Assustado com a ameaça de perder o foro privilegiado, Romero Jucá agitou a segunda-feira com uma comparação audaciosa: “Se acabar o foro, é para todo mundo. Suruba é suruba. Aí é todo mundo na suruba, não uma suruba selecionada”.

As três frases insinuaram que, para o líder do governo no Congresso, há mais semelhanças que diferenças entre a Praça dos Três Poderes e um bordel de luxo frequentado exclusivamente por pais da pátria.

Ontem cedo, acuado por protestos de deputados e senadores, mudou de ideia – e tratou de excluir o Parlamento dessa ilustre zona do meretrício. “Eu tinha citado uma música dos Mamonas e isso não foi colocado”, recitou. “Mas, se alguém se sentiu ofendido, peço desculpas”.

Em menos de 24 horas, o vigarista na mira da Lava Jato passou a ver um templo das vestais onde havia enxergado uma casa de tolerância.

A retirada de Romero Jucá confirma: medo de cadeia afeta o juízo. E pode desandar em perigosos surtos de sinceridade.

1 Comentário

  1. Lula Tavares disse:

    Não foi medo de cadeia não, meu caro colunista, ele tem suruba, digo, foro privilegiado!
    Ora, se o meliante é o gerente(lider)do cafetão do bordel!
    As declarações desses tresloucados,não mais impressionam o povo.
    O que impressiona, e assusta, muito, mas muito mesmo, é descobrir que, quem podia botar ordem nesse cabaré (o STF), não o faz porque também tá no meio do bacanal, e o pior, se revelaram figurinistas, peixinhos, tem um acesso secreto pela porta dos fundos, como eu fazia nos tempos de adolescente, no cabaré de mocinha, lá na Rua da Areia, na minha querida João Pessoa/PB.

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