26 fevereiro 2014 FULEIRAGEM

ALVES – CHARGE ONLINE

alves

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26 fevereiro 2014 DEU NO JORNAL

OU FIM DAS REGALIAS, OU PRESÍDIO FEDERAL

Josias de Souza

O Ministério Público do Distrito Federal enviou um ofício à Vara de Execuções Penais da Capital da República. No texto, pede a adoção de providências para que o governo de Brasília, chefiado pelo petista Agnelo Queiroz, interrompa os privilégios concedidos aos presidiários ilustres do mensalão. Há três remanescentes em Brasília: Delúbio Soares, José Dirceu e João Paulo Cunha.

O documento anota que, na hipótese de ficar constatada a “impossibilidade de correção das irregularidades”, o Ministério Público “requer, desde já, que seja encaminhada representação ao Supremo Tribunal Federal”, para requisitar a “transferência” dos condenados “do sistema prisional do DF para um dos presídios federais.” São quatro as unidades do gênero. Localizam-se em Campo Grande (MS), Porto Velho (RO), Mossoró (RN) e Catanduvas (PR).DelubioPapuda

Endossado pelas seis promotoras de Justiça que fiscalizam o sistema prisional brasiliense, o ofício foi preparado nesta terça-feira (25). Pode ser lido clicando aqui. Enumera episódios recolhidos do noticiário e constatações feitas pela Promotoria. Juntos, os fatos compõem um quadro que ofende os outros presos e seus familiares, além de desmoralizar as autoridades incumbidas de fiscalizar as cadeias.

Dirceu e João Paulo estão presos no Complexo Penitenciário da Papuda. Delúbio, que já recebeu autorização para trabalhar na CUT durante o dia, passa as noites e os finais de semana no Centro de Progressão Penitenciária, unidade reservada aos detentos do regime semiaberto. Os dois estabelecimentos estão submetidos à Subsecretaria do Sistema Penitenciário (Sesipe), órgão do governo petista do DF.

Contrariando decisão judicial do final do ano passado, os mensaleiros continuam recebendo visitas fora do horário regulamentar. Seus visitantes não pegam senha e não enfrentam fila. Tampouco são revistados. Parlamentares entram sem identificação. Alguns chegam a vestir coletes da Polícia Civil do DF.

Delúbio recebeu num final de semana a visita de Leandro Allan Vieira. Vem a ser presidente do Sindicato dos Agentes de Atividades Penitenciárias do DF. É candidato a deputado distrital pelo PTC, partido que integra o bloco de apoio de Agnelo. O tema da conversa da dupla tornou-se objeto de uma sindicância interna da cadeia.

O vice-diretor do estabelecimento, Emerson Antonio Bernardes, foi afastado de suas funções depois de ter determinado duas providência antipáticas: mandou Delúbio raspar a barba e proibiu o automóvel da CUT de entrar no pátio da prisão. Numa evidência de seu prestígio, o ex-tersoureiro do PT revolucionou o cardápio da penitenciária ao degustar num final de semana uma feijoada.

“O bom funcionamento do sistema prisional fica comprometido em razão da instabilidade gerada pelo tratamento diferenciado que está sendo garantido a um pequeno grupo de presos”, anota o documento do Ministério Público. “A insatisfação dos demais detentos do sistema e o clima de revolta são fatores preponderantes para o desencadeamento de uma possível rebelião, comprometendo a segurança pública”.

As promotoras informam no texto que a presença dos mensaleiros nas cadeias de Brasília produziram outra excentricidade. A Sesipe, o órgão do GDF que administra as penitenciárias, criou um filtro para as informações requisitadas pelo Ministério Público. Antes, os ofícios da Promotoria eram respondidos diretamente pelos dirigentes das prisões. Depois da chegada dos mensaleiros, em novembro de 2013, tudo precisa passar pelo crivo do coordenador geral da Sesipe, João Feitosa.

“A Sesipe vem enfraquecendo a autonomia das unidades prisionais, como é exemplo a imposição de óbice ao cumprimento direto e imediato das requisições judiciais ou do Ministério Público, vinculando tais atos ao prévio controle do Subsecretário Substituto João Feitosa”, registra o documento do MP.

O texto acrescenta que as promotoras que cuidam do setor das execuções penais notaram as mudanças “no regular desempenho das atividades de fiscalização das unidades prisionais, já tendo experimentado entraves na pronta resposta a ofícios e indagações durante as visitas de inspeção”.

Os brasileiros do futuro talvez enxerguem como um momento especial a chegada dos condenados do mensalão ao sistema prisional brasiliense. Dirão que foi um instante histórico, porque nessa época o Brasil se deu conta de que suas cadeias, para dar certo, precisavam apenas de uma troca de presos.

Bastava substituir os detentos existentes – pobres e pretos – por presidiários mais bem-postos na vida. A curta permanência dos petistas mensaleiros atrás das grades demonstrou os efeitos benfazejos que a qualificação social da população carcerária exerce sobre a qualidade dos serviços. Até a feijoada já entrou no cardápio.

No final de novembro de 2013, apenas 13 dias depois da chegada dos primeiros mensaleiros à cadeia, os juízes responsáveis pela Vara de Execuções Penais de Brasília – Bruno André Silva Ribeiro, Ângelo Pinheiro Fernandes de Oliveira e Mário José de Assis Pegado – visitaram a Papuda. Eles entrevistaram servidores e presos. Ouviram queixas contra os privilégios concedidos aos detentos dos núcleos político, publicitário e financeiro do mensalão.

Em despacho datado de 28 de novembro, os doutores haviam determinado que os outros presos deveriam receber o mesmo tratamento dos hóspedes da Papuda’s Inn. Escreveram: “A Vara de Execuções Penais estenderá a todos os presos do sistema prisional local eventuais direitos, garantias ou regalias concedidas por ato administrativo, formal ou não, a determinado sentenciado ou grupo de apenados, especialmente no que se refere a regras de visitação e alimentação.”

O oficio do Ministério Público demostra que o horário diferenciado de visitas e a feijoada ainda não chegaram à periferia das cadeias brasilienses. Agora, a Promotoria acena com a hipótese de transferência para cadeias federais. A plateia se pergunta: afinal de contas, quando as autoridades se farão respeitar?

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http://www.neumanne.com/
POVO DÁ JUÍZO AOS POLÍTICOS – COMENTÁRIO NA TV GAZETA

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26 fevereiro 2014 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JBF

flc

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26 fevereiro 2014 A PALAVRA DO EDITOR

UM SILÊNCIO ENSURDECEDOR

manchete jb

Manchete do Jornal do Brasil do dia 1º de maio de 1981

No domingo passado, dia 23, o programa Fantástico, da Rede Globo, botou no ar uma matéria devastadora sobre o atentado do Rio Centro, cometido no dia 30 de abril de 1981, o mais conhecido ato de terrorismo da extrema direita, perpetrado no governo do último dirigente do período militar, o General Figueredo.

Um feitiço que virou contra o feiticeiro, um atentado no qual aconteceu um acidente de trabalho e, ao invés dos alvos, quem morreu foi um dos terroristas em ação, tendo o outro ficado gravemente ferido.

O terrorista sobrevivente é personagem central desta matéria do Fantástico. A cara-de-pau com que ele mente, o cinismo com que contesta os fatos e a realidade, é qualquer coisa assustadora. Sem querer fazer trocadilho, é de fazer terror!

A ousada e tresloucada tentativa de assassinato em massa tinha como objetivo travar e impedir definitivamente a tênue abertura política arquitetada pelo General Geisel, o eleitor único que botou Figueiredo no poder. Era uma abertura tão tênue e tão devagar que o próprio Geisel classificou-a como sendo “lenta, segura e gradual“.

Esta postagem  aqui era pra ter sido publicada na segunda-feira, dia seguinte àquele em que a reportagem foi ao ar. Mas dei prazo de mais dois dias e resolvi publicá-la somente hoje, aguardando as manifestações dos leitores fubânicos de esquerda, que esculhambam os milicos e que gastam toneladas de adjetivos xingando a ditadura militar e os reacionários da direita.

Desde que a reportagem do Fantástico foi ao ar que estou esperando os parabéns, os elogios e as louvações à Rede Globo, esta emissora cumpanhera e progressista, que botou no ar uma matéria sobre o terrorismo militar da direita no Brasil. Eu julgava que esquerdistas, petistas, cubanistas, toletistas, guevaristas, chavistas, comunistas e assemelhados fossem entupir a caixa postal do JBF com louvações à contundente reportagem que a Vênus Platinada exibiu no domingo à noite.

Cartaz - RIO CENTRO 30-04-81-

Panfleto distribuído na época divulgando o espetáculo no Rio Centro

Mas esperei até agora em vão. Não pingou um único comentário, uma única manifestação, uma mísera mensagem, sequer um “muito bem”…

Eu, que elogio quando a Globo bota no ar alguma coisa que presta e esculhambo quando a Globo bota no ar alguma coisa que não presta, fiquei sem entender o silêncio da patota zisquerdal. Eu, que esculhambo a esquerda e suas babaquices e que esculhambo a direita e suas treslouquices, num entendi porque a turminha ficou de bico calado.

Se tivessem um mínimo de honestidade intelectual, se tivessem um pingo de coerência, uma gota de vergonha no fucinho, poderiam dizer, pelo menos “é mesmo, essa Globo é uma merda, mas nesta reportagem botou pra lascar; desmascarou os reacionários da direita“. Todavia, esperem deitados: eles jamais serão capazes deste tipo de decência. Como todo extremista que se preza, eles querem distância da objetividade e da verdade dos fatos. Estes tabacudos merecem ler somente o Gramna mesmo. Ler e crer no que ele publica.

Quando eu digo que ser militante de qualquer um dos dois extremos, de esquerda ou de direita, é uma merda, uma anomalia, uma grave doença de cabeça, tem neguinho que fica prostituto da existência comigo. Mas é isto mesmo.

Quem quiser ver a matéria do Fantástico de domingo passado clique aqui

E pra quem quiser saber mais sobre o atentado do Rio Centro, recomendo que leia um texto que este Editor escreveu em abril de 2011, já lá se vão 3 anos.

Leiam e vejam só o que foi que a mídia reacionária, o malfadado PIG, através dos seus dois maiores expoentes, o Globo e a Veja, falaram sobre o assunto. (clique aqui para ler).

Enquanto vocês estão lendo, eu vou dar uma risada, uma estrondosa gaitada, pra compensar o silêncio tumular dos nossos queridos fubânicos zisquerdóides, que cultivam um mistério até hoje não desvendado: enchem determinadas postagens aqui no JBF com dezenas de comentários e simplesmente não escrevem uma única linha sobre outras.

Por que será?…

* * *

PS: Quem tiver paciência, acho que vale a pena rever uma postagem do JBF, publicada em abril de 2010. É só clicar aqui

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26 fevereiro 2014 FULEIRAGEM

AMORIM – CORREIO DO POVO

amorim

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26 fevereiro 2014 CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

GILSON PEREIRA – RECIFE-PE

Olá mestre.

Quando ví essa notícia me lembrei logo do JBF vou dizendo que dessa daí eu não uso.

camisinha macoha

A Multihigh criou uma camisinha para quem pensa em sexo protegido com um gosto diferente. Que tal uma camisinha com sabor de maconha? Esta é a novidade oferecida pela empresa.

A Cannadom (cannabis + condom; preservativo, em inglês) reproduz o sabor da planta. Um pacote com 50 preservativos canábicos sai por cerca de R$ 160. Ah, as camisinhas são verdes!

Para quem não gostou da ideia, outras empresas oferecem produto similar nos sabores bacon, pipoca, alho, uísque…

O perigo é o cabra se preparar pra comer uma maconheira e ela, vendo aquela fartura,  tocar foco no pau do parceiro para fumar.

R. É por isso que não me canso de repetir: quanto mais eu rezo, mais aparece assombração por aqui.

Vôte!

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26 fevereiro 2014 FULEIRAGEM

CLAYTON – O POVO

clayton

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https://www.facebook.com/gustavo.arruda3/
ACUMPUTURA CONTRA OBSIDADE

g24

Nada mais eficiente para emagrecer que a velha técnica da agulha… na boca!

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26 fevereiro 2014 FULEIRAGEM

NICOLIELO – JORNAL DE BAURU

nicolielo

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TEMPO AO TEMPO

Espero que o tempo me dê tempo
Pra cometer todos os meus pecados
Na outra encarnação, por exemplo
Espero tempo, para ser santificado

Com o tempo que o tempo me der
Se o tempo me der tempo outra vez
Farei bem, o bem que me convier
Serei santo. “Uma coisa de cada vez”

O tempo que há tempo foi passado
Meu passado que perdeu-se no tempo
Meu tempo que ficou desperdiçado

Se o tempo, a mim negou o tempo
Nada fiz, pra não ficar inacabado
Só poesia, se um dia houver tempo

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26 fevereiro 2014 FULEIRAGEM

REGI – AMAZONAS EM TEMPO

regi

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26 fevereiro 2014 COMENTÁRIOS SELECIONADOS

ESQUERDA OU DIREITA? – DE QUE LADO DO BOLSO COLOCAR O DINHEIRO ROUBADO

Novo comentário sobre a postagem PELO FIM DA PROPRIEDADE PRIVADA… DOS OUTROS…

Adail Augusto Agostini:

“Já dizia Winston Churchill:

“A desvantagem do capitalismo é a desigual distribuição das riquezas; a vantagem do socialismo é a igual distribuição das misérias.

O socialismo é a filosofia do fracasso, a crença na ignorância, a pregação da inveja.   Seu defeito inerente é a distribuição igualitária da miséria.

Um comunista é como um crocodilo: quando ele abre a boca, tu não sabes se ele está sorrindo ou preparando-se para te devorar.”

Esta última frase me lembra os sorridentes esquerdopatas que freqüentam o JBF.

A propósito, eles até agora aqui não compareceram para defender a “cumpanheira” e “camarada” Jandira Fegalli.

E como declarou o Gen. Íon Mihai Pacepa, que é o oficial de mais alta patente que desertou do bloco comunista:

“O marxismo é uma mentira – o primeiro passo na direção do roubo e do assassinato. O socialismo é apenas uma máscara sorridente do marxismo.”

E, também, declarou:

“Os marxistas são, por definição, mentirosos.

Eles são obrigados a mentir porque a realidade de todas as sociedades marxistas tem sido devastadora, a um nível espantoso. Mais de 115 milhões de pessoas foram mortas em todo mundo na tentativa de manter vivas as mentiras do marxismo.”

Aliás o comunismo e seus partidos descendentes nada mais são do que oportunistas, onde os que defendem essa tal ideologia são mentirosos e só querem poder para liderar os alienados, e também controlar o dinheiro publico, porque na verdade são eles os maiores capitalistas.

Eles são uma forma de monarquia totalitária onde os donos do poder se apoderam dos bens públicos, roubam os bens particulares, e distribuem ao povo a miséria.

Como escreveu Fernando Pessoa:

“Todo comunista, sem exceção, é cúmplice de genocídio, é um criminoso, um celerado, tanto mais desprovido de consciência moral quanto mais imbuído da ilusão satânica da sua própria santidade.   Nenhum comunista merece consideração, nenhum comunista é pessoa decente, nenhum comunista é digno de crédito.   Se o que há de lixo moral e mental em todos os cérebros pudesse ser varrido e reunido, e com ele se formar uma figura gigantesca, tal seria a figura do comunismo, inimigo supremo da liberdade e da humanidade, como o é tudo quanto dorme nos baixos instintos que se escondem em cada um de nós.”

Essa gentalha só sabe seguir a máxima de Lênin:

“Xinga-os do que tu és!!! Acusa-os do que tu fazes!!”

LVDD-

Lênin: autor de um livro cujo título resume tudo

E quando me chamam de “reacionário” fico muitíssimo feliz e agradecido, porque eles/elas reconhecem que não sou um “zumbi”. Sim, sou e serei sempre um  reacionário, reagindo sempre contra quem quer que seja que tenha seus salários ou vencimentos ou proventos resultantes do pagamento dos meus impostos – assim como os de qualquer brasileiro, seja um político, seja um funcionário público.

Nós temos que ter consciência absoluta de que eles/elas são nossos empregados, não importa em que lugar estejam do executivo, legislativo ou judiciário.

Nós somos (e sempre seremos!!!) os seus únicos e exclusivos patrões, e como tal temos todo e o absoluto direito de exigir que eles façam todo o seu serviço da melhor forma possível e durante todo o tempo que estiverem na sua função pública, como qualquer empregado que nós contratamos para algum e/ou qualquer trabalho.

E quanto a essa piada de dizer ser da direita ou da esquerda é a maneira tragicômica de dizer – simbólica, subrepticia e exclusivamente – o lado do bolso em que coloca ou colocaria o dinheiro roubado de nós contribuintes (que fazem ou fariam, sempre que possível!!!).”

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26 fevereiro 2014 FULEIRAGEM

JARBAS – DIÁRIO DE PERNAMBUCO

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www.cantinhodadalinha.blogspot.com
DE OLHO NO PÉ

Eu sou cacimba de verso
Dela tiro cada rima,
E mesmo sem obra prima
Navego neste universo
Talvez um tanto diverso
Por isso tomo cuidado,
Pois eu sei que pé quebrado
Abrevia a caminhada
De quem se lança na estrada
Sem cuidar bem do traçado.

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26 fevereiro 2014 FULEIRAGEM

J. BOSCO – O LIBERAL

AUTO_jbosco

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26 fevereiro 2014 DEU NO JORNAL

OS SEIS MARIELITOS

 Carlos Brickmann

É Brasil: primeiro, foram comprados 36 caças supersônicos Grippen NG, ao custo de US$ 4,5 bilhões; depois da compra, discute-se se a compra deveria ter sido feita. O debate sobre o já decidido ocorre amanhã, na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado, com a participação do comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, com início marcado para as dez da manhã.

O valor da compra nem é tão alto: equivale a seis vezes o que o Brasil gastou na modernização do porto de Mariel, em Cuba; ou a quatro vezes o prejuízo com a compra da refinaria de petróleo obsoleta de Pasadena, nos Estados Unidos. E o investimento deve ser mais útil que aqueles: esta coluna – que tinha levantado dúvidas sobre a necessidade de novos caças, perguntando se drones, muito mais baratos, não fariam o mesmo serviço de supervisão de fronteiras e de regiões economicamente sensíveis, como campos petrolíferos em alto mar – recebeu mensagens de especialistas de prestígio, que consideram que a compra foi essencial.

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Dilma inaugurando o porto de Mariel em Cuba

Diz o engenheiro aeronáutico Isu Fang, especialista em administração: “A escolha do Grippen NG foi elogiada por profissionais sérios, tecnicamente excelentes. Os drones não servem para todas as missões que a FAB tem de cumprir; e é preciso lembrar que nossa Força Aérea está praticamente sem aviões de combate, após a aposentadoria dos Mirage”. Sobraram Tigers F-5 e Skyhawks A-4, alguns modernizados, mas bem idosos. Completa Isu Fang: “Se vamos manter uma força aérea precisamos dar-lhe condições mínimas de cumprir suas funções”.

Dúvida pertinente

Fang faz, entretanto, uma pergunta fundamental, para um país que tem poucos recursos (e ainda precisa dividi-los para financiar outros países, além de gastá-los em instalações caríssimas e improdutivas no Exterior): “O que deveria ser discutido de maneira aberta é o que o país espera de suas forças armadas e, em função disso, seus efetivos e os investimentos necessários para que possam operar”.

Não é o que parece

Não leve a sério as ameaças dos partidos aliados a Dilma de criar dificuldades aos projetos do Governo, ou de aderir a candidaturas oposicionistas à Presidência. Eles até podem aderir a candidatos oposicionistas, em duas circunstâncias: se os oposicionistas forem favoritos (no momento, não são), ou se ganharem as eleições, caso em que procurarão demonstrar que sempre foram ferozmente contra Dilma, Lula e tudo o que pareça petismo.

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As ameaças têm objetivo preciso: renegociar, para melhor, os termos do apoio à presidente, obtendo mais cargos, em ministérios mais rentáveis, e mais verbas parlamentares. O mais feroz desses leões parlamentares é amansável com boa alimentação e muito carinho oficial.

Falar, sim; largar, não

Observação de um arguto colunista carioca, Aziz Ahmed, de O Povo: o PT do Rio rompeu com o Governo do peemedebista Sérgio Cabral e prometeu entregar os cargos que ocupava. Dos 500 petistas lá empregados, nem 10% saíram. O PSB do candidato Eduardo Campos rompeu com o Governo Dilma e prometeu entregar os cargos. Nem 20% dos socialistas empregados no Governo Federal entregaram os cargos até agora.

Romper, sim; largar o osso, nem pensar.

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Charge do colunista fubânico Newton Silva

O culpado é o leitor

Sabe quem é o responsável pelas tentativas de invasão do Congresso e do Supremo Tribunal Federal, no dia 12, por tropas de choque do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra, MST? Sabe quem é o responsável pelo tumulto que provocou ferimentos em trinta PMs encarregados da segurança dos prédios públicos?

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Pois olhe-se no espelho, caro leitor. O Incra, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, entrou com R$ 448 mil para o congresso do MST que redundou nos tumultos. A Caixa Econômica Federal economizou: deu só R$ 200 mil. E o BNDES contribuiu com R$ 350 mil para evento tão essencial aos objetivos do banco, a busca do desenvolvimento econômico e social. Tudo está devidamente documentado, publicado no Diário Oficial da União. Ao que se saiba, perto de um milhãozinho – fora o que ainda não apareceu.

E por que o caro leitor é o culpado? De onde é que sai o dinheiro do BNDES e do Incra?

Pagando a conta

Mas não se diga que o MST não entregou nada em troca do generoso e gentil patrocínio oficial ao quebra-quebra que promoveu em Brasília. Depois de promover os tumultos, depois de ferir trinta policiais, depois de pregar o fim da Constituição e de chamar o Poder Judiciário de “assassino”, o MST foi recebido pela presidente Dilma Rousseff em Palácio. E deu de presente a Sua Excelência uma cestinha pequenina com produtos originados, dizem, de seus assentamentos.

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Os números do problema

Não é difícil entender os problemas da Petrobras. Dois deles: a) com a falta de chuvas, as usinas a diesel estão funcionando em plena capacidade. As importações de diesel cresceram 40% de dezembro para janeiro. E a Petrobras o vende abaixo do custo; b) o gás natural é importado a US$ 17 o milhão de BTU (unidade de medida) e vendido para usinas a preços que variam de quatro a dez dólares o milhão de BTU.

Um dia a Petrobras precisará de recursos para pagar a conta.

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26 fevereiro 2014 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA

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PINTANDO O CARNAVAL

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“Carnaval Recife”, quadro do pintor Plínio Palhano

A pintura pernambucana recente está ancorada entre regionalismo e modernismo. A geometria de Cícero Dias, a natureza tropical de José Claudio, as cabeças transcendentais de Gil Vicente.

E o universo lúdico de Plínio Palhano. A série Carnaval Recife é uma senha para entrar no mundo dionisíaco de suas cores. Mas sem deixar de ser apolíneo no movimento de suas figuras.

Sua pintura tem concretude e realidade na temática tão pernambucanamente recifense. Mas é também intangível no sonho que desperta ao olhar mais audível. O frevo escorre da paleta do pintor.

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26 fevereiro 2014 FULEIRAGEM

AMORIM – CORREIO DO POVO

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26 fevereiro 2014 CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

ANTONIO ROMUALDO – JOÃO PESSOA-PB

Gostei muito do seu Besta Fubana.

Favor acessar meu blog.

Sou de Monteiro-PB, mas moro em João Pessoa.

Abraço.

R. Pois continue gostando do meu, do nosso Besta Fubana, estimado leitor. Num custa nada e ainda alegra e dá sal à vida de quem acessa. Muito embora, é bem verdade, dê bastante raiva e desgosto para alguns…

Também gostei da sua página, meu caro. E vou dar só uma pequena amostra pros leitores fubânicos do seu DICIONÁRIO MONTEIRÊS, com centenas de verbetes e expressõs.

Aqui estão apenas algumas que catei:

Todo Monteirense Entende Que…

Ânus é o mesmo que butico, boga, furico ou fiofó;

Bronca, repreender diz-se levou um carão;

Cachaceiro é um cu de cana;

Dar no couro, trepar e pimbada é tudo sexo;

Contra a vontade é fazer na marra ou na tora;

Se o menino é danado é maluvido ou traquino;

Festinha dos jovens era assustado;

Quando vou num velório vou fazer quarto;

Puxar alguém ou alguma coisa dar um puchavanco;

Tá com pressa tá avexado;

Venha, ande logo, se apresse avia;

Conversa besta, sem fundamento é aresia;

Desorganização é balaio de gato;

Sucesso, seu cabra doido. E disponha sempre deste espaço.

O leitor fubânico que quiser acessar o Dicionário Monteirês, basta clicar na ilustração abaixo:

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26 fevereiro 2014 FULEIRAGEM

MÁRIO – A TRIBUNA DE MINAS

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NO EGITO É ASSIM

Dentre os governantes egípcios, talvez só os faraós, porque encriptados, tenham paz.  Talvez, insista-se, porque as predações das pirâmides não são raras.

Falar de faraós, contudo, é assunto para historiadores. Um cronista, no entanto, com a liberdade que a crônica concede, pode dizer que a história contemporânea daquele país já não tem, sequer de longe, a sedução de uma Cleópatra. Ali, cada presidente deve sentir-se um Júlio Cesar ou um Marco Antônio quando cessada a hora doce do amor e sobrevindo o momento amargo da derrota.

Esqueçam-se as divagações, tenha lugar a história recente.

Um dos ex-presidentes do Egito, Anwar al Sadat, foi assassinado.

Hosni Mubarak, seu sucessor, foi deposto e condenado à prisão perpétua.   Mohamed Mursi, sucessor do sucessor, foi também deposto, acusado de autoritarismo e de querer impor a lei islâmica, para falar de apenas dois pequenos delitos ante a magnitude do que veio em seguida, a acusação de vazar segredos para a Guarda Revolucionária do Irã. Em outras palavras, teria cometido os crimes de espionagem, conspiração e tentativa de desestabilização do país.

Ressalvando que as perguntas a seguir são meramente ficcionais e que eventuais semelhanças com alguém ou algum fato real é mera coincidência, a curiosidade é insopitável: e se Mohamed Mursi houvesse, por exemplo, e só por exemplo, cedido, sem discussão, uma refinaria de petróleo a algum país vizinho?

E se Mohamed Mursi houvesse utilizado o avião presidencial para fins particulares, alguns despudoradamente particularíssimos? E se Mohamed Mursi viesse, imagine-se, de algum país amigo com destino ao seu país e resolvesse ir a Paris, só para dar um rolé?

Desculpe o trocadilho irrefreável, mas como já foi visto, no Egito, governantes que passam dos limites terminam pagando Cairo.

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Hosni Mubarak, deposto e condenado à prisão perpétua: nunca cedeu refinaria de petróleo a país vizinho, nunca utilizou o avião presidencial como motel e nunca deu rolé em Paris com dinheiro do contribuinte…

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26 fevereiro 2014 FULEIRAGEM

J. BOSCO – O LIBERAL

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ALEGRES BANDOS – BLOCOS CARNAVALESCOS DO RECIFE

Um bloco a mais
É o sonho que se faz
Nos pastoris da vida singular

(Getúlio Cavalcanti,  frevo Último Regresso)

Getúlio Cavalcanti

O grande compositor pernambucano de Frevos-de-Bloco Getúlio Cavalcanti

O Bloco Carnavalesco Misto do Recife tem, em sua formação primitiva, certa similitude com os ranchos carnavalescos do Rio de Janeiro, surgidos no final do século XIX, quando o baiano Hilário Jovino Ferreira resolveu, em 1894, paganizar o seu rancho, Reis de Ouro, transferindo a sua apresentação do dia seis de janeiro para o Carnaval (¹) . Isso veio dar origem aos cordões carnavalescos do Rio de Janeiro: A Jardineira (1899), A Flor da Jardineira (1901), Filhos da Jardineira (1906), Mimosas Cravinas (1906), Ameno Resedá (1907), Dois de Ouro, Botão de Rosa, Rosa Branca, Papoulas, Flor do Abacate, Kananga do Japão, Caprichosos da Estopa dentre outros que vieram marcar o Carnaval da Cidade Maravilhosa nas três primeiras décadas deste século.(²) Orlando Silva – A Jardineira 

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Como os Blocos Carnavalescos do Recife, os ranchos do Rio de Janeiro têm também a sua origem no pastoril e nos ranchos de reis, segundo depoimento do próprio Hilário Jovino Ferreira e do escritor Alexandre José de Mello Moraes Filho (1844-1919), ao registrar o evento no interior da Bahia, no seu Festas e tradições populares do Brasil. (³)

Esses grupos compõem-se de moças e rapazes de distinção; de negros e pardos que se extremam, às vezes, e se confundem comumente. Os trajes são simples e iguais: calça, paletó e colete branco, chapéu de palha ornado de fitas estreitas e compridas, muitas flores em torno, etc. ; as moças, de vestidos bem feitos e alvos, de chapéus de pastoras; precedendo-se na excursão habilíssimos tocadores de serenatas.

Essa manifestação profana, geralmente inserida numa festa religiosa, é registrada em Pernambuco por F. A. Pereira da Costa, em seu Folk-Lore Pernambucano (1908), ao descrever a festa em honra de São Gonçalo: “além dessas danças, formava os festejadores do santo ranchos enormes, que percorriam as ruas e as estradas cantando e dançando ao som de descantes versos”. (4)

A descrição de Pereira da Costa vem a propósito dos comentários do padre Miguel do Sacramento Lopes Gama no seu O Carapuceiro, publicado no Diario de Pernambuco de 4 de março de 1843: “nunca se viu tamanha devoção por São Gonçalo […] Por essas estradadas encontravam-se e cruzavam-se, os ranchos patusco-festejadores de São Gonçalo, com maracás e zabumbas, cantando e dançando com um furor devoto admirável”.

Os ranchos em Pernambuco, depois transformados em Blocos Carnavalescos, na segunda década do século XX, têm suas origens no presépio familiar, pleno de formosas pastorinhas a dançar e cantar, diante da lapinha e quando das procissões na noite da festa dos Santos Reis, louvando o nascimento do menino Jesus. Eram tantas as sociedades que se dedicavam a promoção desses festejos, que não passaram despercebidos às críticas de O Carapuceiro, em sua edição de 8 de fevereiro de 1834:

E o que vem a ser quase todos os presépios? Um oitavário fechado de exercícios de ancas, isto é, de lundum chorado. Meninas de 14, 15 e 16 anos são as pastorinhas escolhidas para esses bailes […] Com esse concurso, esmeram-se grandemente e ao som de guizos e maracás, entoando com grande berreira uns cânticos muito monótonos, saracoteiam os quadris, rebolam toda santa noite em honra e louvor do nascimento de Jesus Cristo, com uma piedade patusca e grande edificação dos maganões.

Na visão do comendador Antônio Joaquim de Mello (5) , ao fazer referência às festas natalinas do Poço da Panela, o presépio em sua conotação familiar era visto com outros olhos:

Era à noite que se reunia a família e os visitantes diante deste frondoso e ameno oratório. As pastorinhas trajadas uniformemente, à consonância de seus pandeiros e maracás enfitados e talvez também de outros instrumentos a parte, com arcos de flores e fitas, ou sem eles, dançavam modestamente, cantavam uns hinos e recitavam em breve poesia piedosas jaculatórias e enternecidos adeuses, de inocente simplicidade e graça, ao lindo Infante seus amores […] e por fim depunham suas humildes oferendas no altar da maviosa lapinha.

A principal característica dos Blocos Carnavalescos Mistos do Recife, nos dias atuais, reside no repertório de suas marchas e na formação de sua orquestra, a mesma que no passado animava os saraus e serenatas, geralmente constituída por violões, banjos, cavaquinhos, bandolins, violinos, contrabaixo, flautas, clarinetas, pandeiros, tarol, surdo, reco-reco e ganzá; hoje acrescida de saxofones, trompetes, bombardino e tuba.

Na sua coreografia não se registra passos do frevo, comuns nos clubes e troças, mas tão somente movimentos bem típicos das apresentações dos cordões azul e encarnado, quando da encenação das jornadas nos pastoris do ciclo natalino. Tudo bem de acordo com o andamento das marchas-de-bloco, precedidas por uma introdução orquestral e seguidas pelo canto uníssono do coro e da multidão frevolenta que acompanha com euforia a agremiação.

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A exemplo dos ranchos carnavalescos do Rio de Janeiro do passado, o cortejo é aberto por um cartaz, com o nome da agremiação, que por sua forma de leque, artisticamente confeccionado em decupage, tem a sua designação usual de flabelo.

Os Blocos filiados à Federação Carnavalesca Pernambucana – Banhistas do Pina, Inocentes do Rosarinho, Batutas de São José, Madeira do Rosarinho, Flor da Lira de Olinda, Rebeldes de Imperial, Pierrôs de São José, dentre outros – congregam em seus cordões, por vezes, 500 figurantes.

Os seus desfiles são abertos por fogos de artifício, faixas e flabelo, com o nome da agremiação, clarins anunciando o cortejo, carro alegórico abre-alas (o Banhistas do Pina traz, quase sempre, um jangada com mulheres com os seios desnudos), seguindo-se da diretoria trajando a rigor, diretoria feminina, fantasias de destaque, cordões com alegorias de mão formando as alas, carros alegóricos e elementos outros relativos ao tema enredo, coral feminino e orquestra de pau-e-cordas.

O tema enredo dos Blocos Carnavalescos, a exemplo dos ranchos do Rio de Janeiro dos anos cinqüenta e início dos anos sessenta, é dos mais variados, dependendo da imaginação do figurinista da agremiação, sendo por vezes inspirado no Oriente, a exemplo de O esplendor da Terra do Dragão, do carnavalesco Jones de Albuquerque Ferreira, apresentado pelo Banhistas do Pina no Carnaval de 1989.

As marchas executadas são, nos blocos tradicionais, quase sempre, de autoria do compositor da própria agremiação, inspiradas em motivos comuns, até mesmo no próprio Carnaval, como A cidade em festa, de Luiz Faustino (6) para o repertório do Banhistas do Pina.

Hoje a cidade está em festa
Porque a tristeza acabou
Os clarins anunciando
O povo gritando:
A folia chegou!
Os foliões vêm chegando
Pra ver o bloco passar
Vendo o Banhistas do Pina
O bloco que domina nosso pessoal

Oh Carnaval original
Que faz a gente pular sem parar
Lá vem a onda, meu bem
Vamos pular também
Fazendo o passo, maior sem igual
A multidão vem chegando
E vai se aglomerando
Todo pessoal
Vamos correndo pelas ruas da cidade
Pessoal
Para ver o Banhistas passar

Há ainda certas situações no próprio bloco, geralmente de ordem financeira que o impede de desfilar, também registradas pelo compositor popular. Foi uma crise de Banhistas do Pina, no Carnaval de 1980, que deu a inspiração para Getúlio Cavalcanti (7) compor o Último Regresso.

Getúlio Cavalcanti – Último Regresso

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Falam tanto que meu bloco está
Dando adeus pra nunca mais sair
E depois que ele desfilar
Do seu povo vai se despedir
No regresso de não mais voltar
Suas as pastoras vão pedir:

Não deixem não
Que o bloco campeão
Guarde no peito a dor do não cantar
Um bloco a mais
É um sonho que se faz
Nos pastoris da vida singular
É lindo ver
O dia amanhecer
Com violões e pastorinhas mil
Dizendo bem
Que o Recife tem
O Carnaval melhor do meu Brasil

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Mas a saudade, que sempre vem após cada carnaval, vez por outra bate mais forte e faz o compositor popular ficar roendo por alguém que não convém; como naquele poema composto por Lourival Santa Clara, para um certo amor de carnaval, hoje perpetuado no repertório do Bloco Madeira do Rosarinho, sob o título Assim não me convém:

Bloco da Saudade – Assim não me convém

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Me apaixonei por você
Mas você gosta de alguém } BIS
Vou procurar esquecer
Pois sei que assim não me convém

Ainda me lembro
De um grande amor
Que eu arranjei foi pelo carnaval
Tinha os olhinhos assim como os seus
Mas ao meu coração eles fizeram mal

Me apaixonei por você
Mas você gosta de alguém } BIS
Vou procurar esquecer
Pois sei que assim não me convém

Por isso eu não quero
A você declarar
Porque meu amor
Não chegou até o fim
Pois amanhã não tem mais carnaval
E você com certeza se esquece de mim

Os novos Blocos Carnavalescos Mistos, não filiados à Federação Carnavalesca Pernambucana, pela sua própria formação, sem fantasias pesadas e alegorias, são hoje responsáveis pelo melhor da espontaneidade e animação do Carnaval do Recife e de Olinda.

Fazendo um carnaval alternativo, fora da programação oficial, eles desfilam com os seus figurinos e organizaçãp bem à moda dos anos vinte, mais aproximando-se das descrições dos Ranchos de Reis e do Caninha Verde do século XIX. Sem fantasias de destaque, alas da diretoria, alegorias de mão, cordões de evolução, os seus figurinos obedecem a um só tema seguido por todos os seus figurantes; a exemplo do Bloco da Saudade que, em 1996, teve sua indumentária inspirada nos cordões dos antigos pastoris.

O cortejo é aberto pelo flabelo, seguindo-se do conjunto de homens, mulheres, crianças e adolescentes trajando fantasias de cetim em cores vivas, fechando préstito com a orquestra de pau-e-cordas e a multidão de simpatizantes que acompanha o bloco durante o seu passeio. Ao contrário dos blocos mais antigos, o repertório cantado não é exclusividade da agremiação. Nas suas apresentações são executadas marchas do repertório do próprio bloco – a exemplo de Valores do Passado, oferecido por Edgard Moraes ao Bloco da Saudade -, juntamente com outras que fizeram sucesso em passados carnavais e estão na boca de todos os foliões.

A grande dificuldade dos Blocos Carnavalescos Mistos do Recife encontra-se na falta de músicos para as suas orquestras. O número de blocos independentes (não filiados à Federação Carnavalesca Pernambucana) vem crescendo, a partir de 1974 com o aparecimento do Bloco da Saudade, mas o número de músicos era sempre o mesmo.

O problema foi encarado de frente pela Prof. Leda Alves, que atuando na Assessoria Especial do Governador, resolveu congregar esforços no sentido da realização de cursos de formação para músicos das orquestras dos blocos, nos anos de 1997 e 1998.

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Com o apoio do Ministério do Trabalho – Fundo de Amparo ao Trabalhador, Secretaria do Trabalho e Ação Social do Governo de Pernambuco, Conservatório Pernambucano de Música e Cruzada de Ação Social, foram realizadas oficinas, cada uma das quais subdivididas em seis períodos, destinadas a formação dos novos músicos: Cordas Dedilhadas (cavaquinho, banjo, bandolim e violão); Sopro (flauta); Palhetas (saxofone alto e clarinetos); Metais (trombone e trompete) e Percussão.

Para as aulas de treinamento foi utilizado um repertório musical baseado em autênticas marchas-de-bloco, sob a orientação de 27 professores, tendo ao final concluído as oficinas 556 músicos hoje habilitados em participar das orquestras dos blocos carnavalescos.

Com essa nova força, espera-se para os próximos carnavais uma melhor apresentação dos Blocos Carnavalescos Mistos, filiados à Federação Carnavalesca Pernambucana e independentes, trazendo aquele clima de poesia e descontração bem característico dessa manifestação do Carnaval pernambucano.

Com suas orquestras de cordas e madeiras, acrescida pelo concurso dos saxofones, bombardinos e trompetes, a acompanhar um coro de vozes mistas, os blocos carnavalescos são a expressão maior do carnaval do Recife e Olinda, despertando em seus passeios todo o sentimentalismo que jaze escondido nos corações dos foliões.

Evocando tradicionais frevos-de-bloco eles vêm às ruas, obedecendo a uma programação oficial elaborada pela Prefeitura da Cidade do Recife e Federação Carnavalesca Pernambucana, atendendo pelos nomes de Batutas de São José, Inocentes do Rosarinho, Banhistas do Pina, Madeira do Rosarinho, Rebeldes de Imperial, Flor da Lira de Olinda, Pierrôs de São José, dentre outros.

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Os alternativos, de fundação mais recente, como os Blocos da Saudade, Aurora de Amor, “Nem sempre Lilly toca flauta”, das Ilusões e “Eu quero mais”, não obedecendo a programas e roteiros oficiais, desfilam com a leveza e pureza própria dos anos vinte, sendo responsáveis pela alegria e espontaneidade de um carnaval sem fronteiras que acontece todos os anos nas ruas do Recife e Olinda.

Como na imagem sonhada por Edgard Moraes (8), as seculares ruas se abrem à folia para dar passagem a esses alegres bandos, mensageiros da melhor poesia e animação das nossa festa maior.

Alegre Bando – Coral Femenino

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Abram alas queridos foliões
Que vai passar o alegre bando
Trazendo mil recordações
Deixando o povo com prazer cantando
A canção que faz lembrar
Passados carnavais nas fantasias tradicionais.

Pierrô, Pierrete e Arlequim
Colombina e o Dominó de Veludo
Espalhavam alegria sem fim
No auge da festa do entrudo
Os foliões com emoção vibrando
Na frevolência louca do carnaval
Ouviam sons de guizos anunciando
Um bando de palhaços, colorido original.

__________________________

1) Em entrevista ao Jornal do Brasil, de 18 de janeiro de 1913, o baiano Hilário Jovino Ferreira, após ressaltar ter chegado no Rio de Janeiro em 1872, procedente da Bahia,  explica o motivo da transferência: “Fundei o Reis de Ouro que deixou de sair no dia apropriado, isto é, 6 de janeiro, porque o povo não estava acostumado com isso. Resolvi então transferir a saída para o Carnaval”.

 2) ENEIDA, História do Carnaval Carioca. Rio: Editora Civilização Brasileira, 1958. DUTRA, Anésio Pereira. Ranchos:  estilo e época. Rio: Governo do Estado do Rio de Janeiro; Secretaria de Estado de Ciência e Cultura; INEPAC/Coordenação Editorial, 1985. TINHORÃO, José Ramos. Pequena história da música popular: da modinha a lambada. São Paulo: Art. Editora, 1991. 6ª ed. revista e aumentada p. 132-137.  

3) A primeira  e segunda edições, com prefácio de Sílvio Romero (1851-1914)  aparecem sem data no início do século, época em que seu autor, natural da Bahia,  exercia a função de Diretor-Arquivista da Municipalidade do Rio de Janeiro. A edição aqui citada, como notas de Luiz da Câmara Cascudo, foi publicada em Belo Horizonte: Ed. Itatiaia; São Paulo: Ed. da Universidade de São Paulo, 1979 p. 58.

4) COSTA, F A Pereira da. Folk-Lore pernambucano. Rio: Imprensa Oficial, 1908 p. 186.

5) MELLO, Antônio Joaquim de. Biografias de alguns poetas, homens illustres da Província de Pernambuco. Recife: Typographia Universal, 1859  v. III p. 23.

6) Luiz Faustino da Silva, nasceu no bairro de São José, em 7 de dezembro de 1916 e faleceu no Pina, em 12 de julho de 1984, apesar de semi-analfabeto, era o compositor e o ensaiador da orquestra e coral do Banhistas do Pina desde de 1932, ano da fundação do bloco. A sua primeira composição, a marcha “Mostrando o Carnaval”, data de 1946. Autodidata,  nunca teve professor de música: “A única escola que freqüentei foi este mocambo, onde moro desde rapaz. Eu ficava olhando o pessoal tocar nas mesas de bar, prestava atenção, corria para casa e tentava fazer a mesma coisa num violão que eu ganhei numa rifa. Neste tempo eu tinha vinte anos”. “Lindas Praias” (1967), o hino do Banhistas do Pina, foi cantado pela primeira vez no carnaval de 1972, quando o bloco conseguiu ser campeão também, pela primeira vez. É autor de dezenas de marchas, quase todas inéditas, como Salve as nossas cores, A cidade em festa, Alegria de Folião, Regresso de Banhistas, Homenagem ao Professor, dentre outras.

7) Getúlio de Souza Cavalcanti, compositor, instrumentista, nasceu em Camutanga, no dia 10 de fevereiro de 1942 e iniciou seus primeiros contatos com a música através da banda de música de sua cidade natal. Seu primeiro sucesso carnavalesco foi o frevo-canção Você Gostou de mim,  classificado no concurso oficial da Prefeitura do Recife, em 1962. No Carnaval de 1964, gravou na fábrica Rozenblit o frevo-canção de sua autoria, intitulado, Solteirão. Em 1976, sagrou-se campeão no concurso da Prefeitura com o frevo-de-bloco O Bom Sebastião. A partir de 1979, com o advento do Frevança, concurso instituído pela Fundação de Cultura Cidade do Recife, com apoio da Rede Globo Nordeste, mantendo-se nos primeiros lugares de todos os festivais. É autor de verdadeiras jóias do nosso cancioneiro, como Último Regresso, composto em 1980 para o Bloco Banhistas do Pina, do qual é o atual compositor. Com algumas dezenas de sucessos,  é hoje o nosso mais representativo compositor do gênero frevo-de-bloco.

8) Alegre bando; marcha-de-bloco, Edgard Moraes. Rozenblit, “Edgard e Raul Moraes glórias do Carnaval de Pernambuco”,   LP 60.056/1974.

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26 fevereiro 2014 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JBF

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26 fevereiro 2014 DEU NO JORNAL

TURISTAS NÃO PODEM TREPAR EM BANÂNIA

A Adidas anunciou na tarde desta terça-feira que suspendeu a venda de camisetas com conotação sexual, revelada em reportagem de O Globo.

A decisão da marca alemã foi tomada após forte reação do governo brasileiro e da repercussão negativa do caso. A Presidente Dilma chegou a se manifestar sobre o assunto em sua conta oficial no Twitter dizendo que o Brasil “está pronto para combater o turismo sexual

As camisetas tinham estampas com desenhos de mulheres de biquíni e corações simulando um bumbum com fio dental, acompanhados do texto “looking to score”, um trocadilho em inglês com fazer gols e conquistar mulheres. Os produtos foram vistos pela reportagem do Globo em San Francisco, nos Estados Unidos.

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* * *

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Quanto às demais ocorrências com conotação sexual, sacanagens e putarias do tipo Bolsa Voto, 40 ministérios, ministra dos direitos zumanos defendendo bandidos, doação do nosso dinheiro a ditadores africanos, rolezinho em Paris com recursos do erário e avião presidencial, vaquinha fajuta de mensaleiros, construção de porto em Cuba e abandono dos portos nacionais, superfaturamento de obras e roubalheira desenfreada do 9º ao 1º escalão, não houve qualquer manifestação do gunverno banânico. Nem no feissibuqui, nem no tuiti, nem no JBF.

Certamente, após o carnaval, após a semana santa, após as quadrilhas (êpa) juninas e antes das eleições de outubro, Dilma fará um discurso prometendo combater toda esta putaria do parágrafo anterior com muito vigor e pinguelo forte.

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As camisetas da Adidas foram fodidas pelo gunverno moralista e celibatário da Presidenta Dilma.

A APUB – Associação das Putas de Banânia, compreensivelmente precupada com a perda de renda de suas associadas, promete fazer protestos e manifestações contra a Dama do Priquito Enferrujado.

Segundo a presidenta da APUB, a melhor coisa que um turista estrangeiro pode fazer neztepaiz é fuder uma buceta autenticamente nacional.

O turismo sexual deve ser incrementado e merece receber verbas publicitárias do gunverno petista, pois as divisas do tesouro banânico crescerão enormemente com o intenso trabalho das pajaracas estrangeiras, declarou a puta presidenta da APUB ao JBF.

E disse mais: disse que não entende como é que um gunverno que regulamentou a profissão de “Trabalhadores do Sexo” pode ser contra o turismo fuditivo. Confira na página oficial do Ministério do Trabalho, escrevendo “sexo” em Palavra Chave (clique aqui)

Enfim, as putas estão revoltadas com tamanha putaria.

A propósito, leiam uma interessante reportagem clicando no título abaixo:

Prostitutas estudam inglês para Copa do Mundo

Um reportagem da qual constam frases do tipo “Do you do anal?” . Traduzindo: “Tu dá o furico?”

E tem mais esta:

Prostitutas tem aulas para a Copa de inglês, espanhol, francês e italiano em Belo Horizonte 

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26 fevereiro 2014 FULEIRAGEM

M. AURÉLIO – ZERO HORA

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PERALTICES DE PANDORA E DE MELADA

Pandora era uma linda cadelinha, toda pretinha, mestiça, sem pedigree, considerada como membro da família Sousa Araújo, da casa de minha irmã Angelúcia. Acho que era uma mistura de poodle com pequenez.

Pandora tinha como melhor amiga e companheira uma linda gatinha que atendia/atende pelo nome de Melada. Certo dia, enquanto alguns pequenos pássaros comiam as migalhas caídas no quintal, Angelúcia observava a atitude das pequenas amigas que se encontravam debaixo da mesa da cozinha. Melada, em posição de tocaia, caminhava lentamente, bem agachada e quase imperceptível. Pandora, deitada embaixo da mesa, observava os pequenos pássaros e a atitude de melada que já chegara ao quintal e se preparava para pegar sua presa. Pandora esperou até o último momento. Quando Melada armou o pulo, a cadelinha levantou-se latindo e correu para espantar os pássaros. Ouvimos as gargalhadas da Angelúcia e a correria da Pandora ao redor da casa sendo perseguida pela Melada. Pandora escapou debaixo da cadeira em que Angelúcia estava sentada e Melada teve que se conformar e esperar nova oportunidade para caçar.

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Melada

Acho que Pandora não admitia violência contra indefesos. Certo dia meus netos Raphael (5 anos) e Sarah (2 anos) estavam na casa da Angelúcia e acabaram se desentendendo na disputa por um brinquedo. Sarah avançou para bater no primo, mas quando Pandora ouviu o barulho da briga e a atitude de Sarah abocanhou-lhe a mão e a segurou. Não a feriu, apenas evitou que ela continuasse batendo no Raphael e só soltou a criança quando chegou uma pessoa adulta para apaziguá-los.

Um momento de grande alegria para Pandora era a chegada de Rodrigo, filho da Angelúcia. Ele aproveitava a hora em que saia do trabalho para almoçar em casa e brincava com a cadelinha. Sempre oferecia algo para ela comer e quando esta aceitava, ele começava a andar, levantando o alimento para que ela não pudesse alcançar. Então a cadelinha se punha de pé nas patas traseiras e Rodrigo a fazia andar pra frente e pra traz, fazia piruetas, enfim, todo movimento que ele fazia ela ia acompanhando. O mais interessante é que Pandora não estava com fome, só tentava pegar o alimento para ter a oportunidade de brincar com Rodrigo. Quando ele deixava que ela pegasse o alimento este era desprezado por ela. Pandora cumpriu seu tempo entre nós e se foi deixando saudades. Melada ainda vive.

Animais tem muita inteligência e sentimentos. Lembro-me muito bem de um cão vira-latas que criamos em nossa casa. Ele era o mais mirrado da ninhada de uma cadela do nosso vizinho quando Mário Sérgio, meu filho, o comprou e criamos como membro da família. O seu nome era Dino.

Dino foi o animal mais inteligente e fiel que conheci. Embora pertencesse ao Mário, ele gostava mais do Eduardo e pensava que era meu filho. Quando nos reuníamos ele estava presente. Sempre que eu fazia bolo ele se deitava próximo ao fogão e só saía de lá depois de comer o primeiro pedaço que era sempre dele.

Dino foi criado solto no quintal entre as crianças. Participava de todas as brincadeiras como: jogo de futebol, pega-pega, subia no pé de cajueiro atrás de mim, andava no carrinho de mão, enfim, toda brincadeira das crianças ele estava presente. Parece que ele gostava muito de andar no carro de mão (carro muito usado em serviços de construção), brincadeira que meus filhos gostavam muito. Eram muitas as minhas crianças e ainda vinham os filhos de alguns dos vizinhos. Fazia-se uma fila e cada dupla de crianças tinha um tanto de voltas ao redor da casa, alternando o que levava com o que carregava. Cada dupla levava o Dino e os dois menores (Rachel e Guilherme) uma vez no carrinho.

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Pandora

Certo dia fui ao mercado e Dino achou o portão aberto e me acompanhou. Encontramos um vendedor de cheiro verde carregando sua verdura em um carrinho de mão. Dino, acostumado com a brincadeira, correu e pulou em cima do carrinho. O pobre vendedor de verduras não podia parar o carrinho, pois Dino rosnava com ele até ele continuar a viagem. Foram até o início do Conjunto Timbó (o Conjunto Timbó fica ao lado do Conjunto Jereissati, onde moramos em Maracanaú) e Dino só desceu do carrinho quando não mais me avistou. No outro dia vi o homem levando o saco de verdura nas costas.

Na época em que criávamos o Dino eu congregava com os irmãos na Assembleia de Deus Ministério Bela Vista. A pequena congregação ficava (ainda fica) na Rua 113 do Conjunto Timbó. Dino aprendeu o caminho da Igreja e, caso encontrasse o portão de nossa casa aberto e eu não estivesse em casa, era o primeiro lugar em que ele ia me procurar. Bastava eu falar assim: meninos, prendam o Dino que eu vou sair, era motivo para ele correr para o portão. Caso estivesse aberto ele saía, se escondia atrás do poste que fica na calçada em frente a nossa casa e não havia quem conseguisse colocá-lo para dentro.

Certa vez viajei pera o Rio Grande do Norte para passar três dias, Dino ficou tão entristecido que deitou-se na garagem que tinha em nossa casa e não queria mais comer. Então David, um de meus filhos, arquitetou um plano para alegrar o Dino. Pediu que quando ele batesse no portão os irmãos gritassem: “a mãe chegou”! E assim aconteceu. David vestiu-se com uma saia minha e cobriu o rosto. Bateu no portão e as crianças fizeram o combinado. Aquele coro anunciando minha chegada despertou o pobre animal da sua inércia e este correu, encontrou quem ele pensava ser a mãe dele e, aos pulos deu as boas-vindas. Quando caiu pano que cobria o rosto do David o cãozinho percebeu de quem se tratava e voltou para a garagem mais triste do que estava. Diz a Rachel, minha filha mais nova, que ele chorou por um longo período. Todos ficaram enternecidos com comportamento do Dino.

Havia uma pessoa a quem o Dino obedecia e temia, era a Cheila Adriana. Ela impunha respeito e se não fosse obedecida aplicava a “lei do chico de brito”. Bastava ela pegar o cinto e ele obedecia. Ela não gostava que ele ficasse dentro de casa. Eu sempre gostei de ficar com as portas e janelas bem abertas e ele aproveitava para se esgueirar e entrar sem ser percebido. Bastava o barulho da moto dela chegando e Dino saía depressa, antes dela chegar. Certo dia ele não a viu chegar e entrou. Ficou bem à vontade deitado na cozinha. A porta do quarto da Cheila dava para a cozinha. Avisei ao Dino que ela estava em casa e ele ria não dando crédito ao meu aviso. O Dino ria, sim! A fechadura do quarto dela fazia um barulho bem forte, bem conhecido do Dino e das crianças. Esqueci do Dino e fiquei costurando. Uma das crianças fechou a porta da frente e eu tinha fechado a porta da cozinha, únicas saídas da casa. Cheila Adriana girou a chave de sua porta e Dino estremeceu. Quando tentou sair e não achou por onde, então deitou-se com as patas pra cima e fechou os olhos. Acho que naquele momento ele quase morreu de medo. Deve ter orado a Deus, pois Cheila ficou com pena dele e não o bateu.

Contar todas as travessuras e brincadeiras do Dino levaria muito tempo e seriam preciso várias páginas. Daria um livreto.

Dino morreu atropelado no dia do primeiro jogo do Brasil na Copa do Mundo de 1998. Foi um clamor muito grande de toda a família. Até dona Francisca, nossa querida vizinha, procurou consolar o Eduardo e saiu lá de casa aos prantos.

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Marieta

Nunca mais coloquei outro cachorro em minha casa. Hoje estou criando a Marieta, uma linda gatinha que homenageia a grande atriz Marieta Severo.

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26 fevereiro 2014 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JBF

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http://www.neumanne.com/
VENDENDO A ALMA A DEUS POR UM PUNHADO DE VOTOS

Entre os entrevistados da última pesquisa do instituto MDA para a Confederação Nacional de Transportes (CNT), divulgada na semana passada, a maior parte dos eleitores questionados sobre o estilo administrativo da atual presidente – 37,2% – disse acreditar que ela precisa “mudar tudo” na forma de governar. Os idiotas da objetividade, definição cruel e exata de Nelson Rodrigues, dirão que a oposição pode botar o bloco na rua uma semana antes do carnaval porque, depois de 12 anos de reinado petelulista, tucanos e socialistas teriam, enfim, sua vez. Certo? Completamente errado: a mesma pesquisa informou que, com 43,7% da preferência do eleitorado, Dilma Rousseff seria reeleita no primeiro turno, superando a soma dos votos dos oponentes.

“Com mil e seiscentos diabos!”, exclamaria meu avô Chico Ferreira, alisando o maxilar e espiando o céu de estio à espera de chuva. E maior seria seu susto no domingo quando soubesse de outra pesquisa, do Datafolha, que dava informação ainda mais aziaga aos netos de Tancredo Neves e de Miguel Arraes. Não, não seria tanto o índice maior dela (47% a 43,7%), porque, afinal de contas, como se aprendia antigamente no primário, não se somam (e, portanto, não se comparam) alhos com bugalhos nem laranjas com mamões. Não dá para avaliar somas de pesquisas diferentes – cada coisa é uma coisa. Mas, sim, por um dado mais perturbador para os adversários da aliança governista: a soma de futuros votos nulos, em branco ou dos que não sufragariam agora nenhum dos candidatos de outubro, que já andava seguindo como uma sombra o mineiro, agora o ultrapassa: 18% a 17%. E o pernambucano mal conseguiu entrar no reino dos dois dígitos ao alcançar meros 12%, apesar das notícias de que, enfim, a sustentável Marina Silva está para subir na garupa de sua montaria, que ainda se mostra bem claudicante. Pelo visto, o eleitor não aprecia a gestão de Dilma (conforme mostram outros indicadores da pesquisa MDA-CNT), mas prefere que ela, e não ele próprio, mude tudo.

A pergunta, também da categoria rodriguiana do “óbvio ululante”, que não quer calar é: e por que ele o faria? O que de sensato, concreto e inteligente o senador tucano Aécio Neves trouxe de novo em seus três anos de atividade no Congresso? Que projeto espetacular tem seu sobrenome herdado do avô materno? A falta de propostas do PSDB é de tal obviedade ululante que o presidenciável do principal partido da oposição se propõe a “ouvir” o eleitor. A plataforma de sua candidatura é tão pobre que não inclui nem promessa. Se é fato que o cidadão se cansou de políticos que não cumprem promessas, que fique logo claro que ninguém parece disposto a investir em quem nem se dá ao trabalho de prometer.

Se Geraldo Alckmin conseguiu a proeza de ter no segundo turno de 2006 menos votos do que no primeiro e Aécio hoje perde até para ninguém, ingente também é o desafio de Eduardo Campos à química, segundo a qual água e óleo não se misturam, ao compor a chapa com Marina, não é? Como Aécio teve em seu Estado, Campos tem desempenho mais do que satisfatório no governo de Pernambuco. Ambos gozam de muito prestígio entre seus governados, mas se Minas, tido como a síntese do Brasil e com um enorme colégio eleitoral, não basta para eleger seu ex-governador, o que dizer de um pobre Estado nordestino? Apesar de desaforos trocados com os petistas no poder federal, ele não conseguiu apagar de sua imagem de realizador os benefícios de verbas federais para fazer uma boa administração estadual. Não dá para esquecer que a quase totalidade das verbas do Ministério da Integração, comandado por um cabo eleitoral dele, foi destinada a seus rincões. Tampouco dá para digerir a retórica antioportunista de sua oportuna chapa com Marina Silva. Rebentos dos Neves de São João Del Rey e dos Alencar de Crato liderarem uma “nova política” parece tão falso como uma moeda de R$ 4.

Se tudo isso é verdade, por que, então, a presidente, em vez de surfar na onda positiva, resolveu adotar a estratégia de “fazer o diabo” no pleito deste ano, vendendo a alma logo a Deus? Karl Marx e Friedrich Engels, que decretaram a condição de “ópio do povo” à fé religiosa, devem dar voltas no túmulo ao saberem que sua velha discípula de guerra tem uma imagem de Nossa Senhora Aparecida no gabinete presidencial. E, pior, já beijou a mão do representante de Jesus Cristo na Terra três vezes em menos de um ano. Em março do ano passado foi a Roma para acompanhar a missa de inauguração do papado de Francisco levando uma comitiva de provocar repulsa pelo exagero de dispêndio e ostentação ao padroeiro do bispo de Roma, São Francisco de Assis. Em agosto fez discurso palanqueiro ao receber Sua Santidade no Rio. E agora voltou a Roma para ver o arcebispo do Rio, dom Orani Tempesta, ser introduzido no Colégio dos Cardeais. Para dizer o mínimo, que exagero!

Devota do marketing político, Dilma fantasia-se de peregrina de ocasião para conquistar o voto católico em outubro. Mas por que o faz, se entre seus índices de preferência e os de seus adversários há 30 pontos porcentuais e a crescente opção do eleitorado pelo direito de não ter de escolher? A julgar pelo noticiário dos últimos dias, há, de fato, um fantasma que passou a persegui-la: o padim Lula de Caetés. Mais do que os índices das pesquisas que desnudam sua má gestão, assusta-a o fato de companheiros, empresários e outros ex-bajuladores irem a São Bernardo do Campo buscar consolo contra o estilo truculento dela no profeta que só precisou do próprio carisma para fazê-la sucessora. Se nem sequer pode usar o maior peso do poder da República, o chumbo do Diário Oficial (até porque este não é mais impresso a quente), para extinguir a onipresença do patrono no Planalto na pessoa de seu abusado secretário Gilberto Carvalho, ela tem é de rezar e de beijar muito o anel do sucessor de São Pedro para expulsar de seu sono inquieto essa assombração.

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26 fevereiro 2014 FULEIRAGEM

DUKE – O TEMPO

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O ENCANTO DA “MÃE D´ÁGUA”

Os tempos de antigamentes eram outros, diziam os mais experientes. E eram mesmo. Vivenciamos uma pequena parte deles.

Namorar, então, era uma aventura. Nenhum rapaz namorava a filha de fulano sem pedir permissão. Parecia até que o interessado pretendia namorar o pai ou a mãe da jovem.

Primeiro, o rapaz frequentava a casa da jovem por um mês ou mais, com horário para chegar e para ir embora. A pretendida nunca aparecia na sala e as conversas eram sempre entre o pretendente e o pai da moça. Ela, tímida ou não, só era chamada na sala se fosse para “servir água” ao pretendente. Servia água e saía da sala. Depois de alguns dias tinha a permissão dos pais para sentar ao lado do pretendente. Assim que era o namoro de antigamente.

Cecília de Castro Fernandes, moça bonita e prendada, era a filha caçula do casal Moacir e Graça e já atingira a maioridade. Nunca tivera um relacionamento de namoro com rapaz nenhum, porque Moacir segurava a rédea em tamanho curto. E era mais brabo que galo de briga com dor de dente, com quem se metesse a desafia-lo.

Carinhosamente Cecília atendia os familiares pelo apelido de “Cicinha”. Depois de alguns meses de namoro, com o pretendente já sendo servido com água, café e biscoitos e até sendo convidado para a ceia do Natal, percebeu-se uma ligeira mas contínua mudança de comportamento de Cicinha.

O namorado, cujo nome não é tão importante – e até preferimos omitir, pois certamente, se não é mais vivo, tem descendentes que ainda moram no lugar – ganhou a total liberdade e confiança por parte de Moacir. Passou a levar Cicinha para passear, montada no cavalo pedrês. Galopes e mais galopes até o açude, onde, ao cair da noite os dois banhavam juntos e da mesma forma que vieram ao mundo no nascimento. Não eram os hábitos daqueles tempos, mas resolveram enfrentar.

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Espelho da água do açude e a imagem indecifrável da “mãe d´água”

O namoro ficou firme e muitas coisas diferentes começaram a acontecer. Dona Graça, mulher acostumada com as agruras da vida, começou a perceber que Cicinha já não era mais a mesma. Tinha um andar diferente, atitudes mais livres, e muito pouca conversa.

Eis que, num fim de dia, aquele costumeiro passeio aconteceu. O jovem enamorado gostava de mergulhar. Mergulhava demais e até demorava além da conta nos mergulhos. Naquele dia, quando emergiu de um demorado mergulho, sentiu a ausência de Cicinha. Procurou e procurou e nada encontrou. Sentiu também a ausência do cavalo. Não se desesperou. Com as mãos, escorreu a água que ainda lhe corria pelo corpo nu e em seguida vestiu a roupa. Deduziu que Cicinha, como andava estranha, teria se sentido mal e resolvera voltar para casa sozinha usando o cavalo pedrês.

Quando se preparava para retornar para a casa da namorada, o rapaz percebeu a chegada do cavalo, sem montaria. Achou mais estranho ainda e, com o lugar já tomado pela escuridão, montou o cavalo e, ao voltar para a casa da namorada olhou para trás e percebia apenas aquele espelho reluzente da água do açude.

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Mãe d´Água –-a Rainha das Águas

Ao chegar na casa dos pais da namorada, o pretendente procurou por Cicinha.

– Uai, ela não estava com você? Perguntou, atônita, Dona Graça!

– Estava sim! Mas ela veio embora montando o cavalo. Eu dei um mergulho mais demorado na água do açude, quando a procurei ela tinha vindo embora!

– Pois ela não está aqui. Ela não chegou aqui. Cadê a minha filha, onde ela está?! Diga logo, moço!

– Bem, se ela não voltou pra casa!…

– Foi a Mãe d´Água! Foi a Mãe d´Água que encantou a minha filha!

Rapidamente a notícia tomou conta do povoado. Era o assunto da cidade. Depois de procurar Cicinha por todos os lugares, incluindo a gruta da Mãe d´Água, todas as famílias proibiram suas filhas de banhar naquele açude misterioso, onde as pessoas sumiam ou se encantavam quando tomavam banho no começo da noite, principalmente nos dias de lua cheia.

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A gruta onde, segundo a lenda, mora Uiara quando sai da água

Mãe d´Água, segundo o folclore brasileiro seria uma linda mulher com corpo de sereia que vive encantada nas profundezas dos rios e açudes. Popularmente conhecida como Iara ou Uiara, tem pele clara e cabelos longos e esverdeados. De acordo com a crença indígena, a “Senhora das Águas” algum dia já fora do sexo masculino que, por volta dos séculos XVI e XVII, nas profundezas das águas devorava pescadores – daí a preocupação com o banho noturno que continua envolvendo de mistérios as famílias menos esclarecidas. Mas tudo não passa de uma lenda – há quem acredite.

Pescadores de toda parte do Brasil, de água doce ou salgada, contam histórias de moços que cederam aos encantos da bela Iara e terminaram afogados de paixão. Ela deixa sua casa no leito das águas no fim da tarde. Surge sedutora à flor das águas: metade mulher, metade peixe, cabelos longos enfeitados de flores vermelhas. Por vezes, ela assume a forma humana e sai em busca de vítimas. (Transcrito do Wikipédia)

O que se soube, passados alguns anos, foi que, de tantas idas e vindas ao açude para o banho, o rapaz pretendente acabou conseguindo se relacionar mais intimamente e sexualmente com Cicinha. Até que, um dia, Cicinha desconfiou de um atraso “nos seus dias” e concluiu que havia namorado além do que os pais permitiram.

Isso – essa coisa excepcionalmente maravilhosa, quando é feita a dois e pelos dois com ambos chegando às nuvens ao mesmo tempo – naqueles tempos não tinha a configuração dos dias de hoje. Para fazer sexo fora do casamento, o “homem” precisava procurar prostitutas ou se definir pelo casamento. O pretendente que fizesse isso com a filha de alguém, teria que casar, principalmente se a namorada fosse virgem desses atos.

O certo é que, para não obrigar o namorado ao casamento e para não ser expulsa de casa pelo pai por “desonrar” a família, Cicinha, quando percebeu que estava grávida, montou o cavalo e fugiu para a estrada grande e asfaltada, onde conseguiu uma carona no primeiro carro que passou.

Hoje Cicinha vive em Reggio Emília, na Itália, onde possui uma das melhores casas de massas da cidade. Vive bem e o filho gerado provavelmente dentro do açude, é um dos seus braços direitos para continuar tocando a vida.

No povoado onde nasceu, continua o mistério. Nenhuma mãe permite que filha virgem tome banho no açude ao anoitecer. A “Mãe d´Água” ainda reina de forma encantada.

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25 fevereiro 2014 FULEIRAGEM

SID – CHARGE ONLINE

sid

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25 fevereiro 2014 CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

BERNARDO – MACEIÓ-AL

Mestre Papa,

segue da beira de cá do Una um curioso retrato em preto e branco para a apreciação dos mais exigentes fubânicos.

Com os respeitos do Cardeal.

R. Num sei mesmo a razão…

Mas olhando esta foto que você mandou, eu me lembrei que quando era menino, lá em Palmares, a gente desenhava um priquito, nos muros e nas paredes das casas, na forma de triângulo, com um talho no meio e vários riscos ao redor, pra simbolizar a pentelheira.

Se lembra disso?

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25 fevereiro 2014 FULEIRAGEM

THIAGO LUCAS – FOLHA DE PERNAMBUCO

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https://www.facebook.com/gustavo.arruda3/
FÉRIAS RADICAIS 2014

g6

Vou acordar às 5h diariamente! E logo em seguida voltar a dormir até o meio-dia…

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25 fevereiro 2014 FULEIRAGEM

PAIXÃO – GAZETA DO POVO

paixao

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25 fevereiro 2014 DEU NO JORNAL

VAQUINHAS GORDAS E DOAÇÕES MAGRAS

Depois de Delúbio Soares e José Genoíno, José Dirceu concluiu com sucesso mais uma “vaquinha” mensaleira.

Foram arrecadados 920.694,38 reais em 10 dias de doações, uma média de 92 mil reais por dia.

Essa quantia é muito maior do que a arrecadada por várias grandes ONGs brasileiras.

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* * *

É como eu vivo a repetir: a grande mídia reacionária e golpista é uma merda. Só podia mesmo ser esta revistinha escrota pra publicar uma inutilidade de tal monta. Fica fazendo comparações descabidas e absurdas.

Se os mensaleiros arrecadaram mais com suas vaquinhas do que as doações que foram feitas pra estas ONGs – desconhecidas, inúteis e sem qualquer serventia -, é porque os que participaram das vaquinhas de Delúbio, Genoíno e Dirceu são pessoas esclarecidas, espertas, patriotas e bem informadas, que reconhecem a diferença entre um herói brasileiro e uma entidade fajuta qualquer.

Eu mesmo peguei um empréstimo consignado e doei 500 reais pra cada um dos mensaleiros. Fiz isto com o peito latejando de orgulho e de patriotismo revolucionário. Mas não dou um único centavo, por exemplo, a uma entidade como esta tal de AACD – Associação de Assistência à Criança Deficiente.

A seguir estão relacionadas algumas ONGs picaretas e ociosas. Se você é otário e quer jogar dinheiro fora, basta clicar no nome da entidade e acessar sua página, onde terá informações sobre como fazer sua doação:

AACD

Greenpeace Brasil

Abrinq

Saúde Criança

Clube dos Vira-Latas

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25 fevereiro 2014 FULEIRAGEM

S. SALVADOR – ESTADO DE MINAS

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© 2007 Besta Fubana | Uma gazeta da bixiga lixa