5 março 2014 DEU NO JORNAL

DE PAPO PRO AR

Carlos Brickmann

Um músico notável, Joubert de Carvalho, um poeta de primeira, Olegário Mariano, compuseram há mais de 80 anos o hino das Excelências brasileiras: De Papo pro Ar, um belo cateretê. O ritmo cateretê quase desapareceu; mas como tem gente de papo pro ar!

Como estão quase todos de papo pro ar, o calendário legislativo para o segundo semestre prevê que julho, como de hábito, terá o recesso. Em junho, agosto e setembro, o Congresso prevê uma semana de trabalho por mês (não se iluda: é a semana parlamentar, que vai de quarta à tardezinha de quinta). Em outubro, há eleições; eventualmente, virá um segundo turno; há as discussões sobre os resultados e as articulações para montar os novos governos. Novembro é para descansar dessa trabalheira toda, e dezembro é o mês de festas, que ninguém é de ferro.

Mas não esqueçamos os outros poderes. A transposição do rio São Francisco, obra federal, com inauguração prevista para 2010, ficou para 2015, ou um pouco mais tarde. As obras de abastecimento de água em São Paulo, esquecidas pelo Governo estadual, agora foram lembradas – o que não significa, claro, que serão realizadas (afinal de contas, qual o problema de perder um quarto de toda a água tratada só no trajeto para os consumidores?) O trem-bala estará pronto para a Copa – mas não essa. É para a terceira Copa a se realizar no Brasil, algum dia.

E a Justiça? Continua ocupadíssima em dar entrevistas e manter suas férias de 60 dias. Sabe que os processos que estão na fila não vão fugir, e na fila ficarão.

Reformas, enfim

Mas nem tudo é crítica: calem-se os que caluniam o Legislativo, dizendo que não promove as reformas necessárias. Neste ano, logo após a Copa do Mundo, a Câmara dos Deputados promoverá uma bela reforma no plenário.

Itamaraty, sempre certo

O chanceler brasileiro Luiz Alberto Figueiredo, comentando os problemas das manifestações de rua contra o Governo do presidente Nicolás Maduro, diz que o Brasil não está mudo diante da Venezuela. Figueiredo tem razão, o Brasil não está mudo diante dos conflitos e mortes no país vizinho. Está apenas cego e surdo.

miss

Génesis Carmona, miss venezuelana, morta com um tiro quando participava de manifestação contra o presidente Maduro

Mas é Carnaval

Deixa a festa acabar, deixa o barco correr, diz um dos belos sambas de Chico Buarque sobre o Carnaval. Quem sabe, quando a festa acabar, certas coisas esquisitas acabem também. Como esta determinação do apóstolo Valdemiro Santiago, da Igreja Mundial do Poder de Deus, a seus seguidores: que não utilizem uma marca específica de maionese, a Hellmann’s, e evitem até mesmo aproximar-se de seu rótulo. Motivo? Sente-se, caro leitor, e apoie-se com firmeza nos braços da cadeira. “Hell”, em inglês, significa “inferno”. “Mann” em inglês não significa nada, mas parece com “man”, que quer dizer “homem”. Segue o raciocínio de Valdemiro: não se deve consumir um produto da marca “homem do inferno”, nem se deve passar o Satanás em seu pão, ou comê-lo na salada.

DDBB

Ah, essa cultura de um livro só! O pior é que esse tipo de história aparece de tempos em tempos, sempre com as mesmas justificativas – e, cá entre nós, fazendo pouco de Belzebu, que deve ter tentações melhores que maionese para atrair as almas. Enfim, Hellmann’s vem do sobrenome de Richard Hellmann, alemão que abriu uma loja de sanduíches em Nova York e, diante do sucesso da maionese que sua esposa fazia, começou a vendê-la em potes, há uns 110 anos.

Tudo volta ao normal

Como o cavalheiro que deu o nome à maionese é alemão, como o final “mann” é alemão (e não inglês), que quer dizer Hell em alemão? Diz o Dicionário Michaelis que significa “claro, iluminado, luminoso; vivo; límpido; lúcido”.

Coisa boa na igreja

A Catedral Ortodoxa Antioquina (ramo oriental do catolicismo) inaugura agora, 6 de março, um Curso de Português para Estrangeiros, por iniciativa do arcebispo Damaskinos Mansour.

Objetivo: auxiliar adolescentes, na faixa dos 14 anos, que aqui se refugiaram da guerra na Síria. As aulas serão ministradas pelo professor Flávio Metne, da Universidade de São Paulo, às terças e quintas, das 19h30 às 21h30. Para inscrever-se, é preciso levar à Catedral (aliás, uma bela construção bizantina) na rua Vergueiro, 1515, bairro do Paraíso, São Paulo, cópia do passaporte e duas fotos. Mais informações pelo telefone (11) 5579-3835.

Copa com tudo

Não leve a sério as notícias de que há estádios que não vão ficar prontos, que as instalações provisórias não serão erguidas, que a FIFA poderá transferir a sede da Copa. Vai ficar tudo pronto em tempo – talvez não com a antecedência desejada, talvez não com a qualidade prevista, certamente não com o custo orçado, mas em condições de funcionamento. Houve longo tempo para montar a Copa com todo o planejamento, toda a organização, com os menores custos; mas este último quesito é que criou problemas.

Copa

Planejar, organizar, realizar com prazo, tudo isso significa abrir concorrências, discutir preços, essa coisa chata. Quando tudo fica para a última hora, o importante é fazer, seja a que preço for. E é por isso que tudo fica para a última hora. Mas, mesmo com problemas, acaba saindo.

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5 março 2014 FULEIRAGEM

GENILDO – CHARGE ONLINE

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5 março 2014 FULEIRAGEM

JORGE BRAGA – O POPULAR

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NO RUMO DAS VENTAS – SEMPRE!

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Dudu de Zica, com a picareta, ainda na labuta no fim do dia. É um batalhador!

– Meu fii, pegue uma cuia pequena e vá no roçado panhar uma baijas de feijão verde prumode eu fazê o nosso dicomer!

Era assim que falava Raimunda Buretama, minha avó materna ordenando que eu saísse da letargia que envolve a criança no sertão no período de férias. No caminhar para a roça, eu e minha sombra acompanhados pela vontade divina íamos pegando mané-mago e correndo atrás dos calangos. Enchíamos a cuia de feijão verde e voltávamos pra casa.

– Pronto vó, tá aqui o feijão!

– Meu fi, agora dibui o feijão! Ixe, mais tá tão poquim! Vorte e panhe mais, e num se isqueça de panhar tomém uns maxixes, visse! Avie, menino mole!

Assim vivemos anos. Crescemos assim. Adolescentes, foi que aprendemos que um boi tinha uma peça chamada filé e aproveitamos, também, para entender que, sendo uma carne nobre, só chegava nos pratos de uns poucos em detrimento de centenas de milhares. Até porque, pelo que se sabe, um boi só tem um filé.

E foi assim, também, com muita humildade, mas sempre tendo conhecimento dos fatos do dia-a-dia pelo Brasil, quando no ano de 1960 nos tornamos um dos 189.372 eleitores que, no Ceará, ajudaram a garantir a vitória do candidato populista Jânio da Silva Quadros para Presidente da República Federativa do Brasil.

No Brasil foram 5.636.623 votos, correspondendo a 48,27% da preferência popular. Tendo como candidato a vice, o gaúcho João Belchior Marques Goulart, e representando a coligação UDN/PR/PL/PDC/PTN o professor mato-grossense do sul, então Governador de São Paulo, depois de ter sido Vereador e Prefeito da capital paulista, garantindo combater a corrupção (esse mal é antigo, entre nós!) enfrentou o marechal Henrique Baptista Duffles Teixeira Lott e Adhemar Pereira de Barros, vencendo a eleição. Havia a promessa de iniciar-se no Brasil, uma nova era.

janio-quadros (2)

Jânio: pés não obedecem a cabeça e ao coração

A legislação eleitoral reinante no Brasil era outra, muito diferente da atual. Com os 3.846.825 (32.93%) votos de Henrique Teixeira Lott, se somados aos 2.195.709 (19.56%) de Adhemar de Barros, ultrapassariam a 51%, o que, nos dias atuais, garantiriam um “segundo turno”.

Um detalhe chamou a atenção – para quem analisou nos dias atuais, como fizemos -: no Nordeste, apenas em Sergipe, Piauí e Maranhão e por poucos votos, Jânio Quadros perdeu a eleição. Nos três estados, perdeu para Henrique Teixeira Lott e, apenas no Maranhão, perdeu para Adhemar de Barros.

Foi em 1960, na campanha de Jânio Quadros, que pela primeira vez a televisão foi associada à eleição. Assim, surgiu a primeira propaganda eleitoral da TV. Com duração de vinte e quatro segundos. Uma família de três pessoas (mãe, pai, e filho), aparece sentada à mesa, tomando o café da manhã. Nisso, a mãe e o pai comentam o aumento do preço do leite, e o pai termina dizendo: “É, o jeito é votar no Jânio.”

Um dos motivos para a vitória de Jânio foi o seu típico jeito populista de querer representar ser igual ao povo. Ele falava a linguagem do povo simples, andava com os cabelos despenteados, com o paletó cheio de caspa, e comendo sanduíche de mortadela nos palanques em que fazia seus discursos. Dizia ser um católico, anticomunista, a favor da família e da moralização da sociedade. (Wikipédia)

E o que tem isso com o assunto de hoje?

Pois bem. Embora tenha vivido todos esses fatos, desde a votação, eleição, assunção e renúncia de Jânio Quadros e a subsequente assunção do vice, João Goulart, foi Dudu de Zica quem nos “repassou” quase a totalidade do assunto. Dudu, nosso personagem a partir de hoje nas quartas-feiras (e não existe dia melhor que hoje para apresenta-lo em virtude da sua constante ressaca, inclusive nos dias que não bebe nem água, uma “quarta-feira de cinzas”), luz das nossas crônicas, repassando causos e casos que nem sempre estão ao alcance de todos. Mas, não há nada que Dudu de Zica não saiba, principalmente na esfera política.

Como o nome pode sugerir, Dudu foi batizado na pia pelo nome de Eduardo. Nasceu em Guaiúba, pertinho de Pacatuba e de Pacajus. Filho de Dona Leandra que, inexplicavelmente foi apelidada de “Zica”. Embora não seja um verdadeiro filho da puta, Dudu de Zica não conheceu o pai e, na verdade, nem a própria Zica sabe dizer que é. Mas, com certeza, Dudu de Zica não é filho de chocadeira nem de vaca, embora, ainda hoje continue mamando nas tetas de uma vaca velha que vive ruminando o que encontra pelas estradas.

– Seu Zé, o senhor não sabia que forçaram o “Homem da Vassoura” (era assim que ele chamava o Presidente Jânio da Silva Quadros) a pegar o boné? Indagou-me Dudu de Zica.

– Como assim Dudu? Perguntei.

– Seu Zé, quem quer pegar galinha não diz: “chô”!

E, pensando bem, Dudu de Zica tem razão. Já na campanha, usando o mote da vassoura e garantindo que varreria a corrupção, Jânio Quadros comprou uma briga feia e atiçou muitos desafetos. No Brasil, mexer com corrupto e com político ladrão, é cutucar a caixa de marimbondo com vara curta. E, marimbondo de bigodes e de chapéu.

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4 março 2014 FULEIRAGEM

REGI – AMAZONAS EM TEMPO

regi

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4 março 2014 DEU NO JORNAL

A IRREVERÊNCIA DO CARNAVAL PERNAMBUCANO

Blogue Toninho de Passira

RRVV

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4 março 2014 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JBF

FTE

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UM SONHO MUITO ESTRANHO

Sonhei um sonho muito estranho, que queria dividir com vocês para ver se alguém consegue me ajudar a interpretar e, quem sabe, encontrar uma orientação para a minha vida.

Fui dormir no horário normal, de sempre, por volta de onze da noite. Fiz algo que não gosto muito de fazer antes de dormir: tomei um iogurte, comi uma banana e em seguida um copo de café bem forte. É verdade que antes eu havia tomado uma dose de uísque e talvez tudo isso tenha influenciado.

Deitei e adormeci quase imediatamente. Então comecei a sonhar. Sonhei que estava acordando, levantei e como de costume tomei uma chuveirada, escovei os dentes, me vesti e fui comprar pão.

Na padaria a moça do balcão me atendeu com uma delicadeza inusitada e o caixa me sorriu e me deu bom dia. Comprei pão, manteiga, queijo, presunto e pó de café. Paguei e conferi o troco: estava tudo certo.

Voltando para casa a mesa já estava arrumada e após o café ser coado (nós só usamos coador de pano) tomamos o café da manhã e eu saí para o trabalho.

O carro demorou a pegar. Resolvi que não passaria de hoje para levá-lo ao mecânico para ver isso e outras coisas. Tenho protelado. É um aborrecimento, porque tenho de pegar táxi para me levar e buscar da oficina ou ficar aguardando até que eles tenham alguém para fazer o transporte de passageiros.

Não levei o carro para o mecânico, fui para o trabalho, o dia foi agitadíssimo, chegou um pessoal do estrangeiro e perdi muito tempo tendo de ciceroneá-los.

Na hora do almoço, fui como sempre ao “self-service” que fica a um quarteirão de distância. Passei longe do balcão de carnes e servi-me de saladas e legumes.

Fim do expediente, os amigos resolveram fazer uma parada em um boteco muito vagabundo que freqüentamos às sextas-feiras e só aí me dei conta de que a semana estava acabando. Tomamos uns chopes, nos despedimos e cada um foi para o seu canto, isto é, seguiu o seu rumo.

Era sexta-feira de carnaval! A caminho de casa, observei que a agitação já começava, aqui e ali pessoas fantasiadas, mocinhas com o rosto pintado exageradamente, rapazes vestidos de mulher, todos gingando muito, andando como se já estivessem dançando.

Cheguei em casa, beijei a mulher, liguei a televisão e não tinha nada de interessante.

Então, fiz algo que não gosto muito de fazer antes de dormir: tomei um iogurte, comi uma banana e em seguida um copo de café bem forte. É verdade que antes eu havia tomado uma dose de uísque e talvez tudo isso tenha influenciado.

Deitei e adormeci quase imediatamente. Então comecei a sonhar. Sonhei que estava acordando, levantei e como de costume tomei uma chuveirada, escovei os dentes, me vesti e fui comprar pão.

Na padaria a moça do balcão me atendeu com uma delicadeza inusitada e o caixa me sorriu e me deu bom dia. Comprei pão, manteiga, queijo, presunto e pó de café. Paguei e conferi o troco: estava tudo certo.

Voltando para casa a mesa já estava arrumada e após o café ser coado (nós só usamos coador de pano) tomamos o café da manhã e eu saí para o trabalho.

O carro demorou a pegar. Resolvi que não passaria de hoje para levá-lo ao mecânico para ver isso e outras coisas. Tenho protelado. É um aborrecimento, porque tenho de pegar táxi para me levar e buscar da oficina ou ficar aguardando até que eles tenham alguém para fazer o transporte de passageiros.

Não levei o carro para o mecânico, fui para o trabalho, o dia foi agitadíssimo, chegou um pessoal do estrangeiro e perdi muito tempo tendo de ciceroneá-los.

Na hora do almoço, fui como sempre ao “self-service” que fica a um quarteirão de distância. Passei longe do balcão de carnes e servi-me de saladas e legumes.

Fim do expediente, os amigos resolveram fazer uma parada em um boteco muito vagabundo que freqüentamos às sextas-feiras e só aí me dei conta de que a semana estava acabando. Tomamos uns chopes, nos despedimos e cada um foi para o seu canto, isto é, seguiu o seu rumo.

Era sexta-feira de carnaval! A caminho de casa, observei que a agitação já começava, aqui e ali pessoas fantasiadas, mocinhas com o rosto pintado exageradamente, rapazes vestidos de mulher, todos gingando muito, andando como se já estivessem dançando.

Cheguei em casa, beijei a mulher, liguei a televisão e não tinha nada de interessante.

Então, fiz algo que não gosto muito de fazer antes de dormir: tomei um iogurte, comi uma banana e em seguida um copo de café bem forte. É verdade que antes eu havia tomado uma dose de uísque e talvez tudo isso tenha influenciado.

Deitei e adormeci quase imediatamente. Então comecei a sonhar. Sonhei que estava acordando, levantei e como de costume tomei uma chuveirada, escovei os dentes, me vesti e fui comprar pão.

Na padaria a moça do balcão me atendeu com uma delicadeza inusitada e o caixa me sorriu e me deu bom dia. Comprei pão, manteiga, queijo, presunto e pó de café. Paguei e conferi o troco: estava tudo certo.

Voltando para casa a mesa já estava arrumada e após o café ser coado (nós só usamos coador de pano) tomamos o café da manhã e eu saí para o trabalho.

O carro demorou a pegar. Resolvi que não passaria de hoje para levá-lo ao mecânico para ver isso e outras coisas. Tenho protelado. É um aborrecimento, porque tenho de pegar táxi para me levar e buscar da oficina ou ficar aguardando até que eles tenham alguém para fazer o transporte de passageiros.

Não levei o carro para o mecânico, fui para o trabalho, o dia foi agitadíssimo, chegou um pessoal do estrangeiro e perdi muito tempo tendo de ciceroneá-los.

Na hora do almoço, fui como sempre ao “self-service” que fica a um quarteirão de distância. Passei longe do balcão de carnes e servi-me de saladas e legumes.

Fim do expediente, os amigos resolveram fazer uma parada em um boteco muito vagabundo que freqüentamos às sextas-feiras e só aí me dei conta de que a semana estava acabando. Tomamos uns chopes, nos despedimos e cada um foi para o seu canto, isto é, seguiu o seu rumo.

Era sexta-feira de carnaval! A caminho de casa, observei que a agitação já começava, aqui e ali pessoas fantasiadas, mocinhas com o rosto pintado exageradamente, rapazes vestidos de mulher, todos gingando muito, andando como se já estivessem dançando.

Cheguei em casa, beijei a mulher, liguei a televisão e não tinha nada de interessante.

Então, fiz algo que não gosto muito de fazer antes de dormir: tomei um iogurte, comi uma banana e em seguida um copo de café bem forte. É verdade que antes eu havia tomado uma dose de uísque e talvez tudo isso tenha influenciado.

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4 março 2014 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

nani2

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http://www.apoesc.blogspot.com.br
A CHEGADA DE FIDEL NO INFERNO

O inferno foi mudado
Já criei minhas reformas
Quero ver tudo ampliado
Quero impor as minhas normas
Vão ensebando as chibatas
Que eu vou preparar as atas
Na casa de ferrabrás
Modifiquem o estatuto
Que aqui o sistema é bruto
Mando mais que satanás

Vou preparar um chicote
Pra dá surra em mandrião
Se brincar leva um surrote
Mando arrancar um cunhão
Mandei avisar pro céu
Que sou um diabo cruel
E comigo ninguém pode
Tenho sede de mandar
Quem quiser contrariar
Boto fogo no bigode

fidel

Aqui não aceito bico
Nem tão pouco opinião
Não me venha com fuxico
Malquerença ou confusão
Nunca perdoei quem erra
Mesmo morando na terra
Quem teimou, levou castigo
Não passou de um submisso
Que me prestava serviço
Feito um coitado mendigo

Vou tirar as regalias
Desses cãos aposentados
E queimar as alforrias
Dos que foram liberados
Já mandei comprar um terno
Pra comandar o inferno
Na minha forma tirana
Chamei um cão salafrário
Pra servir de secretário
Que morreu de beber cana

Vou cortar água encanada
Das casas do purgatório
Pra aumentar a mesada
Das verbas do escritório
Vou comandar as cadeias
Onde tiver selas cheias
Vou empipar mais ainda
Nesse antro de fumaça
A injúria e a desgraça
Será mais do que bem vinda

As poucas luzes acesas
Hoje serão apagadas
E as trevas nas profundezas
Hoje serão conclamadas
Vou formar centuriões
Quero fundar legiões
De gente fazendo o mal
Quem sabe arranque o juízo
De quem causar prejuízo
Neste ambiente infernal

Vou construir um harém
Para os grandes ditadores
Mulher terá mais de cem
No palácio dos horrores
Aqui não tem paredão
Mas contratei um babão
Só pra vigiar quem mente
Pra pastorar quem discorda
Me tratando de calhorda
Batendo a língua no dente

A partir desse momento
O inferno terá dono
Vou dobrar o sofrimento
Dando pisa como abono
E de amor dando a prova
Convidei uma diaba nova
Pra ser minha serviçal
Fazendo assim ninguém ousa
A mexer na minha lousa
Com medo de levar pau

Santa Cruz – RN – Numa terça de carnaval de 2014

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4 março 2014 FULEIRAGEM

ALECRIM – CHARGE ONLINE

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https://www.facebook.com/gustavo.arruda3/
ESTA NINGUÉM VAI CURTIR TAMBÉM

g19

Todo mundo bebe “por causa do calor”, mas ninguém adere à cerveja sem álcool…

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4 março 2014 FULEIRAGEM

PELICANO – A TRIBUNA

AUTO_pelicano

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http://www.neumanne.com/
UMA CRÔNICA DE FERREIRA GULLAR

Comentário para a Rádio Jovem Pan:

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4 março 2014 FULEIRAGEM

AMORIM – CORREIO DO POVO

amorim

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MÉRCIA DANTAS TONHECA – BRASÍLIA-DF

Lembrei do apreço que vocês tem pelo meu pai Tonheca Dantas Filho, que faleceu anteontem, dia 02 de março, do corrente, em Natal, pela manhã.

O sepultamento deu-se ontem à tarde na cidade de Parelhas-RN, onde exerceu por muitos anos a função de Regente da Banda Onze de Fevereiro.

Recebeu lindas homenagens e a Prefeitura local decretou luto oficial por três dias.

Caso queiram publicar a respeito, agradecemos (pela família). Sou a  filha mais velha, residente em Brasília (DF).

R. Se entendi direito, então o seu falecido pai era filho do lendário Tonheca Dantas, um dos maiores compositores do Rio Grande do Norte, falecido nos anos 40. Meus pêsames, querida leitora, em nome de toda comunidade fubânica.

Tonheca Dantas, avô da nossa leitora e pai de Tonheca Dantas Filho, foi objeto de uma matéria na coluna de Raimundo Floriano, aqui no JBF, há quase 3 anos, em maio de 2011.

Recomendo a todos um leitura do texto do Cardeal Raimundo. Basta clicar aqui.

Estimada leitora, aproveito a oportunidade para encerrar esta postagem com dois vídeos que falam do seu talentoso avô Tonheca Dantas.

Tenho certeza que os leitores fubânicos irão gostar. E irão conhecer a mais conhecido composição de Tonheca, a valsa Royal Cinema.

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4 março 2014 FULEIRAGEM

J. BOSCO – O LIBERAL

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4 março 2014 DEU NO JORNAL

ISSO É LINDO

J. R. Guzzo

A tolerância é sem dúvida uma das mais belas virtudes do ser humano e, também, uma das mais úteis – sua aplicação já salvou este mundo de uma infinidade de sofrimento, guerras e toda a coleção de misérias que só o homem tem talento suficiente para inventar. Seu problema, como ocorre com tantas outras virtudes, é que está disponível ao público em duas versões, a legítima e a falsa. A tolerância, quando falsificada, pode passar muito rapidamente de coisa do bem a coisa do mal, ao se transformar em covardia, apatia moral e cumplicidade com o erro. Nesses casos, em vez de agir em favor da paz, apenas serve de estímulo a quem age em favor da guerra.

Poucas vezes o Brasil teve a oportunidade de viver com tanta clareza esse tipo de situação como nos dias de hoje, quando muita gente capaz dos melhores sentimentos permitiu que uma atitude legítima – a de aceitar tumultos de rua em nome do direito de expressão – degenerasse na aprovação geral de condutas doentias. Da “compreensão” passaram para a simpatia, da simpatia para o apoio e do apoio para o incentivo aberto a ações descritas como criminosas pelo Código Penal – incluindo, ao fim da linha, o homicídio.

Os responsáveis são os de sempre – intelectuais, cidadãos apresentados como pensadores, essa nebulosa chamada “esquerda”, artistas, funcionários da área de telenovelas da Rede Globo etc. Embora a baderna só lhe cause prejuízo, o governo também fica a favor dos “manifestantes”, por oportunismo compulsivo. A imprensa, rádio e televisão, em grande parte, se aliaram à manada: há oito meses, desde que a violência explodiu nas ruas, repetem que a grande culpada por tudo é a “brutalidade policial”, e que os atos de destruição durante as arruaças são “episódios isolados”. Até o recente assassinato de um colega no Rio de Janeiro, o cinegrafista Santiago Andrade, a maioria dos jornalistas tinha o cuidado de chamar os agressores de “ativistas”, “militantes” etc. e nunca daquilo que realmente são.

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O cinegrafista Santiago Andrade, assassinado pelo que as esquerdas chamam de “ativistas” e “militantes”

O assassinato de Andrade, cometido por dois marginais a serviço da “nossa luta”, desarrumou a cabeça de quem tinha optado pela complacência diante da atividade criminosa praticada nas ruas contra a democracia. O que vão dizer agora? O que já disseram é bem sabido. “O anarquismo é lindo”, opinou o compositor Caetano Veloso. A ministra Luiza Bairros, titular da área de Igualdade Racial da Presidência, falou em “agenda libertadora”. O senador Eduardo Suplicy, do PT, disse que a violência cometida por bandos de delinquentes era “quase romântica” e motivada por “boas intenções”. O que poderia haver de romântico no assassinato de um cinegrafista?caetano-black-bloc

A atriz Camila Pitanga, num desses vídeos da internet que anunciam o fim do mundo, não deu sorte: revelou seus temores de que “alguém” viesse a morrer uma hora dessas, mas quem matou foi a turma que ela julgava estar em perigo de vida. Uma colega, no mesmo vídeo, disse que a destruição era justa porque visava a “alvos simbólicos”.

Em Brasília, diante de uma tentativa do MST de invadir o Supremo Tribunal Federal e o Palácio do Planalto, o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, foi à rua “negociar” com os chefes desse desatino. Negociar o quê? Se poderiam, por gentileza, fazer o obséquio de não invadir o Supremo? Carvalho deu sua bênção à baderna. “Tem de pressionar mesmo”, disse ele. De que lado o homem está? A OAB do Rio já deixou clara sua opção, ao anunciar a prodigiosa doutrina segundo a qual os “manifestantes” têm todo o direito de levar armas às ruas, para “defender-se da violência” policial.

O horizonte não parece promissor. Na arruaça de Brasília, houve 42 feridos; trinta eram da polícia. O marginal flagrado atacando um PM com um estilete, em São Paulo, está solto. Na verdade, após oito meses de agressão à ordem, há apenas um preso – além dos dois assassinos de Andrade. Mas a simpatia com a “nossa luta” continua de pé, como mostra o tratamento de celebridade dado à “ativista” Elisa Quadros, que frequenta a obscura fronteira entre o crime, a polícia e os arrabaldes de partidos nanicos da extrema esquerda. Ela exerce algum tipo de comando nos “black blocs”; também é chamada de Sininho e tida como “cineasta”, além de exercer as funções de “musa”.

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A moça, entre outras coisas, sustenta que a culpa pela morte do cinegrafista foi, no fundo, dele mesmo, por não ter usado um capacete de proteção durante o quebra-quebra em que foi assassinado. Essa alucinação, acredite quem quiser, é levada a sério por muita gente – a começar pela OAB.

Lindo, não?

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4 março 2014 FULEIRAGEM

DUKE – O TEMPO

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http://www.fredcrux.blogspot.com/
TODO DURO CONTINUA “ESTRAÇAIANDO” E FAZENDO AMIGOS

Quem não conhece essa figura lendária do boxe pernambucano, não conhece o Recife. Eu tive esse prazer há cerca de 26 anos, no Parque da Jaqueira, onde eu já praticava corrida havia 5 anos.

Meu filho mais velho queria estudar capoeira e um professor começou a dar aulas no Parque, embaixo de uma frondosa mangueira. Era um cara simples, comunicativo e de uma energia sem limite.

Seu nome de pia era Luciano Torres, mas pouca gente se lembra disso.  Porém, se perguntarem por Todo Duro, todo mundo se manifesta.  Ele com sua simpatia e com suas luvas e golpes certeiros, ganhou a unanimidade da torcida do Recife e acho que do Brasil inteiro. 

Seu linguajar, que não mudou até hoje, é de um cara sofrido, criado no trabalho duro e escolado na vida de atleta.  Uma trajetória esportiva que inclui 70 combates, 45 vitórias por nocaute e apenas oito derrotas.  Seu arquirival baiano Hollyfield fez com ele seis lutas, com três vitórias para cada lado, mas o confronto fora dos ringues é que chamou a atenção do país e entrou para o folclore do esporte.

No seu jeito moleque de desafiar os rivais, Todo Duro tem um bordão, uma frase que faz rir qualquer fã e tremer qualquer desafiante: “Vou estraçaiá!!”  (Pra quem não conhece o dialeto, estraçaiá é “estraçalhar”, acabar de vez com o oponente.)  E assim, de luta em luta, Todo Duro conquistou sua glória.  Ser reconhecido como atleta e como ser humano diferenciado, no Recife e no Brasil.

Domingo passado, encontrei Todo Duro num bloco aqui pelo Poço da Panela.  Ele mora pela redondeza, em Santana, bairro vizinho.  Reconheceu-me logo, quando falei nos treinos na Jaqueira e nas aulas de capoeira que ele dava para o meu filho.  E até me confessou, depois que perguntou se eu continuava correndo:

– Você corria muito pro meu gosto. Eu nunca passei de 10 quilômetros até hoje.  Mas se eu quiser, eu ainda “estraçáio”  até na corrida. 

Demos uma boa risada e logo posamos para as fotos do desafio que lhe fiz para uma luta (de mentira).  Meu filho Enrico, que não foi seu aluno, mas continua seu fã, fez a foto.  E eu também fiz uma em que Todo Duro desafiava Enrico para um nocaute no ringue.

todo duro e fred

Este colunista com Todo Duro e, na foto abaixo…

todo duro e rico

…meu filho Enrico encara o pugilista

Para encerrar, uma matéria do Globo Esporte sobre o último desafio de Todo Duro: a cadeira do dentista. 

A reportagem está simplesmente hilária!  E desta vez quem foi “estraçaiado” foi nosso herói…

Veja clicando aqui

Longa vida a Todo Duro, esse pernambucano ímpar no ringue da vida !

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4 março 2014 FULEIRAGEM

MIGUEL – JORNAL DO COMMERCIO

migueljc

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4 março 2014 DEU NO JORNAL

TROFÉU PALEOLÍTICO DE OURO

Um grupo de dirigentes políticos da oposição, estudantes e jornalistas marcharam ontem até a sede regional da Organização dos Estados Americanos (OEA), em Caracas, para exigir uma posição mais “firme” da entidade sobre a crise política na Venezuela.

O grupo entregou uma carta pedindo que a OEA se pronuncie sobre o que está ocorrendo no país.

Uma das líderes opositoras, a deputada María Corina Machado, disse que a reação tem de partir tanto do secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, quanto dos chefes de Estado dos países integrantes, entre eles o Brasil.

* * *

Reação do Brasil???!!!

Só se for uma reação de apoio ao presidente Idiota Maduro, que está caindo de podre.

Maduro, vocês já sabem, é aquele demagogo embromador, adorado pelos tabacudinhos vermêios de Banânia, que vê o defunto Hugo Chavez em forma de pajarito, fazendo piu-piu e dando conselhos de como fuder uma nação e sua população.

A gente só não ri porque, afinal, está em jogo o destino do pobre e subjugado povo venezuelano, vivendo uma inflação e um caos do tamanho da burrice de quem insiste em ver o bolivarisnismo totalmente implantado neztepaiz luloso em que vivemos, ansiamos e sofremos.

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Parece que a deputada venezuelana Maria Corina não tem a menor ideia de que os dinossauros que gunvernam Banânia neste momento estão na idade da pedra em termos de ideologia e pulítica.

Tanto as zelites gunvernantes banânicas quanto o curral de jumentinhos aqui embaixo – aquela turminha que aplaude, que dá sustança e que dá votos a Barba e aos componentes de sua quadrilha -, vão receber o Troféu Paleolítico de Ouro assim que o povão da Venezuela expulsar Maduro do palácio.

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4 março 2014 FULEIRAGEM

LUSCAR – CHARGE ONLINE

luscar

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DUAS ÉPOCAS

Amigo, que coleciona revistas, me envia exemplar de O Cruzeiro, de março de 1964.

Chamou minha atenção o seguinte fato: naquela época, havia um conjunto significativo de lideranças de expressão nacional. Pelo menos, seis líderes no país: os governadores Carlos Lacerda, da antiga Guanabara (cidade do Rio); Ademar de Barros, de São Paulo; Magalhães Pinto, de Minas Gerais; Miguel Arraes, de Pernambuco; Leonel Brizola, do Rio Grande do Sul.

E havia a presença eleitoralmente forte do ex presidente, Juscelino Kubistchek (cujo mandato exerceu entre 1955/60). Saíra bem avaliado do governo, com marca de otimismo político, depois de patrocinar a instalação da indústria de automóveis. E de iniciar a construção de Brasília. Foi lançado candidato para novo mandato na eleição de 1965 (que não se realizaria em face do golpe do 64).

Goste-se ou não das tendências políticas de um ou de outro daqueles líderes, foram políticos com influência significativa em suas regiões. E com perspectiva de atuação de âmbito nacional. À direita, Carlos Lacerda, na antiga Guanabara, e Magalhães Pinto, em Minas, eram candidatos potenciais a presidente. À esquerda, os candidatos eram Leonel Brizola e Miguel Arraes.

Naquela época, fazia-se política. Entendida esta como espaço de discussão de temas de interesse público. E de articulação de convencimento parlamentar. A partir de defesa de posições partidárias. No Congresso, parlamentares como Vieira de Melo, do PSD, e Aliomar Baleeiro, da UDN, promoviam debates substantivos sobre economia que paravam o plenário.

O PSD era Partido de direita que representava o pensamento rural. A UDN era Partido de direita que expressava a vontade da classe média urbana. E o PTB tinha sido criado por Vargas para mobilizar o operariado contra o Partido Comunista. Sua eficácia política, nesse aspecto, foi baixa porque deixou-se comer pelo peleguismo sindical.

Quantas lideranças desse quilate será possível apontar na política brasileira atual? Com a dimensão daqueles líderes dos anos sessenta? Com a aposentadoria (?) de Lula, o PT fica órfão e dependente do prorrogado prestígio do ex presidente. O PMDB é uma federação de líderes regionais, circunscrito cada um ao território de sua sesmaria de negócios. Os Partidos restantes não apresentam nenhum nome de reconhecimento no país.

No PSDB, com a aposentadoria de FHC e as derrotas sucessivas de José Serra, o Partido contenta-se com a figura solitária de Aécio Neves. Que é uma aposta ainda a ser conferida. No PSB, o governador Eduardo Campos conta com eventual desgaste mútuo entre os candidatos do PT e do PSDB. E, desse modo, assumir a possibilidade de uma terceira via ideológica. Baseada em discurso social democrata. Atualizado nos parâmetros de uma economia globalizada. E de gestão conectada aos painéis de controle eletrônico. Construiu ativo administrativo. E acentua discurso crítico sobre os vários desacertos do governo atual. Não tem outra saída. Se quiser crescer nas pesquisas.

No final de contas, são apenas três líderes com porte nacional: Lula, Aécio Neves e Eduardo Campos. Quer dizer, metade do número de lideranças brasileiras nos anos sessenta. E não vou falar na pobreza do debate político atual comparado ao daquela época.

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4 março 2014 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA

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4 março 2014 DEU NO JORNAL

O ESCÂNDALO DO CARNAVAL

Josias de Souza

A Polícia Federal requereu a abertura de inquérito contra o ministro do Trabalho, Manoel Dias, representante do PDT na Esplanada. Ao investigar irregularidades em convênio firmado com uma ONG que recebeu R$ 11 milhões do ministério, a PF concluiu que há indícios de envolvimento do ministro nos malfeitos. Por isso, pediu à Justiça que remeta o processo ao STF, órgão do Judiciário responsável por processar e julgar autoridades que, como os ministros, detêm o chamado foro por prerrogativa de função – vulgarmente chamado de foro privilegiado.ManoelDias

Deve-se a divulgação da novidade ao repórter Fábio Fabrini. (clique aqui para ler) O caso envolve uma ONG de Santa Catarina, Estado de Manoel Dias. Chama-se ADRVale, Agência de Desenvolvimento Regional do Vale do Rio Tijucas e Itajaí Mirim. Sediada na cidade de Brusque, era comandada por militantes do PDT, o partido do ministro. A PF esquadrinhou convênio assinado em 2007, ainda sob Lula. A investigação cobriu dois anos da execução do contrato, até 2009.

Nessa época, o ministro do Trabalho era Carlos Lupi, presidente do PDT federal. Mantido no comando da pasta no início do governo Dilma Rousseff, Lupi foi varrido do ministério em dezembro de 2011, sob denúncias de cobrança de propina para a liberação de registros de sindicatos e de desvios de verbas por meio de ONGs. Substituiu-o um desafeto, o deputado pedetista Brizola Neto (RJ). Lupi ameaçou levar o PDT para a oposição. E Dilma lhe devolveu o controle do ministério, nomeando Manoel Dias, apadrinhado de Lupi.

Acomodado na poltrona de ministro, Manoel Dias foi abalroado, no ano passado, por uma entrevista-denúncia de um ex-presidente da Juventude do PDT de Santa Catarina: John Sievers. Falando ao jornal Estadão, Sievers contou que recebia salário da ADRVale. Mas não trabalhava na entidade. Dava expediente na Universidade Leonel Brizola, braço do PDT que se dedica à formação política de militantes da legenda. Sivers disse que agia sob orientação de Manoel Dias, que à época comandava o diretório do PDT catarinense.

Ao puxar o fio apontado por John Sievers, a Polícia Federal percorreu a meada para o alto. Verificou que, com o conhecimento do Ministério do Trabalho, verbas liberadas para a realização de cursos profissionalizantes foram desviadas para o PDT. Em setembro do ano passado, o blog foi ouvir o ministro Jorge Hage, chefe da Controladoria-Geral da União.

Numa entrevista reveladora, Hage contou que o Ministério do Trabalho convertera-se em frequês de caderneta dos auditores. O repórter perguntou se a ONG catarinense ADRVale estava entre as entidades varejadas pela CGU. Hage absteve-se de comentar o suposto envolvimento do ministro no caso. Mas confirmou que a ADRVale figurava, sim, entre as entidades que desviaram verbas. A despeito dos alertas, o ministério manteve aberto o duto que irrigou a entidade com dinheiro do contribuinte. Reveja no vídeo abaixo esse trecho da entrevista do ministro Hage:

 

Os relatórios da CGU serviram de matéria prima para a PF. Deles foram extraídas informações que reforçaram as conclusões de que houve irregularidades variadas na ADRVale. Entre elas desvio de verbas federais, subcontratações ilegais e ausência de compravação dos cursos de formação professional que a entidade deveria ter realizado. Responsável pelo inquérito, o delegado da PF Anníbal Wust Gaya anotou no relatório remetido à Justiça Federal:

“Por se tratar de autoridade com foro por prerrogativa de função, e aparecendo o nome do atual ministro Manoel Dias como possível corresponsável pela contratação indevida de empregados à empresa ADRVale, com indícios de malversação de verba federal, propõe-se a imediata remessa do presente feito ao Supremo, para continuidade da persecução penal.”

A PF só pode interrogar Manoel Dias se o STF autorizar. O ministro nega envolvimento em corrupção. Seu advogado teve acesso ao inquérito. Mas o ministro não se dispôs a prestar esclarecimentos voluntariamente à PF.  Por ora, cinco ex-dirigentes da ADRVale foram indiciados por formação de quadrilha, peculato e dispensa indevida de licitação. Hoje, a entidade está inativa.

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4 março 2014 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JBF

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4 março 2014 MEGAPHONE DO QUINCAS


MESTRES DE OUTROS CANTOS CANTANDO PERNAMBUCO – PARTE II – MARCOS E PAULO SÉRGIO VALLE (E NOVELLI)

(Esta série, iniciada com Dorival Caymmi e ‘Dora’, semana passada, é uma homenagem ao meu mestre e professor de vida Abdias Moura. Inspira-se na idéia de seu livro “O Recife dos Romancistas” – Paisagens – Costumes – Rebeliões – FacForm, 2010)

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Marcos e Paulo Sérgio Valle e o intruso Novelli: ‘Pelas ruas do Recife’

Quando penso em Marcos e Paulo Sérgio Valle a primeira obra-prima que vem à mente é “Eu Preciso Aprender a Ser Só”, segundo Elis Regina a primeira canção que verdadeiramente lhe colocou como uma grande cantora no cenário brasileiro (depoimento ao programa “Ensaio” da TV Cultura).

Marcos e Paulo Sérgio têm uma marca tão própria que dificilmente pensamos em músicas que não sejam da dupla. No entanto, tanto Marcos tem trajetória isolada e brilhante, quanto Paulo Sérgio é letrista de muitos parceiros, além do irmão.

Escolhi “Pelas Ruas do Recife” por um motivo muito simples: é um dos frevos mais leves e gostosos de brincar, com letra fácil (‘pelas ruas do Recife todo ano tem 7 dias de folia todo ano tem…’), parece ter sido feito por um compositor local. É harmônico, melodioso e sem mesuras. Talvez o tempero tão genuíno venha do pernambucano Novelli, que para minha surpresa (e acho que para muitos), é co-autor desse frevaço:

Pelas Ruas do Recife, de Marcos e Paulo Sérgio e Novelli – 1968

Brevíssimos perfis:

Marcos Valle

Marcos Kostenbader Valle, compositor, cantor, instrumentista e arranjador, nasceu em 14 de setembro de 1943 no Rio de Janeiro. Começou a estudar piano clássico aos seis anos de idade e formou-se em piano e teoria musical em 1956.

O primeiro sucesso da dupla Marcos e Paulo Sérgio foi ‘Sonho de Maria’, gravada pelo Tamba Trio em 1963. Marcos começou tocando no trio formado por ele, Edu Lobo e Dori Caymmi. Em 1964, sua canção ‘Samba de Verão’ atingiu o segundo lugar nas paradas de sucesso dos EUA e teve pelo menos 80 versões gravadas nos EUA.

Nos anos 70, a TV Globo encomendou aos irmãos Valle e Nelson Motta que fizessem uma canção de natal para o fim do ano, com os atores das telenovelas e artistas da Rede Globo cantando. A canção “Um novo tempo” (a dos versos “Hoje é um novo dia / de um novo tempo / que começou…”) tornou-se um sucesso tão grande que nunca mais saiu do ar, sendo presença obrigatória no Natal da Rede Globo até hoje.

Considerado um dos integrantes da segunda geração da bossa nova, iniciou sua carreira artística em 1961 integrando um trio, juntamente com Edu Lobo e Dori Caymmi.

Começou a apresentar-se em shows e abandonou o curso de Direito na PUC, do Rio de Janeiro no segundo ano. Em 1965, participou do espetáculo “A Bossa no Paramount”, realizado no Teatro Paramount (SP), no qual interpretou duas canções inéditas que se tornariam emblemáticas em sua carreira de compositor: “Preciso aprender a ser só” e “Terra de ninguém“, ambas com Paulo Sérgio Valle.

Nesse mesmo ano, lançou o disco autoral “O compositor e o cantor Marcos Valle”, com destaque para as canções “Gente“, “Preciso aprender a ser só“, “Samba de verão“, “A resposta” e “Deus brasileiro“, todas com Paulo Sérgio Valle.

Ainda em 1965, viajou para os EUA, onde fez parte, durante sete meses, do conjunto de Sérgio Mendes, Brasil’65, com o qual se apresentou em casas noturnas, universidades e no programa de televisão de Andy Williams. Também gravou um single com “All my loving“, dos Beatles, em ritmo de bossa nova. Após esse período, retornou ao Brasil.

Em 2004, participou, ao lado de Gilberto Gil e outros artistas, da gravação do CD “Hino do Fome Zero” (Roberto Menescal e Abel Silva). Também nesse ano, apresentou-se, ao lado de Johnny Alf, João Donato, Carlos Lyra, Roberto Menescal, Wanda Sá, Leny Andrade, Pery Ribeiro, Durval Ferreira, Eliane Elias, Os Cariocas e Bossacucanova, no espetáculo “Bossa Nova in Concert”, realizado no Canecão (RJ).

Em julho de 2011, a EMI brasileira lançou a caixa de CDs “Tudo” onde estão todos os seus discos gravados para a empresa britânica entre 1963 e 1974, incluindo alguns fonogramas inéditos recuperados pelo pesquisador Charles Gavin nos porões da gravadora.

Paulo Sérgio Valle

Paulo Sérgio Kostenbader Valle, compositor e letrista, nasceu no Rio de Janeiro, em 6 de agosto de 1940.

Irmão do compositor Marcos Valle, Paulo Sérgio começou sua carreira compondo bossa nova quando fez, com o irmão, ‘Samba de Verão’, que se tornaria, com ‘Garota de Ipanema’ e ‘Aquarela do Brasil’, uma das três canções brasileiras mais famosas no exterior.

Depois disso, Paulo Sérgio passou a fazer letras para diversos outros compositores, tornando-se um letrista importante em todos os segmentos da música. Além de letrista de músicas, Paulo Sérgio é autor de jingles de sucesso.

Novelli

(chamei-o de intruso porque, sendo pernambucano, não caberia no perfil que proponho para a série “Mestres de outros cantos cantando Pernambuco” – aqui ele apenas é um dos três compositores)

Djair de Barros e Silva, baixista, pianista, compositor e cantor nasceu no Recife, em 20 de janeiro de 1945. Novelli começou a carreira artística nos anos 60, como crooner do Conjunto Nouvelle Vague, em Recife. Recebeu o apelido de Novelli, em homenagem ao nome do movimento artístico do cinema francês. Logo depois, adotou o contrabaixo como instrumento profissional.

Em 1967, já morando no Rio de Janeiro, acompanhou o pianista Mário Castro Neves, gravando o disco “Mário Castro Neves e Samba S.A”.

Foi membro do Trio 3D, ao lado de Antonio Adolfo (Piano) e Victor Manga (Bateria). Tempos depois, fez parte do grupo a Tribo, juntamente com Nelson Angelo, Joyce, Toninho Horta e Naná Vasconcelos, gravando um compacto duplo pela Odeon.

Em 1973, viajou com Nelson Angelo e Naná Vasconcelos para a Europa, onde gravou o disco “Naná Vasconcelos, Nelson Angelo e Novelli”.

No mesmo ano, se reuniu com Beto Guedes, Danilo Caymmi e Toninho Horta, registrando o LP Beto Guedes, Danilo Caymmi, Novelli r Toninho Horta.

Em 1975, participou da gravação do LP “Imyra Ipy Tayra Taiguara”, do cantor e compositor Taiguara, ao lado de Wagner Tiso, Toninho Horta, Hermeto Paschoal, Paulinho Braga, Nivaldo Ornelas, Zé Eduardo Nazário e muitos outros.

Nos anos 80, foi integrante da Turma do Funil, se somando a Francis Hime, Miucha, Danilo Caymmi, Nelson Angelo, Lula, Olívia Hime e Cristina Buarque. Quatro anos depois, lançou o segundo disco Canções Brasileiras.

Músico atuante em mais de quarenta anos de carreira, acompanhando Milton Nascimento, Marcos Valle, Gal Costa, Elis Regina, Tom Jobim, Egberto Gismonti, Dori Caymmi, Lô Borges, João Donato, Raul Seixas, Joyce, Edu Lobo, Ivan Lins, MPB-4, Simone, Sueli Costa, Alaíde Costa, Nana Caymmi, Danilo Caymmi, Chico Buarque, Sarah Vaughan, Zizi Possi, Gonzaguinha, Cristina Buarque, Toninho Horta, Miucha, Francis Hime, Geraldo Azevedo, Ney Matogrosso, Carlinhos Vergueiro e muitos outros.

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3 março 2014 FULEIRAGEM

MÁRIO – A TRIBUNA DE MINAS

mario

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3 março 2014 FULEIRAGEM

CAZO – COMÉRCIO DO JAHU

cazo

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JESSIER QUIRINO – ITABAIANA-PB

Meu cumpade e Papa Berto I

Santiago, lá dos pampas gaúchos, não perde uma.

R. Em sendo um grande artista, um dos maiores cartunistas brasileiro, Santigo realmente não perde uma.

Mas esta carnavalesca que ele retratou, com certeza vai perder a carona…

FSCC

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3 março 2014 FULEIRAGEM

ZOP – CHARGE ON LINE

zop

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https://www.facebook.com/gustavo.arruda3/
CARNAVAL 2014 RADICAL

bgs

Alto da Sé em Olinda, orla de Boa Viagem, centro da cidade… já estou marcando no mapa os lugares onde eu NÃO vou passar nem perto neste Carnaval!

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3 março 2014 FULEIRAGEM

MIGUEL – JORNAL DO COMMERCIO

migueljc

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BERNARDO – MACEIÓ-AL

Mestre Papa,

agora eu quero ver se  aparece um cabôco desaforento pra falar em silicone e botar outros defeitos nesta verdadeira obra d’arte.

Com os resPEITOS do Cardeal.

RPP

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3 março 2014 FULEIRAGEM

JORGE BRAGA – O POPULAR

jb

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MINHA MOCIDADE

Fui feliz com a minha juventude,
Mas aos poucos percebo ela acabar.
Meus cabelos começam pratear
E o que foi tão suave hoje está rude.

Já não posso co’o peso que já pude
E meus passos estão mais devagar.
Muitas vezes eu tento me enganar,
Mas o peso do corpo não me ilude.

Nessa nova política, o que é correto,
Para mim, é apenas desafeto,
A velhice não é melhor idade.

Não me engano co’a frase tão patética…
Se é bonita e correta, é só poética,
Pois melhor era a minha mocidade.

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3 março 2014 FULEIRAGEM

LANE – CHARGE ONLINE

lane

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3 março 2014 DEU NO JORNAL

QUE “CAZZO” DO CARAI!

Durante benção no Vaticano neste domingo (2), o papa Francisco disse acidentalmente um palavrão.

Durante seu discurso, no lugar da palavra “caso” (no caso), o pontífice confundiu a pronúncia e disse “cazzo” – gíria para o órgão sexual masculino, usada corriqueiramente na Itália para enfatizar alguma coisa.

Rapidamente o papa se corrigiu e usou a palavra correta.

Se cada um de nós não acumular riqueza apenas para nós mesmos, mas também a serviço dos outros, nesse “cazzo” [pausa], nesse caso, a providência…”, disse o papa na Praça de São Pedro, no Vaticano.

* * *

Cazzo!

Esse Papa é do caralho!

Como safadeza faz sucesso em qualquer canto do mundo, em pouco mais de 24 horas o vídeo no Youtube já está próximo das 500 mil visualizações.

Acabei de mandar uma mesagem pra  Chiquinho convidando-o pra ser cardeal da ICAS. Aqui ele encontrará um ambiente propício pra pronunciar qualquer palavrão.

Espero que ele aceite.

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3 março 2014 FULEIRAGEM

BENETT – GAZETA DO POVO

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© 2007 Besta Fubana | Uma gazeta da bixiga lixa