13 janeiro 2013 REPORTAGEM

A PRIMEIRA-DAMA E O “MARIDÃO”

 

CASAL ROMÂNTICO – Pâmela (acima) promove festanças, expõe no Instagram coleção de lingerie e diz que o “maridão”, Coutinho (abaixo), é quem “curte” as novidades

A primeira-dama da Paraíba, Pâmela Bório, 29 anos, é uma mulher esfuziante. Ex-modelo, belíssima, olhos claros e corpo escultural, gosta de luxo e badalações, sem revelar nenhuma preocupação com a discrição. Ao contrário. Recentemente, Pâmela exibiu na rede social Instagram sua nova coleção de lingeries e, abaixo das fotos, sapecou a legenda: “Presente para mim, mas quem curte é o maridão.” Tal exibição de intimidade deveria ser uma questão que só dissesse respeito a ela e ao referido “maridão”, o governador Ricardo Coutinho (PSB), 52 anos.

O episódio, porém, tornou-se o novo capítulo de uma explosiva investigação de uso indevido de dinheiro público. Após auditoria nas contas da residência oficial do governador, o Tribunal de Contas da Paraíba concluiu que inúmeros mimos da primeira-dama não são pagos somente com o salário de R$ 20 mil de Ricardo Coutinho, cujo patrimônio é avaliado em menos de R$ 1 milhão. Parte do dinheiro usado para bancar o luxo ostentado e os hábitos peculiares da primeira-dama sai dos cofres públicos.

Um relatório do Tribunal de Contas, obtido pela reportagem, revela que as festas promovidas na Granja Santana – como é chamada a residência onde moram o governador e a primeira-dama – consumiram 17,4 toneladas de carnes, peixes e frutos do mar, só no ano de 2011. Na mesma prestação de contas, que o órgão de fiscalização classificou como um dos inúmeros “exageros de gastos”, havia uma nota registrando a compra de 60 quilos de lagosta.

Além das despesas com comida, os auditores descobriram que até o enxoval do bebê de Pâmela e Coutinho foi pago pelo contribuinte. O governador não mexeu no próprio bolso nem mesmo para comprar os móveis para o quarto do filho ou as bolsas para carregar mamadeiras. A quantidade de farinha láctea adquirida para a criança também espantou o tribunal: foram 460 latas apenas entre os dias 21 de novembro e 13 de dezembro de 2011. “O governador deve ter uma creche em casa para consumir toda essa farinha láctea em menos de um mês”, criticou o deputado estadual Janduhy Carneiro (PEN). A oposição a Coutinho passou a se referir ao caso como “o escândalo da comida infantil”, lembrando que em 28% dos municípios paraibanos não há creches.

ESCÂNDALO – Auditoria do Tribunal de Contas do Estado (acima) na residência oficial revela o pagamento de despesas pessoais e gastos absurdos

O relatório do Tribunal de Contas estadual ainda mostra outras excentricidades. Segundo a fiscalização, no ano passado, a residência oficial foi abastecida com rolos de papel higiênico ao custo de R$ 59 o pacote com quatro unidades. Detalhe: as folhas higiênicas eram personalizadas com a impressão do desenho de um casal de noivinhos. Foram adquiridos também sais e espumas de banho, além de artigos de decoração. Tudo sem levar em consideração a cotação de preços exigida por lei. “Transpareceu como critério de escolha o gosto pessoal e não a impessoalidade exigida na ação administrativa pública. Robustece a afirmação o fato de os orçamentos terem sido solicitados pela primeira-dama do Estado”, censurou o tribunal.

Ou seja, como se estivesse administrando o orçamento de sua casa, Pâmela assumiu o lugar dos pregoeiros e demais funcionários da administração pública responsáveis por cotar preços e dar transparência ao destino das verbas do Estado. Ao que tudo indica, a primeira-dama, ostentando sua infalível bolsa Birkin, da grife Hermés, circulou pelas lojas locais comprando o que era de seu interesse. “O transportador da mercadoria, registrado na nota fiscal, foi a senhora Pâmela, esposa do governador”, cravaram os auditores.

Nascida na Bahia, aos 13 anos Pâmela começou uma carreira como modelo. Quando adolescente, participou de vários concursos de beleza, sendo premiada em todos eles, como gosta de lembrar. Já adulta, promoveu campanhas publicitárias para uma renomada joalheria. Em 2008 conquistou o título de miss Bahia. E, quando seu destino parecia mesmo as passarelas, transferiu-se para João Pessoa, para trabalhar como apresentadora de uma televisão local. Foi ali na tevê, em 2010, que ela conheceu Coutinho, entrevistando-o como candidato ao governo do Estado. Casaram-se em fevereiro de 2011, um mês após a posse.

No Estado, Coutinho é conhecido como homem simples, filho de um agricultor e uma costureira. Segundo amigos do casal, o “maridão” e a primeira-dama seguem vivendo num clima amoroso que parece prolongar a lua de mel. O problema é saber quem paga a conta do romance. Na quinta-feira 10, a assessoria do governador Coutinho informou à reportagem que na Granja Santana são servidas 120 refeições diárias que atendem o pessoal da limpeza, segurança, jardinagem, etc. Quanto às despesas, com o enxoval do filho do governador, informa que “é obrigação do Estado suprir os gastos particulares de sobrevivência dos governantes nas residências oficiais”. Afirma, ainda, que a primeira-dama não possui cartão corporativo e que a bolsa Hermés “é uma réplica”.

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13 janeiro 2013 FULEIRAGEM

ZERRAMOS – DIÁRIO CATARINENSE

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QUEM MANDOU TU BULIR COM O HÔMI?

Julinho, ainda palmeirense

Os mais antigos que gostam de futebol, lembram ou tiveram conhecimento de um episódio marcante na vida de Júlio Botelho (Julinho), jogador do Palmeiras e da seleção brasileira que, anos depois da Copa do Mundo de 62 foi negociado ao Fiorentina da Itália.

Naqueles tempos, duas coisas eram muito difíceis no futebol. Primeira, aparecer algum marcador para marcar Garrincha; segunda, aparecer alguém para mandar Garrincha para o banco de reservas da seleção brasileira. Apareceu um, que depois se consideraria louco, por não ter observado antes o jogador do Botafogo de Futebol e Regatas. Joel Martins, então ponta-direita do Flamengo (Garcia; Tomires e Pavão; Jadir, Dequinha e Jordan; Joel, Moacir, Índio, Evaristo e Esquerdinha (Zagallo), iniciou a Copa do Mundo de 1958 como titular. Quando Garrincha entrou no time, até os dias atuais, ainda não encontrou reserva a altura.

Mas Julinho podia ser, naquela época, segundo melhor jogador da posição, inferior apenas a Garrincha.

Por algum motivo que a minha memória resolveu esconder, aconteceu um jogo no Maracanã – Garrincha, também por algum motivo, não foi convocado – e Julinho foi escalado. Havia desde aquele tempo, uma rivalidade muito forte entre cronistas do Rio de janeiro e de São Paulo. Cada um, claro, defendendo o jogador do seu Estado mas, com as mágicas que Garrincha fazia em campo, essa guerrinha entre Julinho e Garrincha foi evidentemente minimizada e esquecida. Escalado, Julinho literalmente arrebentou com o jogo e, de pé, foi ovacionado pelo público, naquele dia superior a 150 mil torcedores.

Com a brilhante performance de Julinho, a Sociedade Esportiva Palmeiras começou a faturar, aproveitando o prestígio do atacante. Naquele tempo os clubes brasileiros excursionavam muito pelo interior do país e mais ainda pelo exterior – não haviam as hoje tradicionais competições envolvendo clubes europeus.

Eis que surgiu a idéia de colocar Fortaleza como mais uma praça onde o Palmeiras realizaria um amistoso. O Palmeiras não tinha apenas Julinho como atração, mas a presença do atacante era garantia de boa arrecadação. Mozart Gomes e Otoni Diniz eram os principais dirigentes do Fortaleza, e resolveram contratar o jogo amistoso.

Muito diferente dos dias atuais, a comunicação esportiva (bem como as demais especializações) chegava nas cidades fora do eixo sul-sudeste apenas através dos jornais ou, quando muito, através das transmissões de umas poucas emissoras de rádio e, no cinema, através do Canal 100.

Se não era fácil receber as notícias vindas do sul-sudeste, mais difícil, ainda, era fazer chegar nessas regiões, algum noticiário procedente do norte-nordeste ou do centro-oeste. Era, digamos, olho por olho; dente por dente. Assim, as notícias dando conta da apresentação magistral de Julinho, no Maracanã, demoraram dias, meses, quase um ano. Julinho era, digamos, em Fortaleza, um desconhecido total, da mesma forma que era Garrincha.

Como era um jogo amistoso, os dirigentes do Fortaleza contrataram uma divulgação especial durante toda a semana que antecedeu ao jogo, marcado para a tarde de um domingo. Diariamente, quase três páginas dos jornais O Povo, Unitário, Correio do Ceará, Tribuna do Ceará e O Estado (o jornal Diário do Nordeste ainda não existia) só falavam do jogo.

Na véspera do jogo, um sábado, o Editor do jornal O Povo (muito ligado aos dirigentes do Fortaleza através do também jornalista e diretor – do Fortaleza e do jornal – José Raimundo Costa, fez manchete do que teria sido uma fala de Ninoso, zagueiro de origem, improvisado na lateral-esquerda:

- “Não conheço! Não sei quem é!”

Essa resposta, segundo o jornal, teria sido dada por Ninoso, quando perguntado se conhecia Julinho e se sabia do trabalhão que teria pela frente no jogo amistoso. Só que, no texto, o jornalista deu outra conotação, mesmo mantendo a fala do jogador do Fortaleza. No texto, colocou ares de deboche, de menosprezo de Ninoso para com Julinho.

A manchete do jornal, no domingo, foi o principal assunto no hotel onde ficou hospedada a delegação palmeirense. Os paulistas não sabiam, também, das dificuldades de comunicação que existiam entre os estados e, tampouco, imaginavam que Julinho era, realmente, um desconhecido em Fortaleza. E por que Ninoso teria obrigação de conhecer Julinho?

Chegou o dia do jogo. O velho Estádio Presidente Vargas abarrotado de gente, um misto de torcedores do Fortaleza, Ceará, Ferroviário e, com certeza, muitos poucos palmeirenses. O Fortaleza mandou a campo: Pedrinho; Mesquita, Célio, Sapenha e Ninoso; Toinho e Charuto; Moésio, Nagib, Walter Vieira e BCC.

Em pé: Pedrinho, Mesquita, Toinho, Sapenha, Célio e Ninoso

Começou o jogo e, na primeira bola que chegou a Julinho, ele parou, levantou a cabeça e olhou para quem estava chegando na área adversária, permitindo que todos imaginassem que ele cruzaria a bola numa jogada aérea. Assim, Ninoso foi para a marcação, na tentativa de evitar o cruzamento. Julinho deu-lhe um drible tão desconcertante que o cearense caiu. Cruzou a bola da cabeça de Romeiro e este só teve o trabalho de mandar para dentro das redes defendidas por Pedrinho. 1 a 0 Palmeiras. O jogo seguiu e Julinho seguia fazendo misérias pela direita.

Já havia driblado e derrubado Ninoso pelo menos umas oito a dez vezes. Mas, driblando com objetividade e não apenas para humilhar o marcador. Afinal de contas, Julinho sempre foi um gentleman. Em mais uma jogada pela direita, que poderia ser mais um drible desconcertante, não suportando mais, Ninoso resolveu pedir ajuda ao companheiro Sapenha:

- Acuda aqui cumpade, apois o hômi vai me matá!

Sapenha, zagueiro vigoroso ao extremo, mas muito honesto nas jogadas contra os adversários, apenas respondeu:

- Intão vai matá mermo. Quem mandou tu bulir com o hômi??!!! Esse daí é qui é o tá de Julim, cumpade!!!

Cavalheiro, ao final do amistoso que terminou com uma acachapante vitória palmeirense, com Julinho sendo o principal nome do jogo, mesmo sem marcar nenhum gol, procurou Ninoso e ofereceu-lhe a camisa com que atuara. Por anos, soube-se, Ninoso guardou a camisa com muito carinho e, ao mesmo tempo, muito ódio. Levou um baile.

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13 janeiro 2013 FULEIRAGEM

DÁLCIO – CORREIO POPULAR

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12 janeiro 2013 FULEIRAGEM

BRUM – TRIBUNA DO NORTE

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12 janeiro 2013 FULEIRAGEM

MONSENHOR NEWTON SILVA – CHARGE ONLINE

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12 janeiro 2013 A HORA DA POESIA

O POETA – Maria Braga Horta

Quando nasce um poeta, é só seu corpo humano,
pois na alma do poeta o infinito vem preso
e o seu corpo não é mais que um verme profano
em que vibra o esplendor do céu, na terra aceso.

E no inútil labor do seu cérebro insano
– sentindo, pela vida, ansiedade e desprezo –
semeia as ilusões e colhe o desengano
e entre a terra e o céu pára o vôo, surpreso.

A alma de cada poeta é um sensível compasso
medindo os sons e a cor, os ritmos e a luz,
procurando o infinito e se abrindo no espaço!

Seu destino, na vida, é um dilema fatal:
ama a terra e ama o céu e em seus versos traduz
a ambição de ser deus e a dor de ser mortal!

Lajinha, 4-3-1956

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12 janeiro 2013 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

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12 janeiro 2013 DEU NO JORNAL

LOUCURA COM MÉTODO

Ruy Fabiano

A posse de José Genoíno como deputado federal, mesmo condenado à prisão pelo Supremo Tribunal Federal, em regime fechado, recoloca os dois Poderes – Legislativo e Judiciário – em rota de confronto, e o país na iminência de uma crise institucional.

Se o PT estivesse disposto a acatar a decisão do Supremo – o que é o óbvio, num regime democrático -, não chancelaria tal despropósito. O STF não apenas condenou Genoíno, como considerou cassados os mandatos dos parlamentares condenados.

Nesses termos, tomar posse configuraria um ato de ópera bufa. Ninguém em sã consciência toma posse de um cargo e, em seguida, submete-se à sua perda e vai para a cadeia. O mínimo que se espera é que se poupe de tal ridículo.

Portanto, o ato de Genoíno é daquelas insanidades com método, de que falava Shakespeare. Indica que o PT está mesmo determinado a levar seu protesto à condenação dos mensaleiros às últimas consequências. Não se sabe exatamente quais são.

Pode-se, no entanto, recolhendo-se algumas declarações feitas nos últimos meses por mensaleiros e dirigentes do PT, antever algumas.

Por exemplo: recorrer a cortes internacionais, denunciando perseguição política, hipótese cogitada por José Dirceu e pelo presidente petista Rui Falcão.

Seria caso único na história: um partido que está no poder há onze anos, e que indicou mais de dois terços dos integrantes da Corte contra a qual protesta, sofrendo perseguição política. Não faz qualquer sentido, mas o PT insiste em transformar pessoas que praticaram crimes comuns em presos políticos.

Essa providência seria precedida de ampla agitação pública, com o objetivo de sensibilizar a sociedade – ou ao menos pô-la em dúvida quanto ao julgamento do Supremo.

Rui Falcão e José Dirceu prometeram acionar as milícias de sempre: UNE, MST e centrais sindicais. Os primeiros movimentos não produziram coisa alguma. A sociedade, ao contrário, mostrou-se agradavelmente surpresa com o julgamento.

Inútil também foi a tentativa de acionar as redes sociais na internet, onde, inversamente, foi o relator e hoje presidente do STF, Joaquim Barbosa, quem acabou incensado e lançado candidato à Presidência da República (o que também não faz sentido).

No desespero, o presidente da Câmara dos Deputados, o petista Marco Maia, chegou a declarar que daria “asilo” aos parlamentares condenados nas dependências daquela Casa legislativa, onde a polícia é proibida de entrar sem ordem expressa.

O que preocupa é a situação inédita, num Estado democrático de Direito, de desafio ao Judiciário.

Agora mesmo, ao declarar que irá investigar as denúncias de Marcos Valério contra Lula, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, estressou ainda mais as hostes petistas, que consideram seu líder intocável.

“Não mexam com Lula”, adverte Rui Falcão. Por que? Ele é um cidadão como outro qualquer. Se nada deve – e, até prova em contrário, é nisso que se deve crer -, não há porque temer. Bem ao contrário, deve ser ele o mais interessado em esclarecer os fatos.

Dispõe de amplo respaldo político e dos melhores advogados do país – e, acima de tudo, de presumida inocência, que não cansa de proclamar.

Por que, então, se recusa a prestar esclarecimentos à Justiça? É algo tão grave e caricato quanto a posse de Genoíno.

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12 janeiro 2013 FULEIRAGEM

SINFRÔNIO – DIÁRIO DO NORDESTE

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PALAVRÓRIO PEDERÁSTICO

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12 janeiro 2013 FULEIRAGEM

MIGUEL – JORNAL DO COMMERCIO

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https://www.facebook.com/gustavo.arruda3/
CARNAVAL É UMA ILUSÃO SÓ

 

A gente finge que está satisfeito com a vida, brinca com todo mundo e faz amizade facilmente! Esquece dos problemas, foge da realidade da vida, acha tudo engraçado e só quer se divertir… êpa, isso aí não é o Facebook?

*E está quase pronto meu novo livro de crônicas, com críticas ao quotidiano e muito bom humor! (quem quiser saber mais é só mandar uma mensagem ou escrever para gtarruda@pop.com.br)

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12 janeiro 2013 FULEIRAGEM

AROEIRA – JORNAL O SUL

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CRIAÇÃO DE IMPERATRIZ

Deus pegou um punhado de azul
Do mais puro azul de lá do Céu
As estrelas do Cruzeiro do Sul
Das abelhas um cálice com mel

Um pouco das cores do Arco-íris
A beleza do alvorecer de cada dia
Uma mancheia da bondade de Osíris
Dos poetas alguns côvados de poesia

Adicionou às manhãs ensolaradas
Toque de mestre e garra de aprendiz
Todo material recolhido e mais nada

Num terreno fértil, virgem e vazio
Foi criada a cidade de Imperatriz
Só faltava água, Deus fez um rio

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12 janeiro 2013 FULEIRAGEM

PELICANO – BOM DIA SP

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12 janeiro 2013 FULEIRAGEM

AMORIM – CORREIO DO POVO

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CENTENÁRIO DO POETA

O que define um país? Qual é a autoimagem que o Brasil faz de si próprio? Uma nação poderosa ou uma terra sutil? Um povo distinguido pela violência ou pelo afeto?

Se sentarmos na mesa de um bar em Ipanema, pedirmos um uisquinho, como ele dizia, olhando as moças que passam, então o Brasil se conceitua pela paixão, pelo amor. Uma paixão Vinicius, um amor Moraes. Uma definição Vinicius de Moraes.

O fato é que gigantismo urbano, submissão ao consumismo, competição desleal, tornaram a cidade brasileira urgente e fatal. Uma cidade anti Vinicius. Sem perspectiva antropológica. Insensível. Ilógica. Uma cidade sem vez para a doçura do poeta da vida. Por causa de tantas mortes.

“Ó vós, homens da sigla; ó vós, homens da cifra”. Escutai Valsinha, Minha Namorada, Samba da Benção, Samba de Orly. E Deus lhe Pague. No tempo da pressa que não enxerga o outro, nem dedica o gesto, Vinicius virou mito. Uma impossibilidade. Mas ainda uma escolha. Nos suspiros de madrugada fêmea.

Vinicius foi co fundador do Brasil lírico, alegre. Com Tom e Baden, com Chico e Toquinho. E é naquele país, revisitado, que conseguimos recuperar a alma perdida.Onde encontramos a sentença seminal: “Ó vós, homens sem sol, que vos dizeis os Puros, e em cujos olhos queima um longo fogo frio, vós de nervos de nylon e de músculos duros, capazes de não rir durante anos a fio”.  

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12 janeiro 2013 FULEIRAGEM

RICO – VALEPARAIBANO

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12 janeiro 2013 FULEIRAGEM

PAIXÃO – GAZETA DO POVO

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http://www.fredcrux.blogspot.com/
DESVENTURAS DE UM CURURU

1.
Casquinho era um cururu
que não gostava de rima
porque embaixo ou em cima
nunca rimam com caju
esse final jururu
do nome que ele leva
E “aquela” rima lhe entreva,
o faz ficar deprimido
mas sendo um sapo contido,
esse problema releva

2.
Porém Casquinho teve sorte
de encontrar nessa vida
de sapo, difícil lida,
amigo a lhe dar suporte
E assim tornou-se forte,
um cururu respeitado,
bem tranquilo e alimentado
seu emprego era guardar
do dono do seu lugar
um pote bem reforçado.

3.
O pote era um tesouro
num lugar de seca só
pobrezinho de dar dó
ali nunca se viu ouro
Num tamborete de couro
o pote tinha seu trono
E de inverno a outono
o Casquinho vigiava
Inseto ali não chegava,
pois ficava em desabono

4.
Casquinho só na vigia
jogava a língua e pegava
todo inseto que passava
ali naquela coxia
O cururu lhe lambia,
a lingua nele alcançando
Mesmo o inseto voando
o Casquinho lhe jantava
e nunca se aperriava,
estava sempre almoçando

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12 janeiro 2013 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE

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12 janeiro 2013 FULEIRAGEM

DUKE – SUPER NOTÍCIA

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12 janeiro 2013 REPORTAGEM

UM DESVIO MILIONÁRIO

Em setembro do ano passado, o governo Dilma, atendendo a uma antiga reivindicação de uma ala do PT, criou um fundo de pensão para os servidores públicos federais. O fundo, batizado de Funpresp (Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal), cuidará da aposentadoria dos concursados que começam a trabalhar em 2013. Os atuais servidores também podem aderir: são ao menos 490 mil potenciais clientes, distribuídos entre funcionários do governo federal, do Congresso, do Ministério Público e do Tribunal de Contas da União. Numa tentativa do governo de diminuir a hemorragia financeira da Previdência pública, cuja conta não fecha faz tempo e só piora com os anos, esses novos servidores, se quiserem uma aposentadoria à altura dos excelentes salários que recebem, deverão contribuir para o Funpresp, como acontece com os trabalhadores de empresas privadas. Espera-se que a adesão seja rápida e significativa, a tal ponto que, em 20 anos, o patrimônio do Funpresp alcance R$ 160 bilhões, tornando-o um dos mais ricos fundos de pensão do país – e, desde já, um dos mais cobiçados tesouros da República.

O governo Dilma parece ciente do rigor necessário ao nomear os dirigentes que decidirão como investir (tanto) dinheiro dos servidores públicos. Disse a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, em outubro: “Para nós, o Funpresp é uma questão muito séria. As pessoas estão sendo escolhidas a dedo”. Em 17 de dezembro, saíram no Diário Oficial as nomeações dos diretores do Funpresp, e os critérios do dedo do governo ficaram claros. Para a diretoria de investimentos, a mais estratégica, na qual se definirá como aplicar o dinheiro dos servidores, escolheu-se o economista Humberto Pires Grault Vianna de Lima, ligado ao PT. Pires é gerente de participações da Funcef, o fundo de pensão dos funcionários da Caixa Econômica Federal. Fez uma rica carreira nos fundos de pensão das estatais, sempre indicado por próceres do PT – como os sindicalistas Wagner Pinheiro, presidente dos Correios e ex-presidente da Petros, fundo de pensão dos funcionários da Petrobras, e João Vaccari Neto, tesoureiro nacional do partido e histórico arrecadador de dinheiro para candidatos petistas.

O economista Humberto Pires Grault Vianna de Lima. Ligado ao PT, ele foi escolhido para gerir o novo fundo de pensão dos servidores públicos federais, o Funpresp.

Pires começou sua trajetória nos fundos de pensão quando Lula assumiu a Presidência, em 2003. Ele era funcionário da Petrobras, e Wagner Pinheiro, quando assumiu a direção da Petros, convidou-o para trabalhar no fundo. Pires era gerente de novos negócios. Recebia propostas de investimentos e dava seu parecer à diretoria do fundo. Participava também, representando a Petros, de conselhos das empresas que recebiam dinheiro do fundo. A mesma influência dava-se nos fundos de investimento que Pires ajudava a criar, e nos quais a Petros entrava como sócia. Um deles havia sido estabelecido, em 2007, pela Bancoop, cooperativa habitacional dos bancários de São Paulo, criada por sindicalistas do PT, como Vaccari. Houve um calote em 3 mil associados que esperavam adquirir imóveis por intermédio da Bancoop. Por trás do rombo, segundo o promotor José Carlos Blat, do Ministério Público de São Paulo, estava um desvio de R$ 100 milhões, dinheiro que teria ido para o PT e seus dirigentes. Pires era representante da Petros no fundo da Bancoop e presidia assembleias nas quais se definiam os investimentos. A Bancoop captou R$ 43 milhões no mercado – 85% dos papéis foram adquiridos por fundos de pensão de estatais controlados por petistas.

No mesmo período, Pires trabalhou em dois fundos de investimento tocados em parceria entre a Petros e o Banco BVA, que viria a sofrer intervenção do Banco Central em outubro do ano passado. Os dois fundos deram lucro ao BVA – e estreitaram a relação de Pires com os executivos do banco. Tanto que, no final de 2008, quando o BVA começava a montar fundos de investimento ainda mais ambiciosos, também a ser financiados pelos fundos de pensão das estatais, Pires virou diretor da Vitória Asset Management, a subsidiária do BVA que cuida desse tipo de negócio. Ou seja: enquanto o padrinho e amigo Wagner Pinheiro continuava à frente da Petros, àquela altura um dos principais investidores do BVA, Pires atravessava a porta giratória para administrar os fundos que ajudara a criar – e elaborar novos projetos, que viriam a contar, é claro, com investimentos da Petros e de outros fundos de pensão estatais.

Quando Pires se tornou executivo do BVA, a Vitória Management, da qual ele era o principal responsável, acabara de botar no mercado um fundo para financiar uma das empresas do grupo, a Multiner. Ficou decidido que a corretora Planner iria administrar o fundo. Quem a convocou? “Foi o Humberto (Pires) que me convidou”, diz Artur Figueiredo, presidente da Planner. Criada em 2007, a Multiner construiria usinas termelétricas, eólicas e pequenas hidrelétricas. O principal acionista da Multiner era José Augusto Ferreira dos Santos, um dos controladores do BVA. Para levar a cabo as operações da Multiner, o BVA precisava de dinheiro – daí a criação do fundo de investimento. Passou-se o pires no governo e nos fundos de pensão das estatais. Após a chegada de Humberto Pires, o BVA conseguiu arrecadar R$ 418 milhões para o fundo de investimento, dinheiro que veio de oito fundos de pensão: Petros, então comandada por Wagner Pinheiro, Postalis (Correios), Funcef, Infraprev (Infraero), Refer (Rede Ferroviária Federal) e mais três fundos de estatais do governo de Brasília. Naquele momento, em setembro de 2009, a Petros chegou a ser a maior acionista desse fundo, com 41,9% das cotas. (A Petros não informa quanto investiu nesse fundo.)

O dinheiro dos fundos de pensão entrou, mas a Multiner não conseguiu tocar os projetos na área de energia. Descumpriu prazos para botar em funcionamento as usinas, foi ameaçada pelo governo de perder as licenças, sofreu processos, deu prejuízo. Tamanho prejuízo que, em 2011, pouco depois de Pires sair do BVA e seguir para seu cargo na Funcef, os fundos de pensão se viram obrigados a expulsar a Vitória Management do comando do negócio. Todos os fundos votaram pela saída do BVA. Apenas um se absteve de votar: a Petros. No começo do ano passado, o BVA saiu do negócio. E mais dinheiro foi investido na Multiner – R$ 392 milhões. Meses depois, o BC decretou a intervenção no BVA. Os auditores do BC estimam que o BVA estava com um rombo de R$ 1,5 bilhão. Não conseguia mais honrar seus compromissos. Os dirigentes do banco tiveram seus bens bloqueados. Pires escapou do bloqueio porque, segundo interpretação do BC, tinha deixado o BVA havia mais de um ano da intervenção. Os demais executivos da Vitória Management estão com os bens bloqueados.

Apesar do desastre com o fundo Multiner, Humberto Pires, na mesma época em que os fundos de pensão investiam milhões no projeto do BVA, recebeu uma dinheirama do banco. A reportagem teve acesso a um relatório do setor de fiscalização do BC, que acusa Pires e outros executivos do BVA de receber dinheiro desviado do caixa do banco. Entre 2010 e 2011, o BVA repassou R$ 135 milhões à empresa Peg Cred, que supostamente tocava a área de crédito consignado do banco, embora o BVA não tivesse mais operações de crédito consignado. O BC descobriu que, da conta da Peg Cred, ao menos R$ 100,8 milhões seguiram para contas de empresas de 18 dos executivos do banco – entre eles Humberto Pires. A empresa de Pires (HPG Vianna de Lima Cobrança) recebeu R$ 4,6 milhões. Outras duas empresas, com endereço idêntico à de Pires, receberam R$ 700 mil. É mais do que a maioria dos diretores do banco recebiam. O total repassado pelo BVA à Peg Cred correspondia, em 2011, a 111% do lucro líquido e 9,3 % do patrimônio do banco. Para os analistas do BC, os desvios apontam uma “conduta grave” e “contribuíram para o grave comprometimento de sua situação econômico-financeira (do BVA)”. O BC investiga o caso.

O DESVIO – A auditoria do Banco Central (acima) afirma que Pires recebeu R$ 4,6 milhões usando uma empresa de fachada. Para os analistas do BC, tal desvio de dinheiro constitui uma “conduta grave”

Pires admite ter recebido o dinheiro. Diz que era “parte do salário” – e que passou nota fiscal e declarou os recursos no Imposto de Renda. “Minha empresa é legalizada”, diz Pires. A empresa fica na periferia de São Paulo, no bairro da Vila Formosa. É uma casinha. A reportagem esteve lá em horário comercial e não encontrou ninguém. A reportagem questionou Pires:

– Onde funciona a empresa do senhor?

– São Paulo.

– Mas em que localidade?

– Como? Não entendi.

– Qual bairro?

– Agora eu não lembro. Quem montou a empresa para mim foi o contador.

– É uma empresa de fachada?

– Não é uma empresa de fachada. Tem uma pessoa que trabalha para mim.

– E o que ela faz, se o senhor, na verdade, só recebia salário?

– Eu só recebia. Era só uma forma de receber salário.

Pires afirma que o fundo Multiner já estava pronto quando chegou ao BVA. Diz que não pediu dinheiro aos fundos de pensão. E defende seu trabalho à frente do BVA: “Quando cheguei à Vitória, havia uma carteira de R$ 320 milhões. Quando saí (junho de 2011), estava com R$ 3,4 bilhões”. Pires diz que a empresa Multiner “teve uma série de problemas de gestão”. Diz ele: “Talvez isso (Multiner) tenha sido administrado como foi administrado o banco. Eles não conseguiram levantar as usinas que haviam vencido em leilões. Mas os fundos não perderam. Se a gestão da Multiner continuasse ruim, aí você perderia tudo”. 

E por que Pires foi indicado à diretoria da Funpresp? “Não sei quem me indicou. Fui a uma entrevista com a secretária executiva do Ministério do Planejamento, Eva Dal Chiavon”, afirma Pires. Por meio da assessoria de imprensa do Ministério do Planejamento, Eva Dal Chiavon disse que a escolha de Pires foi “baseada em sua larga experiência profissional na área de fundos de pensão. Portanto, uma escolha eminentemente técnica”. Afirmou, também, que Pires ainda não tomou posse porque faltam detalhes formais para a constituição e o funcionamento da Funpresp.

Procurados pela reportagem, Postalis e Funcef não informaram os valores dos investimentos no fundo Multiner. Mas afirmaram que Pires não interferiu na decisão de investimento. O Postalis disse que o retorno da aplicação superou as metas do fundo de pensão. A Funcef disse que o fundo da Multiner não trouxe prejuízos e que o novo aporte em 2012 está relacionado à reestruturação da Multiner. A Petros afirma ter realizado investimentos em títulos que eram administrados pela Vitória Asset, ligada ao BVA, de aproximadamente R$ 80 milhões. A Infraprev informou que os investimentos no fundo da Multiner começaram em maio de 2009 e totalizam R$ 56,5 milhões. Disse que Pires não interferiu na decisão da Infraprev de investir.

Todos os fundos de pensão procurados pela reportagem informaram que seus investimentos foram realizados em estrito cumprimento às normas de mercado. A Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), órgão ligado ao Ministério da Previdência e responsável por fiscalizar o setor, informou que os fundos de pensão investiram R$ 513 milhões em títulos emitidos pelo Banco BVA. Afirmou, ainda, estar analisando a regularidade de operações realizadas por fundos de pensão com o Banco BVA.

A FACHADA – A casa onde funciona a sede da empresa de Pires, em São Paulo. Ouvido pela reportagem, ele não se lembrava do bairro onde o imóvel ficava

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12 janeiro 2013 FULEIRAGEM

TIAGO RECCHIA – GAZETA DO POVO

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12 janeiro 2013 DEU NO JORNAL

A POLÍTICA, SEGUNDO TIM MAIA

Nelson Motta

Sempre que perguntada, a maioria da população brasileira tem se manifestado contra a liberação do aborto, da maconha e do casamento gay, e a favor da pena de morte e da maioridade penal aos 16 anos. Sem duvida são posições conservadoras, ou “de direita”, como diz o Zé Dirceu, e, no entanto, são esses que elegem os governos e as maiorias parlamentares ditas “de esquerda” hoje no Brasil. Como harmonizar o conservadorismo na vida real com o progressismo na política?

Talvez Tim Maia tivesse razão quando dizia que, “no Brasil, não só as putas gozam, os cafetões são ciumentos e os traficantes são viciados, os pobres são de direita”.

Uma ingratidão com a esquerda que lhes dá o melhor de si e luta pelo seu bem-estar. Mas tanto a maioria dos velhos pobres como dos novos, da antiga classe média careta e da nova mais careta ainda, e, claro, as elites, acreditam em Deus, na família e nos valores tradicionais, e rejeitam ideias progressistas. Discutir, apenas discutir as suas crenças, é considerado suicídio eleitoral.

Quando Abraham Lincoln, em 1862, promulgou a Homestead Law, a lei da reforma agrária nos Estados Unidos, assegurando a cada cidadão o direito de requerer uma propriedade de até 4 mil metros quadrados de terra do Estado, pagando 1 dólar e 25 centavos, criou milhões de pequenos proprietários rurais – que deram origem às grandes maiorias conservadoras de hoje, que ganharam sua bolsa-terra e não querem mudar mais nada. Uma ação politicamente progressista gerou milhões de novos reacionários.

Um século e meio depois, no Brasil, a nossa “nova classe média”, que tem casa, carro, crédito, viaja de avião, e é eleitoralmente decisiva, parece ser ainda mais conservadora do que a “velha”.

A ascensão social exige segurança e instituições sólidas, quer conservar o que conquistou e reage a mudanças que ameacem suas conquistas. Como Tim Maia, querem sossego.

Então por que não param de falar em esquerda e direita como se fosse de futebol e tentam entender o que está acontecendo? Como disse o ex-comunista Ferreira Gullar, “no meu tempo ser de esquerda dava cadeia, hoje dá emprego”.

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11 janeiro 2013 FULEIRAGEM

PADRE SPONHOLZ – JBF

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11 janeiro 2013 FULEIRAGEM

FLÁVIO – CHARGE ONLINE

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CLASSE MERDA

Comentário sobre a postagem O QUE TEM EM COMUM DIRCEU E CACHOEIRA ALÉM DO FUTURO NA CADEIA?

Walber:

“Não tô nem aí. GOSTO é de pagar meu Imposto de Renda em dia e saber que tudo depois é roubado pelos políticos.

Eu sou é brasileiro nacionalista que votou no LULA e na Dilma pra acabar de vez com tudo na Avenida Brasil de Carminha. O importante é o futebol, o hospital não precisa não.

Depois do mensalão, depois da oposição de merda, da privatização, só temos que esperar o cagão do LULA e o apagão da Dilma. 80% de popularidade com apagão, enchentes e secas e sem hospitais tá muito bom. TIRA O RESTO QUE O POVO gosta é mesmo de miséria e futebol.

Agora não sei se o nome é classe merda  ou classe média. Que linha da pobreza é essa, que não vejo sobrar ninguém nas secas, nem nas enchentes? No Rio de Janeiro, onde ficou a riqueza da classe media das enchentes? Cadê o povo de mais de 40 milhões que ganhou na loteria do LULA, que não está na enchente, não está nas secas, que não está morrendo nos hospitais do SUS?

Eu quero conferir a  estatística falsa  dos marqueteiros.”

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11 janeiro 2013 FULEIRAGEM

MIGUEL – JORNAL DO COMMERCIO

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http://www.fernandogoncalves.pro.br
CAPACITAÇÃO DE GESTORES

Sem bajulismos, posto que ele os terá em demasia antes mesmo da posse, cumprimento o futuro prefeito Geraldo Júlio pela iniciativa de instituir um Centro de Capacitação de Gestores Públicos, favorecendo a formação de quadros dirigentes para o Recife e região metropolitana. Quadros binoculizadores que apreendam desafios e superem barreiras bur(r)rocráticas e mesmices procrastinatórias do cotidiano através de efetividade gestora nunca dinossáurica, antenada com as exigências de uma sociedade do conhecimento já taluda em segmentos vários de um agora cada vez mais mutável.

Capacitar gestores é jamais esquecer a advertência de Celso Furtado, cuja Formação Econômica do Brasil, Companhia das Letras, 2009, deveria ser uma das leituras indicadas para a seleção da primeira turma: “Não podemos fugir à evidência de que a sobrevivência humana depende do rumo de nossa civilização, primeira a dotar-se dos meios de auto-destruição. Que possamos encarar esse desafio sem nos cegarmos, é indicação de que ainda não fomos privados dos meios de sobrevivência. Mas não podemos desconhecer que é imensa a responsabilidade dos homens chamados a tomar certas decisões políticas no futuro. E somente a cidadania consciente da universalidade dos valores que unem os homens livres pode garantir a justeza das decisões políticas“. Uma leitura indispensável, que combate dois tipos de comportamentos profissionais  predatórios: uma expressividade comodista e uma politização impotente, retratadas na constatação do australiano Robert Hughes: “A velha divisão de direita e esquerda acabou se assemelhando mais a duas seitas puritanas, uma lamentosamente conservadora, a outra posando de revolucionária mas usando a lamentação acadêmica como maneira de fugir ao comprometimento no mundo real“.

Um segundo livro deveria ser lido para a seleção: A História do Homem – uma Introdução a 150 Mil Anos de História da Humanidade, de Cyril Aydon, Record, 2011. Descrição analítica do caminho percorrido pelo ser humano, da Idade da Pedra até a Era Espacial, que questiona por que o Homo Sapiens ainda existe enquanto outras espécies já pereceram e para onde estamos indo? O texto aborda o nascimento das religiões, a ascensão e queda de impérios, as invenções e as revoluções dos pensamentos, governos e tecnologias, ainda denunciando as fomes cruéis, os desníveis sociais crescentes, as doenças degenerativas e as endemias que ainda vitimizam milhões de crianças. Escrito com lucidez e muito bom-senso por um não-historiador que soube coletar informações preciosas de fontes históricas merecedoras de respeito.

Sugeriria ao futuro prefeito, para o Centro de Capacitação de Gestores Públicos, uma biblioteca técnico-humanística que tornasse os gestores públicos desrobotizados, menos contempladores dos próprios umbigos. O Recife necessita combater com paixão, a “cegueira do progresso”, expressão de Adorno, evitando um fazer a gestão pública sem questionamentos.

Um Centro de Capacitação de Gestores Púbicos balizado no que disse o governador Eduardo Campos, no Rio Grande do Norte: “O que faz uma gestão ter apoio político não é a habilidade do governante nem a compreensão dos aliados. Uma administração é bem ou mal sucedida se a equipe que a conduz for bem escolhida e se a ação que desenvolve for focada em objetivos claros para construir melhoria na vida das pessoas”.

(Publicada originalmente no Jornal do Commercio de 11/Jan)

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11 janeiro 2013 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

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GRANDES MOTES, GRANDES GLOSAS E UM FUBÂNICO NA TELEVISÃO

Cardeal Maviael Melo no programa Sr. Brasil, de Rolando Boldrin:

* * *

Maviael Melo glosando o mote:

O sertão está no cio
Querendo ser fecundado.

O rio se excita e transborda
Com a bonança das chuvas
Seguindo e fazendo curvas
Num trovejar que acorda
E um sertanejo recorda
Das agruras do passado
Mas sente o solo molhado
Vê o vergel no baixio
O sertão está no cio
Querendo ser fecundado.

O coração pulsa forte
Quando a paixão lhe aperta
Sentindo a alma deserta
Resolve fugir pro norte
Fica mais perto da morte
Entristecido e fadado
Mas se o céu vê nublado
Se alegra e requebra o rio
O sertão está no cio
Querendo ser fecundado.

Com o cantar do carão
Ele chora igual menino
O padre ressoa o sino
Pra agradecer num sermão
As chuvas que no sertão
Deixa tudo esverdeado
As bonecas do roçado
Vão preenchendo o vazio
O sertão está no cio
Querendo ser fecundado.

E assim começa a quermesse
Com alegria na aldeia
A lua cheia clareia
Um ancião que agradece
Uma mãe faz outra prece
A Jesus, o filho amado
O filho dorme enrolado
Se protegendo do frio
O sertão está no cio
Querendo ser fecundado.

* * *

João Paraibano glosando o mote:

Obrigado meu Deus por ter me feito
Nordestino, poeta e cantador.

Já nasci inspirado no ponteio
Dos bordões da viola nordestina
Vendo as serras banhadas de neblina
Com uma lua imprensada pelo meio
Mãe fazendo oração de mão no seio
E uma rede ferindo um armador
Minha boca pagã cheirando a flor
Deslizando no bico do seu peito
Obrigado meu Deus por ter me feito
Nordestino, poeta e cantador.

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11 janeiro 2013 FULEIRAGEM

S. SALVADOR – ESTADO DE MINAS

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11 janeiro 2013 DEU NO JORNAL

DIRCEU ESTREBUCHA

Merval Pereira

Mais uma vez o ex-ministro José Dirceu, condenado por corrupção ativa e formação de quadrilha no processo do mensalão, estrebucha e tenta, a partir de uma declaração do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, vender para a opinião pública a ideia de que foi condenado sem provas e que é inocente.

Típica manobra política, pois, no campo jurídico, seu comentário não tem a menor importância nem valor para embargos infringentes, que são os únicos recursos que ainda restam a seus advogados.

Mesmo assim, só poderá fazê-lo quanto à condenação de formação de quadrilha, onde teve quatro votos absolutórios, mínimo exigido para recorrer. Quanto à corrupção ativa, foi condenado por 8 a 2.

Gurgel, em entrevista à “Folha”, voltou a comentar as provas contra Dirceu, que um dia classificou de “torrenciais”, e explicou que elas não são diretas. “Em nenhum momento nós apresentamos ele passando recibo sobre uma determinada quantia ou uma ordem escrita dele para que tal pagamento fosse feito ao partido ‘X’ com a finalidade de angariar apoio ao governo. Nós apresentamos uma prova que evidenciava que ele estava, sim, no topo dessa organização criminosa.”

Estava repetindo o que dissera no julgamento, quando apresentou José Dirceu como o homem que detinha o “controle final do fato”, o poder de parar a ação ou autorizar sua concretização.

Foram apresentadas testemunhas de que ele é quem realmente mandava no PT então, como relembrou Gurgel na entrevista de ontem: depoimentos de políticos que diziam que qualquer acordo feito com Delúbio Soares ou José Genoino só era válido depois que o comunicavam a Dirceu por telefone; a reunião em Lisboa entre a Portugal Telecom, Valério e um representante do PTB que foi organizada por ele; indícios claros da relação de Dirceu com os bancos Rural e BMG, desde encontros com a então presidente do Rural, Kátia Rabello, até o emprego dado à sua ex-mulher no BMG e empréstimo para compra de apartamento.

O então presidente do STF, Ayres Britto, já naquela ocasião rebatendo as críticas, teve o cuidado de explicitar com bastante clareza o método que estava sendo utilizado durante o julgamento:

“(…) Prova direta, válida e obtida em juízo. Prova indireta ou indiciária ou circunstancial, colhida em inquéritos policiais, parlamentares e em processos administrativos abertos e concluídos em outros poderes públicos, como Instituto Nacional de Criminalística e o Banco Central da República”.

(…) “Provas circunstanciais indiretas, porém, conectadas com as provas diretas. Seja como for, provas que foram paulatinamente conectadas, operando o órgão do Ministério Público pelo mais rigoroso método de indução, que não é outro senão o itinerário mental que vai do particular para o geral. Ou do infragmentado para o fragmentado.”

Quando Dirceu foi condenado a dez anos e dez meses, o relator Joaquim Barbosa deixou claro que coube ao petista “selecionar os alvos da propina. Simultaneamente, realizou reuniões com os parlamentares corrompidos e enviou-os a Delúbio e Valério. Viabilizou reuniões com instituições financeiras que proporcionaram as vultosas quantias. Essas mesmas instituições beneficiaram sua ex-esposa.”

Barbosa ressaltou que “o acusado era detentor de uma das mais importantes funções da República. Ele conspurcou a função e tomou decisões-chave para sucesso do empreendimento criminoso. A gravidade da prática delituosa foi elevadíssima”.

Para o relator, “o crime de corrupção ativa tem como consequência um efeito gravíssimo na democracia. Os motivos, porém, são graves. As provas revelam que o crime foi praticado porque o governo não tinha maioria na Câmara. Ele o fez pela compra de votos de presidentes de legendas de porte médio. São motivos que ferem os princípios republicanos”.

Todos esses argumentos, na época do julgamento, foram registrados aqui na coluna, e não há nenhuma novidade na fala do procurador-geral que justifique uma retomada do assunto. Apenas mais uma tentativa de desqualificar o Supremo Tribunal Federal por parte de um réu condenado.

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11 janeiro 2013 FULEIRAGEM

DOGGY – CHARGE ONLINE

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11 janeiro 2013 DEU NO JORNAL

O DIREITO DE GENOINO

José Dirceu

O retorno de José Genoino à Câmara dos Deputados significa primordialmente o respeito a uma garantia do Estado Democrático de Direito. Mais do que isso, o exercício desse direito, em um momento agudo como este, torna-se indispensável como forma de fazer prevalecer a vontade soberana do povo, que é a essência da democracia.

Ao tomar posse de cabeça erguida, Genoino cumpre o compromisso com 92 mil brasileiros que lhe concederam o mandato por meio do voto.

Cumpre ainda e eleva ao grau máximo a determinação de não abrir mão do direito à ampla defesa, garantido a todos os cidadãos.

A Constituição brasileira é clara ao estabelecer que o mandato de um deputado só pode ser anulado por determinação do Congresso Nacional. Um exemplo de coerência, aliás, uma vez que somente através dos representantes do povo se pode retirar um poder que do povo emana.

Apesar disso, a Suprema Corte do país ignorou o que explicita a lei e, dividida, por cinco votos contra quatro, decidiu pela cassação dos deputados condenados no julgamento da Ação penal 470.

Vale recordar que ministros que, neste caso, votaram pela perda dos mandatos, em outras situações idênticas decidiram pela sua manutenção.

Mas a Lei também afirma que a perda do mandato só ocorrerá após o trânsito em julgado na condenação, ou seja, quando se esgotarem as possibilidades de recurso e o caso for considerado encerrado.

Portanto, para todos os efeitos, o deputado Genoino ainda goza de seus direitos políticos, sendo inquestionável a legalidade de sua posse e a legitimidade da sua disposição em resistir às pressões.

Criticada com estardalhaço pela oposição e pela grande mídia, a posse de Genoino reforça a disposição para a luta sempre demonstrada por alguém que, como deputado federal por seis mandatos e como dirigente partidário, dedicou sua vida à causa da democracia e a um projeto político que vem libertando o Brasil da injustiça e da desigualdade.

A preservação de seu mandato é, portanto, mais uma prova de resistência de alguém que, assim como eu, não esmorecerá na decisão de provar sua inocência e trazer à luz a verdade.

Mas a questão tem outro aspecto. O desprezo com que a velha mídia tratou a posse de Genoino e a forma como tentou constrangê-lo, não apenas mas especialmente neste episódio, é mais um sinal de que a campanha de ódio que se levantou neste país contra o PT e o projeto político que vem sendo levado a cabo, produzindo as reformas que estão mudando o Brasil, não dará tréguas.

A “indignação seletiva”, expressão que vem sendo empregada por escritores e jornalistas da mídia progressista para evidenciar a parcialidade escancarada da grande imprensa, explica por que a posse do deputado Chico Tenório (PMN-AL), que responde por crime de homicídio, não foi tratada com a mesma revolta.

Inconformados, os velhos setores reacionários não se satisfazem nem mesmo com as condenações que ajudaram a sentenciar no caso da Ação Penal 470, em um processo eivado de inconstitucionalidades e inovações perigosas e que, necessariamente técnico, ganhou nítidos contornos políticos, desenrolando-se tal qual o script pré-elaborado, conforme eu tratei recentemente aqui.

E ainda assim, cobram do PT medidas disciplinares em relação à situação política dos companheiros condenados, como se o partido fosse obrigado a colaborar com a campanha que se arma com o objetivo de desmoralizá-lo.

A obrigação do partido é com sua história, sua militância, seu compromisso de sempre lutar pelo aprofundamento da democracia e pela justiça social. É, sobretudo, com o povo que tem lhe confiado nas urnas a oportunidade de mudar os rumos do nosso país.

A missão do PT é continuar enfrentando as velhas oligarquias que por tanto tempo se encastelaram no poder, o que só será possível aproximando-se ainda mais de suas bases, ampliando os espaços de participação popular, para seguir construindo coletivamente o país que sonhamos.

Aliás, quando Genoino diz sentir-se confortável na decisão de assumir o mandato de deputado federal, dá uma prova inequívoca de coragem e de lealdade para com sua história de lutas por um Brasil melhor.

Sua perseverança é, sem dúvida, uma resposta digna àqueles que, julgando-se moderadores da sociedade, lançam mão de discursos cada vez mais despóticos a pedir que se prenda, se puna, se humilhe, acima das leis.

Algo está fora do lugar. Imoral ou anormal, adjetivos utilizados por articulistas para definir a posse de Genoíno, é exigir que alguém abdique de seus sonhos, de suas lutas e, principalmente, de seus direitos.

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11 janeiro 2013 FULEIRAGEM

PADRE SPONHOLZ – JBF

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http://www.newtonsilva.com/
DONA CHIQUINHA DA TAPIOCA

Mulher com Cesto na Cabeça (Newton Rezende, 1959)

Óia a tapioca! Ô lapa de tapioca! É mais branquinha do que as fia do coroné!

Esse era o grito da dona Chiquinha da Tapioca, invariavelmente, sempre às cinco horas da manhã. Pouca gente lá no sertão do Quixadá ainda se lembra dela e de suas saborosas e cheirosas tapiocas de coco.

- É de hoje, dona Chiquinha? – perguntava um gaiato.

- Ôxente! Tu tá ficando doido? Onde já se viu tapioca de ontonte prestar pra alguma coisa? – exasperava-se – fiz agorinha lá em casa. Quem quer, quer. Quem num quer, tem quem quer! – saía faceira, trombuda, ofendida.

Dona Chiquinha criou os oito filhos com a venda de tapioca. O marido, caixeiro viajante, irresponsável, largou ela com os filhos, quatro meninos e quatro meninas. Justo que só boca de cabrito.

- Cadê o pai desses meninos, dona Chiquinha? – alguém perguntava sempre.

- Sei lá daquela peste! – respondia entre risos – Tá por aí raparigando!

Dona Chiquinha gostava mesmo era de sair vendendo tapioca de coco. “Se divertia muito”, dizia ela.

- Gosto demais desse serviço. Num vô mentir… Vendo tudim. Num sobra nem um farelo! – gabava-se orgulhosa, sorridente.

Mas tinha uma coisa: no cesto onde ela levava as tapiocas, sempre tinha um burrinho, que aqui no Ceará é uma garrafa de refrigerante cheia até a tampa de cachaça. Entre uma tapioca e outra, dona Chiquinha entornava o burrinho com gosto de gás. Uma lapada aqui, outra lapada ali e dona Chiquinha saía com o cesto de tapioca em riba da cabeça, trôpega, cambaleando, soltando a língua, aos trambolhões. A canalha não perdia tempo e começava a mangofa com a dona Chiquinha.

- Dona Chiquinha tem tapioca de batata-doce?

- Vão pra baixa da égua, seus fí de corno! – gritava ela – Vão aperrear o cão com reza! – saía esbaforida, afobada, exasperada, vermelha como uma malagueta.

 – Dona Chiquinha já tá melada, não tem tapioca, mas tem marmelada! – gritava em coro os meninos.

- Ocês num tem mãe não, seus fí de quenga? Vão pra casa do Chico!

Era assim todo dia. Chegava contrariada em casa, bufando. O filho mais velho já acostumado vinha logo consolar.

- Esse magote de fí duma égua! Bando de fí de corno! – estrebuchava ela.

- Mamãe, pare de esculhambar os seus clientes. Ninguém mais vai querer comprar suas tapiocas.  E pare de beber cachaça. Onde já se viu uma pessoa como a senhora dando esse exemplo?

- Vai tu também pra baixa da égua! Num tô dizendo mermo! Ôxente! Bebi só um golinho de nada! É só pra atiçar as pernas.

Quem disse que ela tomou jeito? No outro dia tava lá às cinco da matina gritando seu bordão:

- Óia a tapioca, bando de fulerage! Quem quer, quer. Quem num quer, tem quem quer!

E o povo que dá o maior valor a uma palhaçada, levava a velha a pagode.

- Já tá melada, dona Chiquinha? – gritava o seu João da bodega.

- Melada é a tua mãe, cabra safado! Tu é muito é do chifrudo, corno véi!

Aí o povo que não tem nada o que fazer botava mais lenha na fogueira:

- Dona Chiquinha, tem tapioca de pinga?

- Vão aperrear o cão com reza, seus cabras safados! Bando de mói de chifre!         

Entre uma imprecação e outra, dia após dia, vendendo suas tapiocas sempre levando o burrinho até a tampa de manguaça e batendo boca com o povo da rua, dona Chiquinha criou os oito filhos. Todos formados, bem casados. Morreu tranquilamente em casa, com 99 anos. Enquanto pôde, nunca deixou de fazer tapioca nem de tomar uma cachacinha. O filho mais velho, hoje médico anestesista foi quem me contou essa história entre risos, gargalhadas e os olhos marejados, distantes no passado.

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11 janeiro 2013 FULEIRAGEM

JARBAS – DIÁRIO DE PERNAMBUCO

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