A PALAVRA DO EDITOR

EM CASA!

Tive alta hoje à tarde e já estou em casa!

A crise de abstinência dos viciados fubânicos acabou.

A partir de amanhã, esta gazeta escrota voltará a ser atualizada normalmente.

Gratíssimo pela solidariedade dos comentários postados sobre este desmantelo.

Um abraço para todos desta maravilhosa patota!!!!

ALEXANDRE GARCIA

IDEOLOGIAS DANINHAS E FALTA DE POLITIZAÇÃO AJUDAM A DEIXAR O BRASIL ONDE ESTÁ

Estamos começando o mês da nossa decisão. É a escolha entre continuar e piorar, ou mudar. Tomara que as pessoas, na hora de votar, tenham conhecimento pleno do que estão fazendo. Foi triste ver, na pesquisa Quaest, que quase metade dos eleitores nem sabe que votará em dois senadores por estado. Talvez nem saibam para que serve um senador, nem saibam o que é Senado.

Essa falta de politização faz com que a origem do poder, que é o cidadão, não exerça o seu poder, não saiba que o candidato que ele está elegendo é um empregado seu. O eleitor está nomeando; o voto é uma nomeação, e quem recebe mais procurações é quem será escolhido para governar, para fazer leis, para fiscalizar o governo em nome do cidadão. E é preciso manter esse vínculo. Aqueles que eu elegi sabem disso: são meus mandatários, e eu sou o mandante.

A falta de conhecimento também nos impede de perceber que uma ideologia pode ser produtiva ou destrutiva. Foi por ideologia que fecharam uma mina de fosfato no Rio Grande do Sul; houve até uma manifestação agora em Porto Alegre. E nós importamos fosfato da China, do Marrocos, da Rússia. Os criadores de tilápia do oeste do Paraná estão furiosos porque o governo brasileiro fez um acordo com o Vietnã, para comprarmos tilápia deles, enquanto temos a produção local. Montaram um criadouro de pirarucu no Espírito Santo, e já vieram com uma conversa de “não, não pode. Pirarucu é da Amazônia, não pode criar no Espírito Santo”.

Essa é a ideologia do ambientalismo cego. A tilápia está sendo considerada “espécie invasora” – invasor é o castor lá no sul da Patagônia, que trouxeram do Canadá e derruba as árvores. Invasor é o javali que está em toda parte, principalmente na Mantiqueira. Isso, sim, é invasor. Agora falam de “árvores exóticas”: eucalipto, jaca, até goiaba e manga entram na lista. Se for assim, o café também é exótico, porque veio da Abissínia. É uma maluquice cometida “em nome da biodiversidade”.

Eu falava com gente da Amazônia, e recebi uma dica: “Veja a queda na produção de ouro do Brasil”. Normalmente, o Brasil produz de 80 a 100 toneladas de ouro por ano, é o segundo maior produtor mundial. No ano passado, foram 71 toneladas. O que aconteceu? Os garimpos regularizados, todos da Amazônia, produziram só 5,8 toneladas. O que está acontecendo é que o maior comprador de ouro brasileiro é a China e o maior vendedor é a Família do Norte. Isso não é nome de empresa, é de uma facção criminosa, que está tirando o ouro do Brasil sem ninguém saber. E isso vai continuar, com o Comando Vermelho dominando a entrada do Rio Amazonas, onde ainda se chama Solimões, com as pistas de pouso do PCC, com os fuzis no Rio de Janeiro. É a ideologia que protege bandidos.

Que outras barbaridades se faz em nome de ideologia? Acabamos de ver esse caso do avião da FlyDubai que saiu de Dubai rumo a Tel Aviv; dos 180 passageiros a bordo, 100 eram israelenses. O copiloto, natural de Omã, era um fanático terrorista, como os do 11 de Setembro – sabe-se lá por quanto tempo ele ficou quieto, planejando, para cometer o que ele achava que cometeria. Ele conseguiu entrar com uma faca e atacou o comandante para derrubar o avião no solo; a aeronave chegou a despencar 4 mil metros em 30 segundos. A tripulação pediu socorro e um israelense acabou contendo o copiloto; ele foi recebido por Benjamin Netanyahu, ainda com a camisa coberta de sangue, e foi chamado de herói. Há ideologias que levam ao fanatismo e são pura emoção, não têm nada de razão, nem de lógica. Pensemos nisso ao escolher em quem vamos votar.

SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

MAURINO JÚNIOR - SEM CRÔNICAS

BRASIL, O PAÍS QUE DESPERDIÇA SERES HUMANOS

Há países que desperdiçam petróleo. Há países que desperdiçam água. Há países que desperdiçam florestas, minérios, energia, território. O Brasil possui uma forma de desperdício infinitamente mais grave: desperdiça seres humanos. E talvez esta seja uma das tragédias mais silenciosas de nossa história. Porque o desperdício de uma pessoa não produz fumaça, não deixa crateras no solo, não aparece imediatamente nas estatísticas de produção. Ele acontece em silêncio. Começa quando uma criança talentosa nasce em uma família sem recursos; prossegue quando um adolescente abandona os estudos porque precisa trabalhar; consolida-se quando alguém com extraordinária aptidão para engenharia torna-se aquilo que consegue pagar para ser; e termina quando uma inteligência potencialmente extraordinária simplesmente se convence de que determinadas portas não foram feitas para ela.

Não sabemos quantos engenheiros o Brasil jamais formou. Quantos cientistas. Quantos professores. Quantos médicos. Quantos matemáticos. Quantos compositores. Quantos pesquisadores. Quantos inventores. Quantos empreendedores. Quantos homens e mulheres extraordinários foram condenados à mediocridade não por falta de capacidade, mas por falta de oportunidade. Eis a pergunta que deveria perturbar qualquer sociedade que pretenda chamar a si mesma de desenvolvida: quantas inteligências estamos deixando pelo caminho? O problema não é apenas econômico. É civilizacional. Uma criança não escolhe o lugar onde nasce. Não escolhe a renda dos pais. Não escolhe a qualidade da escola que encontrará. Não escolhe se terá livros em casa, acesso à tecnologia, professores qualificados, alimentação adequada ou tempo para estudar.

Mas, ao longo da vida, frequentemente será julgada como se todas essas condições tivessem sido escolhas suas. É uma ironia cruel. Exigimos excelência de quem, muitas vezes, jamais recebeu as condições elementares para descobri-la. Os números não são meras abstrações. O IBGE registrou, em 2024, diferenças substanciais de escolarização associadas à renda e à região; entre jovens de 18 a 29 anos, a média de anos de estudo era de 10,6 entre os 25% de menor rendimento e 13,5 entre os 25% de maior rendimento. No Nordeste, a taxa de analfabetismo entre pessoas de 15 anos ou mais chegou a 11,1%, contra 5,3% na média nacional. O PISA oferece outro retrato desconfortável: em 2022, apenas 27% dos estudantes brasileiros alcançaram ao menos o nível básico de proficiência em matemática, contra 69% na média da OCDE. Dentro do próprio Brasil, estudantes socioeconomicamente favorecidos superaram os desfavorecidos em 77 pontos de matemática.

Não é necessário transformar esses números em condenação absoluta de uma nação. Mas é impossível observá-los com honestidade e concluir que o problema é irrelevante. E então chegam as eleições. A cada quatro anos, a liturgia se repete. Mudam os rostos ou não; mudam os slogans ou não; mudam as cores ou não; mudam as promessas ou não. Mas a retórica permanece familiar. O futuro é anunciado como se estivesse logo depois da esquina. A educação será revolucionada. A saúde será transformada. A segurança será resolvida. O emprego será multiplicado. A pobreza será enfrentada. A ciência será valorizada. A juventude terá oportunidades. O país finalmente avançará. E, durante algumas semanas, o futuro parece caber inteiro em um palanque. Depois vêm os votos. Depois vêm as posses. Depois vêm os discursos oficiais. E o futuro, inexplicavelmente, volta a ficar distante. Quatro anos passam. E a mesma missa é celebrada novamente. Novas promessas. Novos discursos. Novas esperanças. Novas palavras cuidadosamente escolhidas para produzir a impressão de mudança.

E novamente o cidadão é convidado a acreditar que, desta vez, será diferente. Não se trata de afirmar que absolutamente nenhuma política pública produza resultados, nem de negar avanços concretos que o Brasil tenha alcançado. Seria intelectualmente desonesto. A questão é outra. Uma democracia não deveria ser avaliada apenas pela eloquência de suas promessas, mas pela distância entre aquilo que foi prometido e aquilo que efetivamente foi entregue. Prometer é fácil. Entregar é outra coisa. Anunciar uma universidade é fácil. Formar professores é difícil. Inaugurar uma escola é fácil. Garantir aprendizagem é difícil. Prometer tecnologia é fácil. Criar pesquisa científica de excelência é difícil. Falar em oportunidades é fácil. Construir mecanismos para que uma criança pobre realmente consiga alcançá-las é extraordinariamente difícil. E talvez seja justamente por isso que sociedades sérias precisam aprender a desconfiar menos das palavras bonitas e prestar muito mais atenção aos resultados mensuráveis.

Imaginem, por um instante, outro Brasil. Não um Brasil perfeito. Não uma fantasia pueril na qual desapareceram todos os problemas humanos. Um Brasil que simplesmente decidisse fazer uma pergunta diferente: “Do que você é capaz?” E, depois: “O que você precisa para desenvolver essa capacidade?” Um adolescente revela extraordinária aptidão para engenharia elétrica. A família não pode pagar sua formação? Então a sociedade não deveria perder aquele engenheiro. Uma jovem demonstra talento excepcional para medicina?

Que o talento não seja sepultado pela pobreza. Uma criança revela capacidade incomum para matemática? Que encontre professores capazes de levá-la além. Outra demonstra aptidão para música? Que tenha acesso a instrumentos, professores, tecnologia e conhecimento. Outra deseja estudar astronomia? Que encontre telescópios, laboratórios, universidades e pesquisadores. Não se trata de fabricar uma sociedade de gênios. Trata-se de algo muito mais sensato: não impedir que os talentos existentes floresçam. A própria OCDE observa que sistemas educacionais podem alcançar desempenho elevado ao mesmo tempo que reduzem o peso da condição socioeconômica sobre os resultados dos estudantes. E aqui reside uma das maiores oportunidades — e uma das maiores responsabilidades — de uma nação. Educação não deveria ser apenas um mecanismo para produzir mão de obra. Deveria ser o mecanismo pelo qual uma sociedade descobre aquilo que seus próprios cidadãos são capazes de realizar. Porque uma civilização verdadeiramente inteligente não pergunta apenas: “Quanto podemos produzir?” Pergunta: “Quantas possibilidades humanas estamos deixando de desenvolver?”

Talvez o maior patrimônio de uma nação não esteja enterrado sob suas montanhas. Talvez não esteja em seus campos. Talvez não esteja em suas reservas de petróleo, em suas florestas ou em seus portos. Talvez esteja sentado numa carteira escolar. Silenciosamente. Esperando. Uma criança. Um cérebro. Uma curiosidade. Uma aptidão. Uma possibilidade. E se essa possibilidade jamais receber a oportunidade de existir plenamente, perdemos todos. Perde a criança. Perde a família. Perde a comunidade. Perde a universidade. Perde a indústria. Perde a ciência. Perde a cultura. Perde o país. O verdadeiro desperdício não é aquilo que se joga fora. É aquilo que jamais se permitiu florescer. Talvez seja hora de abandonar a ideia de que desenvolvimento significa simplesmente construir mais. Mais estradas. Mais prédios. Mais máquinas. Mais produção. Mais consumo. Tudo isso importa. Mas há uma pergunta anterior: que tipo de ser humano estamos formando para habitar esse futuro? Porque podemos construir a cidade mais sofisticada do planeta e continuar vivendo numa sociedade intelectualmente pobre. Podemos possuir inteligência artificial e continuar incapazes de ensinar uma criança a ler. Podemos fabricar máquinas extraordinárias e continuar incapazes de descobrir o talento extraordinário que existe dentro de uma criança sem recursos.

Podemos falar incessantemente sobre o futuro e, ainda assim, condenar milhões de pessoas a um presente sem perspectivas. E então teremos tecnologia. Mas não teremos civilização. O Brasil não precisa apenas de promessas maiores. Precisa de oportunidades maiores. Não precisa apenas de discursos sobre educação. Precisa de educação capaz de transformar potencial em competência. Não precisa apenas de programas que anunciem igualdade. Precisa de condições concretas para que alguém nascido sem recursos possa disputar o futuro sem carregar, desde o nascimento, uma sentença de limitações que não escolheu. E, sobretudo, precisa compreender uma verdade desconfortável: não existe país desenvolvido desperdiçando sistematicamente o próprio talento humano. Talvez o maior projeto nacional possível não seja prometer que todos terão exatamente a mesma vida. Seja garantir que ninguém seja impedido de descobrir até onde poderia chegar. Porque talvez o Brasil não seja pobre de inteligência. Talvez seja pobre de oportunidades para que sua inteligência se manifeste. E essa diferença é monumental. Uma nação que não encontra seus talentos desperdiça seu futuro antes mesmo de conhecê-lo.

Por isso, antes da próxima promessa, antes do próximo slogan, antes do próximo palanque, antes da próxima eleição, talvez devêssemos fazer uma pergunta simples, incômoda e absolutamente devastadora: Quantos brasileiros extraordinários estamos deixando de conhecer? A resposta talvez diga mais sobre o nosso estágio de desenvolvimento do que qualquer índice econômico. Porque um país pode sobreviver desperdiçando dinheiro. Pode sobreviver desperdiçando recursos. Pode até sobreviver desperdiçando tempo. Mas quando começa a desperdiçar pessoas, começa a desperdiçar o próprio futuro.

 

PENINHA - DICA MUSICAL

A PALAVRA DO EDITOR

DESMANTELO

Por conta de um desmantelo acontecido na cirurgia  feita semana passada, este editor teve que voltar à emergência e foi internado ontem. Tudo resolvido. Segundo informou o médico, a alta está prevista pra hoje, quarta-feira. 

Vou torcer pra que volte mesmo hoje pra casa. Onde poderei editar normalmente esta gazeta escrota, no computador. Estou fazendo esta postagem a partir do meu celular. 

Aguardemos. 

Bom dia pra todos os estimados leitores!!

PENINHA - DICA MUSICAL

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

BERNARDO - AS ÚLTIMAS NOTÍCIAS

MARCELO BERTOLUCI - DANDO PITACOS

HUMANOGRAMA

Muitos anos atrás, em meus tempos de faculdade, em um livro sobre estratégias empresariais, li uma frase que nunca mais esqueci. “O importante é o humanograma. Se o humanograma for bom, qualquer organograma funciona. Se não for, nenhum organograma dá jeito.”

Tenho me lembrado com frequência dessa idéia porque vejo que nosso país parece estar viciado em tentar consertar as coisas mudando o organograma, ao invés de reconhecer que o problema está no humanograma. Aliás, nem deveríamos chamar de problema aquilo que são simplesmente as consequências de nossas próprias escolhas e de nosso próprio modo de pensar.

No momento, parece que o grande problema a ser resolvido é o STF. Do jeito que alguns jornalistas falam, parece que os ministros do STF surgiram do nada, ou que uma nave alienígena pousou em Brasília, dominou os terráqueos e colocou onze extraterrestres no supremo. Toda semana surge uma idéia diferente para “reformar” o judiciário. A OAB, por exemplo, sugeriu que os ocupantes do supremo tenham idade mínima de cinquenta anos e um mandato de doze anos (nem dez nem quinze: doze).

Não sei que tipo de cálculo levou os doutos doutores da OAB à conclusão de que doze anos é o tamanho ideal de mandato para resolver nossas crises, mas em minha cabeça surge outro fato: A suprema corte dos Estados Unidos é escolhida exatamente do mesmo modo que aqui: o presidente indica e o senado aprova. Mas por lá não se ouve falar de juízes envolvidos com banqueiros ou participando de festas suspeitas, e muito menos de disputas internas por poder e pelo controle de inquéritos e de decisões. Isto deveria nos mostrar que o problema não é o método de escolha, a legislação, a burocracia, a regulamentação ou o organograma: é o humanograma mesmo. Em outras palavras, o problema da nossa Suprema Corte são as pessoas que foram colocadas lá.

Isso me lembra outra citação: no filme The Children Act (boa sugestão para uma coluna do Cícero Tavares), Emma Thompson faz o papel de uma juíza na Inglaterra. Ao anunciar sua decisão em um julgamento ela diz o seguinte: “Este é um caso em que é muito difícil dizer qual a decisão mais justa. Mas nós juízes não estamos aqui para fazer o que achamos justo. Estamos aqui para cumprir a lei.”

Em que pesem as grandes diferenças entre o “common law” britânico, que veio da Idade Média, e o “civil law” brasileiro baseado no direito romano, esta frase sozinha poderia resolver boa parte dos nossos problemas.

A questão aqui é que nenhum juiz brasileiro acha que sua função é cumprir a lei. Pelo contrário, nossos juízes acreditam ser portadores de um mandato divino, donos de uma sabedoria mágica que os torna donos da justiça e da verdade absolutas, e que sua função é impôr essa verdade aos seus “súditos”.

Notem que a Emma não disse “fazer o que é justo”, e sim “fazer o que achamos justo”. É uma diferença importante. A cultura dos anglo-saxões não acredita em uma verdade única e não acha que a decisão de um juiz é necessariamente a mais justa. Por isso que há mais de 800 anos o rei inglês teve que assinar uma carta reconhecendo que ele não podia tudo. Na nossa cultura latina/ibérica/católica, por outro lado, o conceito de poder absoluto é totalmente natural. Nossa primeira constituição dizia que o imperador podia revogar qualquer coisa que qualquer um dos três poderes decidisse, e que ele, o imperador, “não está sujeito à responsabilidade alguma”. Até na língua nota-se a diferença: em inglês os tribunais e juízes são “justice” e o que é certo ou justo é “fair” – uma coisa é diferente da outra. Por aqui, “justo” e “justiça” vêm da mesma raiz, o que reforça a idéia de que tudo que vêm da justiça é justo e não devemos discutir.

É claro que essa postura subserviente de aceitar as ordens da autoridade sem discutir não acontece só com o judiciário. Executivo, legislativo, ministério público, empresas estatais, universidades, tudo que está ligado ao governo tende a cultivar a postura de donos da verdade e a crença de que a sua convicção pessoal é o parâmetro do que é correto e do que é justo.

Já faz alguns meses que o país está completamente paralisado à espera das eleições e da definição do nome do próximo presidente. As infindáveis pesquisas deixam claro que boa parte da população defende o conceito “o poder pode tudo” e acredita que a solução de todos nossos problemas depende da vitória do candidato “certo” e da derrota do candidato “errado”. Imprensa e redes sociais reforçam esse pensamento. Ninguém, infelizmente, parece enxergar o óbvio: para resolver nossos problemas, a mudança deve começar dentro de cada um de nós.