DEU NO JORNAL

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

DEU NO X

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

DEU NO X

SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

DEU NO JORNAL

TORRANDO BILHÕES

Agora Lula (PT) tenta arrumar os R$ 298 bilhões do custo da reeleição, somatório das 35 medidas caça-votos em pleno ano eleitoral, apesar da proibição na Lei da Eleição (9504/97), enquanto o TSE oficial e o paralelo, no STF, fingiam-se de mortos.

Dario Durigan (Ministro da Fazenda), um gozador, mostrou-se mais preocupado com a falta de “racionalidade” da queda recorde da bolsa, de quase 17%, reflexo do pessimismo com a irracionalidade nos gastos e o desprezo petista pelo equilíbrio fiscal.

Somente o aumento do Bolsa Família terá impacto de R$ 22,7 bilhões no ano que vem, e mais R$ 5 bilhões serão torrados no Desenrola 3.

Outro deboche à Lei da Eleição, o transporte gratuito em fins de semana, terá custo estimado em R$ 12 bilhões no ano que vem.

Em decisão tida comoo compra descarada de votos, Lula anunciou Pix de R$ 5 mil para cada microempreendedor. Noves fora, mais R$ 5 bilhões.

As medidas demagógicas também derrubam a receita de impostos. O fim das bets diminuirá a arrecadação federal em R$ 5,3 bilhões, em 2027.

* * *

Como dizia meu saudoso amigo Orlando Tejo, grande poeta nordestino, “desmantelo só presta grande!”

E desmantelo maior que este contido na nota aí cima é impossível de se ver em qualquer outro canto deste mundo.

Só mesmo aqui na republiqueta banânica.

PROMOÇÕES E EVENTOS

DEU NO JORNAL

ALEXANDRE GARCIA

O MERCADO JÁ PERCEBEU O TAMANHO DA INSEGURANÇA QUE NOS AGUARDA

lula reeleicao mercado financeiro

Homem “faz o L” diante do prédio da bolsa de valores de São Paulo, na segunda-feira

Por que razão a bolsa despencou nesta segunda-feira mais do que havia despencado na pandemia, e o dólar subiu mais do que havia subido no estouro do escândalo Joesley, em 2017? Porque há uma insegurança muito grande quanto à economia se Lula continuar aumentando o endividamento, e fazendo o déficit e os juros subirem também. O governo petista é gastador; todos os mandatos de Lula e Dilma Rousseff foram guiados pela teoria de que a gastança promove o crescimento. Mas o dinheiro não cai do céu, não é maná.

Há um outro fator, percebido por quem assistiu ao último debate, o da Globo. Eu, ao menos, que fui mediador de muitos debates com Lula, incluindo aqueles com Collor em 1989, percebi a diferença entre aquele Lula e o Lula de hoje. Há uma fraqueza maior – vou usar uma palavra que não seja ofensiva, mesmo porque ele é mais jovem que eu. Lula não ouviu perguntas, não ouviu respostas, julgou que a pergunta não tinha sido respondida. Em certo momento, ele perguntou se Flávio Bolsonaro aumentaria as aposentadorias. Ele disse que sim, e Lula retrucou: “Ele não respondeu, vou perguntar de novo”, e Flávio disse “eu vou responder de novo”, porque Lula não tinha ouvido.

Ele não conseguia nem entender o sistema da Globo, de apontar um assunto no telão. Quando foi escolhida a educação integral, ele disse que ia falar sobre educação, e não sobre educação integral – quer dizer, ele se insurgiu contra a regra que ele conhecia. No primeiro debate, Lula deu as costas para a câmera várias vezes, perdeu a noção da posição espacial, esqueceu de se dirigir sempre olhando para as pessoas. Ele cometeu atos falhos gravíssimos, como dizer que “em quatro anos do meu próximo governo, vamos dizer que o Brasil acabou”, ou que, se a PEC da Segurança for aprovada, ele vai “acabar com a polícia”. Há uma dificuldade de ouvir, de raciocinar.

Além dessa questão do cansaço de Lula, já octogenário, após tanto tempo de política, ele ainda disse que vai haver uma nova forma de governar, e isso deixa muita gente se olhando. Isso cria desconfiança sobre como ele quer governar. Jânio Quadros tentou fazer isso, ele mesmo me disse que tentou governar com seus próprios eleitores, deu as costas para o Congresso e acabou renunciando. Lula já teve pouco apoio no Congresso, e resolveu comprá-lo. Mas não sei se continuará a haver gente venal entre os representantes que acabamos de eleger para a Câmara e o Senado, porque a maioria de direita e centro-direita está muito grande. A bancada petista é pequena, e o partido tem poucos governadores.

Tudo isso diz ao mercado que haverá quatro anos de muita dificuldade política. Já temos a insegurança jurídica, e a questão fiscal: STF e contas públicas completamente fora dos trilhos. Serão anos difíceis pela frente, sem dúvida.