19 janeiro 2012DEZ ANOS DE ACOBERTAMENTO E IMPUNIDADE
A morte de Celso Daniel completa dez anos à espera de desfecho na Justiça. Ao longo da década, o crime adquiriu contornos de novela policial. Sete pessoas ligadas ao caso, entre testemunhas e acusados de participação no crime, morreram no período.
Ex-professor universitário, deputado e prefeito da cidade do ABC pela terceira vez, Celso Daniel foi encontrado morto numa estrada de terra em Juquitiba (SP), alvejado por oito tiros, após dois dias de sequestro.
Ele era o escolhido para coordenar a campanha que levaria o ex-presidente Lula ao poder. Hoje, pelo menos dois dos seus ex-secretários ocupam cadeiras importantes em Brasília: os ministros Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) e Miriam Belchior (Planejamento).
O caso já foi reaberto duas vezes, investigado pelo Ministério Público, pela Polícia Civil e até pela CPI dos Bingos, em Brasília. O nome do prefeito batizou ginásio, parque e praça, mas o crime permanece sem veredicto.
Para o Ministério Público, Daniel foi vítima de crime de mando, encomendado pelo amigo e ex-segurança Sérgio Gomes da Silva. Eles estavam juntos quando o petista foi sequestrado, na saída de um restaurante em São Paulo. Os promotores sustentam que Daniel teria descoberto um esquema de corrupção na prefeitura para financiar campanhas do PT e que o sequestro teria sido simulado.
A tese vai na contramão das conclusões da polícia, que defende a versão de que houve crime comum.
Dos oito acusados pelo Ministério Público, somente Marcos Bispo dos Santos foi julgado e condenado, em 2010, a 18 anos de prisão. “O julgamento foi emblemático e abre campo para que outros indiciados sejam condenados”, diz Bruno Daniel, irmão do prefeito morto, que voltou ao país em outubro após sete anos de exílio na França.










































19 janeiro 2012 às 9:34
no brasil-dos-petralhas o crime compensa!!!
19 janeiro 2012 às 11:19
Tenho uma teoria: o amor dos petralhas pelo Battisti é, para mim, um elo a ser investigado do caso Celso Daniel.
19 janeiro 2012 às 19:25
A diferença entre o Partido dos Trapaceiros (PT) e a Cosa Nostra é que esta possui um CÓDIGO DE HONRA:
1 – Não pode se apresentar sozinho a um amigo nosso, senão um terceiro irá fazer isso. (Ou seja – nenhum membro da Cosa Nostra pode ir sozinho a um encontro)
2 – Não se deve olhar para as mulheres dos nossos amigos.
3 – Não deve se meter em confronto com os policiais.
4 – Não se deve frequëntar bares ou clubes.
5 – Deve estar disponível a qualquer momento à Cosa Nostra. Até mesmo se a mulher está por dar à luz.
6 – Os compromissos devem ser respeitados.
7 – Deve-se respeitar a esposa.
8 – Quando for chamado para esclarecer qualquer coisa, deverá dizer a verdade.
9 – Não pode se apropriar de dinheiro que pertence a outros ou a outras famílias.
10 – Não pode fazer parte da Cosa Nostra quem tem um parente nas diversas forças de ordem italianas, quem já traiu sentimentalmente dentro da família (mafiosa) e quem tem um péssimo comportamento e não respeita os valores.
Triste Brasil, governado por um ajuntamento de malfeitores.
20 janeiro 2012 às 22:33
Venerando Denunciante Herdeiro do Trono de São Lunga Papa Berto I,
Comprai um colete a prova de balas XG que essa turma não está para brincadeira!
21 janeiro 2012 às 6:42
Cadê O Pulha? Desapareceu de vez?
26 janeiro 2012 às 17:07
[...] Há exatamente uma semana, dia 19, quinta-feira passada, foi postada aqui uma reportagem que me fez lembrar o título de um dos meus filmes prediletos: O Silêncio dos Inocentes. (Pra reler a postagem, clique aqui) [...]