18 maio 2014 FULEIRAGEM

SINOVALDO – JORNAL NH

sinovaldo

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UM EDITOR QUE NUM SABE ISCREVER

Dois comentários sobre a postagem CANHOTOS E DESTROS: TOLÔTES DO MESMO PINICO

1) Andre:

“Parei de ler em ‘prisidente’!”

* *

2) Cesar:

“Parei de ler em ‘gunverno’.”

jair bolsonaro 2

A extrema direita bolsonárica cada dia mais puta com o Editor; já não bastava a extrema esquerda lulárica…

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18 maio 2014 FULEIRAGEM

BENETT – GAZETA DO POVO

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MAURÍCIO MELO – NOVA IORQUE – ZISTADOS ZUNIDOS

Mestre Berto,

Em minhas andanças pelo mundo encontrei esta mulher:

MMCC

Garantiu-me que acompanhava o marido a uma repartição pública aí do Recife.

Pelas suas vestes, achei que estava condizente com o evento.

Abraços.

R. Meu querido cumpade e colunista do JBF, você deixe de ser escroto e linguarudo.

Tá se aproveitando da crônica do colunista fubânico Goiano, na qual ele cita o fato de que fui barrado na entrada do Corpo de Bombeiros por estar de bermudas, e vem com essa foto que você tirou aí no istranjeiro, querendo levar ao ridículo as repartições públicas da nossa amada Recife.

Estando no exterior e difamando nossa pátria querida, você não está agindo como bom cidadão deztepaiz e, conforme a fubânica Cobra Choca, não tem um pingo de patriotismo. Tá pior do que Lula e Ney Matogrosso esculhambando Banânia na TV portuguesa.

E tem mais: se o marido dessa mulher estivesse mesmo vindo pruma repartição aqui na nossa capital, ele não cobriria apenas a fucinho de sua fêmea: ele trataria de colocar, também, um cadeado no xibiu dela!

Numa cidade adonde tem um tarada em cada esquina, cautela e canja de galinha não fazem mal a ninguém!

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18 maio 2014 FULEIRAGEM

NEWTON SILVA – CHARGE ONLINE

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CAFÉ TORRADO EM CASA

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Grãos crus de café natural

O galo canta alto. Repete o canto. E canta mais uma vez…
 
Contorcendo-se e esticando-se todo e fazendo estalar os ossos do corpo, o sertanejo abre os olhos e percebe os primeiros raios solares entrando pelas frestas das telhas da casa. Levanta da rede velha surrada ou do catre de madeira forrada com palhas diversas e caminha para o pote. Pega a caneca de alumínio, enche d´água e aproveita para apanhar a escova. É uma rápida assepsia. Banho, só no açude e mais tarde. Agora é a preparação para mais um dia de labuta.
 
Nisso, o vento tênue espalha pelos cômodos da pequena casa, o cheiro inconfundível do café. Café torrado e pilado em casa. Em brasa, a lenha do fogão aquece a pequena lata onde o café é preparado.
 
Mas, foi no comecinho da tarde de ontem que, no mesmo fogão tocado a lenha, Nhadira pôs os grãos no alguidá. Torrou. Torrou e torrou, sempre mexendo.  Grãos no ponto, Nhadira acrescenta o já preparado mel de rapadura e continua mexendo com colher de pau. Continua a mexedora até os grãos atingirem uma densidade e parecerem “prontos” para quem vive nessas coisas do sertão.
 
Retirados do alguidá, os grãos torrados são postos a secar. No cair da noite, num pilão (monjolo para algumas regiões), a maravilha pura é preparada com carinho. Passado numa peneira, a parte grossa é re-pilada até ficar igual à parte mais refinada. Guarda-se numa vasilha hermeticamente fechada para a manutenção do cheiro. É assim na roça.

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Café feito em casa, na roça

Ainda envolvida com os afazeres do café da manhã, enquanto o café é meticulosamente preparado, a macaxeira cozida é retirada da panela de barro que foi posta ao cozimento na outra “boca do fogão” a lenha. Uma pitadinha de sal para qualificar o que seria visto como comidinha de anjo. Agora, num café da manhã, a macaxeira cozida vira comida dos deuses.

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Macaxeira cozida, pronta para o consumo

Nhadira apenas começou a pôr a mesa, enquanto a filharada e o marido se levantam e se preparam para mais um dia na roça.
 
Não faltam a abóbora cozida para ser misturada ao leite da vaca (ou da cabra). Vem o beiju de goma de tapioca acompanhado de nata de leite ou de manteiga real. Alguns preferem adicionar o leite de côco. Mas não falta também quem prefira o cuscuz de milho (há quem goste do cuscuz de arroz) ou ainda a pamonha, também de milho.

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Abóbora (jerimum) para ser cozida e comida com leite

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Beiju de tapioca, com ou sem côco

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Cuscuz de milho, acrescentando-se manteiga real

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Pamonha de milho: com açúcar ou com sal, uma maravilha

Café da manhã. Café torrado e pilado em casa. Sem misturas ou ingredientes químicos. No Ceará, há quem acrescente a manjerioba – para aumentar o volume do café, mantendo-lhe o sabor.
 
Mas, bem ali, em Belém, o café da manhã é sempre acompanhado da tapioquinha, da pupunha, do queijo de coalho assado na brasa. No Maranhão, além de tudo que foi apresentado, usa-se muito a farinha d´água caroçuda e torradinha, mas muitos preferem se deliciar com o pequi cozido. Quando sobra pequi – dificilmente sobra – é somado ao arroz para o famoso arroz de pequi.
 
Isso, acreditem, é apenas um café da manha. Com café torrado em casa. Uma maravilha!

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Pequi descascado e cozido

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18 maio 2014 FULEIRAGEM

NICOLIELO – JORNAL DE BAURU

nicolielo

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18 maio 2014 FULEIRAGEM

TIAGO RECCHIA – GAZETA DO POVO

tiago

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17 maio 2014 A HORA DA POESIA

DIVINA MENTIRA – Judas Isgorogota

Pobrezinha da mãe que teve um filho poeta
E o viu cedo partir para as bandas do mar…
Nunca mais que ele volte à mansão predileta,
Nunca mais que ela deixe, um dia, de chorar…

É como a água de um lago, inteiramente quieta,
A alma de toda mãe que vive a meditar:
O mais leve sussurro é-lhe um toque de seta,
A mais leve impressão basta para a assustar…

Eu, por sabê-la assim, quando lhe escrevo, digo:
“- Minha querida mãe, não se aflija comigo.
E eu vou passando bem… Jesus vela por mim…”

É que assim, ela – a humana expressão da bondade
Contente por saber que vou sem novidade,
Jamais há de pensar que eu vá mentir-lhe assim…

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17 maio 2014 FULEIRAGEM

CLAYTON – O POVO

clayton

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PEDRO MALTA – RIO DE JANEIRO-RJ

Santidade,

Veja o primo do Polodoro tentando se dar bem na cidade de Congo-PB.

E quase consegue.

R. Meu caro colunista, o Polodoro viu este vídeo e ficou morrendo de pena do seu primo paraibano, que saiu do embate com a cabeça da pajaraca toda esfolada.

Coitadinho… é de fazer pena…

Uma luta inglória e desesperada pra cravar a estrovenga numa racha bovina que não existia.

Mas, em compensação, a vaca enrabada, embora feita de cimento, fez uma cara de que gostou demais!

Polodoro fez questão de rinchar em solidariedade ao seu desafortunado parente:

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17 maio 2014 FULEIRAGEM

FAUSTO – OLHO VIVO

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http://www.neumanne.com/
COMENTÁRIOS PARA A RÁDIO JOVEM PAN

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Sempre disposto a confundir para governar, Lula atribui à oposição movimento contra Copa no Brasil, que é comandado pelos sem-teto recebidos com honra por Dilma.

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A greve da policia pernambucana e o caos em Recife acabaram, mas o risco de situações similares continua porque o Congresso não legisla sobre paralisação de policiais.

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17 maio 2014 FULEIRAGEM

M. AURÉLIO – ZERO HORA

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http://www.fernandogoncalves.pro.br
SEMPRE MÃE

Na revista Piauí 91, de abril último, a reportagem A Verdade da Comissão, da jornalista Júlia Dualibi, onde “vaidades, resistência militar e vastidão dos arquivos dificultam investigação de crimes da ditadura”, tem o seu trecho final emocionante, que amplia pernambucanidade e faz exemplar justiça às mulheres de Pernambuco, as de agora e as dos ontens que sempre nos orgulharam.elzita
 
A jornalista Dualibi ressalta a luta incessante de Dona Elzita Santa Cruz Oliveira na busca do corpo do seu filho Fernando desde 1974, desaparecido aos 26 anos, quando, em Copacabana, depois de sair com um amigo, avisou que, se não voltasse, é porque teria sido preso. Os dois amigos nunca mais foram vistos.

Na sua caminhada de heroína, Dona Elzita, que comemorou 100 anos recentemente e que viveu anos na mesma casa, em Olinda, Pernambuco, conservando o mesmo telefone, na expectativa de um alô do filho amado, não titubeou em enfrentar múltiplos cretinos, a começar dos funcionários do famigerado major Ustra, que receberam de suas mãos roupas e pertences para Fernando, depois se acovardando, afirmando ter sido um lamentável engano, posto que ele não havia sequer passado pelo já repugnante DOI-CODI.

Dona Elzita procurou seu filho Fernando em São Paulo, no Rio e na Argentina, recebendo inclusive, da parte de um general fascista a informação de que seu filho teria se evadido para o exterior. E de um outro militar, que pouco honrava a farda, que o filho se encontrava num manicômio. Na perda da esperança de encontrar o filho com vida, Dona Elzita principiou a procurar o seu corpo, recebendo até informações de que ele havia sido esquartejado e jogado em alto mar.

Para se ter noção da bravura desta mãe pernambucana, basta contar um fato. Em 2012, o ex-delegado Cláudio Guerra, do Dops, em depoimento em livro, revelou que Fernando se encontrava entre os dez militantes, mortos sob tortura, que foram incinerados nos fornos da usina de açúcar Cambahyba, no Rio de Janeiro, de propriedade do empresário Heli Ribeiro Gomes, ex-vice governador de São Paulo.

Relutando em contar para Dona Elzita, dada sua idade avançada, resolveram cientificá-la com a presença de médica especialista. Num jantar, os parentes contaram a história. E a reação foi de mulher bravia: “Isso já está provado? Se não, vamos jantar. Já passamos por muitas dessas”.

Dona Elzita costuma recitar uma poesia que, diz ela, aprendeu quando criança. Familiares confirmam ser de sua autoria: “Passam-se os anos, e o véu do esquecimento / Baixando sobre as coisas, tudo se apaga / Menos da mãe, no triste isolamento, a saudade que o coração lhe esmaga.”

A sua bênção lhe peço, Dona Elzita, pela bravura de ser mãe pernambucana!!

(Publicada originalmente no Jornal do Commercio de 16/Mai)

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17 maio 2014 FULEIRAGEM

J. BOSCO – O LIBERAL

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17 maio 2014 FULEIRAGEM

AMORIM – CHARGE ONLINE

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NOVIDADE DA PORRA: O MEDIOCRE E ASQUEROSO EDITOR DO JBF TEM TENDÊNCIAS ZISQUERDISTAS

Comentário sobre a postagem CANHOTOS E DESTROS: TOLÔTES DO MESMO PINICO

Wilson Saraiva:

“Quanta merda, desinformação e tendências esquerdistas, vi numa única matéria.

Colunista medíocre, estúpido, asqueroso, covarde, insano e anti patriota.

Você me enoja.”

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17 maio 2014 FULEIRAGEM

MIGUEL – JORNAL DO COMMERCIO

migueljc

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17 maio 2014 REPORTAGEM

DOADORES DE CAMPANHA

jpi

Senador petralha José Pimentel, relator da CPI que foi montada pra nada apurar: embolsou doação milionária da empreiteira Camargo Corrêa, ícone das zelites empresariais de Banânia

Um terço dos 12 titulares da CPI da Petrobrás do Senado indicados até agora recebeu dinheiro de fornecedoras da estatal nas eleições de 2010. O relator da comissão, José Pimentel (PT-CE), está entre eles. Ele recebeu R$ 1 milhão da Camargo Corrêa, empreiteira que lidera o consórcio responsável por obras da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, alvo de suspeitas.

A doação da empreiteira equivale a 20% de tudo o que o petista conseguiu arrecadar para a sua campanha ao Senado quatro anos atrás. Outros três titulares da comissão, instalada nesta semana e controlada pelos aliados da presidente Dilma Rousseff, também receberam de fornecedores da Petrobrás.

Até o momento, são conhecidos 12 titulares da CPI no Senado. Ainda falta a indicação de um nome da oposição, que resiste em fazê-lo por defender uma comissão mista, com a presença de deputados na apuração.

Humberto Costa (PT-PE) também recebeu R$ 1 milhão da Camargo Corrêa para sua campanha ao Senado. A construtora OAS doou outros R$ 500 mil à campanha do senador. Juntas, as duas fornecedoras com contratos com a Petrobrás respondem por 30% das doações obtidas pelo petista.

doadores

A Camargo Corrêa também contribuiu para as campanhas de Ciro Nogueira (PP-PI), com R$ 150 mil, e Vanessa Grazziotin (PC do B-AM), com R$ 500 mil, outros dois membros da CPI. Ciro ainda conseguiu recursos R$ 100 mil da Votorantim Cimentos.

Os fornecedores da Petrobrás foram responsáveis por 10% de todas as doações feitas em 2010 à campanha de Grazziotin e 6,25% do arrecadado pelo comitê de Nogueira.

Conforme revelou o Estado em abril, os fornecedores da Petrobrás respondem por 30% das doações nos pleitos de 2010 e 2012 aos postulantes à Presidência e ao Congresso Nacional. Isso não implica que a estatal tenha direcionado as doações ou que haja ilegalidade, mas revela o potencial de alcance político e econômico da estatal.

A Operação Lava Jato, da Polícia Federal, revelou em março deste ano suspeitas sobre as obras em Abreu e Lima tocadas pela Camargo Corrêa. A partir da intermediação do doleiro Alberto Youssef, a empreiteira teria sido favorecida por superfaturamento nas obras. O favorecimento teria ocorrido, segundo a Polícia Federal, com a ajuda do ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa. Ele e Youssef estão presos no Paraná.

A Justiça deu na semana passada prazo de 20 dias para que a Petrobrás apresente todos os pagamentos feitos entre 2009 e 2013 à Camargo Corrêa, a principal financiadora dos membros da CPI.

A estatal e a empreiteira tiveram o sigilo bancário quebrado pela Justiça Federal do Paraná, que apura se houve desvios de recursos da estatal que eram destinados a obras da Abreu e Lima. A estatal terá de abrir para a PF e para o Ministério Público Federal as transações feitas entre Petrobrás, Camargo Corrêa e Sanko Sider.

Nas investigações do Ministério Público e da PF, Costa e Youssef receberam cerca de R$ 7,9 milhões por meio do consórcio da Camargo Corrêa, para a Sanko Sider, que teria feito depósitos em contas para a MO Consultoria, comandada pelo doleiro.

Financiadora da campanha de Humberto Costa, a construtora OAS fechou contrato de R$ 185 milhões com a Petrobrás em novembro do ano passado para a construção e montagem de dutos para o emissário do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). O contrato vai até agosto do ano que vem.

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Senador petralha pernambucano Humberto Pato-Rouco: recebeu 1,5 milhão de empresas fornecedoras que serão investigadas na CPI da qual ele é membro

Relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) já apontou “conduta omissiva” da alta administração da estatal em relação aos atrasos nas obras de tubulação do Comperj, cujo custo total foi estimado, em fevereiro de 2010, em R$ 26,9 bilhões, com expectativa de conclusão em 2021. Só o primeiro trem de refino (o complexo é composto por dois) possui previsão de conclusão em agosto de 2016.

Já a Votorantim Cimentos, doadora da campanha de Ciro Nogueira, foi contratada pela petroleira estatal por um ano para fornecer cimento para poços de petróleo pelo valor de R$ 10,8 milhões. O contrato, que se encerra hoje, ainda teve um aditivo.

Como não concorreu à vaga de senador, o vice-presidente da CPI, Antonio Carlos Rodrigues (PR-SP), não recebeu nenhuma doação dos fornecedores da estatal. No entanto, a petista Marta Suplicy, hoje ministra da Cultura e eleita para o cargo, ganhou R$ 2,5 milhões das construtoras Camargo Corrêa e OAS de um total de R$ 12 milhões de contribuições na campanha de 2010.

A CPI da Petrobrás no Senado foi instalada anteontem e é controlada pela maioria governista. Os aliados de Dilma aprovaram convites para ouvir a atual presidente da estatal, Graça Foster, e o seu antecessor, José Sergio Gabrielli.

senadora-Vanessa-Grazziotin

Senadora Vanessa Grazziotin, cumunista, revulucionária e zisquerdista extrema, recebeu doação da empreiteira Camargo Corrêa, empresa que é um dos expoentes das zelites reacionárias deztepaiz; as zelites que, segundo Lula, estão apavoradas com a reeleição de Dilma Youssef…

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17 maio 2014 FULEIRAGEM

NICOLIELO – JORNAL DE BAURU

nicolielo

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É HOJE – PARA OS FUBÂNICOS DO RECIFE – SAMBA NO MORRO DA CONCEIÇÃO

Hoje, por volta das 17:00h, estaremos de volta à Ladeira João Homem, no Morro da Conceição, bar do Geraldo.

A primeira parte de nosso Ensaio Geral hoje será, como sempre, de nossos sambas autorais permeados pelo espírito de mestres que habitaram o lugar.

Na segunda parte, clássicos de raiz pra todos cantarem a memória do que nossa cultura de rua produziu.

Aguardamos quem possa.

SAMBA

Da esquerda pra direita: Caio (bandolim), Pakato (cavaco) João de Abreu (violão),  Ronaldo (pandeiro), João Ayres (voz) e João Gabriel (violão e percussão).

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17 maio 2014 FULEIRAGEM

SPONHOLZ – JBF

NVTC

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A SEMANA PASSADA

À medida que se aproxima a abertura da Copa do Mundo, dia 12 de junho deste ano, fica nítida uma diferença. A diferença entre o que existe no campo de futebol e o que se passa fora do campo. Entre o que está definido nas quatro linhas do gramado de jogo e o que deixou de acontecer fora do gramado. No campo de jogo, houve a unanimidade. Fora do campo, existe a polêmica. No campo, há uma seleção aclamada. Fora do campo, existem obras em atraso.

Pois é. No campo de jogo, a escolha de Felipão gerou um acordo nacional. Todos os torcedores reconheceram que não há conjunto de jogadores melhor do este que foi selecionado por Luis Felipe Scolari. Dentro das quatro linhas há planejamento, preparo técnico, calendário de treinos, análise dos adversários, estratégia de jogo, alternativas para posições na defesa e no ataque.

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Fora do campo, há sobrefaturamento nas obras de arenas, numa das quais o valor gasto na construção quase dobrou. Atingindo, na conclusão dos serviços, mais de R$ 1,3 bilhão. Há também atraso na feitura dos acessos viários, na instalação de trens urbanos, na operação de terminais aeroviários.

No conjunto das obras urbanas, programadas para servir aos torcedores, o descumprimento de cronogramas é superior a 40%. Mas certamente acessos e ônibus rápidos integrarão o legado de benefícios que a Copa deixará à população das cidades sede.

O que fica claro é que o discurso político andou mais eficiente do que a capacidade de fazer dos administradores públicos. No teste construtivo da Copa, a gestão pública saiu sem o caneco.

amorim

Mas, fora do campo, há algo além de obras, de aeroportos, de trens rápidos. Há uma violência oportunista sendo orquestrada. Há uma manifestação predatória contra o patrimônio público e privado. O que vem ocorrendo, no país, é uma exibição antibrasileira. Antibrasileira na origem e no destino. Na origem, porque a motivação de alguns dos protestos é vandalismo puro. E vandalismo não tem a ver com alma do Brasil. No destino, porque depredação de lojas particulares e de equipamentos públicos não tem nenhuma justificativa. Não faz parte da tradição da vida brasileira.

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Está na hora de mapear e responsabilizar agentes e patrocinadores políticos, co promotores desses atos de violência. Que nada têm de legítimo. Nem têm a ver com a cultura brasileira. Na prática, o que vai ocorrer é o envolvimento gradativo da população com o clima de festa da Copa. Em grau muito maior do que protestos caracterizados por comportamentos violentos. A manifestação de junho de 2013, esta, sim, legítima, deixou uma marca social que será retomada após a Copa. O que se tenta fazer, agora, é oportunismo e manipulação.  

Para finalizar: ninguém pense que vai se apropriar eleitoralmente dos frutos da Copa. No caso de o Brasil vir a ser campeão. O que ocorrer dentro do campo, não será desfrutado fora dele.

Até a próxima.

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17 maio 2014 FULEIRAGEM

SINFRÔNIO – DIÁRIO DO NORDESTE

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TORTO BRASIL

Este Brasil não é sério, isso foi dito pelo presidente Charles de Gaulle nos anos 60 e teremos que engolir isso sei lá por quantos anos mais. A CPI do Senado Federal é um circo montado pelo governo Dillma para buscar salvar seus erros na presidência do Conselho de Administração da Petrobras. É inacreditável que um terço dos membros desta fajuta CPI é composta de senadores que receberam grandes benefícios monetários, pecuniários ou dinheiro, como queiram, de grandes fornecedoras da empresa investigada, ou seja, a Petrobras. Será que todos nós brasileiros somos imbecis, idiotas, dementes e por aí vai, para o Senado e governo, na cara dura, montar este circo e acreditar que é moral, ético e decente?

Semana passada o grande chefe declara em Portugal que o mensalão não existiu, foi uma grande farsa. Não satisfeito com essa deslavada e inconseqüente declaração, embute nela a suspeição da credibilidade da maior corte da Nação, o Supremo Tribunal Federal – STF ao afirmar que o julgamento das falcatruas e furtos do dinheiro público para pagar deputados foi 80% política e 20% jurídica. Só ele conhece a fonte desses dados. Não bastasse, na cara limpa e deslavada, nega serem os presidiários da Papuda, pessoas de sua confiança. Como disse Ferreira Goulart em seu artigo para a Folha de São Paulo, foram os que assumiram a culpa para livrar Lulla.

Em programa político do PT, a dupla Lulla e Dillma, mentem descaradamente de que foram eles os “feitores deste novo Brasil”. Os avanços sociais pregados são de programas estabelecidos pelos governos anteriores de Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso, caso do Plano Real que estabilizou a economia brasileira e tornou possível o controle da inflação. Foi esse Plano Real, com a estabilização da inflação, que permitiu ao povo brasileiro ter maiores ganhos e ver seu salário valer no final do mês, o que ultimamente já não está sendo mais possível.
 
Os programas sociais que o Lulla recebeu do FHC tinham como meta dar capacidade de crescimento a melhor condição de vida ao cidadão sem, entretanto, tirar dele a possibilidade de crescer profissionalmente, de estimular a freqüência dos filhos das famílias pobres na escola. Não era a compra do povo, mas de apoio ao povo. Tanto o Plano Real como os programas sociais criados pelo FHC, juntados todos pelo Lulla como Bolsa Família, sofreram no período de sua implantação, sérios ataques do PT, principalmente do Lulla que dizia que esses programas eram para iludir o povo na compra do seu voto. Disse o Barba (Lulla) analisando a condição do cidadão brasileiro: “ o povo brasileiro vota com o estômago”, ou seja, a bolsa alimentação é que daria a população a orientação do seu voto. Qualificou o povo de incapacitado para pensar e votar. 

Além de todas essas barbáries que tratam a população como massa de manobra, distribuindo casas e dinheiro para se manterem no governo, não conseguem realizar nada de útil ao desenvolvimento do Brasil. Em tudo que o PT mete a mão, quando não desvia recursos, não consegue terminar nada. A única grande obra dos 12 anos do governo petista foi terminada em Cuba. O que conseguem fazer com maestria é destruir com o que de bom existia, caso Petrobras, energia, transportes, estradas e infraestrutura. Mesmo gastando seis vezes mais do que o inicialmente previsto, não conseguem terminar, como é o caso da refinaria de Abreu e Lima em Pernambuco cujo orçamento de 2 bilhões já está em 22 bilhões e muito ainda por fazer. A transposição do São Francisco não é preciso nem falar, de 2,5 bilhões já passou dos 7 e ainda não correu uma gota de água.

O incrível do programa petista foi a presidente prometer reforma política e tantas outras como um novo mundo a surgir no horizonte. Só esqueceu que o mesmo dito foi mote de campanha em 2010, mas nenhuma reforma se viu, aliás, não se viu nada do prometido em campanha passada, estão aí os hospitais, a educação com suas escolas sem professor e carteiras para os alunos, assaltos e saques da população, tudo é prova de que o Brasil está mal e vai piorar porque não há capacidade no governo capaz de reverter tal quadro. Essa é a razão de que cerca de 61% dos brasileiros não admitem o voto obrigatório e 57% rejeitariam votar se existisse essa opção.  Isso quer dizer, “descrédito no governo”, nas Instituições.

Tenho para mim que o voto não é obrigatório. Há sanção que é o pagamento de multa. O eleitor vota se quiser. A multa (R$ 3,50) é relativa, na sua essência, a desobediência de uma ação exigida e, salvo melhor juízo, não há um fato consumado ilegal, passível de condenação judicial. Paga a multa, tudo está quites. É assim, o torto Brasil.

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16 maio 2014 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

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QUELÉ E SUAS TRÊS MULHERES

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Clementino nasceu num sítio em Coqueiro Seco, bela e bucólica cidade à beira da lagoa Manguaba. Menino ainda já tinha vocação para mulheres. Na juventude tornou-se conquistador, o rei das niquimbas ( assim chamavam maldosamente as empregadas domésticas naquela época), daí seu apelido Quelé das Niquimbas. Conseguiu se formar em Direito, figura popular e bem humorada na capital e em sua cidade, repreendia quando algum amigo o chamava de Dr. Quelé das Niquimbas. Corrigia com um apelo.
         
– Me chame, Quelé das Niquimbas ou Dr. Clementino Lima. Não desmoralize meu título de bacharel!
             
Casou-se cedo, engravidou uma prima, costumava dizer, priminha não é irmãzinha, terminou no altar com Margarida, uma mimosa flor da cidade de Santa Maria Madalena da Lagoa do Sul, hoje Marechal Deodoro. Quelé nunca se acostumou com a vida de casado, sua vida era de bar em bar pelas ruas da cidade, até que foi encontrando novos amores durante a vida.
             
Um deputado arranjou-lhe uma sinecura na Assembléia Legislativa, aparecia algumas vezes na semana para bater papo, rever amigos, se gabava de ter arranjado 280 votos para o deputado em Coqueiro Seco. Os votos obtidos pelo deputado na cidade, ele contabilizava como se fossem todos por ele arranjados. Um dia apareceu uma menina bonita, vinda do sertão, fora desvirginada por um outro deputado, comprou o silêncio com um emprego na Assembléia. Quelé namorou Rosa, a rainha do sertão, como ele a apelidou.

Numa bela tarde, Rosinha lhe informou, estava grávida. O jeito foi assumir o filho. Rosa ganhou uma casa da COHAB do deputado, onde até hoje vive, dividindo o marido com Margarida. Quelé tem o afeto do menino. Na certidão do jovem consta filho de Clementino Lima, entretanto, a maldade humana acha o menino a cara do deputado. Quelé é homem moderno, não importa certas picuinhas, ama o menino, seu filho do coração. Do lado de Margarida são duas moças bonitas. Rosa e Margarida não se frequentam, se aceitam como duas flores com espinhos. Os meninos meios irmãos se dão bem quando se encontram.
         
Durante a última eleição em Coqueiro Seco, Quelé foi enviado pelo deputado para ajudar na campanha, tarefa feita com satisfação, terminava as noitadas raparigando. Acontece que uma jovem, Hortência, quase da idade de suas filhas, 17 aninhos, encantou nosso Casanova. A moça bonita dava alguma bola, mas quando chegava nos finalmentes ela escorregava feito um muçum ensaboado. De tanto insistir, numa noite de lual à beira da lagoa, despedida da campanha eleitoral, Quelé conseguiu, com promessa de casamento, uma noite memorável de amor dentro de uma canoa. Nove meses depois nasceu Manoel Lima, uma adorável criança.
             
Montou outra casa, a terceira, consome todo salário de funcionário e de advogado, Quelé vive aperreado de dinheiro, contudo, não deixa de estar sempre com um sorriso nos lábios e um bom astral. Trígamo assumido, as filhas de Margarida ajudam Hortência, mãe do recém nascido para ela comparecer ao emprego, atendente de um médico amigo do deputado. As coisas iam bem, as três mulheres não complicavam muito a vida do marido repartido.
       
Por tudo isso, Clementino resolveu fazer uma só festa no seu aniversário, reunindo, pela primeira vez, as três mulheres na casa da primeira. O início do encontro foi formal, depois começaram a descontrair. Quelé estava felicíssimo com o feito, as três famílias reunidas. Cerveja, cachaça e uísque entornando. Todas três mulheres empurravam direitinho um copo, como também o companheiro Quelé. Até que certa hora, quando a cachaça subiu para cabeça, Margarida perguntou ao marido;
     
– Está feliz, meu amor? Juntando sua esposa e as duas raparigas?
   
Rosa quando ouviu o desaforo, falou alto: rapariga é a mãe! A outra flor, Hortência, não esperou falar, foi puxando os cabelos de Margarida e arrastando pelo chão, xingando de coroa sambada e que Quelé gostava mesmo era dela, novinha e cheirosa. A briga generalizou-se entre as três. Uma dando tapa e puxão de cabelos nas outras. A briga durou quase uma hora, só acabou quando cansaram, Quelé conseguiu afastá-las. Levou as outras duas convidadas para suas casas. Nunca mais quis saber de juntar as mulheres. Família que bebe unida, nem sempre permanece unida.

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16 maio 2014 FULEIRAGEM

M. AURÉLIO – ZERO HORA

AUTO_marcoaur

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CARTAS AMERICANAS (VI) – LIVROS ESQUECIDOS, LIVROS ROUBADOS

NY 1

Uma novaiorquina que, anacrônica como o colunista, ainda lê livros

Um sertanejo apaixonado, de nome Graciliano Ramos, escreveu numa carta de amor para uma ainda insegura pretendente:

“Examinando o decálogo, vejo com desgosto que das leis do velho Moisés apenas tenho respeitado uma ou duas. Nunca matei nem caluniei. E ainda assim não posso afirmar que não haja, indiretamente, contribuído para a morte de meu semelhante. Não sei. Furtar, propriamente, não furto; mas todos os meus livros do tempo de colegial foram comprados com dinheiro surrupiado a meu pai.”

Lembrava estas palavras, e me confortava, caminhando pelas ruas frias da cidade com um livro surrupiado escondido sob o casaco de couro que me protegia da frialdade orgânica desta terra (que Augusto dos Anjos perdoe este plagiário). Vamos lá, o caso eu conto como o caso foi: o ladrão é ladrão, o boi é boi.

Entrei na cafeteria com um único objetivo, fazer o que todos fazem num ambiente como este – tomar um café. Fiz meu pedido, paguei a conta regularmente, recebi o copo imenso e quente, apanhei açúcar e uma dessas míticas, plásticas e modernas colheres e fui sentar numa das mesas que ainda tinha espaço. Ali, sobre o móvel, folhas de um jornal espalhadas e ele, meu objeto de eterno desejo, o livro.

Dias antes, numa filial desta mesma cafeteria, a tentação me tomou. Sobre a bancada onde se expunham incontáveis saquinhos de açúcar e adoçante um tentador Philip Roth. Não consegui sequer ler o título do romance, e para fugir deste teatro de vícios e perdições, lentamente mexi o café, lentamente descartei aquela colher vagabunda, lentamente fugi do perigo. Confesso que não rezei, pois já esqueci todas as lições que me ensinaram padre Abílio e o bispo Dom Acácio.

Neste novo encontro, no entanto, as artimanhas do diabo eram bem melhores engendradas. Na mesa longa apenas um rapaz que mais cochilava e outro mergulhado nas informações que lhe mandava seu notebook. Cauteloso, perguntei ao sonolento companheiro se o livro lhe pertencia. Recebi o provocante não como resposta. Destarte apanhei distraído o volume que parecia mesmo ter sido esquecido por um leitor talvez enfadado. Li o título, How Fiction Works, e o nome do autor, James Wood, da linha de escritores do The New Yorker e professor visitante de Harvard.

NY 2

Cresciam minhas ambições. Tomei um largo gole de café para moderar meus apetites. Respirei fundo e continuei minhas pesquisas. E aí veio o tiro fatal. No índice onomástico encontro nome de Jorge Amado. Bom aí não havia mais prece ao santo Padre Cícero que segurasse este nordestino. Joguei o livro no bolso do casaco e deixei a cafeteria com o ar mais sério que encontrei.

Buscando todas as referências possíveis para justificar meu crime, depois de evocar Graciliano Ramos, recorri a João Cabral de Melo Neto. O poeta defendia a tese que nenhum livro deveria ficar isolado numa biblioteca qualquer. Depois de lido, deveria ser doado, esquecido em algum lugar, dado de presente, tudo menos o resguardo frio das estantes. Acho que a ideia tem tomado corpo por aqui, mesmo assim continuo crente ter sido esta a única vez que discordei do ídolo. Livro meu tem história e merece respeito. Se gosto, ou mesmo se não gosto, todos ficam guardados comigo. Vez em quando recorro a um deles. E ninguém, nem mesmo os computadores todos da NASA, traz em si a capacidade de mensurar o prazer que é rever uma velha anotação, um erro de avaliação, um reencontro de amor e paixões. Vocês têm toda razão, além de ladrão, sou egoísta.

Em casa, longe dos olhares indiscretos, fui saber o que o senhor James Wood pensava do meu querido Jorge Amado. E aí ruíram todas as cartas de meu castelo. O tal Jorge era Amador e ao invés da Bahia escolhera o México para viver. Também, ao que consta, nunca escreveu romances. Era um chefe de polícia que incentivava seus subordinados a ler.

Eu poderia até ter me arrependido de meu gesto vil, mas já de nada isso adiantaria. O crime perfeito estava definitivamente perpetrado. 

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16 maio 2014 FULEIRAGEM

MYRRIA – A CRÍTICA

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16 maio 2014 A PALAVRA DO EDITOR

E DE GRAÇA !

Há poucos dias um fubânico gunvernista, com importante cargo no Diretório Nacional da Confraria dos Cegos, repercutiu o tolôte que Lula cagou pela boca, quando disse que a “imprensa é o maior partido de oposição deztepaiz“.

Nosso fubânico postou um comentário e disparou a velha e conhecida saraivada de manjados disparates:

“Contra o PT a imprensa tem tomado partido contra, ou seja, os setores de elite da imprensa procuram conduzir a opinião pública contra o governo. (…) A animosidade da imprensa com a política social do governo flui silenciosamente, formando um pano de fundo, que o Jornal da Besta Fubana não consegue visualizar.”

E, baixando o cacete neste editor (que ele, erradamente, confunde com o Jornal da Besta Fubana), diz que é “reaça e assimila o discurso elitista“. O JBF é repositório de todas as tendências e opiniões, situacionistas e oposicionistas. O seu Editor é apenas mais um que aproveita o espaço do jornal pra dar seus pitacos. Pitacos oposicionistas, assim como outros fubânicos dão pitacos situacionistas

Num sei se o ceguinho luleiro, ao dizer que assimilo o “discurso elitista“, estava me acusando de ser íntimo de Sarney, da elite política, de Eike Batista, da elite financeira, de Renan Calheiros, da elite parlamentar, de Emílio Odebrechet, da elite empresarial, de Camargo Corrêa, da elite de doadores pra campanhas do PT, de Paulo Maluf, da elite que aplica fortunas no exterior, de Silvio Santos, da elite de banqueiros, ou de Fernando Collor, da elite proprietária de impérios midiáticos nordestinos. Ou, talvez, de eu ser íntimo dos donos do conglomerado Telemar-Gamecorp.

Mas isso tudo pouco importa. Nós outros que enxergamos direitinho e fazemos bom uso da razão, já estamos acostumados com o surrealismo disparatado da militância progressista e revulucionária banânica.

O que eu queria chamar a atenção é pro fecho do comentário deste fubânico gunvernista, lulista e defensor roxo da administração vermêia que está instalada na Petrobras.

Sobre o fato deste editor ser oposicionista e, em consequência (na cabeça dele), ser também “reacionário” e “assimilar o discurso elitista“, ele disparou esta indignada pérola:

“O pior é que faz isso de graça!”

Pra quem aplaude e admira o gunverno petista, um gunverno que compra adesões, louvores, aplausos e elogios a peso de ouro (ouro dos cofres públicos, claro), é um espanto perfeitamente normal. Se ele contar isto pra Lula, o ex prisidente num vai acreditar de jeito nenhum!

Na cabeça deles é uma aberração existir um blogueiro que dá pitacos político-ideológicos e, vejam que absurdo!, não recebe dinheiro algum pra fazer isto. Paulo Henrique Amorim, Luis Nassif e Mino Carta devem compartilhar do mesmo espanto do fubânico luloso. 

Embora, confesso pelo milésima vez, eu esteja aberto a propostas, sondagens e cantadas da Caixa, da Infraero, do Banco do Brasil, da Petrobras… O banner de uma estatal ou do Ministério do Transportes no cabeçalho do JBF iria ficar lindo!

Francamente, eu fiquei feliz que só a porra com a frase do ceguinho gunvernista, assim como se estivesse recebendo um atestado de qualidade, um prêmio, um reconhecimento, um troféu, um elogio da bixiga lixa.

Membro da Confraria dos Cegos puto de raiva ao constatar que o Editor do JBF não recebe dinheiro pra falar com exatidão o que é o gunverno de Banânia nas mãos da cumpanherada vermêio-istrelada

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16 maio 2014 FULEIRAGEM

THIAGO LUCAS – FOLHA DE PERNAMBUCO

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MEMENTO MORI

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Albrecht Dürer (1471-1528) “memento mori”

Hoje presenciei uma cena degradante de um homem extremamente mal humorado. Contorcia-se, esse homem, em sua ira, como se fosse parte dele a raiva, tal como se fosse um membro a mais no seu corpo, que o tornava vermelho, os olhos injetados como um vampiro, enquanto que a jugular pulsando, saltava-lhe como a destilar o ódio.

Juntamente com essa cena desprezível observei também que o momento parou, como se eu estivesse observando em câmera lenta, eternizando o mal humor numa janela. O tempo parou naqueles segundos de ira.

A vida não era para ser assim, dessa maneira. O mal humor é algo infeccioso e parasitário como a febre tifoide. O mal humor não deixa espaço para ver a luz filtrada por entre as folhas das árvores ou a estrada de luz que o reflexo da lua desenha na água. Com o mal humor perdemos aquele quadro de estupefação que nos invade  no momento em que observamos algo extremamente belo, ou quando experimentamos  um momento de imensa felicidade. Apenas um momento.

Mas esse momento passa rápido. Uma fração de segundos, um nada. Nunca mais o veremos de novo, pois não podemos captá-lo outra vez. Para experimentá-lo novamente, temos que esperar, pois não sabemos quando a natureza vai de novo nos presentear com essa dádiva misteriosa.

O miserável homem mal humorado também passa. Tudo passa.

Estupefatos e despertos, somos arrancados da realidade pela consciência de que todas as coisas são transitórias, sabendo da efemeridade da beleza do mundo, das filosofias, das artes e de tudo à nossa volta.

De súbito entendemos o real significado da expressão “memento mori”: lembremos de que tudo morrerá, de que este momento morrerá, de que esta flor, este rio, o pôr do sol, o vento, as manhãs, os jovens, tudo o que conhecemos morrerá.

Memento mori: lembremo-nos de que esse momento morrerá.

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16 maio 2014 FULEIRAGEM

PELICANO – TRIBUNA SP

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GEÓRGIA ALVES – RECIFE-PE

Prezado Editor da Besta Fulana

Gostaria de convidá-lo a estar presente no próximo dia 18 de Setembro de 2014, a partir das 19 horas, no auditório da Livraria Saraiva.

Será (re) lançado o livro “Filosofia da Sede”, da Editora Chiado (de Lisboa, Portugal).

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O livro fala sobre a Dipsomania.

A narrativa é guiada por Pilar, uma andarilha que tenta descobrir o mistério da sede que não tem fim.

Até lá

Atenciosamente.

R. Isto é que é ser previdente: o evento é em setembro e o convite já está sendo feito em maio!

Tá mais prevenida do que Chupicleide, a incompetente secretária de redação do JBF.

Gratíssimo pelo convite, caríssima escritora. Farei tudo para estar presente.

Eu só não irei mesmo se no dia do evento minha dipsomania estiver incontrolável. Coisa que acontece com espantosa frequência.

Disponha sempre deste espaço, brilhe e faça muito sucesso!

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16 maio 2014 FULEIRAGEM

DUKE – O TEMPO

duke

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HISTÓRIAS DO CANGAÇO (5)

no tempo de lampião-

UM PRECURSOR DE LAMPIÃO

Na primeira metade do século passado [sec. XIX], um negro foi o terror do sertão baiano. Era o Lucas da Feira, assim chamado por ter sido o município de Feira de Santana teatro de toda a sua atuação delituosa.

Durante vinte anos, Lucas foi o assombro, o pesadelo dos sertanejos. Contaram-se por centenas as suas vítimas. O negro salteador, ladrão e assassino, raptou e violentou inúmeras donzelas, matando-lhes os pais e irmãos, se estes ofereciam resistência à sua lubricidade.

Há uma lenda, segundo a qual Lucas começou a esmorecer no seu fadário repelente, depois que, ao passar pela sepultura duma virgem que assassinara e enterrara no mato, sentiu um perfume delicioso e viu de cima da cova levantarem o voo um bando gárrulo de pombas brancas. Isso lhe teria, desde então, irremediavelmente quebrantado o ânimo feroz.

As façanhas desse precursor de Lampião perduram na tradição oral dos feirenses. Quando entre eles estive, não me foi difícil reunir as notas que estão propiciando o tracejamento destas linhas.

O velho tabaréu a quem perguntei se Lucas era valente deu um muxoxo e contestou:

– O que ele era, era um grandessíssimo desalmado. Era perverso, era levado do não-sei-que-diga, mas era frouxo: mijou-se todo na hora da morte…

Não lhe quis obtemperar que a micção e natural nas mortes por enforcamento. Preferi deixá-lo desatar a língua, a seu modo:

– Lucas foi o diabo em figura de cristão, Deus o perdoe! Aquilo não era gente. Uma vez ele agarrou num negro beiçudo na estrada e sabe que é que fez com ele? Prendeu com prego caibral o beiço do infeliz numa árvore. Quando acabou, disse ao suplicante que ia não sei aonde e mais tarde voltaria para o capar. Foi ele se afastar, o negro fez finca-pé, raspou o beiço e ganhou o mundo na carreira, porque só assim se livraria da outra ameaça, a mais perigosa. E sabe? o Lucas estava numa moita escondido e se rindo: ele queria era que o negro mesmo rasgasse o beiço… Doutra feita, batendo palma e cantando, ele fez uma mulher grávida dançar, dando umbigadas nos estrepes dum pé de mandacaru! Aquele Lucas foi o cão em pintura de gente. Encontrando-se, um dia, com um miserável que vinha aqui pra Feira, trazendo uma carga de chicotes pra vender, ele fez o desgraçado botar a carga abaixo e com cada chicote deu-lhe quatro, cinco lambadas de arrancar couro e cabelo. Quando cansou o braço, explicou: – “Isso é pra, quando você tiver de vender os seus chicotes, poder garantir, de ciência própria, que eles são bons”…

– E foi fácil prender o Lucas da Feira?

– Qual. Qual fácil! Foi o diabo! O Governo da Província chegou a prometer um prêmio de não sei quantos contos de réis a quem desse conta dele, vivo ou morto. Mas o negro, pra se esconder, tinha pauta com o capiroto. Quando ele foi preso, houve um festão que durou três dias aqui na Feira. Gente que nunca tinha dançado desenferrujou as canelas! na ocasião em que ele, com as pernas amarradas por baixo da barriga dum cavalo, entrava na cidade, os sinos das igrejas tocavam que parecia chegada de bispo, o foguetório nos ares, não ficou ninguém dentro das casas e deu-se, até, o milagre de um paralítico, um entrevado, sair correndo de rua afora, só pra ir ver o Lucas…

– E quem foi que o conseguiu prender?

– Foi o Cazumbá. Esse Cazumbá era um oficial de justiça criminoso que, com a promessa de perdão do crime e com o olho no dinheiro do prêmio, perseguiu e prendeu o Lucas. Na hora da prisão deu-lhe dois tiros no braço esquerdo. O braço arruinou e os médicos tiveram de o cortar. Dizia o finado meu pai que foi coisa engraçada… Depois da operação, um menino pegou o braço do Lucas e saiu correndo pra rua, pra mostrar ele ao povo. Um sapateiro correu em casa, trouxe uma palmatória e esmagou com “bolos” de sustância a mão do Lucas, o povo todo achando graça nisso, satisfeito…

E a sorrir, também, e como que a despertar reminiscências, o velho feirense concluiu:

– Sim, eu ia me esquecendo: sabe quem foi o carrasco do Lucas, na hora de ele ser pendurado na força do Campos do Gado? Pro Sr. ver as voltas que o mundo dá! A justiça de Deus tarda, mas não falta. Quem faz neste mundo, aqui mesmo paga. O carrasco do Lucas foi um rapaz cujo pai o Lucas tinha assassinado e cujas três irmãs o Lucas tinha desonrado, quando esse rapaz inda era meninote…

Do livro “No Tempo de Lampião”, de Leonardo Mota

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16 maio 2014 FULEIRAGEM

AMARILDO – A GAZETA

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GRANDE PARTE DO POVO É CORRUPTA E ROUBA

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Quem estava saqueando as lojas não eram os “bandidos”, era o povo. Quem usa um carro para roubar uma televisão e uma geladeira não está passando fome. Quem sai de casa para invadir numa loja e carregar celulares, computadores, liquidificadores e outros eletroeletrônicos, não está passando fome.

A polícia deveria servir para reprimir os bandidos, mas ficou provado que se a polícia não estiver nas ruas o povo passa a roubar, logo grande parte do povo também é bandida.

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Se a polícia vive cuidando para que o povo não roube, não tem tempo de correr atrás dos bandidos, traficantes de drogas e de pessoas, assassinos, arrombadores de bancos, estupradores, etc. Logo, o povo precisa se educar e criar vergonha na cara.

É por isso que essa grande maioria do povo só elege políticos corruptos, porque gosta da corrupção, da safadeza, da malandragem. E os políticos adoram!

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Alguém viu algum político se pronunciar? Onde eles estavam enquanto a polícia fazia greve e o povo saqueava supermercados? Onde estavam os deputados e senadores, do poder e da oposição, enquanto tudo isso acontecia? Onde estava o ex-governador que não teve diálogo com os policiais enquanto estava no poder?

Onde estava a imprensa pernambucana que não entrevistou o ex-governador, seus aliados e os políticos da oposição? A imprensa só cobria os saques e as assembleias dos policiais. Por quê?

Será que os políticos não têm nada a ver com todo esse estado de coisas que está acontecendo em Pernambuco e no Brasil? Por que eles desaparecem ou saem de cena logo nesses momentos?

Com a palavra a imprensa e os políticos de Pernambuco!

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Concordo, plenamente, com o poeta e jornalista Iranildo Marques, quando diz:

Como ter esperança de um Brasil melhor?

Se quem elege esses corruptos são os mesmos que saqueiam?

São os mesmos que não têm educação?

São os mesmos que pensam apenas individualmente, esquecendo a coletividade?

Não tenho esperança de ver um BRASIL JUSTO!

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© 2007 Besta Fubana | Uma gazeta da bixiga lixa