DEU NO X
RODRIGO CONSTANTINO
FESTA ESTRANHA COM GENTE ESQUISITA: A MARCHA DA MILITÂNCIA DE LULA NA PAULISTA

Apoiadores de Lula vandalizam estação de metrô em São Paulo, após ato em apoio ao presidente e candidato à reeleição
Domingo, na Paulista, o PT realizou a “Marcha pela Democracia”, como batizaram – porque nada grita democracia como impedir que o Monitor da USP use drone para contar o público. A campanha do Lula ameaçou abater os aparelhos. Democracia de portão fechado, com contagem de cabeças autorizada só por quem organiza. O PT estimou em um milhão de pessoas o público, sem combinar com o site esquerdista que colocou apenas 10% desse número. Sem dado oficial. Sem drone. Sem verificação. Um milhão é o número que cabe num discurso, e isso que importa.
O que se viu ali não era exatamente o povo. Era uma mistura de elite da esquerda caviar com baderneiros. Movimentos “sociais”, como UNE e MST, sempre movidos à mortadela. Artistas no palco antes dos políticos, pois é preciso atrair gente sem ser pelas ideias. Lula discursou voltado para o público jovem, prometeu revolução tecnológica, pediu que convencessem idosos a votar no segundo turno.
Alckmin falou da proximidade entre Flávio e Vorcaro, ignorando a intimidade do banqueiro com os próprios petistas. “O do Lula foi por fora”. Haddad e Boulos no palanque. Simone Tebet também. Uma colcha de retalhos ideológica onde o único fio comum é o ódio ao adversário.
E aqui está o contraste que eu venho registrando nos meus posts. Na Paulista petista, era praticamente impossível encontrar uma só camisa ou bandeira do Brasil. Só o vermelho do comunismo. O verde e amarelo virou bandeira de fachada: serve para a foto do Lula, que depois amassa e se livra do símbolo de campanha. Nas manifestações conservadoras é o contrário. Família, Bíblia, bandeira do Brasil. Gente comum, trabalhador, pai de família, evangélico, católico, que vai para a rua com o que tem de mais sagrado. Não é militância de fã-clube. É convicção. E a diferença aparece no rosto das pessoas. E no comportamento, claro.
Porque no ato de domingo não era só militância paga. Era gente esquisita. Publiquei um vídeo que resume tudo: um rapaz esquisito dando as “razões” pelas quais votaria no Lula. Razões totalmente estranhas, desconexas, sem qualquer lastro na realidade, decoradas de algum professor marxista. É o retrato da lavagem cerebral que venho denunciando há anos.
Décadas de doutrinação, bilhões em propaganda estatal, controle das salas de aula, e o resultado é esse: um cidadão que repete slogans sem entender uma linha do que está dizendo. Não é burrice. É condicionamento. O mesmo mecanismo que faz gente sair em defesa do PCC e do Comando Vermelho enquanto detona a polícia “fascista”. Quando a ideologia substitui o juízo, qualquer absurdo vira verdade.
O Lula foi Lula. Pediu que o país não perdesse a democracia por pior que ela seja. A frase é um oxímoro perfeito: defender a democracia ameaçando abater drones de contagem independente, censurando vídeos no TSE, usando a EBC – com presidente filiada ao PT desde 2021 e casada com Marcelo Freixo – para tirar o som do programa do Flávio. Um “erro técnico”, dizem. Ironicamente, os erros sempre prejudicam o lado direito. A democracia que eles defendem é a deles. A de Cuba, Venezuela, Nicarágua. Os outros são golpistas, fascistas, ameaça. É a mesma cartilha de sempre: quem discorda não é adversário, é inimigo.
E o timing não engana. A escala 6×1, que Davi Alcolumbre adiava há meses, agora corre para ser votada a quinze dias da eleição, sem o devido debate. A desoneração dos combustíveis, R$ 5,2 bilhões em trinta dias, anunciada com o Brent acima de cem dólares. O Bolsa Família reajustado na véspera. Tudo é cálculo eleitoral, e o eleitor percebe. Algumas pesquisas mostram Flávio com 52% dos votos válidos contra 48% de Lula. Noventa e dois por cento dos eleitores já decidiram. A rejeição a Lula subiu para 51%. A festa de domingo foi o desespero de quem sabe que o seu tempo acabou. O porco vai aos gritos para o abatedouro.
Flávio e Nikolas já confirmaram o Bloquinho 22 para o próximo domingo, dezoito, na mesma Paulista. Tarcísio e Ricardo Nunes no palco. Aí sim vai ter bandeira do Brasil com orgulho sincero, defesa da soberania de verdade. Vai ter família. Vai ter gente que trabalha, paga imposto, cria filho e vai para a rua porque acredita no país, não num ídolo com os pés de barro. A comparação vai ser inevitável, e é por isso que o PT prefere militância adestrada a povo.
O povo cansou do PT. Cansou de promessas vazias. Quer comida e segurança, enquanto Lula faz discurso sobre terras raras e Estados Unidos. Confundir o povo com a elite da esquerda caviar será a destruição do petismo. As medidas populistas desesperadas chegaram tarde demais, e o truque não mais convence. O povo quer mudança.
DEU NO JORNAL
A ÚLTIMA CAGADA DA LEITOA
PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA
VERSOS DE ORGULHO – Florbela Espanca
O mundo quer-me mal porque ninguém
Tem asas como eu tenho! Porque Deus
Me fez nascer Princesa entre plebeus
Numa torre de orgulho e de desdém!
Porque o meu Reino fica para Além!
Porque trago no olhar os vastos céus,
E os oiros e os clarões são todos meus!
Porque Eu sou Eu e porque Eu sou Alguém!
O mundo! O que é o mundo, ó meu amor?!
O jardim dos meus versos todo em flor,
A seara dos teus beijos, pão bendito,
Meus êxtases, meus sonhos, meus cansaços…
São os teus braços dentro dos meus braços:
Via Láctea fechando o Infinito!…

Florbela Espanca, Vila Viçosa, Portugal (1894-1930)
DEU NO X
UMA IMAGEM ATERRORIZANTE
LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA
FALTAM DOZE DIAS PARA A REDENÇÃO DO BRASIL
DEU NO X
POUQUINHO: SÓ A METADE…
DEU NO JORNAL
ME ENGANA QUE EU GOSTO
O ministro Dario Durigan (Fazenda) negou que o novo anúncio do governo Lula (PT) de zerar impostos para combustíveis tenha algo a ver com a eleição.
Diz ele que medidas semelhantes começaram logo depois do início da guerra EUA-Irã.
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Logo depois do início da guerra EUA-Irã…
Ou seja… no meio do período pré-eleitoral.
Essa patota ministreira do Lula é de fazer a gente se rir-se-mos muito.
DEU NO X
A VOLTA DO “AMOR”
ALEXANDRE GARCIA
KASSAB PERDE AURA DE ESTRATEGISTA APÓS RESULTADOS ELEITORAIS DO PSD

Eleições 2026 colocam em xeque a fama de estrategista de Kassab
Recebi uma lista de 58 políticos que foram aposentados no primeiro turno. Não vi nessa lista o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, porque ele teve algumas vitórias, mas jornalistas o chamavam de o grande estrategista, o que previa votos, o que sabia onde estavam os votos, o que sabia escolher os candidatos. De vez em quando o jornalismo cria figuras de sua preferência e todo mundo embarca e vai repetir o que alguns próceres inventaram.
O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, foi o candidato do PSD à Presidência, o grande candidato da terceira via. Eu mesmo achava um excelente candidato, tem experiência, fez uma excelente administração em Goiás, acabou com a bandidagem. Já foi candidato à Presidência da República quando jovem, foi deputado, senador, governador, prefeito. Não deu. Teve 2,18% dos votos.
O ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes, candidato do PSD de Kassab ao governo do estado, perdeu. O atual governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), ficou em quarto lugar. No Paraná, o deputado federal Sandro Alex (PSD) ficou com a metade dos votos que elegeram o senador Sergio Moro (PL) ao governo no primeiro turno.
O PSD ganhou com Raquel Lyra em Pernambuco, Fábio Mitidieri (Sergipe), Eduardo Braide (Maranhão) e Dr. Furlan (Amapá). Ganhou dos candidatos de esquerda. Kassab recusou apoio ao candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL), disse que Flávio tinha “chance zero” de vencer. Pronto, lá se foi o seu dom profético. O PSD elegeu 43 deputados, não é muito se considerarmos que tinha 42. Fica o registro de uma invenção jornalística que não se confirmou.
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Quem paga pelas benesses do governo nas eleições?
Eu tinha um SUV a diesel, não tenho mais. Agora, tenho um híbrido que usa gasolina adulterada por álcool. Mas sabe quanto vocês estariam me pagando se eu usasse diesel? Ou nós todos, eu também, R$ 2,12. O governo prorrogou a subvenção de R$ 2,12 por litro de diesel até o dia seguinte ao segundo turno. Esse valor está saindo do imposto de todo mundo.
A prorrogação da medida custará R$ 10 bilhões aos cofres públicos até o fim da eleição. Isso aí é o quê? Não é o artigo 299 do Código Eleitoral, compra de voto por benefícios? Só vale na eleição. O aumento do Bolsa Família foi na eleição. A promessa de canetinha para emagrecer foi na campanha eleitoral. Está tudo de bandeja para a Justiça Eleitoral enquadrar como crime eleitoral. Está lá escrito: basta prometer com fins eleitorais. E agora estão fazendo fake news para dizer que, se Flávio ganhar, vai tirar isso.
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Discurso de ódio na Paulista
Ficou muito marcado em mim as imagens da Avenida Paulista neste domingo (12), porque eu já ouvi o discurso de 13 de março de 1964, do comício da Central do Brasil, no Rio de Janeiro. Eu fiquei muito assustado quando ouvi gritos dizendo que era para pendurar os donos de jornais nos postes. Em 1964, teve um discurso pesado do José Serra, que tinha 21 anos e era presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE).
E, agora, eu ouço o mesmo discurso de ódio nas ruas. As pessoas que estavam lá, odientas. É crime aqui no Brasil fazer o que fizeram com a bandeira dos Estados Unidos na Avenida Paulista. Isso é crime, desrespeito a símbolos nacionais de outras nações, de nações amigas. Eu vi que uma senhora estava numa lanchonete, mas chegaram manifestantes e ela começou a ser ameaçada. A polícia teve que intervir e dar apoio para ela sair. Fiquei assustado com o ódio que está no coração de certas pessoas.

