1 junho 2015 FULEIRAGEM

NEWTON SILVA – CHARGE ONLINE

AUTO_newtonsilva


www.cantinhodadalinha.blogspot.com
BÃO-BA-LA-LÃO! E A NOSSA NAÇÃO?

Bão-ba-la-lão
Esculhambação
Eu vi o Joaquim
Julgando ladrão
A festa foi grande
No tal mensalão
Roubando o país
Sugando a nação
Saíram ligeiro
Da dona prisão

Bão-ba-la-lão
Esculhambação
O roubo maior
Foi no petrolão
Roubo de político
Propina na mão
Roubo de empreiteira
Lesando a nação
Mostrou Lava Jato
Na operação.

lavajato11

Bão-ba-la-lão
Esculhambação
Na terra do Moro
Não fica ladrão
Tem peixe graúdo
Dentro da prisão
E tem gabiru
Só na delação
A vara do Moro
Bate sem perdão.

Bão-ba-la-lão
Esculhambação
Arrocho vem vindo,
Terceirização,
Pedem paciência
Pedem compreensão
Mas botam no rabo
Da população
A vaca tossiu
Não diga que não.

Bão-ba-la-lão
Esculhambação
Dinheiro em cueca
Pegaram na ação
Dinheiro em calcinha
Noutra ocasião
Vive o padrão FIFA
A nossa nação
Aqui me despeço
PT. Saudação.

1 junho 2015 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JBF

qdr

1 junho 2015 A PALAVRA DO EDITOR

VAGABUNDAGEM ACADÊMICA

Existe um sociólogo italiano chamado Domenico De Masi, que é autor de vários livros. Mas que ganhou celebridade mundial com um deles, intitulado “Ócio Criativo“.

Um texto no qual ele faz a exaltação da vagabundagem – elevando-a às magnificências do ambiente acadêmico -, elogiando a preguiça, o coçar-de-saco ou, na língua dele, o dolce far niente.

Domenico garante que a ociosidade, ao invés de ser negativa, ela “estimula a criatividade pessoal”. E nisto ele conta, na minha pessoa, com um apoiador e um admirador entusiástico, firmemente embasado na minha vida de vagabundo blogueiro.

Ou, talvez, na vida de blogueiro vagabundo, naquele outro sentido que a palavra “vagabundo” tem.

domenico ócio criativo

Domenico adora Banânia, gosta de vir passear nezte país, e chegou até a escrever um livro (Diálogos Criativos) em parceria com um grande vagabundo pátrio, um ocioso intelequitual banânico conhecido por Frei Betto, que nunca deu um dia de serviço a Seu Ninguém e é incapaz de dar um murro numa barra de sabão pra não machucar os dedos.

Pois bem. Numa destas visitas à pátria macunaímica, Domenico concedeu uma entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, no ano passado, na qual ele afirma que a resistência do brasileiro ao trabalho se deve à influência indígena, que ele elogia com entusiasmo. Vejam o que ele disse:

“Os índios não trabalhavam. Não era necessário. Tudo estava na natureza. Não precisavam nem se vestir porque o clima era bom. O brasileiro herdou do índio esse senso de ócio”

Esta conversa-mole todinha aí de cima é só pra dizer que eu me lembrei muito de Domenico neste último final de semana.

Ele me veio à lembrança quando quando li uma matéria publicada na revista IstoÉ que está nas bancas.

Uma reportagem cujo título já diz tudo: Sobrou até para o Bolsa Família.

Trata-se de uma interessante reportagem sobre as tesouradas da dupla Dilma-Levy, que dominaram o noticiário pátrio dos últimos dias (para ler, clique aqui).

Dilma cometeu a crueldade de meter a tesoura e cortar até o Bolsa Vagabundagem, a chamada Bolsa Voto, que propicia casa, sustento e comida pra milhões de vagabundos pátrios, aquela multidão de gente que mora na estima do sociólogo italiano.

Da última vez que estive em Palmares, no Bar da Naná, dei pela falta do meu amigo, o garçom Miguezinho, mais conhecido pelo apelido de Bimba de Jegue. A dona do estabelecimento, puta de raiva e cheia de indignação, me informou que ele abandonara o emprego pra viver com uma Bolsa Ócio que ganhara do gunverno de Dilma. Naná acha que Bimba de Jegue e o gunverno estão errados, pois elogiam a preguiça. Já o sociólogo Domenico acha que estão certos, pois estimulam o ócio.

Acabei de enviar mensagem pra Domenico de Masi sugerindo que ele use o seu prestígio acadêmico e faça um veemente protesto junto ao gunverno do PT. Nada de cortes no Bolsa Vagabundagem!

Isto é um crime contra a ociosidade e o coçar-de-saco banânicos.

Uma traição, uma agressão, uma brutal tesourada na herança que recebemos dos ociosos índios da Terra de Santa Cruz. Ou, como dizem os muderninhos, dos “povos da floresta“. Coisa de deixar horrorizado qualquer militante zisquerdista de Banânia.

Espero que o italiano siga o meu conselho e faça uma campanha contra os cortes do gunverno do PT no Bolsa Coçar-Saco.

1 junho 2015 FULEIRAGEM

MÁRIO – TRIBUNA DE MINAS

mario

AS APARÊNCIAS ENGANAM…

Vivemos em uma sociedade em que ter é mais importante do que ser. O estabelecimento de esteriótipos e de comportamentos a serem seguidos como um padrão estimulam a valorização das aparências. Um exemplo é a ênfase cada vez maior na beleza e estética com o uso desenfreado de cirurgias plásticas, sem o cuidado de escolher um profissional competetente e, às vezes, submetendo-se a procedimentos sem comprovação científica de benefícios terapêuticos. Ou seja, a vontade de ficar bonita leva a pessoa a não avaliar os efeitos colaterais de procedimentos invasivos em seu corpo.

O progresso da sociedade trouxe uma massificação do comportamento humano. A beleza, o corpo, a riqueza passaram a ter uma importância fundamental. Algumas vezes, torna-se perceptível a artificialidade das relações interpessoais. Existem pessoas que gostam de ostentar o que possuem e, através disso, se sentem mais valorizadas. Entretanto, nem todos concordam ser esse o caminho mais correto.

É preciso ter uma visão crítica sobre o que acontece a nossa volta. É importante diferenciar aquilo que é relevante para sua realidade e estilo de vida, daquilo que a sociedade determina como padrão bom para todos. Muitas vezes, a pessoa pode ser a mais bonita e não necessariamente ser mais honesta; já outra, com uma aparência oposta, pode ser uma ótima pessoa.

O repentista Manoel Xudu (1832 – 1986) descreve, em um decassílabo, o quanto as aparências enganam, mas nem tanto:

Mote:

“Um é, porém não parece,
Outro parece e não é

Glosa:

Vê-se um sujeito ladrão
Que tem um porte bonito;
Outro com porte esquisito
Que tem um bom coração;
Vê-se um padre num sermão
Pregando Deus sem ter fé;
E um bebo num cabaré
A Jesus fazendo prece;
Um é, porém não parece,
Outro parece e não é.”

1 junho 2015 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

nani

1 junho 2015 DEU NO JORNAL

IL PADRINO!

ricardo noblat

Em um sábado de junho, há exatos 10 anos, depois de tomar uns tragos a mais na Granja do Torto, uma das residências oficiais do presidente da República em Brasília, Lula falou em renunciar ao mandato.

Acabara de saber que o publicitário Marcos Valério, um dos operadores do mensalão, ameaçava envolve-lo no escândalo. A informação vazou no fim da tarde. Soube por um ministro. E a postei no meu blog.

Aquela foi a primeira vez que Marcos Valério pediu dinheiro ao governo para não contar o que sabia.

Avisado em São Paulo onde passava o fim de semana, José Dirceu, na época ministro-chefe da Casa Civil da presidência da República, voou às pressas a Brasília com a missão de apascentar Lula e de garantir o silêncio de Valério.

Conseguiu. Mais tarde, o dinheiro pedido acabou entregue.

No segundo semestre de 2006, Valério voltou a atacar. Procurou o senador Delcídio Amaral (PT-MS), então presidente da CPI dos Correios que investigava o caso do mensalão.

Queixou-se de estar quebrado. Acumulava dívidas sem poder honrá-las. Seus bens haviam sido bloqueados. Caso não fosse socorrido, daria um tiro na cabeça ou faria com a Justiça um acordo de delação premiada.

Delcídio pediu uma audiência a Lula. Recebido no gabinete presidencial do terceiro andar do Palácio do Planalto, reproduziu para o presidente o que ouvira de Valério.

Em silêncio, Lula virou-se para uma das janelas do gabinete que lhe permitia observar parte da vegetação do cerrado. O silêncio durou menos do que pareceu a Delcídio. Lula estava fisicamente abatido.

Então perguntou ao senador: “Você falou com Okamoto?” Delcídio respondeu que não. E Lula mais não disse e nem lhe foi perguntado. Seria desnecessário.O-Poderoso-Chefão-parte-I

Paulo Okamoto era uma espécie de tesoureiro informal da família Lula. Hoje, é o presidente do Instituto Lula, local de despacho do ex-presidente em São Paulo. Delcídio, que nega o encontro com Lula, falou com Okamotto. E bastou.

Naquele mesmo ano, Valério gravou um vídeo com partes da história do mensalão que comprometem Lula. Fez quatro cópias. Deu três a Renilda, com quem era casado. E mandou uma para quem mais poderia se interessar por ela.

Ordenou a Renilda que entregasse as três copias aos jornais O Globo, Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo caso ele desaparecesse ou fosse morto.

Faltou alguém em Nuremberg! Faltou alguém na denúncia oferecida pela Procuradoria Geral da República ao Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a “organização criminosa” que tentou se apossar do aparelho do Estado.

Desviou-se dinheiro público. Comprou-se o apoio de partidos. Subornaram-se deputados para que votassem como o governo queria. E eles votaram.

Ao O Estado de S. Paulo, depois de ter deixado o governo, Dirceu disse que nunca fizera qualquer coisa sem que Lula soubesse.

À Playboy, afirmou que Lula jamais daria um cheque em branco a qualquer pessoa.

A mim, contou que Delúbio Soares era amigo de Lula, dele não. A um parlamentar, segundo a Veja, desabafou: “Lula devia falar das visitas que o Valério fez à Granja do Torto”.

O STF condenou Dirceu por chefiar a quadrilha dos mensaleiros e por corrupção. Em seguida o absolveu do primeiro crime.

O processo do mensalão passará à História como o que condenou o maior número de pessoas por corrupção – 25, entre elas Marcos Valério, sujeito à pena de 37 anos, a maior.

E também como aquele onde uma organização criminosa agiu sem que ninguém a chefiasse. Está para se ver.

1 junho 2015 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA

AUTO_amarildo

1 junho 2015 FULEIRAGEM

IOTTI – ZERO HORA

iotti

MINHAS FALÁCIAS LÓGICAS DE TODOS OS DIAS

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Uma das virtudes do Jornal da Besta Fubana é ser ele um espaço absolutamente livre e democrático, onde as idéias podem ser postas sem censura e – detalhe muito importante – onde os comentários são livres e imoderados (muito raramente o editor interfere e só o faz, tanto quanto ele já declarou por vezes, quando absolutamente necessário, para evitar que vão ao ar agressões pessoais extremamente desmedidas, apelos à violência e crimes contra a honra, como exemplos).

Tão ampla liberdade nos permite argumentar, argumentar e argumentar, em defesa de nossas idéias, preferências, simpatias, ódios e paixões, utilizando, mesmo, o que um leitor, que se identifica, em seu comentário a determinado texto, como Herick, chamou de “Falácia da Autoridade”.

Herick pôs o dedo em uma ferida e ela doeu e sangrou. É a pura verdade: para defender nossas posições usamos, com freqüência, argumentos que, mais do que simplesmente falsos, carregam enunciados ou raciocínios falsos que, entretanto, simulam a veracidade!

Quanto a isso, Fábio Rodrigues, no “site” Papo de Homem, debulhou vinte e quatro falácias que não devemos cometer em nossas argumentações.

Vale a pena ir lá e deliciar-se com os conselhos capazes de evitarem nossos deslizes no campo do pensamento (i)lógico.

Farei um resumo resumidíssimo, para dar uma pálida idéia das falácias que eu deveria evitar:

1) Desvirtuar o argumento oposto para torná-lo mais fácil de ser atacado.

2) Supor que uma relação real ou percebida entre duas coisas significa que uma é a causa da outra.

3) Manipular uma resposta emocional no lugar de um argumento válido ou convincente.

4) Supor que uma afirmação está necessariamente errada só porque ela não foi bem construída ou porque uma falácia foi cometida.

5) Fazer parecer que o fato de permitirmos que aconteça A fará com que aconteça Z, e por isso não podemos permitir A.

6) Atacar o caráter ou traços pessoais do oponente em vez de refutar o argumento dele.

7) Justificar-me de uma falta dizendo que o outro também faz o mesmo.

8) Dar a entender que uma coisa não é verdade porque eu não a entendo, ou porque não sei como a coisa funciona.

9) Alterar as regras ou abrir uma exceção quando a minha afirmação é exposta como falsa.

10) Esperar que outra pessoa prove que eu estou errado, em vez de eu mesmo provar que estou certo.

11) Usar duplo sentido ou linguagem ambígua para apresentar a verdade de modo enganoso.

12) Apelar para a popularidade de um fato, no sentido de que muitas pessoas fazem aquilo ou concordam com aquilo, como uma tentativa de validação do fato.

13) Usar a minha própria posição como figura ou instituição de autoridade no lugar de um argumento válido.

14) Afirmar que uma parte de algo deve ser aplicada a todas as partes daquilo.

15) Apresentar dois estados alternativos como sendo as únicas possibilidades, quando de fato existem outras.

16) Usar uma experiência pessoal ou um exemplo isolado em vez de um argumento sólido ou prova convincente.

17) Escolher muito bem um padrão ou grupo específico de dados que não são representativos do todo para provar o meu argumento.

18) Declarar que uma posição central entre duas extremas deve ser a verdadeira.

E, não sei bem porque, depois da leitura dessas falácias, ocorreu-me de pensar que costumo dizer que só sei que nada sei, com o objetivo dissimulado de fazer com que as pessoas pensem que eu sou um sábio.

A partir de hoje, para não incorrer nessa falácia, eu deveria passar a dizer: – Só sei que sei é muito.

Mas, eu sei que nada sei!

Será isso outra falácia?

1 junho 2015 FULEIRAGEM

ZOP – CHARGE ONLINE

AUTO_zop2

ELVIO FRANCISCO – ITAPETININGA-SP

Caro Berto,

Não sou aquele pródigo em links, mas esse quem sabe mereça sua atenção (clique no título para ler):

Deputada apresenta projeto de lei que regulamenta casamento interespécie e combate à zoofobia

Tem a ver com aquela loira aguada que só tem um objetivo caso o projeto passe: casar legalmente com o Polodoro.

Evidentemente anda carecida de cuidados adequados. Parece que por aí chamam de caritó.

Daquí de Itapetininga/SP um abraço e fique firme, nem que seja como estaca no banhado.

O JBF é de brauna, nem água, serra nem serrote dá conta, só lascando. Mas para isso haja machado e braço.

Abraços

R. Minino, o tal do JBF ficou ancho que só a porra com estes elogios que você fez pra ele. Agradeço imensamente em nome desta gazeta escrota.

De fato, aqui nas bandas nordestinas, a palavra “caritó” serve pra designar o estado a chegou o que se chama de “moça velha“, solteirona, que não conseguiu arranjar um cabra macho pra levá-la ao altar e, em seguida, danar a bimba nela.

Também se diz que a moça “ficou no barricão” ou que é uma “vitalina“.

Escute esta música sobre o assunto:

Agora, quanto ao projeto de Maria Furiosa, a galêga desprovida de cérebro, permitindo casamento de bicho animal com bicho humano, me disseram que Bovina Falante, a anta que priside Banânia, aplaudiu animalisticamente a ideia.

Me contaram que ela rinchou de alegria no Palácio do Planalto e que enviou contratulações ao jornalista Joselito Müller, que divulgou em sua página este fantástico projeto banânico.

E tem mais: a Casa Civil já está preparando um decreto determinando seja fornecido atendimento veterinário aos nubentes.

Neste atendimento vai estar incluído desde vaselina e capim até estrebaria com fofo leito de urtigas. Pra apimentar a lua-de-mel…

Eu sei de fêmas humanas cujos sonhos eróticos consistem em serem comidas por um jumento da raça bolsonaro ou, preferencialmente, por um jegue do calibre de Polodoro.

O fato é que Polodoro está ansioso, balançando a pajaraca ao vento, aguardando um pedido de casamento de qualquer militante do eco-chatismo zoológico, bem bunitinha, bunduda, de bacia larga e que não tenha pena das pregas.

polodoro

“Estou ansioso pela nova lei e pronto pra lua-de-mel”

1 junho 2015 FULEIRAGEM

JARBAS – DIÁRIO DE PERNAMBUCO

AUTO_jarbas


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LEI BERENICE PIANA

Numa clínica pediátrica bem conceituada, que comemorava festivamente suas ampliações, fui convidado para proferir umas palavrinhas sobre o momento. E iniciei a minha curta fala informando sobre o Primeiro Encontro Brasil & Estados Unidos de Autismo, que acontecerá no Recife, de 5 a 7 de junho, trazendo as maiores autoridades mundiais sobre o assunto, com inscrições abertas pelo e-mail ass_afeto@hotmail.com. E também indaguei, aproveitando o mote, se alguns dos presentes já tinha tomado conhecimento da Lei nº 12.764, de 27 de dezembro de 2012, que instituiu a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, que altera o parágrafo $ 3º do art. 98 da Lei n° 8.112, de 11 de dezembro de 1990. E que explicita os seguintes direitos da pessoa com transtorno do espectro autista no seu Art.3º: vida digna, integridade física e moral, livre desenvolvimento da personalidade, segurança e lazer; proteção contra qualquer forma de abuso e exploração; acesso a ações e serviços de saúde, com vistas à atenção integral às suas necessidades de saúde (o diagnóstico precoce, ainda que não definitivo, o atendimento multiprofissional, a nutrição adequada e a terapia nutricional e os medicamentos). Além de informações que auxiliem no diagnóstico e no tratamento, o acesso à educação e ao ensino profissionalizante, à moradia, inclusive à residência protegida, ao mercado de trabalho, à previdência social e à assistência social.

Autismo

Apenas uma pessoa da assistência tinha tomado conhecimento da Lei Berenice Piana, embora não houvesse lido seu texto integral. Mas que estava ciente de suas diretrizes. E declinou algumas, pois tinha uma filhinha autista: que nos casos de comprovada necessidade, a pessoa com transtorno do espectro autista incluída nas classes comuns de ensino regular, nos termos do inciso IV do art. 2o, terá direito a acompanhante especializado; que a pessoa com transtorno do espectro autista não será submetida a tratamento desumano ou degradante, não sendo privada de sua liberdade ou do convívio familiar nem sofrerá discriminação por motivo da deficiência; que a pessoa com transtorno do espectro autista não será impedida de participar de planos privados de assistência à saúde em razão de sua condição de pessoa com deficiência; e que o gestor escolar, ou autoridade competente, que recusar a matrícula de aluno com transtorno do espectro autista, ou qualquer outro tipo de deficiência, será punido com multa de 3 (três) a 20 (vinte) salários-mínimos, em caso de reincidência, apurada por processo administrativo, assegurado o contraditório e a ampla defesa, perdendo o cargo.

Posso assegurar aos leitores do Jornal da Besta Fubana que o tema suscitou interesse geral, a direção da clínica se propondo a divulgar amplamente o 1º Encontro Brasil & EUA de Autismo, acima citado.

Nas perguntas pós solenidade, a mãe da criança autista de oito anos solicitou a indicação de leituras esclarecedoras sobre o assunto. Disse-lhe que tinha me interessado pelo autismo por vários motivos: a estima crescente por um sobrinho que Deus me tinha dada de presente, pela disposição de colaborar com associações especializadas, embora fosse um simples professor universitário aposentado de Ciências Humanas, e por um novo amor sentido após alguns anos de assistência a uma pessoa que me fez crescer muito. E recomendei duas leituras básicas, não científicas, sementeiras por derradeiro: Autismo e Inclusão: psicopedagogia e práticas educativas na escola e na família, Eugênio Cunha, RJ, Wak Ed., 2015, e Autismo no Brasil, um Grande Desafio!, Ulisses Costa, RJ, Walk, 2013, que conta a história da luta de um pai e a origem da Lei Berenice Piana.

No último livro citado, que traz na íntegra a Lei Berenice Piana, seu autor revela alguns momentos que trouxeram muita dor para ele e sua família. Na escola, alguns meninos nada educados, mimados para serem futuros marginais, tomavam o lanche do seu filho autista, dando petelecos em sua cabeça, esbarrando nele propositadamente para provocar quedas e desequilíbrios. Mas o autor do livro adverte: “penso que não mudaremos a sociedade escondendo os nossos filhos”. E narra a emoção sentida quando, certa feita, um repórter imbecilóide perguntou ao seu garoto quando ele tinha percebido que tinha autismo. A resposta do menino amplia nossa solidariedade para com a luta travada pelos pais e parentes de autistas: “Eu percebi que tinha autismo quando tinha dez anos de idade. Eu percebi que ter autismo não é somente ter uma deficiência, mas ter também um grande desafio que um pai pode ter para ajudar o seu filho…”. E num quadro-negro, posteriormente à resposta dada, o filho do autor do segundo livro citado escreveu: “Não desista, autismo é tratável”.

Duas reflexões finais: “As ideias podem vir pelos livros, mas o amor só vem pelas ações”; e “O herói não é aquele que já venceu todos os desafios, mas aquele que jamais se rendeu a eles”.

Concentração total no ser humano autista, com muita dedicação e amor! A solidariedade servirá para nós como “complemento d’alma”, como proclamava Fernando Pessoa, um poeta luso muito arretado de ótimo!!!

1 junho 2015 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JBF

pnl

1 junho 2015 FULEIRAGEM

BRUNO AZIZ – A TARDE

AUTO_aziz

31 maio 2015 HORA DA POESIA

À MODA ANTIGA – Anderson Braga Horta

Eu lhe daria, à moda antiga, um beijo,
e, à moda antiga, ela enrubesceria.
Depois, tão longo o dia duraria
quão breve a noite para o meu desejo.

Serás a lira, amada (eu lhe diria,
todo imerso num sonho benfazejo);
serei o vento a desferir o arpejo.
Serei o sol… serás a cotovia.

Tu sorrindo em meus olhos, eu sorrindo
nos teus, e ambos ansiando, ambos fremindo
ao luar, sobre a relva, à moda antiga…

E a vida passaria tão de leve
que a continuaria a morte, em breve,
como uma doce e acolhedora amiga.

31 maio 2015 FULEIRAGEM

DUKE – SUPER NOTÍCIA

duke2

31 maio 2015 DEU NO JORNAL

SÓ ELA FICOU SURPRESA

O Palácio do Planalto teve acesso a uma pesquisa que avaliou a popularidade do governo.

Nas palavras de um auxiliar da presidente Dilma Rousseff que teve acesso aos números, o resultado é preocupante.

Pela primeira vez, a aprovação do governo Dilma está abaixo dos 10%, segundo a pesquisa.

* * *

Não acredito.

Ela ainda tem isto tudo de aprovação???!!!

É um número altíssimo.

Pois nas pesquisas do Instituto Data Besta, a popularidade da Dama do Priquito de Aço tá mais baixa do que poleiro de pato.

A última medição deu 0,13 (êpa!) de popularidade.

A mesma pesquisa constatou que esta popularidade existe apenas entre debiloides mentais.

B

“Popularidade baixa? Não entendi… Logo eu que sou tão simpática…”

31 maio 2015 FULEIRAGEM

GENILDO – CHARGE ONLINE

AUTO_genildo

31 maio 2015 DEU NO JORNAL

A PÁTRIA GRANDE

ruy fabiano

patria-grande

A construção de uma unidade geopolítica latino-americana – ou ao menos sul-americana – não surge com o PT. É ideia antiga, que, há três décadas, inspirou o Mercosul e alterou, para o mal e para o bem, a diplomacia e o comércio continentais.

O fato de ser desejável e necessária, numa época em que as nações se organizam em blocos, para melhor figurar no cenário geopolítico mundial, não a torna menos complexa. A unidade europeia, ideal antigo de séculos, começou a ser implementada após a Segunda Guerra. Passou por diversos estágios e ainda está em curso, cada etapa sendo publicamente discutida.

Não é fácil unir coisas distintas e assimétricas, respeitando-se os espaços de soberania.

O problema da união latino-americana cogitada pelo PT, e pelas organizações da esquerda continental, reunidas no Foro de São Paulo, é tentar impô-la sem debates e sob o tacão ideológico.

A Pátria Grande terá que ser socialista – ou bolivariana – e seu projeto objetiva, com a urgência possível, unificar forças armadas, moeda e territórios. Nada menos.

Para definir sua institucionalização, criou-se a Unasul, cuja última reunião de cúpula, no Equador, em dezembro, aprovou três propostas complicadíssimas: uma Escola Sul-Americana de Defesa – “um centro articulado de altos estudos para formação de civis e militares” -, abertura do espaço aéreo dentro da Unasul, além de passaporte comum, sem distinguir nacionalidades.

São questões que tangenciam a soberania e pressupõem longas e complexas tratativas, acompanhadas de perto pelas sociedades dos países abrangidos. Nada disso, porém, ocorreu: nem na sociedade, nem no Congresso, nem em parte alguma.

Quem assiste os vídeos do PT tratando do assunto – e há vários na internet (deve ser isso que o partido entende como “debate”), constata que se parte de um pressuposto falso: de que a sociedade brasileira está não só ciente desse projeto, mas de pleno acordo – sobretudo quanto a seu teor ideológico.

Num deles, fala-se de “uma América do Sul vermelha”. Em outro, Lula fala da importância de o Brasil investir na infraestrutura de Cuba, sem explicar o porquê. O debate deu-se sempre intramuros, com a militância do partido e do Foro.

Os reflexos dessa manobra são evidentes. Mudou a diplomacia brasileira, trocando parceiros e prioridades. O Brasil é o único país a dispor de duas chancelarias: a oficial, o Itamaraty; e a real, a cargo do chanceler Marco Aurélio Garcia.

As antigas alianças ocidentais foram trocadas por outras, de teor oposto, que em vez de lucro dão prejuízo. Serve-se ao país a política do fato consumado, na base da terapia do susto.

A figura de Simon Bolívar tem peso simbólico nos países hispano-americanos, como libertador do colonizador europeu, mas nenhum no Brasil, que viveu processo de independência diverso.

Impingi-la como elo comum é uma arbitrariedade. Os nossos “pais fundadores” – e os há – são civis. Os mentores de nossa independência não eram militares, que só passaram a ter presença exponencial na política brasileira a partir da República, por eles proclamada. Nosso Bolívar é José Bonifácio.

O problema, portanto, começa na falsificação dos símbolos. A grande figura militar brasileira, o Duque de Caxias, firmou-se menos como guerreiro e mais como pacificador, arquiteto da unidade nacional, ao longo do Segundo Reinado.

Nem ele, no entanto, desfruta mais desse prestígio, tal a eficácia do processo iconoclasta a que foram submetidas as figuras históricas do país de algumas décadas para cá. Sem heróis, não há nação – e por isso as grandes nações sempre cultivaram os seus.

A Pátria Grande não inova nesse ponto: vê em Bolívar um herói comum, ainda que o perfil histórico que esculpiu esteja bem longe da figura real que ele encarnou. O Brasil, e esse é o absurdo maior, mesmo sem ter nada a ver com Bolívar, cumpre o papel de promover e patrocinar esse projeto, sem que sua população saiba de seus objetivos e, sobretudo, do seu custo.

Não é por outro motivo que o governo reage ferozmente à ideia de abrir a caixa preta do BNDES, que revelará parte dos custos da construção da Pátria Grande. Ela também é destinatária de parte do saque à Petrobrás e aos fundos de pensão.

O Foro de São Paulo promove a eleição dos bolivarianos e sustenta a construção (que não é barata) dos alicerces dessa “nação comum”. O dinheiro vem daqui. E Joaquim Levy, antípoda ideológico do pessoal do Foro, foi chamado a administrar o troco que restou ao Tesouro Nacional nessa aventura em pleno curso.

31 maio 2015 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

nani

31 maio 2015 EVENTOS

CENTENÁRIO DE ASCENSO FERREIRA

Em 2015 se comemora os 120 anos de nascimento do poeta pernambucano Ascenso Ferreira. Celebrando a data essa data, o Laboratório de Autoria Literária Ascenso Ferreira, do Sesc Santa Rita-Recife/PE, lançou a revista digital Ascenso, minha língua, reunindo todas as ações desenvolvidas pelo Laboratório a partir de março deste ano.

A revista terá três edições, e o primeiro número já traz os registros do lançamento da programação do Laboratório – o bate-papo entre os escritores gaúchos Carlos Nejar e Fabrício Carpinejar, as residências literárias coordenadas por João Lin e Jussara Salazar, a oficina de quadrinhos realizada na Biblioteca Popular do Coque, e os encontros dos projetos “A barca dos encantados” e “Um escritor na minha escola”.

A revista também vem com poemas de André Monteiro, Carlos Nejar, David Henrique, Fabrício Carpinejar e Samarone Lima e contos de Débora Ferraz e Everardo Norões. E ainda uma entrevista exclusiva com Maria Luiza Ferreira, filha de Ascenso.

A revista Ascenso, minha língua pode ser acessada clicando na ilustração abaixo:

ASCENSO

31 maio 2015 FULEIRAGEM

PATER – A TRIBUNA

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31 maio 2015 FULEIRAGEM

ZOP – CHARGE ONLINE

AUTO_zop2

31 maio 2015 DEU NO JORNAL

“PADRÃO FIFA” AINDA É O MODELO DA DILMA

Jorge Oliveira

A Dilma não dá uma dentro. Depois de dizer na campanha que o seu governo adotaria o “Padrão Fifa”, agora vê desmoronar o maior antro de corrupção do mundo na área do futebol. A blitz realizada em um hotel de luxo da Suíça, onde os mafiosos estavam hospedados, levou a reboque o José Maria Marin, corrupto conhecido, a exemplo de Paulo Maluf, mas solto e fagueiro no Brasil. Preso pelo FBI, ele será extraditado para os Estados Unidos onde certamente terminará seus anos de vida na cadeia.

No Brasil, esses corruptos posam de ilustres personalidades ao lado de presidentes como Dilma e Lula, também envolvidos em maracutaias já comprovadas de recebimento de propina para suas campanhas. Paulo Maluf, hoje parceiro do Lula nas campanhas paulistas, é procurado em mais de cem países no mundo por corrupção mas continua dando as cartas na Câmara Federal e na política de São Paulo, onde foi convocado para uma parceria com o PT para eleger Haddad prefeito da cidade.AUTO_luscar

A prisão de José Maria Marin e dos corruptos da FIFA, a quem Dilma copia o padrão de administração, envergonha a Justiça brasileira. Alguns desses personagens anacrônicos e carcomidos pela corrupção, já deveriam estar encarcerados aqui. Muitos deles, exercendo mandatos, continuam roubando porque têm a certeza da impunidade. Veja os mensaleiros: passaram pouco tempo no xadrez e agora já pensam em deixar o país para morar no exterior, como anunciou o José Dirceu que pretende se mudar para Portugal.

Com os bolsos cheio de dinheiro, produto do roubo da Petrobrás e de outras empresas estatais, os mensaleiros chegaram a conclusão de que o crime compensa. Certamente não está compensando para o Marco Aurélio o intermediário do PT nas extorsões nas empresas estatais e privadas saqueadas por ele e sua quadrilha. Hoje abandonado pelos seus parceiros petistas.

Só no exterior Marin seria preso pela turma do FBI que esperou uma reunião da quadrilha da FIFA para algemar uma dezena deles, eleitores de Blatter , o presidente da organização criminosa. Aqui, no Brasil, solto, o ex-presidente da CBF era recebido pelas autoridades como um homem acima de qualquer suspeita, mesmo depois do flagrante dele roubando medalhas de atletas mostrado em rede de TV. Até a CBF na Barra da Tijuca, bairro nobre do Rio de Janeiro, mantinha o nome dele na fachada da sede que custou 100 milhões de reais, despesa nunca auditada por ninguém.

Infelizmente, na última década, a única coisa que o Brasil vem produzindo com muita eficiência é corrupto. Eles estão em toda parte: nas empresas estatais, no futebol, nos jogos olímpicos, nas prefeituras, nos governos estaduais, no Congresso Nacional e até escamoteados nos pequenos delitos praticados por garçons que adulteram as contas dos bares e restaurantes.

O Brasileiro começa a se envergonhar do seu país e de seus mandatários atolados na lama podre da bandidagem. O PT, que apregoava a ética na política, transformou-se no partido mais corrupto da história do pais. Seus dirigentes, muitos já presos e condenados, ainda vivem aboletados no poder sugando o que resta do dinheiro púbico de um país que vive a pré-falência econômica e desce rapidamente a ladeira da indecência administrativa.

Com a prisão de Marin, os torcedores brasileiros lavam a alma pelos 7×1 da Alemanha, agora acrescido de mais 1 no pijama listrado do ex-presidente da CBF atrás das grades: 171.

31 maio 2015 FULEIRAGEM

PASSOFUNDO – CHARGE ONLINE

AUTO_passofundo

31 maio 2015 A PALAVRA DO EDITOR

O PULÍTICO MAIS EDUCADO DE BANÂNIA

O vice prisidente da República Federativa de Banânia concedeu uma entrevista, publicada ontem, ao jornal Folha de S.Paulo.

Uma entrevísta na qual, entre outras pérolas, ele pediu “compreensão” ao povão deztepaiz. Compreensão pelo arrocho econômico ordenado pela prisid-Anta Dilma Ruimsef.

Tem cada resposta da porra!

Acabei de enviar mensagem para o gabinete da vice presidência convidando Sua Insolência, o polido, educado, gentil e cavalheiresco peemedebista – o oposto total e radical da incivilizada, esporrenta e mal educada prisid-Anta Jumenta Coiceira -, pra ser comentarista do JBF.

O contorcionismo explicatório de Temer nesta entrevista concedida à Folha vai matar de inveja o fubânico petista Explicante Desesperado.

Leiam a íntegra da entrevista e constatem o que acabei de dizer. Basta clicar aqui.

31 maio 2015 FULEIRAGEM

RONALDO – JORNAL DO COMMERCIO

ronaldojc


Mundo Cordel
UM DIA SEM PRESSA

homem-correndo

Reconheço que há dias nos quais tenho desejos um pouco egoístas. Comer um bom leitão no restaurante do português; receber o pedido de um cantor famoso para gravar uma de minhas canções; ou até ganhar na loteria e ficar rico. Quem sabe?

Mas também há dias em que acordo desejando coisas que acredito boas para meu país, ou mesmo para a humanidade, como chuvas em uma região mais seca ou a descoberta de uma vacina.

Hoje, acordei com um desejo bem pessoal, mas também muito peculiar: o de ter um dia sem pressa.

Quero levantar da cama quando der vontade de levantar da cama, e não porque algum compromisso me espera. Tomar banho devagar, sentindo a água cair sobre minha cabeça e deslizar pelo meu corpo. Quem sabe, ouvindo música. Sem pressa.

Quero demorar no café da manhã, não para comer muito, mas para comer lentamente, saboreando o alimento.

Quero chamar o elevador e não me incomodar se ele demorar a vir. Talvez eu me irrite um pouco, se perceber que o vizinho de cima o está segurando de novo, mas que minha irritação seja por uma questão de cidadania, não de pressa. Tanto assim, que, ao sairmos do elevador, quero segurar a porta para que o meu vizinho saia primeiro. Talvez ele esteja com pressa, eu não.

Quero sair no meu carro e dirigir com calma, sem me incomodar por que o sinal ficou vermelho bem na hora em que eu me aproximava do cruzamento. Se encontrar uma avenida vazia à minha frente, posso até acelerar um pouco mais forte, mas apenas para sentir a potência do motor, não para chegar mais rápido ao destino.

Quero ir ao shopping center e rir da falta de vagas no estacionamento. Gastar tempo até encontrar uma, e, diante do impasse com o outro motorista, que se aproximou segundos depois, ceder aquela vaga para ele.

Quero por a gentileza à frente da pressa. Dizem que a pressa é inimiga da perfeição. Pode ser que ela seja mais inimiga da gentileza. Talvez, na correria do dia-a-dia, tenhamos estado apressados demais para ser gentis.

Mas hoje – pelo menos hoje – quero inverter isso. Quero que passem à minha frente. Quem quiser que se apresse. Quero ceder minha vez no restaurante lotado. “Senhora, por ficar com essa mesa. Chame sua família. Esperarei a próxima”. Posso até almoçar em um fast-food, mas o ritmo hoje haverá de ser slow-food.

Porque é apenas isso que quero: um dia sem pressa.

E, pensando bem, talvez não seja muito difícil realizar esse desejo hoje. É domingo. Não tenho nenhum compromisso marcado. A única razão para ter pressa seria o hábito já adquirido de andar apressado. Seria a pressa um hábito assim tão difícil de vencer? Não sei. É preciso tentar para descobrir.

Sei que bem mais complicado seria tentar isso amanhã, com todos os afazeres que a segunda-feira traz consigo.

Mas… Por que não tentar? De repente, pode valer a pena.

Pois bem. Está feito o desafio. Tentarei ter um dia sem pressa hoje. Conseguindo ou não, amanhã tentarei de novo.

31 maio 2015 FULEIRAGEM

AROEIRA – O DIA

aroeira

LASCADO E SEM AJUDA FINANCEIRA

Comentário sobre a postagem CEGUEIRA, INCOMPETÊNCIA OU CUMPLICIDADE

Jurema Cappelletti:

“Ainda bem que esse blog continua ativo!

Infelizmente não tenho mais tempo para acompanhar tudo o que gostaria!

PARABÉNS pelo trabalho que será muito divulgado !!!

Só mesmo quem também gasta tempo para chamar a atenção das pessoas, sem ajuda financeira, sabe o valor de seu trabalho.”

carteira vazia

Carteira do Editor do JBF com todo dinheiro faturado dos anunciantes privados e das estatais de Banânia

31 maio 2015 FULEIRAGEM

PAIXÃO – GAZETA DO POVO

paixao

31 maio 2015 DEU NO JORNAL

UM GOL, MUITOS GOLS

carlos brickmann

A entrada do FBI americano nas investigações sobre corrupção no futebol muda a regra do jogo: deixa de funcionar a Bancada da Bola, perde efeito o relacionamento internacional bem cultivado, favor prestado não tem mais validade. Se os personagens presos são ou não culpados, a Justiça americana decide. Mas:CBF

1 – José Maria Marin, segundo as investigações, teria cobrado propinas nos contratos da CBF. Quem pode ter pago propinas? Patrocinadores da Seleção, talvez; ou concorrentes à compra dos direitos de transmissão. Quem patrocina a Seleção, e quem a patrocinou nos últimos anos? Quem ganhou o direito de transmitir os jogos? Quais empresas firmaram contratos de exclusividade com a CBF?

2 – Quando o Brasil ganhou a Copa de 1994, nos EUA, a delegação trouxe 11 toneladas de compras. O secretário da Receita, Osíris Lopes Silva, mandou que as bagagens passassem pela Alfândega. O presidente era Itamar Franco, e Osíris caiu. Quando Ronaldo Fenômeno teve aquele problema na Copa da França, em 1998, já se falava na interferência da Nike na CBF. O presidente era Fernando Henrique. Quando o Brasil ganhou o direito de realizar a Copa de 2014, o presidente era Lula. Ninguém investigou; se investigou, não contou para ninguém. A imprensa paulista foi acusada por Ricardo Teixeira de persegui-lo, só porque andou narrando algumas coisas, que as autoridades não levaram em conta. E como havia gente importante do Judiciário viajando a convite da CBF, com tudo pago!

Agora a bomba explodiu. E vai pegar gente hoje acima de qualquer suspeita.

Quem sabe sabe

Os investigadores americanos tiveram também o apoio decisivo das informações do empresário brasileiro J. Hawilla, dono de uma rede de televisão (a TV Tem) que retransmite a Globo no Interior paulista. Hawilla foi preso e fez delação premiada. Comprometeu-se a devolver aos americanos uns US$ 175 milhões. Meio bilhão de reais. Já pagou a primeira prestação, de US$ 25 milhões.

Lá e cá

J. Hawilla foi preso nos EUA no segundo semestre do ano passado. Alguém soube? Fez o acordo de delação premiada e contou muita coisa (e não deve ter sido o único). Só agora ficamos sabendo – após as prisões.

Estardalhaço serve apenas para afugentar a presa. Na Suíça, prisão não é ponto turístico. Portanto, ninguém divulga onde está localizada (nem se os demais detentos estão nela ou em outras instituições). Sabe-se que Marin é bem tratado, está preso numa cela com banheiro normal, não precisa fazer acrobacias para usar a privada, tem assistência médica e jurídica. Está mais bem alojado do que em qualquer prisão brasileira. E, caro leitor, de onde é mais provável que não tenha chance de escapar.

Chuva de óleo

Americano ainda não dá muita importância ao futebol. A ladroeira na FIFA tem contato apenas superficial com os Estados Unidos: instituições financeiras americanas foram usadas na manipulação irregular de dinheiro, algumas firmas de lá pagaram propina no Exterior. Já o caso da Petrobras, também sob investigação naquelas bandas, bate em cheio nos americanos: a refinaria de Pasadena é lá, os papéis da empresa são negociados nas bolsas dos EUA, milhares de pessoas puseram suas economias em fundos que compraram Petrobras (e que, graças aos problemas da estatal, renderam muito menos do que poderiam). A investigação e a Justiça são mais eficientes que as nossas.

Os prejudicados farão pressão. E as petroleiras americanas – neste setor ninguém é bonzinho: todos jogam pesadíssimo – não perderão essa ótima possibilidade de atrapalhar a concorrente.

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Joaquim Barbosa, mais doutor

O ministro aposentado do Supremo Joaquim Barbosa recebe hoje, em Israel, o título de doutor honoris causa da Universidade Hebraica de Jerusalém, uma das cem melhores do mundo. No programa, além da honraria, há palestras, inauguração do novo prédio do Instituto Avançado de Humanidades, visita a locais históricos e encontro com o presidente de Israel, Reuven Rivlin.

Entre as personalidades internacionais que receberam o título de doutor honoris causa da Universidade Hebraica de Jerusalém estão Bill Clinton e o filósofo Jean Paul Sartre.

Sou, mas não sou

Lembra de Gim Argello, que foi senador pelo PTB do Distrito Federal? Aquele que fez questão de morar na área de mansões de ministros de Brasília para poder encontrar-se por acaso com a candidata Dilma Rousseff e praticar suas caminhadas ao lado dela? Sim, esse! Ele mesmo: apadrinhado por Dilma e Renan, foi nomeado para o Tribunal de Contas da União e desistiu ao ser informado de que os demais ministros não lhe dariam posse nem que a vaca resolvesse tossir.

Pois Gim Argello não existe mais. Nem há referências a Gim Argello no Senado. Gim voltou a chamar-se Jorge Argello, seu nome original. Em 26 de dezembro de 2014, quando terminava seu mandato, requereu ao presidente do Senado, Renan Calheiros que seu apelido político se evaporasse. Foi atendido em poucos dias. Por que? Justo ele, o vice-presidente da CPI da Petrobras, do ano passado, aquela que não chegou a conclusão nenhuma, lavou seu nome a jato?

Enfim, felizmente, Gim Argello não morreu. Está mais vivo do que nunca.

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31 maio 2015 FULEIRAGEM

FAUSTO – OLHO VIVO

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AS CACHIMBADAS DA VOVÓ

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Vovó Doca cachimbando

Minha Avó (claro, não é essa aí da foto! – apenas peguei para ilustrar), de quem já falei algumas vezes aqui, era uma negra (ops! – “afrodescendente”) descendente direta dos povos africanos que chegaram ao Brasil aportando inicialmente na Bahia. Dali, como rama de melancia, espraiou-se pelas terras brasileiras. As sombras dos cajueiros de Pacajus usadas para uma “madorna” ganharam a preferência dos ancestrais – e ali fincaram raízes.

Inteligente pelas graças d´Ele, como todos nós, Vovó sempre se destacou como figura ímpar no habitat ou fora dele. Magricela de boa estatura (beirava o 1,80m), capinava tão bem quanto qualquer homem e usava a foice como ninguém. Destra, usava a mão esquerda apenas para segurar o cachimbo – tal como está na foto ilustrativa. E era ela mesma quem dizia:

– Só uso a perna esquerda prumode segurar o esqueleto, espantar pinto e esporar a barriga de jumento lerdo! Dizia ela, caindo na gaitada (rir muito alto).

Batizada Raimunda, e muito conhecida como “Doca” – os pais não conheciam ainda os nomes Daiane, Emmelyne, Aulinda, Sylvia e tantos outros que mandaram para a lixeira o Maria, Anunciada, Guilhermina, Ana e tantos outros nomes abrasileirados – minha Avó, se viva fosse, o Lulabras não teria sido agraciado (?!) com o Doutor Honoris Causae. Recairia sobre ela a premiação.

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Fumo de rolo “melado” era o preferido da Vovó

Ledo engano imaginar que Dona Doca não conhecia nem gostava de política. Todos somos seres políticos – infelizmente, alguns se deixam usar pelos agentes em troca de algo – e, também dependemos da política até para irmos ao banheiro. Pode até ser outro tipo de política, mas acaba sendo política, sim.

Pois, Dona Doca costumava cambiar votos para Joaquim Albano em troca de alguns alqueires de terra para o plantio da roça da família. Nos tempos atuais, ela não seria nenhuma liderança, mas tinha lá seu valor e importância para o “cumpade Quincas”, herdeiro de muitas terras do povoado.

Certa vez, adispois do café da três horas da tarde com beiju da massa de farinha, sentada no tamborete preferido – era um tamborete que ela mandara o marido fazer um buraco onde sentava prumode peidar sem dificuldade – e entre uma cachimbada e outra, Dona Doca aprumou a conversa:

– Esses pulíticos são tudo uns abestaiados . Num sabe nem robar, apois dexam as tramelas abertas! Quem esse pomba lesa de Lula pensa que é? Num sabe por causa de que o pato come qualquer coisa e caga ralo; num sabe prumode que a cabra come tudo que é mato e caga aquelas bolinhas… num sabe de merda nenhuma, como quer saber de política prumode enganar os zoutros dizeno que num sabia de nada da roubaiera?

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Dona Doca picotando fumo para o cachimbo

E voltou a tacar fogo no fumo do cachimbo que a prosa demorada apagara. E, aceso o fumo, tome cachimbada!

31 maio 2015 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA

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31 maio 2015 DEU NO JORNAL

A EXPLICAÇÃO PADRÃO

O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, classificou como um “equívoco” o envolvimento da esposa, a jornalista Carolina Oliveira, na operação Acrônimo, da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público (MP), que investiga um esquema de lavagem de dinheiro. A declaração foi dada durante entrevista coletiva, na tarde deste sábado (30).

A Polícia Federal (PF) cumpriu mandado de busca e apreensão no apartamento que ela mantém em Brasília nesta sexta-feira (29).

A ação foi deflagrada para combater lavagem de dinheiro por meio de um esquema de sobrepreço e de recebimento por contratos não executados com o governo federal desde 2005.

* * *

“Equívoco”… Pois sim…

Essa quadrilha vermêia-istrela só tem cara-de-pau dentro dela.

Pra que a sua declaração ficasse petralhicamente completa, o gunvernador Pimentel devia ter dito, também, que se trata de um “massacre midiático“, de uma “campanha golpista” promovida pelos coxinhas reacionários e de “politização” por parte da oposição de sua gestão ética, transparente e sem um único erro.

Coroando tudo isto, seria necessário, também, um vídeo com declarações de Lula e Rui Falcão dizendo que os derrotados por Pimentel nas últimas eleições estão querendo um “terceiro turno” porque não se conformam com a derrota.

Aguardem. É quase certo que isto venha a acontecer.

tac

“Espelho, espelho meu: todo petralha tem a mesma cara-de-pau que eu”

31 maio 2015 FULEIRAGEM

IOTTI – ZERO HORA

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