RODRIGO CONSTANTINO

FIM DA ESCALA 6X1: A “CONQUISTA” QUE VAI IMPEDIR O TRABALHADOR DE GANHAR MAIS

Lula e Alcolumbre

Segundo encontro entre os dois políticos buscou acertar o andamento de pautas como o fim da escala 6″1 e PEC da Segurança Pública

Lula se reuniu com Alcolumbre, na casa de Alexandre de Moraes pela primeira vez, e ambos fizeram as pazes. Disso deve sair a decisão de pautar a PEC do “fim da escala 6×1” antes das eleições, ou seja, um projeto eleitoreiro que cria uma armadilha para a direita, como no caso da misoginia. Quem votar contra será rotulado de inimigo do trabalhador, e não terá sequer tempo para se explicar. Mas a medida é boa mesmo para o trabalhador?

O nome já é enganoso: na prática, trata-se de um projeto que visa a proibir o trabalhador de trabalhar mais para ganhar mais, se assim desejar. Ou seja, retira liberdade de escolha do trabalhador. O Brasil, desde a CLT de Vargas, acumula muitas “conquistas trabalhistas”, que a esquerda celebra. No entanto, temos cerca de um terço da mão de obra na informalidade, uma parcela grande no desemprego e milhões no assistencialismo estatal. Deu certo?

Nenhuma dessas “conquistas” brasileiras é obrigatória por lei federal nos Estados Unidos. O sistema americano é muito mais baseado em negociação individual ou política da empresa (at-will employment + poucas obrigações federais além de salário-mínimo, horas extras e algumas proteções contra discriminação). O que existe é voluntário, desigual e frequentemente inferior ao padrão brasileiro da CLT.

Trabalhadores americanos não desfrutam desses direitos como garantias legais. O que existe depende fortemente do empregador, do setor (tech e finanças costumam ser mais generosos), do sindicato (quando há, já que pequena parcela da mão de obra é sindicalizada) e da localização. Benefícios comuns nos EUA incluem plano de saúde (muito caro e frequentemente o principal atrativo), 401(k) com matching, e paid time off (PTO) combinado, mas o pacote trabalhista obrigatório é bem mais enxuto que o brasileiro.

Em troca, o mercado americano tende a ter salários nominais mais altos em muitas áreas (especialmente qualificadas), maior flexibilidade de demissão e contratação, e menos encargos patronais obrigatórios sobre a folha (o “custo Brasil” de encargos + 13º + férias + FGTS é bem superior).

O trabalhador americano, sem qualquer regalia legal como o brasileiro, ganha na média cinco a seis vezes mais que o trabalhador brasileiro. Não tem americanos tentando invadir ilegalmente o Brasil para desfrutar das “conquistas” do nosso sindicalismo estatizante. Já o contrário não podemos dizer: há uma multidão de brasileiros querendo viver nos Estados Unidos para trabalhar, mesmo sem qualquer “conquista” legal.

Vivendo sob décadas de mentalidade esquerdista estatizante, e com uma imprensa que repete os dogmas marxistas, muitos brasileiros se acostumaram a acreditar que conquistas na lei significam avanços na prática, o que é totalmente falso. O trabalhador não precisa da “proteção” dos sindicatos e do estado, e o empregador não é um “explorador”. O melhor caminho é a flexibilização do mercado de trabalho e mais concorrência do lado das empresas, possível com o livre mercado, para que os patrões tenham que pagar o máximo possível ao trabalhador dentro da realidade de sua produtividade.

Mas explicar tudo isso para uma população bastante ignorante e em ano eleitoral é uma missão impossível. Por isso Lula quer mais um projeto populista aprovado: para ganhar votos dos desavisados. Quem realmente explora o trabalhador é a esquerda política. Por isso o PT quer mais pobreza e ignorância, mais dependência das migalhas estatais. Trabalhador livre que ganha bem não costuma votar em socialista.

O único que vem remando contra essa maré vermelha é Zema. O ex-governador de Minas Gerais e candidato à Presidência defendeu uma proposta que prevê o cancelamento de benefícios sociais para quem recusar, sem justificativa plausível, três ofertas consecutivas de trabalho formal apresentadas por órgãos oficiais, como o Sine (Sistema Nacional de Emprego).

A medida busca vincular a manutenção dos programas de transferência de renda à reinserção do cidadão no mercado de trabalho. De acordo com os defensores da proposta, o objetivo é incentivar a autonomia financeira das famílias e otimizar a aplicação do dinheiro público. Excelente proposta, mas com pouco atrativo eleitoral.

Como dizia Ronald Reagan, o trabalho é o melhor programa social que existe. Poucos políticos brasileiros entendem isso ou querem efetivamente libertar o povo trabalhador das amarras estatais.

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

ÚLTIMO PORTO – Raimundo Correia

Este o país ideal que em sonhos douro;
Aqui o estro das aves me arrebata,
E em flores, cachos e festões, desata
A Natureza o virginal tesouro;

Aqui, perpétuo dia ardente e louro
Fulgura; e, na torrente e na cascata,
A água alardeia toda a sua prata,
E os laranjais e o sol todo o seu ouro…

Aqui, de rosas e de luz tecida,
Leve mortalha envolva estes destroços
Do extinto amor, que inda me pesam tanto;

E a terra, a mãe comum, no fim da vida,
Para a nudeza me cobrir dos ossos,
Rasgue alguns palmos do seu verde manto.

Raimundo da Mota de Azevedo Correia, São Luís-MA (1859-1911)

DEU NO X

SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

DEU NO JORNAL

PLANO DE ZORRA

Apesar de a campanha de reeleição de Lula (PT) já estar na rua, o plano de governo, o seu sétimo, ainda é ‘mistério’.

O plano petista deve ser apresentado apenas no fim de agosto.

* * *

Num precisa apresentar plano.

Quem usa o juízo já sabe qual é:

Zorra total !!!!

DEU NO X

CARLITO LIMA - HISTÓRIAS DO VELHO CAPITA

UMA NOITE NO HOMERINHO

Foi numa noitada alegre o lançamento de meu novo romance HELENA DA RUA DAS ÁRVORES, a plateia bem acomodada lotou o Theatro Homerinho, nova pérola de Jaraguá, sonho louco construído com sangue, suor e lágrimas por Ivana Iza, um presente que a bela atriz deu à cidade de Maceió. Assinei os autógrafos enquanto os convidados chegavam. Por intermédio da professora Virgínia Miller, 27 alunos do CEJA (curso noturno) – Paulo Freire ganharam um exemplar e assistiram a “entrevista-show”. Por duas horas, o ator Chico de Assis entrevistou, recitou, cantou; eu e Weldja Miranda contamos histórias do bairro boêmio de Jaraguá e da Avenida da Paz. Weldja deu uma canja cantou com o coração belas canções de amor, a plateia adorou. Foi um show divertido em local maravilhoso, meus amigos aprenderam um pouco sobre o bairro boêmio de Jaraguá, divertiram-se com as histórias. Terminamos no Bar Lampi no Beco das Raparigas comentando o show, conversando até altas horas. Peço licença para repassar postagem da professora Virginia e a opinião do Dr. Fernando Gomes, pesquisador, escritor, cirurgião plástico sobre o romance, me comoveram.

A Turma do CEJA Paulo Freire foi pela primeira vez ao Theatro Homerinho, também foi a primeira vez para maioria que estiveram em um teatro. Ficaram emocionados por participar de um lançamento de livro e terem recebido de presente o romance “Helena da Rua das Árvores” autografado. Eles passaram pelo coquetel no Beco da Rapariga, para fazer uma foto de todos com o Carlito Lima, o autor. Foi como uma aula de História da Cidade. Virgínia MIller, professora.

A Metafísica dos Afetos das Personagens da Maceió de Carlito Lima. Em Helena da Rua das Árvores, Carlito Lima — o nosso ilustre Velho Capitão — realiza uma sutil e profunda mudança em sua trajetória literária. Acostumados à sua verve bem-humorada, ao tom festivo e à vivacidade com que retrata a alma maceioense, vemos aqui o momento em que o riso largo dá lugar à serenidade e à reflexão próprias da maturidade.

Sob o olhar da história e da literatura, a personagem Helena vai além da ficção: torna-se o centro de uma meditação poética sobre a brevidade da vida e a passagem do tempo. O Velho Capitão conduz essa narrativa com enorme sensibilidade, como quem pisa com respeito o solo sagrado da memória e dos afetos mais profundos. Ao desacelerar o tom festivo e iluminar os sentimentos essenciais, o escritor confere à existência humana uma nobreza singular. Na Maceió de Carlito Lima, não se trata apenas de contemplar a vida urbana por meio de suas crônicas, mas de valorizar o próprio caminho do homem sobre a terra através da beleza e do respeito à história vivida. Um feito literário que honra as nossas letras. Bravo, Carlito!

— Fernando Antônio Gomes de Andrade. Historiador, Médico e Acadêmico da AAL.

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PROMOÇÕES E EVENTOS

LIVRO DO COLUNISTA FUBÂNICO XICO BIZERRA

Dia desses andei relendo esse livrinho e me encantei, de novo. 30 conversas interessantes com gente do Nordeste, tipo Dom Hélder, Manoel Bandeira, Luiz Gonzaga, João Cabral de Melo Neto, Ariano Suassuna, Jackson do Pandeiro, Sivuca, dentre outros.

Como se não bastasse tem prefácio e apresentações de Dr. José Paulo Cavalcanti Filho, Maciel Melo, Luiz Berto e Paulo Rocha.

Gostei e recomendo.

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E custa só R$ 46,00, frete incluso.

MAURINO JÚNIOR - SEM CRÔNICAS

A REPÚBLICA DOS CARRASCOS DE SOFÁ OU COMO EXECUTAR UM HOMEM SEM JAMAIS TER CARREGADO SUA CRUZ

Há uma profissão em franca expansão no mundo moderno. Não exige diploma. Não exige inteligência. Não exige coragem. Não exige experiência. Basta uma língua afiada, uma memória seletiva e uma impressionante incapacidade de enxergar além do próprio umbigo. É a profissão de juiz da vida alheia. Jamais houve tantos. Estão por toda parte. Nas famílias. Nas igrejas. Nos grupos de WhatsApp. Nas mesas de jantar. Nas redes sociais. Nos corredores das empresas. São criaturas curiosas. Nunca aparecem quando a casa está pegando fogo. Mas surgem pontualmente para comentar as cinzas.

Desaparecem durante a batalha. Retornam para avaliar os estragos. Jamais carregam o piano. Mas possuem opiniões detalhadas sobre a qualidade da música. Observava-se um homem sentado diante desse espetáculo grotesco. Um homem que já havia conhecido o desemprego. A humilhação. A rejeição. A escassez. A solidão. As noites em que o amanhã parecia uma ameaça. As manhãs em que levantar da cama exigia mais coragem do que muitos imaginam. Mas nada disso interessava ao tribunal. Os tribunais populares não apreciam contextos. Contextos atrapalham condenações. Explicações humanizam. E a humanidade é uma inconveniência para quem deseja apontar o dedo.

Por isso a sociedade desenvolveu uma técnica extremamente eficiente. Apaga-se a história. Preserva-se apenas a acusação. Décadas inteiras são comprimidas até caberem numa frase miserável: “Ele sempre foi assim.” Que maravilha. Que prodígio intelectual. Que demonstração espetacular de preguiça mental. Uma existência inteira reduzida a um slogan. Os anos desaparecem. As lutas desaparecem. Os sacrifícios desaparecem. As renúncias desaparecem. As noites sem dormir desaparecem. As contas pagas com dinheiro inexistente desaparecem. Os empréstimos feitos para ajudar filhos desaparecem. Os sonhos adiados desaparecem. Tudo desaparece.

Exceto o erro. O erro permanece. Brilhante. Intacto. Polido diariamente pela memória seletiva dos acusadores. A sociedade possui um estranho fetiche por falhas. Uma pessoa pode passar vinte anos construindo pontes. Basta um único tropeço para que a multidão passe a descrevê-la como especialista em quedas. É fascinante. Os mesmos indivíduos incapazes de administrar a própria existência tornam-se especialistas em administrar retrospectivamente a vida dos outros. E o fazem com a arrogância característica dos ignorantes. Porque o ignorante possui uma vantagem invejável. Ele desconhece a própria ignorância. Por isso fala com tanta convicção.

O homem observava tudo aquilo e chegava a uma conclusão amarga. Poucas pessoas querem conhecer a verdade. A verdade é trabalhosa. A verdade possui camadas. A verdade exige escuta. A verdade exige humildade. A verdade frequentemente destrói preconceitos. E preconceitos são móveis confortáveis. Pouca gente deseja levantar-se deles. É muito mais fácil construir caricaturas. O irresponsável. O fracassado. O sonhador inútil. O pai ausente. O incompetente. Os rótulos são baratos. A investigação é cara. A multidão prefere promoções. E então acontece o fenômeno mais perverso de todos. Os beneficiários dos sacrifícios transformam-se em auditores dos resultados. Não sabem quanto custou. Não sabem o que foi perdido. Não sabem quantas vezes o homem precisou engolir o orgulho para continuar de pé. Não sabem quantas humilhações foram suportadas em silêncio. Não sabem quantas derrotas foram escondidas para não preocupar ninguém.

Mas apresentam-se diante dele com a segurança de quem acredita possuir o monopólio da verdade. A verdade. Essa palavra magnífica. Tão frequentemente usada por quem jamais se deu ao trabalho de procurá-la. O homem percebeu então uma das grandes tragédias da maturidade. Chega uma idade em que você descobre que algumas pessoas não querem compreender sua história. Elas querem apenas confirmar a versão que inventaram sobre você. São coisas completamente diferentes. A compreensão procura fatos. A condenação procura munição. E munição nunca falta para quem decidiu atirar.

O mais irônico de tudo é que muitos desses juízes ocasionais se consideram virtuosos. Falam de bondade. Falam de empatia. Falam de justiça. Falam de amor. Mas não conseguem oferecer cinco minutos de escuta honesta. Pregam compreensão enquanto distribuem sentenças. Defendem misericórdia enquanto afiam guilhotinas emocionais. São pacifistas armados até os dentes. E talvez seja por isso que o mundo esteja tão cansado. Não pela falta de opiniões. Mas pelo excesso delas. Não pela falta de julgamentos. Mas pela abundância deles. Não pela escassez de palavras. Mas pela miséria de compreensão. O homem olhou para os escombros das próprias memórias. Ali estavam os fracassos.

Sim. Ele os possuía. Como qualquer ser humano minimamente real. Mas ali também estavam as tentativas. Os recomeços. As renúncias. As batalhas invisíveis. As derrotas suportadas sem testemunhas. As responsabilidades assumidas quando seria mais fácil fugir. E percebeu algo libertador. Os seus acusadores conheciam seus erros. Mas ignoravam seu percurso. Conheciam os resultados. Mas desconheciam os custos. Conheciam os boatos. Mas jamais estudaram os fatos. E foi então que compreendeu a insignificância moral de muitos julgamentos. Afinal, uma sentença pronunciada por quem desconhece a história vale tanto quanto um diagnóstico feito por quem nunca examinou o paciente. Produz barulho. Não produz verdade. E enquanto os carrascos de sofá continuavam distribuindo veredictos, o homem fez algo que eles jamais compreenderiam: Continuou vivendo. Continuou escrevendo. Continuou criando. Continuou sonhando. Porque descobriu uma verdade terrível para os seus detratores.

O valor de uma vida não é determinado pelos que a julgam. É determinado pela coragem de continuar quando todos já decretaram o seu fim. E não existe vingança mais elegante do que essa: Prosseguir. Enquanto os juízes falam. Enquanto os acusadores apontam. Enquanto os ingratos esquecem. Enquanto os covardes comentam. Prosseguir. Porque a história tem um hábito curioso. Muitas vezes ela absolve aqueles que a multidão condenou. E condena aqueles que acreditavam possuir o direito de julgar.

DEU NO JORNAL

É MILHÃO QUE SÓ A PESTE!!!

Há duas semanas o governo federal petista passou da marca bilionária de despesas com viagens, em 2026, e “abriu”: agora, no total, Lula (PT) e cia. já conseguiram torrar mais de R$ 1,15 bilhão.

São R$ 499 milhões com passagens aéreas e – principalmente – mais de R$ 650 milhões com diárias distribuídas a funcionários.

Quase R$ 148 milhões foram destinados a viagens internacionais, que representam 13% do total.

A ministra Márcia Lopes (Mulheres) é quem mais custou aos pagadores de impostos com viagens: R$ 445 mil, aponta o Portal da Transparência.

O ministro Eloy Terena (Povos Indígenas) é o segundo maior gastão com viagens do governo do PT, no ranking da Transparência: R$ 355,6 mil.

Já são R$ 7 milhões os “outros gastos” das viagens do governo do PT, este ano. É o custo de taxas, seguros de viagens etc.

* * *

Esse mi, mi, mi abssurdo deveria ser pago apenas por quem fez o L.

Mas num tem jeito: é arrancado também da banda decente do contribuinte brasileiro.