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PARA DEBULHAR AMANHÃS

Recentemente, o deão Colin Slee, da diocese anglicana de Southwark, Londres, sintetizou na figura de um triângulo as correntes atuais do século XXI: num vértice os fundamentalistas laicos, no outro os fundamentalistas religiosos, no terceiro os pensadores liberais inteligentes do anglicanismo, do catolicismo romano, batistas, metodistas e de outros credos e até mesmo pensadores ateus. E o escritor Russell Shorto, autor de Os Ossos de Descartes – a história do esqueleto por trás do conflito entre razão e fé, Objetiva, 2013, onde se encontra a declaração acima, adverte sem titubeios: “A sociedade moderna, como normalmente a definimos – uma cultura laica construída em torno da tolerância, da razão e dos valores democráticos – ocupa uma porção bem reduzida do mundo, e há sinais de que essa porção se torna cada vez menor”. Para quem ainda não leu, o livro do Shorto é a história da criação da mente moderna. E é o próprio Shorto quem assegura: “O vínculo entre Descartes e as sucessivas décadas de invenção não é tão aparente; menos ainda a ligação entre Descartes e a nossa própria era de invenções e descobertas…. Descartes deu ao dualismo sua forma moderna e insistiu nisso, e a filosofia ocidental, assim como a tradição ocidental deste então – a modernidade, em outras palavras – carrega o problema mente/corpo em seu DNA, como se apresentou desde o princípio. A questão é tão essencial e ainda tão fugidia, que as tentativas atuais de resolvê-la perpassam diversas disciplinas, desde a ciência da computação até a neurociência e a psicologia”.

O francês Edgar Morin, no seu livro A Via para o futuro da humanidade, Bertrand Brasil, 2013, também faz um desabafo: “Estou consciente de que a possibilidade de mudar de via tornar-se cada vez mais improvável … Sinto que uma primavera aspira nascer. Mas sinto também que se anuncia uma nevasca para aniquilá-la antes que isso aconteça.” Fatores principais: o imediatismo, o messianismo, o consumismo, o individualismo, o hedonismo, o ocidentalocentrismo, o apoliticismo alienado, o excesso de conhecimento focado em áreas cada vez mais concêntricas, a autofágica globalização capitalista, a rapidez das mudanças e, por consequência, uma brutal incapacidade analítica de melhor aquilatar as circunstâncias causais históricas. Fatores que estão preocupantemente cada vez mais distanciando os acontecimentos da consciência das suas significações, tornando o conhecimento bem mais vagoroso do que os fatos emergidos.

Ainda segundo Morin, a globalização gesta três processos culturais simultâneos, concorrentes e antagônicos: um processo de homogeneização e de padronização segundo modelos norte-americanos, um contraprocesso de resistências e reflorescimento de culturas autóctones e um processo de mestiçagens culturais. E ele cita que o ex-diretor do Sistema de Reserva Federal dos Estados Unidos, Alan Greenspan, reconhece que o atual mercado financeiro mundial está à deriva, desconectado das realidades produtivas. Além disso, multiplicam-se novas crises sociais e políticas, favorecendo desagregações psíquicas e morais nos quatro cantos do planeta.

Outras causas também favoreceram a ampliação da atual crise mundial: as intoxicações consumistas das classes médias, o agravamento das distâncias entre os mais ricos e os menos favorecidos, bolsa-disso e bolsa-daquilo servindo de paliativos conjunturais que favorecem a mobilidade urbana de megalópoles asfixiadas e asfixiantes, possibilitando o estrangulamento da fraternidade universal por uma mais-valia já analisada no século XIX por um cientista social que jamais foi esquecido.

E o Edgar Morin ainda menciona um relatório das Nações Unidas, sobre desenvolvimento, publicado em 2003, onde mencionava 54 países que se tornaram mais pobres do que em 1990, onde se pode deduzir que “o desenvolvimento é uma viagem que conta com mais náufragos do que passageiros”. E vai um pouco mais além, quase que profeticamente: “A educação hiperespecializada substitui as antigas ignorâncias por uma nova cegueira; essa cegueira é alimentada pela ilusão de que a racionalidade determina o desenvolvimento, enquanto o desenvolvimento confunde racionalização tecnoeconômica e racionalidade humana”.

Quais são os cinco problemas principais que impedem um metamorfoseamento do sistema mundial? Ei-los: riscos nucleares que se agravam com a disseminação e, talvez, a privatização de artefatos atômicos; degradação da biosfera; economia mundial desprovida de um sistema de controle/regulação; retorno das fomes endêmicas; conflitos etnico-político-religiosos que podem gerar em guerras de civilização.

A disseminação de uma Postura Cidadã Responsável se faz cada vez mais urgente no canteiro global. E a reflexão da antropóloga cultural norte-americana Margaret Mead (1901-1978) nos reconforta a cada amanhecer: “Não duvidemos jamais que um pequeno grupo de indivíduos conscientes e engajados possa mudar o mundo. Foi exatamente dessa forma que isso sempre aconteceu”. Um pensar ratificado pelo escritor Ernesto Sábato: “Existe uma maneira de contribuir para a mudança. Não se resignar.”

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20 maio 2013 FULEIRAGEM

J. BOSCO – O LIBERAL

AUTO_jbosco

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RENATO LEITÃO – BRASÍLIA-DF

Prezado Papa Berto,

Convido o JBF a participar dessa esclarecedora campanha de utilidade pública.  

Segue o anexo.  

Saudações fubânicas

R. Num tem jeito, num adianta nada mesmo…

Boto uma força arretada pra transformar esta gazeta num ambiente decente e familiar, mas essa turminha de semvergonhânicos não deixa de modo algum.

Vôte!

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19 maio 2013 FULEIRAGEM

RONALDO – JORNAL DO COMMERCIO

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19 maio 2013 DEU NO JORNAL

VOANDO NAS ASAS DA BOA VIDA

Eike Batista botou à venda um dos seus aviões, o Legacy 600, o segundo melhor jato de sua frota. O avião tem cozinha, dois banheiros e guarda-roupa.

Transporta dezesseis passageiros e viaja do Brasil aos EUA sem escalas. A ordem é vender rápido.

Para quem se interessar, Eike está pedindo 14 milhões de dólares pelo brinquedo comprado em 2008.

* * *

O que a notícia não diz, mas eu digo agora pros bem informados leitores do JBF, é que Eike está vendendo este jato por ordem de Lula.

O ex-presidente, que é freguês do Legacy 600 do bilionário socialista muderno, exigiu um avião maior e com mais confortos.

Inclusive cama de casal, pra atender a um pedido da Marquesa de Garanhuns.

O Legacy 600 de Eike Batista: muito pequeno pra caber tráfico de influência, corruptâncias e fudelâncias

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19 maio 2013 FULEIRAGEM

XALBERTO – CHARGE ONLINE

xalberto

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PADRE BRÁULIO DE CASTRO – OLINDA-PE

Papa,

seguem três sambas com o grande Germano Mathias, lenda viva da antiga malandragem brasileira. 

Veja na música “Manias Liricas“, o maestro caprichou na arranjo.

No Falso Rebolado, ele brinca com o ritmo.

MANIAS LIRICAS – Samba de Edmundo Souto.

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FALSO REBOLADO – Samba de Jorge Costa e Venâncio

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BAILE DO RISCA FACA – Samba de Jorge Costa e Venâncio

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Germano Mathias

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19 maio 2013 FULEIRAGEM

PASSOFUNDO – CHARGE ONLINE

passofundo

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19 maio 2013 DEU NO JORNAL

BRIGA DE QUADRILHEIROS

Nunca foi tão difícil ser oposição ao maior canalha deste país. Eu sei o que é enfrentar esse poderio. Um dia eu alertei esse canalha que no governo dele havia mesada para comprar deputados e, desde então, fui escolhido ao lado de José Agripino, Arthur Virgílio e Tasso Jereissati como os seus adversários maiores.

(Marconi Perillo, PSDB, governador de Goiás, falando sobre Lula)

* * *

Estas arengas entre canalhas deixam meu sádico coração em festa e o peito a gargalhar.

Canalha corrupto azul batendo em canalha corrupto vermêio.

Ganhei o domingo.

Vamos botar Polodoro pra rinchar em homenagem aos eleitores dos dois.

Rincha, Polodoro!

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19 maio 2013 FULEIRAGEM

AROEIRA – O DIA

aroeira

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19 maio 2013 DEU NO JORNAL

EIKE BATISTA BUSCA MAIS UMA VITÓRIA

Elio Gaspari

Eike Batista é um dos homens mais ricos do Brasil, símbolo de um novo tipo de empreendedor audacioso. Tem projetos de portos, mineradoras e empresas de energia. Nesse modo, onde os negócios e seus desempenhos são medidos diariamente pelo mercado, as ações da sua OGX, lançadas a R$ 12, valiam na semana passada R$ 1,70.

Noutro modo, ele se relaciona com o patrimônio da Viúva. Nele, é um sucesso. Há poucas semanas, associado à empreiteira Odebrecht, conquistou a concessão do estádio do Maracanã. Pelo andar da carruagem, na primeira semana de junho, poderá obter do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico uma licença para erguer um centro de convenções no Aterro do Flamengo, onde fica a Marina da Glória. Fechada a operação, o Hotel Glória, que é de Batista, mas irá ao mercado, ganha um anexo.

No dia 4 de junho, reúne-se em Brasília a Câmara Técnica do Iphan, que julgará a conveniência da construção, no parque, de um auditório de 900 lugares, com 50 lojas e 600 vagas para automóveis. No dia seguinte, o Conselho Consultivo da instituição dará a última palavra a respeito do assunto.

Trata-se de autorizar uma edificação numa área tombada pelo próprio Iphan onde não podem ser acrescentados equipamentos urbanos estranhos ao projeto original do arquiteto Affonso Reidy. Nele não há centro de convenções.

No modo governo, Batista é poderoso. Anunciou que tinha um projeto arquitetônico para a marina, mas não exibiu documentação que justificasse esse nome. Em seguida, informou que trocaria o riscado, chamando um concurso internacional. O que fez não justifica essa designação.

Finalmente, em março circulou a informação segundo a qual o Iphan autorizara o projeto. Falso. A presidente da instituição, Jurema Machado, reclamou da precipitação, argumentando que ela prejudicava sua imagem.

Tudo bem, mas em pelo menos uma ocasião, em fevereiro, na presença do prefeito Eduardo Paes, o secretário do Patrimônio Cultural do Rio, Washington Fajardo, disse que “o Iphan aprovou” o projeto do arquiteto Índio da Costa.

Eike Batista foi um discreto doador nas campanhas de Paes e do governador Sérgio Cabral. A ambos já deu o conforto de seus jatinhos. (No caso de Cabral, permitindo-lhe mobilidade durante um feriadão.)

Esse estilo, que se mostrou insuficiente para assegurar a simpatia do mercado, mostrou-se persistente nas tratativas com governos encarregados de preservar o patrimônio da Viúva. Nunca é demais repetir o que disse, em 1964, Lota de Macedo Soares, a quem o Brasil deve o parque, quando pediu proteção e respeito ao projeto original do Aterro:

“Pelo seu tombamento, o Parque do Flamengo ficará protegido da ganância que suscita uma área de inestimável valor financeiro, e da extrema leviandade dos poderes públicos quando se trata da complementação ou permanência de planos.”

É a seguinte a composição da Câmara Técnica do Iphan que julgará o projeto: Rosina Coeli Alice Parchen, Marcos de Azambuja, Italo Campofiorito, Nestor Reis Filho e José Liberal de Castro.

E é a seguinte a composição do Conselho Consultivo: Os cinco integrantes da Câmara Técnica, mais a presidente do Iphan, Jurema Machado, e, como representantes do governo, Antonio Menezes Junior, Eliezer Moreira Pacheco, Cícero Antônio Fonseca de Almeida, Carla Maria Casara e Gilson Rambelli.

Como representantes da sociedade civil: Angela Gutierrez, Arno Wehling, Breno de Almeida Neves, Luiz Phelipe Andrès, Marcos Vinicios Vilaça, Maria Cecilia Londres, Myriam Andrade Ribeiro, Synésio Scofano Fernandes e Ulpiano Bezerra de Menezes.

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19 maio 2013 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

nani

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CARDEAL BERNARDO – MACEIÓ-AL

Mestre Papa,

veja que belezura esta foto da Gisele Bundachen ainda no alvorecer da penugem pudenda.

Como sempre, fisguei lá do blog do Carlito Lima. Fonte inesgotável do material retratado.

Com os respeitos do Cardeal.

R. Este JBF é surpreendente.

Até a safadeza e a putaria são tratadas literariamente: usar a expressão “alvorecer da penugem pudenda” pra se referir aos primeiros pentelhos da moça, é um verdadeiro achado.

É cada uma que até parece duas…

gisele

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19 maio 2013 FULEIRAGEM

SINOVALDO – JORNAL NH

sinovaldo

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UMA DESCOBERTA FANTÁSTICA, EXTRAORDINÁRIA: NOS ZISTADOS ZUNIDOS TAMBÉM TEM MISÉRIA!

Comentário sobre a postagem RECLAMANDO POR CÃES DE RAÇA ENQUANTO NÃO ACABA O DINHEIRO DOS OUTROS

Cardeal Natan:

“Muito bonita a ilustração de Cuba.

Agradeço a postagem, pois só tinha visto, ultimamente, coisa parecida no filme rodado em Lousiania-EUA, na historinha real e com artistas da comunidade, ‘Indomável Sonhadora’.

Vê só:”

(O vídeo acima foi colocado pelo Editor; o comentarista, por descuido, mandou outro vídeo, este que está no final da postagem).

Ao contrário do que diz o comentarista, o filme Indomável Sonhadora (título original em inglês: Beasts of the Southern Wild) é uma história de ficção, embora em cenário real, dirigida pelo novaiorquino Behn Zeitlin. Matei as saudades dos dias que passei na Lousiania, o lugar mais parecido com o Brasil que encontrei nos EUA. Pra comemorar a notável descoberta de que não existe miséria apenas em Cuba, mas também nos Zistados Zunidos, vamos ver o vídeo que o leitor erradamente colocou no seu comentário, alegrando nosso domingo duplamente: com a fantástica, inédita, (nunca antes naquele país…) constatação de existência da miséria americana (tão devastadora quanto a cubana…) e com um pagode da bixiga lixa:

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19 maio 2013 FULEIRAGEM

CLAYTON – O POVO

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ALCEU

Era começo dos anos 60. Verão brabo, estávamos, tarde qualquer, numa casa da avenida Visconde de Suassuna. Instalados num quarto externo, que funcionava como sala de estudo, líamos Introdução ao Direito, de Aftalion, Olano e Vilanova. O calor não ajudava.

Quase sempre fazíamos essa tentativa. Frustrada algumas vezes. Eu e Alceu. Nos juntávamos para atualizar leituras do curso de Direito. Ele morava perto, por trás da Suassuna, na rua dos Palmares. Onde também moravam seu Folhadela, gerente das lojas Primavera (se não me engano), Maria Parísio (da PRA 8). Seu pai, procurador da Fazenda estadual, Décio Valença, cobrava estudo. Sua mãe, dona Delma, reforçava o comando com conhecida doçura. Senhora de prole que inclui Aécio (psiquiatra), Décio Filho (engenheiro), Delminha.

Convivíamos desde o ginásio no Colégio Nóbrega. Ele não se desligava de música, dedilhava diariamente cordas do violão. Cantando canções de Luis Gonzaga. Destinação incontornável para elementos da cultura regional. Começando a inventar o próprio som.

Mas a vocação artística tinha obstáculo a transpor: dr. Décio exigia do filho grau de bacharel em Direito. O que fazer? Não sentia a menor atração pelos livros de Kelsen. Gostava de ouvir baiões e cantores populares.

Naquela tarde, não tínhamos estudado meia hora, Alceu se levanta e diz: – “Não dá mais, Luiz. Vou fazer música”. Eu fiquei olhando abobalhado pra ele. Mas, no fundo, ciente de que aquela decisão seria tomada a qualquer momento. Curiosamente, um ano depois, Alceu retomou e concluiu o curso de Direito. Obedecendo a dr. Décio.

Tomamos nossos rumos. Eu, sem o talento dele, fiz concurso para auditor. Ele, dono de seu destino, sedimentou carreira nacional. Um dia, nos anos setenta, estou, no antigo aeroporto do Galeão, aguardando embarque de volta para o Recife, ouço aquele grito lá atrás:

– Luiz Otaaaaaavio.

Me virei. Era ele. Nos abraçamos no leito do tempo. Correm as quadras. Ano passado, um sábado, vou jantar no Pina. Entro no restaurante e, à direita do salão, vejo dois homens. Um deles, de cabelos longos, caídos sobre os ombros, sorriso nos lábios, tinha me visto antes. Alceu. Sentei em sua mesa enquanto meus amigos não chegavam. Atualizamos o papo. Quem estava ali, diante de mim, era o mesmo de quarenta e anos atrás. Igual alegria, a mesma incontrolada vontade de falar. Reencontrei a mim mesmo em Alceu.

Dia desses, assisto televisão, ele, entrevistado, fala sobre cultura brasileira. Elabora sobre as raízes portuguesas e mouras de nossa tradição musical.

E, entre outras músicas, canta Sabiá, de Gonzaga, entremeando sotaque português em alguns versos. Uma antiga lembrança me tomou o peito. Das ruas tranquilas da Boa Vista. Das conversas fraternas de toda noite, depois do jantar, reunindo as pessoas na calçada. E uma emoção doce me dominou. Fiquei pensando no orgulho de dr. Décio, vendo Alceu, lá de cima, de onde nos acompanha a todos.

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19 maio 2013 FULEIRAGEM

JORGE BRAGA – O POPULAR

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ROGÉRIO ANDRADE – RECIFE-PE

Amigos,

aproveito este espaço para parabenizar o Papa Berto – “proprietário” deste extraordinário blog – pelos dois “causos” de sua autoria que me foram enviados pelo amigo Hildebrando Marques sobre Orlando Tejo x Canindé (o “agiota”) e Tejo x Josy, sogro deste poeta.

Simplesmente fenomenal!

Sugiro ao Papa que eles sejam editados em CD. Acho que vai vender muito…kkkkk 

Destaque-se aqui a  genialidade do contador e do poeta.

R. É como eu sempre digo: falou que é safadeza e malfeito, faz sucesso e dá ibope.

Vôte!

Este vídeo ao qual nosso leitor se refere foi postado aqui há exatamente três meses, no dia 16 de fevereiro passado. De lá pra cá, a audiência no YouTube cresce ligeiro e a divulgação boca-a-boca aumenta um tanto a cada dia.

Estas imagens foram gravadas há 15 anos, na Praia de Tamandaré, litoral sul de Pernambuco, numa farra na casa do meu amigo e conterrâneo palmarense Jorge Montenegro.

No tempo em que eu tinha barba e vergonha na cara…

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19 maio 2013 FULEIRAGEM

SINFRÔNIO – DIÁRIO DO NORDESTE

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PORTOS – OS CAMINHOS E O DESTINO FINAL

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Teria sido esse tipo de carga que se pretendeu justificar a pressa da Lei?

Fico aqui tentando encontrar nos meus botões algum tipo de explicação para muitos comentários desnecessários e injustos que nós brasileiros fazemos sobre Cuba. Antes, preciso dizer que não sou nenhum amante da Ilha caribenha e também não adoro o regime político em que castristas e não-castristas vivem mergulhados e submetidos há algumas dezenas de anos. Tem gente que comenta sem sequer ter lido algum dia, algo “confiável” sobre Havana ou seus distritos. Tem gente que não conhece nada, vê-se nas entrelinhas, sobre Cuba, mas comenta, critica. Claro que, criticar é um direito de qualquer um. Mas, criticar apenas por criticar ou porque isso pode garantir uma falsa demonstração de atualização do corretamente político, é uma grande bobagem.

E, assuma, seja honesto, seja ético: o Brasil tem muita coisa diferente de Cuba? Diferente para melhor!…

A saúde brasileira (pública ou praticada particularmente) é melhor que a de Cuba?

A educação brasileira é melhor que a de Cuba?

A tão decantada ditadura castrista tem o que de diferente da ditadura de Geisel, Figueiredo, Médici, Castelo Branco?

Um país continental como o Brasil, onde a corrupção política, a safadeza dos gestores, a baixíssima educação, a segurança pública enlameada, o judiciário envolvido diariamente com notícias escabrosas, tem moral para criticar Cuba?

Não. Eu também não compactuo nem aprovo o que acontece em Cuba. Eu só acho que, vidraça como nós, não tem o direito de atirar pedras. Qual a diferença existente entre Lula, Fidel e Hugo Chávez?

E, a prova de tudo isso está bem aí. O que é que dizem que foi feito para a aprovação da PEC dos Portos? Claro que, entre o fazer e o dizer que foi feito existe uma boa distância. Mas, quem sabe – e quase todos nós sabemos – da infraestrutura existente para garantir o funcionamento desses atuais e futuros portos brasileiros em dias não tão distantes como afirmam, sabe que a aprovação da emenda não passou de uma grande sacanagem.

Como andam as nossas estradas e as nossas ferrovias, que serão indiscutivelmente, o caminho para justificar os bilhões colocados de alguma forma na “abertura” desses nossos portos? Que economia vai alavancar o desembrulho dessas docas, das exportações.

Ora, se publicamente denunciamos que não temos capacidade para garantir as nossas fronteiras – escancaradas para todo tipo de tráfico – e as nossas estradas são intransitáveis para o transporte de grandes cargas, para escoamento da produção agrícola e mineral, como podemos assegurar que não entramos mais uma vez pelo cano? Quem tem interesse nisso? A Cuba?

Com isso, estou pretendendo ir contra uma grande maioria que vive dizendo que Cuba é isso ou aquilo? Não. Não estou e jamais estarei. Também sei que existe aquela Cuba dos anos 60/70, tão distante e diferente da Cuba de hoje.

Também não é ético e honesto esquecer que, nos nossos “anos de chumbo”, era para Cuba que muitos brasileiros fugiam. É, o termo é esse mesmo. “Fugiam”. Asilo político é coisa moderna, coisa de agora. Havia pessoas que, se pudessem, teriam tentado atravessar a nado o mar que nos separa de Havana, fugindo para lá.

Mas, hoje, Cuba é uma merda. A ditadura do tirano Fidel é ultrajante. Boa foi a nossa ditadura. Edificante, respeitosa, humana. Bom é o bloqueio imposto pelos EUA. Em Cuba só tem ladrão. No Brasil houve uma varredura e todos os gatunos foram banidos. Sumiram. Arre égua!

Mas, leiam e raciocinem a matéria seguinte, compilada a partir do saite oficial do Senado e me digam se existem justificativas para tanta tentativa de dizer que Cuba é um inferno, o pior lugar do mundo, único lugar onde se pratica ditadura e da pior forma possível. Não há necessidade de comprar Cuba com o Brasil. Lá, até pelo tamanho territorial, tem menos ladrão que aqui. Né não?

Repito, tripito, quadrupito e quintupito: não sou a favor de Cuba porra nenhuma, também não sou reacionário. Apenas queria ter um mínimo de inteligência para compreender esse bombardeio diário contra Cuba, como se vivêssemos numa Suécia, numa Dinamarca. Ora gente, o nosso Brasil, é um país de merda. O Brasil tem mais ladrão do que dez Cuba juntas! O Brasil é o mais completo DARFUR moral, ético, educacional!

Quem tem um contingente daqueles que comparece para a parada gay, tem moral para reclamar de viadagem?

Quem tem a quantidade de presídios superlotados, desumanos, pocilgas, tem moral para reclamar de Guantánamo?

Quem tem a educação que temos no Brasil, tem moral para ficar corrigindo os erros dos outros?

Quem tem os políticos e gestores públicos que temos no Brasil, tem moral e direito de reclamar e apontar erros de Chávez, de Fidel, do cacete de asa?

Não. Não tem. Nós temos que ficar caladinhos. Infelizmente. E sem esquecer que, quem coloca os nossos políticos onde eles estão, não é Fidel, não é Chávez. Quem coloca toda essa cambada onde ela está, é o brasileiro. Não é o cubano nem o venezuelano.

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Pelo volume de dinheiro endereçado, nossas estradas deveriam ser assim

Queremos ouvir os aplausos de quem critica Cuba, diante dessa coisa maravilhosa que tem sido o governo brasileiro. Não esqueçam a forma elogiosa e o que ficou subentendido para a aprovação dessa MP 595.

“Depois de mais de sete horas de sessão, o Plenário do Senado aprovou na noite de quinta-feira, 16, a MP dos Portos (MP 595/2012), que estabelece novas regras de licitação e funcionamento para os portos do país. Foram 53 votos a favor, 7 contra e 5 abstenções. A MP perderia a validade à meia-noite.

Desde o início do debate, a oposição manifestou-se contra a votação da matéria nesta quinta-feira, alegando que não houve tempo suficiente para o exame do texto. Os líderes José Agripino (DEM-RN), Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) e Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) chegaram a impetrar mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo uma liminar para suspender a sessão.

Em resposta, Eduardo Braga (PMDB-AM), relator da MP, e outros senadores da base argumentaram que a matéria foi amplamente discutida durante sua análise em comissão mista do Congresso e que houve poucas mudanças na Câmara. Os deputados só concluíram a votação do projeto derivado da MP (PLV 9/2013) na manhã desta quinta.

O presidente do Senado, Renan Calheiros, garantiu ter seguido, no processo de votação, todas as regras do Regimento Interno no Senado e da Constituição. Ele reiterou determinação da Mesa de, a partir de agora, só receber medidas provisórias da Câmara com no mínimo sete dias de validade.”

Agora, leiam e analisem a infraestrutura que temos preparada para que, algum dia, possamos justificar o montante de dinheiro que, dizem, jorrou de fontes não tão cristalinas.

Caminho 1 – A Ferrovia Norte-Sul é uma ferrovia brasileira, concessionarizada à Vale S.A. através de licitação realizada pela VALEC em 2008. Quando concluída, possuirá a extensão de 4 155,6 km e cortará os estados do Pará, Maranhão, Tocantins, Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

A ferrovia foi concebida sob o propósito de ampliar e integrar o sistema ferroviário brasileiro. Ligará Senador Canedo (GO), a Belém, conectando-se, a sul, em Anápolis (GO), com a Ferrovia Centro-Atlântica, e, a norte, em Açailândia (MA), com a Estrada de Ferro Carajás. Ao longo de seu trajeto, a ferrovia segue paralela à Rodovia Belém-Brasília (BR-153; BR-226 e BR-010) e ao leito do Rio Tocantins.

As obras da ferrovia iniciaram-se em 1987, durante o governo do presidente José Sarney. Atualmente encontra-se pronto o trecho entre Açailândia (MA) e Palmas (TO). As obras do trecho Açailândia (MA) – Porto Franco (MA) de 215 km iniciaram-se em 1987, durante o governo do presidente José Sarney, mas somente foram concluídas em 1996 durante o governo Fernando Henrique Cardoso.

Durante o governo Luís Inácio Lula da Silva houve uma renovada determinação para concluir a ferrovia e o trecho Porto Franco (MA) – Araguaína (TO) de 146 km para ser inaugurado em 2007.

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Estrada de Ferro Norte-Sul – solução para daqui a mais uns três séculos

Em outubro de 2007, a operação do trecho da Ferrovia Norte-Sul entre Açailândia (MA) e Palmas (TO) foi concedida pela VALEC à Vale por um período de 30 anos. A CVRD foi a única interessada no leilão e pagou o preço mínimo dele: R$ 1,478 bilhão de reais, sendo que R$ 740 milhões em 21 de dezembro de 2007, quando da assinatura do contrato e os 50% restantes pagos em duas parcelas, corrigidas pelo IGP-DI e acrescidas de juros de 12% ao ano, vencendo em dezembro de 2008 e de 2009. O trecho concedido é de 722 km, entretanto somente estava concluído até outubro de 2007 o trecho entre Açailândia e Araguaína-(TO) com 361 km de extensão. Com o dinheiro pago para a concessão, será realizada a construção do trecho entre Araguaína-Palmas (TO), com 359 km de extensão.

Em dezembro de 2008 foi entregue mais um trecho da ferrovia, que passou a operar de Açailândia(MA) até Colinas (TO), 250 km de ferrovia no estado de Tocantins e 490 km desde o seu início. Em março de 2010 foi inaugurado o trecho entre Colinas (TO) – Guaraí (TO) com 133 km.

Quanto aos trechos restantes, o trecho Colinas (TO) – Palmas (TO) era previsto inicialmente para 2009, mas foi adiado e inaugurado em setembro de 2010. O trecho Palmas (TO) – Anápolis (GO) era prevista para 2010, mas foi adiado para 2011. Assim a obra está com 1 ano de atraso em média. Os outros trechos se encontram em estudos ou projeto e dependerá do próximo presidente a construção deles. A previsão de entrega do trecho Guaraí-TO a Porto Nacional-TO era para abril de 2012.

Em 2011 a Vale desmembrou a FCA e a Ferrovia Norte Sul em uma empresa dedicada à Logística, chamada VLi, Vale Logística. A VLi é quem administra, portanto, a Ferrovia Norte Sul bem como toda a carga que não é minério de ferro na Estrada de Ferro Carajás.

A carga principal da Ferrovia Norte Sul é a soja, embarcada em Porto Franco-MA e em Colinas do Tocantins-TO, entretanto, também já transporta minério de ferro embarcado em Guaraí-TO até Açailândia-MA.

A frota de locomotivas da Ferrovia Norte Sul é composta por 10 locomotivas GE C36-7 compradas à EFC, e ainda locomotivas alugadas desta ferrovia. Está em processo de compra todo o restante da frota de locomotivas C36-7 atualmente operando na Estrada de Ferro Carajás, locomotivas estas que farão não somente o transporte das cargas da FNS, como possivelmente cargas gerais dentro da EFC.”

Os portos brassileiros e seus caminhos diferenciados, sabemos, têm quase todos, a mesma filosofia operacional. Santos, Rio de Janeiro, Paranaguá e os demais. Alguém tem noção da qualidade da malha rodoviária – que poderia ser uma válvula de escape no caso do estrangulamento operacional da malha ferroviária – que leva até o Porto de Itaqui, em São Luís/MA?

Estradas brasileiras – A malha rodoviária brasileira soma cerca de 1,7 milhão de quilômetros entre estradas federais, estaduais, municipais e concessionadas. Esta modalidade de transporte é responsável por 96,2% da locomoção de passageiros e a 61,8% da movimentação de cargas no País, segundo a Confederação Nacional do Transporte.

Foi a partir da década de 1930, com a expansão do desenvolvimento econômico também para o interior do País que foram feitos os primeiros grandes investimentos em estradas nacionais. Entre as décadas de 1950 e 60, a chegada da indústria automobilística foi determinante para que esta modalidade de transporte se estabelecesse como mais comum no Brasil até os tempos atuais.

Em agosto de 2012, o governo federal lançou o Programa de Investimentos em Logística, um pacote de concessões de rodovias e ferrovias que irá injetar R$ 133 bilhões em infraestrutura nos próximos 25 anos. Para o eixo rodoviário serão destinados R$ 42 bilhões, sendo R$ 23,5 bilhões até 2017 e outros R$ 18,5 bilhões ao longo dos 20 anos restantes do programa. Serão concedidos à iniciativa privada 7,5 mil quilômetros de rodovias federais. Os principais pontos deste pacote e cronogramas podem ser consultados no site do Ministério dos Transportes, principal fonte de informações para esta matéria.

Durante o primeiro período de investimentos, as concessionárias deverão realizar obras de duplicações, vias laterais, contornos e travessias. A empresa vencedora do contrato será aquela que apresentar menor tarifa de pedágio (que só poderá ser cobrado após concluir 10% da obra). No trecho urbano, não haverá cobrança.

Condições das estradas – Apesar das melhorias e investimentos ainda há pontos críticos que necessitam de atenção. Segundo dados da Pesquisa CNT de Rodovias 2011, 12,6% das rodovias brasileiras são considerados ótimos, 30% bons, 30,5% regulares, 18,1 ruins e 8,8% péssimos. O relatório ainda aponta que 52% do asfalto de nossas estradas estão em estado satisfatório (ótimo ou bom).

Os principais problemas apontados foram: buracos, erosões na pista, pontes caídas e quedas de barreira. Em 2011 foram registradas 219 ocorrências no trecho de 92.747 km da malha rodoviária brasileira pesquisada.

O site da Polícia Rodoviária Federal (PRF) disponibiliza uma ferramenta que mostra as condições das estradas federais. Ao clicar sobre cada uma, o cidadão tem uma visão completa da situação de pavimentação, trechos com curvas perigosas, qualidade da sinalização, quantidade de tráfego e a existência de obras no local. Pelas estradas brasileiras circulam mais de 90% dos passageiros do País e cerca de 60% do total de cargas.

Segurança – Além das condições das rodovias, a segurança nas estradas depende da conduta do motorista. Em caso de problemas mecânicos ou acidentes, é muito importante que o condutor retire o veículo da via para não causar novas colisões. Motorista e passageiros devem se abrigar em um local seguro, se possível além do acostamento, até que chegue o socorro. A polícia rodoviária orienta o condutor ou passageiro a ligar para o número 190 da Polícia Militar, que pode localizar o posto policial mais próximo do local do acidente e solicitar ajuda.

Muitas vezes acidentes acabam provocando outros até mais graves. É importante alertar os outros motoristas que existe um veículo parado na estrada. O triângulo de sinalização deve ser colocado a alguns metros do automóvel acidentado, para permitir que os demais usuários da via se antecipem e saibam que existe um problema à frente.

RESUMO – Por que tanta insistência na aprovação na calada da noite de algo que, em função de precariedade estrutural das rodovias e ferrovias, igualmente do sistema operacional da grande maioria da vida urbana onde possam ser instalados portos que justifiquem a “pressa” e o “enorme interesse” na aprovação do que o Governo brasileiro queria?

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Por estradas iguais a essa passarão nossos produtos a caminho dos portos

Essa pressa, que infelizmente nos aproxima muito da imperfeição administrativa, justifica que fiquemos dia após dia “metendo o pau” em Cuba? Em quais setores somos tão diferentes (para melhor, claro) dos cubanos?

Ah, lembrei e eu mesmo respondo: aqui, pelo tamanho continental, temos um número maior de ladrões e corruptos.

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19 maio 2013 FULEIRAGEM

PATER – A TRIBUNA

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PAULO GOMES – JABOATÃO-PE

Sr. Redator,

Tomo a liberdade de lhe enviar esta pérola, que acredito que vossa eminência já tenha tomado conhecimento, entretanto não podia deixar de ter sua opinião.

Mais uma vez me perdoe a ousadia

Abraços,

Lula batendo

O ex-presidente está na Argentina. Na quinta-feira (16) ele fez um discurso em Buenos Aires a favor da presidente Cristina e contra a imprensa local que faz críticas a administração dela. Para Lula a imprensa argentina é tão ruim quanto a brasileira:

“As duas gostam de criticar e isso atrapalha a vida dos dirigentes.”

R. Veja só: ainda tem uns cabrinhas mal intencionados que vivem dizendo que eu não concordo com nada que Lula fala. Pura mentira.

Por exemplo, neste juízo que ele emitiu sobre a imprensa, que “atrapalha a vida dos dirigentes“, Lula está certíssimo.

Imprensa livre e sem censura atrapalha que só a porra a vida dos dirigentes. Sobretudo a vida secreta, por debaixo dos panos, onde se pratica com abundânca (e também com priquitância) maracutaias e recebimentos de propinas batizadas de “cachê”. Tenho certeza que Eike Batista, Zé Genoino, Afif Domingos, a Marquesa de Garanhuns, Paulo Maluf e Zé Dirceu concordarão comigo: imprensa atrapalha, e atrapalha muito, a vida dos dirigentes e das pessoas que cercam os dirigentes.

Inclusive, eu acho, salvo melhor juízo, que Lula deveria se valer da sua mais nova atividade, a de escritor de colunas e livros, para combater esta maldita liberdade de imprensa. E pregar a sábia decisão do seu amigo cubano Fidel, que só permite a circulação de um único jornal, o Granma, que, da primeira à última página, só tem notícias favoráveis ao gunverno. Aliás, o diário oficial cubano, na internet, tem o significativo endereço de granma.cu. Num é lindo???!!!

Neste caso específico de Cuba, a imprensa, ao invés de atrapalhar, faz o contrário: favorece e ajuda o dirigente.

livro

Resumindo: neste assunto de imprensa caluniadora, golpista e cheia de direitos, tô cum Lula e num abro nem prum trem!!!!

E vamos aproveitar que parou a chuva aqui na região metropolitana do Recife, o dia amanheceu com um sol bonito, e vamos tomar uma boa lapada de aguardente com cerveja geleda.

Se Lula quiser vir me acompanhar numa rodada, será muito bem vindo ao Palácio Pontifício. Prometo que farei uma resenha elogiativa e favorável ao seu último livro “Mensalão: 51 Tons de Corrupção

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19 maio 2013 FULEIRAGEM

DUKE – O TEMPO

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É HOJE! – PARA OS FUBÂNICOS DO RECIFE – PEÇA TEATRAL OLIVIER E LILI

olivier e lili uma historia de amor em 900 frases credito foto da_camila sergio

Fotos: Camila Sérgio

“Olivier e Lili: Uma História de Amor em 900 Frases” na programação do Festival Palco Giratório, do SESC Pernambuco, somente neste domingo, 19 de maio, às 19h, no Teatro Hermilo Borba Filho. Com diversão e emoção, depoimentos reais fazem parte da montagem

Concebido a partir de “Les drôles: un mille-phrase”, texto em que a dramaturga e atriz Elizabeth Mazev revive passagens de sua infância, adolescência e juventude ao lado do encenador e ator Olivier Py, o espetáculo cruza essa história de amor e amizade com fragmentos da biografia dos atores Fátima Pontes e Leidson Ferraz. Como se lesse as páginas de um diário, como se abrisse um álbum de fotos, como se revirasse um baú empoeirado, o público é convidado a compartilhar as memórias íntimas de Lili/Fátima e Olivier/Leidson: escola, família, sabores, músicas, perdas, paixões, sexo, identidades. Numa narrativa telegráfica e vertiginosa, a montagem (con)funde as camadas do ficcional e do real, do público e do privado, para celebrar os encontros da arte e vida propiciados pelo teatro. Realização: Teatro de Fronteira.

olivier e lili uma historia de amor em 900 frases foto camila_sergio

Olivier e Lili: Uma História de Amor em 900 Frases (Teatro de Fronteira – Recife/PE)
Em sessão única neste domingo, 19 de maio, às 19h, no Teatro Hermilo Borba Filho (Av. Cais do Apolo, s/n, Bairro do Recife. Tel: 81 – 3355 3321 / 3320), com ingressos a R$ 12 e R$ 6 (artistas, estudantes, professores e maiores de 60 anos), à venda 2 horas antes da sessão. O espetáculo integra a programação do Festival Palco Giratório, do SESC Pernambuco.

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19 maio 2013 FULEIRAGEM

PADRE SPONHOLZ – JBF

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HUGO ARAÚJO – ARCOVERDE-PE

Para que viver do passado
Se tudo ficou para trás
O que passou já passou
Ventos que não voltam mais

Vamos viver o presente
Apostando no futuro
O passado apagou-se
Igual noite de escuro

Acreditemos na vida
Enfrentemos os perigos
Nossa vida vale tudo
Preservemos os amigos

Sejamos um bom exemplo
Pratiquemos caridade
Vamos viver nossa vida
Semeada de verdade.

Guardando o nosso lugar
A direita de Deus Pai
Junto de Nossa Senhora
Pra de lá não voltar mais.

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18 maio 2013 FULEIRAGEM

BISPO NEWTON SILVA – CHARGE ONLINE

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18 maio 2013 DEU NO JORNAL

O SUJO IMITANDO O MAL LAVADO

Um decreto que nasceu para deixar os padrões de qualidade do ar no Estado de São Paulo mais rígidos terá, na prática, um efeito contrário por ao menos cinco anos.  

A informação que chegará à população sobre o ozônio, gás que mais tem afetado a saúde da população paulistana nos últimos dez anos, será, via de regra, a de um ar menos poluído.

No mundo real, porém, a situação continua crítica como antes.

* * *

Ou seja: o gunverno paulista mudou a natureza física e real por decreto.

Trata-se de uma vitória do gunverno federal do PT, que está exportando know-how até pro gunverno tucano paulista, haja vista a iniciativa de Dilma de extinguir os miseráveis e os pobres através de estatísticas e decretos.

O gunvernista fubânico Disco-Quebrado, especialista em desencavar números, estatísticas e links pra justificar o injustificável, vai aplaudir que só a porra e dizer que o PSDB está utilizando as geniais medidas do genial gunverno do Socialismo Muderno.

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18 maio 2013 FULEIRAGEM

AROEIRA – JORNAL O SUL

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18 maio 2013 FULEIRAGEM

AMORIM – CORREIO DO POVO

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A FESTA DE PAFINHA

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Ninguém sabia seu nome verdadeiro, que dirá sobrenome. Os amigos a conheciam como Pafinha. Moça bonita, pele clara, cabelos lisos, olhos vivos, meio estrábicos. A boca rosada escancarava um permanente sorriso. Esbanjava beleza e graça de quem é jovem e feliz, tinha um sinalzinho bem na ponta do nariz.

Uma líder entre as companheiras de trabalho. Todos amavam aquela moleca sapeca. Pafinha trabalhava muito, fazia vida na Boate Tabariz. Tornou-se a rapariga predileta do dono da noite da cidade, o popular Mossoró.

Nascida em Pariconha, sertão das Alagoas, sua família passava fome. Até 15 anos só havia conhecido miséria e pobreza. Um cabo de polícia, casado, encantou-se com a beleza da menina. Estuprou-a. Para amenizar a situação, prometeu casa e amigação, levou a menina para a capital. Largou Pafinha na zona da boemia em Jaraguá.

Tornar-se prostituta foi uma grande transformação. Cursou a universidade da vida. Era a mais querida do cabaré. Tratava os frequentadores da boate pelo nome, podia ser delegado, senador, coronel ou capitão.

Pafinha possuía fortaleza e valentia atávicas, gabava ser sobrinha-neta de Maria Bonita. Intransigente em seus princípios, não admitia o homossexualismo ou que mulher virasse o disco.

Certa vez, um jovem boêmio frequentador das boates de Jaraguá, hoje respeitável médico, levou Pafinha para o quarto. Depois de alguns carinhos, exigiu o vira. Ela recusou. O acadêmico deu-lhe uma tapa, empurrou-a estatelada na cama. Pafinha, deitada, enfiou a mão no criado-mudo, tirou uma faca da gaveta, levantou-se, avançou segurando a arma deu uma estocada em direção ao jovem. Ele protegeu-se com o braço. No Pronto Socorro levou 20 pontos. A cicatriz ainda hoje permanece na mão direita do doutor.

Naquela época, nas tardes de domingo, havia um grande bingo, fonte de recurso para construção do estádio de futebol Trapichão. Mossoró levava algumas raparigas ao bingo. Pafinha deu maior sorte, ganhou um carrão IMPALA. Um agiota comprou o carro na hora. Dinheiro que a menina jamais pensou possuir.

Na mesma noite ela iniciou uma festa em Jaraguá. Todos queriam abraçá-la, pedir emprestado. A festa durou oito dias e oito noites. Pafinha não tinha noção de economia, seu coração solidário e generoso emprestou e deu muito dinheiro. Fez festa na ZBN, Zona do Baixo Meretrício, para os estivadores, pescadores, catraieiros, amigos das horas vagas, que não podiam frequentar os cabarés luxuosos nos casarões.

Uma semana de alegria e diversão durou a festa de Pafinha. Só acabou quando percebeu não ter mais um centavo do dinheiro do bingo. História semelhante ao filme dinamarquês, vencedor de Oscar, “A Festa de Babete”

Durante o dia Pafinha tinha um programa predileto, mergulhar no mar da Avenida da Paz. Frequentava uma birosca de praia, gostava de ouvir histórias de Seu Rodolfo, velho pescador, sobre peixes enormes, Yemanjá, sereias, botos salvando vidas, empurrando afogados até a beira-mar.

Ela aprendeu a nadar, boiava, mergulhava, até o pôr-do-sol avermelhar o céu. A sertaneja sentia-se feliz no imenso oceano; dizia estar ali seu destino.

Semana passada encontrei Rodolfinho, filho do finado Rodolfo num botequim de Jaraguá. Ele também é pescador, continuou a profissão do pai. Ao lhe perguntar se lembrava de Pafinha, ele tomou uma lapada de cachaça, emocionado, contou-me o destino da bela rapariga. Há alguns anos a amiga desapareceu num banho de mar, seu corpo nunca foi encontrado. Disse-me convicto, Yemanjá veio buscá-la, transformou-a em um boto bonito que vagueia no mar salvando afogados.

Há muito tempo não acontece afogamento no mar da Avenida da Paz. Quando algum banhista mais afoito perde o controle se afogando, aparece de repente um boto atento mergulhando, empurrando, salvando o afogado, deixando-o na marola á beira-mar, em seguida dá um mergulho, com um som parecendo um relincho, retorna ao fundo do mar, se junta ao cardume.

Durante as conversas noturnas nos bares, no mercado, na zona da boemia, marinheiros, pescadores, prostitutas contam histórias de salvamentos inexplicáveis. Atribuem esses milagres à Santa Pafinha, protetora dos boêmios, dos bêbados, das prostitutas e dos afogados de Jaraguá.

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18 maio 2013 FULEIRAGEM

FAUSTO – OLHO VIVO

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RECLAMANDO POR CÃES DE RAÇA ENQUANTO NÃO ACABA O DINHEIRO DOS OUTROS

Dois comentário sobre a postagem LA MIERDA BOLIVARIANA

Cardeal Goiano:

Sim, destila-se aqui uma raiva de o povo cubano ter feito a revolução socialista e, apesar dos pesares, teimar em continuar comunista, pois não há notícia de que o povo cubano esteja se revoltando contra o regime, embora reclame por mais conforto, habitações mais modernas, carros luxuosos, equipamentos domésticos de primeira e cães de raça. É insuportável, para muitos, que o nobre e digno povo cubano peite o mundo capitalista, que lhe impõe desumano bloqueio e boicote, e apesar das agruras causadas por isso… continue insistindo nessa porcaria de pobreza de dividir as migalhas e exportar médicos para o mundo todo. Essa altivez incomoda…

Já os venezuelanos, também estão chateando muito, porque votaram “em” Chávez, na pessoa de Maduro. E os progressistas queriam que a oposição a ele, Chávez, vencesse as eleições e desse uma surra no horroroso chavismo, mas o povo, um pouco mais da metade do povo, preferiu ficar sem papel higiênico…  

Nós, brasileiros, não aguentamos esses dois países insistindo em suas burradas.

Como não temos muito o que reclamar do Brasil, voltemo-nos para Cuba e Venezuela, já que a Coréia do Norte é lá nas conchichinas…”

Cubanos nas avenidas de Havana, reclamando por conforto, habitações mais modernas, carros luxuosos, equipamentos domésticos de primeira e cães de raça.

* * *

Alamir Longo:

“Lamento pelo povo venezuelano que entrou nessa roubada e agora está sofrendo e sofrerá muito mais as consequências, pois as coisas por lá só tendem a piorar. O Chávez conseguiu fazer tudo de pior, e em bem pouco tempo. Quando então, tenente coronel do Exército, tentou dar um golpe militar em um governo que, POR PIOR QUE FOSSE,  havia sido eleito democraticamente. Uma vez fracassado, foi preso. Cumpriu pena, voltou ao cenário político vestidinho de herói e foi eleito Presidente. Pronto! era tudo o que uma mente doentia precisava para implantar suas loucuras.

Iluminado pelo seu grande guru, o sanguinário ditador Fidel Castro e outras tralhas disseminadoras da peste vermelha, enfiou em sua cabeça de bagre que o comunismo era a grande solução para o mundo. Talvez fosse, mas pra ele e seus asseclas, é claro. Vestiu-se de ditador populista barato, caminho mais curto para destruir uma nação. Virou pai dos pobres, mãe dos órfãos, salvação para os pecadores,  de  us dos incrédulos, inimigo dos ricos, defensor perpétuo das riquezas do país, enfim, usou de toda aquela falácia típica dos falsos líderes, idiotas narcisistas que, uma vez no poder, pensam que são detentores das chaves que abrem as portas do Universo.

E começou pelo pior: arrebentando a economia! Perseguiu como um cão raivoso a iniciativa privada, espantando e expulsando investidores e promovendo uma onda de estatização para difundir os seus delírios nacionalistas; promoveu uma gastança sem precedentes, cerca de 300 bilhões de dólares,  em um calhamaço de programas assistencialistas, única e exclusivamente para seus intentos eleitoreiros, para que, como dizia o “grande filósofo” Lula, o povo na próxima eleição, como aqui, “votasse com o estômago”, o que acabou acontecendo, pois via referendo, acabou implantando boa parte de seus insanos intentos. Mexeu na Constituição a seu bel prazer, afinal, estava respaldado pelo voto estomacal da massa falida.

Dominar o Congresso, teria que ser o primeiro passo, e foi o mais fácil. Missão cumprida. Posteriormente, apoderou-se do Judiciário através de uma sorrateira emenda à Constituição para expandir o número de juízes para 32. Os aliados do presidente conquistam 20 de 22 governos regionais, portanto, o golpe no Judiciário estava consolidado. Uma juíza que não aceitou sua intromissão, foi algemada, presa e encarcerada na mesma cela das presidiárias que ela havia condenado.

Com o Congresso e o Judiciário na palma da mão, agora só faltava garrotear a imprensa. Foi a empreitada mais fácil e executada com requintes de sarcasmo. Promoveu uma implacável perseguição aos meios de comunicação: quem era contra o governo foi sumariamente fechado. Saiu ao encalço do seu concorrente derrotado nas eleições, para metê-lo na cadeia, só não o fez, porque o mesmo tinha abandonado o país a tempo. A desculpa esfarrapada? A de sempre: tentativa de golpe. Poderia continuar descrevendo muito mais bestialidade desse sujeito desequilibrado, mas ficaria um texto muito longo, por isso me encaminho para o final.

E assim vinha Hugo Chávez, de vento em popa, até acontecer o que todos já sabem: virou um “pajarito!” E para continuar o drama dos venezuelanos, em seu lugar ficou um jumento não menos idiota e que não merece qualquer análise. Mas, ao que parece, depois do resultado das últimas eleições, o caldo está engrossando, pois o povo venezuelano está despertando do pesadelo, e o pior, sem comida e nem papel higiênico. A política de pão e circo é um produto perecível que tem prazo de validade, pois dura enquanto tiver dinheiro no cofre. E aí prevalece a máxima da Primeira-Ministra Britânica, Margaret Thatcher: “O SOCIALISMO DURA ATÉ ACABAR O DINHEIRO DOS OUTROS.”

“Fica tranquilito, Maduro: non acabou ainda el dinero dos otros que trabajam y Dilma enviará mas um poquito pra nosotros” 

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18 maio 2013 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA

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A OBRIGAÇÃO DO MATRIMÔNIO

Havia em Nova-Cruz um dono de mercearia, chamado Antônio Gato, casado, há bastante tempo, com Dona Zefinha, vinte anos mais jovem do que ele. O casal tinha três filhos ainda pequenos e pretendia aumentar a prole. Formavam uma família feliz. Dona Zefinha, amante calorosa, desempenhava muito bem as funções de dona de casa, esposa e mãe. O tempo foi passando, e, de um dia pra noite, Seu Antônio Gato começou a ficar triste, sem graça, acabrunhado, irritado, com ar de preocupação, o que despertou a atenção dos amigos mais próximos. Quando lhe perguntavam o que estava acontecendo, a resposta era sempre negativa, e ele mudava de assunto. Chegou um dia em que ele, não suportando mais o problema que o afligia, dirigiu-se à casa de um compadre seu, chamado Delmiro, comerciante antigo, muito religioso, que era uma espécie de orientador espiritual da cidade. O compadre o recebeu muito bem e os dois foram conversar a sós, numa sala reservada. Seu Antônio Gato permaneceu em silêncio algum tempo, mas depois criou coragem e falou:

 – Compadre Delmiro, eu vim aqui conversar com o senhor, sobre um problema que eu estou passando… O problema, compadre, é o seguinte: Já faz seis meses que Zefinha , minha esposa, não quer mais obedecer à obrigação do matrimônio. Ela não deixa mais eu fazer um carinho nela, não quer mais nada comigo na cama, e foge de mim, como o diabo foge da cruz!… E o coitado começou a chorar. Constrangido diante dessa cena, Seu Delmiro prometeu ao compadre que iria mandar chamar a comadre Zefinha, para ter uma conversa com ela e dar-lhe uns conselhos. Cumprindo a promessa, no dia seguinte, mandou chamar a comadre, que atendeu imediatamente. Um pouco assustada, ouviu o que o homem tinha para lhe dizer:

 – Comadre, eu mandei chamar a senhora aqui pra conversar, porque o compadre Antônio veio aqui ontem, muito abatido e triste, e me contou que já faz seis meses que a senhora não quer obedecer à obrigação do matrimônio. Isso é verdade, comadre? A mulher empalideceu de vergonha, baixou a cabeça, calou-se por alguns minutos, até que, diante da insistência do compadre, resolveu contar a verdade:

 – Compadre Delmiro, eu não vou negar… o que Antônio contou ao senhor é tudo verdade… Já faz seis meses que eu não quero mais nada com ele. Eu não tenho mais vontade; tomei um abuso triste dele e não sei fingir. Eu sei que a mulher que casa tem que obedecer a obrigação do matrimônio, mas eu não obedeço mais, e só Deus me obriga! Antônio tá ficando velho, não tem mais aquela dureza que o senhor sabe o que é, e, de uns tempos pra cá, eu esfriei de vez, e acho até que ele tem catinga de macaco! Aí, lá vem ele sem roupa, olha pra mim e fica dizendo: “Chegue, minha filha! Chegue minha filha, vamos fazer menino!” Meu compadre, quando eu vejo a arrumação, aquele homem velho, com aquela coisa feia sem dureza nenhuma, tenho vontade de sair correndo! Eu tenho é ódio! E ele passa uma hora dizendo “chegue, minha filha, chegue, minha filha!” Eu garanto que se fosse com o senhor, o senhor também não ia. Fale sério, meu compadre, se fosse com o senhor, o senhor ia? Seu Delmiro, indignado, respondeu:

 – Claro que não! O diabo é quem ia! Tá bom, comadre Zefinha, a conversa terminou aqui!

Seu Antônio Gato adoeceu de tristeza, pouco tempo depois esclerosou, e terminou seus dias levando mais chifre do que pano de toureiro.

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18 maio 2013 FULEIRAGEM

AROEIRA – O DIA

 

 

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MEXER O TACHO

A crise econômica mundial continua a consumir a vida de todos sem que nada seja feito ou pensado para dar uma reviravolta na situação que tem trazido a população mundial dias de muito sofrimento. Em países acostumados ao alto padrão de vida, a pancada desta crise tem tido um efeito devastador. Diferente daqueles acostumados ao baixo padrão social em que a falta de melhores condições e qualidade do viver não trazem grandes prejuízos ao cotidiano, sempre haverá um bico para ganhar trocados e tocar a vida. Nestas Nações, os governantes encontram facilidades de frear a revolta do povo com pequenas atitudes paliativas, como é o caso dos países da América Latina.

Faltar papel higiênico na Venezuela não causa tanto espanto na população que fazia uso de outros meios. No Brasil pode faltar tudo, menos financiamento de carros ou condução, já que automóveis custam caro e são importados. Saímos da era “fusquinha”, Gordini ou Fiat 147. Fizeram uma maquiagem e oferecem o que está no mercado hoje, e o povão gosta. Segundo a mídia especializada internacional, nossas conduções ou carros, são cinco vezes mais mortais que os automóveis importados. O interessante é que pagamos por um carro, proporcionalmente, o mesmo que lá fora pagam por um automóvel. A série de itens de segurança é infinitamente maior e de melhor qualidade.

 Apesar de ter que ler e escutar algumas vezes essa equipe de governo e o que não desencarna do governo, o Lulla, a dizer que somos imunes a crise, nossa economia está a passos lentos e a metros de se afundar em crise pior que a do hemisfério norte. O povo esgotou sua capacidade de pagamentos ante os baixos salários que recebe nos milhões de empregos que apregoa o governo. São empregos de baixa qualificação e salários. Isto tem levado o Brasil a uma queda da produção industrial em níveis alarmantes, mas que até agora, pouco se fala para não provocar revoltas. O caminho encontrado é realizar bonificações sociais, desonerações fiscais, bancar empresas que estão à beira da falência, encontrar saídas para a privatização para a qual inventaram a denominação de concessão e por aí vai.

Não vejo perspectiva de outro caminho que não o de, em breve, “importar papel higiênico”. Encontrar alternativas para impulsionar a economia brasileira não é lá grande problema. O problema está na qualidade dos que tocam a administração federal. São pessoas desqualificadas, em sua maioria, que não conseguem fazer a leitura de projetos e plantas econômicas industriais de forma a dar suporte as iniciativas de ações de governo e da área privada. É uma comunidade formada de membros que não são capazes de qualquer visão de desenvolvimento que não aquela de cunho pessoal. É essa equipe que tem gerado uma corrupção nunca vista na história deste País.

 A incapacidade de deslanchar economicamente tem levado os países da América do Sul a se agruparem e criarem factóides como “revolução bolivariana”. É a defesa da incompetência na economia e na diplomacia. Vão se afogar abraçados. O governo tem plena confiança de que os macaquinhos estão ali, prontos para receber as migalhas, é só jogar que eles respondem. Quando avançam se tornam incômodos. Estamos perdendo tempo precioso para tirar este País da rabeira mundial. As perdas de nossa pouca produção são enormes, seja para o mercado interno como externo.

O governo nestes últimos treze anos plantou na população a imagem do Brasil grande potência, assim como Eike Baptista, o mercador de sonhos que está dependente integralmente do Tesouro Nacional, via BNDES, via Lulla que é o dono do cofre do Brasil. No bolo da exportação mundial, o Brasil não passa de 1%, onde está então o Brasil desenvolvido? Para desenvolver é preciso ter pelo menos 25% da população com formação universitária completa. Temos apenas 4%. É preciso mexer o tacho.

PS. No artigo anterior disse que os embargos infringentes tinham sido abolidos do CPC, mas ainda vigoram. O foi no projeto do novo CPC em tramitação no Congresso, há tempos em 2º turno. Ocorre que tais embargos não são aceitos mais pelo STF e STJ em razão da lei 8038/90 que institui normas procedimentais para os processos, retira essa possibilidade de embargos infringentes em decisão originária do STF.

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18 maio 2013 FULEIRAGEM

DUKE – O TEMPO

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É HOJE! – PARA OS LEITORES DE MACEIÓ – ESPETÁCULO DO FUBÂNICO JESSIER QUIRINO

Jessier Quirino apresenta seu novo recital em Maceió

Hoje, dia 18, e amanhã, dia 19, Jessier Quirino retorna ao Teatro Gustavo Leite, no Centro de Convenções com o novo espetáculo Vizinhos de Grito.

Poeta, escritor, compositor e artista de palco, autor de oito livros e cinco CDs, Quirino é considerado mais um abridor de veredas poéticas e musicais no bem sortido território das artes nordestinas e cuida de defender sua poesia a golpes de declamações.

Com seu mais novo espetáculo (de uma hora e trinta minutos de duração), fazendo-se acompanhar de músicos de primeira grandeza, que dão um tom solene e divertido ao recital, o poeta se apresenta contando causos, poesias e canções autorais, que vão do interior ao litoral. Ao lado de suas histórias, textos, músicas e força declamatória, Jessier Quirino faz hoje um dos mais belos espetáculos do gênero.

Por tratar-se de um espetáculo também musical (retomado após três anos de apresentações solo) consta no roteiro algumas canções e poemas inéditos como: Coco do pé de manga, Papel de bodega, Obra inacabada de uma colher de pedreiro, que fazem parte do próximo livro a ser lançado ainda este ano.

Serviço:

Vizinhos de Grito
DIAS: 18 de maio (sábado), às 21 horas e 19 de maio (domingo), às 20 horas
LOCAL: Teatro Gustavo Leite, no Centro de Convenções
ENTRADA: R$ 80.00 inteira e R$ 40.00 meia
INFORMAÇÕES: 9938-4172 / 3034-3600

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