20 novembro 2012 FULEIRAGEM

PAIXÃO – GAZETA DO POVO

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20 novembro 2012 CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

PADRE DEDÉ MONTEIRO – TABIRA-PE

Caro Berto,

Veja como o Cardeal Brás é bom!

Recebi dele e lhe envio, com o mesmo carinho pajeuzeiro.

Meu abraço!

R. Um malassombrado feito o Poeta Dedé Monteiro nos envia o trabalho de um outro malassombrado feito o Poeta Brás Costa.

Aqui a gente só vê malassombrado barruando nos outros.

Vôte!

Quando há seca no sertão
Só não morre a poesia.

Morre logo a jitirana,
O feijão-de-corda seca,
Morre o milho na boneca,
Devido a seca tirana;
Murcha a flor da umburana
Quando o carão silencia,
Se calam caçote e jia
No fundo do cacimbão.
Quando há seca no sertão
Só não morre a poesia.

Só se vê o chão rachado
Onde existia água e lodo;
Sertanejo perde todo
Algodão que foi plantado;
O caboclo é obrigado
Fazer o que não queria:
Vender por baixa quantia
Dois terços da criação.
Quando há seca no sertão
Só não morre a poesia.

O camponês acanhado
S’inscreve ao “Bolsa Família”;
Chove discurso em Brasília,
Projeto pra todo lado.
Fica tudo engavetado,
Sem chegar onde devia;
Metade em burocracia,
Metade em corrupção.
Quando há seca no sertão
Só não morre a poesia.

E quando a seca se estica
Pintando de cinza as roças,
Fazendo secar as grossas
Folhas da velha oiticica,
Um gato dorme na bica
Por onde a água corria
Depois que a chuva batia
Nas telhas do casarão.
Quando há seca no sertão
Só não morre a poesia.

Só não morre a esperança
Nem a fé do sertanejo.
Vai vivendo de desejo
Enquanto chega a bonança.
O poeta não se cansa,
Pega na viola e cria,
Que até seca e carestia
Lhe servem de inspiração.
Quando há seca no sertão
Só não morre a poesia.

Brás Costa – Suíça – nov/2012 

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20 novembro 2012 FULEIRAGEM

M. AURÉLIO – ZERO HORA

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UM APELO À CONSCIÊNCIA VERMELHA

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20 novembro 2012 FULEIRAGEM

AMORIM – CORREIO DO POVO

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MILONGA

Milonga é doidinho e vive catando coisinhas no chão, na cidade de São José do Egito e ninguém (nem ele mesmo) lhe sabe o nome ou de onde veio.

Mulato e baixinho, tem o tipo físico dos habitantes da zona canavieira de Pernambuco, lugar de onde acham que ele veio.

Solícito, não é homem para negar um mandado a ninguém, por isso, um lhe dá a roupa, outro a comida e assim vai tocando a sua vida, debaixo da benevolência e da imensa piedade de Deus.

Otacílio era um rapaz ainda muito novo quando morreu de um “sucesso”.

Uma “Lazarina” de cano fino, uma medida de chumbo seis, outra de pólvora “Elefante”, duas buchas de corda bem vaquetadas, uma espoleta “Pica-pau” e um garrancho que bateu na queixa da espingarda, que era “muito doce” (espingarda doce é aquela que dispara com muita facilidade e que a gente conduz com muito cuidado, nos braços, assim como quem carrega roupa engomada), promoveram o tiro que lhe varou a titela. O que foi uma pena pois era um rapaz muito moço ainda.

Como ninguém tinha coragem de dar a notícia ao seu avô, já velhinho e morando a uma certa distância, Milonga se encarregou de ser o emissário de tão triste novidade para o coitado, que era louco pelo neto, a quem chamava de Tercílio porque não conseguia pronunciar-lhe o nome corretamente.

Lá vai Milonga cumprir a sua missão macabra… Encontra o velhinho, sentado numa espreguiçadeira, na sala da casinha onde morava, conversando com as suas  “apragatas”, assuntando coisas da vida, sem importância.

Milonga, sem “arrodeios”, botou a cabeça na janela e foi logo anunciando a tragédia:

- Seu Chiquinho, sabe Tercílio, seu neto ?

- Sim, o que foi que houve?

- Morreu! Morreu dum tiro de espingarda, lá nele, bem na caixa dos peitos!

O pobre não se conteve:

- Ah, meu Deus, meu neto morreu e eu não quero mais viver, eu quero ir junto com ele! Eu quero ir pro céu com ele!

Milonga, que a tudo assistia impassível, foi providencial:

– Apois ”côide” logo, seu Chiquinho, que já tão fechando o caixão!

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20 novembro 2012 FULEIRAGEM

S. SALVADOR – ESTADO DE MINAS

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20 novembro 2012 DEU NO JORNAL

PENSANDO NO FUTURO

Carlos Brickmann

Um importante ministro do Governo Federal critica as más condições das prisões e nenhuma outra autoridade fala algo sobre as más condições das escolas. Claro: ninguém do Governo imagina que haja uma escola em seu futuro.

Dificilmente as declarações do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, poderiam ser mais corretas: as prisões brasileiras são medievais, desumanas, não reeducam nem, o que seria o mínimo, impedem os condenados de praticar crimes mesmo durante o período em que se imagina que estejam contidos. Mas dificilmente Cardozo e Toffoli poderiam escolher uma ocasião pior para tocar no assunto.

Toffoli, há pouco tempo, votou pela condenação de um deputado de Roraima a 13 anos de prisão e não se preocupou com as condições em que ficará no presídio.

E Cardozo, cujo partido está no Governo desde o início de 2003, só agora critica a situação carcerária – que, aliás, sendo ele ministro da Justiça, é de sua responsabilidade.

Antes da condenação de José Dirceu, que segundo Lula é o capitão do time, Sua Excelência o ministro não se preocupava tanto com o tema. Aos números: da verba disponível para presídios neste ano de 2012, o ministro Cardozo usou apenas 20%. Com os 80% que não soube investir seria possível construir oito novos presídios, dentro das modernas condições que agora ele considera necessárias.

Diante das declarações do ministro José Eduardo Cardozo sobre o sistema prisional, só resta uma pergunta: que é que ele faria se estivesse no Governo?

* * *

Este colunista concorda, em parte, com as declarações do ministro Toffoli, de que o intuito dos crimes do Mensalão era “o vil metal”, e que portanto os crimes deveriam ser pagos com o vil metal. Só há dois senões:

1 – qualquer assaltante de rua tem como objetivo o dinheiro, “o vil metal”. Aceitando-se a opinião do ministro Toffoli, não seria preciso prendê-lo, desde que devolvesse “o vil metal” e pagasse, digamos, uma multa;

2 – O objetivo dos crimes do Mensalão não era “o vil metal”. Segundo a própria defesa dos réus, ninguém ali estava roubando para enriquecer. Seu objetivo era, na melhor das hipóteses, forrar o caixa 2 do partido (o que também é um crime); ou, na pior, comprar apoio parlamentar para o Governo Federal.

Tanto é assim que o PT alega, agora, que os condenados não têm recursos para pagar as multas a eles impostas, e pensa até em fazer uma vaquinha para ajudá-los.

A propósito, a frase de Toffoli é um reconhecimento de que houve crimes.

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20 novembro 2012 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE

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20 novembro 2012 CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

CARDEAL BERNARDO – MACEIÓ-AL

Mestre Papa,

seguem daqui algumas considerações sobre a origem do ciclismo, e seus benefícios à saúde.
 
Com os respeitos do Cardeal

Ciclismo é um esporte de corrida de bicicleta cujo objetivo dos participantes é chegar primeiro a determinada meta ou cumprir determinado percurso no menor tempo possível.

Foi na Inglaterra, em meados do século XIX, que o ciclismo iniciou-se como esporte, época em que o aperfeiçoamento do veículo possibilitou o alcance de maiores velocidades. O ciclismo é regido por diversas regras. Geralmente enquadra-se em quatro categorias: provas em estradas, provas em pistas, provas de montanha (Mountain Bike) e BMX e é praticado com diversos tipos e modelos de bicicletas.Em termos de saúde, o ciclismo é uma atividade rítmica e cíclica, ideal para desenvolvimento dos sistemas de energia aeróbico e anaeróbico, dependendo do tipo de treinamento aplicado. Desenvolve o sistema cardiovascular dos praticantes, sendo ainda indicado por médicos especialistas como ótimo exercício para queima de gordura corporal e desenvolvimento de resistência de força muscular de pernas, em treinamentos.

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20 novembro 2012 FULEIRAGEM

JORGE BRAGA – O POPULAR

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20 novembro 2012 MEGAPHONE DO QUINCAS


20 DIAS MORANDO EM PARIS – METRÔ E VISÃO GERAL (PARTE 4)

O Metrô

Construção: 1900                                              Trem atual

 

Uma malha de respeito

Tudo bem que pelo mapa não se possa ter uma ideia sequer distante do como de fato a parte central de Paris é coberta por um sistema metro-ferroviário de se admirar! Apenas ao olhar o traçado, vê-se que não há uma região da cidade que não seja abrangida por essa massa colorida de serpentinas ou trilhos.

Quero, antes de tudo, dizer que esta crônica, notadamente a parte que aborda o transporte, é uma singela homenagem aos amigos Ivan Wathely (francófilo assumido), Humberto Carlos Muccilli Filho e José Ignácio Sequeira de Almeida, que no pouco tempo em que permaneci na EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos – não confundir com a do Recife, que tem o mesmo nome, mas cuida de setores correlatos). Ivan, engenheiro, grande amigo, boa praça, um gentleman; Humberto, meu companheiro de todas as horas, dividíamos as recepções, as visitas oficiais e fazíamos a aproximação com as instituições de interesse da EMTU. José Ignácio, amigo de longa data, desde a C.E.T., nos anos 80, que generosamente me confiou a gerência de comunicações da empresa e a quem devoto muito carinho. O tempo foi curto, mas o aprendizado valioso e permanente.

O Metrô de Paris, o sistema de transporte sobre trilhos da capital, era chamado de Chemin de Fer Métropolitain (estrada-de-ferro metropolitana).

Elogiado por todos, consiste em 16 linhas, identificadas por cores e números de 1 a 14, com duas linhas menores, a 3bis e a 7bis, que se separam das linhas originais 3 e 7, respectivamente.

É o quarto maior sistema de metropolitano da Europa, após o Metrô de Londres, de Moscou e de Madrid. Tem 213 km de linhas, com cerca de 300 estações.

Segundo dados oficiais de 2007, estima-se que cerca de 5 milhões de pessoas usem diariamente o Metrô de Paris.  (Apenas para comparação: dados da Cia. do Metrô dão contra de que o Metrô de São Paulo, inaugurado em 1972, possui quatro grandes linhas em operação, com cerca de 70 quilômetros de rede, 58 estações, 150 trens e transporta 4 milhões de passageiros/dia).

A linha 14 do sistema de Paris é completamente automática, ou seja, não tem condutor de cabine. Um único preço de passagem é aplicado em todos os horários, com conexões ilimitadas.

O sistema liga praticamente todos os pontos da cidade, de norte a sul, de noroeste a sudoeste, de nordeste a sudeste, em geral, com, no máximo, duas baldeações.
Uma segunda rede de linhas expressas regionais, composta por trens,  RER (Réseau Express Régional), complementa a rede original do metrô desde a década de 1960.

A Linha 1 foi inaugurada em 19 de julho de 1900, após anos de discussões políticas sobre as rotas e construção. Pequenas seções das linhas 2 e 6 foram completadas no mesmo ano para servir a Feira Mundial.

Claro que, além da malha metro-ferroviária, o cidadão dispõe dos demais tradicionais meios de locomoção: ônibus, táxi (muito caro), bicicletas (sistema de empréstimo em toda a cidade), automóveis, motonetas. É bom afirmar que as ruas e alamedas de Paris são feitas preferencialmente para as pessoas. As calçadas são sempre desproporcionais, em favor do homem.

Candelabros em 1924

A Cidade e Arredores


  
Mapas do centro e da Região de Paris (20 arrondissements)

Para compreender a divisão político-geográfica de Paris, vamos procurar entender a sistema adotado em todo o país: a partir de janeiro de 2008, a  França Metropolitana (continente francês) é dividida em 27 regiões (incluindo a Córsega); as regiões são subdivididas em departamentos.

São mais de 100 departamentos, contando os de área ultramarina, além das coletividades ultramarinas (autônomas).

Até hoje, não conheci ninguém vindo de França, ou morador de Paris, Nice ou Lyon, que me explicasse direitinho essa divisão. Mas pesquisar me deixou menos desinformado.

Paris, na verdade, engana a todo mundo!  A região central de Paris tem população de apenas 2,2 milhões de habitantes. A grande Paris possui 11,6 milhões de habitantes.

Números à parte, a verdade é que o período de 20 dias em Paris foi pouco. Vou fazer feito o Goiano: ir todo ano lá ou me aboletar de vez num estúdio parisiense.

Mais Paris para os olhos:

Sacré Coeur                                              Montmartre/Praça do pintores

Sorbonne: Letícia e FHC                                                        Versailles

Centre Georges Pompidou                                                    Sem comentários

Coisas: 

                        Montmartre: pessoas saindo da parede                      Esgoto, eu hein!! P/ visitação

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20 novembro 2012 FULEIRAGEM

PATER – A TRIBUNA

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19 novembro 2012 DEU NO JORNAL

JOAQUINZÃO MARAVILHA, FAZ MAIS UM PRA GENTE VER

Neil Ferreira

Peço venia para citar ipsis litteris as palavras do Eminente Jurisconsulto  Professor Doutor Jorge Ben.

Abro aspas:

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“E novamente ele chegou
com inspiração
Com muito amor, com emoção
Com explosão e gol,
Sacudindo a torcida
aos 33 minutos
Do segundo tempo
Depois de fazer uma
jogada celestial
E gol !
Tabelou, driblou Lewandowski
Deu um toque driblou o Toffoli
Só não entrou com bola e tudo
Porque teve humildade e gol!
Foi um gol de classe
Onde ele mostrou sua malícia
e sua raça
Foi um gol de anjo
Um  verdadeiro gol de placa
Que a galera agradecida
assim cantava
Joaquinzão Maravilha,
nós gostamos de você
Joaquinzão  Maravilha,
faz mais um pra gente ver.”

Fecho as aspas.

Digo eu: o Eminente Jurisconsulto Jorge Ben disse tudo o que eu gostaria de dizer e com rara sabedoria.

Joaquinzão Maravilha viu que estava sendo marcado homem a homem e nem sempre com lealdade  pelo defensor Lewandowski, jogando em linha com seus cumpanheros de time Toffoli, Weber e Cármen Lúcia.

A intenção era segurar a contenda no zero a zero para que, na prorrogação,  o ala de contenção Ayres Britto fosse retirado do jogo pela expulsória e impedido de participar da decisão final por pênaltis.

Lewandowski adentrou o gramado (adentrou, boa essa) com sua estratégia adrede desenhada pelo técnico Thomaz Bastos – fazer cera do começo ao fim na 2ª feira, quando seria a última participação de Ayres Britto;  na 4ª participaria do jogo- homenagem e daria volta olímpica por ser sua última atuação.

Mas ambos não contavam com a surpreendente capacidade de improvisação e dribles estonteantes dignos de um Pelé, do Joaquinzão Maravilha. Data maxima venia, Pelé que me desculpe, mas Negão é o Joaquinzão Maravilha.

Joaquinzão Maravilha deu uma finta espetacular ao inverter a pauta e iniciar a contenda pelo Núcleo Político, com Dirceu, Genoíno e Delúbio naquele momento à beira do xadrez, que virão a habitar.

Lewandowski se autoexpulsou “em sinal de protesto” porque não poderia ficar  horas falando  do Núcleo Financeiro. Dirceu, Genoíno, Delúbio e a Clique dos 4, Lewandowski, Toffoli, Weber e Cármen Lúcia dançaram; “é pau é pedra  é o fim do caminho”.

Lula afirma que não viu a sessão histórica que condenou seus principais  asseclas, como nada viu do Mensalão, o que me leva a oferecer a ele o endereço do meu oftalmo, um dos mais bem conceituados de São Paulo, nível Sírio-Libanês, que é o da sua preferência.

Aproveito ainda a minha boa vontade para oferecer a ele os serviços dos meus amigos da NASA, para trazê-lo de volta do mundo da Lua,  de onde afirma que “o Mensalão não existe”.

Meu notório saber jurídico me dá o direito de exigir uma Capa- Preta pra mim. Empatei com o Toffoli em sabença jurídica; decorei a sentença mais culta e bem fundamentada que ele  pronunciou: “Acompanho o Ministro Revisor”; para isso foi nomeado, sabe-se.

Dirceu O Inocente e o núcleo duro do PT–  ele mesmo, Rui Falcão, a famiglia Tatto, a Vovó Periguete Relaxa e Goza e a numerosa claque dirceusista –  insistem em afirmar que a gangue foi condenada por um Tribunal de Exceção; concordo: a exceção foi o Lula, que deveria estar lá sentadinho no banco dos réus. Lula foi o maior beneficiário pela esculhambação de costumes que foi a tentativa, em parte conseguida, da compra de um dos Três Poderes, que colocou em risco a existência do Estado Democrático e de Direito.

Do latim, decorei  os nomes dos novos suspeitos, apontados com o dedo (indigitados), com insistência pelo Douto Advogado de Defesa Doutor Lewandowski. O contumaz Bis In Idem, que aparece todas as vezes em que seus constituintes  passam a receber sentenças condenatórias; e a suspeita  Vita Ante Actum, certamente uma das garotas de vida airada da equipe de Mary Jean Corner, submersa na clandestinidade, mas em pleno uso e gozo do direito constitucional ao trabalho, legítimo e de alto valor social, como bem pode atestar Mermão Paloffi.

Chefe da numerosa e caríssima banca defensora, o Douto Defensor Doutor Lewandowski, de cara demonstrou  o ato de ofício que colocaria  em prática: gastar tempo, obstruir, atrasar, falar demais, ler votos intermináveis e repetitivos, enfim lewandowskiar o julgamento com a barriga.

Passou séculos sentado em cima da sua função de Revisor,  com os objetivos de:

(1) Impedir os votos do Ministro Peluso, que se aposentaria; conseguiu. O Ministro Peluso pouco  participou  do julgamento.

(2) Impedir que o resultado saísse antes da eleição; conseguiu em parte: as condenações ficaram conhecidas, mas não as punições.

(3) Na fase das punições, fez de tudo para atrasar  os trabalhos, caiu no campo, chamou a maca, demorou uma eternidade para bater os tiros de meta, levava horas pra cobrar um lateral, com a intenção de impedir, pela aposentadoria, que o Ministro Ayres Britto votasse as penas a serem impostas. Quase conseguiu.

Aos 33 minutos do segundo tempo, Joaquinzão Maravilha fez  a jogada celestial e gol! Você sabe o resto e vibrou comigo.

Cana Neles !

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19 novembro 2012 FULEIRAGEM

DUKE – O TEMPO

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19 novembro 2012 FULEIRAGEM

PATER – A TRIBUNA

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19 novembro 2012 FULEIRAGEM

DUKE – O TEMPO

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19 novembro 2012 DEU NO JORNAL

ALTÍSSIMAS PREOCUPAÇÕES PRESIDENCIAIS

A presidenta Dilma Rousseff demonstrou preocupação nesta segunda-feira (19) com a violência na Faixa de Gaza. Ela se reuniu hoje com o primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, e tratou do conflito entre Israel e a Palestina.

“Expressei minha preocupação com a situação de violência na Faixa de Gaza que tanto sofrimento já causou ao povo daquela região”, revelou Dilma.

* * *

Já quanto à violência aqui dentro de Banânia, Dilma deu ordens pra que eu me procupasse no lugar dela, enquanto ela está no estrangeiro e preocupada com a violência na Faixa de Gaza.

Em território nacional o que existe é a Faixa de Casa.

Pra evitar a Faixa de Gaze, recomendo a todos que só saiam pras ruas com extintor de incêndios e guarda-chuvas protetor de balas perdidas.

Segurança é prevenção.

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19 novembro 2012 FULEIRAGEM

BRUM – TRIBUNA DO NORTE

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19 novembro 2012 CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

JULIO VILA NOVA – RECIFE-PE

Prezado amigo Berto,

Ando meio ausente do JBF, pelo menos quanto à postagem de comentários.
    
Mas não deixo de passar de vez em quando para dar uma espiada. Passeando pelas esquinas desta rede encontrei esta beleza aqui, e pensei na hora em recomendar a toda a comunidade fubânica, para deleite geral

Abraço

R. Até que enfim deu notícias. Você faz falta por aqui, seu cabra. Num desapareça não.

Para quem ainda não sabe, Julio é um carnavalesco de muita grandeza, o homem forte do Bloco Lírico Cordas e Retalhos, uma das grandes forças do carnaval do Recife.

Quanto ao endereço que você nos mandou, eu chega tomei um susto. Minino!

Trata-se de um balaio com um carregamento da bixiga lixa de priquitas ao vento. Tem que só a porra! É bacurinha pra dar de pau.

Pra quem ainda gosta da fruta, é só clicar aqui e apreciar.

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19 novembro 2012 FULEIRAGEM

AMORIM – CORREIO DO POVO

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19 novembro 2012 COMENTÁRIOS SELECIONADOS

UM DOS EXTREMOS SE MANIFESTA

Novo comentário sobre seu post O SUPREMO ESTÁ ALÉM E ACIMA DOS TABACUDOS

Nohnoh:

A comparação sobre estes dois momentos do STF é oportuna no que se refere à pressão sobre a corte. Os contextos são completamente diferentes.

Os sábios romanos, nos períodos de instabilidade, optavam pela escolha de um governante, dando-lhe poderes ditatorias, para conduzir a república a uma situação de normalidade. Algo parecido ocorreu no Brasil em 1964.

Quem se der ao trabalho de consultar os jornais daquela época, verá que a população brasileira saiu às ruas pedindo a intervenção militar. Hoje, o PT tenta mobilizar o povo na defesa dos seus quadrilheiros, mas a população lhe dá as costas, os únicos que se manifestam favoravelmente são os ‘cumpanhêros’ do lullopetismo.

Curiosamente, dois dos bandidos condenados pelo STF estiveram envolvidos na luta armada comunista, que levou ao duríssimo AI-5. Naquele contexto, não havia condições da permanência, no STF, de ministros simpáticos ao socialismo (revolucionário ou não), a aposentadoria compulsória foi uma consequência natural da guerra ao terror.

Sobre o regime de 1964, um extrato do testemunho do ministro Victor Nunes Leal (um dos aposentados):

Quanto ao Presidente Castello Branco, parecia claro o seu propósito de conviver, em mútuo respeito, com o Supremo Tribunal. Por isso, preferiu aumentar-lhe a composição, de onze para dezesseis, a fim de nomear, como nomeou, de uma assentada, cinco novos ministros, todos com qualificação moral e intelectual mais que suficiente. A boa disposição de Castello fora simbolicamente anunciada ao país, desde o começo do seu Governo, quando visitou o Supremo Tribunal, insistindo em se dirigir de forma atenciosa, e até cordial, a cada um dos ministros. Idêntico gesto tiveram – talvez pelo seu exemplo – os sucessivos presidentes militares.”

O povo na rua em 1964 pedindo o fim da anarquia e a intervenção militar; o cidadão que está de camisa branca, à frente da tropa, serve de guia pra mostrar aos guerreiros onde é o palácio do presidente subversivo João Goulart que precisa ser derrubado à força e com cassetetes

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19 novembro 2012 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JBF

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19 novembro 2012 A PALAVRA DO EDITOR

JINGLE BELLS UM CACETE!

(Este texto foi publicado no dia 25 de novembro do ano passado)

Daqui uns dias estaremos em dezembro e vai ter início o lenga-lenga anual dos cumprimentos, confraternizações, cartões e mensagens melosas de final de ano. Do aniversariante, motivo da celebração, um cabra que nasceu no dia 25 e que tem o título de Redentor, quase ninguém vai se lembrar.

Cretinos e tabacudos de matizes vários, que passaram o ano inteiro me esculhambando, me odiando e desejando que eu me lascasse, vão virar piedosos e humanos de uma hora pra outra e vão me desejar “Feliz Natal e Próspero Ano Novo“, com a cara mais lavada deste mundo.

Eu gostaria de poupar trabalho. Aos amigos e aos inimigos.

Estou certo que terei um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo. Que o Brasil vai ser coberto de amor, paz e luz. Que a felicidade inundará o coração de todos e que o mundo será bem melhor daqui pra frente. Que o Menino Jesus vai trazer boa sorte e fortuna para a humanidade. Estou certo disto tudo.

De modo que poupo vocês do trabalho protocolar e burocrático de me dizer estas coisas por estarmos chegando ao final do ano. Ressalto e insisto que não estou sendo ingrato ou grosseiro; estou apenas querendo poupar trabalho àqueles que me são caros e àqueles que eu detesto. Quem quiser me mandar cartões ou desejar felicidades, deixe pra fazer isto em abril. Ou em junho. Ou em setembro.

Por um repentino milagre, nesta época do ano ficamos bonzinhos, minando amor por todos os poros e entupidos dos mais puros e benfazejos sentimentos do mundo. As maldades e putarias que fizemos durante o ano todo ficam definitivamente sepultadas.

Pronto. Dito isto, sinto-me desobrigado do amor e da boa vontade que o período nos obriga a ter e passo a agir como ajo no resto do ano: arengando, trocando tapas, dando tabefes, recebendo bofetões, odiando meus inimigos, rogando pragas pro chefe, falando mal dos meus amigos, pagando proprina pro policial, xingando os outros motoristas no trânsito, cuspindo no prato em que comi, desejando a mulher do próximo, esculhambando meu vizinho, tendo inveja dos que têm sucesso e rogando pragas contra os que têm mais posses que eu.

E aos putos que responderam com coices e ingratidões à minha boa vontade, desejo um doloroso vá tomar no olho do furico! Cabras chatos, casados com mulheres mais chatas ainda, de mau humor, com prisão de ventre, invejosos, rancorosos, com raiva de tudo e de todos, desejo que se lasquem dos quintos pra lá umas doze léguas.

Os últimos dias de 2011 eu vou gastar procurando este velho ridículo e idiota, este pedófilo safado chamado Papai Noel, importado das geladas regiões boreais, vestido pra uma tempestado de neve numa cidade onde faz 40 graus à sombra. Este velho fela-da-puta que só premia os ricos e fode as crianças pobres. Vou dar-lhe uma cambada de pau tão da gôta serena que ele vai ver o começo mas não vai ver o fim.

Vou deixar de lado o Natal europeu-americano deste velho tarado e vou mergulhar de cabeça nos folguedos nordestinados de final de ano, com muita fruta tropical, muita cerveja, muita comida regional, muita música, muita dança, pastoril, reisado e cachaça boa de cabeça. Jingle Bells um caralho! Eu quero é forró, música nordestina, música brasileira. E prometo que vou exercitar minha vontade pra tentar ser um sujeito bom o tempo todo, e não apenas no final do ano.

Se José e Maria morassem no sertão nordestino, tenho certeza que celebrariam o nascimento do filho, numa estrebaria perdida na caatinga, com uma lapada de “cachimbo”, uma mistura de cachaça com mel tradicionalmente oferecida aos visitantes quando nasce uma criança.

Feliz Ano Todo!!!! 

Muita alegria, muita irreverência, muito gosto pela vida, muita safadeza e muito bom humor. Quem não topar, que vá se lascar!

Feliz Janeiro, Fevereiro, Março, Abril, Maio, Junho, Julho, Agosto, Setembro, Outubro, Novembro e Dezembro pra toda comunidade fubânica!!!

Criação do chargista cearense Newton Silva, colunista do JBF

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19 novembro 2012 FULEIRAGEM

BENETT – FOLHA

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19 novembro 2012 CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

PAPISA ALINE BERTO – RECIFE-PE

Meus caros fubânicos,

Depois de muita confusão em torno das músicas postadas aqui no jornal, leitores ouviam, depois não ouviam mais, descobrimos que todas as músicas que tinham acentos e cedilhas nos títulos davam problema. Por mais estranho que isso possa parecer. Por exemplo: Goiano gravou e nos mandou a música “Vingança”. Não tocava em determinados navegadores por causa do cedilha…

Estou agora consertando aos poucos as postagens da seção Centenário do Luiz Gonzaga. Eu peço que passem lá e chequem se estão conseguindo ouvir sem problema.

Espero que esse seja o único problema e conto com a ajuda de vocês informando mais outras músicas nesse estado.

Abraço a todos.

R. Pois é: eu já estava pra lá de emputiferado com este pau que deu no áudio do JBF.

Mas parece que, enfim, o problema foi descoberto. E vamos fazer um mutirão pra consertar as músicas que já foram ao ar e que os leitores não estavam conseguir ouvir.

Afe!

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19 novembro 2012 FULEIRAGEM

DUKE – O TEMPO

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19 novembro 2012 FULEIRAGEM

TIAGO RECCHIA – GAZETA DO POVO

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19 novembro 2012 FULEIRAGEM

NEWTON SILVA – CHARGE ONLINE

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19 novembro 2012 CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

DON PABLITO – AQUIRAZ-CE

Amigo Berto

Lá pelos idos dos anos 60 o Juca Chaves gravou uma musica. Era uma modinha que tinha entre seus versos, este que segue abaixo.

O tempo passa
Só não passa este tormento
Que corroe meu pensamento
De tanto pensar em vão.

E esta desgraça
Que fustiga a minh’alma
Já não deixa mais ter calma
Este pobre coração

Eu gostaria de saber quem é o autor e a poesia completa. Você pode me ajudar?

R. Meu caro, esse departamento de música não é minha especialidade.

Mas, até o tanto que eu sei, Juca Chaves só gravava composições de sua própria autoria. Como é o caso dessa música citada por você, gravada em 1967 e que tem o título de “O Tempo Passa”.

Escute: 

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19 novembro 2012 FULEIRAGEM

MÁRIO – A TRIBUNA DE MINAS

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19 novembro 2012 FULEIRAGEM

J. BOSCO – O LIBERAL

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PARA OS FUBÂNICOS DA ILHA DO GOVERNADOR – CURSO DE DANÇA

O Centro de Arte Dania Ruiada, que fica na Portuguesa, Ilha do Governador.    É uma academia excelente, as professoras maravilhosas, as colegas ótimas.  Aposto que você vai Amar.

Você conhece alguém que more, estude ou trabalhe na ilha e deseje fazer dança do ventre, tribal, danças folclóricas e more ou trabalhe por perto?

Se conhece repasse o e-mail de lá que é centrodearte@daniaruaida.com.br o telefone para maiores informações é (21) 9566-7242 – o site é Dania Ruiada.

Ah, aquele excelente espetáculo de Danças Árabes “As Mil e Uma Noites de Bagdá” é produzido pela coreógrafa Dania Ruaida.  Você pode contratar para a festa de confraternização de final de ano na sua empresa.

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19 novembro 2012 FULEIRAGEM

PELICANO – BOM DIA SP

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19 novembro 2012 XICO COM X, BIZERRA COM I


http://www.forroboxote.com.br/
HISTÓRIA DE MINHAS MÚSICAS – 74

Músico da melhor estirpe, Beto Hortis vem me acompanhando há algum tempo, participando dos nossos Forroboxotes. Reconhecido como excelente instrumentista tinha um viés pouco conhecido: de compositor. Ele mostrou-me, certa vez, uma melodia muito bonita e ainda sem letra. Como não sou besta, pedi-lhe autorização para ‘letrar’ aquela música e daí saiu CAVALO DO TEMPO. No JBF a versão com Tácyo Carvalho, ‘matuto’ de Ouricuri, que integrou o elenco de nosso Forroboxote 6, onde a música está inserida. Além desta gravação há o registro com Território Nordestino e Antônio Paulino.

CAVALO DO TEMPO
Beto Hortis e Xico Bizerra

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dona saudade, sele o cavalo do tempo
é o sentimento do amor que chegou
vou lá onde o carinho aflora
e a hora é agora
ela vive tão longe daqui
vou por entre as flores do campo
ligeiro feito um ‘relampo’
pro longe ser um bem ali

levo um milhão de estrelas
para acendê-las a cada anoitecer
levo um rio de águas claras,
borboletas raras dançando um balé pra você

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19 novembro 2012 FULEIRAGEM

CLAYTON – O POVO

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19 novembro 2012 COMENTÁRIOS SELECIONADOS

NOSSOS HERÓIS

Comentário sobre a postagem PREOCUPAÇÃO COM O SOCIAL E COM OS EXCLUÍDOS: UMA CARACTERÍSTICA DA ESQUERDA PROGRESSISTA

Goiano:

“A reaçaria não poderia perder uma oportunidade de ouro para vingar-se de quem mete as mãos no caixa dois “deles” para dar bolsa-isso-e-aquilo para pobre.

Se puderem, botam nossos heróis em solitárias a pão e água.”

* * *

O herói guerreiro e a gratidão dos seus liderados

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19 novembro 2012 FULEIRAGEM

SINFRÔNIO – DIÁRIO DO NORDESTE

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http://www.fredcrux.blogspot.com/
MEMÓRIAS DO FSTUDIO 11 – FRADE E FRED, UMA DUPLA DO FORRÓ

O autor, gravando, no tempo em que ainda tinha cabelo

Ele era baixinho, careca e meio gordinho. Idade, por volta dos 83 anos. E isso faz uns 12 anos, quase 13, já. Estava parado num ponto de ônibus defronte à Praça de Casa Forte.

Eu tinha acabado de sair de casa e ia fazer uma caminhada até o centro da cidade, para o estúdio.

Começou a chover e fui me abrigar na marquise do ponto de ônibus.

O Frade, vim saber depois, era apelido. Seu nome era José. Um cara muito engraçado e de fala e sorriso fáceis. Começou uma conversa. Contou que estava meio perdido. Tinha ido a uma consulta num posto de saúde próximo, teve vontade de andar e vinha meio sem saber onde estava, até começar a chuva. Aí, ficou naquela parada esperando o primeiro ônibus que fosse para o centro da cidade.

- Eu vou pro centro e pego um ônibus para o bairro de San Martin. Na hora que chegar chego bem, porque minha velha fica até feliz quando eu estou fora de casa. Ela diz que eu perturbo muito.

Eu, de cara, achei o velhinho simpático e sorri do seu bom humor. Era cego de um olho (hoje a gente tem que chamar deficiente visual, que saco!)… Mas estava feliz como um menino levado e começou a cantar baixinho uma marchinha. Em certo ponto, parou. Aí voltou com a carga toda:

- Tá ouvindo essa música? Eu comecei a fazer. A letra eu sei todinha, mas a música mesmo eu não sei como termino. Só tem esse pedaço.

Interessei-me na conversa.

- E o senhor é compositor?

- Nada. E eu sei lá o que é isso ? Eu faço umas coisas e invento umas poesias. às vezes eu termino, às vezes não.

E eu: – E por que o senhor não grava, pra não esquecer ?

- Ah, meu filho, e eu lá tenho dinheiro pra isso?

- Mas eu tenho um estúdio de gravação. Se quiser gravar, terei o maior prazer. Gostei muito da sua marchinha.

O velhinho acendeu o olhar.

- Tá brincando comigo ?

- Nada.. e eu sou de brincadeira. Se quiser gravar, vamos lá no Estúdio e gravamos. Depois eu dou um acabamento e o senhor não esquece mais sua música.

- De graça?

- De graça, claro. Não sou eu que estou oferecendo o estúdio?

- Ave Maria, meu fio ! De graça, até injeção na testa ! Agora é que eu vou virar artista mesmo.

Chega o ônibus. Entramos. Eu pela portA de trás, porque naquele tempo ainda não era idoso (tinha 55 anos), ele pela porta da frente, com a carteira de identidade na mão, feliz da vida.

Nos encontramos novamente no corredor.

Traçamos os planos. Ele cantaria a parte que sabia da sua música, eu completaria o que faltava de melodia para o restante da letra e faria os arranjos.

Já no Estúdio, Frade soltou a voz e cantou. Eu peguei o violão, compus na hora o restante da melodia, na intuição mesmo, em cima do que ele já tinha feito. Passamos o resto da manhã fazendo as bases com o violão, a sanfona (teclado) e o ritmo (zabumba, triangulo, reco-reco e agogô). Na hora de cantar o Frade rejeitou a parada. Não tinha jeito de afinar. Tentamos muitas vezes, mas cadê ritmo e afinação ? Não deu…

- Deixa comigo, Frade, eu canto.

De tanto repetir, eu já tinha decorado melodia e letra e mandei ver.

Mas eu queria gravar a voz do novo amigo. Afinal, o tempo todo ele falava:

- Minha velha não vai acreditar que eu agora sou artista e gravei minha música ! Eu quero ver a cara do pessoal lá da rua, quando ouvir essa música no Rádio. O senhor conhece alguém de Rádio pra tocar minha música ?

- Conheço, Frade… Fique tranquilo. Vou levar seu disco para a Jovem Cap e para a Rádio Universitária, no programa de Ivan Ferraz. Agora você é um artista de verdade !

E inventei um diálogo, que gravamos e depois mixamos, com os solos no meio e no final da faixa. Tudo improvisado também. Afinal, o que eu queria era ver o velhinho feliz.

E está aí o nosso trabalho (no player abaixo).

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 A voz dele fica meio ininteligível, no diálogo, mas parece muito com a do personagem “Coronel Ludugero” de saudosa memória.

Matutão desenrolado, o Frade ainda passou várias vezes lá pelo Estúdio. Conversamos e rimos muito da sua aventura musical.

Levei, efetivamente, o Frade e seu disco para a Jovem Cap e o apresentei a Carminha Pereira, proprietária da emissora e animadora de diversos programas. Ela adorou a figura. Ivan Ferraz também. Enfim, o Frade tocou bastante naquele São João e nos que se seguiram.

Faz tempo que não o vejo, e espero que ele esteja bem.

Como ele próprio diz, no final da música, com toda a alegria de quem está de bem com a vida, apesar de tudo :

- É, Compadre Fred. Dessa vez vai… vai e vai bonitinho !!!

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19 novembro 2012 FULEIRAGEM

MÁRIO ALBERTO – LANCE

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