11 março 2014 FULEIRAGEM

BENETT – GAZETA DO POVO

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11 março 2014 A PALAVRA DO EDITOR

QUE LOROTA BOA!

No Chile, onde se encontra pra participar da posse da nova presidente, Michele Bachelet, a prisidanta Dilma Roussef nos deu um excelente pretexto pra ouvirmos música nesta terça-feira.

Ela cagou pela boca o seguinte tolôte:

“O PMDB só me dá alegrias !”

A menos que ela esteja se referindo à inominável alegria que as facções sentem na hora da divisão dos saques ao dinheiro público, a gente sabe que o PMDB só dá raivas aos comparsas petralhas, tamanha a voracidade com que avança no pote. Os vermêios ficam completamente emputiferados com o apetite dos guabirus do PMDB.

Pra celebrarmos a frase de Dilma (mais uma….), com vocês os sanfoneiros Dominguinhos e Waldonys cantando “Lorota Boa“, uma composição da dupla Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira:

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11 março 2014 FULEIRAGEM

XALBERTO – CHARGE ONLINE

xalberto

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CARTA ABERTA A GOVERNANTES E DIPLOMATAS DO JAPÃO E DO BRASIL

Hoje, três anos depois do colapso de Fukushima, que abalou o Mundo e vem colocando em risco o futuro da humanidade, a Articulação Antinuclear Brasileira e a Coalizão por um Brasil Livre de Usinas Nucleares se associa as milhares de pessoas que, no Japão e em vários países, manifestam repúdio à energia nuclear e exigem providencias para barrar o vazamento de radioatividade nas avariadas usinas Daiichi.

Lembramos que em 13 de setembro do ano passado, o acidente com o Césio-137, ocorrido em Goiânia, capital de Goiás, no Brasil, completava 26 anos. A maior tragédia atômica em área urbana vitimou milhares de pessoas. No mesmo dia, 114 organizações japonesas, 107 organizações brasileiras, 32 Prêmios Nobel Alternativo e outras entidades dirigiram à autoridades diplomáticas e governamentais, japonesas e brasileiras, uma Declaração condenando um acordo nuclear Brasil/Japão e defendendo um tratado de cooperação para o uso de energias renováveis entre os dois países.

O silêncio das autoridades referidas acima, frente a essa iniciativa, não abalou nossa convicção de que o diálogo é o melhor caminho para a consolidação da paz no mundo! Por isto mesmo, no terceiro ano da tragédia de Fukushima, dirigimos esta carta pública às mesmas autoridades, alertando, mais uma vez, para os prejuízos que o Japão vem causando à humanidade. Muitas pessoas se mataram por medo da radiação. Várias morreram durante a evacuação de mais de 160 mil pessoas que foram obrigadas a abandonar suas casas.

Desde que a imprensa noticiou, em outubro passado, que o Primeiro Ministro do Japão Shinzo Abe, reconhecendo a gravidade da situação, pediu ajuda tecnológica qualificada ao mundo todo para solucionar os impactos do acidente de Fukushima, aumenta por toda parte o temor pelo futuro do planeta, pois sabemos, todos, que usinas nucleares são mortais e a radiação atômica não respeita fronteiras. Apesar do apoio dos EUA e dos bilhões de dólares já gastos na “descontaminação”, o fracasso para evitar o vazamento de radioatividade evidencia as dificuldades da tecnologia nuclear japonesa. Material radioativo continua fluindo das usinas para águas subterrâneas, desembocando no Oceano Pacífico. Mas o governo continua exportando esta perigosa tecnologia para países, como Índia, Turquia e Vietnã, ampliando o raio de ameaça para outros povos.

É preocupante que o governo esteja apoiando leis de sigilo que criminalizam autores de noticias sobre supostos “segredos” nucleares. Toda a mídia do Japão e até o New York Times se opõem a esta repressiva legislação, que poderá transformar em crime informação sobre a insegurança da tecnologia nuclear, vazamentos radioativos e perigos em usinas nucleares japonesas.

Dados oficiais, publicados no final de fevereiro, registram 1.656 mortes por estresse ou doença ligada à catástrofe atômica. Mas a justiça arquivou processo contra o governo japonês e os dirigentes da operadora da central nuclear Tokyo Electric Power, feita, em 2012, por cerca de 15 mil pessoas que tiveram casas e fazendas afetadas pela radiação. Nas ruas, os japoneses protestaram, exigindo punição para os responsáveis pelos danos causados por Fukushima.

Reafirmamos nossa solidariedade às vitimas da tecnologia atômica, em todo o mundo, e nosso apoio às exigências dos japoneses que anseiam pela imediata indenização de todos os trabalhadores e das populações afetadas pelo acidente de Fukushima; pela evacuação imediata das crianças e comunidades da região; pela revogação da lei que ameaça a liberdade e o direito à informação; pelo fechamento das usinas nucleares e pela não exportação desta tecnologia para outras partes do Planeta!

Brasil, 11 de Março de 2014

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11 março 2014 FULEIRAGEM

GILSON – CHARGE ONLINE

gilson

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http://www.neumanne.com/
COMENTÁRIOS PARA A RÁDIO JOVEM PAN

Empresas de telefonia celular estrangeiras mandam quase todo o lucro para fora e deixam os consumidores a ver navios com seu péssimo serviço. Cadê a Anatel, que não pune isso?

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Em vez de escrever platitudes, Dilma deveria liderar atitudes para punir racismo e violência em estádios, não como assuntos.

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11 março 2014 FULEIRAGEM

LANE – CHARGE ONLINE

lane

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http://www.lucianosiqueira.com.br/
DEVAGAR COM A INOVAÇÃO PORQUE COM GENTE É DIFERENTE

Outro dia li que uma engenhoca eletrônica permitia sessões de psicanálise à distância, via internet. Pelo skipe. Analista e paciente dispensam o contato pessoal, direto, olhos nos olhos. Se dá certo, tenho cá minhas dúvidas – emoções via internet não é a mesma coisa. Isso acontece nos EUA, onde se pensa que a tecnologia tudo resolve. Inclusive as dores da alma.

Pois também é da terra do Tio Sam que surge outra novidade do tipo. Uma escola de negócios do Texas utiliza um livro eletrônico capaz de informar, em tempo real, se o aluno está mesmo lendo o que lhe foi determinado. A notícia, naturalmente difundida pela internet, registra que o livro “percebe” quando o estudante pula uma página, não lê um trecho, esquece de sublinhar uma passagem a ser destacada.

Se um grupo de colegas resolver “colar” partes do texto,  uma espécie de consórcio destinado a ludibriar o professor, o tal livro eletrônico descobre – e avisa – na hora!

Supondo que essa tecnologia funcione conforme anunciado, assim mesmo tenho cá minhas dúvidas sobre o seu alcance pedagógico. O aprendizado não pode ser bitolado eletronicamente, como jamais pôde ser pelos variados meios de coação precedentes – da palmatória ao constrangimento da prova oral em público, passando por castigos como fazer o aluno relapso ajoelhar-se sobre caroços de milho diante da turma.

Ainda muito pequeno e desejoso de melhorar meu aprendizado para além do que me proporcionava o grupo escolar Mascarenhas Homem, no bairro da Lagoa Seca, em Natal, tanto pedi que consegui que minha mãe me matriculasse nas aulas do professor Dagmar, proferidas à noite, para turma eclética – crianças e adultos numa única sala, diante do mesmo conteúdo. Ao final da noite tinha uma arguição – assim chamada solenemente pelo professor – em que uma pergunta era feita e de um a um os alunos eram chamados a responder. Se o primeiro acertasse, a pergunta mudava; mas a coisa ia até o último da sala.

Jamais esqueci da noite em que o professor queria saber o nome da capital do Líbano e precisamente toda a turma não soube responder. A palmatória comeu no centro e todos foram para casa com a mão direita ardendo. Eu inclusive. Para jamais esquecer onde fica Beirute.

Voltando à engenhoca da escola do Texas. Ainda segundo a notícia, alguns alunos conseguiram distorcer as funções de sublinhar e fazer anotações, e com isso deram um jeito de melhorar sua pontuação. Como evitar isso é o desafio de cientistas que querem de todo jeito enquadrar a inteligência e emoção das pessoas.

Sem nenhum preconceito com os avanços da ciência e o incremento de novas tecnologias em qualquer esfera da vida, confesso que torço contra. Ou seja: que não haja mecanismo que dobre a criatividade humana individual, em carne e osso e ao vivo. Afinal, o ser humano  tem o direito de pensar como deseja e de recusar imposições de qualquer ordem – inclusive essa, do aprendizado forçado e rigorosamente fiscalizado por via eletrônica.

A vida ensina – e nada de verdadeiramente importante se aprende sem a emoção da descoberta e a liberdade da escolha.

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11 março 2014 FULEIRAGEM

SINFRÔNIO – DIÁRIO DO NORDESTE

AUTO_sinfronio

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11 março 2014 DEU NO JORNAL

CENA BANÂNICO-VERMÊIA

Aliança PT-PMDB pela reeleição de Dilma está garantida, afirma Temer.

A aliança é “muito sólida“, diz Temer após reunião.

* * *

Bem mais que sólida. Esta aliança é um orgulho pra todo contribuinte, pra todo eleitor e pra todo cidadao deztepaiz.

Reafirmado, consolidado e reconfirmado o pacto firmado entre a elite quadrilheira que administra Banânia, a reeleição de Dilma está mais que garantida.

Além de sólida, esta aliança diz muito sobre o caráter das duas agremiações associadas. As duas ambas, a parelha, a dupla, o par, se merecem-se mutuamente, uma à outra.

Os proprietários dos dois partidos são tão parecidos que a gente confunde suas caras.

O PT tem apenas um proprietário: Lula, codinome Barba.

Já o PMDB, tem vários donos, todos iguais a Lula: Sarney, Temer, Renan, Jáder Barbalho, Eduardo Cunha….

Lula em 4 tempos

Para que a aliança com o PMDB fique mais sólida, dois políticos gunvernistas assinaram ontem a ficha de filiação ao PT: Collor (PTB) e Maluf (PP)

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11 março 2014 FULEIRAGEM

AROEIRA – BRASIL ECONÔMICO

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11 março 2014 MEGAPHONE DO QUINCAS


MESTRES DE OUTROS CANTOS CANTANDO PERNAMBUCO – PARTE III – PAULINHO DA VIOLA

(Esta série é uma homenagem ao meu mestre e professor de vida Abdias Moura. Inspira-se na idéia de seu livro “O Recife dos Romancistas” – Paisagens – Costumes – Rebeliões – FacForm, 2010)

paulinho-da-viola

Paulinho: ‘Para um Amor no Recife’

Paulinho da Viola é um dos compositores brasileiros que mais respeito e gosto de ouvir. É tradicionalista e transgressor, acadêmico e popular. Fez e faz a mais rica e completa transição de gêneros musicais, samba, samba-canção, choro ao longo de um século, nos seus 71 anos.

Para mim, possui a fineza do poeta maior e a compreensão e sensibilidade de um artista sem limites no captar o original, refazê-lo e requintá-lo. Por isso, sempre repito Paulinho, para qualquer tema, o jargão: “Tá legal. Eu aceito o argumento, mas não me altere o samba tanto assim…”.

Depois de trazer Dorival Caymmi com “Dora” e Marcos, Paulo Sérgio Valle e Novelli, com “Pelas ruas do Recife”, desta série “Mestres de outros cantos cantando Pernambuco”, apresento hoje Paulinho da Viola, com “Para um Amor no Recife” (que só menciona a cidade no título).

É das mais belas melodias do cancioneiro nacional, com o apoio de uma letra dura, aguda, seca e linda, que só poeta grande pode fazer.

Sempre gostei, entre tantas canções excepcionais de Paulinho, deste “Para um Amor no Recife”. Tenho vários parceiros nesta opinião, críticos, estudiosos, compositores, mas principalmente a de um de seus filhos, que revela a preferência no filme “Meu Tempo é Hoje”, de 2003.

A música já foi regravada por Fafá de Belém, Zé Ramalho e Marina Lima (depois da do autor, a melhor gravação). Para mim, restou a polêmica: o que tem ver com o Recife uma canção que sequer cita o nome da cidade em seus versos? A minha angústia é antiga e já ensaiei várias hipóteses que pudessem inspirar o compositor a colocar Recife no título. A mais fácil, mas não necessariamente correta é: ele a fez quando de alguma turnê na capital de Pernambuco. Aliás, fico pensando, por que tanto trabalho se já me basta a canção?

Meus amigos o que vou apresentar aqui é a primeira versão, materializada, que encontrei que pode responder à intrigante pergunta.

Colhido no ‘Blog Memória do Samba’, Uraniano Mota (*) diz, em trecho do artigo “Meu Tempo é Hoje”:

“Então houve ‘Para um amor no Recife’. Diziam então que Paulinho fizera essa música em homenagem à secretária de dom Hélder Câmara.  

Entre o sussurro e a maledicência, entre a repressão da ditadura Médici e a resistência serena erguia-se um poema belo, quase autônomo da melodia: ‘A razão porque mando um sorriso e não corro, é que andei levando a vida quase morto…..’ Esta é uma canção que só fez melhorar ao longo de todos esses anos. A ditadura não existe mais, o seu motivo imediato não mais existe, mas a composição só vem crescendo, apesar da degradação do Recife, que entra quase incidentalmente no título’. (*) Urariano Mota.

Para não ficar com fonte exclusiva, fui atrás de outros vestígios. Encontrei o artigo “Paulinho da Viola: Meu Tempo é Hoje” no site ‘Acessa.com’, em que o jornalista Fernando da Mota Lima (**) cita, em trecho, analisando a película sobre a vida de Paulinho:

“Ocupo-me agora do núcleo central do filme comprimido no título e na letra do samba de Wilson Batista. Lembro antes disso que Wilson é confessadamente um dos compositores prediletos de Paulinho. Lembro-me ainda, introduzindo aqui uma nota de memória pessoal, de quando o conheci em Recife em meados dos anos 1970, no auge, portanto, do seu sucesso como autor e intérprete de música popular. Fui levado por Jomard Muniz de Britto para jantar com Paulinho, jovem tímido e ainda bem inseguro, e d. Hélder Câmara num apartamento da av. Conde da Boa Vista, onde amigos hospedavam o cantor que horas mais tarde fez um belo e concorrido show no Teatro do Parque…”

De minha parte, além de “Para um Amor no Recife”, as três canções que prefiro de Paulinho são “Sinal fechado”, “Coisas do mundo, Minha nega”, e “Choro negro”. Como vêem, não são três, mas sim quatro. Difícil, geralmente arbitrário, escolher algumas preferidas num conjunto tão belo de obras musicais. Ouça: “Para um Amor no Recife”:

A razão porque mando um sorriso
E não corro
É que andei levando a vida
Quase morto
Quero fechar a ferida
Quero estancar o sangue
E sepultar bem longe
O que restou da camisa
Colorida que cobria minha dor
Meu amor eu não esqueço
Não se esqueça por favor
Que voltarei depressa
Tão logo a noite acabe
Tão logo este tempo passe
Para beijar você.

Brevíssimo perfil:

Paulo César Batista de Faria, ‘Paulinho da Viola’, cantor, compositor e violonista brasileiro, nasceu no Rio de Janeiro, em 12 de novembro de 1942. Filho do violonista César Faria, integrante do conjunto de choro Época de Ouro, é parceiro de sambistas ilustres como Cartola, Elton Medeiros e Candeia. Destaca-se como cantor e compositor de samba, mas também compõe choros e é tido como um dos mais talentosos autores da MPB.

Torcedor do Vasco da Gama, é um portelense apaixonado, escola para a qual já fez sambas importantes. Entre centenas de canções, Paulinho fez “O Príncipe do Samba”, “Coração Leviano”, “Foi um Rio que Passou em Minha Vida”, “Dança da Solidão”, “Coisas do Mundo, Minha Nega” etc.

Sua elegância se deve não apenas a seu extraordinário talento e sofisticação musical, mas também por sua postura pessoal e caráter.

(*) Jornalista e escritor, Urariano Mota nasceu no Recife-PE, em 1950. Publicou contos, crônicas e artigos nos jornais semanários Movimento (SP) e Opinião (RJ); nas revistas Escrita e Ficção, além de outros vários periódicos que faziam oposição aberta à ditadura militar instalada no Brasil em 1964 e que ficaram conhecidos como veículos da “imprensa alternativa”. Também publicou textos nas revistas Carta Capital, Fórum e Continente.

(**) Professor aposentado da Universidade Federal de Pernambuco, Fernando da Mota escreveu também ‘Edu Lobo Bossa Recife’ e ‘Vinícius’. Nasceu em São Benedito do Sul, lugar que quase não figura no mapa de Pernambuco. Gosta, no entanto, de se apresentar como nativo de Igarapeba, que definitivamente não existe em mapa nenhum. Por isso aprecia dizer que Igarapeba é a esfinge dos geógrafos. Considera-se antes de tudo um desenraizado, até intelectualmente. Não publicou livros, salvo um que renegou. Acha que há livros demais no mundo. A grande prioridade é formar leitor inteligente e sensível. Ama a Inglaterra, onde teve a ventura de viver anos fundamentais. Site Acessa.com (Gramsci e o Brasil).

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11 março 2014 FULEIRAGEM

AROEIRA – O DIA

aroeira

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11 março 2014 A PALAVRA DO EDITOR

UM BANCO ADMINISTRADO PELOS VERMÊIOS ISTRELADOS

Atenção, leitores fubânicos que, como eu, são correntistas do Banco do Brasil, o banco do qual Pizzolato já foi diretor.

Não deixem de ler uma matéria que saiu hoje na rede de computadores.

Basta clicar na manchete abaixo:

Banco do Brasil desliga integração com Facebook após reclamação – Endereços acessados por usuários eram remetidos ao Facebook.

E, também, não deixem de acessar o link contido na matéria.

Outro detalhe interessante: após acessar o link, não deixem de ler os comentários dos leitores.

Vale a pena.

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10 março 2014 FULEIRAGEM

LUSCAR – CHARGE ONLINE

luscar

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10 março 2014 DEU NO JORNAL

A LIBERDADE NAS RUAS

Mario Vargas Llosa

Há quatro semanas, os estudantes venezuelanos começaram a protestar nas ruas das principais cidades do país contra o governo de Nicolás Maduro. Apesar da dura repressão – 20 mortos, mais de 300 feridos reconhecidos até agora pelo regime e cerca de mil presos, entre eles Leopoldo López, um dos principais líderes da oposição -, a mobilização popular continua firme.

Ela semeou pela Venezuela “Trincheiras da Liberdade” nas quais, além de universitários e escolares, há também operários, donas de casa, funcionários de escritório e profissionais liberais, em uma onda popular que parece ter superado a Mesa da Unidade Democrática (MUD), a organização que abrange todos os partidos e grupos políticos de oposição, graças aos quais a Venezuela não se transformou ainda numa segunda Cuba.pnv

No entanto, é evidente que essas são as intenções do sucessor do comandante Hugo Chávez. Todos os passos que ele deu desde que assumiu o poder que lhe foi ungido, no ano passado, são inequívocos. O mais notório deles, a asfixia sistemática da liberdade de expressão. O único canal de TV independente que sobrevivia – a Globovisión – foi submetido a uma perseguição tal pelo governo, que seus donos tiveram de vendê-lo a empresários favoráveis à situação, que agora o alinharam ao chavismo.

O controle das estações de rádio é praticamente absoluto e as que ainda se atrevem a dizer a verdade sobre a catastrófica situação econômica e social do país têm os dias contados. A mesma coisa ocorre com a imprensa independente que o governo está eliminando aos poucos pela privação de papel-jornal.

Entretanto, embora o povo venezuelano quase não possa ver, ouvir nem ler uma informação livre, experimenta na carne a brutal e trágica situação para a qual os desvarios ideológicos do regime – as estatizações, o intervencionismo sistemático na vida econômica, a perseguição às empresas privadas, a burocratização cancerosa – levaram a Venezuela e essa realidade não pode ser ocultada com demagogia. A inflação é a mais elevada da América Latina e a criminalidade, uma das mais altas do mundo.

A carestia e o desabastecimento esvaziaram as prateleiras das lojas e a imposição do tabelamento dos preços para todos os produtos básicos criou um mercado negro que multiplica a corrupção a extremos vertiginosos. Somente a nomenclatura conserva os elevados níveis de vida, enquanto a classe média encolhe cada vez mais e os setores populares são golpeados de uma maneira cruel que o regime trata de amenizar com medidas populistas – estatismo, coletivismo, distribuição de doações e muita propaganda acusando a “direita”, o “fascismo” e o “imperialismo americano” pela desordem e pela queda livre do nível de vida do povo venezuelano.

O historiador mexicano Enrique Krauze lembrava há alguns dias o fantástico desperdício do regime chavista, nos seus 15 anos no poder, dos US$ 800 bilhões que ingressaram no país neste período, graças ao petróleo. Boa parte desse esbanjamento serviu para garantir a sobrevivência econômica de Cuba e para subvencionar ou subornar governos que, como o nicaraguense do comandante Daniel Ortega, o argentino de Cristina Kirchner ou o boliviano de Evo Morales, apressaram-se nos últimos dias em solidarizar-se com Maduro e em condenar os protestos dos estudantes “fascistas” venezuelanos.

A prostituição das palavras, como assinalou George Orwell, é a primeira façanha de todo governo de vocação totalitária. Nicolás Maduro não é um homem de ideias, como percebe de imediato quem o ouve falar. Os lugares comuns tornam seus discursos confusos e ele os pronuncia sempre rugindo, como se o barulho pudesse suprir a falta de argumentos. Sua palavra favorita é “fascista”, com a qual ele se dirige sem o menor motivo a todos os que o criticam e se opõem ao regime que levou um dos países potencialmente mais ricos do mundo à pavorosa situação em que se encontra.

Sabe, senhor Maduro, o que significa fascismo? Não o ensinaram nas escolas cubanas? Fascismo significa um regime vertical e caudilhista, que elimina toda forma de oposição e, mediante a violência, anula ou extermina as vozes dissidentes. Um regime que invade todos os aspectos da vida dos cidadãos, do econômico ao cultural e, principalmente, é claro, o político. Um regime em que pistoleiros e capangas asseguram, mediante o terror, a unanimidade do medo, do silêncio e uma frenética demagogia por meio de todos os veículos de comunicação na tentativa de convencer o povo, dia e noite, de que vive no melhor dos mundos.

Ou seja, o que está vivendo cada dia mais o infeliz povo venezuelano é o fascismo, que representa o chavismo em sua essência, esse fundo ideológico no qual, como explicou tão bem Jean-François Revel, todos os totalitarismos – fascismo, leninismo, stalinismo, castrismo, maoismo e chavismo – se fundem e se confundem.

É contra essa trágica decadência e a ameaça de um endurecimento ainda maior do regime – uma segunda Cuba – que se levantaram os estudantes venezuelanos, arrastando com eles setores muito diferentes da sociedade. Sua luta é para impedir que a noite totalitária caia totalmente sobre a terra de Simón Bolívar e não haja volta.

Acabei de ler um artigo de Joaquín Villalobos (Como enfrentar o chavismo)no jornal El País, desaconselhando a oposição venezuelana a adotar a ação direta que empreendeu e recomendando que, ao contrário, espere se fortalecer para poder ganhar as próximas eleições. Surpreende a ingenuidade do ex-guerrilheiro convertido à cultura democrática.

Quem garante que haverá futuras eleições dignas desse nome na Venezuela? Por acaso foram as últimas, nas condições de desvantagem da oposição em que transcorreram, com um poder eleitoral submisso ao regime, uma imprensa sufocada e um controle obsceno da recontagem dos votos pelos testas de ferro do governo?

Evidentemente, a oposição pacífica é o ideal na democracia. A Venezuela, porém, não é mais um país democrático e está muito mais próximo de uma ditadura como a cubana do que são, hoje, países como México, Chile ou Peru. A grande mobilização popular que a Venezuela vive ocorre precisamente para que, no futuro, haja ainda eleições de verdade e essas operações não se tornem rituais circenses como eram as da ex-União Soviética ou são as de Cuba, onde os eleitores votam em candidatos únicos, que ganham com 99% dos votos.

O que é triste, embora não surpreendente, é a solidão em que os valentes venezuelanos que ocupam as Trincheiras da Liberdade estão lutando para salvar seu país e toda a América Latina de uma nova satrapia comunista, sem receber o apoio que merecem dos países democráticos ou desta inútil e carcomida Organização dos Estados Americanos (OEA), que, segundo sua declaração de princípios, que vergonha, deveria zelar pela legalidade e pela liberdade dos países que a integram.

Naturalmente, que outra coisa pode se esperar de governos cujos presidentes compareceram, praticamente todos, em Havana, para a cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e para prestar homenagem a Fidel Castro, múmia viva e símbolo animado da ditadura mais longeva da história da América Latina.

Entretanto, o lamentável espetáculo não deve tirar as esperanças dos que acreditam que, apesar de tantos indícios contrários, a cultura da liberdade lançou raízes no continente latino-americano e não voltará a ser erradicada no futuro imediato, como tantas vezes no passado.

Os povos dos nossos países costumam ser melhores do que seus governos. Ali, estão para demonstrar isso os venezuelanos, assim como os ucranianos, arriscando suas próprias vidas em nome de todos nós para impedir que na terra da qual saíram os libertadores da América do Sul desapareçam os últimos resquícios de liberdade que ainda restam. Mais cedo ou mais tarde, eles triunfarão.

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10 março 2014 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

nani

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HERBERT TEJO – RECIFE-PE

Caro Berto

Nós do FÓRUM SOCIOAMBIENTAL DE ALDEIA estamos travando uma luta grande para manter os restos dos paus de MATA ATLÂNTICA que ainda quedam em pé num território decretado pelo governador Eduardo Campos em 2010 como Área de Proteção Ambiental, denominada APA ALDEIA BEBERIBE.

A APA foi criada para proteger, principalmente, o maior fragmento de Mata Atlântica que nos restou ao norte do Rio São Francisco.

O danado é que a tal APA foi criada com esse fim e de lá para cá o criador tem feito tudo para destruir exatamente esse maior fragmento de mata restante, que exatamente motivou a criação da APA! (Dá para entender?? – Nós também não!)

A conversa é longa, mas acredito que com a leitura da CARTA ABERTA, que divulgamos através das redes sociais, dará para entender, ou não, o tal imbróglio.

Caso julgue digno nossos esforços, pedimos que a CARTA seja divulgada na BESTA FUBANA.

Abraço de todos do Fórum Socioambiental de Aldeia.

R. São esforços mais que dignos, meu caro.

São esforços louváveis e heroicos.

Disponha sempre deste espaço pra divulgar a luta de vocês.

Abraços e muito sucesso!

* * *

ForumAldeia

CARTA ABERTA

Sr. Governador Eduardo Campos, Sra. Ex-Senadora Marina Silva e Secretário do Meio Ambiente de Pernambuco Sérgio Xavier.

“A destruição da Mata Atlântica brasileira e de sua vida silvestre começou no início do século XVI (Dean, 1995; Coimbra-Filho & Câmara, 1996), e a gravidade dessa destruição alarmou até mesmo a Rainha de Portugal, que ordenou, em 1797, ao governador da Capitania da Paraíba, que tomasse as medidas necessárias para parar a destruição das florestas de sua colônia (Jorge Pádua & Coimbra-Filho, 1979).”

Passados 217 anos, muito mais alarmados, nós voltamos a recorrer, agora, ao Sr. Governador do Estado de Pernambuco, para que tome medidas “urgenciais” para evitar o golpe iminente de destruição definitiva do que restou das migalhas de Mata Atlântica em nosso Estado; ou seja, a devastação do nosso maior fragmento de Mata Atlântica ao Norte do Rio São Francisco, criminosamente ameaçado pelo novo trajeto do Arco Viário Metropolitano, agora sob a tutela do DNIT.

Senhor Governador Eduardo Campos: nosso apelo é recorrente, uma vez que no ano passado denunciamos em audiência pública e à CPRH, os impactos nefastos da alternativa locacional defendida pelo consórcio Odebrecht Transport, Transport Participações S.A., Invepar e Queiroz Galvão Construção, contratado pelo Estado de Pernambuco para elaborar o EIA/RIMA do trajeto do arco (alternativa cujo trajeto rasgava a APA Aldeia-Beberibe, impondo significativa destruição ao fragmento de mata citado). Naquela oportunidade, o senhor reagiu positivamente e prontamente:

Clique aqui e leia este artigo completo »

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10 março 2014 FULEIRAGEM

CÉSAR – NOTÍCIAS DO DIA

cesar

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10 março 2014 DEU NO JORNAL

UM INTERESSE LEGÍTIMO E PATRIÓTICO

Depois de sua viagem a Cuba, em companhia de grupo de empresários brasileiros, o ex-presidente Lula queria aproveitar e fazer uma escala em Caracas, para um rápido encontro com o presidente Nicolás Maduro, enfiado no meio de confronto que beira uma guerra civil e que já soma muitos mortos.

Maduro mandou avisar que o momento não era propicio e que, naqueles dias, a agenda presidencial estava comprometida.

Detalhe: o venezuelano sabia que Lula iria falar especialmente sobre atrasos nos pagamentos e incertezas econômicas.

Empresas brasileiras têm obras lá num total de cerca de US$ 20 bilhões e os atrasos já somam US$ 2,5 bilhões.

* * *

E Lula tem todo interesse, o máximo de interesse, total e amplo interesse, que as empresas brasileiras caloteadas pela Venezuela recebam urgentemente o que lhes é devido.

Interesse que visa única e exclusivamente a justa remuneração das empresas pátrias pelos serviços prestado ao país amigo.

Claro, lógico, evidente que é este o único interesse que move o ex-prIsidente banânico. Todos nós sabemos disto.

A pátria e os interesses monetários de suas zelites empresariais acima de tudo!

lula-itaquerão-odebrecht

“Fique tranquilo, cumpanhero operário: vou encher o saco de Maduro pra ele pagar o que deve à Odebrecht; fique tranquilo que você vai receber seu salário; é este meu único interesse”

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10 março 2014 FULEIRAGEM

PELICANO – TRIBUNA SP

AUTO_pelicano

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PAULO ROBERTO FRECCEIRO – CURITIBA-PR

Caro Berto.

Em plena semana do dia da mulher uma anta de um jornalista(?) faz uma materia dessa.

qpeu

R. O recorte que você nos mandou indica que o fato aconteceu na cidade de Malacacheta, que fica na microrregião de Teófilo Otoni, cujo nome também aparece no recorte.

Submeti o material a Otacílio, filósofo palmarense e meu consultor para assuntos fêmeos.

Segundo meu ilustre conterrâneo, não há nada de errado com a manchete do jornal mineiro.

Otacílio me informou que bicho macho é pessoa, enquanto que bicho fêmeo é o diabo em forma de gente.

De modo que a frase “quatro pessoas e uma mulher” está corretíssima! 

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10 março 2014 FULEIRAGEM

AMORIM – CORREIO DO POVO

amorim

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POIS NUM É QUE É MESMO!

Comentário sobre a postagem MEU LADRÃO É MELHOR QUE O TEU

Hugo Leonardo:

“O 1º presidente civil, eleito democraticamente, foi o Prudente de Morais.

Depois dele só tivemos presidentes imprudentes e imorais!!!!”

Prudentedemorais

Presidente Prudente de Morais: “Um dia, no futuro, eu ainda terei reconhecimento no Jornal da Besta Fubana”

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10 março 2014 FULEIRAGEM

LANE – CHARGE ONLINE

lane

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JOSÉ ALDERI BARBOSA DE OLIVEIRA – MAURITI-CE

Caro aberto,

Escrevo poesias de cordel e sonetos e gostaria de saber da possibilidade de enviar alguns materiais para análise e posterior publicação no JBF.

Sou acadêmico de Direito (X Semestre) e formado em Letras.

Sou natural da cidade de Mauriti – Ceará, onde resido desde o meu nascimento.

Atenciosamente.

R. Meu caro José Alderi, mais conhecido por Alderi Jr., como você informa em sua mensagem, eu já fui saudado e xingado de várias diferentes formas aqui neste jornal escroto.

Mas de “Caro aberto” é a primeira vez!

Você acertou em cheio: tanto o blogue quanto o seu editor estamos inteiramente abertos pra acolher os nossos leitores e os seus trabalhos.

Pode mandar o material de sua autoria, meu caro, que será publicado na medida do possível, conforme a nossa disponibilidade. Saiba que é sempre com muita alegria que registramos o surgimento de mais um novo leitor fubânico.

Grato pelo contato e uma excelente semana!

mauriti

A simpática cidade de Mauriti, no sul do Ceará, com 44.217 habitantes e distante 491 km da capital Fortaleza

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10 março 2014 FULEIRAGEM

NEWTON SILVA – CHARGE ONLINE

newtonsilva

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10 março 2014 GORJEIOS - Doddo Felix


CARNAVAL NOTA MIL

Parque de Eventos

Parque de Eventos

Em 2014, o carnaval de Bom Jardim pode não ter sido o maior de Pernambuco, mas indiscutivelmente foi um dos mais bonitos, senão o mais belo do Estado. Verdadeiro caleidoscópio. Uma festa de cores a inundar as ruas como uma onda colorida. Batizado oficialmente “Carnaval Levino Ferreira no Passo dos Caboclinhos”, teve como homenageado o popular Pedro Braz de Oliveira, conhecido por “Pedro Cotó”, grande incentivador da cultura carnavalesca de nossa região.

Carnaval completamente reciclado e renovado. O apoio do gestor municipal foi de fundamental importância. O trabalho inteligente levado a efeito pela equipe da recém-criada Secretaria de Cultura, Turismo e Esportes, sob a coordenação do atuante e competente secretário Edgar Severino é merecedor dos maiores aplausos. O Prof. Edgar, todos sabem, é irrequieto por natureza, por isso mesmo de uma criatividade ilimitada. Dê-lhe condições e autonomia e ele será capaz de realizações inimagináveis. Não é exagero atribuir-lhe o epíteto de legítimo “agitador”, no bom sentido da palavra.

Bloco Menino de Ouro (3)

Bloco Menino de Ouro

Não obstante, faz-se necessário mencionar também as muitas incompreensões e aborrecimentos que teve de aturar, a ponto de ser desacatado em sua residência, inclusive com xingamento racista, pelo fato de querer pôr ordem naquilo que, necessariamente, teria de ser ordenado. Não é fácil quebrar paradigmas. A ignorância e má vontade de pessoas desavisadas sempre estão a postos para interferir e atrapalhar quem tenta fazer a coisa certa. São os chamados “ossos do ofício”. Aliás, o Prof. Edgar já havia demonstrado sua capacidade criativa e organizatória por ocasião das festividades de São Sebastião.

Durante o carnaval, mais de 15 blocos e outro tanto de agremiações desfilaram pelas ruas da cidade. Depois de dada a largada, no dia 23 de fevereiro, com o Frango da Madrugada, que por duas décadas vem alegrando os nossos foliões; do 1º Baile de Fantasia, promovido pela Secretaria de Ação Social ao som do Coral Levino Ferreira, Bloco Lírico Flabelo Encantado e Octeto Orquestra, realizado nas dependências da Quadra de Esportes Dr. Osvaldo Lima Filho; do Carnaval da Educação, organizado por diversas escolas do município, teve início o carnaval propriamente dito. Várias Orquestras de Frevo e Bandas animaram os desfiles. A apresentação dos blocos repetiu o brilhantismo de anos anteriores com destaque para o tradicional Vai Quem Quer e o estreante Menino de Ouro, criado, ao que parece, especialmente para paparicar o jovem prefeito. Não foi nenhuma novidade, pois em administrações passadas sempre houve esse tipo de bloco patrocinado pelos cofres municipais, a exemplo do bloco do Guiné, da Parceria, Boca Preta, etc.

Bloco Vai Quem Quer

Bloco Vai Quem Quer

Porém, este ano, a bajulação ultrapassou as expectativas com esse papo de “Menino de Ouro”. Entretanto isso é nada, diante do grandioso espetáculo proporcionado, sobretudo durante o 1º Encontro Intermunicipal de Grupos Folclóricos, realizado na terça-feira, com a magnífica exibição de Caboclinhos, Burrinhas Calus, Catirinas, Maracatus de Baque Solto e Baque Virado, Cavalo Marinho e Passistas, objetivando “afirmar a identidade cultural de Bom Jardim e de suas comunidades”, segundo declarou o secretário de Cultura. Pelo ritmo sincopado de chicotes bem manejados a encherem as ruas de estalos, a presença exuberante das burrinhas foi uma atração à parte.

Esse 1º Encontro Folclórico teve a participação de grupos do Alto São José e Cohab (cidade); das comunidades de Bizarra, Umari, Pindobinha, Freitas e Feijão; dos vistosos e coloridos maracatus rurais de Tracunhaém, Buenos Aires e Lagoa de Itaenga; além das atrações oriundas de Orobó e João Alfredo. Apesar da extensa programação (27/2 a 5/3), tudo transcorreu a contento, graças à organização e funcionamento de serviços essenciais de saúde, limpeza urbana, sanitários químicos, segurança privada e, especialmente, a presença efetiva e eficaz da PM/PE.

Passistas

Passistas

Um aspecto que não poderia deixar de ser ressaltado foi o comparecimento maciço da população, independentemente de coloração político-partidária. Em outras administrações, muita gente receava participar, pois temia provocações e piadas maldosas, uma vez que os que estavam no poder valorizavam mais as segregações e picuinhas políticas. Não será, portanto, favor nenhum afirmar que Bom Jardim, em 2014, realizou um carnaval deveras apartidário, absolutamente democrático.

Caboclinhos de Lança

Caboclinhos de lança

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10 março 2014 FULEIRAGEM

RICO – VALEPARAIBANO

AUTO_rico

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10 março 2014 FULEIRAGEM

WALDEZ – AMAZÔNIA JORNAL

AUTO_waldez

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https://www.facebook.com/gustavo.arruda3/
BIG PERDA DE TEMPO

g15

Eu não entendo a perda de tempo dessas pessoas, esperando até depois da novela só pra assistir um pouquinho do Big Brother, ao invés de estarem em suas camas! Já existem coisas fúteis demais na vida, pra a gente estar se desgastando com besteiras. É muito melhor fazer, feito eu, uma assinatura do Canal do BBB, na tv-a-cabo, e ter acesso 24 horas xeretando…

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10 março 2014 FULEIRAGEM

MIGUEL – JORNAL DO COMMERCIO

migueljc

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http://www.forroboxote.com.br/
HISTÓRIA DE MINHAS MÚSICAS – 108

Baião escrito sem parcerias, música e letra de minha autoria, e inserido no FORROBOXOTE 4 na bonita voz e interpretação de Flávio José. Trata do desejo de ver a nossa música espalhada pelo mundo, divulgando nossa cultura. Esse dia chegará! Foi também gravada nos discos de Osmando Silva, Tacyo Carvalho, DiJesus e Ribeiro Filho.

BAIÃO VAGAMUNDO
Xico Bizerra

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vou levar o meu forró pras ruas do estrangeiro
vou mostrar ao mundo inteiro como se dança o baião
a sanfona, o agogô, trianguista e zabumbeiro
o mundo vai virar terreiro de uma festa do sertão

e vou cantar xaxado, baião e xote
não vai restar um cangote sem cheiro nesse fuá
e ao escutar as canções de seu luiz
a galegada feliz vai se danar a dançar

vou levar o meu forró …

nas esquinas das ‘oropa’, nas latadas do universo
vou levar baião e verso pras veredas desse mundo
inventando juazeiros e pés de mandacarus
sertões e caruarus, no meu baião vagamundo

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10 março 2014 FULEIRAGEM

SINFRÔNIO – DIÁRIO DO NORDESTE

AUTO_sinfronio

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ESCUTAR E DIZER

É bom prestar atenção no mal que atinge, atualmente, o país. Alessandro Xavier, na terça-feira, 25 de fevereiro, empurrou Maria da Conceição Oliveira, no metrô de São Paulo. Na justificativa para a prática do seu ato, Alessandro disse: “Fizeram um mal pra mim, e eu descontei. Fiz porque estava nervoso com o pessoal do mundo.”

Há algo de trágico nos loucos. Outra tragédia: a de não ser escutado. A pessoa deixa de ser pessoa para ser doença. O louco não expressa apenas a sua loucura. Ele também denuncia a insanidade da sociedade em que vive.

Nos últimos dias, lemos várias notícias sobre violência: torcedores do São Paulo bateram com barras de ferro em um torcedor do Santos que esperava o ônibus. Até matá-lo. Soubemos também que, ao deparar-se com blocos de Carnaval interrompendo o trânsito, na Vila Madalena, em São Paulo, um homem acelerou o carro e feriu dez pessoas.

Por outro lado, no Rio, casal de lésbicas foi espancado ao sair de um bloco de Carnaval. Em Franca, São Paulo, adolescente correu atrás de um suspeito de assalto e lhe aplicou um golpe de estrangulamento. O suspeito infartou e morreu.

Morador de rua foi linchado, em Sorocaba, por ter pegado um xampu de um supermercado. No Rio, mais um adolescente foi amarrado e agredido depois de furtar um celular.

Nas semanas anteriores, dois manifestantes acenderam um rojão num protesto no Rio, matando um cinegrafista. Na Baixada Fluminense, um homem executou suspeito de assalto com três tiros, em plena rua, durante o dia. A lucidez do louco é a de não vestir como razão a nudez do seu ódio, como escreveu a documentarista Eliane Brum.

Diante de tanta violência, que assusta o Brasil, talvez seja a hora de escutar. O fato de a violência ocorrer no metrô não é mera coincidência.

No dia em que Alessandro foi preso, morreu no hospital Nivanilde de Silva Souza. Ela tinha dito a estagiário da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) que estava grávida. O que lhe assegurava o direito a entrar no vagão especial. O estagiário disse que ela teria de apresentar documento comprovando a gestação. Os dois discutiram e seguranças deram voz de prisão à Nivanilde. Na confusão, ela teria caído na plataforma.

Os protestos de junho de 2013 começaram por causa das tarifas do transporte público, em São Paulo. O aumento de vinte centavos foi cancelado. Mas o péssimo transporte público continua afrontando o usuário. Ao invés de serem locais de violência, os metrôs de São Paulo e Rio poderiam ser espaços de convivência, marcados pela cordialidade? Talvez não estejamos escutando, nem sendo escutados. Quem não é escutado, vai perdendo a capacidade de dizer. E o diálogo vai sendo substituído pelo conflito.

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10 março 2014 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JBF

spnc

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UMA “MULHER CONSCIÊNCIA”

Tive o primeiro contato com a poesia de Salete Maria, em 2009, pela internet, através do blog Jornal da Besta Fubana e fiquei encantado com sua verve poética, “profundamente (ins)pirada”, como ela mesma define.  Passei a acessar seu blog Cordelirando, título do qual tenho uma inveja sadia, pela genial criatividade, onde conheci diversos cordéis de sua autoria e me encantei ainda mais com seus poemas feministas e libertários, provando que “MULHER TAMBÉM FAZ CORDEL” e com bastante qualidade.

Resolvi me comunicar com a poeta para elogiar seus trabalhos, assim, surgiu uma amizade ao primeiro e-mail, empatia que se consolidou quando descobri que, além de brilhar como cordelista, Salete se destacava como advogada, política e professora universitária que “faz da voz e da escrita um instrumento de denúncias e pronúncias sobre o macro e o microssocial”.

Salete Maria é uma figura humana iluminada, altamente comprometida com sua gente e suas causas, além de ser uma irmã, amiga e conselheira. Mesmo à distância, e ainda sem nos conhecermos pessoalmente, tenho o privilégio de gozar de sua amizade e, a cada dia, admiro mais sua garra nas lutas pela “visibilidade das questões marginais, vulneráveis e periféricas”.

Aproveitando-me de sua bondade, por duas vezes, busquei seus conselhos sobre angústias e constrangimentos que passei na política e no curso de doutorado. Em ambos, superei as dificuldades graças aos seus ensinamentos.  

Como poeta cordelista, sou ainda mais seu fã, pois conheço poucos poetas que usam a nossa arte em defesa de causas sociais tão importantes e com tanta firmeza, sem deixar de lado a poesia e a beleza de seus versos.

Temos algo em comum em nossas vidas poéticas, pois tivemos influências dos nossos “núcleos familiares, onde a literatura de cordel foi a principal modalidade artística acessada pelos nossos ascendentes”. Porém, Salete tem uma arte assumidamente política, militante, participante, com ênfase na luta pelos direitos humanos, sobretudo de mulheres e homossexuais, mostrando que aí também é “LUGAR DE MULHER”; Essa é a marca de sua coragem e firmeza, desde sua iniciação no cordel com o “DESABAFO ACADÊMICO MATUTO”, onde a mesma, com um humor que lhe é peculiar, brincou: “Esse curso de Direito só vai me desmantelar”.

A partir da participação de Salete, nas lutas sociais e na literatura de cordel, podemos dizer que “AGORA SÃO OUTROS QUINHENTOS” e todos poderão ouvir “O GRITO DOS ‘MAU’ ENTENDIDOS”.

São essas características que fazem de Salete Maria uma cidadã especial, abraçada e respeitada por todos, e principalmente, merecedora dos melhores elogios e aplausos que agora lhe proporcionamos.

A evidente importância de seu trabalho, na literatura de cordel, está na celebração de seus 20 anos de Cordelírio e nos cordéis premiados pela Fundação Cultural do Estado da Bahia. Nesses 20 anos Salete Maria trouxe ao público sua poesia emancipatória e contra preconceitos, a qual temos o privilégio de ler, em folhetos ou na tela de um computador. Em tudo o que ela escreve deixa sua identidade genuinamente nordestina, para desfrute do Brasil e do mundo, levando em consideração o alcance da internet e os acessos ao seu blog.

Em seus cordéis, a poeta Salete Maria vagueia pela história e estórias do seu querido torrão natal, como vemos em “JUAZEIRO FAZ CEM ANOS E A LUTA CONTINUA”; pela política e politicalha do país, e pelas madeixas do Direito, que muitas vezes, deixam nossa sociedade indignada, buscando um modelo de sociedade diferente deste no qual vivemos, “UM SONHO EM QUE O DIREITO COMBATE PRECONCEITOS”.

Em cada um deles, Salete transmite uma mensagem de esperança, acreditando que “ainda é possível uma mudança nesse vergonhoso e deprimente estado de coisas que vivenciamos”.            

Meus parabéns, poeta Salete Maria, espero participar dos festejos dos seus 40, 60 e até mais anos de Cordel Feminista e Libertário.  

Abraços e sucesso sempre, Seu fã, Poeta cordelista Ismael Gaião.

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10 março 2014 FULEIRAGEM

MÁRIO – A TRIBUNA DE MINAS

mario

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ERRAR É HUMANO

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Lourival Batista e Pinto de Monteiro

O repentista Pinto do Monteiro (1896 – 1991) cantava com o colega Lourival Batista (1915 – 1992), no povoado de São Vicente, em São José do Egito/PE, quando Lourival empregou a palavra “carola” em vez de “corola” em uma sextilha.

Pinto atento, corrigiu:

“Um rapaz que teve escola,
E ainda canta errado!
Fala em flor e diz carola;
Muito tem se confessado
Parte da flor é corola;
Precisa ter mais coidado!

Lourival também percebeu o deslize do companheiro, no último verso da estrofe, e deu o troco:

“Para não ser um só errado,
Errei eu, erraste tu!
Errou Pinto do Monteiro
E Louro do Pajeú
Nessa palavra coidado,
Tira o o e bota o u.”

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10 março 2014 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

nani

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