Soraya deve aproveitar bem os seus dias até 01/02/2027 quando deixa de vez o senado.
Ela foi uma anomalia, assim como a Joice, o Frota, Dória e tantos outros que surfaram em 2018 na onda Bolsonaro e que hoje estão na masmorra do esquecimento.
– Ah João, quer dizer que agora em 2027 não teremos outros políticos como estes a enganar os eleitores como se fossem de direita e a favor do país, chorariam os emocionados de sempre?
Sim, ainda haverá outros políticos a nos enganar, porém a população está atenta.
Um sinal é a votação de ontem, onde 44 senadores (mais outros ausentes) que sentiram a pressão das urnas que estão chegando e rejeitaram o Messias em votação inédita em mais de 100 anos do golpe da república.
Desde Floriano Peixoto que isso não acontecia.
Há mudanças e uma eu já posso cravar, o atual governo já era.
Terminou o quarto mês deste movimentado ano de 2026.
Amanhã, dia 1º de maio, é uma data que está sendo aguardada com muita ansiedade por Chupicleide.
É o Dia do Trabalho, e a nossa secretária de redação já botou na sua agenda que vai trabalhar muito.
Trabalhar levantando o copo e tomando umas e outras no Bar da Caceta, no Alto do Mandu, aqui perto da redação desta gazeta escrota, se valendo das generosas doações feitas por leitores fubânicos nos últimos dias.
“Um xêro carinhoso pros todos vocês!!!”
Um excelente feriadão para toda a comunidade fubânica, essa patota magnífica que mantém nos ares a audiência deste jornaleco.
Lendo, participando, fazendo comentários e espalhando o fuxico pelo mundo.
E para alegrar o nosso dia, vamos ouvir Israel Filho interpretando a belíssima e inspirada composição Romeiros do Destino, de autoria do grande Xico Bizerra.
Meu querido e talentoso amigo Xico é colaborador do JBF, sendo sua coluna publicada na segunda-feira.
Vejam que letra genial e belíssima, um retrato perfeito e curioso da Nação Nordestina.
O vídeo termina com a declamação feita pelo próprio Xico.
A senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) deixou boquiabertos membros da CCJ na sabatina de Jorge Messias ao concluir com a frase “quando vestir a toga, não se esqueça dos amigos”.
Ele foi rejeitado no plenário.
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Um justo pedido.
Os amiguinhos devem ser sempre lembrados depois de vestida a toga.
Um pedido compatível com a republiqueta banânica da atualidade.
Já a reputação ilibada e o notável saber jurídico, estabelecidos na Constituição, são perfeitamente dispensáveis.
Deputados e senadores voltaram de Sint Maarten, no Caribe, em jatinho de empresário de bets
Vamos falar mais uma vez desses aviõezinhos executivos com os quais empresários transportam autoridades dos três poderes. É ministro que vai de carona, ministro do Supremo que voa no avião do Vorcaro, e presidente da Câmara que pega carona no avião de um sujeito ligado ao “jogo do tigrinho”. E foi para ir à Las Vegas do Caribe, a Sint Maarten, uma ilha cuja metade é holandesa e tem três grandes cassinos.
A bagagem da turma – além de Hugo Motta, foram o senador Ciro Nogueira e os deputados Dr. Luizinho e Isnaldo Bulhões — estava toda escrita em um bilhete; além de tudo, há as imagens. O bilhete dizia que o auditor-fiscal Marco Antônio Canella (que já está respondendo a inquérito por causa disso) liberou todas as malas e bolsas que tinham eletrônicos e garrafas de belos vinhos, uísques e outras bebidas, certamente.
O presidente da Câmara, Hugo Motta, disse que fez tudo de acordo com a lei. Na verdade, passaram por cima da lei; todos os brasileiros estão sujeitos a terem as malas abertas, a passar pelo raio-X, mas tudo isso foi dispensado. O jatinho já desceu em um lugar conveniente; não foi Guarulhos, nem Congonhas, nem Galeão, mas o aeroporto de São Roque, provavelmente já com essa intenção, depois de terem passado uma boa estada lá na ilha dos cassinos.
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Autoridades não podem estar imunes à fiscalização
Eu vi, pela lista de passageiros, que as respectivas mulheres foram junto. Que boa vida! Digo isso porque a necessidade de decoro, de postura e de bom exemplo se multiplica quando alguém está representando o povo e tem o poder de fazer leis, de mudar leis, de cancelar leis, de fiscalizar os outros. Eles precisam ser fiscalizados também.
Falo na qualidade de mandante. Nós todos somos mandantes, temos de colocar isso na cabeça na hora de votar. Nós os sustentamos com nossos impostos, nós os nomeamos com o nosso voto, e nós devemos fiscalizá-los. Devemos pensar um milhão de vezes antes de escolher o candidato, para não acontecer que pessoas como essas sejam eleitas por milhares de pessoas e não estejam à altura desses eleitores porque não se dão conta do que é decoro, do que é postura, do que é vida ética, civilizada.
Isso não acontece aqui na Europa, onde estou. Se acontece, a punição é severa. No Japão é ainda mais rígido: o próprio sujeito, para não envergonhar a família, pratica aquilo que os japoneses chamam de harakiri. Temos de registrar isso porque não é só o jato do sujeito do tigrinho; temos o jatinho do Vorcaro também. Malu Gaspar está cansada de mostrar como funcionam essas combinações: uma hora é Dias Toffoli, outra hora é Alexandre de Moraes. E esses favores caem muito mal.
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O agente público que aceita favores fica devedor, não tem escapatória
Passei um ano e meio no Palácio do Planalto, de 1979 para 1980, e recebi muitas ofertas; não aceitei nenhuma. No momento em que se aceita um presente estando em um cargo público, eu fico devedor e preciso retribuir o favor a esse doador bondoso, e vice-versa. Estou há mais de 50 anos em Brasília, mantendo distância sanitária do poder. A relação é respeitosa, é profissional, pode ser até amistosa, mas jamais pode ser íntima, com trocas de presentes ou favores. Não funciona. Há uma coisa chamada ética, necessária para que as coisas corram de modo normal.
Nikolas Ferreira: “Avisar que pela primeira vez na história do Brasil, um ministro do STF, que foi indicado pelo Lula, Jorge Messias, foi rejeitado pelo Senado Federal. Com 42 votos contrários e 34 favoráveis. Afinal de contas, a face de quem é Messias… pic.twitter.com/trsZl30wEK
Dia desses andei relendo esse livrinho e me encantei, de novo. 30 conversas interessantes com gente do Nordeste, tipo Dom Hélder, Manoel Bandeira, Luiz Gonzaga, João Cabral de Melo Neto, Ariano Suassuna, Jackson do Pandeiro, Sivuca, dentre outros.
Como se não bastasse tem prefácio e apresentações de Dr. José Paulo Cavalcanti Filho, Maciel Melo, Luiz Berto e Paulo Rocha.
Gostei e recomendo.
É só pedir pelo imeio xicobizerra@gmail.com – que eu entrego em todo o Brasil.
Há momentos na história em que a humanidade não apenas descobre algo novo — ela é forçada a se redescobrir. Não se trata de acumular conhecimento, mas de deslocar o próprio eixo daquilo que acreditava ser. Durante séculos, o ser humano habitou um universo confortável, ainda que ilusório. Um universo onde havia centro, propósito evidente e uma espécie de privilégio implícito. Então vieram os golpes — não violentos, mas inexoráveis.
Copérnico deslocou a Terra. De súbito, não éramos o ponto fixo ao redor do qual tudo girava. Éramos apenas mais um corpo em movimento, suspenso em um espaço vasto e indiferente. Darwin aprofundou a ferida. Aquilo que pensávamos ser uma ruptura — nossa suposta separação da natureza — revelou-se continuidade. Não éramos uma exceção, mas um capítulo de um processo longo, cego e elegante: a evolução. Freud, por sua vez, voltou o olhar para dentro e removeu o último refúgio de soberania. Nem mesmo a mente, esse território íntimo, nos pertencia por completo. Não éramos senhores absolutos de nós mesmos.
E ainda assim, mesmo após essas três grandes descentralizações, restava uma última fortaleza silenciosa — talvez a mais profunda de todas: A ideia de que, apesar de tudo, a vida… era nossa. Que, em meio ao silêncio cósmico, a Terra era um acontecimento singular. Que, mesmo não sendo o centro do Universo, éramos ao menos o único lugar onde o Universo havia despertado para si mesmo. Agora imaginem o colapso dessa última ilusão. Imaginem a confirmação inequívoca de que a vida não é um acidente isolado, mas uma tendência do cosmos. Que, em outros mundos, sob outras condições, a matéria também encontrou caminhos para organizar-se, persistir, evoluir — talvez até pensar. Nesse momento, não perderíamos apenas um privilégio. Perderíamos uma narrativa.
A humanidade deixaria de ser o palco exclusivo onde o drama da existência se desenrola. Passaria a ser um entre inúmeros experimentos cósmicos — cada qual com sua própria história, sua própria lógica, sua própria forma de enfrentar o absurdo de existir. Não seria apenas um choque científico. Seria um abalo ontológico. Pois a pergunta deixaria de ser “por que estamos aqui?” e se transformaria em algo muito mais vasto e inquietante: “Que tipo de fenômeno é a vida, que insiste em emergir no tecido do Universo?” E talvez, diante dessa pergunta, algo curioso aconteça. Não nos tornaríamos menores. Nos tornaríamos mais lúcidos. Perder o centro não é desaparecer — é ganhar perspectiva. Ser apenas uma parte não é ser irrelevante — é participar de algo maior do que qualquer imaginação anterior foi capaz de conceber. E talvez seja esse o verdadeiro destino das grandes descobertas: Não nos confortar. Mas nos libertar da necessidade de sermos o centro de tudo.