12 Janeiro 2018EM DERROTA



Nas vagas da sidérea correnteza,
nau solitária, vai vogando a Terra
com seu carregamento de tristeza,
Adernada navega, mas não erra;

vai firme entre os escolhos, e indefesa.
No comando, invisível mão se aferra
ao invisível leme, na devesa
extrema da galáxia. Oculta guerra

dizima os nautas. – Alma ao mar! Ao nada! –
Na derrota sem bússola ou sextante
rumo a encoberto porto de chegada,

entre o incerto oscilar de invisos mastros,
nada entende o confuso tripulante.
E espera, ansioso, a salvação dos astros.

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