Uma cirurgia plástica consegue mudanças espantosas – por exemplo, redesenhar um rosto e torná-lo belo com a troca do nariz achatado por outro arrebitado. Foi o caso de Gleisi Hoffmann, comprovam as fotos acima. Mas cirurgião nenhum faz milagres – nem um Ivo Pitanguy conseguiria, por exemplo, consertar um caráter com graves defeitos de fabricação. Como o de Gleisi Hoffmann, confirma o artigo publicado na Folha desta segunda-feira pela agora líder do governo no Senado. Três trechos:

Travaremos uma oposição sistemática e sem trégua a esse governo que nunca reconhecemos.

Gleisi votou duas vezes em Michel Temer, candidato a vice-presidente de Dilma Rousseff na chapa formada pela coligação PT-PMDB. Subordinou-se ao atual presidente quando Dilma lhe entregou a coordenação política do governo. Chefe da Casa Civil, conviveu amavelmente com ministros que hoje estão no primeiro escalão de Temer. Só depois do impeachment descobriu que os antigos aliados merecem levar chumbo em tempo integral.

Não fugiremos ao dever de apontar saídas para a crise econômica e social que se abate sobre o Brasil. Nós temos propostas – até porque já governamos este país e sabemos o que é preciso oferecer para destravar a economia e minorar as aflições dos que sofrem com o desemprego, a queda na renda e a falta de perspectivas. Muita coisa pode ser feita.

Por que Gleisi não apontou tais saídas a Dilma quando ocupava uma sala no 4° andar do Planalto, logo acima do gabinete presidencial? Por que as propostas que destravam a economia e reduzem o desemprego não foram materializadas antes que se consumasse o desastre inverossímil? Se “muita coisa pode ser feita”, por que Dilma nada fez enquanto desgovernava o país?

O PT cometeu erros, não negamos, e estamos pagando por isso. Mas nos custa caro ver que, sob a falsa desculpa de corrigir esses erros, estão destruindo todo um legado de avanços conquistados nos últimos 13 anos.

“Erro”, sinônimo de “malfeito” no Dicionário da Novilíngua Companheira, é conversa de 171. As duas espertezas livram os poderosos canalhas da pronúncia de palavras usadas em língua de gente – crime, delinquência, bandidagem, safadeza, vigarice, roubo, sem-vergonhice, ladroagem, bandalheira, canalhice. Os governos petistas não deixaram um legado. Deixaram a verdadeira herança maldita: um país destruído pela corrupção e pela incompetência.

Gleisi chefiou a Casa Civil e agora lidera a bancada do PT no Senado. Está pronta para comandar a ala da prisão feminina que hospedará mulheres que chapinhavam no pântano drenado pela Lava Jato. Basta que o Supremo Tribunal Federal se curve às pilhas de provas reunidas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público. Basta que a Justiça cumpra o seu dever.

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2 Comentários

  1. Carlo Marqui disse:

    É para onde ela vai:
    Prisões femininas: presas usam miolo de pão como absorvente. As condições precárias nas quais as detentas sobrevivem, usando jornal como papel higiênico, relatadas em livro escrito por jornalista

    Portal Terra
    Júlia Paolieri e Wagner Machado
    15 JUL2015

  2. Sonia Fausta Tavares Monteiro disse:

    Inacreditávvel e revoltante, que uma conhecida militante do PT,por acaso senadora, e ré em processo por corrupção, tenha a indignidade de dizer publicamente que o tal partido que defende, tenha deixado algo de bom, quando de governos desgovernados, como aqueles do PT, com Lula e Dilma promovendo toda a sorte de tramóias que só agora estão vindo à luz! Pois é…

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