5 novembro 2013 FULEIRAGEM

S. SALVADOR – ESTADO DE MINAS

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PALITOT VILLAR – NATAL-RN

Papa Berto,

Estes versos retratam uma paixão de um senhor idoso por uma moça bem mais jovem e foram feitos por meu pai Juvêncio Alves Ribeiro, paraibano do vale do Piancó que nasceu em 11 de janeiro de 1902, tendo constituído matrimônio em janeiro de 1946, portanto aos 44 anos.

Suponho que esta maravilha seja de sua autoria, uma vez que era poeta, porém meu convívio com ele foi pouco ante as circunstância da vida.

Caso apareça comprovadamente outra pessoa se dizendo autora, precisará provar e pedirei perdão, uma vez que não tenho intenção de plagiar ninguém.

Há palavras que não existem no dicionário, porém entendemos o significado mediante a forma como narradas nos versos.

Abraços

De um velho muito enxerido,
Com ilusão de se casar,
Deu-lhe uma tentação
Em querer casar-se a força,
Fez seis casas de obras,
Copiou, mandou à moça.

Diz ele:

Penso de dia e de noite,
Dou suspiro e penetro,
Sem saber quando me aquieto,
Nem quando tenho alegria,
Só por esta maravilha,
Flor de tanta beleza,
Tomara já tenha a certeza
Que de vossa boca venha,
Que eu esta fortuna tenha
De casar com vós princesa.

Só em pensar que te logro
Não tenho fome nem sede
Se eu te lograr rosa verde
Deus queira que seja logo,
As minhas forças manobro
Tudo que quero é fazer,
Por ti me obrigo a morrer
E por vós a vida dou
Oh minha estimada flor,
Abismo do bem querer.

Até dormindo no sonho,
Tenho valor tão exato
Por ti pelejo e mato
Faço questão me oponho,
Não há perigo medonho,
Que não vença e não destrua,
Só pela nobreza tua
Flor tão admirável
Rosa branca estrela D’alva
Sol inglês réstia da lua.

Vós sois condessa madura,
Sois minha lima de olheiro.
Vale mais que todos os craveiros,
Esta tua formosura,
Sois a mais fina doçura,
Que neste tempo aparece,
Meu coração se abrandece,
Se eu lograr os teus carinhos,
meu jardim delicadinho,
Tenha dor de quem padece.

Clique aqui e leia este artigo completo »

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5 novembro 2013 FULEIRAGEM

REGI – AMAZONAS EM TEMPO

regi

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HARDY GUEDES – CURITIBA-PR

Caro Papa,
 
Serão divergências internas entre o PT e seus aliados ou estou vendo coisas?
 
Segundo o ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República, Wellington Moreira Franco, esse gênio da administração pública, a culpa pelo atraso nas obras dos aeroportos é da Engenharia Brasileira, que é ruim. (Clique aqui para ler matéria completa)

Não sei se estou certo na minha linha de raciocínio, mas temos várias universidades federais, sem contar as particulares, com cursos de engenharia. Sem contar o ITA e o IME.

O curso de engenharia dura, em média, 4 anos e meio. O PT está no governo há 11 anos, praticamente. Logo, já teve tempo de formar duas turmas de engenharia, pelo menos, sendo uma delas, ao menos, de excelente qualidade.
 
Tal como Lula falou a respeito da Saúde Pública no Brasil, que beirava à perfeição, será que as nossas Universidades (ao menos as federais…) – As outras são fiscalizadas pelo governo? – não deveriam também estar beirando à perfeição. Se não estão, a culpa é do Ministério da Educação? Um está jogando a culpa no outro?
 
Ou será uma desculpa para justificar os preços superfaturados? (“Os projetos que pegamos para executar são muito ruins, e temos refazer todos eles.”) Será que teremos de importar engenheiro cubanos também? 
 
Um abraço e fica aqui esse novo recado para os petistas e seus aliados: NÃO SEJAM RIDÍCULOS!
 
Um abraço

R. Este ministro, Moreira Franco, era chamado de “Gato Angorá” pelo falecido Leonel Brizola. Pelo jeito, parece que nos dias de hoje, servindo ao gunverno Socialista Muderno, ela tá mais pra Rato Carcará…

Quem vai ficar num drama de consciência danado é Papagaio Ufanista, um lulo-dilmista exaltado que se orgulha de tudo que eztepaiz produz, inclusive os engenheiros.

Mas, ao mesmo tempo, Papagaio apoia, aplaude e endossa toda e qualquer declaração feita por autoridades e ministros do gunverno do PT.

E agora, como é que fica?

Vamos esperar pra ver se ele fica ao lado dos engenheiros verde-amarelos ou ao lado do ministro do gunverno de Lula, gerenciado por Dilma.

Enquanto aguardamos, vamos ler uma nota da Federação Nacional dos Engenheiros sobre a declaração do ministro do gunverno petralha (clique aqui)

Obra superfaturada do Aeroporto de Guarulhos: o atraso é por conta da incompetência da engenharia brasileira ou por conta da guabirutagem das empreitas que trabalham pro gunverno do PT?

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5 novembro 2013 FULEIRAGEM

NEWTON SILVA – CHARGE ONLINE

newtonsilva

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INDIGNADO E ARRETADO DA VIDA

Comentário sobre a postagem DESNUDANDO CAFAJESTICES

Cláudio Henrique Passos Neves:

“Meus profundos protestos: acesso, todos os dias, a Besta Fubana e não saiu acesso de Goiás (moro em São Luís de Montes Belos).

Fiquei indignado, possesso, arretado da vida.

Vocês não estão me notando aí, não, seus bestas fubânicas.

Vou contar para o Papa Berto.”

A bela São Luís de Montes Belos, no centro  de Goiás e a 120 km da capital, Goiânia, com uma população de mais de 70 mil almas, entre as quais o fubânico Cláudio Henrique

* * *

Goiás ocupa a 14ª posição entre os estados brasileiros que mais acessaram o JBF nos últimos 30 dias (quadro à esquerda); à direita, as 10 primeiras cidades goianas na quantidade de fubânicos:

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5 novembro 2013 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA

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5 novembro 2013 DEU NO JORNAL

O NOSSO GANDHI

Neil Ferreira

“Segura a tropa, não deixa a tropa perder a cabeça”, disse o coronel Reynaldo Simões Rossi depois de ser quase linchado a pontapés, murros e pancadas na cabeça e no corpo inteiro com uma chapa de metal, defendendo-se à mão limpa sem puxar sua arma, sozinho e com o ombro fraturado, no meio de um bando de covardes bandidos mascarados, que “protestavam contra o capitalismo”.

O capitalismo não dá a menor bola pra eles; o capitalismo já me falou que eles podem quebrar os vidros de quantos bancos quiserem, que os bancos não vão quebrar nunca; o lucro do Itaú foi maior do que o da Petrobras, à beira da falência.

O quebra-quebra de bancos e caixas eletrônicas e o fogo ateado em viaturas policiais e ônibus eram provas indiscutíveis da “coragem” deles, com um dos criminosos filmando as cenas de barbárie, registrando-as para o youtube e para a posteridade.

O coronel Rossi tinha sob o seu comando a tropa armada, pronta para salvar-lhe a pele, que corria risco de morte.

Ele optou pela ação revolucionária do pacifismo, a mesma que Gandhi usou para expulsar o Império Britânico e seu poder de fogo da Índia indefesa, sem que se ouvisse o disparo de um único tiro, a não ser o que uns dois ou três anos depois o assassinou, disparado por um compatriota radical, quando jejuava e orava para que se encontrasse uma solução pacífica para as encrencas com o Paquistão, até hoje não totalmente acertadas.

Fosse eu o coronel Rossi, teria sacado o treisoitão e feito uma faxina em regra; teria nada, isso é papo do valentão que não sou, pra desabafar. Apoio a não-violência e o pacifismo numas, nem que tenha que sair no tapa com os que não aceitam a causa.

Não me visto de branco como Gandhi e nem mesmo conheço o que o levou a levar uma vida de revolucionário que pregava a não-violência e a não-agressão, no mundo armado até os dentes em que fez sua formação acadêmica: graduou-se em Londres, então um dos grandes centros de vendas de armas de guerra, como é até hoje.

Pra mim o coronel Rossi poderia se vestir de branco como os oficiais da Marinha, para exercer o comando da sua tropa e ensiná-la que o pacifista é quem é a revolução, o pacifista é quem tem a Força.

Ele poderia ensinar à menina bonitinha de cabelo curtinho, não peguei o nome dela mas o sobrenome é Comparato, que pregar a violência e o vandalismo é um tremendo absurdo, que é o que ela faz na propaganda em que as globetes convidam para a passeata do dia 31.

Vi a propaganda na internet, acho que só passou lá porque tinha uns cinco minutos, longo demais pra caber na grade da Globo.

Pode parecer que os meus dois neurônios estão em guerra, um criticando a menina bonitinha por sua posição, que deve ser livre por mais idiota que seja, como exijo que a minha seja por mais idiota que sempre é; e o outro falando besteiras como morrer em pé de botina e dando tiro e puxar o treisoitão etc etc etc.

Isso foi como parece o que foi: valentia besta da minha parte que se você for conferir não vai achar nada.

Aí vem você e me diz “Ah tá, aparece um Truman que te manda uma bomba A, ou mesmo duas, pelas fuças e o teu pacifismo vira pó”. Vira e eu, torcida do Flamengo, o resto da vizinhança e do mundo viramos também. Então… Évem mais pacifista évem outro évem outro e mais outro e mais outro.

Você me corta um verso eu escrevo outro, quando você menos espera olha aí eu de novo, eu e meu cachorro; nóis é motoboy, nóis prolifera.

Us Brequi Brócolis estão à baixura daquela coisa que foi à Câmara dos Deputados Federais, um dos Três Poderes da República, declarar que “Se me encherem o saco vou concorrer em 2018…” etc etc etc. E aproveitou pra meter o pau na mídia, fingindo não saber que a maior parte disso que ele chama de “mídia” é chapa branca.

Em certos pontos sou obrigado a te pedir licença pra dizer que essa mesma “mídia” me deixa de “saco cheio”. É quando passa mão nas cabecinhas inocentes dos quase homicidas, que promovem quebra-quebra e incendeiam viaturas policiais e ônibus.

Repetition is reputation – a força da repetição da propaganda oficial levou o “país dos mais de 80%” a acreditar que véve no mió dus mundo.

Jornais, rádios, tevês, chamam os quase assassinos de “os meninos”, “os garotos”; a PM prende hoje 90 em flagrante de destruição e a Justiça solta 89 amanhã.

Um coronel Rossi faz verão? Por mais que eu duvide, sou forçado a lembrar que um Gandhi fez; expulsou o Império Britânico sem dar nem levar um tiro. Mas pagou com a vida a ousadia de querer pacificar o seu próprio país.

Os imperialistas do Império Britânico eram civilizados e sabiam guerrear a guerra cavalheiresca de luvas brancas, a última delas a da Criméia, quando apanhou uma sova histórica.

Se o coronel Rossi desejar que a tropa não perca a cabeça, precisa arranjar um jeito de mandar São Paulo pra UTI, que é o último refúgio que resta para sua salvação. (Agora eu sei o que é uma UTI).

Escute o barulho lá embaixo, não saia na janela que sobra pra você, há quebra-quebra agora mesmo na porta vizinha à do teu prédio, liga a tv e veja ao vivo, olha lá, tem ônibus pegando fogo, us Bréquis Brócolis vem aí.

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5 novembro 2013 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JBF

dstt

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www.cantinhodadalinha.blogspot.com
A VARA DA INFÂNCIA E JUVENTUDE

Quando eu era inda criança
Em minha jurisdição
O meu pai era o juiz
Aplicando a punição
A pena não era rara
Pois eu entrava na vara
Dia sim e outro não.

Quando saí da infância
E cheguei à juventude
Eu era reincidente
Não mudei de atitude
E nem livrei minha cara
Outra vez entrei na vara
Desta vez mais amiúde.

Criança tinha respeito,
Limite e obrigação,
E caso se rebelasse
Tinha castigo e carão
Mas hoje se vacilar
O pai é quem vai penar
E encarar vara e prisão.

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5 novembro 2013 FULEIRAGEM

MYRRIA – A CRÍTICA

AUTO_myrria

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5 novembro 2013 FULEIRAGEM

SINFRÔNIO – DIÁRIO DO NORDESTE

AUTO_sinfronio

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5 novembro 2013 DEU NO JORNAL

MAIS UMA SENTENÇA INJUSTA, MAIS UM LINCHAMENTO JUDICIAL

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) manteve nesta segunda-feira (4) a condenação contra o deputado federal Paulo Maluf (PP-SP), ex-prefeito da cidade, por improbidade administrativa em superfaturamento de obra.

Segundo a sentença, Maluf está proibido de fazer negócios com o poder público e teve suspensos seus direitos políticos por cinco anos. Além disso, terá que devolver o dinheiro desviado e pagar multa.

Com a decisão tomada por um órgão colegiado em segunda instância, Maluf pode ingressar na categoria dos fichas-sujas e não disputar eleições por oito anos.

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* * *

Lula tá coberto de razão: a imprensa e a justiça só servem mesmo pra caluniar e perseguir os políticos.

Sobretudo os políticos éticos, probos e honrados.

Honrados, probos e éticos assim feito ele, Lula, e os seus amigos aliados do PT, feito Maluf.

Maluf já anunciou que vai recorrer à Organização dos Estados Americanos e aos tribunais internacionais, depois de aconselhado por Zé Dirceu.

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“Fique tranquilo, cumpanhero Maluf, não vai faltar nunca uma militância popular e revolucionária pra botar fé na gentes dois e pra aplaudir as declarações que a gente faz contra este linchamento que a imprensa e a justiça cometem contra homens púbricos feito nóis. O povo unido jamais será vencido!”

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5 novembro 2013 FULEIRAGEM

NICOLIELO – JORNAL DE BAURU

nicolielo

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TREM DAS CORES

tdc

Canto para vocês, caros leitores e colaboradores fubânicos, esta linda canção que Caetano Veloso compôs para Sônia Braga, e que relata imagens da viagem de trem que os dois fizeram de São Paulo para o Rio de Janeiro, no final da década de 70, quando eles tiveram, segundo a atriz, “um namoro relâmpago”. A música faz parte do CD “Cores e Nomes”, lançado em 1982. Segue, abaixo do áudio, a letra da música.

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A franja da encosta, cor de laranja, capim rosa-chá,
O mel desses olhos luz, mel de cor ímpar,
O ouro ainda não bem verde da serra , a prata do trem,
a lua e a estrela, anel de turquesa
Os átomos todos dançam, madruga, reluz neblina,
Crianças cor de romã entram no vagão,
O oliva da nuvem chumbo,  ficando pra trás da manhã
E a seda azul do papel que envolve a maçã.
As casas tão verde e rosa que vão passando ao nos ver passar,
Os dois lados da janela, e aquela num tom de azul
Quase inexistente, azul que não há,
Azul que é pura memória de algum lugar.
Teu cabelo preto, explícito objeto,
Castanhos lábios, ou pra ser exato
Lábios cor de açaí. E aqui trem das cores,
Sábios projetos: tocar na Central,
E o céu de um azul celeste,
Celestial.

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5 novembro 2013 FULEIRAGEM

ZOP – CHARGE ONLINE

zop

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5 novembro 2013 MEGAPHONE DO QUINCAS


SÉRIE BIOGRAFIAS NÃO-AUTORIZADAS – COMPOSITOR ZECA MACEDO – PARTE I

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Compositor Zeca Macêdo (*)

Zeca Macedo é compositor, instrumentista múltiplo, vencedor de festivais e escreve em variados gêneros musicais, com destaque para o samba-choro e a bossa-nova.

Toca violão há cerca de 40 anos, com a cancha de quem dedilhou na noite e acompanhou diversos cantores, tornando-se experimentado instrumentista, conhecendo praticamente todos os ritmos e harmonias.

Autodidata, José Carlos Francisco de Macêdo conhece bem, além do violão, o cavaquinho e o órgão elétrico. Sua timidez o impediu de se consolidar profissionalmente, embora componha e execute como tal. Alguns contatos que deixou passar, por esta característica pessoal, poderiam tê-lo creditado em fonogramas de Elis Regina, de Gilberto Gil e da divina Elizeth Cardoso, amigos pessoais de Dagô, nossa mãe, com acesso natural a qualquer um deles.

Conto o fato apenas para registro da história que Zeca vem vivendo nesses anos, tendo de buscar o seu ‘ganha pão’ na Chesf – a Companhia Hidrelétrica do São Francisco, onde está há 30 anos e da qual deve se desligar dentro em breve, adquirindo o direito à sua aposentadoria. Nesta empresa gigante, Zeca foi de operador de subestação até o posto que lhe coube, em maior escalão, como técnico formado pelo IFPE – Instituto Federal de Pernambuco -, além de economista diplomado pela Universidade Federal Rural de Pernambuco, onde chegou com a 2ª melhor nota do curso.

Mas o que encanta e deixa os amigos, admiradores e ouvintes de qualquer canto e ocasião é que Zeca e seu violão são um todo: o músico parece nu sem seu instrumento.

Aqueles que o conhecem de perto, como este seu irmão, suspeito, parcial e primeiro admirador, já o viram fazer atividades domésticas, como ir ao açougue, comprar a carne para o almoço do dia, com o silencioso violão acima do ombro. Alguns balconistas já ouviram de soslaio, notas, acordes e até pequenos trechos de música em suas tarefas de venda e entrega de produto. O que digo sobre açougue, serve para padarias, farmácias, bancas, botecos, pequenas andanças, peripatéticas conversas (ensinamentos, aprendizados e teses filosóficas jogadas ao vento) à beira-mar em Piedade, ou nos subúrbios do Bongi, de General San Martin. Zeca é um aristotélico-dadaísta. Não tentem desenvolver a temática. Ele é assim e pronto!

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Feita no trajeto de ônibus Santos-São Paulo, em 2009.

Zeca Macedo é, eminentemente, um músico pernambucano. Suas raízes vêm do bairro de São José. Se querem precisão, do ouvir permanente dos clarins de momo na rua padre Floriano, um dos pólos naturais do carnaval recifense nos anos 60, 70 e até 80 (hoje, a coisa mudou muito, para pior, digo eu). Não por acaso, ali se inventou o Galo da Madrugada, de Enéias Freire, amigo de meu avô, Cabôco Nemésio, e irmão de minha professora, d. Célia, dona do Instituto Joaquim Nabuco.

Digamos que foi formado na escola de Batutas de São José, Rebeldes Imperial, Vassourinhas, dos maracatus que vinham de longe para o nosso vizinho pátio do Terço, ecoando a “Noite dos Tambores Silenciosos”. Mas tinha também tempo para arruar e passar pelas ‘Calçadas’ e chegar ao pátio da Basílica da Penha, praça d. Vital e o Mercado de São José. Ali repentistas e cantadores completavam seu “mês”, fazendo troças com os passantes e tirando toadas para ouvintes, amoitados nas belas e benevolentes árvores que davam sombra para a proteção do inclemente sol do meio-dia. Zeca estava lá.

O compositor, freqüentador de outro quartel general do frevo, da cachaça e da brincadeira, na Água Fria, terra de Otoniel e Cecília, juntinho do Arruda, bairro do seu querido Santa Cruz Futebol Clube (salve o tricolor, agora na B). Ali ouvia mais do que tocava ou tocava ouvindo as loas e toadas da turma do sertão (nosso agreste-sertão de São Bento do Uma, Capoeiras, Pesqueira, Garanhuns, Riachão da Serra Verde e Papagaio). Na companhia segura de João de Deus, Jorge Macêdo e Jurandir Teixeira.

Esta foi parte da formação de Zeca Macêdo, mas não me deixo esquecer das rodas de choro, samba, frevo e marchas de bloco que fez em frente ao Aroeira, no pátio de São Pedro, (então melhor caldinho do Recife) para ouvintes-amigos e neo-agregados. Amigos que fizeram o coro, o coral, a claque, e deram inspiração e parcerias, como Artur Saraiva, Walter Cabral de Moura, Eduardo Diógenes, este amigo que vos fala, Lucia, Telma, Ênio, Simone, Rejane, Rui Ribeiro, Marcos Lima, João Melo, Sueli Caminha, Heitor Rocha, Gustavo C. Lima, Guila (in memoriam), Dudu Silva e tantos outros poetas e músicos ou meros diletantes, grupo de pessoas de quem Zeca se acercou para chancelar – por assim dizer – o excelente som que tirava do instrumento, quando mostrava seu repertório, suas composições já reconhecidas, algumas gravadas, e as novidades que andava compondo.

É bagagem que vem de longe, do início das primeiras apresentações nas boates de Paripueira, perto de Maceió-AL, onde morou por bom tempo. Já aos 16 anos tocava guitarra, baixo e, eventualmente, órgão elétrico, no ‘Golden Lions’, conjunto efêmero, contemporâneo de Djavan, nas Alagoas dos anos 60/70.

Como foi dito, Zeca é primordialmente um compositor de samba-choro e bossa-nova. Suas canções têm matriz nordestina, mas não exclusivamente: ao lado de um lindo “Bloco do Regresso”, um dos primeiros colocados no Festival Recifrevo, pode se esperar uma MPB de primeira linha. Além da influência natural de Gonzagão, Jackson do Pandeiro, Jacinto Silva, Lia de Itamaracá, Capiba, Nelson Ferreira, Felinho (autor do arranjo definitivo de Vassourinhas), além das histórias de Felinto (fundador do mais famoso bloco carnavalesco do Recife, o ‘Apôis Fum’, consagrado em Evocação nº1), Zeca Macedo absorveu muito bem a boa MPB de Pinxinguinha, Joaquim Callado, Tom Jobim, Chico Buarque, Gilberto Gil, Egberto Gismonti, Hermeto Paschoal, João Pernambuco, João Donato, Carlos Lira, Edu Lobo e outros – nesse tópico, Zeca – consultado – pede que seja registrada sua total anuência com as biografias não-autorizadas.

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‘A Louca’, Zeca Macêdo/Marcos Lima – 1986, com Dalva Torres (demo)

Autodidata sim, porém estudioso ao máximo. Sempre procurando se esmerar, aprender, tocar com mais sofisticação e pureza sua música e acumular parceiros-poetas da mais alta qualidade.

É possível que a Chesf vá perder um grande funcionário, certamente perderá. Mas a música ganhará com a nova caminhada do compositor, que forjará sua matéria-prima artística com mais tempo. Nós, que o conhecemos, teremos a felicidade de tê-lo mais vezes: o grande músico e artista e, mais que tudo, o homem íntegro e generoso que é Zeca Macedo.

(*) Zeca Macêdo é membro da ICAS – Igreja Católica Apostólica Sertaneja, como Padre, sendo colaborador bissexto do Jornal da Besta Fubana, editado por Luiz Berto e Aline.

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4 novembro 2013 FULEIRAGEM

CLAYTON – O POVO

clayton

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4 novembro 2013 DEU NO JORNAL

ABIN ESPIONOU DIPLOMATAS ESTRANGEIROS

Josias de Souza

A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) espionou diplomatas de três países estrangeiros: Rússia, Irão e Iraque. Monitorou também um conjunto de salas alugadas pela embaixada dos EUA em Brasília, informa o repórter Lucas Ferraz. Fez tudo isso entre 2003 e 2004, sob Lula. A Abin confirma e justifica as operações: é contrainteligência”, alega.

Há 13 dias, em resposta às queixas de uma França superespionada, Caitlin Hayden, porta voz da NSA, a Agência de Segurança Nacional dos EUA, declarou: “Nós já deixamos claro que os EUA recolhem informações de inteligência no exterior do mesmo modo que todos os países recolhem.”

Com suas bisbilhotices mambembes, o Brasil não chega a assustar o mundo. Uma coisa, porém, fica esclarecida: se Obama era um escroque que ainda não tinha se encantado com os segredos de um relatório secreto, a Abin é uma NSA que ainda não dispõe de tecnologia nem de orçamento.

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4 novembro 2013 FULEIRAGEM

GENILDO – CHARGE ONLINE

genildo

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4 novembro 2013 DEU NO JORNAL

O FEITIÇO CONTRA O FEITICEIRO

Ferreira Gullar

Sinceramente, você acha que Lula contava com tamanho descontentamento popular, após dez anos de governo petista?

Acredito que não. Pelo menos, é o que poderia deduzir dos tantos discursos que fez, quando presidente da República, e que foram repetidos depois por sua substituta, Dilma Rousseff, pelos ministros de ambos os governos e pelos dirigentes petistas. O Brasil nunca antes, em tempo algum, foi tão feliz. Por isso mesmo, insistem em fazer de conta que o descontentamento, que se manifesta todos os dias nas ruas, não tem nada a ver com eles.

Mas tudo tem limite. Por isso mesmo, Lula, esperto como é, veio a público dizer que, quando líder sindical, nunca participou de vandalismos. É verdade. Mas o problema maior, para ele, não é o vandalismo, que todo mundo condena.

O que é mais preocupante, para o governo, nessas manifestações, pelo que reivindicam e pelo que denunciam, é a demonstração de que algo deu errado nos governos petistas, que vieram para contentar os trabalhadores e o povão.

Não resta dúvida de que Lula, ao ampliar o assistencialismo com o Bolsa Família, ao aumentar o salário mínimo e tomar medidas estimuladoras do consumo, possibilitou a ascensão de um amplo número de pessoas a condições de vida um pouco melhores.

Esse fato teve reflexo positivo na vida econômica – mas no quadro social do país, como advertiram os economistas, tratava-se de uma melhoria momentânea, incapaz de ampliar-se e mesmo sustentar-se por muito tempo. É que os investimentos imprescindíveis em setores estruturais, de que depende o crescimento econômico efetivo, não foram feitos, certamente porque não trariam consigo o mesmo apelo eleitoral. Essa é uma característica do populismo, coisa antiga no Brasil.

A preocupação em conquistar o eleitor – e especialmente o eleitor mais carente e menos informado dos problemas do país – foi desde o início a marca do governo petista. E não por acaso. Todos se lembram da declaração de José Dirceu, dada naquela época, garantindo que o PT ficaria no governo por 20 anos, pelo menos.

Dez anos, ele já ficou; quanto aos outros dez, pelo que se vê agora, restam sérias dúvidas. Mas, por isso mesmo, a preocupação essencial do governo Dilma é a mesma que a do governo Lula, mas com algumas concessões que foi obrigada a fazer, como privatizar aeroportos e, agora, permitir a participação de empresas privadas estrangeiras no leilão do campo de Libra.

Por suas raízes ideológicas, o PT nasceu sonhando com uma revolução do tipo cubana no Brasil e, consequentemente, contra o capitalismo.

Foi difícil manter-se nessa posição, com as mudanças ocorridas no mundo, após queda do Muro de Berlim.

O radicalismo petista – que o levara a negar-se a assinar esta nova Constituição que está em vigor – amainou-se após as sucessivas derrotas de Lula como candidato à Presidência da República. Ele obrigou o partido a recuar e passar a falar mais manso. Graças a isso, foi eleito e passou a viver um dilema: se se mantivesse esquerdista, não governaria. De qualquer modo, abraçava Bush e fazia questão de mostrar que sua verdadeira simpatia para Ahmadinejad.

Aqui dentro, a coisa era mais complicada: como privatizar os aeroportos se sempre condenara as privatizações? Mas tinha de fazê-lo e passou, então, a chamar as privatizações de “concessões” e pôr nelas exigências que as inviabilizavam. Agora, teve que recuar. Por outro lado, restava-lhe o caminho ambíguo do populismo chavista. E assim ampliou em vários milhões os beneficiados pelo Bolsa Família e financiou o consumismo das faixas mais pobres.

Sucede que, no Brasil, há muito mais necessitados do que Lula pensava e todos passaram a querer também bolsa, casa, geladeira, fogão, televisão de graça. Por outro lado, a economia exige que o Estado se abra à iniciativa privada. Ou faz isso, ou o país para de crescer.

Aliás, já há quem preveja, para breve, crescimento zero.

Assim, Dilma abriu o leilão de Libra a empresas estrangeiras, o que foi certo, mas os operários do petróleo não pensam assim; pensam como Lula lhes ensinou: privatizar a exploração do petróleo é trair a pátria. Com essa ele não contava.

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4 novembro 2013 FULEIRAGEM

MYRRIA – A CRÍTICA

AUTO_myrria

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MEUS PRIMOS

CLÁUDIO MANOEL

Conheci esse meu priminho quando ele teria seus três aninhos de idade e eu os meus cinco. Eu vinha de Goiânia para morar em Mantena, nas inúmeras andanças de meu pai, advogado, procurando onde tirar o sustento da família e o estudo dos filhos.

Mantena era a Zona do Contestado, assim chamada a briga por divisas entre Minas Gerais e Espírito Santo. Um dia eu estava na casa desse primo, se bem me lembro, quando recebemos o aviso de fechar portas e janelas porque estávamos sendo invadidos por tropas inimigas.

De pequenas aberturas observávamos soldados passando em marcha pela rua, dirigindo-se a um local onde seriam travadas batalhas verbais, que acabaram levando à paz momentânea.

Foi minha primeira guerra. Espero que a última.

Os soldados, após um encontro, não sei onde, não sei com quem, retiraram-se na mesma marcha que entraram.

Ficou tudo na mesma, nem sei a quantas anda o Contestado nos dias de hoje. Não, não me mandem procurar no Google porque não vou!

Pois bem, esse priminho me impressionava pelos grossos óculos desde criancinha, coisa inusual naqueles velhos tempos. Mas, façamos um corte epistemológico, uma ruptura, uma mudança súbita de mil novecentos e quarenta e tantos para mais ou menos mil novecentos e sessenta, todo o mundo crescidinho, quando fui do Rio, minha nova morada, para passar umas férias em Governador Valadares, a nova morada dele.

Encontrei Cláudio Manoel (ou seria Cláudio Manuel?) então um espírita do rabo grosso, que me encantou com a doutrina de Kardec. Ele sabia tudo! E ainda por cima tocava sanfona!

Rolavam altos papos sobre o Espiritismo, eu cada vez mais me envolvendo com ideias tão racionais e lógicas para uma religião, com a vantagem de um relaxamento posterior embalado pela música – ele e sua mana Conceição no acordeon, seu irmão José Licurgo no violão e eu no gogó.

Além de nós, uma turma de mais um rapaz, o Lott, e várias moças, que em poucos dias juntos formaram uma amizade forte, sólida, inesquecível, apesar de nunca mais nos termos encontrado. E uma paixão daquelas que só temos mesmo até os vinte anos me ficou pelo caminho.

Sem que eu ligasse um fato, o de ter me emprenhado pelo Espiritismo, a outro, assim que voltei para o Rio tornei-me vegetariano.

Muito tempo depois, já veterano no vegetarianismo, um outro primo, o Tidoca, do qual pretendo falar em alguma oportunidade, me despertou para essa relação, dizendo que eu me tornara vegetariano por influência do Cláudio Manoel, que me encheu a cabeça.

Faz sentido. Desde menino eu era preocupado com a questão da matança de animais para nossa alimentação: a doutrina que me foi revelada teria sido a gota, ou o copo, de água para que eu desse esse difícil passo.

Por causa disso, viajando pelo Brasil ou pelo mundo privo-me de experimentar a culinária de outras regiões e de outros países.

Assim, saibam todos: o culpado é Cláudio Manoel, que afastou-me dos prazeres de uma boa mesa e, por tabela, livrou-me do que deveria, mais apropriadamente, ser conhecido como o pecado da carne…

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4 novembro 2013 FULEIRAGEM

NEWTON SILVA – CHARGE ONLINE

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4 novembro 2013 DEU NO JORNAL

ABRAÇANDO O AMIGO

O deputado federal Francisco Escórcio (PMDB-MA) conseguiu o milagre da multiplicação dos pães e do patrimônio, que cresceu 1.200% (12,1 vezes) em 4 anos, apesar de declarar apenas os rendimentos de parlamentar.

Em 2006, Escórcio declarou bens de R$ 2,2 milhões ao Tribunal Superior Eleitoral; em 2010, seus bens já somavam R$ 26,8 milhões. Nesse período, seus salários totalizaram R$ 1,2 milhão.

Escórcio, que amigos chamam de “Chiquinho”, recebe R$ 26,7 mil por mês, R$ 320,6 mil anuais. O patrimônio cresceu R$ 6 milhões por ano. Foram vinte bens declarados por Escórcio, em 2006, avaliados em R$ 2,2 milhões. Em 2010, seus quinze bens já valiam R$ 26,8 milhões.

Francisco Escórcio atribui seu enriquecimento ao “crescimento econômico”, em razão da “correção monetária” dos valores dos bens.

* * *

Procurado pela reportagem do JBF, o deputado esclareceu que seu patrimônio cresceu deste modo graças ao progresso que inundou eztepaiz depois que o Socialismo Muderno foi implantado em Banânia.

Isto fez com que o fudido virassem pobre, o pobre virasse classe média, o classe média virasse milionário e os deputados virassem bilionários. Tudo graças ao gunverno popular e revolucionário do PT, segundo o parlamentar informou à nossa reportagem.

Todavia, a Editoria do JBF tem quase certeza que Sua Insolência alcançou tão espantoso progresso, em tão pouco tempo, graças à sua formosura, à sua beleza física e à extraordinária graciosidade estampada no seu fucinho.

Uma graciosidade capaz de alargar caminhos, desemperrar portas travadas e abrir cofres fechados.

Confiram na foto abaixo e me respondam: Num é lindo???

deputado

Mas a melhor pista pro espantoso progresso do Deputado Chiquinho foi dada por uma página internética editada no Maranhão.

Esta página mostra o tipo de amigo influente que o parlamentar tem. Amigo  capaz de alargar caminhos, desemperrar portas e, sobretudo, abrir cofres.

A página é o Blog do Foguinho e eu vou transcrever a nota que lá foi publicada, ilustrada por um foto que realça a beleza física do parlamentar, pois o flagrante mostra o alto de sua cabeça, o popular cocoruto, de uma geometria fantástica, obra ímpar com que a natureza brindou Sua Insolência.

Aqui está a notícia do jeito que foi publicada em terras maranhenses:

Durante a homenagem de Lula, tanto na Câmara quanto no Senado, na solenidade em comemoração aos 25 anos da Constituição de 1988, o deputado federal Francisco Escórcio (PMDB-MA) fez questão de abraçar o seu amigo Presidente Lula, com que trabalhou por mais de três anos como assessor especial da Presidência da República.

Chiquinho disse que Lula é atualmente a maior expressão política do cenário brasileiro e que “por onde passa arrasta multidões”. Tanto é verdade que, durante a solenidade o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Alves, pediu desculpas ao presidente Lula, pois não teve como segurar a multidão que invadiu tanto as galerias quanto o plenário da Câmara e, carinhosamente, atribuiu a culpa a Lula, devido a sua enorme popularidade.

Francisco Escórcio fez questão de abraçar o amigo Lula, que não via há mais de um ano. Veja o carinho do ex-presidente para com Chiquinho:

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4 novembro 2013 FULEIRAGEM

AMORIM – CORREIO DO POVO

amorim

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HARDY GUEDES – CURITIBA-PE

Caro Berto,  

Em complemento ao artigo que escrevi há alguns dias: O GOLPE DO BILHETE PREMIADO, segundo matéria publicada hoje (03-11-2013), no UOL, a petrolífera OGX sabia, desde o ano passado que as reservas de petróleo das suas áreas no pré-sal eram bem menores do que o anunciado.aroeira

Segundo as estimas iniciais, o total de petróleo recuperável representava 1 bilhão e quatrocentos milhões de barris.

Entretanto, uma empresa especialista contratada para uma avaliação mais concreta das áreas de Tubarão Areia, Tubarão Tigre e Tubarão Gato, estimou um volume de, apenas, 17,5% daquele total, num total de 43 milhões de barris.

Imagine o prejuízo! Vendeu-se ações de uma empresa para uma extração prevista de X barris e, no final das contas, o total é de 82,5% menor!

E se o restante do propalado pré-sal for idêntico?

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4 novembro 2013 FULEIRAGEM

M. AURÉLIO – ZERO HORA

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4 novembro 2013 COLUNA DO MAURO PEREIRA


Viajando de Itapeva a Brasília. Com escala em Ribeirão dos Pradas
OS CÍNICOS TAMBÉM ENROUQUECEM

Apesar dos esforços para vender à opinião pública a mesma imagem que num passado ainda recente refletia o vigor de um partido independente, de conceitos éticos definidos e de matiz ideológica reconhecido, a cada ação destrambelhada de seu principal líder o Partido dos Trabalhadores dá sinais visíveis do definhamento político que consome suas estruturas. Do outrora partido poderoso cujo maior orgulho era a liberdade de expressão e a isonomia dedicada aos seus filiados, restou apenas uma legenda sem brilho próprio, desfigurada pela paulatina fragilização das lideranças emergidas naturalmente das bases partidárias (Dilma é oriunda do PDT, Lindbergh Farias, provável candidato do PT ao governo do Rio de Janeiro, migrou do PSTU), irreversivelmente estigmatizada como sinônimo de corrupção e que já se conformou em ser mero animalzinho de estimação de Lula. De fidelidade a toda prova e submissão inquestionável, sem a menor contestação quando mandado se anular, cede e obedece.

Fora o desdenho ao Legislativo e o desrespeito ao Judiciário, tudo indica que a diversão que dá mais prazer ao ex-presidente é humilhar seus companheiros de agremiação, não desperdiçando a menor oportunidade de constrangê-los publicamente. Alheio ao desmoronamento ético e ao empobrecimento dos quadros políticos que impõe ao partido que ajudou a fundar, sem o menor vestígio de remorso faz questão de exibir o seu domínio absoluto e não hesita em passar por cima até mesmo de companheiros antigos, não poupando sequer aqueles com inestimáveis serviços prestados à causa petista e que foram fundamentais à sua ascensão política.

O episódio que envolveu a escolha do candidato do partido a prefeito do município de São Paulo, por exemplo, deixou claro que no PT que Lula tomou para si, manda quem pode e obedece quem tem juízo. Nomes históricos e de comprovada densidade eleitoral, mais que ignorados, foram previamente escalados como bodes expiatórios a serem entregues ao linchamento político se o fracasso nas urnas tivesse sido o preço a ser pago pela arrogância do chefe.

Dissimulado, tripudiou sobre o inferno em que se transformou o PT paulistano com a inesperada reação da então candidata a candidata a prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, que num fugaz e lucrativo lampejo de autonomia deixou claro seu repúdio ao desrespeito à sua biografia na entrevista concedida por seu chefe a um apresentador do SBT, e, como retaliação, negou-se a comparecer à festança preparada pelos lacaios para consolidar o império lulista e oficializar o nome do ex-ministro da Educação Fernando Haddad como candidato à prefeitura da capital dos paulistas. Perguntado como encarava a rebeldia da ex-prefeita, não se fez de rogado e elevou à plenitude o exercício da hipocrisia: “Isso é problema do diretório de São Paulo, pois sou filiado ao de São Bernardo do Campo”.

Na condição de expectador privilegiado pelos infindáveis anos observando as atuações medíocres de atores competentes na arte da mediocridade, me permiti pressupor que, conhecedor profundo da tibieza da vassalagem invariavelmente disponível, o comandante em chefe das hostes petistas sabia de antemão que a ira encenada no palco daquele teatro fuleiro estaria sempre aberta a negociações. E estava. Tinha certeza de que um afago em forma de mimo e um ministério como recompensa seriam suficientes para aplacar a fúria dos insurgentes. E foram.

Se o oportunismo serviu de instrumento mais que perfeito para desmascarar os rebeldes que têm na melhor oferta o simbolismo de suas causas, a história, por sua vez, foi implacável ao confirmar que os cínicos também enrouquecem. A cada transigência aos caprichos do ex-presidente, mais o Partido dos Trabalhadores se apequena e admite como definitivo que sem ele sua sobrevivência está seriamente comprometida.

A tática empregada na campanha que elegeu Haddad prefeito de São Paulo foi a de sempre, ou seja, baixar o nível e partir para o ataque pessoal visando desconstruir a candidatura do adversário e destruir o nome do inimigo. “Velharia”, “desgastado”, “parado no tempo”, “prefeito de meio mandato” foram alguns dos termos jocosos usados pelos petistas ao se referirem ao candidato do PSDB, José Serra, enquanto que a divulgação de denúncias apócrifas e de patifarias diversas ficaram por conta dos blogs remunerados e das “cartas a serviço do capital” disponíveis e engajadas. Tomando como norte a performance dos petistas em outras eleições, não estarei privilegiando o preconceito se afirmar que vislumbra-se no horizonte da campanha de 2014, no mínimo, o mesmo espetáculo sórdido apresentado nas eleições presidenciais de 2010 e nas municipais de 2012 pelo partido cujo presidente, de direito, é Rui Falcão, mas ninguém duvida que é comandado, de fato, por Luiz Inácio Lula da Silva.

Já Fernando Haddad, nas poucas oportunidades que teve autorização para pensar que pensava, demonstrou sentir-se confortavelmente adequado à condição de boneco de ventríloquo, e, disfarçado de candidato com luz e vontade próprias, recomendou aos eleitores que não votassem em um prefeito de meio mandato. Sinceramente, depois de decorrido um ano desses acontecimentos, ainda continuo sem saber se votaria em um prefeito inteiro de meio mandato. Dependeria das circunstâncias. O que eu sei, com certeza, é que jamais votaria em um meio prefeito de mandato inteiro. Nem sob tortura.

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4 novembro 2013 FULEIRAGEM

GENILDO – CHARGE ONLINE

genildo

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4 novembro 2013 DEU NO JORNAL

CAVANDO UM LUGAR NA FILA

Na lista dos credores da OGX, de Eike Batista, que entrou com pedido de recuperação judicial, tem de tudo: do estacionamento usado pela empresa (R$ 56 mil) ao aluguel atrasado do edifício Serrador (deve R$ 757 mil a Marlene Serrador), passando também pela empresa que fornecia e servia cafezinho (outros R$ 10 mil).

Na casa do ex-bilionário, contudo, permanece intocável o histórico bólido Mercedes SLR McLaren, avaliado em R$ 2,5 milhões.

E seu filho Thor também não abre mão de seu Aston Martin, de R$ 1,3 milhão.

* * *

Quando li esta notícia, eu fiquei com uma dúvida martelando meu juízo…

Vou contar pra vocês, na esperança de que algum fubânico, especialista no assunto, possa me dar uma resposta.

É o seguinte: será que o Complexo de Comunicações Besta Fubana merece entrar na fila dos credores de Eike Batista se eu botar no ar, uma vez por dia, o anúncio que está aí embaixo?

Trata-se de uma peça publicitária criada pelo Departamento de Artes Mamatórias do JBF, enriquecida com uma frase pronunciada pelo bravo ex-trilionário banânico (atualmente é apenas bilionário…), amigo do peito do ex-presidente Lula e entusiasta do Socialismo Muderno.

Vejam, analisem e me digam se eu posso ou não cobrar por este belo reclame:

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“Eu, como brasileiro desta geração, digo com orgulho que o sucesso das minhas empresas não seria possível sem esse Brasil novo criado pelo presidente Lula”. (Eike Batista)

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4 novembro 2013 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA

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O MERCADO DE SÃO JOSÉ

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Mercado de São José, final do século XIX

O mais antigo edifício em ferro do Brasil – O Mercado de São José – foi inaugurado no dia 7 de setembro de 1875. O mercado já foi o maior centro, na cidade do Recife, de cantadores, emboladores e da literatura de cordel.

Há muitas histórias e estórias dos tipos populares que frequentavam o local, hoje, ausentes de lá pela concorrência de outros locais mais atrativos. Antônio Amor, um frequentador assíduo dos velhos tempos, pintou um sapo e vendeu a um americano bêbado. O poeta Gogó de Sola fez uma paródia da composição “A Feira de Caruaru“, que reflete de modo crítico os problemas e a decadência do mercado:

“No mercado de São José
Faz raiva a gente vê
De tudo que não presta
Nele já tem pra vender.

No mercado de São José
Tem água de prato sujo
Que dão o nome de café.

Tem sopa de quinze dias
Que eles vendem nos hoté
Tem carne de sapo cru
Que dão o nome de sarapaté.

No mercado de São José
Tem frango, tem rapariga
Ninguém não liga
De mais até.”

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4 novembro 2013 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JBF

CMN

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MAGAL MELO – CAMARAGIBE-PE

A questão da identidade Cultural de Camaragibe

Não é fácil ser de Camaragibe. Moramos há quinze quilômetros da megalópole devoradora de tudo e de todos. A nossa querida e também amada, Recife. Recífilis, Mauricéia Desvairada. Tem suas facilidades e oferendas de souvenires para conosco. Muito bom morar perto da praia de certa forma, dos grandes centros médicos e do comércio fortíssimo que é o da capital.

Mas, nisso também há o seu duplo. Primeiro pela questão do sentimento de pertencer. Lembro que há algum tempo atrás quando se perguntava há um jovem que morava em nossa cidade que padecia (padecerá ainda?) de uma baixíssima autoestima onde é que ele morava. E este prontamente dizia, no final da Caxangá, ou até mesmo em Recife. Não é difícil encontrar algumas pessoas que residem até mesmo na região metropolitana e por alguma imbecilidade fixa ou passageira pense que Camaragibe é apenas um desimportante Bairro de Recife. O que não é. O que não é. O que não é.

O que podemos fazer para gostar tanto da nossa Cidade Camará, sem trocá-la, ainda que figurativa e simbolicamente pela capital ou por outra qualquer. Penso que o indicativo do combate seja no mesmo patamar. Uma grande investida no campo idílico do imaginário. Do criativo. Da imagística.

Uma grande ação de todos os lados, de toda gente, de todos os níveis de governos municipal, estadual, nacional. Para assegurar o direito básico do povo gostar de si mesmo.

Como fazer isto? Não é fácil e nunca dependerá de uma só pessoa, de um salvador que redimirá a desesperança da ralé abandonada, fodida e mal paga. Da rafameia drogada, alcoólatra e prostituída, jogada às baratas nas ruas de esgoto a céu aberto. Da juventude sem tino e sua fuga para a maconha, para o crack, para a cola de sapateiro. Do povo de bem com destino incerto. É preciso e urgentíssimo um querer geral de mudança e transcendência. Mas ainda, qual seria o primeiro passo? Sei lá.

Talvez, os formadores de opinião, os vereadores, o prefeito, as lideranças comunitárias de fato e não as que aparecem apenas nas eleições leiloando o seu apoio, os locutores, os internautas, os blogueiros, os artistas, os artesãos e todo e qualquer cidadão que sabe que esperar não é saber. Colaborem em tornar a sua cidade mais bela, mais organizada, mais bonita, mais criativa…

Talvez é isto, precisamos de criatividade. O que vamos perdendo com o tempo no mundo globalizado e compartilhado. O capitalismo e sua voracidade desenfreada destroem rápida ou paulatinamente o nosso desejo infantil de mudar o mundo. Pela sua fome de consumir, de ter mais, de comprar o que não se precisa com o dinheiro que não se tem. É, é ele mesmo que nos torna mais isolados, paranoicos e angustiados em cima de nossas moedas ou nossos boletos.

Deixemos tudo isto de lado e nos demos as mãos numa luta aberta, clara e sem subterfúgios pela nossa identidade cultural. Pela nossa originalidade. E valorizemos o que é nosso, os nossos artistas e mestres, as nossas florestas, nossos jardins, nossos monumentos históricos, a nossa própria história e o que poderá ser mais além, com gosto, garra e bons sentimentos.

Como tornar Camaragibe um Cidade além do fato e do direito e, uma cidade realmente criativa?

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4 novembro 2013 FULEIRAGEM

DUKE – O TEMPO

duke

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4 novembro 2013 A PALAVRA DO EDITOR

NO FEISSIBUQUI

Desde que o Jornal da Besta Fubana ultrapassou a barreira dos 13 mil seguidores no Feissibuqui, que tem gente aperreada com o nosso sucesso, conforme os registros feitos pelo leitor Jéfferson Desouza, editor do blogue Zuada do Sertão.

Vejam:

dirceu

“Que merda… essa porra desse JBF tá crescendo além dos limites tolerados por nós mensaleiros…”

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4 novembro 2013 FULEIRAGEM

FAUSTO – OLHO VIVO

fausto

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4 novembro 2013 FULEIRAGEM

SINFRÔNIO – DIÁRIO DO NORDESTE

AUTO_sinfronio

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IVAN PATRIOTA DE SIQUEIRA – RECIFE-PE

migueljc

Seis anos de ostracismo
Seis anos de sofrimento
Sem o reconhecimento
Sofrendo naquele abismo
Diante do ineditismo
Do que nos aconteceu
Mas ninguém esmoreceu
Mesmo estando lá no fundo
Nós mostramos para o mundo
Que o Santa não morreu.

Nenhuma torcida faz
O que a do Santa fez
Torcendo com altivez
E de modo contumaz
A gente foi perspicaz
Para jamais desistir
E de tanto insistir
O bônus veio pra gente
E não há melhor presente
Que ver o Santa subir.

Em prol desse Tricolor
Queremos no Centenário
Dar-lhe nesse aniversário
Mais ainda o nosso amor
E lutar com destemor
Pra que a Cobra Coral
Tenha um ano triunfal
Pra novamente subirmos
Pra junto com ela irmos
À elite nacional.

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Flávio Caça Rato: autor do gol que garantiu a vitória do Santa Cruz

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© 2007 Besta Fubana | Uma gazeta da bixiga lixa