar Mendes. Lula, boca de siri. Caladinho. Nem um pio.

Se alguém me acusa de chantagem, de interferir em um julgamento do STF, e sou inocente, saio berrando pra quem quiser ouvir. Falo que nem Lula nos palanques de onde ele jamais saiu. Nego tudo de pé junto, uma, duas, mil vezes.

Isso eu, humildérrimo jornalista aposentado.

Ao Lula, bastaria fazer um sinal e teria diante de si, para ouvi-lo, toda a imprensa nacional, mais os 300 blogueiros progressistas na ocasião reunidos em convescote pago por entidades públicas na Bahia. Lula, boca chiusa. Fechadinha.

Nélson Jobim desmente a Veja. Gilmar Mendes desmente o desmentido.

Lula, boca fechada.

Aí, na segunda-feira à tarde, 48 horas depois, o Instituto Lula divulga nota. “Meu sentimento é de indignação”, diz a nota do Instituto Lula. A nota não diz que Gilmar, o amigo dele, mentiu. Diz que seu sentimento é de indignação contra a revista que revelou a conversa.

E diz não em uma nota sua. Lula, o que sempre falou mais que a boca, não falou em nota pessoal. Não falou em uma nota da sua assessoria, mas do Instituto Lula, como se o Instituto Lula fosse ele.

Um instituto, uma fundação, não pertence a quem lhe empresta o nome. Mas Lula e o lulo-petismo sempre confundiram o público com o privado, sempre privatizaram para si o que é público, então não é de se espantar.

O que é de espantar é o silêncio do político que mais falou diante de um microfone em toda a História do Brasil, do Mundo, do Universo.

Um sîlêncio ensurdecedor. E eloquente. Tremendamente eloquente.

* * *

CRIAÇÃO COLETIVA – Dora Kramer

Não, o ex-presidente Lula não perdeu o juízo como sugere em princípio o relato da pressão explícita sobre ministros do Supremo Tribunal Federal para influir no julgamento do mensalão, em particular da conversa com o ministro Gilmar Mendes eivada de impropriedades por parte de todas as partes.

Lula não está fora de si. Está, isto sim, cada vez mais senhor de si. Investido no figurino do personagem autorizado a desrespeitar tudo e todos no cumprimento de suas vontades.

E por que o faz? Porque sente que pode. E pode mesmo porque deixam que faça. A exacerbação desse rude atrevimento é fruto de criação coletiva e não surgiu da noite para o dia.

A obra vem sendo construída gradativamente no terreno da permissividade geral onde se assentam fatores diversos e interesses múltiplos, cuja conjugação conferiu a Lula o diploma de inimputável no qual ele se encontra em pleno usufruto.

Nesse último e bastante assombroso caso, produto direto da condescendência institucional – para dizer de modo leve – de dois ex-presidentes da Corte guardiã da Constituição: o advogado Nelson Jobim, que convidou, e o ministro Gilmar Mendes, que aceitou ir ao encontro do ex-presidente.

Nenhum dos dois dispõe da prerrogativa da inocência. Podiam até não imaginar que Lula chegaria ao ponto da desfaçatez extrema de explicitar a intenção de influir no processo, aconselhando o tribunal a adiar o julgamento e ainda insinuar oferta de “proteção” ao ministro.

Inverossímil é que não desconfiassem da motivação do ex-presidente que anunciou disposição de se dedicar diuturnamente ao desmonte da “farsa do mensalão” e provou isso ao alimentar a criação de uma comissão parlamentar de inquérito no intuito de embaralhar as cartas e embananar o jogo.

Mas, apenas para raciocinar aceitemos o pressuposto da ingenuidade, compremos a versão do encontro entre amigos e consideremos natural tanto o convite quanto a anuência.

À primeira questão posta – “é inconveniente julgar esse processo agora” -, à primeira pergunta feita pelo ex-presidente – “não tem como adiar o julgamento?” -, se o ministro Gilmar Mendes tivesse agradecido ao convite e polidamente se retirado, não teria ouvido o que viria a seguir, segundo o relato que fez depois ao presidente do STF, ao procurador-geral da República e ao advogado-geral da União.

Narrativa esta que se pressupõe verdadeira. Se aceitarmos a versão do desmentido apresentada por Nelson Jobim teremos de aceitar a existência de um caluniador com assento no Supremo Tribunal Federal e de esperar contra ele algum tipo de interpelação.

Tivesse dado por encerrado o encontro logo de início, o ministro Gilmar Mendes não teria ficado “perplexo com o comportamento e as insinuações despropositadas do presidente Lula”.

Não teria ouvido alusões ao seu possível envolvimento com o esquema Cachoeira – razão da oferta de proteção na CPMI -, não teria escutado o ex-presidente chamar o ministro Joaquim Barbosa de “complexado”.

* * *

SEM ESPAÇO PARA ‘VERDADE’- Augusto Nunes

A nota do Instituto Lula sobre as revelações do ministro Gilmar Mendes explica a súbita mudez do presidente mais falante da história; como costumam fazer os clientes do doutor Márcio Thomaz Bastos, Lula está sem voz há três dias para não produzir provas que o incriminem ainda mais.

Melhor assim. Caso quebrasse o silêncio para recitar em público o bisonho palavrório costurado pela assessoria de imprensa, o protetor dos mensaleiros não passaria dos dois pontos que encerram o primeiro parágrafo:

Sobre a reportagem da revista “Veja” publicada nesse final de semana, que apresenta uma versão atribuída ao ministro do STF Gilmar Mendes sobre um encontro com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 26 de abril, no escritório e na presença do ex-ministro Nelson Jobim, informamos o seguinte:

Versão da Veja” coisa nenhuma. “Atribuída ao ministro” coisa nenhuma. O colecionador de embustes não escaparia de ouvir que a revista se limitou a publicar declarações feitas por Gilmar Mendes – reiteradas e ampliadas desde sábado, aliás, em entrevistas concedidas a jornais e emissoras de TV.

Num tom respeitoso que colide frontalmente com o atrevimento de Lula no encontro agenciado por Nelson Jobim, a nota procura apresentar o ministro como vítima de mais uma trama de jornalistas ardilosos. Haja cinismo.

Se repetisse a falácia numa entrevista coletiva, a cada três frases o ex-presidente gaguejaria meia dúzia de “veja bem”, algo equivalente a trinta piscadas de Rui Falcão.

Se ousasse declamar o trecho da nota em que jura respeitar a autonomia e a independência do Ministério Público e do Judiciário, os risos da plateia poderiam levá-lo a reprisar a palidez de Aloízio Mercadante no dia da revogação da renúncia irrevogável. O craque do microfone só existe em apresentações para auditórios domesticados.

A palavra verdade não aparece uma única vez entre as 230 que compõem o documento medroso, esquivo, dissimulado. É sempre assim. Não há espaço para o substantivo inquietante em textos ditados por quem mente.

Compartilhe Compartilhe

29 maio 2012 FULEIRAGEM

REGI – AMAZONAS EM TEMPO

Compartilhe Compartilhe

http://www.fernandogoncalves.pro.br
COMBATE SEM TRÉGUAS

Confesso que ainda me emociono bastante quando leio a respeito daqueles heróis que, anonimamente a la Schindler – “Vi que os judeus estavam sendo destruídos. Eu tinha de ajudar, não havia alternativa” -, arriscaram suas vidas para salvar judeus do Holocausto, uma ignomínia nazista que jamais deve ser esquecida pelos cidadanizados do mundo. E que deve ser com assiduidade relembrada para melhor combater os neo-nazistas dos tempos de agora, de perversidade igual ou maior do que aquela comandada por Hitler e seus apaniguados, inclusive industriais que desejavam levar vantagens financeiras a todo custo.

Com a minha mulher, assisti há alguns anos, no à época muito pimpão cinema São Luiz, o filme A Lista de Schindler, baseado no livro Schindler’s Art, do escritor  Thomas Kemeally. Um extraordinário trabalho de ficção baseado na história verídica do industrial alemão Oskar Schindler (1908-1974), que arriscou vida e fortuna para salvar mil e duzentos judeus das câmaras de gás, demonstrando solidariedade e coragem. Pela sua ação, seu nome está inscrito na relação dos Justos entre as Nações do museu do holocausto do Yad Vashem, em Jerusalém, ao lado de outras personalidades, entre as quais se encontram dois cidadãos brasileiros – Luís Martins de Souza Dantas e Aracy de Carvalho Guimarães Rosa – e o português Aristides de Souza Mendes.

No feriadão de 15 de novembro último, data da Proclamação da República para os abiscoitados que apenas se preocupam com sol, cerveja e corpo sarado, recebi a visita de um casal paranaense, Lina e Samuel, amigos nossos de longa data, que veio visitar a Melba, nos presenteando com dois livros que deverão ampliar nossa consciência e o efetivo combate a favor dos direitos de todos os povos e nações por uma vida digna e humana, independentemente de religião, fé, sexualidade, etnia, local de nascimento e conta bancária.

O primeiro livro foi lido de um fôlego só, tamanha a sua atualidade num mundo de individualismos crescentes e oportunismos políticos alibabásticos por derradeiro. Intitulado Os Outros Schindlers, é de autoria de Agnes Grunwald-Spier, especialista em estudos do holocausto, curadora do Holocaust Memorial Day Trust e juíza de paz. E que foi enviada ainda bebê para um campo de concentração em 1944, juntamente com sua mãe, sendo ambas libertadas em janeiro do ano seguinte, às vésperas de embarcar para Auschwitz. E uma pergunta feita pela autora ainda hoje exige explicação: “Por que certos espectadores do Holocausto se dispuseram a resgatar pessoas e por que tantos continuaram espectadores?”

O segundo livro relata a história do diplomata português Aristides de Souza Mendes, acima citado, que desafiou o ditador Salazar, salvando milhares de vidas do holocausto, terminando seus últimos dias numa extrema penúria. Intitulado Um Homem Bom, seu autor é Rui Afonso, nascido na Ilha da Madeira, atualmente radicado no Canadá. O livro é considerado hoje como biografia definitiva do diplomata português, tornando-se referência obrigatória nos estudos históricos contemporâneos sobre holocausto.

Para quem ainda não percebeu a dramaticidade hedionda do holocausto, vale a pena uma visita ao site do Yad Vashem, instituído em 1953 como um memorial vivo das vítimas do Holocausto. Idealizado para ser um ponto de referência conscientizadora, abrange quatro áreas principais: documentação, pesquisa, educação e homenagem às vítimas, além de demonstrar a gratidão do Estado de Israel aos que contribuíram no resgate de milhares de condenados. Ainda hoje, o Yad Vashem ainda agracia com títulos e medalhas novos heróis descobertos. Como aconteceu com Marie-Élizabeth Lacalle (1885-1969), a Soeur Cybard, reconhecida post-mortem em 2009.

PS. Divulgando os crimes nazistas para melhor combatê-los, dou testemunho público de que, como cristão, também sou descendente de Abraão, Isaque e Jacó. E circuncidado apenas por uma questão de saúde preventiva.

(Publicada originalmente na Revista Algomais)

Compartilhe Compartilhe

29 maio 2012 FULEIRAGEM

AROEIRA – O DIA

Compartilhe Compartilhe
SÓ AQUI

Comentário sobre a postagem CARDEAL ISMAEL GAIÃO – RECIFE-PE

Beni Tavares:

“Essas coisas a gente só vê aqui no JBF.

Lugar de malassombrado
 De gente muito bacana
 Uma “zorra” organizada
 Durante toda semana
 É de graça e com desconto
 Todo dia assino o ponto
 Aqui no Besta Fubana.”

Compartilhe Compartilhe

29 maio 2012 FULEIRAGEM

SIMANCA – A TARDE

Compartilhe Compartilhe
ODIADO CRIME

Apesar de o Brasil em 2002 ter declarado guerra à pedofilia, os crimes continuam acontecendo. Os registros policiais permanecem enchendo páginas de livros, tomando espaço na memória de computadores da segurança pública.

Em São Paulo, a cada duas horas, uma criança ou adolescente cai vítima de abuso sexual. Mas, cabe ao estado da Bahia assumir a primeira colocação nos crimes de pedofilia verificados no país. Na terceira posição aparece o estado do Rio de Janeiro, seguido de Minas Gerais.

Conhecido como um desvio sexual na opinião da Organização Mundial de Saúde, os pervertidos de caráter homossexual ou heterossexual, preferem desviar a atração para as crianças. Como geralmente foram molestados na infância e temer a timidez no desempenho sexual contra adultos, as pessoas perturbadas com este tipo de distúrbio psíquico procuram o lado mais fraco.

Atacam justamente as pessoas indefesas, as consideradas vulneráveis, para praticar a perversão sexual. Realizar à sua maneira os atos libidinosos exaustivamente, a fim de dar vazão ao erotismo. 

Segundo as estatísticas, nos Estados Unidos, mais de 80% dos casos registrados, acontecem dentro do recinto do lar. Os autores, geralmente, são pais, padrastos, primos e tios.   Então, para desincentivar a prática da pedofilia, a comercialização da pornográfica infantil está proibida na terra do Rio Sam, desde a década de 70.

No Brasil, embora a divulgação de cenas explícitas cometidas contra crianças e adolescentes sejam consideradas ato ilegal, a difusão rola frouxa.  Causando sérios transtornos mentais na vítima que poderão ser duradouros, em virtude violência brutal como foi cometido.

Até abril último foram anotados 692 casos de pedofilia no país. Porém, não sabe se os números correspondem à realidade. A dificuldade na troca de informações entre os órgãos públicos, o silêncio das famílias que tiveram filhos violentados com medo de denunciar o fato, dificultam a atualização de dados. Esfriam a luta no combate ao problema.

O símbolo da luta contra a pedofilia tem sido o caso da garotinha Aracelli Crespo, de Vitória, no Espírito Santo, quando retornava do colégio pra casa no dia 18 de maio de 1973, foi brutalmente sequestrada, espancada e assassinada no caminho.

Apesar de ter acontecido há quase 40 anos e se encontrar prescrito, o caso virou símbolo da luta contra a violência. Um instrumento contra a impunidade.

Então, para evitar dissabores, doravante, até um simples desejo sexual contra crianças, sem levar, no entanto, levar à prática do ato, já caracteriza um crime de pedofilia.

Crime cuja prescrição só começa a contar, quando a vítima completar a idade de 18 anos. Quando a criança tiver consciência de que sofreu agressão na infância e agora com a plenitude da terrível lembrança, deseja rigorosa punição para o agressor.

Contra a pessoa que cometeu um crime de repercussão repugnante, revoltante e odiado pela sociedade.

Compartilhe Compartilhe

29 maio 2012 FULEIRAGEM

SINFRÔNIO – DIÁRIO DO NORDESTE

Compartilhe Compartilhe
IGUALDADE

 

Pra quê orgulho?
O  fim de todo jardim
contém entulho.

Compartilhe Compartilhe

29 maio 2012 FULEIRAGEM

JORGE BRAGA – O POPULAR

Compartilhe Compartilhe
PADRE BRÁULIO DE CASTRO – OLINDA-PE

Papa Berto,

seguem duas estórias do meu livro “No Tempo da Pândega e do Deboche”, que estarei autografando no próximo sábado, dia 2 de junho, aqui no Recife, no Mercado da Madalena, a partir das 13:30 horas..

Quem mora em outras cidades e quiser comprar, entre em contato comigo através do e-mail brauliodecastro@hotmail.com 

O preço é 30,00 reais. Mais barato do que gelada no Mercado de São José.

Capa do livro “No Tempo da Pândega e do Deboche”

DÊ BENÇA A MÃE
 
Em Bom Jardim havia um cidadão que, já quase chegando aos trinta, era donzelinho, donzelinho, não conhecia absolutamente nada do babado, não sabia pra onde ia a coisa. Sendo assim, o pai foi quem fez o casamento dele, com uma coroa trintona também, seca que só ribaçã velha no sal. Casamento concretizado, depois de mais de uma semana, a mulher aparece na casa do sogro e, confidencialmente, falou: “Meu sogro, até agora nada! Fulano ainda não funcionou, só fala em passarinho, é meu canário pra lá, minha patativa pra cá, mas o bom mesmo, nadinha”. O sogro disse: “Tenha calma, ele é muito inocente. Vamos pra lá que eu vou dar um jeito.” Casarão de sítio, não sei hoje, mas na época não tinha estuque. Chegando à casa, o velho ficou num quarto e o filho no outro. Mandou os dois tirarem a roupa e falou: “Meu filho, pegue no peitinho dela!” E ele: “Peguei, pai.” O pai: “alise a barriguinha dela.” Ele: “Alisei, pai”. O pai: “Passe a mão nas coxinhas dela”. “Passei, pai!” Nessa altura, a mulher já tava com mais fogo do que incêndio em capoeira. “Agora pegue o seu “de mijá” e bote no “de mijá dela”. “Botei, pai… agora fique, pra frente e pra trás. E ele: “pra frente e pra trás, pra frente e pra trás. Pai! Oh, Pai! Dê bença a mãe que eu vou morrer… Pai!!!” E assim, salvou-se um casamento e o casal é feliz até a presente data, já com neto, bisneto, etc….  

O PERU
 
Zé Camará ficava até de madrugada, peruando um carteado que havia na sinuca de João Gordura. Certa noite, jogavam, meu pai (Zé Dácio), Joãozinho de Virgulino, Dr. Benon e Cabo Velho. Luz de candeeiro, noite de inverno, lá pras quatro da manhã, Zé pegou num sono ferrado e o pessoal cismou de fazer uma presepada com ele. Apagaram o candeeiro, ficando o salão escuro feito breu. Joãozinho deu uma cutucada no dorminhoco para ele se acordar. Então papai virou-se pro seu lado e falou: “Olha pra aqui Zé, eu com um pife desses e ainda perdi a parada!” E ele, meio zonzo ainda: “Cadê”? Papai: “Olha aqui, rapaz”. E esfregou as cartas na cara dele. Aí o coitado, não enxergando o jogo, desesperou-se e começou a gritar: “AI, MEU DEUS, ME ACUDA QUE EU CEGUEI!” A gargalhada foi geral. Restabelecida a luz, Zé Camará retirou-se puto da vida, permanecendo um tempão sem tornar ao local para apreciar o carteado.

Compartilhe Compartilhe

29 maio 2012 FULEIRAGEM

PATER – ATRIBUNA

Compartilhe Compartilhe

29 maio 2012 FULEIRAGEM

SAMUCA – DIÁRIO DE PERNAMBUCO

Compartilhe Compartilhe

29 maio 2012 A PALAVRA DO EDITOR

MENTIROSO NÃO É QUEM MENTE: É QUEM PUBLICA A MENTIRA QUE O MENTIROSO FALOU

A entrevista que está transcrita a seguir, foi dada ontem pelo Ministro Gilmar Mendes ao Jornal Zero Hora, de Porto Alegre.

Mendes reafirma e confirma tudo que disse antes. E diz mais algumas coisas bem interessantes.

Seguindo o brilhante espetáculo de raciocínio e de uso da razão que está sendo dado na furiosa publicação de mensagens na internet, a partir de agora temos que decretar que o maior jornal do Rio Grande do Sul também está mentindo.

O cabra dá uma entrevista, fala o que está pensando, confirma tudo o que disse, mas o mentiroso não é o entrevistado. O mentiroso é o órgão da imprensa que publicou o que ele disse!!! Entenderam?

Seria como se o técnico Mano Menezes desse uma entrevista à revista Veja dizendo que Neymar é ruim de bola, um perna-de-pau. Uma tremenda mentira. Mas não seria mentira de Mano Menezes. Seria mentira da revista Veja que publicou a declaração de Mano. É exatamente o que vem acontecendo com as palavras do Ministro Gilmar. Ele pode ter mentido. Ou não. Mas quem tem que responder por isso é ele. E não a revista que publicou as palavras que ele falou e confirmou que falou. Se o curral da militância tem que chamar alguém de “mentiroso”, deve chamar de mentiroso o Ministro Gilmar. E não os órgãos da imprensa que publicam o que ele fala.

Tá rindo? Num ria não. Explicar o óbvio e explicitar o que está mais do que claro é uma tarefa que este Editor exerce todas as horas, todos os dias. Estamos em Banânia, em pleno vigência do Socialismo Muderno. Aliás, além do riso, estes contorcionistas cegos, estes impressionantes seres que brigam com a realidade e massacram os fatos, merecem mais que uma risada. Merecem um rincho de Polodoro:

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.

O fubânico que quiser ler diretamente na página do Zero Hora, clique aqui.

Se quiser ler nesta gazeta da bixiga lixa (que a partir de agora também será chamada de mentirosa se, por acaso, reproduzir mentiras ditas pelo Ministro Gilmar…), é só ir rolando a tela.

Zero Hora — Quando o senhor foi ao encontro do ex-presidente Lula não imaginou que poderia sofrer pressão envolvendo o mensalão?

Ministro Gilmar Mendes — Não. Tratava-se de uma conversa normal e inicialmente foi, de repassar assuntos. E eu me sentia devedor porque há algum tempo tentara visitá-lo e não conseguia. Em relação a minha jurisprudência em matéria criminal, pode fazer levantamento. Ninguém precisa me pedir para ser cuidadoso. Eu sou um dos mais rigorosos com essa matéria no Supremo. Eu não admito populismo judicial.

ZH — Sua viagem a Berlim tem motivado uma série de boatos. O senhor encontrou o senador Demóstenes Torres lá?

Mendes — Nos encontramos em Praga, eu tinha compromisso acadêmico em Granada, está no site do Tribunal. No fundo, isto é uma rede de intrigas, de fofoca e as pessoas ficam se alimentando disso. É esse modelo de estado policial. Dá-se para a polícia um poder enorme, ficam vazando coisas que escutam e não fazem o dever elementar de casa.

ZH — O senhor acredita que os vazamentos são por parte da polícia, de quem investigou?

Mendes — Ou de quem tem domínio disso. E aí espíritos menos nobres ficam se aproveitando disso. Estamos vivendo no Supremo um momento delicado, nós estamos atrasados nesse julgamento do mensalão, podia já ter começado.

ZH — Esse atraso não passa para a população uma ideia de que as pressões sobre o Supremo estão funcionando?

Mendes — Pois é, tudo isso é delicado. Está acontecendo porque o processo ainda não foi colocado em pauta. E acontecendo num momento delicado pelo qual o tribunal está passando. Três dos componentes do tribunal são pessoas recém nomeadas. O presidente está com mandato para terminar em novembro. Dois ministros deixam o tribunal até o novembro. É momento de fragilidade da instituição.

ZH — Quem pressiona o Supremo está se aproveitando dessa fragilidade?

Mendes — Claro. E imaginou que pudesse misturar questões. Por outro lado não julgar isso agora significa passar para o ano que vem e trazer uma pressão enorme sobre os colegas que serão indicados. A questão é toda institucional. Como eu venho defendendo expressamente o julgamento o mais rápido possível é capaz que alguma mente tenha pensado: “vamos amedrontá-lo”. E é capaz que o próprio presidente esteja sob pressão dessas pessoas.

ZH — O senhor não pensou em relatar o teor da conversa antes?

Mendes — Fui contando a  quem me procurava para contar alguma história. Eu só percebi que o fato era mais grave, porque além do episódio (do teor da conversa no encontro), depois, colegas de vocês (jornalistas), pessoas importantes em Brasília, vieram me falar que as notícias associavam meu nome a isso e que o próprio Lula estava fazendo isso.

ZH — Jornalistas disseram ao senhor que o Lula estava associando seu nome ao esquema Cachoeira?

Mendes — Isso. Alimentando isso.

ZH — E o que o senhor fez?

Mendes — Quando me contaram isso eu contei a elas (jornalistas) a conversa que tinha tido com ele (Lula).

ZH — Como foi essa conversa?

Mendes — Foi uma conversa repassando assuntos variados. Ele manifestou preocupação com a história do mensalão e eu disse da dificuldade do Tribunal de não julgar o mensalão este ano, porque vão sair dois, vão ter vários problemas dessa índole. Mas ele (Lula) entrava várias vezes no assunto da CPI, falando do controle, como não me diz respeito, não estou preocupado com a CPI.

ZH — Como ele demonstrou preocupação com o mensalão, o que falou?

Mendes — Lula falou que não era adequado julgar este ano, que haveria politização. E eu disse a ele que não tinha como não julgar este ano.

ZH— Ele disse que o José Dirceu está desesperado?

Mendes — Acho que fez comentário desse tipo.

ZH — Lula lhe ofereceu proteção na CPI?

Mendes — Quando a gente estava para finalizar, ele voltou ao assunto da CPMI e disse “que qualquer coisa que acontecesse, qualquer coisa, você me avisa”, “qualquer coisa fala com a gente”. Eu percebi que havia um tipo de insinuação. Eu disse: “Vou lhe dizer uma coisa, se o senhor está pensando que tenho algo a temer, o senhor está enganado, eu não tenho nada, minha relação com o Demóstenes era meramente institucional, como era com você”. Aí ele levou um susto e disse: “e a viagem de Berlim.” Percebi que tinha outras intenções naquilo.

ZH — O ex-ministro Nelson Jobim presenciou toda a conversa?

Mendes — Tanto é que quando se falou da história de Berlim e eu disse que ele (Lula) estava desinformado porque era uma rotina eu ir a Berlim, pois tenho filha lá, que não tinha nada de irregular, e citei até que o embaixador nos tinha recebido e tudo, o Jobim tentou ajudar, disse assim: “Não, o que ele está querendo dizer é que o Protógenes está querendo envolvê-lo na CPI.” Eu disse: “O Protógenes está precisando é de proteção, ele está aparecendo como quem estivesse extorquindo o Cachoeira.” Então, o Jobim sabe de tudo.

ZH — Jobim disse em entrevista a Zero Hora que Lula foi embora antes e o senhor ficou no escritório dele tratando de outros assuntos.

Mendes — Não, saímos juntos.

ZH — O senhor vê alternativa para tentar agilizar o julgamento do mensalão?

Mendes — O tribunal tem que fazer todo o esforço. No núcleo dessa politização está essa questão, esse retardo. É esse o quadro que se desenha. E esse é um tipo de método de partido clandestino.

ZH — Na conversa, Lula ele disse que falaria com outros ministros?

Mendes — Citou outros contatos. O que me pareceu heterodoxo foi o tipo de ênfase que ele está dando na CPI e a pretensão de tentar me envolver nisso.

ZH — O senhor acredita que possa existir gravação em que o senador Demóstenes e o Cachoeira conversam sobre o senhor, alguma coisa que esteja alimentando essa rede que tenta pressioná-lo?

Mendes — Bom, eu não posso saber do que existe. Só posso dizer o que sei e o que faço.

Compartilhe Compartilhe

29 maio 2012 FULEIRAGEM

FRANK – A NOTÍCIA

Compartilhe Compartilhe

© 2007 Besta Fubana | Uma gazeta da bixiga lixa