DEU NO JORNAL
RODRIGO CONSTANTINO
O DESESPERO FISCAL DE LULA: BENESSES ELEITOREIRAS DE PETISTA VÃO SAIR DO BOLSO DO BRASILEIRO

Governo prevê anistia tributária para 3,6 milhões de microempreendedores e compra de dívidas bancárias
A 12 dias do segundo turno, o governo Lula anunciou mais um pacote de bondades: perdão integral de R$ 12,6 bilhões em dívidas tributárias de 3,6 milhões de MEIs, transferência direta via Pix de até R$ 5 mil por projeto (R$ 5 bilhões em quatro anos) e prioridade no Desenrola 3.0. No mesmo dia, prometeu o Pé-de-Meia Universitário – R$ 700 por mês mais R$ 2.500 anuais de poupança, ao custo estimado de R$ 4,6 bilhões por ano, com recursos do Fundo Social do petróleo.
Poucos dias antes, o governo zerou o PIS/Cofins da gasolina por um mês e ampliou subsídios ao diesel. Isso se soma ao reajuste de 15% no Bolsa Família (piso de R$ 600 para R$ 691, média para cerca de R$ 777), anunciado a 17 dias do primeiro turno e com pagamentos a partir de 19 de outubro, entre as duas votações.
O padrão é nítido. Depois que Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno à frente (47,03% contra 45,16% de Lula), o ritmo de anúncios com apelo popular acelerou. Levantamentos do Estadão e de economistas como Marcos Mendes apontam que as medidas de ano eleitoral – créditos, subsídios, renúncias e benefícios sociais – já superam R$ 350 bilhões.
Não se trata apenas de gasto primário visível no Orçamento: incluem linhas de crédito reembolsáveis, subvenções a combustíveis, perdão de dívidas, expansão de programas como Minha Casa Minha Vida, Move Brasil e Desenrola, além da renúncia de receita com a proibição das bets (estimada em mais de R$ 12 bilhões até 2028).
O reajuste do Bolsa Família sozinho adiciona R$ 5,8 bilhões ainda em 2026 e cerca de R$ 22-23 bilhões em 2027. Muitas dessas iniciativas não estavam plenamente previstas no projeto orçamentário enviado ao Congresso.
O governo sustenta que são políticas necessárias, recomposição inflacionária ou respostas a choques externos. Mas o calendário e a escala desmentem a narrativa de mera gestão técnica. Medidas temporárias de combustível expiram perto ou depois do pleito. Benefícios começam a cair na conta dos eleitores entre os turnos. Pacotes para MEIs e universitários são apresentados a menos de duas semanas da votação decisiva.
Em democracias maduras, o ano eleitoral já tende a elevar o gasto; no Brasil de 13 anos de déficit primário e dívida bruta projetada perto de 96-97% do PIB, com juros que consomem parcela crescente da arrecadação, a margem é menor e o custo de oportunidade maior.
Além do lado fiscal, Lula resolveu bloquear celulares em prisões e criar slogan que pede punição a bandidos, além de ter escrito uma carta para os evangélicos. Lula está basicamente dizendo que não é o Lula, que virou… um Bolsonaro!
Isso denota desespero de perder o poder. Quem está confiante em suas realizações e em sua base eleitoral não precisa de uma nova medida de apelo popular a cada quatro dias na reta final. Lula perdeu cerca de 3,4 milhões de votos em relação a 2022 e viu o adversário crescer onde o PT esperava domínio. A resposta foi intensificar a transferência de renda presente financiada por dívida e renúncia futuras. Compra de votos, em suma.
O eleitor de baixa renda e o pequeno empreendedor recebem alívio imediato – legítimo em muitos casos –, mas o país inteiro assume a conta em forma de menor espaço para investimento, pressão inflacionária residual, risco de elevação de juros e a necessidade, mais cedo ou mais tarde, de ajuste mais doloroso. Quem paga é o “contribuinte” de amanhã, incluindo os mesmos que hoje recebem o benefício.
O populismo fiscal de véspera de eleição não é exclusividade de um lado. Bolsonaro também usou o Auxílio Brasil e outras medidas em 2022. A diferença, neste ciclo, é a combinação de timing agressivo após um primeiro turno perdido, o volume acumulado e o contexto de contas já fragilizadas. O discurso de “prosperidade” via transferência e perdão de dívida esconde a realidade de que crescimento sustentável exige produtividade, educação de qualidade e regras fiscais que não sejam tratadas como “babaquice”.
Usar a redução da jornada de trabalho em redução de salário como slogan eleitoral pode até surtir algum efeito, mas prejudica o próprio trabalhador amanhã, e não houve qualquer debate sério sobre os impactos dessas medidas. O eleitor tem o direito de escolher o candidato que preferir em 25 de outubro. Tem também o dever de notar quando o Estado é usado como máquina de distribuição de última hora e fugir do voto de cabresto. O desespero de quem teme perder o poder custa caro – e a fatura chega depois da urna.
DEU NO JORNAL
FLERTE CARINHOSO
LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA
SE FLÁVIO GANHA, JANJA SÓ VAI PASSEAR EM CUBA?
DEU NO X
ÊITA!!! ATÉ A GLOBO
A Globo dando destaque para o Flávio Bolsonaro.
Depois dessa até Lula vai voltar no Flávio 22. https://t.co/387GZOxqhm
— Freu Rodrigues (@freu_rodrigues) October 14, 2026
COMENTÁRIO DO LEITOR
UM SELETO TIME NA CADEIA
Comentário sobre a postagem UMA IMAGEM ATERRORIZANTE
Mauro Pereira da Silva:
Concordo plenamente com o que está escrito no cartaz:
“Pais que não conhece a própria história, está fadado a repeti-la”.
Nada mais justo que recorramos à história para ressuscitar nossa memória morta.
LEMBREMOS, ENTÂO, QUE NO GOVERNO DO PT:
O presidente da PETROBRAS foi preso!
O presidente do BANCO DO BRASIL foi preso!
O presidente da ELETROBRAS foi preso!
O presidente da VALEC foi preso!
O presidente da CAIXA foi preso!
O presidente do BNDS foi preso!
Três presidentes do PT foram presos!
Três tesoureiros do PT foram presos!
Cinco secretários do PT foram presos!
O líder do governo do PT na CÂMARA DOS DEPUTADOS foi preso!
O líder do governo do PT no SENADO FEDERAL foi preso!
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, DO PT, FOI PRESO!
Essa é a memória que esses seres do apocalipse querem que permaneça morta e enterrada.
DEU NO X
REUNIÕES NO PLANALTO
Revista Veja expõe reuniões de Vorcaro no Planalto com operador de suposto esquema ligado ao governo Lula. https://t.co/BPQH1e1l9H
— Freu Rodrigues (@freu_rodrigues) October 13, 2026
DEU NO JORNAL
VOTO DE OPOSIÇÃO NÃO É EXTREMISMO
Guilherme Fiuza

Na hora da decisão, a infinitésima encarnação do petismo no poder central tenta sua autoperenização com o truque de sempre: a alternativa a Lula é a ditadura, o extremismo, o fascismo. Mas o PT não está sozinho nessa. Há um bom contingente de pessoas esclarecidas e não militantes ajudando a fermentar essa premissa arrepiante.
A transposição do painel eleitoral de 2026 para um cenário de alegorias ideológicas fluidas é uma tentação para muitos — até de parte dos que não votam em Lula. O país, ou uma parte bem audível dele, tem hoje essa cisma: não consegue olhar para as coisas reais sem tacar uma indumentária conceitual em cima de tudo. Foi assim que o repúdio ao petismo e suas obras completas virou monopólio da “direita” ou da “extrema-direita” ou do “conservadorismo” etc.
Obviamente, muitos milhões de brasileiros não se guiam por essas demarcações vagas, possivelmente nem sabendo o que significam. Na verdade, ninguém sabe. Se um mesmo conceito pode ser lido por parte da população como sinônimo de liberdade e por outra parte da população como sinônimo de autoritarismo, naturalmente ele não quer dizer nada. Um significado que só existe em determinado círculo (ou nem isso) e pode ser o oposto em outro círculo não designa objeto algum. O idioma é um só.
Esse surto de abstração é a única esperança do lulismo. Escândalo do INSS e suas implicações palacianas, escândalo Master e suas injunções com sustentáculos do regime, endividamento recorde e inadimplência, inflação e juros altos, tentativa de controle das mídias — tudo isso fica diluído no postulado “ascensão da direita”. Milhões de pessoas que certamente votaram na oposição reagindo à lista de problemas acima são transmutados automaticamente em células de facção ideológica. O PT agradece.
Seguiu-se ao resultado do primeiro turno, com a candidatura de Flávio Bolsonaro superando a de Lula, uma reação clara e intensa do mercado. Os juros futuros abriram em forte queda no dia seguinte à eleição. Não há coreografia conceitual nesse fato: é apenas a expectativa do mundo real de uma administração melhor para o país. Ponto.
Mas aí vem o bailado da imprensa — nacional e estrangeira: “onda conservadora”, “ascensão da direita”, “perigo da extrema-direita”, “fenômeno de radicalização” etc. Por mais que se queira conectar linhas administrativas com essa conceituação vaga, o resultado será sempre o afastamento da vida real. Na vida real, milhões de pessoas comuns, de boa-fé, se confundem com esses termos, que no Brasil servem muito mais para engolfar tudo numa polêmica sobre 1964 do que para designar uma linha de administração.
O próprio senador Flávio Bolsonaro, afastando-se das caricaturas que cercam sua família, listou desmandos do governo do seu adversário e disse que o país precisa apenas “voltar ao normal”.
Com a expectativa de que o país “volte ao normal”, o resultado do primeiro turno rendeu 365 bilhões de reais a investidores na bolsa. A queda do juro futuro projetou uma economia de 66 bilhões de reais com dívida pública. Bancos como JP Morgan e Morgan Stanley projetaram ciclo de alta para as ações brasileiras. O Ibovespa subiu fortemente com entrada recorde de recursos estrangeiros após o primeiro turno.
Nada disso é retratável ou traduzível como onda ideológica. O país precisa superar um problema político sério que enfraquece a institucionalidade e a organização da sociedade como um todo — aferível nitidamente no declínio das condições de vida e dos direitos do cidadão comum. Os fanáticos pela conceituação estratosférica precisam dar espaço para os que não votam 13 porque não querem uma república de amigos do rei.
LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA
“SE FLÁVIO GANHAR, VOCÊ PERDE”
SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO


