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MALULA E LULUF

Viviam aos trancos e barrancos, cada um se especializando cada vez mais nas práticas esculhambatórias proferidas contra o outro. De um lado Malula, oitentona de origem libanesa, empresária sabidona, engenheira de graduação e política pra lá de reacionária, tendo sido candidata à presidência do Brasil Esporte Clube, uma associação portadora de uma assombrosa anemia cidadã, talvez consequência de viciados “jeitinhos” procrastinatórios que sempre a impediram de ascender à primeira divisão mundial. Acusada de múltiplas corrupções e outros tantos crimes, atualmente sendo procurada pela Interpol, Malula foi militante linha de frente de um partido político chamado Arena, sustentáculo de um regime militar que se imaginava fascistamente detentor de um mando de mil anos.

Do outro lado da briga, Luluf, de origem nordestina, um dia definido pelo jornalista José Nêumanne Pinto como alguém que ““sobrepondo a tudo suas ambições pessoais, não vê limites éticos em manipular a boa-fé do povo que o cultua fervorosamente, na dócil embriaguez de sua ingenuidade e de sua inadvertida inocência”. E que, nos finais dos anos 1970, não participou da campanha da anistia porque entendia que alguns artigos da CLT eram mais perniciosos para a classe trabalhadora que o famigerado AI-5, de múltiplas maldades, então em plena vigência. Sempre arroteiro, gostava de externar suas bazófias para milhares de iludidos pelas suas mirabolantes promessas. Exemplos relembrados: “Para nós, trabalhadores, patrão é patrão, seja nacional ou internacional”; “Uma democracia que interessa à classe média não interessa à classe trabalhadora”; “Eu acho que nós, brasileiros, temos que pleitear uma sociedade socialista, e a forma como vai ser esse socialismo está na cabeça do trabalhador, não está em nenhum livro, não”. Sobre ele, também se dizia abertamente que “o personagem que dele emerge sempre teve dificuldade para distinguir o bem do mal, mas nunca deixou de ter plena noção do que pode ou não lhe convir.” Sempre “conseguindo fazer sucesso como político fingindo não ser um deles.” E vez por outra ainda proclamando para seus derredores uma frase que se dizia de autoria de Assis Chateaubriand: “A coerência é a virtude dos imbecis”. E Luluf fez muito sucesso, permutando sempre a coerência pela conveniência.

 Seguindo conselhos de um jovem militante chamado Aloízio Mercadante Oliva, economista de PhD obtido sob as bênção do ex-ministro Delfim Neto, Luluf combateu o Real, dizendo ser o plano mero “estelionato eleitoral”. Reconhecidamente de pai canalha e mãe santa, “carrega em seus genes, como nunca nenhum governante antes dele, tudo o que há de mais sórdido e sublime nas profundezas do homem comum do Brasil”. Até recentemente, Luluf era considerado “a personalidade mundial com a mais espetacular história pessoal dos últimos anos”. Nascido em 1945, sempre de poucas leituras, embora de magnificente intuição repleta hoje de títulos “honoris causa”, Luluf nunca apreendeu convenientemente a lição de Carlyle: “Centenas de homens são capazes de suportar as suas próprias adversidades, mas não muitos saberão dignificar os seus próprios caminhos”.

Ultimamente, entretanto, o casal Malula e Luluf vive sarrando em jardins públicos, trocando juras de amor e amassos desinibidos, graças às espertezas de um Radar muito inzoneiro, que percebeu que ambos eram farinha do mesmo saco, defensores cínicos de uma “cultura política de fingimento” que ainda proporcionará imensas dores de cabeça aos filhos e netos dos amanhãs brasileiros.

Com a esfregação explícita entre Malula e Luluf, convenci-me definitivamente que o cartão de visita dos medíocres é a sua vulgaridade. Admiradores de um utilitarismo egoísta, imediatista, miúdo e mesquinho, ignoram que as grandezas do espírito exigem a cumplicidade do coração, posto que “o homem sem ideais faz da arte um ofício; da ciência, um comércio; da filosofia, um instrumento; da virtude, uma empresa; da caridade, uma festa; do prazer, um sensualismo”. E a consequência não poderia ser outra: “a vulgaridade transforma o amor à vida em pusilanimidade, a prudência em covardia, o orgulho em vaidade, o respeito em servilismo”.
 
Realmente, “nunca antes na história deste país” foi um slogan fantasticamente goebbelsiano, uma mistura de genialidade comunicacional com absoluta falta de caráter, quase tudo como dantes ficando no quartel de Abrantes.

PS. Aplausos para uma nordestina muito arretada chamada Luiza Erundina!!

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21 junho 2012 FULEIRAGEM

SINFRÔNIO – DIÁRIO DO NORDESTE

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21 junho 2012 FULEIRAGEM

SAMUCA – DIÁRIO DE PERNAMBUCO

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TUDO É SÃO JOÃO

 

É tempo de festejo junino na Nação Nordestina! ! !

Um balançado gostoso de autoria da dupla Dominguinhos e Guadalupe.

Canta Dominguinhos.

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21 junho 2012 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

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21 junho 2012 FULEIRAGEM

M. AURÉLIO – ZERO HORA

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70 ANOS DE AZULÃO DE CARUARU

Caruaru, localizada no agreste Pernambucano, é a cidade mais populosa do interior do estado. Com uma população em torno dos 306 mil habitantes (senso/2010), a cidade destaca-se como detentora de uma das principais e mais expressivas festas da cultura popular nordestina, os festejos juninos. Com o slogan de “Capital do forró“, Caruaru disputa com Campina Grande o posto do maior festividade junina entre as cidades do Nordeste.

Outro destaque do município (cantada em verso e prosa) é a sua famosa feira, que hoje é considerada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) como um patrimônio imaterial do Brasil.

Também não podemos deixar de destacar e trazer ao conhecimento de todos os artistas que fazem da cidade motivo de orgulho e destaque no cenário musical brasileiro, em particular o nordestino. Nomes como Ortinho, o médico e professor Janduhy Finizola, o cantor e compositor Petrúcio Amorim e o compositor Onildo Almeida (artista imortalizado por descrever como ninguém a feira de Caruaru) são alguns que podemos destacar. Essa disposição à boa música vem sempre sendo fomentada por novos e talentosos artistas, tal qual Herbert Lucena, artista que despontou no Prêmio da Música Brasileira como vencedor em três categorias distintas e que passou boa parte de sua vida na capital do agreste pernambucano.

Dentro do forró, outro destaque tem por nome de batismo Francisco Bezerra de Lima, nome que talvez ninguém consiga identificar a quem estamos nos referindo, porém basta falarmos “Azulão” para muitos daqueles que conhecem um pouco do gênero forró lembrar-se dele. Enquanto os holofotes merecidamente estão voltados para Luiz Gonzaga, Azulão (que é um dos nomes mais expressivo do gênero ainda a atuar) vem disseminando como ninguém a música que a quase 50 anos ele defende e se mantém fiel.

Azulão nasceu m 25 de junho de 1942 no Brejo de Taquara, distrito de Caruaru, e por um triz ele não nasce no dia do santo que ele vem homenageando ano após ano desde o início de sua carreira artística. Isso talvez seja a única justificativa plausível para justificar a presença do  forró de maneira tão intensa ao longo de sua vida.

Foram a interpretação e os acordes de Luiz Gonzaga que despertaram em Azulão a paixão pela música, e ele nem imaginava que anos depois ia subir ao palco junto do velho Lua. Aos 10 já iniciava a sua carreira artística, nessa época o menino Francisco vendia picolé nas ruas de Caruaru, e eventualmente apresentava-se no auditório da Rádio Difusora, onde foi sendo descoberto pelos radialistas caruaruenses e foi nessas andanças, de auditório em auditório, que veio a ganhar o apelido que adotou como nome artístico, apelido dado pelo radialista Arlindo Silva, pelo fato de Francisco só se apresentar com roupas azuis. Ele dizia: “- Bote esse Azulão pra cantar!” E o povo adotou.

Em 1964 Azulão já era sucesso na gravadora Rosemblitz e o grande público já pedia suas músicas nas rádios, era o tempo de “Olhei meu Amor” (primeiro sucesso de um compacto duplo). Veio então o convite do Mestre Camarão para integrar como vocalista a Bandinha do Camarão (primeira banda de forró do Brasil), onde passou vários anos e gravou dois LP’s. No ano de 1975 gravou seu primeiro Long Play solo – “Eu Não Socorro Não” – , pelo selo Esquema. Todas as músicas foram um grande sucesso. A partir de então não parou mais, ano após ano emplacando sucessos em todo nordeste em gravadoras como Equipe, Madrigaz no Rio e Copacabana em São Paulo. Vale trazer ao conhecimento dos amigos do JBF que Azulão além de cantor, também é compositor, com mais de 60 músicas gravadas por cantores famosos como Genival Lacerda, Marinalva, Trio Nordestino, Os Três do Nordeste e muitos outros.

Há quem diga “Um São João sem Azulão, não é São João”. Entre suas músicas mais conhecidas estão: “Dona Tereza”, “Nega Buliçosa”, “Mané Gostoso”, “Trupé de Cavalo”, “Tô Invocado”, “Afogando a Minha Dor” e tantas outras, lembradas até hoje e perpetuadas pelas novas gerações. Para Caruaru, Azulão gravou de José Pereira, “Caruaru do passado”. De Juarez Santiago, gravou “Caruaru do Meu Tempo”, ambas estouraram passando para a história.

Dentro de um corpo medindo 1,45m de altura nem dá pra esperar uma voz com tamanho vigor, mas no palco o pequeno grande – outro apelido que ganhou do locutor Ivan Bulhões – além de contagiar, tem ritmo, carisma e muita malandragem. Por tudo isso Azulão é a grande referência musical da Capital do Forró: Caruaru – cidade cantada por ele em vários de seus LP’s. Sempre esteve ligado a valorização da cultura pernambucana, sendo um dos seus maiores representantes.

Para audição dos amigos do JBF trago duas canções bastante conhecidas do repertório do caruaruense Azulão. A primeira trata-se de uma composição de Elias Soares gravada em 1976 intitulada “Dona Tereza”:

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A segunda vem a ser “Afogando a minha dor”, gravada em 1992 e de autoria de João Caetano:

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Bom São João a todos!

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21 junho 2012 FULEIRAGEM

JORGE BRAGA – O POPULAR

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21 junho 2012 FULEIRAGEM

PAIXÃO – GAZETA DO POVO

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21 junho 2012 DEU NO JORNAL

SONHEMOS…

Novo Código Penal amplia opções para delação premiada.

* * *

Quando li esta notícia, eu fiquei sonhando.

Sonhando que Zé Dirceu procurasse se beneficiar com a delação premiada pra se sair bem no processo do Mensalão.

Dizer que não tinha nada a ver com a tesouraria do PT e que as finanças do partido estavam nas mãos de Delúbio e Genoino, ele já fez isso na semana passada. Pra grande emputiferamente dos dois cumpanheiros vermêios. Vejam só o que deu na imprensa:

Às vésperas do julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF), marcado para agosto, a defesa do ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu tem estratégia definida: tentar desvincular seu nome dos demais envolvidos no escândalo que porá 38 pessoas no banco dos réus. Apontado pelo Ministério Público como chefe do “organograma delituoso”, José Dirceu agora tenta afastar de sua sombra figuras como o ex-tesoureiro Delúbio Soares e o publicitário Marcos Valério.

O advogado de Dirceu, José Luiz de Oliveira Lima, em entrevista ao GLOBO, disse que o ex-ministro petista nunca teve proximidade com Valério, tampouco teria indicado Delúbio para a tesouraria. Ele rebate a acusação do Ministério Público de que Dirceu comandava o partido de dentro do governo federal.

Como a estratégia do Inimputável falhou – aquela de instalar a CPI do Cachoeira pro distinto público esquecer o Mensalão -, Zé Dirceu ficou desprotegido e “apavorado”, segundo Ele mesmo, Síndrome de Deus, deixou vazar.

Já pensaram se Zé Dirceu resolver “delatar premiadamente” quem é o verdadeiro Chefe da “sofisticada organização criminosa”???

Falta de caráter bastante pra fazer isso ele tem.

Num custa nada a gente sonhar…

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21 junho 2012 FULEIRAGEM

CLAUDIO – AGORA SP

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21 junho 2012 FULEIRAGEM

J. BOSCO – O LIBERAL

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NO RAIAR DO DIA

Ao poeta Edvaldo Zuzu

Amanhece. O sol nasce radiante,
clareando colinas e baixios;
aquecendo as lagoas e os rios;
dissipando os nevoeiros do levante.
A montanha aparece lá distante.
Leve brisa, que passa fugidia,
a ramagem em flor acaricia
e saúda, cantando, a madrugada.
Canta o galo e gorjeia a passarada,
festejando o raiar de um novo dia.

Os saguins entre os galhos dão pinotes.
Revoadas de alegres passarinhos,
apressados, retornam para os ninhos
conduzindo alimento pros filhotes.
Na cabeça, mulheres levam potes
cheios d’água da fonte onde, em porfia,
coaxou toda a noite a saparia,
acabando talvez rouca e cansada.
Canta o galo e gorjeia a passarada,
festejando o raiar de um novo dia.

O roceiro desperta no aposento
e vai logo cuidar dos animais:
cabra, porco, galinha e tudo o mais;
a vaquinha, o bezerro sonolento,
inclusive o cavalo e o jumento,
animais de passeio e serventia.
Lentamente, põe água na bacia,
lava o rosto, dá uma cusparada.
Canta o galo e gorjeia a passarada,
festejando o raiar de um novo dia.

Clareou. Rebuliço na palhoça.
A família todinha está de pé,
aguardando ansiosa que o café
seja em breve servido pra que possa
caminhar sem demora para a roça,
que produz alimentos de valia:
o feijão, a mandioca, a melancia,
enfim, toda lavoura cultivada.
Canta o galo e gorjeia a passarada,
festejando o raiar de um novo dia.

Dia claro. Estrelas recolhidas.
Uma só brilha ainda na manhã.
Ela é Vênus, formosa cortesã,
velha dama que outrora, em noites idas,
a ruína assistiu de muitas vidas…
O riacho desliza. Na água fria,
vão os peixes em louca correria
catar frutos caídos da ramada.
Canta o galo e gorjeia a passarada,
festejando o raiar de um novo dia.

Grilos saltam nas moitas, se escondendo
de inimigos comuns, os predadores.
As abelhas retiram mel das flores,
à colmeia, ligeiro, recolhendo.
O zumbido de insetos vai crescendo.
O vaqueiro, o alazão logo atavia
e a tanger o rebanho principia.
Sobe poeira dos cascos da boiada.
Canta o galo e gorjeia a passarada,
festejando o raiar de um novo dia.

Bom Jardim, 2006.

 

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21 junho 2012 FULEIRAGEM

BRUM – TRIBUNA DO NORTE

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VOCÊ É CANDIDATO?

 
Mas que ótimo! Podemos conversar um pouco? Fique tranquilo, nada lhe pedirei. Gostaria apenas de apresentar algumas sugestões.
 
Para início de conversa, lembro que, segundo o IBGE, Pesqueira possui uma área de 961 Km². Sua população é de 62.793 habitantes, dos quais, aproximadamente 46.810 são eleitores aptos a votar no próximo pleito. Além da sede, o município conta com os distritos de Mutuca, Papagaio, Mimoso, Ipanema, Salobro, Cimbres, extensa zona rural e alguns povoados.
 
Convém considerar que graças à sua obstinação, a nossa gente já conseguiu superar o trauma causado pelo fechamento das fábricas e está encontrando o seu rumo.
 
Como ainda não estamos em época de campanha, considero oportuno você ir discretamente aos distritos a fim de se inteirar dos principais problemas existentes nos mesmos. Enquanto se locomove, você estará conhecendo as estradas. Não se esqueça de visitar as escolas, os postos de saúde, matadouros públicos, verificar o abastecimento de água e saneamento público. Procure ouvir a população sem clima de campanha, com naturalidade.

Cumprida essa etapa, percorra a cidade. Se possível, faça sem alarde ou demonstração de espanto se algo lhe parecer anormal e fora de ordem. Mas anote tudo em um caderninho.

Vá às escolas, converse com os professores e alunos. Tente se informar sobre os salários dos mestres e funcionários, principalmente, no que se refere ao piso nacional. Conheça as condições dos prédios, inclusive das instalações sanitárias. Ouça as merendeiras.

Reserve um dia para percorrer os bairros. Dê maior atenção aos mais afastados como Pedra Redonda, Centenário, Cristo Rei, Zé Rocha e Caixa D’Água. Escute a população.

Convide um veterinário amigo seu e dê uma passadinha pelo Matadouro Público. Notou que eu disse passadinha? É porque, segundo dizem, ninguém suporta ficar muito tempo lá.

Como não sei se você frequenta a nossa feira na antiga Fábrica Peixe, sugiro dar uma espiada nas bancas, nos sanitários públicos e no terreno baldio que fica nas suas imediações.

Acho conveniente o amigo dedicar um tempinho para ir ao Hospital levar um papo com os pacientes e funcionários.
Percebeu que não coloquei o centro da cidade no roteiro de visitas? Acho que não precisa, pois todos nós somos conhecedores da situação.

Mesmo sabendo que a parte burocrática é bastante complicada, veja se consegue informações sobre as finanças do município, notadamente, a parte que se refere aos funcionários, à previdência e aos precatórios (se existirem). 

Com certeza, eu devo ter deixado de indicar algum detalhe ou setor importante para ser avaliado, mas como não sou do ramo, espero ser compreendido.

Agora, dispondo de um diagnóstico dos males que afligem o município, resta-lhe elaborar o seu plano de governo e aguardar o período apropriado para iniciar a campanha. Mas nada de desrespeitar a Lei Eleitoral. Dê bom exemplo.

Posso lhe dar um conselho? Não faça promessas, nem permita que nenhum dos seus seguidores use o palanque ou os programas radiofônicos para atacar ou caluniar quem quer que seja. O pesqueirense nunca aprovou tais métodos. Não seja agressivo, mas fale com objetividade e firmeza sobre o seu sonho de ajudar a minorar os problemas de sua terra.

Última dica: Aja com prudência e ética, não negocie cargos antes de eleito. Se sair vitorioso, escolha as pessoas pela capacidade e não apenas pelo grau de parentesco ou apadrinhamento político. Esteja sempre à frente dos atos relacionados com a sua campanha, não perca jamais o controle e nem copie métodos usados em outros municípios. BOA SORTE!

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21 junho 2012 FULEIRAGEM

ALECRIM – CHARGE ONLINE

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21 junho 2012 FULEIRAGEM

QUINHO – ESTADO DE MINAS

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21 junho 2012 FULEIRAGEM

PADRE NEWTON SILVA – CHARGE ONLINE

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20 junho 2012 A HORA DA POESIA

INCERTEZA – Maria Braga Horta

Sou feliz e não sou!… ando indecisa,
sem saber, sobre o amor que sinto agora,
se traz consigo o ideal que se eterniza
ou a ilusão que nos sonhos se evapora.

Sei que o amor nunca traz como divisa
a certeza de sempre ou de uma hora
e esta dúvida eterna intranqüiliza
quem pelo amor eterno anseia e chora.

Sou feliz e não sou!… Nunca falamos:
ele passa e me fita, eu fito-o e passo,
e os lábios mudos, trêmulos, cerramos…

Ah! para ser feliz, preciso ter
os seus lábios nos meus e um longo abraço
que me afague e me prenda… até morrer!

Manhumirim, 4-Jul-1931

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20 junho 2012 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

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20 junho 2012 DEU NO JORNAL

A FOTO DE UM BRASIL QUE NÃO SABE O QUE É HONRA

Augusto Nunes

O símbolo da pouca vergonha nacional está dizendo que quer ser presidente. Daremos a nossa vida para impedir que Paulo Maluf seja presidente.” (Lula, junho de 1984)

Como Maluf pode prometer acabar com ladrão na rua enquanto ele continua solto?” (Lula, setembro de 1986)

Os administradores do PT são como nuvens de gafanhotos.“ (Paulo Maluf, março de 1993)

Maluf esquece de seu passado de ave de rapina. O que ameaça o Brasil não são nuvens de gafanhotos, mas nuvens de ladrões. Maluf não passa de um bobo alegre, um bobo da corte, um bufão que fica querendo assustar as elites acenando com o perigo do PT. Maluf é igualzinho ao Collor, só que mais velho e mais profissional. Por isso é mais perigoso.” (Lula, março de 1993)

Ave de rapina é o Lula, que não trabalha há 15 anos e não explica como vive. Ave de rapina é o PT, que rouba 30% de seus filiados que ocupam cargos de confiança na administração. Se o Lula acha que há ladrões à solta, que os procure no PT, principalmente os que patrocinaram a municipalização do transporte coletivo de São Paulo”. (Maluf, março de 1993)

A foto abaixo informa que, em 18 de junho de 2012, sem que nenhum deles tivesse abjurado publicamente o que disse do outro, os velhos inimigos se juntaram para vender ao eleitorado paulistano a mercadoria que Lula contempla com o olhar orgulhoso de criador e Maluf afaga com o olhar guloso de quem vê um novo filão a explorar.

 

Fernando Haddad tem o jeito hesitante do filhote que não consegue andar sozinho.

À esquerda, o sorriso de Rui Falcão atesta que o presidente do PT está feliz por confraternizar com o que sempre chamou de “direita reacionária”.

À direita, o vereador Wadih Mutran, negociante de longo curso, avalia quanto vale um Haddad fantasiado de nova esquerda.

O chefe da seita, Aquele que Só dá Ordens, curvou-se à imposição de Maluf: além de outro cofre no Ministério das Cidades, o dono do PP fez questão de posar para a posteridade ao lado de Lula.

É uma foto para se guardar. Desnuda a cara de um Brasil Maravilha que não sabe o que é honra nem tem vergonha de nada. Escancara a face horrível da Era da Impunidade.

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20 junho 2012 FULEIRAGEM

CAZO – COMÉRCIO DO JAHU

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GUIA DO CEGUINHO DO ARARIPE – ARARIPE-CE

Seu Papa Berto,
 
Estava falando ao Ceguinho que o Lula e o Maluf juntaram os trapos. O Ceguinho ficou maluco com essa informação.

Perguntou pra mim como é que pode um governo que se diz do povão, se aliar a um político condenado nos EUA por lavagem de dinheiro?

Indignado, ele fez esses versinhos.
 
Um abraço amigo cá da Chapada,
 
Guia do Ceguinho do Araripe

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20 junho 2012 FULEIRAGEM

FAUSTO – OLHO VIVO

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20 junho 2012 FULEIRAGEM

CLAYTON – O POVO

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20 junho 2012 DEU NO JORNAL

OLHA O NÍVEL…

1) Valdemiro Santiago lançou em março uma campanha para arrecadar sete milhões de reais com os fiéis da Igreja Mundial do Poder de Deus. Em três meses, a meta foi cumprida.

2) O CD mais vendido do país em 2012 até agora é o de Luan Santana – ultrapassou a marca de 300.000 cópias.

3) R.R. Soares vai tentar eleger mais um filho. Daniel Soares tentará uma vaga na Câmara de Vereadores de Guarulhos este ano. O missionário tem filhos na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e São Paulo, além de um na Câmara de Vereadores paulistana.

Valdemiro, Luan e RR: índices de 99,9% de popularidade

* * *

A exemplo dum cabra que conheço, bastou um microfone na mão de cada um destes três pra disparar em popularidade, dar ibope, ganhar dinheiro e conseguir votos.

Temos que respeitar o gosto musical, religioso e político. Seja do povão, dos fiéis ou do eleitorado brasileiro.

Conheço alguns cabras, aqui na comunidade fubânica e fora dela, que ficam putos de raiva porque a gentalha gosta de Luan Santana, de Michel Teló e de Aviões do Forró. E estes cabras vivem em eterna campanha pra tentar elevar o nível das músicas e melhorar o gosto do povão. Ou então ficam arretados porque a ralé enche o cu dos pastores-picaretas de dinheiro.

Mas estes mesmos cabras acham ótimo quando os eleitores votam e dão popularidade ao Criador de Postes e aos postes que ele cria. Acham que isto é “revolucionário avanço social” e que é “de alto nível político

Temos aqui uma tremenda incoerência. Estes cabras deveriam lutar pra subir não apenas o nível das músicas e do gosto musical do povão. Mas lutar também pra subir o nível dos presidentes da república e do discernimento político do eleitorado. Fazer campanha pra ralé não votar em político que se alia a Maluf, por exemplo. E fazer campanha pra mundiça não desviar dinheiro do Bolsa Familia pra pagar dízimo.

Xô, Satanás!

 

“Brigadão, querido Bispo Edir; os votos da Igreja Universal foram decisivos pra eu ser eleita; vou te dar mais outro canal de televisão, meu lindo”

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20 junho 2012 FULEIRAGEM

SID – METRO 1

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HUGO LEONARDO – BRASÍLIA-DF

O problema não é a sua esposa colocar suas malas na rua.

O importante é ter a certeza que você não vai estar dentro delas.

R. Coitado do japonês…

Quem tem que tomar cuidado são estes caras cujas esposas acham que eles são verdadeiros malas.

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20 junho 2012 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE

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RELEMBRANDO A GENIALIDADE DO SAUDOSO PINTO DE MONTEIRO

Porque deixei de cantar:
 
Deixei porque a idade
Já está muito avançada
A lembrança está cansada
E o som menos da metade
Perdi a felicidade
Que em moço eu possuía
Acabou-se a energia
Da máquina de fazer verso
Hoje vivo submerso
Num mar de melancolia

* * *

Minha amiga e companheira
Eu embrulhei num molambo
Pego nela por um bambo
Para tirar-lhe a poeira
Hoje não tem mais quem queira
Ir num canto me escutar
Fazer verso e gaguejar
Topar no meio e no fim
Cantar feio, pouco e ruim
Será melhor não cantar.

Não foi por uma pensão
Que o governo me deu
Porque o eu do meu eu
Não me dá mais produção
Cantor sem inspiração
Tem vontade e nada faz
Afinal, sou um dos tais
Que ninguém quer assistir
Nem o povo quer ouvir
Nem eu também posso mais.

* * *

Com a matéria abatida
Eu de muito longe venho
Com este espinhoso lenho
Tombando na minha vida
Tenho a lembrança esquecida
Uma rouquice ruim
A vida quase no fim
A cabeça meio tonta
Quem for novo tome conta
Cantar não é mais pra mim.

Clique aqui e leia este artigo completo »

20 junho 2012 FULEIRAGEM

ZÉ DASSILVA – DIÁRIO CATARINENSE

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CELESTINO NETO – MANAUS-AM

Foram feitas atualizações do Blog do Alienista.

Acessem clicando na ilustração abaixo:

Espero todos vocês por lá.

Abraços

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20 junho 2012 FULEIRAGEM

JUSCILAN – CHARGE ONLINE

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20 junho 2012 A PALAVRA DO EDITOR

MALULADA, UM NEOLOGISMO SOCIALISTA MUDERNO

Ontem eu transcrevi aqui uma frase de Otacílio, o filósofo palmarense, dizendo que a diferença entre Maluf e Lula é que “Lula ainda pode sair do país sem ser preso“.

Como já sabem os bem informados leitores fubânicos, existem alguns pouquíssimos paises do mundo nos quais Maluf não corre o risco de ser algemado ao desembarcar: Coreia do Norte, Estados Federados da Micronésia, Ilhas Salomão, Kiribati, Palau, Tuvalu ou Vanuatu.

Vejam a localização deles em vermelho no mapa abaixo: (o “vermelho” aqui é mera coincidência…)

Estes do mapa aí de cima são os únicos paises do planeta que não são filiados à Interpol e nos quais, portanto, Maluf não corre o risco de ver o sol quadrado, devido à ordem internacional de captura que tem contra si em decorrência de processo que sofre desde 2007 na Justiça de Nova York.

Quanto a Banânia, ele não pode ser preso porque o pedido é da Justiça dos Estados Unidos e o nosso país, segundo a Constituição, não concede a extradição de seus nacionais.

Resumindo: Lula pode e Maluf não pode ir pro exterior. Mesmo assim, acabei de entrar na página da Interpol e sugeri à polícia internacional que ficasse de olho no mais recente comparsa de Maluf. Sabemos que em terras estrangeiras, bizarras e atrasadas, ainda se faz uso de algemas, um objeto medieval que já foi banido pelo STF aqui em terras banânicas. Se não for possível botar handcuffs no paulistano, que fique um equipamento de reserva pro pernambucano. Foi isso que sugeri à Interpol…

Eu estou levemente desconfiado que, a partir de agora, quando a antiga “malufada” se transformou em “malulada”, Maluf vai ter direito até mesmo passaporte diplomático, por ordens do Inimputável Que Tudo Pode.

Me cobrem em breve futuro…

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20 junho 2012 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA

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MINHA FOGUEIRA

 

Estamos em plena semana de festejos juninos! ! !

Na próxima sexta-feira, véspera do Dia de São João, o pau come, o cancão pia e a jiripoca dança fuá! 

É tempo de celebração na Nação Nordestina. 

Hoje vamos ouvir a doce voz de Amelinha, interpretando uma composição da dupla Walter Queiroz e Gerônimo.

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20 junho 2012 FULEIRAGEM

FRANK – A NOTÍCIA

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http://geleiageneral.blogspot.com
O FORTE DO PAU AMARELO

Fotos: Clóvis Campêlo/1990

Nos anos 80, quando morava em Olinda e meus filhos eram pequenos, costumava ir com a família fazer pic-nic na praia de Pau Amarelo, ao lado do Forte. Na época, era um lugar aprazível, sem construções clandestinas. Escolhíamos uma árvore qualquer, na beira da praia, estendíamos a toalha e fazíamos a festa. As crianças adoravam aqueles momentos de lazer puro e barato. Uma verdadeira curtição.

Muitos antes de nós, porém, no dia 14 de fevereiro de 1630, segundo os historiadores, ali chegaram os holandeses da Companhia Neerlandesa das Índias Ocidentais. Sob o comando do almirante Hendrick Corneliszoon Lonck, ancoraram naquele local, no litoral norte de Pernambuco, com um contigente de 7.280 homens e 65 embarcações. Não vieram em busca de lazer barato, mas sim atrás dos lucros do açúcar aqui produzido. Com essa intenção, marcharam por terra e conquistaram Olinda e o Recife. Mas, essa história, todos nós já sabemos.

Embora os holandeses invasores tivessem entrado em Pernambuco pelo local, só 73 anos depois, em 15 de setembro de 1703, é que foi emitida uma Carta Régia ordenando a construção de um forte que servisse de defesa e oferecesse resistência a outras invasões.

O projeto ficou a cargo do engenheiro Luís Francisco Pimentel. A planta do prédio a ser construído foi por ele desenhada em aquarela e hoje se encontra arquivada no Arquivo Histórico Ultramarino, em Lisboa, Portugal. Em 1707, porém, o infeliz engenheiro morria afogado nas águas do Rio Doce. A fatalidade retardou o início da construção que só se iniciaria em 1719. A conclusão do Forte de Nossa senhora dos Prazeres de Pau Amarelo, seu nome oficial, só aconteceria em 1738.

Segundo a historiadora Semira Adler Vainscher, em texto publicado no sítio da Fundação Joaquim Nabuco, em 1801 a fortaleza já possuia 12 canhões de calibre10 e 40. Em 1817, esse arsenal já havia evoluído para 3 peças de bronze, 24 peças de ferro, com uma guarnição de 14 praças e um tenente no comando. Antes, porém, em 1808, quando a sua planta chegou de Lisboa devidamente projetada e calculada, o monumento passou por uma grande reconstrução.

Hoje, apesar de estar situado na cidade do Paulista, o monumento pertence a Prefeitura da Cidade de Olinda, tendo sido tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 24 de maio de 1938, sob o número 84, no Livro das Belas-Artes.

As fotografias acima, retratando detalhes dos Forte em um dos seus vértices, foram feitas por mim, em 1990.

Hoje, passados mais de vinte anos da execução das fotos, sinto a necessidade de voltar ao local para novos registros e outros pic-nics. Dessa feita, levando os meus netos.

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20 junho 2012 FULEIRAGEM

TACHO – JORNAL NH

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MONSENHOR FRED MONTEIRO – RECIFE-PE

Seu Papa:

Eu acho muito interessante a “visão democrática” da petralhada depois que assumiu o poder. Vejam esta declaração do petralha Pedro Eugênio no Jornal do Commércio de ontem:

“O que não é negociável é deixarmos de encabeçar essa chapa, tendo em vista que estamos à frente da Prefeitura há 12 anos”.

Muito bem.. pra quem acha que Democracia se faz com um só partido, uma só ideologia, mesmo que em meio a maracutaias, conchavos com o que de pior existe na política brasileira, roubalheira descarada, mensalões e cachoeiras de escândalos, doze anos realmente é muito pouco. 

Que tal 120, ou 1.200 anos, hein, seu Pedro? Assim vocês garantiriam o futuro mais remoto dos seus apaniguados e descendentes “per omnia secula seculorum, amem“…

Hitler e Stalin não pensariam diferente, não tivessem sido atalhados pelo peso da verdade histórica.  O povo parece burro, petralhada, mas não é bem assim que a banda toca !

R. Pois eu estou muito satisfeito com o PT administrando a prefeitura do Recife e com seus líderes paroquiais trocando tabefes e arengando uns com os outros.

Além de me divertir muito, eles não deixam faltar assunto pra este blogueiro retrógrado.

Por mim eles comandariam a administração da cidade maurícea até Lula voltar à presidência e ficar por mais 8 mandatos gunvernando Banânia, após aprovada a permissão de se reeleger indefinidamente. Eu morro de inveja do sistema venezuelano.

Quanto aos buracos e ao lixo da cidade, a população que se vire. Eu num tô nem aí! Sou aposentado e num preciso sair de casa. Fico no Palácio Pontifício o dia todo rezando e aperfeiçoando minha cidadania e minha solidariedade.

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© 2007 Besta Fubana | Uma gazeta da bixiga lixa