17 junho 2012 FULEIRAGEM

JORGE BRAGA – O POPULAR

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CARDEAL BERNARDO – MACEIÓ-AL

Mestre Papa,

veja aí a noviça sorteada entre as demais para comandar o preparo das guloseimas juninas.
 
Com os respeitos do Cardeal

R. Pois diga aí pra moça que eu tenho uma espiga na medida certa pra ela enfiar na panela do cuzinhado junino.

Espiga colhida num pé de milho plantado no terraço pontifício, que bota sozinho 20 espigas!

E que foi plantado no Dia de São José, 19 de março passado, conforme reza a tradição da Nação Nordestina.

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Preparando o milho que foi colhido no terraço do Palácio Pontifício

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17 junho 2012 FULEIRAGEM

AMORIM – CORREIO DO POVO

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FOME DE LUCROS

No século 16 na Europa aristocrática somente a posse de terras e títulos não dava prestígio a uma pessoa. Era preciso algo mais para uma pessoa conseguir o status de grandeza social.
 
Os banqueiros só passaram a frequentar a alta sociedade, conquistar prestígio, depois da Renascença. Até então, os banqueiros não eram bem aceitos. A razão da desatenção era a cobrança de juros, principalmente para os padres.

Da mesma forma, hoje, os altos lucros dos bancos brasileiros e a cobrança de juros e tarifas elevadas recebem, apesar de receber duras críticas do cidadão, tem objetividade. Servem para cobrir a inadimplência que cresce, suportar os improdutivos impostos e os gigantescos compulsórios.

Há quem atribua a ganância dos bancos ao oligopólio. A existência de poucos correntes fortes na praça, em número de cinco, cobrando altas taxas, não pode continuar. Afinal, o sistema financeiro tem um patamar sólido e bem lucrativo. Não passa tempos difíceis.

O Brasil, que passou um primeiro trimestre sofrível, tem de encontrar uma forma para equiparar os juros cobrados no mercado doméstico aos padrões internacionais.

A Austrália, de uma só cacetada, visando reaquecer a economia que estava precisando de um empurrão, derrubou 50 pontos percentuais, a fim de colocar a taxas de juros lá embaixo.

A abertura do sistema financeiro brasileiro aos bancos estrangeiros para fortalecer a concorrência, iniciada na década de 90, logo a injeção de R$ 20 bilhões do PROER para socorrer os bancos em desequilíbrio, como o Nacional e o Econômico, não efeito.
 
Tudo bem que o mundo, desde o ano de 2007, assiste a um festival de crises financeiras nos bancos. Nos Estados Unidos têm gigantes que registraram prejuízos. Partindo para as demissões. 

A Espanha, que teve as notas de 18 bancos rebaixadas pela Fitch, a agência de classificação de riscos, por terem emprestado demais ao setor da construção, atitude desaprovada pelo FMI-Fundo Monetário Internacional, teme um desastre no setor. Tenta escapar do mal que estão sofrendo a Grécia, a Irlanda e Portugal, que choram por ajuda, cujas consequências podem rachar a União Europeia.

Sobre este assunto a Alemanha, vivendo num patamar super estável, livre de problemas momentâneos, já se pronunciou. É contra o financiamento de resgate aos bancos em crise.

É evidente que vão aparecer medidas emergenciais para enfraquecer a turbulência no mercado financeiro europeu. Eliminando o contágio para recapitalizar os bancos com problemas de liquidez, de modo a resgatar a estabilidade financeira da Europa.

Tomara que a política econômica brasileira não pise na bola. Permaneça fiel à ideia de que o sistema financeiro é fundamental para o desenvolvimento da Nação, principalmente no plano sustentável.

Não se afaste do papel de enormes captadores de recursos para fomentar o progresso. Sem se afastar da importante função quanto à tranquilidade da sociedade e do avanço econômico e social de um país. 

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17 junho 2012 FULEIRAGEM

PELICANO – BOM DIA SP

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17 junho 2012 DEU NO JORNAL

CEM ANOS DE PERDÃO

O deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) conseguiu emplacar um indicado seu como secretário nacional de saneamento ambiental do Ministério das Cidades.

O apoio de Maluf ao tucano José Serra na corrida eleitoral de São Paulo era dado como certo.

Mas com o mimo que recebeu da Presidente Dilma, por ordem de Lula, Maluf decidiu entrar de corpo e alma na campanha petista.

* * *

Numa postagem feita ontem, eu disse que Maluf está no lugar certo: aliado à petralhada na campanha municipal de São Paulo.

Puta-velha na política, Maluf sabe muito bem procurar seus iguais pra atuar em consonância com eles.

Uma fonte bem informada me telefonou ontem pra dizer que quem está preocupada com esta posição de Maluf é a sua esposa, Dona Sylvia Maluf. Muito preocupada mesmo.

Segundo meu informante, Dona Sylvia teme que a reputação e a credibilidade de Maluf venham a ser arrasadas depois desta parceria com a quadrilha petralha.

Um temor, sabemos todos nós, muito bem fundamentado.

A partir de agora, a reputação e o nome de Maluf ficarão mais sujos do que pau de galinheiro.

Nunca mais ele será conhecido com um homem de bem…

Ficha de Maluf na Interpol vai virar “fichinha” depois que ele se tornar petista

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17 junho 2012 FULEIRAGEM

PADRE NEWTON SILVA – CHARGE ONLINE

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NAQUELE SÃO JOÃO

 

Chegou o São João ! ! !

Vamos alegrar este domingo ouvindo o Trio Nordestino cantar um balançado bem gostoso da autoria de Antônio Barros.

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17 junho 2012 FULEIRAGEM

HUMBERTO – JORNAL DO COMMÉRCIO

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PADRE JOÃO PECEGUEIRO – SÃO LUÍS-MA

O CONCÍLIO VATICANO II

O Concílio Ecumênico Vaticano II comemora, neste ano, seu jubileu de ouro. Anunciado pelo Papa João XXIII em 25 de janeiro de 1959 e aberto solenemente na Basílica de São Pedro em 11 de outubro de 1962, o Vaticano II ainda hoje desperta polêmicas, a começar pelo termo ecumênico que não significa, a priori, a participação de líderes de outras igrejas ou comunidades cristãs com direito de voto. Só os bispos católicos, chamados, em linguagem técnica, de padres conciliares, possuíam direito de voto sobre os textos dos documentos, expressos pelo latino placet e non placet, respectivamente aprovado ou não aprovado.

A expressão “ecumênico” (do grego, a casa inteira), usada em todos os concílios desde Nicéia no ano 325 até o Vaticano II, toma, a partir de então, uma nova conotação, pois era a primeira vez que líderes de outras igrejas e comunidades eclesiais cristãs ganhavam status de observadores no Vaticano II, e até mais que meros observadores como se pode ver pelo testemunho de Dom Demétrio Valentini, bispo de Jales-SP, que naqueles anos, como seminarista,  estudava em Roma.

Dom Demétrio em seu recente livro “Revisitar o Concílio Vaticano II” escreve: “A presença deles (observadores não católicos) manteve o Concílio em um clima de ecumenismo. Em reuniões diárias no Secretariado pela União dos Cristãos, participavam ativamente da discussão de cada esquema, fazendo chegar à Aula Conciliar suas sugestões e emendas por meio de intervenções orais ou escritas, assumidas pelos bispos que os acompanhavam” (p.46). Vê-se que a participação dos observadores de outras comunidades eclesiais, sobretudo as protestantes, foi muito mais ativa do que sugere o nome observador.

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17 junho 2012 FULEIRAGEM

PAIXÃO – GAZETA DO POVO

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17 junho 2012 DEU NO JORNAL

COLUNISTA FUBÂNICO LANÇA LIVRO

O escritor, musicólogo e poeta paraibano Ricardo Anísio autografa livro dia 19 em Recife, na Loja Passa Disco

Seguindo o modelo de seu maior sucesso editorial “MPB de A a Z” (esgotado e com a segunda edição no prelo)  o colunista do JBF, crítico e pesquisador musical paraibano Ricardo Anísio resolveu dar um tempo a seus livros de poemas para produzir obras com as quais na verdade tem bem mais intimidade. Respeitado por muitas estrelas da música brasileira, o jornalista decidiu fazer uma espécie de dicionário comentado da obra e de vida de estrelas do Forró (que engloba Baião, Xote, Xaxado etc.) e o livro ganhou o nome de “Forró de Cabo a Rabo”.
 
A obra de Anísio chamou a atenção das Edições Bagaço, de Recife, mesma editora que publica os livros do poeta Jessier Quirino e de muitos outros nomes de grande respeitabilidade nas letras nacionais. “Debrucei-me a escrever perfis comentados de muitos dos meus heróis do forró, e depois saí em busca de uma editora”, diz Anísio, se declarando encantado com o projeto gráfico, que “dá muita dignidade ao material como um todo”.
 
Questionado sobre a possível flexibilidade e a inclusão de artistas que não sejam exatamente da seara do forró pé-de-serra, o jornalista-escritor aproveita para deixar clara a linha editorial de seu mais aguardado livro: “Não perderia tempo com embromações!”. Ele se diz injuriado com os espaços enormes que são dados ao que chama de pseudo-artistas e pelo esquecimento de artistas como Jacinto Silva, Wamir Silva, Azulão e tantos outros. “É um crime, literalmente um crime”, dispara.
 
“Essa riqueza que o Nordeste tem não pode ser manchada com a deturpação de uma cultura tão rica como a que temos”, diz o autor do livro “Crônicas Musicais” (também esgotado assim como “MPB de A a Z”) justificando que “essas concessões são perigosas e levá-las na brincadeira pode custar ainda mais caro do que já custaram”.
 
Na avaliação de Ricardo Anísio “se temos tantos poetas, músicos e intérpretes de talento; inquestionável, para que fazer concessão e nos permitirmos que coisas como Michel Telo e Luan Santana e bandas como Garota Safada e Aviões do Forró sejam tratadas como celebridades?!”. A polêmica e o radicalismo de Ricardo são marcas de sua trajetória.
 
“Eu não polemizo de forma premeditada, como alguns colegas”, alfineta. “Não faço concessões quando o assunto é arte e cultura, até porque todas as vezes que ‘democratizamos’ a arte ela só fez perder sua respeitabilidade”. Por isso, o autor de “Forró de Cabo a Rabo” teve o maior cuidado com os nomes que selecionou para comentar nesta tão aguardada obra. “Ainda podia ter pesquisado mais, porém eu tinha prazo para entregar o livro aos editores, por isso já penso em um segundo volume para mais adiante”.
 
Ricardo Anísio lançará logo após o período junino um outro livro bastante esperado. Trata-se de “Geraldo Vandré: Caminhando, Cantando e Calando”, que está sendo concluído na gráfica de A União, em João Pessoa. “Vandré é um grande artista; um cantor como poucos e um compositor de muita expressividade emotiva. Além disso, ele marcou a história da MPB como seu maior mito”.
 
Não é a biografia que Anísio esperava fazer. “Tive problemas pessoais com o Geraldo e muita coisa que eu já havia escrito retirei do livro para evitar problemas judiciais”, justifica o autor para quem Geraldo Vandré “é muito maior do que se dimensiona na história musical do nosso país”.

@ Quem quiser saber mais e/ou adquirir as obras citadas acima o e-mail é: ricardo.anisio@gmail.com

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17 junho 2012 FULEIRAGEM

DUKE – SUPER NOTÍCIA

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17 junho 2012 REPORTAGEM

DIRCEU ARMA SEU BUNKER

O ex-ministro contrata um batalhão de advogados e assessores, vai municiar as redes sociais e articula manifestações de apoio para enfrentar o julgamento no STF

APELO ÀS RUAS – Dirceu convoca sindicalistas e estudantes para pressionar por sua absolvição

No sábado 2, trajando blazer preto e camisa azul clara, o ex-ministro José Dirceu entabulou uma conversa ao pé do ouvido com o deputado federal Devanir Ribeiro (PT-SP). O bate-papo aconteceu minutos antes do pré-lançamento de Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo. Dirceu deixava claro para o deputado, que é compadre do ex-presidente Lula, seu estado de ânimo para encarar o julgamento do mensalão no STF, onde ele é acusado por formação de quadrilha e corrupção ativa. “Se eu morrer, será lutando”, disse o ex-ministro. A expressão heróica utilizada por José Dirceu significa que ele está trabalhando duro para enfrentar o julgamento marcado para começar no dia 1º de agosto.

Desde maio, ele prepara um arsenal pesado para atravessar o que chama de “um dos momentos mais críticos” de sua trajetória política. Para não ser condenado a até 12 anos de prisão, e acabar alijado definitivamente da vida pública, o homem que um dia presidiu o PT e foi o principal ministro do governo Lula montou um bunker de assessores e advogados, investiu na contratação de uma empresa especializada em redes sociais, passou a articular manifestações de apoio com sindicalistas, intelectuais e artistas e se reaproximou de organizações estudantis. “Você fala ‘oi’ para o Zé e ele fala em julgamento”, contou à reportagem o deputado Devanir. “É um projeto legítimo dele, tentar mobilizar pessoas e angariar apoios”.

Quem comanda a defesa de Dirceu é José Luiz Oliveira Lima, dono de um escritório com 11 advogados, localizado no 32º andar do prestigiado Edifício 50, na Avenida São Luiz, em São Paulo. Aos 45 anos, Juca, como gosta de ser chamado, especializou-se em Direito Penal, especialmente em delitos tributários. Já defendeu o banqueiro Daniel Dantas, acusado de lavagem de dinheiro e crime financeiro. Também teve entre seus clientes famosos o ex-banqueiro italiano Salvatore Cacciola. Embora esteja ao lado de Dirceu desde 2005, Juca pretende, com a iminência do julgamento, intensificar seu trabalho. “A partir de agosto, terei de ficar mais tempo em Brasília”, contou à reportagem. O advogado diz estar seguro de que não há provas suficientes para condenar seu cliente. “As alegações finais apresentadas pelo Ministério Público nada mais são do que uma peça de ficção, pois em nenhum momento apontam de maneira concreta, baseada em provas, os motivos que justificariam a condenação do ex-ministro”, defende o advogado.

Para espalhar essas ideias da defesa pelo País, José Dirceu age em várias frentes. Uma das batalhas acontecerá nas redes de relacionamento. Ele contratou uma firma de ativistas digitais, a Interagentes, que está encarregada de disseminar pela internet argumentos por sua absolvição, tentando conquistar formadores de opinião. Velha conhecida das correntes de esquerda, a Interagentes já fez trabalhos para o PT e se compromete a travar uma “guerrilha virtual” por intermédio do twitter e do facebook. A frente de comunicação foi reforçada com a contratação do jornalista Luiz Fernando Rila, que se licenciou da empresa FSB para assessorar exclusivamente o ex-ministro durante o julgamento do mensalão. Desde o fim do último mês, Rila tem feito a “ponte” de José Dirceu com a imprensa. Ao seu lado, trabalha Edmilson Machado, afastado da empresa Máquina da Notícia para dedicar-se a Dirceu. Os dois unem-se a Aristeu Moreira, responsável há dois anos pelo blog do ex-ministro. Machado acompanha o noticiário e organiza os discursos do ex-ministro. Caberá a ele também coordenar as redes sociais. “Faremos uma disseminação de conteúdo”, diz Machado.

Uma das primeiras tarefas da nova equipe contratada pelo petista foi estreitar as relações de Dirceu com sindicalistas, artistas, intelectuais e organizações estudantis. Nos próximos dias, Dirceu participará de um encontro no Rio de Janeiro com intelectuais e gente do meio artístico. O evento é organizado pelo produtor cinematográfico, Luiz Carlos Barreto, amigo de longa data de Dirceu, e por Flora Gil, mulher do cantor e ex-ministro Gilberto Gil. O ex-ministro pretende transformar a reunião num ato público de apoio, insistindo na tese de que é alvo de um processo político e não jurídico. O discurso é antigo, mas passará a ser entoado com mais força com a proximidade do julgamento no STF. Os convidados ainda receberão um CD contendo o resumo das acusações, provas produzidas e argumentos da defesa de José Dirceu no processo. Outra reunião, prevista para ocorrer no próximo mês, está sendo articulada a pedido de Dirceu com a “turma de Ibiúna”, composta por militantes que foram presos juntos com ele durante o 30º Congresso da UNE em 1968, em Ibiúna, cidade da região metropolitana de São Paulo. “Não sou PT, sou amigo do Zé”, justificou o médico homeopata, Luiz Bettarello, um dos integrantes da turma. “Vamos nos solidarizar e buscar ampliar apoio”. Bettarello diz acreditar na inocência do amigo. “Não há provas contra ele”, defende.

“A gente dá oi pro Zé e o Zé já fala em julgamento” - Devanir Ribeiro, deputado federal pelo PT-SP

A estratégia de convocar militantes para pressionar os ministros do STF vem sendo discutida por Dirceu desde o último mês em churrascos com amigos na sua casa em Vinhedo. A primeira incursão pública aconteceu no último dia 9, durante o 16º Congresso Nacional da União da Juventude Socialista (UJS), ligada ao PCdoB, na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Para uma inflamada platéia, Dirceu conclamou os estudantes a irem às ruas defendê-lo no que chamou de “batalha final”. “Todos sabem que este julgamento é uma batalha política. E essa batalha deve ser travada nas ruas também porque senão a gente só vai ouvir uma voz, a voz pedindo a condenação, mesmo sem provas. É a voz do monopólio da mídia. Preciso do apoio de vocês”, discursou Dirceu, aplaudido pelos 1.100 estudantes que lotaram o auditório da Uerj. Apesar dos aplausos, a entidade, no entanto, não decidiu aderir totalmente, como constatou a reportagem. O presidente da UJS disse que a entidade “ainda irá deliberar” sobre o assunto. “A União não decidiu se fará mobilizações, mas uma parcela considerável da juventude apóia José Dirceu e nutre simpatia pela sua trajetória no movimento estudantil”, ponderou André Tokarski.

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17 junho 2012 FULEIRAGEM

FRANK – A NOTÍCIA

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17 junho 2012 FULEIRAGEM

FAUSTO – OLHO VIVO

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17 junho 2012 DEU NO JORNAL

A CPI DE ARAQUE

Ruy Fabiano

Pelo visto somente o senador Demóstenes Torres pagará alguma coisa com a CPI do Cachoeira – e não propriamente em função dela, mas da Comissão de Ética, que lhe deve cassar o mandato. Os demais, incluindo Cachoeira, devem ser preservados.

O contraventor obteve anteontem um habeas corpus do Tribunal Federal da 1ª Região. É bem verdade que continua preso graças a outro mandado de prisão, expedido pela Justiça do DF.

Mas, se obteve um, não deve ter dificuldades em obter outro, já que tem a defendê-lo ninguém menos que Márcio Thomaz Bastos.

Por que Thomaz Bastos, ex-ministro e conselheiro de Lula, sabendo o que simboliza politicamente, se dispôs a defender o notório contraventor, é um mistério transparente.

O fato de estar recebendo R$ 15 milhões de honorários não paga o custo político e pessoal da defesa. Não se trata de alguém a quem R$ 15 milhões fariam falta ou acrescentariam muita coisa.

Thomaz Bastos está a décadas no mercado, à frente de uma das bancas mais prósperas do país. O que está em pauta, porém, não são os R$ 15 milhões, mas a reputação de um governo de que fez parte, e que tem em Cachoeira um homem-bomba, prestes a explodir. Um Roberto Jefferson sem imunidades.

A CPI começou errada, proposta pela maioria, tendo como objetivo punir dois inimigos de Lula e do PT: o próprio Demóstenes e o governador goiano Marcone Perillo – e, de quebra, incriminar a imprensa, acusando-a de conspirar contra o governo, e de produzir uma cortina de fumaça para o Mensalão.

Lula, conforme se infere de sua patética conversa com Gilmar Mendes, pretendia também usar a CPI para pressionar alguns ministros do STF. Disse a Mendes que controla a CPI e ofereceu-lhe blindagem, em troca de adiamento do julgamento do Mensalão. Uma troca vantajosa, desde que o interlocutor tivesse algo a temer. Não tinha.

Mas como as CPIs, mesmo as de araque, são sempre uma janela aberta ao imponderável, a do Cachoeira não fez por menos: trouxe à tona a Construtora Delta, de tal modo articulada com o bicheiro que se suspeita que o tenha como sócio secreto.

O certo é que a Delta, além de ter contribuído generosamente para a campanha eleitoral de Dilma Roussef, detém a maioria das obras milionárias do PAC, algumas obtidas sem licitação.

A Controladoria Geral da União (CGU) a considerou inidônea, mas o Dnit disse que manterá seus contratos com ela. Só aí a CPI teria motivos para se espantar.

Ao invés disso, considerou tudo normal e se recusou, por maioria (a maioria que a instalou), a convocar Fernando Cavendish, dono da Delta. As razões da recusa estão no noticiário, até aqui não desmentido: Cavendish, íntimo do governador Sérgio Cabral e de José Dirceu, seu ex-consultor, inevitavelmente levaria os amigos a serem convocados.

Coincidentemente, é no Rio, governado por Cabral, que está o maior faturamento da Delta.

Como PMDB e PT estão associados em não perder de vista o objetivo original da CPI – torná-la banco dos réus da oposição -, preferiram deixar Cavendish de fora, e com ele toda a penca de amigos influentes incrustados no coração da República.

O noticiário também dá conta, sem que ninguém se tenha dado ao trabalho de desmentir, que Lula não se satisfaz com a cabeça de Demóstenes: quer porque quer a de Perillo, responsável por tornar pública a informação de que o advertira do escândalo do Mensalão, desmoralizando o argumento do “eu não sabia”.

Lula topa até sacrificar o amigo e correligionário Agnelo Queiroz, governador do DF, com implicações bem mais explícitas que seu colega goiano, desde que Perillo pague pelo crime de tê-lo exposto a uma vexatória contradição.

Se a CPI não está servindo objetivamente para muita coisa, serve ao menos para dar à posteridade um pequeno retrato moral destes tempos que o Brasil atravessa.

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17 junho 2012 FULEIRAGEM

AMORIM – CORREIO DO POVO

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ALENCAR – O PELÉ DO BAHIA

 

Esporte Clube Bahia: Marito, Alencar, Léo, Elizeu e Biriba agachados

Corriam céleres os anos da década de 50, quando o Ceará Sporting Club recebeu uma proposta considerada irrecusável pelo então manda-chuvas alvinegro, José Elyas Bachá, pelo atacante Alencar.

Menino ainda, imberbe, ao lado de Bebeto, Alencar, nascido no município cearense de Maracanaú com o nome de Joaci Freitas Dutra, era o principal goleador não apenas do Ceará Sporting, mas do futebol alencarino.

Mesmo na tenra idade, Alencar fora convocado em várias oportunidades para defender a camisa da seleção cearense que, naquela época disputava o Campeonato Brasileiro de Seleções.

E foi exatamente numa dessas apresentações, contra o selecionado baiano que o menino foi visto “arrebentando” com o adversário no Estádio da Fonte Nova.

José Elyas Bachá nem discutiu a proposta. No dia seguinte, depois de uma rápida despedida dos pais e dos parentes em Maracanaú, Alencar se mandou para o tricolor da Boa Terra e passou a compor um dos maiores ataques da história do Esporte Clube Bahia: Marito, Alencar, Léo e Biriba. Mas o time ainda tinha como destaques o goleiro Nadinho e o zagueiro Henrique.

Os pontos fortes do jovem atacante eram o arranque, com muita velocidade e o chute forte e certeiro, quase sempre indefensável para os goleiros. Naquela época, os times brasileiros jogavam com quatro atacantes, todos atuando ofensivamente. Léo, que depois jogaria pelo Fluminense do Rio de Janeiro, era o camisa 9. Marito era o camisa 7 e Biriba o camisa 11. Alencar só poderia ser o camisa 8.

No tricolor baiano Alencar conquistou o primeiro título importante, talvez o mais importante da sua carreira esportiva. O cearense de Maracanaú foi campeão da Taça Brasil em 1959 (em cima do Santos, com Pelé e companhia), com o estádio Urbano Caldeira (Vila Belmiro) completamente lotado para a decisão: 1 x 0, gol de Alencar.

O atacante cearense deixou boas lembranças ao torcedor do Tricolor da Boa Terra. Mas não foi só no Bahia que Alencar jogou. Ele começou a carreira no Ceará, onde conseguiu grande destaque e, no começo dos anos 60, logo depois da conquista histórica do Bahia, Alencar se transferiu para o Palmeiras, onde jogou ao lado de Valdir de Moraes, Geraldo Scotto e companhia.

Depois da Sociedade Esportiva Palmeiras, Alencar também defendeu o Botafogo de Futebol e Regatas, do Rio de Janeiro; o Bangu Atlético Clube, onde encontrou Ademir da Guia iniciando a carreira em Moça Bonita; o Botafogo de Ribeirão Preto (SP); a Ferroviária, de Araraquara (SP) e o Juventus (SP), antes de voltar ao Bahia no final de carreira.

Apesar de ter jogado em todos esses times, Alencar encerrou a carreira muito jovem. Tinha apenas 31 anos. Treze anos depois de iniciar no Ceará Sporting Club.

Depois de pendurar as chuteiras, Alencar foi ser técnico de futebol. Ele trabalhou em vários clubes do Nordeste, como o Ipiranga, de Salvador/BA; o Treze, de Campina Grande/PB; o Fluminense, de Feira de Santana/BA; o próprio Esporte Clube Bahia e na Catuense. Ele revelou até o artilheiro Bobô – herói do título brasileiro do Bahia em 88, na Catuense no começo dos anos 80.

Alencar, que foi casado com Dona Maria de Lourdes, deixou mais dois filhos além de Paulo Edílson: Patrícia e João Paulo. Alencar morreu em Salvador/BA, em 1990, vítima de hepatite.

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17 junho 2012 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA

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IDADE PRA DESPREOCUPAR

“Em um casal de velhos, um não sabe; e o outro nem quer saber!”

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17 junho 2012 FULEIRAGEM

ZOPE – CHARGE ONLINE

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16 junho 2012 A HORA DA POESIA

QUANDO ELA FALA – Anderson de Araújo Horta

Quando ela fala — ó Deus — quando ela fala,
Tão de leve… tão manso… tão baixinho…
Até parece ser um passarinho
A gorjear, medroso, pela sala.

Os sentimentos, brancos como o linho,
Ela não diz, não conta e nem propala…
Por que será que ela somente fala
Assim de leve… assim devagarinho?

Ah! Ninguém sabe, então? Eu vou dizer:
(Apenas eu, apenas eu sei ler
O coração dessa formosa diva!)

Quando ela fala, assim medrosa e triste,
Repara bem, que tu talvez não viste,
Naquela voz, uma saudade viva!

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16 junho 2012 FULEIRAGEM

PAIXÃO – GAZETA DO POVO

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16 junho 2012 REPORTAGEM

OS DOIS PTs

Uma linha divide a estrela do PT. Seu nome: mensalão. De um lado, estão os acusados no maior escândalo de corrupção do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, como José Dirceu e José Genoino. De outro, os integrantes do governo de Dilma Rousseff, que querem distância da banda enrolada do partido. Alguns membros do Partido dos Trabalhadores já levantam a tese dos “dois PTs”. O PT de Lula e o PT de Dilma. O primeiro lado é o defendido pelo ex-presidente, que, no afã de proteger seu legado, operou nos bastidores para adiar o julgamento do mensalão. Agora que foi marcado, ele tenta minimizar os prejuízos dos “réus companheiros”. Na outra ponta, a presidente Dilma e seu governo sabem que só têm a perder com o envolvimento com o “outro lado”. O PT de Lula, afinal, é o passado. O de Dilma é o futuro.

Há outros sinais da divisão no PT. A atitude da senadora Marta Suplicy na campanha eleitoral deste ano em São Paulo expôs as fragilidades do centralismo nas decisões petistas. Preterida em favor de Fernando Haddad, Marta decidiu enfrentar Lula. Assim, deixava claro a Dilma com qual dos dois PTs pretende ficar. Outro indício foi o desconforto de Lula com a atitude do governo federal, que deixou que a CPI do Cachoeira – incentivada por Lula contra os interesses da presidente da República – quebrasse os sigilos da empreiteira Delta. O PT, com isso, quase perdeu o controle da comissão. O cochilo, segundo a reportagem apurou, embute a estratégia de uma ala do governo: jogar aos leões a empreiteira líder em obras e negócios no Programa de Aceleração do Crescimento. Lula quase saiu do sério. Ele não chegou a reclamar diretamente com Dilma, mas externou seu desconforto a auxiliares e parlamentares de sua confiança. “A relação entre Lula e Dilma não chegou a azedar, mas deu uma esfriada”, afirmou um deles à reportagem.

Os que acreditam na tese do partido rachado dizem que a linha divisória entre os dois PTs ficará mais clara a partir de agosto, quando o Supremo Tribunal Federal começar a julgar o mensalão. Ao contrário de Lula, Dilma planeja se manter afastada do processo e cogita participar de campanhas de candidatos petistas a prefeito somente no segundo turno, após o fim do julgamento. A tese petista sobre o mensalão sustenta que o esquema envolvia apenas sobras de campanha de 2002 e liga o escândalo a disputas eleitorais. Dilma teme associar sua imagem às disputas e não quer nem ouvir falar em palanque.

Em privado, petistas com cargo na gestão Dilma já admitem um resultado desfavorável aos eminentes réus do partido no julgamento: o ex-ministro José Dirceu, o deputado João Paulo Cunha (SP), o ex-tesoureiro Delúbio Soares e o ex-presidente do PT e ex-deputado José Genoino (SP). A eventual condenação de todos eles poderá significar, ao menos em termos simbólicos, a reprovação do governo Lula no campo da ética. Essa possibilidade tem levado Lula a se alinhar com os réus numa campanha por sua absolvição.

Já em 2005, no auge do escândalo, o então líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante, chegou a propor uma “refundação” do partido. Sete anos depois, a chance parece ter ressurgido na esteira da popularidade de Dilma. Hoje ministro da Educação, Mercadante passou décadas ao lado de Lula, como um de seus gurus para a economia. Agora é só elogios à presidente.

De volta a São Bernardo do Campo, seu berço político na Grande São Paulo, e mesmo em tratamento contra um câncer na laringe, Lula aceitou se ocupar da política partidária miúda. Dilma e seus auxiliares petistas ficaram ainda mais distantes da atividade, que a presidente diz detestar. “Lula voltou à articulação política numa situação nova. Antes, usava uma pressão indireta sobre as escolhas partidárias. E ganhava na maioria das vezes. Agora, usa o intervencionismo direto”, diz o cientista político Lincoln Secco, da Universidade de São Paulo e autor do livro História do PT. “Isso revela duas coisas: ele tem um poder muito maior no PT, mas isso tem custos políticos que nem sempre pode controlar. Vide o caso paulistano: ele impôs o candidato, Haddad, e acabou com as prévias. Mas há um setor do partido que simplesmente não entrou na campanha até agora.”

Com Lula à frente das negociações, o PT de Dilma sentiu-se desobrigado de negociar eleitoralmente com os líderes petistas e dos partidos aliados. O movimento é bom para Dilma, uma ex-pedetista que só adotou o PT em 2000. Assim, ela se afasta ainda mais da turma do mensalão. Ao lado dela, instruídos a não perder tempo com conversas políticas, atuam, além de Mercadante, os ministros petistas Gleisi Hoffmann (Casa Civil), José Eduardo Martins Cardozo (Justiça), Guido Mantega (Fazenda), Giles Azevedo (chefia de gabinete), Fernando Pimentel (Desenvolvimento Econômico), Ideli Salvatti (Relações Institucionais) e Paulo Bernardo (Comunicações).

Em sentido oposto, Lula manobrou para vetar a indicação do prefeito do Recife, João da Costa, à reeleição. Também costurou alianças com antigos aliados de partidos “faxinados” por Dilma após algum escândalo, como o PCdoB e o PP de Paulo Maluf. “A relação mudou. Em primeiro lugar, Dilma tem sido muito mais dura com auxiliares acusados de desvios éticos. Em segundo, embora seja do PT, ela não tem história na sigla. Nunca havia sido candidata a nada. A relação do partido com ela é mais fria”, diz Secco.

Por enquanto, ninguém aposta num confronto aberto entre Lula e Dilma, ungida por ele para assumir o comando do país. Mas os choques recentes são reais e cada vez mais frequentes. A presidente era contra a criação da CPI do Cachoeira, instalada para investigar o bicheiro Carlos Augusto Ramos. Estava disposta a atuar contra a CPI, mas perdeu a disputa com o antecessor. Deu o troco ao vetar a indicação de Cândido Vaccarezza (PT-SP), fiel escudeiro de Lula, para a relatoria.

O deputado Vaccarezza acabaria flagrado ao celular enviando uma mensagem ao governador do Rio de Janeiro, o peemedebista Sérgio Cabral. Prometia blindagem absoluta a Cabral nas investigações. Vaccarezza queria o apoio do PMDB para acuar a imprensa com a comissão. Não conseguiu e deixou os governistas fragilizados. Poucos dias depois, em 30 de maio, a CPI quebrou o sigilo da empreiteira Delta (braço operacional do esquema de Cachoeira) em âmbito nacional durante toda a era Lula (2003-2010). Lula queria a Delta longe do foco da CPI que ele mesmo ajudou a criar. Mas o feitiço do feiticeiro ameaça ter vida própria. Na quinta-feira passada, governistas comandados pelo líder Jilmar Tatto (PT-SP) conseguiram uma vitória e postergaram a convocação de Fernando Cavendish, ex-homem forte da Delta. Mesmo assim, a CPI examinará as contas da Delta e poderá convocá-lo no futuro.

O deputado federal André Vargas (PT-PR) nega haver tempo ruim com o Planalto. “Nas relações com o Congresso e o PT, Dilma é diferente de Lula. Mas ela encampa os símbolos do partido e da gestão do ex-presidente. Os estilos são diferentes, e temos de entender isso”, diz Vargas. Verdade, mas algo mais os difere. Lula é pressionado pelo tempo, algo que Dilma, na primeira metade de seu primeiro mandato, tem de sobra. No discreto embate da presidente contra o lulismo, o tempo está de seu lado.

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16 junho 2012 FULEIRAGEM

AROEIRA – O DIA

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16 junho 2012 DEU NO JORNAL

RIO + 20%

Guilherme Fiúza

Enquanto o circo da sustentabilidade vende aos inocentes seus kits verdes de esperança, os não-inocentes garantem seu futuro sustentável em Brasília.

No momento crucial da CPI do Cachoeira, quando o suspeito número um do Brasil, Fernando Cavendish, deveria ser convocado a depor, a nação estava distraída com o carnaval fora de época da Rio + 20.

Resultado: o dono da Delta, pivô do que promete ser o maior escândalo de corrupção da história da República (em cifras e em alcance político), não precisou interromper seu descanso em Paris para se explicar aos brasileiros.

A não-convocação de Cavendish pela CPI, sem um mísero cara-pintada na rua para incomodar a Tropa do Cheque no Congresso, quer dizer o seguinte: o Brasil está se lixando para o seu futuro.

Pergunta aos foliões da Rio + 20: como planejar a sustentabilidade num país onde o orçamento da infra-estrutura é dominado por bandidos?

O esquema Delta-Cachoeira fez a festa no topo do Estado brasileiro, comandando o PAC com obras superfaturadas. Cavendish fez um caixa que lhe permitia, segundo ele mesmo, comprar um parlamentar por 30 milhões de reais.

O Brasil ecológico e sustentável permitiu que os bandoleiros da CPI protegessem esse cidadão. O Brasil ético está, como diria Paulo Francis, tecnicamente morto.

Fica combinado assim: vamos brincar de salvar o planeta com relatórios poéticos e tratados sobre o sexo dos anjos. Enquanto isso, a quadrilha do Cachoeira cuida da sua reciclagem – evitando a extinção da espécie e do esquema.

Que venha a Rio + 20%, onde os felizes herdeiros da operação Delta darão workshops sobre a sustentabilidade do golpe.

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16 junho 2012 FULEIRAGEM

CAZO – COMÉRCIO DO JAHU

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16 junho 2012 FULEIRAGEM

SANTO – CHARGE ONLINE

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MARECHAL FORRÓ FOLIA

O público lotou as arquibancadas

 

Quadrilha Luar do Sertão, show de talento, a história de Lampião e Gonzagão

Elas aparecem sozinhas, ou em duplas, ou em bando, até com o namorado ou marido, a presença marcante dessas mulheres modernas alegram e dão charme e alegria ao ambiente. O maior inventor do mundo certamente foi uma mulher, a estilista Mary Quant, em 1966 ela inventou, lançou uma moda, ficou para eternidade, a mini-saia, as mulheres nunca mais foram mais as mesmas, aquelas acanhadas com saia abaixo dos joelhos desapareceram.  A mini-saia teve muitas variações, recentemente o mulherio tornou-se a imagem da beleza inventando novo visual para arrebentar os corações dos frágeis homens. Simples, como todas as coisas boas da vida, as mulheres estão usando mini-saia ou shortinho curto, blusa leve, às vezes transparente, Os pés calçados em elegantes e provocadores sapatos altos, o salto do tamanho da mini-saia. Cabelos produzidos, pintura facial caprichada, geralmente brincos de aros completam o visual da mulher moderna.

   Nas noites de festa junina em Marechal Deodoro essas mulheres invadiram o Largo de Taperaguá, presença nas barracas, no pátio, nos camarotes, restaurantes, bares, ou no caminhar sem destino, apenas desfilando, parecem garças brancas às margens da lagoa, ou mesmo potrancas em exibição antes de corrida. Não há quem não olhe essas belas mulheres modernas. Todas têm um vislumbre especial, embora estejam num mesmo estilo nenhuma parece com a outra, elas andam, caminham imponente, parece até desfile de modelo de verão.

No bairro histórico de Taperaguá há 416 anos foi fundado o povoado de Santa Maria Magdalena da Alagoa do Sul, depois cidade de Alagoas, finalmente Marechal Deodoro. O Largo é o marco zero da cidade de Marechal e do Estado das Alagoas. Nesse ambiente histórico, barroco, infestado de mulheres bonitas está sendo realizado o Marechal Forró Folia, o melhor São João das Alagoas.

A decoração do Largo, estilo junino, tem homenagem a Luiz Gonzaga e muita alegria.  Deodorenses e visitantes em busca da diversão bem nordestina, o São João, invadem as barracas de pamonha, canjica, bolo de milho e comidas típicas da época, além de uma cerveja gelada ou um suco de mangaba. Em uma enorme tenda com arquibancadas para mais de 2.000 pessoas, às 20 horas inicia o concurso de quadrilhas. As exuberantes quadrilhas modernas se apresentam para deleite, vibração e emoção do povo festejando nas arquibancadas as músicas e a evolução da juventude.

Essas quadrilhas modernas apareceram há algum tempo. Elas não agradaram a alguns intelectuais puristas, são criticadas pela evolução carnavalesca e o toque cowboy americano. Entretanto, é bom frisar, elas são inspiradas nas quadrilhas tradicionais com conotação de espetáculo, elas surgiram da imaginação popular, da classe média baixa, foram evoluindo sua maneira de fantasiar e de dançar, sempre respeitam às origens das festas juninas. Além das músicas de São João existe obrigatoriamente o casamento matuto, o par Lampião e Maria Bonita, a rainha do milho, entre outros. Hoje uma quadrilha tem muito de Escola de Samba. O enredo escolhido é pesquisado, as danças e fantasias têm a obrigatoriedade de estar no contexto da historia, do enredo. Os componentes das quadrilhas passam o ano trabalhando, escolhendo, ensaiando com amor, eles pagam suas fantasias de matuto estilizado. São João no Nordeste é coisa séria, tem muito significado, é a festa mais tradicional de nossa cultura.

Em Taperaguá, além do concurso de quadrilha, foram armados dois enormes palcos para shows, Elba Ramalho, Magníficos, Cláudio Rios, Cavaleiros do Forró, Mano Valter, Flávio José, entre outros. Tudo de graça, ninguém paga para assistir às quadrilhas, aos shows dos cantores no palco. Além deste fim-de-semana ainda tem São João 23/24 e São Pedro 28/29. Chegue cedo para tomar a cervejinha, comer milho verde, ficar com a namorada cantando e dançando até o dia amanhecer e pegar o Sol com a mão. Ou mesmo, ficar apenas apreciando essas bonitas mulheres de sapato alto fantasiando nossas mentes cheias de pecados. São João perdoa.

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16 junho 2012 FULEIRAGEM

ZÉ DASSILVA – DIÁRIO CATARINENSE

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16 junho 2012 DEU NO JORNAL

É ARRETADO SER CIDADÃO DE BANÂNIA

O apoio do PP à candidatura de Fernando Haddad (PT) para a Prefeitura de São Paulo, foi confirmado após o presidente estadual pepista, Paulo Maluf, conseguir emplacar um aliado na Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental do Ministério das Cidades.

Maluf indicou o engenheiro Osvaldo Garcia, que é ligado ao PP paulista.

* * *

Maluf indicando gente de sua quadrilha pra integrar o gunverno federal ético e revolucionário da petista Dilma, o poste inventado por Lula…

Tão intendendo, num tão???

Eu acho que ao invés de apenas dar apoio ao candidato do PT, empurrado goela abaixo pelo Inimputável, o mais certo seria Maluf ser o vice na chapa de Haddad, no lugar de Luiza Erundina, antiga estrela vermêia.

De qualquer forma, a dupla Maluf-Erundina vai dar um brilho especial à campanha petitsta na maior cidade destepaiz. Vai ser lindo ver os dois no mesmo palanque, ao lado de Lula e Haddad.

Nada é mais moderno, inovador, revolucionário, socialista-muderno e vermêio-petralha do que o velho Maluf.

Pre frente, Brasil!!!

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16 junho 2012 FULEIRAGEM

DUKE – O TEMPO

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16 junho 2012 FULEIRAGEM

CLAYTON – O POVO

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SECURA INSUPORTÁVEL

O Nordeste é seco por natureza. Desde a descoberta do Brasil, a imagem da Região é essa mesma. Não muda nunca. Pelo menos, até o momento, ao tempo em que assiste a 72ª estiagem de grandes proporções castigar a Região, aumentar o sofrimento do sertanejo.

A predominância da seca é fruto da escassez de chuva que não aparece em quantidade suficiente para deixar o solo umedecido, pronto para receber sementes, em condições de florescer a agricultura. Livrando a terra de permanecer esturricada, pobre para o plantio.

Afirmam os especialistas em estiagem que, quando a temperatura das águas do Oceano Pacífico esquenta, o termômetro sobe, a chuva desaparece. Rareia. A seca predomina, causando sérios prejuízos na agricultura, na pecuária. Expulsando a produtividade. 

A exceção são as frentes frias que às vezes circulam pelos céus das planícies do sul do Sertão, trazendo água à vontade entre os meses de outro e março. Mas, como o Nordeste não dispõe de açudes e barragens em quantidade suficiente para armazenar a pouca água que cai, o povo sofre com o descaso. A enfadonha omissão.

Erros acumulados que revelam o insucesso das políticas de falsa ajuda, de cunho apenas assistencialista e emergencial, a permanência da corrupção nos órgãos destinados a combater a seca, a facilidade para beneficiar com açudes algumas propriedades privadas.

O DNOCS que sabe de cor e salteado a extensa quantidade de água acumulada no subsolo nordestino, anda feito o bicho preguiça, na tentativa de aliviar o sofrimento. Daí as críticas contra a indústria da seca que funciona abertamente na área, faz décadas. Impedindo que tomem medidas sérias para construir sólida infraestrutura hídrica, capaz aliviar o drama, serenar os ânimos, bastante abalados.

O poder público também relaxa quando pensa no trabalho de desburocratizar ações para despachar obras emergenciais, visando aliviar a pesada barra. Preferindo ficar amarrado apenas nos programas sociais de fundo político e assistencial para ajudar o homem do campo. Não agiliza nem os processos do mircrocrédito para os pequenos produtores de modo a estimular a produção de grãos.  Não apressa os projetos de convivência com o clima do semiárido.

Segundo o IBGE, a atual seca é a pior dos últimos 50 anos. No sertão cearense, no primeiro trimestre deste ano, choveu somente a metade da média histórica sob registro.

Não é novidade, o Nordeste suplica por políticas estruturantes para extrair o calo do sertanejo. Assegurando a irrigação, que atualmente beneficia menos de 5% dos nordestinos que plantam, os cuidados da assistência técnica, assim como itens que garantam o refinanciamento das dívidas dos pequenos agricultores. Com vistas a estimular o desenvolvimento da Região, reduzindo a miséria.

O sertanejo combate os desvios de água nos estados da Bahia, Pernambuco e Sergipe para suprir fazendas, hortaliças e fábricas de figuraças e apaniguados, em vez de prejudicar o abastecimento de cidades, evidenciadas por situação de emergência. Devido ao prolongado tempo firme que cobre o Nordeste.

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16 junho 2012 FULEIRAGEM

RICO – VALEPARAIBANO

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http://www.neumanne.com/
O CANGAÇO LONGE DA ARMADILHA DO MITO

Reeditado, Guerreiros do Sol, de Frederico Pernambucano de Mello, membro da comunidade fubânica, desmonta teses como a da ‘face solidária’ de Lampião

Olho por olho. Virgolino e seu bando: segundo o historiador, criminosos profissionais, que agiam em proveito próprio

Várias circunstâncias favoreceram a divulgação da imagem romântica dos cangaceiros que infestaram o sertão nordestino no início do século 20. A sobrevivência no semiárido os forçava a usar trajes apropriados para sobreviver aos garranchos, carrapichos e espinhos da caatinga e esse costume, adotado hoje pelos artistas em cena, por exemplo, os diferenciava de bandidos comuns e lhes deu uma marca visual definida. A facilidade com que fugiam dos cercos policiais, ajudados pela topologia do terreno e da vegetação do sertão e também pela corrupção, lhes propiciava uma espécie de aura que funcionava quase como uma licença para delinquir.

Esses grupos de bandoleiros surgiram numa região remota e sem lei na qual os coronéis latifundiários reinavam sem prestar contas ao Estado e em territórios sem estradas e difíceis de serem percorridos até mesmo por animais de montaria. Deslocavam-se quase sempre a pé, guiados pelo conhecimento do terreno em que pisavam, que nem sempre os agentes da lei conheciam. Moviam-se também numa cultura peculiar que lhes facilitava a ação. O semifeudalismo vigente consagrou como legítimos e corriqueiros costumes bíblicos, como a vingança, praticada conforme a lei de talião (“olho por olho, dente por dente”), que não respeitava a justiça comum. Crimes de honra, cometidos por pais que puniam com a morte mancebos atrevidos que ousavam desvirginar suas filhas donzelas, também tidos como useiros e vezeiros, serviam de pretexto para esconder a brutalidade numa região inóspita de sol inclemente, água escassa e secas periódicas.

Logo  chefes de bandos se tornaram mitos que protagonizavam notícias sensacionalistas, romances de aventura e folhetos de cordel. O Cabeleira foi imortalizado no romance de Franklin Távora, de 1876. Antônio Silvino tornou-se célebre como o inglês Robin Wood, o australiano Ned Kelly e o americano Billy the Kid. O mais famoso de todos eles foi Virgolino Ferreira da Silva, pernambucano de Serra Talhada e imortalizado nos meios de comunicação e no romanceiro literário e popular como Lampião, o Rei do Cangaço.

A lenda em torno de sua saga serviu a vários senhores. Na onda do banditismo social, consagrada pelo britânico Eric Hobsbawn, sociólogos marxistas o tornaram o vingador dos pobres nos latifúndios. Cangaceiros e Fanáticos, de Rui Facó, é um exemplo dessa falácia, que chegou a extremos como a tentativa de estabelecer um paralelo entre cangaceiros e guerrilheiros de Christina Matta Machado em As Táticas de Guerra dos Cangaceiros.

Frederico Pernambucano de Mello, do Instituto Joaquim Nabuco e membro da comunidade fubânica, é fiel aos fatos e respeita as leis da lógica, da sensatez e da clareza. Com serenidade e competência, desafia a mitologia do cangaço social, desfazendo “verdades” inventadas por biógrafos oficiais e analistas de esquerda. Quem lê seus livros tem acesso a relatos e análises de fatos e não de lendas. O pretexto de Lampião se juntar ao grupo de Sinhô Pereira, em cujo comando depois ganharia fama, era vingar-se de um inimigo malvado de sua família. Pernambucano lembra que a vingança nunca foi consumada e, no fim, o cangaceiro e os desafetos de sua grei se reconciliaram. Em Guerreiros do Sol, livro em muito boa hora reeditado pela Girafa Editora, o especialista desarma a armadilha do banditismo social, mostrando sua face violenta e nada solidária. Os cabras de Lampião roubavam em proveito próprio e nunca dividiram seu butim com os pobres.

Até tombar na gruta de Anjico, no sertão de Sergipe, o Rei do Cangaço sobreviveu graças à cumplicidade dos “coiteiros” que o abrigavam, protegiam e informavam a peso de ouro e recorrendo a estratagemas de esperteza incomum. Recebeu a patente fajuta de capitão das mãos do Padre Cícero Romão Batista, o Padim Ciço de Juazeiro do Norte, Ceará, outro mito popular sertanejo, para perseguir a Coluna Prestes, que ziguezagueava pelo sertão que seu bando percorria. Espertamente, tanto os militares rebelados quanto os rudes bandoleiros se evitavam pelas veredas do semiárido para não terem de se confrontar.

O autor mostra também como a vida aventureira, ao ar livre, enfrentando volantes das polícias estaduais, atraiu muitos jovens de famílias abastadas, que, a exemplo do que ocorre hoje, nas metrópoles do século 21, se tornavam criminosos profissionais em busca de fortuna e emoção. Este foi o caso do paraibano Chico Pereira, pai do padre, professor e escritor do mesmo nome, que escreveu um dos mais precisos e sensíveis textos sobre esse aspecto romanesco do cangaço, Vingança, não, cujo título revela a decisão da família de não fazer o que mandava o figurino da honra sertaneja: vingar a morte do ascendente morto.

Em Guerreiros do Sol reluz a luz do sol do semiárido para dissipar as névoas de lenda e fantasia sobre o falso cangaço social.

GUERREIROS DO SOL Autor: Frederico Pernambucano de Mello Editora: Girafa (512 págs., R$ 55)

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16 junho 2012 FULEIRAGEM

TIAGO RECCHIA – GAZETA DO POVO

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CHAMEGUINHO

Chegou o São João ! ! !

Daqui a uma semana é feriado na Nação Nordestina, pra celebrar o querido santo com muito forró, muita comida, muita bebida e muito amor.

Vamos esperar a grande festa com um peneirado da bixiga lixa, obra da compositora paraibana Cecéu, na doce voz de Elba Ramalho.

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no-fua2

O casal pontifício relando o bucho num fuá da gôta serena, Sítio da Trindade, Recife

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16 junho 2012 FULEIRAGEM

S. SALVADOR – ESTADO DE MINAS

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© 2007 Besta Fubana | Uma gazeta da bixiga lixa