11 abril 2013 FULEIRAGEM

DUM – HOJE EM DIA

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11 abril 2013 FULEIRAGEM

LAILSON – CHARGE ONLINE

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10 abril 2013 FULEIRAGEM

JADER – O CORREIO

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10 abril 2013 DEU NO JORNAL

UM PUTA PROJETO

Projeto de lei pretende restringir usos da expressão “filho da puta”

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“Nenhuma de nós pariu um deles sequer”, afirma presidenta do SINDIPROST.

Atribui-se à categoria “filho da puta” uma série de sujeitos tradicionalmente sem escrúpulos. Aquele vizinho inconveniente, o parceiro infiel, o árbitro ladrão ou o político corrupto. Usa-se a expressão de forma tão natural que ignoramos o drama das próprias putas.

“O costume de taxar alguém de filho da puta carrega o sentido arcaico do bastardo. Hoje, as coisas são diferentes. A dúvida sobre a paternidade não atinge apenas as profissionais, mas também as amadoras. A sociedade multicultural veio solucionar todas essas caduquices conservadoras”, afirma Marie Trisyo, presidenta nacional do SINDIPROST (Sindicato das Prostitutas).

O projeto de lei “É a puta que o pariu!”, busca erigir uma ação afirmativa em âmbito nacional visando compensação moral contra séculos de infâmias e calúnias que vitimizam as profissionais do sexo. A proposta foi impetrada junto ao Senado (habitual antro dos maiores filhos da puta) e está atualmente sob análise da Comissão de Direitos Humanos.

“Não é possível que um filho da puta, perdão, um desses filhos de chocadeira não se compadeça do nosso caso. Cê acha que quando chamam um Renan Calheiros de filho da puta toda a nossa categoria não se ofende? Nem Collor, nem Cachoeira, nem Demóstenes, nem Bush, nem Ricardo Teixeira. Nem esses, nem outros tantos, são filhos das nossas associadas”, complementou Trisyo.

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10 abril 2013 FULEIRAGEM

AROEIRA – JORNAL O SUL

aroeira2

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10 abril 2013 A HORA DA POESIA

SE TU VIESSES VER-ME À TARDINHA – Florbela Espanca

Se tu viesses ver-me hoje à tardinha,
A essa hora dos mágicos cansaços,
Quando a noite de manso se avizinha,
E me prendesses toda nos teus braços…

Quando me lembra: esse sabor que tinha
A tua boca… o eco dos teus passos…
O teu riso de fonte… os teus abraços…
Os teus beijos… a tua mão na minha…

Se tu viesses quando, linda e louca,
Traça as linhas dulcíssimas dum beijo
E é de seda vermelha e canta e ri

E é como um cravo ao sol a minha boca…
Quando os olhos se me cerram de desejo…
E os meus braços se estendem para ti…

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10 abril 2013 FULEIRAGEM

CLAYTON – O POVO

clayton

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10 abril 2013 DEU NO JORNAL

FELICIANO TÁ CERTÍSSIMO !

O deputado Marco Feliciano não cedeu e decidiu continuar na presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara.

Feliciano afirmou que só deixaria a presidência da comissão se os petistas João Paulo Cunha e José Genoíno, já condenados no processo do Mensalão, deixassem a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

 * * *

Palmas pra Feliciano!

O pastor-deputado picareta, destacado membro da base aliada do gunverno de Dilma, está coberto de razão. Neste ponto e neste item específico.

Feliciano deu um cala-boca arretado nos aliados petralhas que pedem sua renúncia. Mas deu, sobretudo, um cala-boca, um tranca-cu, um foda-se pra militância jurássico-zisquerdista, como sempre barulhenta e vazia, que polui qualquer ambiente onde se manifesta.

Quando ele disse que só largava a Comissão de Direitos Humanos se os mensaleiros largassem a Comissão de Justiça, a malta de idiotas deu o calado por resposta. Aliás, a charge de Amarildo de hoje, resume tudo de forma genial.

Vejam:

OPI-002.eps

A propósito dos babacas desordeiros que fazem manifestações e passeatas pedindo a saída de Feliciano da Comissão de Direitos Humanos, eu quero repetir algumas considerações que fiz numa postagem do dia 31 de março passado, intitulada “Homofobia um Cacete!“.

Trata-se de um vídeo com mais de 14 minutos de duração, e do qual retirei este pequeno trecho que está a seguir.

É dedicado aos tabacudos da militância zisquerdóide banânica.

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10 abril 2013 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

nani2

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10 abril 2013 DEU NO JORNAL

É GRAVE, É GRAVÍSSIMA

Ricardo Setti

dirceu-fux

Dirceu e Fux: acusador e acusado

É certamente grave, gravíssima a acusação feita pelo ex-ministro-chefe da Casa Civil e ex-deputado José Dirceu segundo a qual teve encontro com o ministro Luiz Fux durante a fase em que este realizava contatos para realizar seu “sonho” de chegar ao Supremo Tribunal Federal e que, no curso da reunião, Fux prometeu absolve-lo no caso do mensalão, caso fosse designado para a corte.

Dirceu fez a acusação em entrevista aos jornalistas Fernando Rodrigues e Monica Bergamo, da Folha de S. Paulo, publicada também no portal UOL.

A própria Folha, porém, lembrou que em dezembro do ano passado – espontaneamente -, Fux admitiu, durante em entrevista, que efetivamente se encontrara com Dirceu, mas negou ter prometido a absolvição. Disse também que, mais tarde, ao ler o processo do mensalão, ficou “estarrecido”.

O problema da acusação de Dirceu é que ela está cheia de interrogações soltas, sem respostas.

Primeira interrogação sem resposta: onde estão as provas?

O chefe da quadrilha do mensalão diz ter sofrido durante meses “assédio” do ministro Fux (então integrante do Superior Tribunal de Justiça) “através de terceiros, que eu não vou nominar”. E que o encontro em que Fux teria prometido a absolvição se deu depois desse “assédio”, quando Dirceu concordou em recebê-lo, mas foi a sós.

Segunda interrogação: por que não identifica quem são esses “terceiros”?

Dirceu conferiria solidez a uma acusação, que caso contrário se tornará leviana, irresponsável e até passível de processo, se trouxesse à público esses “terceiros”, que seriam advogados.

Terceira interrogação: Fux, afinal, teria prometido a suposta absolvição ao próprio Dirceu ou aos misteriosos “terceiros”?

Dirceu se contradiz ao longo da entrevista. Na primeira parte, diz, sobre o encontro: “Eu o recebi e, sem eu perguntar nada… (…) Ele tomou a iniciativa de dizer que ia me absolver. Textualmente”.

Mais adiante, porém, respondendo a outra pergunta dos repórteres, diz o seguinte: “Ele, de livre e espontânea vontade, se comprometeu com terceiros, por ter reconhecimento do processo, por ter convicção, certo?”

Afinal, a quem o ministro teria prometido?

Quarta interrogação: por que Dirceu não levantou esse problema DURANTE O JULGAMENTO?

Por que Dirceu só agora, na fase final do processo, em que cabem recursos que dificilmente reverterão a decisão do Supremo de condená-lo a 10 anos e 10 meses de cadeia, trouxe a público a denúncia?

Não faria muito mais sentido que trouxesse logo no começo do julgamento? A enorme barulheira que as declarações causariam poderia levar seus advogados a levantar a questão no plenário do Supremo, obrigaria a algum tipo de discussão entre os ministros, constrangeria Fux a dizer algo durante o julgamento. Quiçá – nunca se sabe – o ministro, pressionado, poderia declarar-se impedido?

Fux está há 13 meses no Supremo e sua atuação vem sendo correta, como foi durante os dez anos em que, antes disso, exerceu o alto cargo de ministro do Superior Tribunal de Justiça.

O lobby que desenvolveu para chegar ao Supremo, em que conversou até com diretores da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), não o enobrece nem um pouco, embora conte ponto a seu favor o fato de ser ele próprio quem contou. Certamente não é o primeiro ministro a fazer isso, nem será o último – o que tampouco torna esse comportamento aceitável.

Mas, no final das contas, nesse episódio com Dirceu, fica a palavra de um contra a palavra de outro.

E um – o que acusa – foi qualificado pelo Ministério Público Federal como “chefe da quadrilha” do mensalão, o que seria aceito pelo Supremo Tribunal. Foi condenado e está desesperado para livrar-se das barras da penitenciária.

E o outro – o acusado — é um juiz que, baseado nos autos, e com votos consistentes e elogiados pelo mundo jurídico, mandou para a cadeia, sem contemplação, mensaleiros graúdos, inclusive seu agora acusador.

Até que surja alguma eventual nova evidência, fico, portanto, com a palavra do ministro Luiz Fux.

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10 abril 2013 FULEIRAGEM

ALECRIM – CHARGE ONLINE

AUTO_alecrim

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10 abril 2013 DEU NO JORNAL

EU SÓ ACREDITO PORQUE ESTAMOS EM BANÂNIA

‘Fux disse que ia me absolver’, diz Dirceu sobre julgamento do mensalão

O ex-deputado federal e ex-ministro José Dirceu de Oliveira e Silva, 67 anos, contou ontem sua versão a respeito de uma promessa que teria recebido de absolvição no processo do mensalão.

* * *

Li a matéria todinha e também pesquisei na internet, e não encontrei qualquer referência a uma voz de prisão do Ministro Fux, mandando enjaular Zé Dirceu por tão grave e descabida afirmação.

Num encontrei nada…PAPUDO

Luiz Fux foi nomeado Ministro do Supremo Tribunal Federal pela Presidenta Dilma Roussef, em março de 2011. Dirceu garante que Fux, pra conseguir esta nomeação o teria procurado pra dizer que o absolviria no processo do Mensalão se ele, Dirceu, influenciasse na nomeação dele, Fux.

A que ponto chegou a república petralha… a que ponto chegaram os ministros escolhidos pelos petralhas pro STF…

Putz… O homem que era o ministro mais poderoso do primeiro gunverno de Lula, atualmente condenado como quadrilheiro e corrupto, faz uma denúncia dessa magnitude, e nada acontece. Que país de rapariga é este em que vivemos???!!!

Eu só acredito porque, enfim, vindo desse bando de felas da putas, tudo é possível.

Quem quiser ver a matéria completa, inclusive com vídeo onde o Chefe da Sofisticada Quadrilha diz que “foi assediado moralmente pelo ministro Fux”, clique aqui.

Que porra, que bosta, que merda de país é que estamos moldando pra deixar pras próximas gerações??????????

Vocês que reelegeram essa camarilha que me respondam. Eu tenho a consciência tranquila.

Dá licença: num aguento mais falar sobre isso. Vou pegar meu pinico e dar uma boa vomitada.

pinico

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10 abril 2013 FULEIRAGEM

PASSOFUNDO – CHARGE ONLINE

passofundo

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http://www.voteespiaso.com
VIZINHOS DE GRITO

J1

Xangai, Jessier Quirino e Macial Melo (Foto: Fernando Azevedo)

Neste início de abril tive a oportunidade de assistir a um dos melhores espetáculos de arte e poesia já proporcionado por um artista nordestino que, acima de tudo, valoriza e enaltece a nossa cultura autentica e verdadeira. Jessier Quirino nos brindou com momentos de rara beleza estética e criativa, levando a platéia da emoção ao riso num piscar de olhos. 

Nem me atrevo a comentar detalhes técnicos como cenário, luz, figurino, pois estava tudo nos trinques, certo que nem beiço de bode. As participações especiais de Maciel Melo e Xangai foram assinaturas de aprovação ao trabalho do colega de palco já dividido tantas vezes sempre com absoluto sucesso. Os músicos, incluindo os vocais, caíram como água na biqueira em tempo de estiagem durante a apresentação do artista, o que não era pra menos dado a capacidade de cada um individualmente.

O público que lotou o Teatro Boa Vista por três dias, saiu maravilhado, e no final da apresentação ouvi palavras de elogio como: É um poeta arrombado! Além de outros arroubos impublicáveis. Produção e direção sem defeito, parecia cinema, nada de repetição como é comum em gravações de DVD.

Na minha modesta opinião as próximas apresentações de Jessier Quirino tem que ser em temporadas, uma semana no mínimo, ou então faz logo no mundão do Arruda com o pop star inglês.

Bola pra frente cumpadre véi.

Obs: Propositadamente tentei usar um pouco da linguagem do poeta.

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10 abril 2013 FULEIRAGEM

MÁRIO – A TRIBUNA DE MINAS

mario

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EDUCAÇÃO EM CONFLITO

O atraso da Educação no Brasil tem o perfil de uma barreira intransponível. É difícil entender o desleixo que é tratada a mais vital área para o desenvolvimento da Nação. Qual a razão dessa negação por parte de governos quando o mundo todo já consolidou que não há possibilidade de desenvolvimento sem o sistema educacional consistente e eficiente? Só há uma avaliação que justifica atitudes negativas para esse entendimento: a incompetência, a incapacidade de entender a necessidade de maciço investimento nesse importante setor para economia do País. Entendo que por ser a política no Brasil algo voltado exclusivamente a manutenção de Poder por grupos açambarcadores da economia nacional, é evidente que tal preocupação passa ao largo das questões prioritárias de governo.

O Brasil está perdido na sua política educacional. Move-se de acordo com as pressões do momento e com isso alterna a condução administrativa e normativa da educação de acordo com o seu interesse político partidário, melhor dizendo de grupos e com isso germina a indefinição e insegurança na área educacional. As normas para gerir e aplicar a educação formal, no geral, são incompatíveis com a realidade nacional já que este imenso País agrega vários brasis, cultural, econômica e até financeiramente. A educação aplicada em cada região se torna um conflito no aprendizado, sobressaindo uma ou outra escola no contexto geral. Como imprimir o ensino que atenda a região sul do Brasil no agreste pernambucano, enfim, do norte e nordeste? Vai ocorrer conflito entre as realidades de cada uma delas e também a realidade do aluno na sua relação social política e a escola. Ensino padronizado é estupidez, se o desejo for dar educação e oportunidades para todos. O que necessita é de suporte aos que vivem nos confins desta terra e são abandonados à própria sorte.

O que está acontece na verdade é que o governo está querendo pular etapas importantes do crescimento educacional das crianças e jovens. Está, na educação, querendo colocar turbinas de jato em aviões teco-tecos, para os mais novos entenderem, monomotores. A estrutura não aguenta, não está preparada. Não vai dar certo e o tempo será perdido como já está até agora. Milhares de jovens estão sendo jogados na lata de lixo. O mundo econômico e empresarial, além do cultural, está girando a uma velocidade que faz a distância crescer, com o chamado primeiro mundo, de forma assustadora. O Brasil já não encontra fôlego para acompanhar essa evolução porque está mal alimentado no aprendizado dos seus jovens. A massa, dessa força jovem que impulsiona o País, aos poucos perde a credibilidade na escola que está mais para “ringue” do que incentivadora do conhecimento e da relação social.

O ensino para ser atual tem que ter olhar para o mercado e a evolução que este está promovendo no mundo. Não há como se desconectar disso, mas também não é possível dar pulos em importantes etapas. O que é preciso é velocidade na educação, imprimir compromissos dos que ensinam com a qualidade. Os professores tem que ter a responsabilidade de se auto educar, de reciclar, de buscar por mais conhecimento e técnicas em uma atitude própria e não ficar a espera do Estado ou do patrão para se desenvolver. Tecnologias não faltam mais para esse crescimento profissional, basta querer, eis a questão. Caso contrário vamos viver a situação em que o Estado/patrão finge que paga, e o professor finge que ensina e o aluno finge que aprende. É a derrocada total para a permanência no segundo mundismo. E haja Lullas para suportar.

É visível que o mundo está a procura, e constante, de pessoas com alta especialização. É neste nicho que vão estar os altos salários. Esta é a razão de o diploma universitário perder a força no campo salarial. A enxurrada de faculdades e universidades em que os alunos entram e saem ao som das ferraduras está provocando discriminação profissional. Os diplomados de meia boca estão aos poucos perdendo o Dr. como referência. Tornam-se meros burocratas manuzeadores de papéis sem nada inovar ou propor. Isso retira a possibilidade de crescimento na escala do plano de carreira já que concorre com os práticos. Isto ainda não está acentuado no mercado porque os chefes, no geral, estão dentro do mesmo padrão, mas as exigências na estrutura empresarial estão começando a fazer presença. Conhecimento básico, atitude, curiosidade, inovação e responsabilidade em realizar são os primeiros passos aos alunos e largos passos aos professores.

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10 abril 2013 FULEIRAGEM

ERASMO – JORNAL DE PIRACICABA

erasmo

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10 abril 2013 DEU NO JORNAL

É MELHOR IR PRA PALMARES

O ministério dos Assuntos Estrangeiros da França desaconselhou em seu site viagens em micro-ônibus no Brasil, “diante do aumento de agressões e estupros à noite”.

Recomendou aos turistas pegar táxi.

* * *

A atitude mais prudente pros turistas é deixar o Rio de Janeiro de lado e vir conhecer Palmares. Palmares tá tão adiantada que já tem até ruas com mão e contra-mão. Mesmo que ninguém respeite, mas tem.

Meu amigo Rubão vive a repetir: “Eu não troco Palmares por Paris”. E ele tá coberto de razão.

Um banho no Riacho dos Cachoros ou uma cervejada na Rua do Cu-do-Boi é bem melhor que uma manhã na praia de Copacabana.

Vejam, no flagrante abaixo, dois turistas cansados de tanto passear na imensidão da minha cidade, repousando e tirando um cochilo no oitão do mercado. Gratuitamente, com toda segurança e certos de que não serão estuprados.

palmares 008

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10 abril 2013 FULEIRAGEM

SINOVALDO – JORNAL NH

sinovaldo

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O FELICIANO DA ESCROTA MÍDIA

Comentário sobre a postagem É MUITO MILHÃO PRA UMA MERDINHA FEITO ESTA GAZETA

Cardeal Zelito Nunes:

“Pra saudar  o JBF
Não vai ser de outra maneira
Pois crescendo a cada ano
De uma forma “sorrateira”
É o Marco Feliciano
Da imprensa brasileira”

JBF NO MUNDO

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10 abril 2013 FULEIRAGEM

LILA – JORNAL DA PARAIBA

CHARGE1

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http://www.neumanne.com/
O DIREITO DO PASTOR DE FALAR ABOBRINHAS

O deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) caiu do céu, ou melhor, para evitar a metáfora religiosa do maná, é sopa no mel na vida de seu colega Marco Feliciano (PSC-SP). Sem a oposição ferrenha dele e o estardalhaço dos manifestantes contra a ocupação da presidência da Comissão dos Direitos Humanos da Câmara pelo pastor, este seria, sem nenhuma ofensa, mas como força de expressão, um pobre diabo do baixo clero, um Zé de Nada: seu ideário estapafúrdio jamais ultrapassaria os umbrais dos templos em que ora e professa a versão muito peculiar, mas nada original, que tem da Bíblia. O que o torna um indesejável dos gentios o está transformando no ai-jesus de milhões, talvez de dezenas de milhões, de preconceituosos que vivem e votam em nosso Brasil.

Fato é que Feliciano tem o mesmo direito de presidir as reuniões dessa irrelevante comissão que Wyllys teria. Ambos são deputados, ambos foram escolhidos por parcelas relevantes do eleitorado para ocuparem legal e legitimamente uma vaga de representantes do povo na Casa de leis. Homossexuais e heterossexuais são humanos e têm direito a adotar a opção sexual que lhes aprouver e a manifestar suas opiniões a respeito de quaisquer fatos ou valores sobre os quais forem chamados a opinar. Perderá a razão quem – homossexual ou heterossexual – partir para a agressão física ou para a difamação explícita do outro. Querelas do gênero são resolvidas na lei pela Justiça dos homens ou no dia do Juízo Final, para quem neste crer.boopo

Marco Feliciano tem opiniões controversas sobre os textos sagrados. Acha, por exemplo, que a maldição que Deus teria feito pesar sobre os descendentes de Cam (que ele chama de Cão, uma das denominações do diabo no cristianismo popular) condena seres humanos de pele escura à danação eterna. Essa leitura limitada e literal da fábula bíblica caiu em desuso com a abolição da escravatura. Mas manteve-se em voga no seio de comunidades humanas que desconhecem que, do ponto de vista biológico, raças nem sequer existem.

No dia do Juízo Final, de nada adiantará o latim do pastor diante do julgamento de Nosso Senhor Jesus Cristo, que destacou entre os preceitos que Moisés levou ao povo eleito, ao descer da montanha com as pedras com os Dez Mandamentos, o que manda amar a todos por igual. Mas esse é um problema que não está posto na crise política criada pelo embate de fé entre o rústico que se fez sacerdote por conta própria e os seguidores do ganhador do reality show Big Brother Brasil que virou representante de eleitores de extrema esquerda do Rio de Janeiro e porta-voz oficioso de gays, lésbicas e simpatizantes do Brasil todo. Antes do advento do Juízo Final, esta é hora de tratar da democracia vigente.

Justiça seja feita ao pastor, é improvável que, em suas orações mais secretas e delirantes, ele tenha pedido ao Senhor que o tornasse uma celebridade instantânea. Até a distribuição dos cargos nas comissões na Câmara, ele era apenas um membro qualquer da bancada evangélica no Poder Legislativo – uma excrescência de nossa democracia capenga em que o Estado é leigo, mas a política não o é. O PSC é uma legenda da base governista e a parte que lhe coube no latifúndio das benesses e prebendas do poder republicano transformou em pão a migalha que os donos do poder lhe jogaram no banquete dos eleitos para compartilhar manjares e sobejos à mesa dos feitores.

Não se pode acusar o pastor de guloso ou de néscio. No meio de suas prédicas recheadas de pérolas da intolerância e joias da ignorância, ele sacou pelo menos uma definição de inegável verdade, razoável humildade e imprescindível precisão. A Comissão de Direitos Humanos, que lhe coube na divisão do butim, não vale lá grande coisa, se é que tem alguma valia. De uma lógica a que Aristóteles e Santo Tomás de Aquino não negariam acerto, a definição não careceu da explicação: se valesse algo, o PT não a teria cedido ao sócio minoritário na aliança.

O reconhecimento da insignificância da honraria, contudo, não pode ser confundido com a automática aceitação da perda da prenda. E o pregador agarrou-se com ferocidade à oportunidade que os inimigos lhe deram de fazer ecoar no Brasil sua teologia de bolso e suas noções de filosofia de almanaque. Afinal, um líder habituado a exigir dízimo dos fiéis que reúne não seria digno de seu ofício se não percebesse a obviedade fervorosa de que ele e sua grei são os maiores beneficiários dessa execração pública. Mas isso não lhe tira o direito de prosseguir pregando para apanhar e apanhando para se tornar mais notório. De uma celebridade tal que de catador de votos poderá ser guindado à condição de sumo sacerdote da intolerância dos costumes, assim como seu companheiro de lado Jair Bolsonaro se tornou diácono da nostalgia fascista da ditadura militar.

Em rompante que pode ser atribuído à falta de senso, Feliciano exacerbou de sua legitimidade ao mandar prender um manifestante que o chamou de “racista” – o que, para ele, não deveria ser ofensa, já que o torpe fundamento bíblico não basta para despi-lo da pecha. Ao restaurar o “teje preso” em plena Casa do povo, o pastor permitiu que, pelo menos naquele episódio grotesco, as hordas de baderneiros que interromperam o trabalho legislativo, sem mandato que tanto lhes permita, lhe furtassem a óbvia legitimidade.

O presidente da comissão nem se dá ao trabalho de lembrar que direitos humanos não são monopólio de esquerdistas, homossexuais e negros, assim como a virtude não pode ser exclusiva de direitistas, heterossexuais e brancos. Ele preferiu aumentar seu contencioso para o acerto final de contas com Deus ao Lhe atribuir a condição de assassino serial que encurtou a vida do beatle John Lennon e dos Mamonas Assassinas por obscura e egoísta submissão a cânones doutrinários. Mas isso é lá entre eles – o Senhor severo, mas bondoso, e seu servo atrevido e boquirroto. Aos democratas cabe deter as mãos que querem tapar-lhe a boca e ignorar as abobrinhas que dela saem.

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10 abril 2013 FULEIRAGEM

PADRE SPONHOLZ – JBF

cch

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MÁRCIO ALMEIDA – OLINDA-PE

Caríssimo Papa:
 
Esse tabacudo desse coreano Kim Jong num-sei-de-quê, um zé-buceta que dia desse era donzelo…em vez de ficar pensando em começar uma guera com a outra Coréia, devia observar o que realmente merece destaque lá pras bandas do oriente, veja que belo exemplo de paisagem oriental !!!

Que lapa de território !!!
 
Atenciosas saudações…

LAPA

R. Na verdade, ao invés de uma “lapa de território”, temos duas bem nutridas lapas. Ao contrário das Coréias, uma no sul e outra no norte, as duas lapas desta moça estão localizadas uma no ocidente, e a outra no oriente. Separadas por uma brecha da gôta serena!

Quanto ao tabacudo do Ditador Filho, filho do defunto Ditador Pai, não custa nada lembrar que o time banânico que bate palmas pra ele é o mesmo time que canoniza e bate palmas pra Guevara. O mesmo time que assina “nota de solidariedade” às palhaçadas da Coréia do Norte. Acho de suma importância fazer este lembrete. Só pra mostrar o nível mental e ideológico desse povo.

Pra encerrar: este cabra sabado deste ditadorzinho de merda, brincando de soltar bomba atômica, gosta mesmo é do Pato Donald e da Disneilândia (desconfio que gosta de pica, também…). E viajando secretamente com passaporte brasileiro, imagine!

Clique aqui e refresque a memória.

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10 abril 2013 FULEIRAGEM

HUMBERTO – JORNAL DO COMMERCIO

HumbertoTransposicao

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NEGRO OU AFRODESCENDENTE?

Tive um amigo muito brincalhão, com o qual tínhamos bastante intimidade, a ponto de fazer piadas com a raça dele – e ele se desforrava com os brancos, chamando-nos de branquelos,  brancos azedos e outros  pretensos xingamentos.

Nós o chamávamos de negro só para implicar, porque logo viria a sua resposta:

– Negro é o teu passado. Eu sou é preto!

Hoje, se o tivéssemos por perto, só para provocar sua reação na certa o chamaríamos assim: – Vem cá, ô afrodescendente.

Ele não deixaria barato e inventaria de replicar algo como, “pois não, ô cria de arianos…”.

Naquela época, não havia esse negócio de afrodescendente: o cara era negro, preto , mulato, moreno ou branco.

Parecia possível saber sem muita complicação a que grupo pertencia a pessoa ao simples vê-la.

Houve uma época, entre aquela em que as pessoas eram negras e a atual em que são afrodescendentes,  que surgiu a classificação de “pardo” na carteira de identidade.

Muita gente reclamou, porque quase todos eram classificados como pardos e para ser branco era necessário algo como ter cabelos claros, olhos azuis… E quase ninguém se sentia confortável com a excentricidade de ser chamado de pardo

E assim gira o mundo, cada época com suas novidades.

Hoje, acredita-se que a pessoa não quer ser chamada de negro por essa palavra ter adquirido um tom pejorativo; e que por isso ter-se-ia criado o substituto “afrodescendente”.

Pois eu acho que não tem nada a ver esse negócio de afrodescendente: negro continua sendo negro ou preto, mulato segue mulato, moreno ainda é moreno, branco é branco como sempre foi.

Alguém me soprou aos ouvidos que a raça é “raça negra”; e que a cor da pele é que pode ser preta ou mulata.

Que seja. Não estou, neste momento, muito interessado em desvendar as possíveis classificações decorrentes da cor da pele ou da ascendência das pessoas.

O fato é que a classificação de “afrodescendente” é genérica, engloba os que vêm da linha africana; contudo ela sequer é útil para fins de identificação, pois ao referir-se a alguém como tal não se estará dando idéia da coloração de sua pele, que pode variar em tantos matizes.

Serve apenas para tentar encobrir a verdade histórica:  que os negros foram escravizados e, tornando-se um segmento segregado da população, sem direitos à educação, alijados da sociedade, limitados a trabalhos braçais, empobrecidos, jogados à margem e, em grande número, à marginalidade, passaram a ser vistos de forma pejorativa, visão que se transmitiu à raça e à cor da pele.                       

Por isso, o esforço para suavizar a designação, a tentativa de dizer que negro é outra coisa, não é negro, é “afrodescendente”.

Na verdade, não há ofensa alguma em chamar alguém de negro ou de preto, nem de mulato ou moreno. Não vejo com bons olhos esse “apelido”. Afasta o negro, brasileiro,  de sua brasilidade, reportando-o a outro continente. Eu não me sentiria bem se passasse a ser classificado como eurodescendente ou coisa que o valha.

Pergunto-me:  será que os negros se sentem orgulhosos em deixarem de ser negros para ser outra coisa?

Caso afirmativo, quando procurarão atualizar o nome do Dia Nacional da Consciência Negra para da Dia Nacional da Consciência Afrodescendente?

Para concluir minhas considerações, vou ao dicionário e verifico que um dos significados de negro é “pessoa que é de um dos povos negros, ou deles descendente”.

Então, o que aquele amigo, lá do começo, dizia não tinha fundamento: ele era negro mesmo; e nós todos éramos tão jovens que só tínhamos futuro.

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10 abril 2013 FULEIRAGEM

JORGE BRAGA – O POPULAR

jb

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BISPO ANTONIO FERREIRA – PALMAS-TO

Caro Berto,

Nos dias atuais a intolerância e falta de atenção, principalmente em relação aos menos afortunados, tornou-se uma rotina no mundo moderno.

Pesquisando na net, deparei-me com esse artigo do médico oncologista Dr. Rogério Brandão, intitulado “Definição de Saudade”.

Caso ainda não tenha sido publicado aqui no JBF, gostaria que, se possível, fosse.

Meus respeitos

* * *

DEFINIÇÃO DE SAUDADE – Dr. Rogério Brandão, Médico oncologista

Como médico cancerologista, já calejado com longos 29 anos de atuação profissional (…) posso afirmar que cresci e modifiquei-me com os dramas vivenciados pelos meus pacientes. Não conhecemos nossa verdadeira dimensão até que, pegos pela adversidade, descobrimos que somos capazes de ir muito mais além.

Recordo-me com emoção do Hospital do Câncer de Pernambuco, onde dei meus primeiros passos como profissional… Comecei a freqüentar a enfermaria infantil e apaixonei-me pela oncopediatria.

Vivenciei os dramas dos meus pacientes, crianças vítimas inocentes do câncer. Com o nascimento da minha primeira filha, comecei a me acovardar ao ver o sofrimento das crianças.

Clique aqui e leia este artigo completo »

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10 abril 2013 FULEIRAGEM

MONSENHOR NEWTON SILVA – CHARGE ONLINE

newtonsilva

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PREFEITURA ERRA EM CAMPANHA DO RECIFE

O Recife, sim! Recife, não! (Gilberto Freyre)

A atual administração da Prefeitura da Cidade do Recife iniciou uma  campanha em favor da valorização desta nossa cidade, partindo pelos que nela convivem o seu dia a dia-a-dia. Inicialmente foram distribuídos adesivos, com a frase: Amo Recife.

O fato em si não traz nenhuma novidade, visto ser inspirada na marca da campanha publicitária I Love New York, criada nos anos de 1970 por Milton Glaser para a cidade de Nova Iorque e que consiste na letra I maiúscula seguida de um símbolo de um coração em vermelho, debaixo dos quais estão as letras N e Y em maiúsculo.

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O logotipo de “I Love New York”, desenhado por Milton Glaser nos anos 70

Se a campanha foi boa na intenção… errou na forma, através da qual foi apresentada, como demonstrou com maestria a professora Tereza Lúcia Halliday, em artigo publicado no Diario de Pernambuco de 11 de março de 2013:

Não quero usar os adesivos que a Prefeitura distribuiu como encarte nos jornais porque não “amo Recife”, eu amo o Recife. Assim como os cariocas amam o Rio de Janeiro e não “Rio de Janeiro”. Não digo que vou a Rio de Janeiro nem que gosto de Rio de Janeiro. Meus amigos cariocas iriam estranhar e corrigir. Assim também, nascida no Recife, moradora do Recife, só posso me referir ao Recife e não a Recife. Aprendi, nos primeiros anos de escolaridade, que nomes próprios de cidades, formados de substantivos comuns, são precedidos do artigo definido: o Recife, o Rio de Janeiro, o Cabo (África do Sul), o Cabo (Pernambuco), o Porto, o Havre, o Cairo  – estes dois últimos significam “porto”, em francês e árabe, respectivamente.

Desconhecem os autores da campanha publicitária patrocinada pela Prefeitura do Recife que a denominação da nossa cidade resulta do acidente geográfico ao qual Bento Teixeira (c. 1561-1600) chamou “a cinta de pedra, inculta e viva, onde quebra Netuno a fúria esquiva” (Prosopopéa, 1601). Sua designação é registrada pela vez primeira no Diário de Pero Lopes de Souza, que denomina seu porto natural de Barra dos Arrecifes (1532), e no chamado Foral de Olinda (1537), no qual o primeiro donatário, Duarte Coelho Pereira, nomeia-o Arrecife dos Navios. Também no mapa do cartógrafo João Teixeira Albernaz I, “Carta Leste do Brasil”, no Livro que dá razão do Estado do Brasil (1618), no qual se encontra registrado Lugar do Recife; como menção certa aos primórdios da primitiva povoação, depois Vila de Santo Antônio do Recife (1709) e, finalmente, cidade do Recife (1823).

Como bem demonstrou o historiador José Antônio Gonsalves de Mello(¹), arrecife é a forma antiga do vocábulo recife, ambos originários do árabe ár-raçif, que significa calçada, caminho pavimentado, linha de escolhos, dique, paredão, cais, molhe. Em sua forma arcaica, arracefe, o vocábulo é encontrado desde 1258 e, a partir de 1507, aparece como arrecife que, ainda no século XVI, é também consignado como recife, segundo registra o dicionarista José Pedro Machado(²).

Durante quatro séculos, a exigência do artigo definido masculino precedendo o topônimo designativo de nossa cidade foi mansa e pacificamente aceita até pelos holandeses, que nela estabeleceram a sua capital entre 1630 e 1654. Nos documentos da época, e até em gravuras – como a que aparece no livro de Joannes de Laet (1630) -, o artigo definido masculino het, ou em sua forma abreviada ’t, antecedia sempre o topônimo designativo da capital do Brasil holandês: ’t Recife.

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Até os holandeses grafavam o vocábulo Recife antecedido pelo T’

A regra geral ensina que todo topônimo originário de um substantivo comum ou de um acidente geográfico é antecedido pelo artigo definido. Adverte Gonsalves de Mello, antes citado:

Por que se originou de um acidente geográfico – o recife ou o arrecife – a designação do Recife não prescinde do artigo definido masculino: o Recife, nunca “Recife” e não “em Recife”, “de Recife”, “para Recife”. E isto pela mesma razão porque ninguém diz “em Rio”, “de Bahia”, “em Pará”, “em Amazonas”, “em Rio Grande do Sul”, “em Paraíba” etc.

Como se não bastasse à lição, Gilberto Freyre corrobora a mesma regra em seu O Recife, sim! Recife, não!pequeno guia do Recife escrito para não-recifenses pelo recifense de Apipucos”, no qual esclarece: todo bom brasileiro de Pernambuco diz o Recife e não “Recife”, como diz o Brasil e não “Brasil”, o Rio e não “Rio”. O recifense constata Gilberto Freyre, diz chegar ao Recife, vir para o Recife, sair do Recife, voar sobre o Recife. Quando é outro o modo de a pessoa se referir ao Recife, o recifense conclui: “é gente de fora”.

No mesmo diapasão, são as observações de Valdemar de Oliveira:

Isso de dizer em Recife é ignorância de gente do Sul, que não sabe muito de tais coisas, só sendo de lamentar que recifenses autênticos dêem curso a essa bobagem, já numerosas vezes – e por vozes mais autorizadas que a minha – combatida, sem contradita possível. A erronia se vai alastrando, mas é dever meu contraditá-la. Porque eu sou – e com muita honra – do Recife. (³)

As outras vozes mais autorizadas, a que se refere Valdemar de Oliveira, seriam as do reverendo Jerônimo Gueiros, em “Cidade de Recife ou cidade do Recife?”, Revista Arquivos, nº 1, 1942; do jornalista Mário Melo, em “O nome da capital pernambucana”, Revista da Academia Brasileira de Letras, Rio de Janeiro, v. 8. 1944; além do ex-reitor e fundador da Universidade do Recife, Joaquim Amazonas, e do escritor Luiz Estevão, que sobre o tema dissertaram longamente em sessão do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano.

Em Portugal, recomendam os gramáticos portugueses o uso obrigatório do artigo antes de nomes de cidades e localidades que derivam de um substantivo comum (a Guarda, o Porto, o Rio de Janeiro, a Figueira da Foz), segundo ensina a Nova Gramática do Português Contemporâneo, de Celso CUNHA e Lindley CINTRA (Lisboa, Edições João Sá da Costa, 14.ª ed., 1998, pp. 228-231).

Quem despreza o artigo definido masculino antes do nome de nossa cidade, por certo nunca conheceu o, nem residiu no, e muito menos é originário do Recife. Com muito orgulho, como diria o poeta Antônio Maria.

O Recife assim exige.

______________________

1) MELLO, José Antônio Gonsalves de. Diario de Pernambuco – economia e sociedade no 2º Reinado. Recife: Editora Universitária, 1996.
 
2) MACHADO, José Pedro, Dicionário etimológico da língua portuguesa, 2 ed. Lisboa: [s. e.], 1967, v. III, p. 1963. Segundo Mário Fiúza, arracefe era pronunciado arrecife, in ed. crítica do Elucidário, de frei Joaquim de Santa Rita Viterbo. Lisboa: [s. e.], 1965-6, v. I, p. 573.

3) LEITE, Ronildo Maia (org.). Luzes da cidade. Recife: Prefeitura da Cidade do Recife, 1990.

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10 abril 2013 FULEIRAGEM

MIGUEL – JORNAL DO COMMERCIO

migueljc

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OTACÍLIO PIRES – RECIFE-PE

A MAIS BELA JOIA

Tem gente que entra na nóia,
E não pára pra perceber,
Que lá no íntimo do seu ser,
Esconde a mais bela joia!
Linda, como Helena de Tróia,
Tão bela quanto Iracema,
Tal qual flor de açucena,
Quando brota no sertão,
E a Alegria de um trovão,
Anunciando a chuva serena.

O cheiro da terra molhada
Quando chove no sertão,
É perfume vertendo do chão,
De uma terra abençoada.
Que não carece de nada,
Pra mostrar o seu valor.
Com um povo trabalhador,
Que mostra sua coragem,
O sertão muda a imagem,
Verde da esperança e amor!

Aposto, mas não com dinheiro!
Tão só, com a liquida fortuna!
Canta o Alceu, seu Rio Una
Tão quanto canta Seu Ribeiro!
E esses versos bem brejeiros,
Deste poeta rimador,
Que esse ofício de amor,
Tem que amar bem esse chão,
Bem ser tão bem Sertão,
E trabalhar com destemor!

Otacilio Pires

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9 abril 2013 FULEIRAGEM

PADRE SPONHOLZ – JBF

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CANTANDO NA CHUVA

Don Lockwood, famoso ator de cinema mudo, foi tragado pelos ares da modernidade. Sua carreira havia terminado com o advento do cinema sonoro. Agora, as expressões corporais já não eram suficientes para representar. Além disso, eram fundamentais outros valores, como, por exemplo, uma voz marcante e, mais do que isso, bem impostada. Em sua marcha insensível, a inovação, como acontece nos dias de hoje, ceifava o que estivesse à sua frente, encerrando carreiras como a de Don Lockwood, que não conseguira se adaptar ao cinema sonoro.

Foi essa a inspiração de Cantando na Chuva, considerado o mais belo filme musical de todos os tempos, que neste 10 de abril completa 61 anos de sua estreia. O que se pretende aqui, no entanto, não é fazer análise da obra cinematográfica, senão, muito mais, retirar lições. O exercício, em verdade, não diverte, mas educa ao ensinar que seja qual seja a estação do ano, a vida em sua natureza inexata é feita de invernos, mas também de verões; de outonos, mas também de primaveras.

É aí que entra Gene Kelly, personificando Don Lockwood, papel que lhe assegurou lugar eterno na história do cinema. A propósito, o momento mais marcante do filme é aquele em que o protagonista, ao cantar e dançar sob uma chuva torrencial, nos lega a valiosa lição de que, conquanto indesejadas, as tempestades às vezes servem para mostrar que o espírito deve ser forte o bastante para dar lugar ao otimismo e não permitir, jamais, se esvaia a confiança nas próprias possibilidades. É exatamente isso que exprime o tema musical, cuja letra é uma ode à autoconfiança:

Eu estou cantando na chuva
Apenas cantando na chuva
Que sentimento glorioso!
Eu estou feliz de novo
Estou rindo para as nuvens
Tão escuras lá em cima
O sol está em meu coração
E eu estou pronto para o amor
Eu tenho um sorriso em meu rosto
Eu descerei por essa rua
Com um feliz refrão
Cantando, cantando na chuva…

Para muitos, trata-se de um enredo marcado pelo escapismo, que, como a maioria dos musicais, tem um final feliz, mas, pensando bem, é melhor que seja assim. Que em busca de um final feliz para a própria história, o ser humano impregne a própria vida do espírito de Cantando na Chuva.

Afinal, não há outonos nem invernos que não sejam seguidos de primaveras e de verões.

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9 abril 2013 FULEIRAGEM

ZOP – CHARGE ONLINE

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JOSÉ DE OLIVEIRA RAMOS – SÃO LUÍS-MA

Arre égua! Esse cabra tem cara de mau e sem futuro!

Continuamos com a nossa série de “Cabras sem Futuro”, fazendo hoje mais três questionamentos, esperando que os comentaristas e colunistas fubânicos nos ajudem a encontrar algum tipo de futuro para esses cabras mostrados.

Na foto 1 – Um veadão cheio de “galhos” e todo enroscado em arbustos, aparenta estar recebendo algum tipo de “carinho” por trás. Né não? Olhem só no gesto abaitolado que está fazendo, com cara de quem está autorizando “mandar ver”. Tem futuro um veado desses?

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Qual será mesmo o futuro desse viado? E ele gostaaaa! 

Na foto 2 – Um cabra sem futuro, provavelmente morador de Palmares/PE ou Maceió/AL, resolveu fazer um “pequeno lanche”, ainda que faltem poucos minutos para a “hora do almoço” onde trabalha. Reparem na montanha que o sem futuro vai devorar. Tem futuro, esse cabra?

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Esse sujeitinho aí tem futuro depois de derrubar essa serra?

Na foto 3 – Esse concorrente do Seu Lunga é tudo isso que tá dito superposto na foto. Tem futuro um merdão desses?

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Cabras sem futuro – Né não?

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9 abril 2013 FULEIRAGEM

JARBAS – DIÁRIO DE PERNAMBUCO

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9 abril 2013 FULEIRAGEM

PADRE SPONHOLZ – JBF

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JOSÉ ALBERTO BATALHONE – UBERABA-MG

Prezado Papa, (desculpe a intimidade)

Desde 2012 sou mais um leitor mineiro (Uberaba-MG) do JBF, devido uma dica do Ricardo Setti.

Em anexo uma matéria antiga, muito divulgada, mas que vale a releitura.

Em março do ano passado realizei sonho antigo e  conheci todas as Capitais do Nordeste, uma média de três dias em cada. Gostei de todas. São diferentes, cada uma com sua especificidade. Pretendo voltar em todas com bem mais tempo. 

Lembro que há alguns meses Vossa Santidade redigiu uma matéria em que citava o magnífico restaurante “ParráChachá”, que tive a felicidade de conhecer aí no Recife.

Forte abraço

R. O Parraxaxá (é assim a grafia) é o meu recanto dominical, pro café da manhã e pro almoço. De fato, um restaurante arretado. A mais autêntica gastronomia da Nação Nordestina e um serviço de primeira (um comercial da porra feito este, e eles não me dão um centavo sequer de desconto…).

Quando voltar ao Recife, apareça aqui no Palácio Pontifício pra gente jogar conversa fora. Será um prazer enorme.

Meu caro leitor, seja bem vindo a este antro escroto e fiquei à vontade.

Tenho gratas lembranças dessa linda Uberaba, recanto progressista do Triângulo Mineiro, onde já tomei muita cachaça de altíssima qualidade, na casa do meu amigo Luiz Carlos Madeira, uberabense casado com uma conterrânea de Palmares.

Uberaba é a terra de nascença da minha dentista, da tradicional família Zago. Isto no tempo em que eu morava em Brasília. Aliás, diz a lenda que todo dentista que trabalha na capital federal é formado em Uberaba. É o caso, por exemplo, do meu amigo Luiz Carlos Madeira, citado no parágrafo anterior…

Uberaba, a 481 quilômetros de BH, com 302.623 habitantes, um progresso da bixiga lixa

Aliás, quando estive em Uberaba pela vez primeira, o primeiro pensamento que me veio à cabeça foi o seguinte: “E a gente, lá de Pernambuco, achando que Caruaru é grande. Que cidade da porra!!!”

Agora, voltando ao tema de sua carta.

A frase que você mandou, no anexo da sua mensagem, foi publicada aqui no JBF há um bom tempo, no ano de 2009, e sobre ela eu já tive a oportunidade de dar meu pitaco.

Leitores e comentaristas também opinaram. E, com certeza, vão reabrir o debate.

Para ler a postagem original, basta clicar aqui.

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9 abril 2013 FULEIRAGEM

DUKE – SUPER NOTÍCIA

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