1 setembro 2012 DEU NO JORNAL

CELEBRIDADES HOMENAGEADAS COM MERECIDOS PRESENTES

Os bandidões Marcola e Carambola, chefes da organização criminosa PCC, que controla presídios paulistas, ganharam de presente camisas autografadas pelo elenco do Corinthians, depois da conquista da Copa Libertadores.

A informação foi divulgada durante um seminário sobre Inteligência e Contrainteligência, realizado pela Escola Paulista de Magistratura, em São Paulo, provocando espanto e indignação.

* * *

Não entendi porque a notícia provocou “espanto e indignação“. Francamente, não entendi mesmo. Parece que este povo se esquece o país em que vivemos.

Isto é coisa banal e corriqueira na Banânia contemporânea, um lugar onde peru dá coices, candeeiro dá choque, galinha cisca pra frente e bandido tem mais força e prestígio que polícia. E ainda ganha eleição, conquista mandatos, gunverna e administra orçamentos públicos!!!

Marcola e Carambola, duas ilustres celebridades de Banânia que ganharam camisas autografadas pelos campeões da Libertadores

Não foram só Marcola e Carambola que receberam camisas autografadas do Timão. Outros torcedores, tão celebridades e tão ilustres quantos os dois, também receberam o mimo.

Vejam, por exemplo, no flagrante abaixo, Hugo Chavez ganhando a camisa do Timão, um dos presidentes a merecer tão fina gentileza:

Como dizia o saudoso Vicente Matheus, “se no final de meu mandato na presidência do Corinthians cada torcedor puder comer e cagar três vezes ao dia, e receber camisas autografadas do nosso time, terei cumprido a missão de minha vida. E quem achar ruim que sifu”

E, pra alegrar e tornar educativo o nosso final de semana, vamos fechar esta postagem com mais algumas declarações de Vicente Matheus. Que era frasista de grande porte, como costumam ser os corinthianos que exercem a presidência. Qualquer presidência.

“Um jogo só acaba quando termina”

O maior general da França é o General Eletric.”

Espero que os corinthianos compareçam para naufragar nas urnas o meu nome.”

Comigo ou sem migo o Corinthians será campeão.”

Esse é um resultado que agradou gregos e napolitanos.”

“Minha gestação foi a melhor que o Corinthians já teve.”

Tive uma infantilidade muito difícil.”

Jogador tem que ser completo como o pato, que é um bicho aquático e gramático.”

Haja o que hajar, o Corinthians vai ser campeão.”

Peço aos corinthianos que compareçam às urnas para naufragar nossa chapa.”

Quem está na chuva é para se queimar.”

Comigo ou sem migo o Corinthians será campeão.”

“O difícil, vocês sabem, não é fácil.”

O Sócrates é inegociável, invendável e imprestável.”

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1 setembro 2012 FULEIRAGEM

PAIXÃO – GAZETA DO POVO

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1 setembro 2012 FULEIRAGEM

S. SALVADOR – ESTADO DE MINAS

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DESAFIO INADIÁVEL

O Fundo das Nações Unidas para a Infância-Unicef apontou. O Brasil tem muita criança fora da escola. Segundo pesquisa do IBGE, o país registra uma população de mais de 1,4 milhões de crianças de 4 e 5 anos que passam o dia sem fazer nada. Importunando em casa por falta de compromissos. Tarefas domésticas.    

Realmente, é inadmissível a um país que sonha ser grande um dia, apresentar desculpas pelo descaso. Deixar a criançada fora do sistema de ensino.  A data limite para o Brasil cumprir o desafio da Unicef está marcada para o ano de 2016. De acordo com emenda constitucional, aprovada em 2009, somente as crianças de 7 a 14 anos estavam obrigadas a frequentar a escola. Estar matriculadas no ensino fundamental.

Porém, conforme as inovações apresentadas, a obrigatoriedade do ensino até o prazo estipulado pela Unicef, se estende desde o pré-escolar ao ensino médio, correspondente à faixa etária de 4 aos 17 anos. Justamente as etapas escolares que apresentam a maior defasagem nos estudos.

A desigualdade é intrigante. Mais da metade da molecada de 4 e 5 anos que não tem acesso à educação é da raça negra. A renda familiar é vergonhosa. Muitas vezes a falta de vagas na rede pública é insuficiente e como os pais não têm condições de matricular os filhos no colégio particular, a garotada fica sem estudar. Perturbando na rua. Aprendendo o que não presta. Sendo assediando pelas drogas.

Para não ser tachado de incompetente, o governo deve construir cerca de 6 mil creches, priorizando em principio, as famílias que apresentam padrão abaixo da linha de pobreza.

Todavia, outra questão repercutindo negativamente na vida do país, diz respeito à educação básica. Cerca de 1,5 milhão de adolescentes, entre 15 e 17 anos, está distante dos livros. Não demonstra interesse em estudar. Por falta de atração das escolas que não motivam, não estimulam o aprendizado.  Jogando uma população de jovens a se integrar ao contingente de adultos sem formação escolar. Sem apresentar indícios de instrução.

A causa de tantos desarranjos é a falta de investimentos na área. A carência de gestão. A inexistência de escolas devidamente estruturadas para oferecer qualidade no ensino e quadro docente realmente capacitado para a função. Preparado para atrair a garotada à escola. Com vontade aprender.

Enquanto não for solucionado o problema do trabalho infantil, prática proibida pela legislação, resolvida as desigualdades sociais, decorrentes da baixa renda familiar, o fracasso escolar, sinalizado pela repetência e evasão, não desaparece. A desmotivação do ensino permanece. 

Aliás, por fazer parte da cultura brasileira, é normal a menina na adolescência, substituir a mãe no mercado de trabalho. Cuidando dos irmãos menores, lavando louça, cozinhando na ausência dos pais. Ajudado a família no trato da roça, quando residir na zona rural.

Revelando um nítido pormenor socioeconômico de país subdesenvolvido, mostrando um característico traço de incapacidade no tratamento com crianças que apresentam fortes indícios de deficiência de aprendizagem. Senão o Brasil permanece reprovado no conceito mundial por uma simples razão. Relaxa no cumprimento básico de incluir todas as crianças no ensino. Como é praxe nos países de reputação econômica. 

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1 setembro 2012 FULEIRAGEM

DUKE – O TEMPO

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WILSON BORGES – SÃO PAULO-SP

Papa Berto,

Acho que daria uma ótima matéria para os fubânicos de plantão.

O que achas?

R. Eu acho que não é apenas a putaria político-administrativa da república vermêia de Banânia que dá ótimas matérias pro JBF.

Também a putaria carnal é do interesse de todos nós.

E esta moça, que trabalhava até pouco tempo no gabinete de um Senador da República e que deixou vazar na internet um vídeo onde aparece levando bimba, conhece muito bem os dois tipos de putaria. A putaria política e a putaria corporal.

Merece mesmo ser capa da revista Playboy deste mês de setembro e merece, também, mais ainda, brilhar no espaço sacanal que é esta gazeta da bixiga lixa.

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1 setembro 2012 FULEIRAGEM

ALECRIM – CHARGE ONLINE

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1 setembro 2012 A PALAVRA DO EDITOR

TODO GUABIRU É CINZENTO

No flagrante abaixo, o que está do lado esquerdo da foto, de paletó claro, é o tucanalha Marconi Perillo, gunvernador de Goiás. E o que está do lado direito, de paletó escuro, é o petralha Agnelo Queiroz, gunvernador de Brasíia. PSDB e PT, um ao lado do outro.

Os dois se encontraram ontem, sexta-feira, na solenidade de posse do novo presidente do Superior Tribunal de Justiça, em Brasília.

Os zisquerdistas e petellhos atacam o que está do lado esquerdo, Perillo, e defendem o que está do lado direito, Queiroz. Já os derêitosos e tucanelhos esculhambam o que está do lado direito, Queiroz, e exaltam o que está do lado esquerdo, Perillo.

Pra mim estes dois são feito pinico e urinol: a mesma coisa. Isto porque ambos comem na mão do bicheiro Carlinhos Cachoeira e estão ambos atolados até o pescoço no tsunami da fatos, provas, evidências e pistas de um grosso esquema de ladroagem do dinheiro público.

Fiquem os leitores fubânicos tranquilos (os normais e equilibrados, claro…) porque da minha parte estes dois continuarão levando cacete no lombo, por igual e indistintamente. Não faço distinção político-ideológica alguma entre dois corruptos. Guabiru pra mim não é azul ou encarnado. Guabiru tem uma única cor: é cinzento. Nos blogues oposicionistas ou de direita, não se fala mal de Perillo. Nos blogues gunvernistas ou de esquerda, não se fala mal de Queiroz. Aqui neste terreiro a conversa é outra.

Olhando a foto que ilustra este texto, concluimos que no balaio de gatos que o Socialismo Muderno implantou em Banânia, felinos e roedores, azuis e encarnados, petralhas e tucanalhas, zisquerdistas e derêitosos,  se locupletam com igual alegria e disposição.

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1 setembro 2012 FULEIRAGEM

MONSENHOR NEWTON SILVA – CHARGE ONLINE

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1 setembro 2012 FULEIRAGEM

ZOPE – CHARGE ONLINE

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BRASILEIRO BOBÃO

Basta dar um simples olhar pelos jornais e noticiários em geral, para ver que nada ou pouco mudou no comportamento dos brasileiros ante as eleições que se aproximam. Tenho que colocar fé no erro de pesquisas eleitorais para me manter crédulo em alguma mudança do eleitor. Ele ainda manifesta seu voto desprovido de busca de informações daquele em que vai votar. É assustador que a maioria desconheça grande parte dos candidatos a prefeito, imaginem os leitores, com relação aos vereadores. O desinteresse é grande, enorme. O voto fica vulnerável a força material e pode então ser corrompido. Conhecedor disso, o candidato atua com intensidade. Um favor aqui e outro acolá, ganha-se a eleição desprovida da vontade popular, do voto consciente.

Esta situação é que provoca a tentação e adoção de caixa 2, que segundo o ex presidente Lulla é coisa corriqueira no cenário político nacional, esquecendo, convenientemente, de que é crime. Daí a roubalheira insaciável pelo dinheiro público para com isso comprar o voto e realizar o projeto de Poder. Enquanto o brasileiro não entender que a eleição é fundamental a sua vida e manter esse distanciamento político, será interminável a lista de corruptos como os atuais que estão sendo julgados pelo Supremo Tribunal Federal – STF. São esses desvios que transformam em um inferno a vida do cidadão na hora de um atendimento hospitalar, do custo da alimentação, das estradas esburacadas, da péssima qualidade de ensino e do monstruoso custo dos produtos essenciais a vida, entre outros.

Esse descaso do eleitor com a vida política é que favorecem esses inqualificáveis atendimentos públicos em todos os setores. É esse descaso com o voto que leva ao desrespeito a lei e favorece a criminalidade, não somente dos agentes públicos como privados. É necessário que o cidadão brasileiro tome atitudes no seu comportamento eleitoral e se informe sobre qual candidato tem capacidade para administrar sua cidade e representá-lo na Câmara Municipal. São estes dois entes públicos, Prefeitura e Câmara de Vereadores que compõe o governo municipal. É por esta razão que o executivo sempre procura corromper o legislativo como foi o caso do “mensalão”, do governo Lulla.

Quando se tem um governo que só procura o benefício de seu grupo, fato que prevaleceu no Brasil nos últimos anos, acontecerão situações em que somos tratados como bobos, idiotas e até mesmo de palhaços. São vários os exemplos. Um deles é que compramos sucatas de europeus e americanos e nos sentimos atualizados como é o caso de telefones celulares que são vendidos aos montes para brasileiros. São mais de cinquenta aparelhos que não devem ser comprados (leia aqui). A maioria não instala até mesmo jogos produzidos para seu sistema operacional (Android por ex.). E o governo permite graciosamente, não toma nenhuma atitude. Qualquer comprador desconhece a capacidade do aparelho comprado e que deveria ser obrigação das empresas vendedoras em especificar.

Quando o leitor ler que tal fábrica está sendo expandida ou montada, saiba que ao comprar um carro estará pagando pelo custo disso. É o chamado custo fixo que não é rateado entre os que serão exportados, daí o preço, entre outros itens, de um Civic custar no Brasil 50 e poucos mil e no México menos de 25 mil. Um Jeep Cherooke custa 180 mil no solo brasileiro e menos de 52 mil nos Estados Unidos, segundo a “Forbes” e importam mesmo assim. As indústrias estabelecem os preços dos automóveis através de pesquisa da capacidade de compra do cidadão brasileiro, ou seja, procuram tirar o máximo do seu bolso. Exportamos para a Argentina gasolina a R$ 0,65 e pagamos pelo mesmo litro mais de R$ 2,70. A energia elétrica tem a matéria prima de graça e abundante. A água é uma dádiva de DEUS aos brasileiros, mas o produto dela, a energia, é um dos mais caros do mundo.

São inúmeras as situações de deboche do setor produtivo com o consumidor brasileiro. O de vestuário, hoje território chinês, já se disseminou até pela área do luxo. Compra-se por $10/15 e vende-se por $80/100. Então caro eleitor, saiba que tudo vai continuar na mesma se assim o permitir com seu voto. Tome vergonha na cara e procure saber em quem vai votar, brasileiro bobão.

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31 agosto 2012 FULEIRAGEM

YKENGA – CHARGE ONLINE

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31 agosto 2012 A HORA DA POESIA

SONETO DA INTIMIDADE – Vinicius de Moraes

Nas tardes de fazenda há muito azul demais.
Eu saio as vezes, sigo pelo pasto, agora
Mastigando um capim, o peito nu de fora
No pijama irreal de há três anos atrás.

Desço o rio no vau dos pequenos canais
Para ir beber na fonte a água fria e sonora
E se encontro no mato o rubro de uma amora
Vou cuspindo-lhe o sangue em torno dos currais.

Fico ali respirando o cheiro bom do estrume
Entre as vacas e os bois que me olham sem ciúme
E quando por acaso uma mijada ferve

Seguida de um olhar não sem malícia e verve
Nós todos, animais, sem comoção nenhuma
Mijamos em comum numa festa de espuma.

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31 agosto 2012 FULEIRAGEM

J. BOSCO – O LIBERAL

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31 agosto 2012 REPORTAGEM

ALTERAÇÃO NA LEI PARA PROTEGER RÉUS

O presidente do STF, Carlos Ayres Britto, na sessão de ontem do julgamento do mensalão

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Carlos Ayres Britto, afirmou ontem em plenário que um projeto de lei foi alterado propositalmente para influenciar o julgamento do mensalão e beneficiar alguns dos réus.

Para o ministro, a manobra “é um atentado veemente, desabrido, escancarado” à Constituição. A declaração refere-se à lei 12.232, sancionada pelo então presidente Lula em 2010. O texto trata da contratação de publicidade por órgãos públicos e durante sua tramitação na Câmara foi alterado por deputados do PT e do PR, partidos que têm membros entre os réus.

Britto diz que a redação “foi intencionalmente maquinada” para legitimar ação pela qual réus eram acusados. O episódio citado começou em 2008, quando o ex-deputado e hoje ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo (PT), apresentou o projeto. Ele regulava, entre outras coisas, os repasses do “bônus-volume”, que são comissões que as agências recebem das empresas de comunicação como incentivo pelos anúncios veiculados. No processo do mensalão, o Ministério Público acusou empresa de Marcos Valério Fernandes de Souza de ficar com R$ 2,9 milhões de bônus que deveriam ser devolvidos para o Banco do Brasil, contratante da empresa. A acusação diz que o dinheiro foi desviado para abastecer o esquema de compra de votos no Congresso.

A proposta de Cardoso permitia que as agências ficassem com o bônus, mas só em contratos futuros. Uma mudança feita na Comissão de Trabalho em 2008, porém, estendeu a regra a contratos já finalizados. O relator na comissão foi o deputado Milton Monti (SP), do PR, partido envolvido no mensalão e que tem um dos seus dirigentes, Valdemar da Costa Neto, como réu.

Durante a discussão, o então deputado Paulo Rocha (PT-PA), também réu no caso do mensalão, pediu uma semana para analisar o texto. Logo depois, Monti abriu prazo para emenda. O deputado petista Cláudio Vignatti (SC) apresentou sugestões, entre elas a que estendia a aplicação da lei a licitações abertas e contratos em execução. Monti não só acatou a sugestão como incluiu os contratos encerrados. O texto seguiu a tramitação e virou lei, que foi usada em julho pelo Tribunal de Contas da União para validar a ação de Valério. A decisão, porém, está suspensa.

Ontem Ayres Britto disse que a mudança no projeto é “desconcertante“. “Um trampo, me permita a coloquialidade, à função legislativa.”

A questão do Bônus já foi decidida pelo STF, que por unanimidade condenou quatro réus, entre eles Valério.

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31 agosto 2012 FULEIRAGEM

NÉO CORREIA – CHARGE ONLINE

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31 agosto 2012 FULEIRAGEM

SAMUCA – DIÁRIO DE PERNAMBUCO

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FOLHETO DE UM COLUNISTA FUBÂNICO

Arievaldo Viana

ROMANCE DE LUZIA-HOMEM

Seca de setenta e sete
Estranho e terrível mal
O século é dezenove
E o cenário é Sobral
Sob um sol causticante
Vemos uma retirante
Lá no morro do curral.

O seu talhe é esbelto
E o rosto muito bonito
Possui o braço mais forte
Nesse cenário maldito
Canseiras não a consomem
Lhe chamam Luzia-Homem
Pelo seu jeito esquisito.

O seu pai era vaqueiro
Na fazenda Ipueira
Por não ter um filho homem
Transformou-a em vaqueira
Nas lidas do dia-a-dia
E a fama de Luzia
Corria aquela ribeira.

O pai morreu, veio a seca
Mudou então seu destino
Tornou-se uma retirante
Grão de areia pequenino
No mar da vida jogado…
Só dois amigos a seu lado
Eram Alexandre e Raulino.

Alexandre, moço fino
Fora um dia fazendeiro
E por amor a Luzia
Tornou-se um bom companheiro
Do outro o que se conta
É que foi salvo da ponta
De um touro traiçoeiro.

Raulino Uchôa, o vaqueiro
Era forte e destemido
Quis pegar um touro à unha
Milagre, não ter morrido
Por ironia do destino
Foi o valente Raulino
Por Luzia socorrido.

Agora vamos falar
Da heroína Luzia
Em um casebre afastado
Com a sua mãe vivia
Dona Zefinha doente
Tinha uma asma inclemente
Que aos poucos lhe consumia.

Clique aqui e leia este artigo completo »

31 agosto 2012 FULEIRAGEM

MÁRIO – A TRIBUNA DE MINAS

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31 agosto 2012 DEU NO JORNAL

MINHA TRISTEZA É INCOMENSURÁVEL

Um dia depois de ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal por envolvimento no mensalão, o deputado federal João Paulo Cunha procurou a cúpula do PT em Osasco para anunciar que vai desistir de disputar a prefeitura da cidade.

A candidatura deve ser assumida pelo vice da chapa, o também petista Jorge Lapas.

* * *

Francamente, minha fonte de produzir lágrimas já está completamente seca.

Já chorei tudo que tinha pra chorar.

Desde ontem que derramo cachoeiras de lágrimas, com pena deste pobre e injustiçado petista, vítima de calúnias da grande imprensa.

Eu choro cada lágrima do tamanho de um caroço de jaca. Snif, snif, xiuf, xiuf…

Adonde será que a desconsolada militante petelha vai enfiar este mastro tão comprido?

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31 agosto 2012 FULEIRAGEM

CAZO – COMÉRCIO DO JAHU

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FORÇA MOTRIZ

Na expressão popular, o juro representa a semente que faz a produção germinar. Produzir frutos. Gerar lucros. Por isso, é visto como a força motriz necessária para movimentar economias. Quem empresta dinheiro, merece recompensa. Quem faz aplicação financeira, recebe uma retribuição. É premiado pelo aluguel do capital emprestado ou aplicado por determinado período. Correspondendo à correção do bem. Para a pessoa que descontrola o cartão de crédito, desarruma o orçamento, paga caro pela displicência. 

Na Idade Média, quem cobrasse juros por dinheiro emprestado, cometia crime. O responsável era punido. Mas, segundo a Escola Austríaca o juro é importante. Como o consumidor é impaciente, não costuma juntar dinheiro para comprar à vista, com desconto, a opção pelo crediário acaba penalizando o apressadinho que paga um preço maior pelo consumo imediato. Recebe punição pela compra antecipada. 

Para o tomador do empréstimo, o juro significa custo. Para as empresas, é a remuneração do crédito. É evidente que ninguém gosta de pagar juros. Então, pela sua importância, o juro faz parte da política monetária das nações. Por ser justo indicador do desempenho econômico. 

Como funciona como estimulante ou desencorajador do consumo, a taxa de juros tem objetivo comum. Analisa a flutuação de preços, acompanha a flexibilidade de mercado, vigia a inflação e o déficit público, a dívida do governo. Visando segurar a queda de poder aquisitivo da população.

Para impedir o fenômeno inflacionário, o Brasil resolveu manter a taxa de juros básica, a conhecida taxa Selic, elevada. Acima do padrão universal para encarecer o custo do crediário, reduzindo o consumo. O órgão responsável pela estratégia da política monetária é o Copom-Comitê de Política Monetária, vinculado ao Banco Central.

É através da elevada taxa Selic que o Brasil compensa os credores. Paga as dívidas acrescentando bons juros para aliviar o risco dos países capitalistas nos empréstimos externos. É por intermédio desse instrumento que as autoridades monetárias controlam a inflação.

Percebendo que a taxa de juros mantida nas alturas produz efeitos negativos na economia como baixo crescimento econômico, restrição ao crédito, redução de consumo, queda de produção, desemprego e o gigantismo da carga tributária, o governo estabeleceu desafios para livrar a economia de sérios entraves. A sobrevalorização da taxa de câmbio, o destravamento da repartição de tributos e da distribuição social.

De fato, durante o tempo em que o Brasil permaneceu à margem do padrão de crescimento mundial, as políticas sociais não funcionaram. A distribuição de riquezas ficou emperrada.

Porém, com a cura da febre inflacionária, a partir de 1990, o país tem fortalecido a economia. Consolidado as instituições financeiras. A busca dos ajustes é imprescindível. Não pode parar. O corte dos juros, também. Tomara o afrouxamento da política monetária não encontre barreiras que possam perturbar a trajetória de redução dos juros que prossegue no nono corte consecutivo.

No entanto, tudo vai depender da conturbação do cenário externo e da preguiça das atividades produtivas que tem andado rasteiras pelos continentes. Provocando recessão. Daí a preocupação do país em manter-se alerta nas tomadas de decisão de aquecer ou desaquecer a economia.

Permanece de olho vivo para evitar que as remarcações de preços fora do limite alimentem a chama inflacionária, forçando a retirada de dinheiro em circulação. Espremendo o crédito. Impedindo o crescimento da dívida pública.

No ranking mundial, o Brasil apresenta a 5ª maior taxa de juros do mundo. A média de juros nominais, incluída a inflação, em quarenta países é de 3,16%. A taxa de juro do Brasil atualmente bateu na casa de 7,5%. Até quando é a incógnita.

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31 agosto 2012 FULEIRAGEM

AMORIM – CORREIO DO POVO

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31 agosto 2012 DEU NO JORNAL

DUAS ÓTIMAS NOTÍCIAS

1ª) As novas pesquisas divulgadas esta semana pioraram o clima entre PSB e PT, e, por tabela, a relação entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador de Pernambuco e presidente do PSB, Eduardo Campos.

Em Recife, a subida de Geraldo Júlio, o candidato de Campos que ultrapassou Humberto Costa (PT), levou a um acirramento tal que há quem fale na possibilidade de ruptura da histórica parceria entre as legendas a partir de novembro. Soma-se à situação de Recife, a manutenção da larga vantagem de Márcio Lacerda (PSB) sobre Patrus Ananias (PT) em Belo Horizonte.

2ª) Os petistas pernambucanos comemoraram, como gol em Copa do Mundo, a informação de que o ex-presidente Lula novamente teria se recusado a receber o ex-grande amigo Eduardo Campos.

 * * *

Cababom esse nosso gunvernador!!!! Tô cum ele e num abro nem prum trem.

Aliás, pra deixar mais perplexa, espantada e sem entender porra nenhuma aquela turminha de zisquerdistas que me chama de “reacionário“, aqui está um vídeo de campanha que vem sendo divulgado na internet.

Nele consta o meu apoio a uma candidata a vereadora em Recife, minha querida amiga Cida Pedrosa, pelo Partido Comunista do Brasil! (clique aqui pra visitar sua página)

Os extremistas das duas bandas vão ficar perplexos com o apoio de um “direitista retrógrado” a uma candidata cumunista. Eu chega rincho de tanto rir! Azuis e encarnados deixam em festa o meu sádico coração.

E o rompimento de Eduardo Campos com Lapa de Inxirido me leva a definir, também, meu voto pra prefeito da cidade.

Sabendo que votar em Geraldo Júlio, o candidato indicado por nosso gunvernador socialista, deixa a petezada completamente emputiferada, declaro solenemente que é nele que vou votar. Adoro fazer raiva à mundiça da estrela vermêia!

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31 agosto 2012 FULEIRAGEM

SINFRÔNIO – DIÁRIO DO NORDESTE

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http://www.newtonsilva.com/
BATIZADO NO SERTÃO

O historiador e folclorista cearense Gustavo Barroso (1888-1959), em seu livro “O sertão e o mundo” escreve que entre as várias anedotas de caráter regionalista, que correm pelo sertão, ouviu esta, centenas de vezes, quando era menino:

Um vaqueiro foi à cidade de Quixeramobim, batizar uma filha de meses. Quando o padre lhe perguntou, junto à pia, qual o nome da menina, respondeu sem pestanejar, diante do espanto da assistência:

- Onça!

O sacerdote sacudiu a cabeça, pôs-lhe carinhosamente a mão no ombro, e disse-lhe que aquele nome era de um bicho feroz e não quadrava bem numa criança, que, quando ficasse moça, seria alvo de risotas e chalaças, por causa do seu apelido.

- Mas eu quero! insistiu o vaqueiro.

O religioso fez outras considerações, a fim de demovê-lo, e terminou perguntando:

- Já viu alguém com nome de fera?

O matuto retorquiu, embatucando-o:

- E o Santo Padre não se chama Leão? Por que minha filha não se pode chamar Onça?

Esta historieta, que parece autóctone, é simplesmente a variante de um raconto peninsular europeu. Pode-se encontrá-la em outras regiões da América e em outra língua. Eu a li no curioso livro do grande escritor peruano Ricardo Palma – Mis últimas tradiciones:

“Trataba-se de cristianar a un niño, y antes de llevarlo al bautisterio, el cura apuntaba, en la sacristia, los datos que consignaria más tarde en el libro parroquial.

- Que nombre le ponemos al chico?

- Por mi – contestó el padrno, – póngale usted Tigre.

- No puede ser – arguijó el párroco.

- Pues entonces, póngale usted Búfalo ó Rinoceronte.

- Tampoco puede ser! Esos son nombres de animales y no de cristianos.

- No moje, padre! Como el Papa se llama León?”

Esse pequeno conto, europeu de nascença, deu, entretanto, origem a um que é a expressão mais perfeita do espírito sertanejo do Nordeste. Vejamo-lo:

Ao perguntar-lhe o padre que nome queria pôr ao filho, já nos braços da madrinha, ao pé da pia, um vaqueiro lhe respondeu:

- Não sei bem, não, senhor; mas desejava um nome grande e bonito, um nome de encher a boca.

- Alexandre? lembrou o vigário.

- Não, senhor.

- Napoleão?

- Não serve, não, senhor.

- Heliodoro?

- Também não serve, seu padre.

- Então que nome há de ser?

O vaqueiro hesitou instantes e, depois, torturando nas mãos a aba do chapéu:

- Seu vigário, eu quero um nome que encha a boca da gente, um nome, assim como este, que ouvi outro dia: Amancebado!

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31 agosto 2012 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

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CARDEAL BERNARDO – MACEIÓ-AL

Mestre Papa,

Estou encaminhado uma qualidade de pimenta muito da misteriosa.

Com a palavra os especialistas em assuntos prepuciais.
 
Com os respeitos do Cardeal

R. Danou-se!

Eu conheço uma meia dúzia de damas que dariam tudo na vida pra ter no quintal um pé de pau que produzisse este tipo fruto.

Agora, veja só: há muito tempo que o JBF publicou uma pegadinha do Mução com Dona Silvana, proprietária do restaurante Aconchego do Matuto, um dos recantos mais agradáveis aqui da capital pernambucana.

Pois bem. Durante a pegadinha, Dona Silvana se arretou e mandou Mução se sentar “num touceira de pica“. Pois esse pé de pimenta não tem que ver uma touceira de picas mesmo.

Vou pegar bigu na sua carta e vou repetir e pegadinha logo após as fotos.

pimentas

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31 agosto 2012 FULEIRAGEM

DUKE – SUPER NOTÍCIA

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31 agosto 2012 DEU NO JORNAL

LEVANDO UM JEITO DE NAÇÃO

Sandro Vaia

Osasco vai ter que arrumar outro prefeito, o ato de ofício não é prova indispensável para configurar delito de corrupção, o ministro Peluso aposentou-se deixando um límpido exemplo de clareza e honradez e a presidente Dilma fez o seu gesto de dama de ferro e colocou o sindicalismo chantagista do funcionalismo público em sua cadeira do dragão.

Eureka, uma semana cheia de novidades.

A primeira leva de acusados do mensalão foi condenada, com menor ou maior severidade, inclusive um ex-presidente da Câmara dos Deputados, sepultando a tese da inexistência do mensalão e da benignidade da prática do Caixa 2, como se ela fizesse parte da normatividade do processo eleitoral do País.

Só os juízes Lewandowski e Toffoli, como se esperava, conseguiram a milagrosa façanha de separar inocentes e culpados dentro de um grupo de pessoas acusadas de cometer os mesmos crimes.

Separar uns dos outros foi um portento jurídico que merecerá estudos futuros nos cursos de Direito. Afinidades à parte, aos operadores financeiros, a lei; aos políticos, a clemência.

Sim, o País avançou um passo enorme na direção da extinção da farra da prática da amoralidade no processo político.

O jogo de gato e rato do “cadê as provas” mudou de natureza com a compreensão do que significavam exatamente as palavras do ministro Marco Aurélio Mello quando dizia: “Querem o que? Recibos assinados?“.

A maioria dos juízes entendeu que as evidências e os testemunhos, quando existem em grande quantidade, e contém em si mesmos a sua própria explicação lógica, são provas suficientes para condenar quem praticou atos ilícitos.

A doutrina que vai sendo implantada no decorrer do atual julgamento e vem sendo exposta com clareza pela maioria dos juízes, além de inibir práticas futuras, com certeza será usada no julgamento daqueles que por afinidade foram chamados “mensalões” do DEM e o de Minas, inaugurado pelo ex-governador Eduardo Azeredo, do PSDB, e espera-se que produza penas tão severas quanto as deste julgamento.

Não se fará o milagre do fim da corrupção, porque nem a mais severa justiça é capaz de mudar a natureza humana, mas com certeza se inibirá a desenvoltura com que a impunidade veio incentivando até agora a deterioração e o rebaixamento ético da prática política neste país.

A outra boa notícia da semana foi a intransigência com que a presidente Dilma enfrentou as centrais sindicais do funcionalismo público, acostumadas, sob estímulo de Lula, a se considerarem uma espécie de co-arrendatárias do poder, impondo às suas reivindicações os limites do bom senso e das possibilidades orçamentárias.

Uma semana que nos ajuda a ir criando uma forma de Nação.

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31 agosto 2012 FULEIRAGEM

CLAYTON – O POVO

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FABIANA MÓES – RECIFE-PE

A editoria BESTA FUBANA,

Solicito se possivel, apoio na divulgação do evento MEMORAT 2012, conforme release abaixo. Agradeco antecipadamente.

Atenciosamente

Ass. Divulgação/ICLB

R. É uma honra enorme, minha cara, ser solicitado pra divulgar um evento desse porte e promovido por uma entidade da envergadura do Instituto Cultural Ladjane Bandeira, associado a um departamento da Universidade Federal de Pernambuco.

É uma demonstração inequívoca da boa aceitação e do sucesso do JBF junto a todos os públicos.

Disponha sempre deste espaço e tenha muito sucesso!

* * *

Evento – Seminario MEMORAT 2012 – Recife – inscricoes gratuitas

O Grupo de Pesquisa MEMORAT – Memória e cultura escrita, promove de 10 a 12 de setembro o SEMINÁRIO MEMORAT 2012: MEMÓRIA, TECNOCIÊNCIA E CULTURA URBANA NA FORMAÇÃO BRASILEIRA. O evento é realizado pela Pós-Graduação e o Departamento de Ciência da Informação (PPGCI/DCI) da UFPE, com o apoio do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH/UFPE) e do Instituto Cultural Ladjane Bandeira (ICLB). As palestras e debates com professores convidados acontecerão das 8h às 12h30m no Auditório Barbosa Lima Sobrinho (térreo do CFCH).

Nesta segunda edição, a temática envolve debates acerca do crescimento e da preservação da memória e do patrimônio das cidades sob vários aspectos da vida econômica, tecnocientífica e sociocultural brasileira. Uma oportunidade de aproximação entre professores e alunos de graduação das instituições educacionais e culturais locais de outras universidades e de Programas de Pós-Graduação em áreas conexas. O Seminário é gratuito e confere certificado. Haverá sorteio de brindes.

Informações: memorat2012@gmail.com - Telefones: (081)3226-0593/9644-3923

Na internet pelo blog: Memorat 2012-UFPE

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31 agosto 2012 FULEIRAGEM

DUKE – O TEMPO

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O TORCEDOR ADVERSÁRIO PODE SER AMIGO DO PEITO

Imagino que todos concordam que a violência entre torcedores de times adversários é a maior idiotice do mundo e tem de ser reprimida a qualquer custo.

O direito de escolher por quem torcer não pode ser tolhido.

Mas o que temos visto é que alguns torcedores, especialmente das chamadas “torcidas organizadas”, já saem de casa como quem vai para uma batalha, armados de paus, pedras, barras de ferro e outros objetos capazes de causar ferimentos gravíssimos nas pessoas.

Algumas marcam, até, encontros pela Internet com a intenção de se diglariarem e transformam ruas e estádios em verdadeiros campos de batalha.

Isso é crime premeditado, com intenção de matar. Tão ou mais grave do que dirigir embrigado.

Sendo torcedor do Fluminense, fiquei muito triste, recentemente, quando membros da Young Flu, que se dizem torcedores do Fluminense, foram presos por terem agredido covardemente torcedores do Vasco da Gama.

Isso é coisa de troglodita e não combina com o único país pentacampeão do mundo, que vai sediar uma Copa do Mundo e se pretende civilizado.

Mas, criticar somente não resolve. Precisamos encontrar soluções.

Mais do que uma campanha publicitária educativa, o Brasil precisa de ações efetivas para que torcedores de times adversários se respeitem e se tratem com educação e civilidade.

Uma das ações que não só me veio à cabeça, mas também me inspirou para pensar nisso, foi uma campanha levada a efeito pelo Vitória da Bahia, que retirou a cor vermelha do uniforme, para que os seus torcedores doassem sangue para o Hemoba – Fundação de Hematologia e Hemoterapia da Bahia e foram reintroduzindo aquela cor, gradativamente, à medida em que os estoques de sangue daquela entidade se elevavam.

Daí, fiquei pensando que a CBF, as federações, os clubes e outras entidades, ligadas ao futebol ou não, deveriam reunir os chefes dessas torcidas organizadas e propor a eles ações comunitárias, nas quais torcedores de clubes rivais se colocassem lado a lado, devidamente uniformizados, para ajudar ao próximo ou, simplesmente, para se confraternizarem.

Essa iniciativa, seria até desejável, poderia partir das próprias torcidas.

A campanha de doação de sangue foi ótima. Mas podemos pensar, também, em visitas a asilos de idosos, hospitais…?

Pintar muros pichados ou recuperar escolas, carteiras escolares… Promover campanhas para equipar bibliotecas escolares, através de doações dos torcedores…

Os jogadores de futebol, especialmente os “ídolos”, que, sem sombra de dúvida, têm uma forte ascenção sobre os torcedores de seus clubes, poderiam, também, liderar alguma campanha de ação comunitária. Ex.: O Valdívia, do Palmeiras e o Emerson, do Corinthians, lado a lado, cada qual com a camisa do clube pelo qual jogam, participando da reconstrução ou construção de casas para os mais pobres, misturando-se a torcedores de ambos os clubes, lado a lado, juntando forças, iriam fazer alguma ação em favor dos mais necessitados.

Pode ser, também, distribuição de alimentos ou qualquer outro trabalho voluntário.

Creio que ao executarem algum trabalho comunitário, especialmente em favor de pessoas carentes, idosos, doação de sangue e tantos outros mais, toda a energia utilizada para agressões, valentias desnecessárias, agressões covardes e outras do gênero pode se transformar em atitude de respeito para com o torcedor do clube adversário, rival, que se colocou ao seu lado para contribuir com a sociedade.

Rivais na arquibancada, mas irmãos na vida.

* * *

FALA SÉRIO !

Essa eu vi e ouvi pessoalmente.

Dois caras na rua viram um cartaz de um anão, candidato a vereador.

Um disse para o outro:

- Nesse aí que eu votar. Tem mão pequena e não vai roubar muito.

Ao que o outro respondeu:

- Por isso não seja: o Lula tem um dedo a menos na mão e afanou mais do que muita gente que tem os dez dedos.

Vox Populi, Vox Dei?

FALA SÉRIO !

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31 agosto 2012 FULEIRAGEM

AROEIRA – O DIA

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31 agosto 2012 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

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O POVO PERNAMBUCANO

 

Passados quinhentos anos de sua descoberta pelos portugueses, o Brasil apresenta-se com um biótipo próprio de sua gente, que em nada se parece com o português colonizador, o índio que já habitava a terra e o negro trazido da África como escravo para aqui construir o país-continente dos nossos dias.
 
“O brasileiro, como bem afirma Darci Ribeiro, tem a cara do povo brasileiro; ele não se parece nem com o português, nem com o índio, nem muito menos com o negro. Trata-se de um povo de identidade própria”.
 
Na verdade, um povo de mestiços, formado pelo cruzamento de várias raças, com influência de levas de colonizadores diversos, chegados em diferentes épocas, que transformaram o Brasil numa imensa democracia racial, com valores, usos e costumes diversos de quaisquer outros povos.

1. JERÔNIMO, O ADÃO PERNAMBUCANO
 
A mestiçagem de nossa gente, já registrada por Joaquim Nabuco, quando da publicação de O Abolicionismo  (Londres: 1883) – “Nós não somos um povo exclusivamente branco, e não devemos portanto admitir essa maldição da cor; pelo contrário, devemos tudo fazer para esquece-la” (p. 22) –  estabelece que, ao contrário de outros países, como nos Estados Unidos da América,  a condição de liberto não impedia ao ex-escravo galgar os patamares da pirâmide social, e esclarece na mesma obra:

No Brasil, ao contrário: a escravidão ainda que fundada sobre a diferença das duas raças, nunca desenvolveu a prevenção da cor, e nisso foi infinitamente mais hábil. Os  contatos entre aquelas, desde  a colonização primitiva dos donatários até hoje, produziram uma população mestiça, como já vimos, e os escravos ao receberem a sua carta de alforria, recebiam também a investidura de cidadão. Não há assim entre nós castas sociais perpétuas, não há mesmo divisão fixa de classes. O escravo, que como tal praticamente não existe para a sociedade, […] é no dia seguinte  à sua alforria um cidadão como outro qualquer, com todos os direitos políticos, e o mesmo grau de elegibilidade. Pode mesmo, ainda na penumbra do cativeiro, comprar escravos, talvez mesmo quem sabe? – algum filho do seu antigo senhor. Isso prova a confusão de classes e indivíduos , e a extensão ilimitada dos cruzamentos sociais entre escravos e livres, que fazem da maioria dos cidadãos brasileiros, se se pode assim dizer, mestiços políticos, nos quais se combatem as duas naturezas opostas: a do senhor de nascimento e a do escravo domesticado. (p. 174-75). 1

Isso porque, como bem observou recentemente Darci Ribeiro, “no Brasil a miscigenação nunca foi crime, nem pecado, daí o surgimento de um povo novo, o povo brasileiro, que em nada se parece com o português, o negro ou o índio”. 2

Em Pernambuco, um  aspecto que marcou a civilização duartina foi a mestiçagem que logo tomou conta da sociedade, encorajada pelo primeiro donatário como se depreende das cartas jesuíticas da época, denunciando a indiscriminada atividade sexual dos portugueses com os nativos; o que faz Francis Dutra concluir que “desde o filho mais novo do primeiro donatário aos mais insignificante degredado, os portugueses foram pais de gerações de mestiços”. Em depoimento prestado perante o inquisidor Heitor Furtado de Mendoça (sic.), datado de Olinda, 15 de novembro de 1593, Manuel Álvares, um criado de Dona Brites d’ Albuquerque, faz referência a “Manoel d’ Oliveira, mameluco que dizem ser filho bastardo de Jorge de Albuquerque e de uma índia mestiça deste Brasil”, in Primeira Visitação do Santo Ofício às partes do Brasil. Denunciações  de Pernambuco, 1593-1595. Recife: Fundarpe, 1984.  p. 74; havendo ainda referências a uma escrava, de nome Antônia, que Jorge de Albuquerque no seu retorno à Portugal, in Naufrágio que passou Jorge Dalbuquerque, cap. XIII.
 
Somente Jerônimo de Albuquerque (O Torto), cunhado do primeiro donatário, em seu testamento, firmado em Olinda, em 13 de novembro de 1584, reconhece como filhos onze concebidos de sua mulher legítima, Filipa de Melo; oito com a índia Maria do Espírito Santo; cinco com outras mulheres, uma das quais Apolônia pequena, mãe do seu filho Felipe de Albuquerque, citado expressamente no testamento, deixando dúvidas ainda sobre uma filha tida com uma de suas escrava, de nome Maria, e de uma outra, Jerônima, “que se criara em sua casa e que foi tida por sua filha, mas que Deus sabia a verdade do ocorrido”. Dos oito filhos com a índia, posteriormente legitimados pela Coroa, os dois mais notáveis foram Catarina de Albuquerque, que se casou com o florentino Felipe Cavalcanti, fundador do clã Cavalcanti de Albuquerque, e Jerônimo de Albuquerque que, como veremos, veio ganhar fama com a expulsão dos franceses do Maranhão no início do século XVII.
 
Da descendência de Jerônimo de Albuquerque originaram-se algumas das mais  tradicionais famílias pernambucanas, como Cavalcanti Albuquerque, Fragoso de Albuquerque, Albuquerque Maranhão, Siqueira Cavalcanti, Pessoa de Albuquerque, dentre outras, justificando assim o apelido de Adão Pernambucano ,  dado no decorrer dos séculos ao seu patriarca. 3

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31 agosto 2012 FULEIRAGEM

PAIXÃO – GAZETA DO POVO

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31 agosto 2012 FULEIRAGEM

JORGE BRAGA – O POPULAR

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31 agosto 2012 DEU NO JORNAL

OFICIALMENTE DECLARADOS GUABIRUS

O ex-presidente Lula decidiu não comentar nesta quinta (30) as condenações de alguns petistas envolvidos no processo do mensalão.

A assessoria informou que ele manterá a mesma postura adotada no início do julgamento, de não emitir opinião sobre o caso, enquanto estiver ‘sub judice’.

* * *

A participação de Lapa de Trapalhão no processo – ele que é inventor e implantador do Mensalão -, já foi encerrada com a frustrada e vergonhosa tentativa de chantagear o Ministro Gilmar Mendes.

Agora, com a condenação já definida e sem qualquer possibilidade de recursos, não se usa mais as expressões “suposto crime” ou “não houve mensalão“. Muito menos a mentira de que “tudo não passou de Caixa 2“. O Supremo Tribunal Federal já disse claramente o que aconteceu: corrupção grossa. Grossíssima.

Os corruptos, ativos e passivos, estão oficial e definitivamente reconhecidos como tais por sentença transitada em julgado.

Não há mais espaço pro “não existiu”.

Por consequência da estrita aplicação da lei em vigor, os Mensaleiros Petralhas são declarados oficialmente ladrões do dinheiro público. Do suado dinheirinho dos nossos impostos e que tanta falta faz na saúde, na educação, na segurança e na infraestrutura destepaiz.

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Recomendo a todos a leitura do artigo “Gigantes e Pigmeus“, logo aí embaixo, de autoria do colunista fubânico Luiz Otávio Cavalcanti. Sempre ponderado, razoável e emitindo equilibradamente suas opiniões.

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© 2007 Besta Fubana | Uma gazeta da bixiga lixa