DEU NO JORNAL

CRITIQUEIRO

O governo Lula (PT) faz críticas às emendas parlamentares, mas é conversa mole: torrou quase R$ 25 bilhões para bancar emendas nos primeiros seis meses deste ano.

Mas o dinheiro acabou e desde o início de julho, quando se intensificou o período eleitoral, foram liberados “apenas” R$ 908 milhões, mas os políticos já estavam “abastecidos”.

Mas o ano não acabou e o Orçamento prevê desembolso de outros R$ 14 bilhões ainda este ano, que devem ficar para depois da eleição.

O governo Lula (PT) admite ter pagado outros R$ 9,4 bilhões este ano em emendas de anos anteriores, que não entram na conta oficial de 2026.

O governo Lula já é recordista nos gastos com emendas: R$ 32,5 bilhões em 2025 e R$ 31,4 bilhões em 2024, maiores valores da História.

* * *

Faz críticas às emendas e bate recordes em emendas.

Nada de anormal.

Tá tudo dentro do padrão luloso.

Quem encontrar alguma coerência na maneira de agir do Descondenado, mande aqui pra gente: vai ganhar um prêmio!

DEU NO X

CÍCERO TAVARES - CRÔNICA E COMENTÁRIOS

MÃOS TALENTOSAS (2009) – UM FILME INTELIGENTE E HUMANO

O ator Cuba Gooding Jr. intérprete do Dr. Ben Carson na telona

“Mãos Talentosas”, dirigido pelo diretor americano Thomas Carter, narra a cinebiografia de Benjamin Solomon Carson (Cuba Gooding Junior), criança pobre de Detroit, que sempre levou uma vida desmotivada, já que tirava notas baixas e não tinha perspectivas de um grande futuro. O que ele e os que estavam ao redor não esperavam era que ele, Bem Carson, se tornaria um neurocirurgião de fama mundial, e aos 33 anos, se tornaria o Diretor do Centro de Neurologia Pediátrica do Hospital Universitário Johns Hopkins. E em 1987, alcançou renome mundial por seu desempenho na bem-sucedida separação de dois gêmeos siameses. Sua história, profundamente humana, descreve o papel vital que a mãe desempenhou na metamorfose do filho.

Filho de mãe solteira, negra e analfabeta, Bem Carson, é um menino que passa por muitas dificuldades nas aulas. Ele não consegue acompanhar a sala de aula no mesmo ritmo e não tem apoio da maioria de seus professores, figuras impacientes que o consideram um caso perdido, exemplo cabal de alguém incapaz.

Sua mãe, mesmo diante de tantas limitações, surge em cena como sua maior incentivadora. Ela o encaminha para a leitura, forçando-o a entender a biblioteca como um espaço de aprendizagem a ale da burocracia da nota. Ao propor ao filho a leitura de dois livros por semana como projeto de vida, numa função empreendedora e educativa, a sua matriarca lhe permite a pavimentação de um caminho que o leva ao Hospital Anthony Hopkins, numa jornada inicialmente complexa e com fortes indícios de desistência, perspectiva turva que logo se transforma e permite ao personagem se tornar um dos mais renomados neurocirurgiões de sua época.

Benjamin (seu nome completo), é fruto de um lar marcado por abandono. No trabalho de sua mãe, a casa de uma viúva, teve a oportunidade de aprimorar a leitura. Em sua caminhada de muito estudo, investigação científica e aplicação de metodologia da pesquisa diante de cada caso médico que lhe vinha como desafio, Bem Carson consegue alcançar metas muito além daquilo que inicialmente havia planejado para sua vida.

Seu auge foi em 1987, quando alcançou renome numa cirurgia delicada que marcou para sempre a vida de todas as pessoas envolvidas, a separação de gêmeos siameses, unificados pela parte superior da cabeça, um processo considerado inimaginável para muitos profissionais de seu segmento. Foram árduos cinco meses de preparação, num procedimento que durou em média 22 horas e contou com apoio de 70 profissionais de saúde. Aos 33 anos, tornou-se chefe da neurocirurgia pediátrica, tendo ficado conhecido por introduzir o coração dos pacientes à hipotermia, estratégia que manteve o coração dos bebês parados, evitando perda de sangue e, consequentemente, dando chance ao processo de reconstrução do sistema circulatório do cérebro de cada um dos gêmeos separados nesta jornada revolucionária.

Interessante observar que mesmo pressionado pelo desestímulo que vinha de vários lados de seu cotidiano, o anseio pela pesquisa e pelo conhecimento era algo integrado no protagonista, uma figura que precisou de orientações para conseguir driblar as suas incertezas. Quando criança, Ben se envolveu com uma pesquisa sobre rochas que o levou a ler, analisar, desenvolver senso crítico e pesquisar para aprimorar as suas habilidades interpretativas. Ademais, em Mãos Talentosas: A História de Ben Carson, podemos observar como a questão da leitura, tema polêmico e geralmente desanimador, é um forte elemento empreendedor em nossas vidas. No filme, compreendemos que ler não é devorar e memorizar bibliografias, mas assimilar o seu conteúdo e aplicar na transformação da informação em conhecimento. Via de inclusão social, a leitura permite a ampliação do nosso repertório cultural, dando maior embasamento para o que produzimos dentro de nossas respectivas áreas de atuação cidadã.

Sem curva dramática exponencial demais, tampouco pontos de virada emocionantes, o roteiro de John Pielmeier para Mãos Talentosas: A História de Ben Carson segue um fluxo linear, com alguns flashbacks explicativos, se mantendo no mesmo nível do começo ao fim. Apropriado por pessoas no campo da administração, psicologia, pedagogia e até mesmo no meio dos doutrinadores evangélicos, o trajeto biográfico de Benjamin Carson é uma narrativa de numerosas possibilidades reflexivas, tendo no entretenimento um produto acima da média, com bons momentos dramáticos, desempenho esforçado do elenco e concepção estética dentro de seus limites, não sendo uma obra-prima do cinema, mas contendo em si méritos que atendem ao que a sua estrutura propõe. Dentro os principais pontos de vista, como já mencionado, é uma história para pensarmos superação, mas também a importância da leitura como meio canalizador de novas aprendizagens sempre, bem como desenvolvimento do raciocínio.

Aqui, concluímos que ler não apenas decodificar símbolos, mas generalizar, sintetizar, propor hipóteses para o que é debatido, num diálogo com aquilo que está escrito e exposto para nossa interpretação. Em seus 86 minutos, Mãos Talentosas: A História de Ben Carson funciona como uma narrativa de entretenimento médio, estruturada por um tecido dramático coeso e simples, sem grandes momentos para a história da dramaturgia, mas com uma trama que evita o tom novelesco geralmente prejudicial da linguagem de muitos telefilmes. O direcionamento narrativo é direto, objetivo, prende o espectador e permite reflexões sobre as nossas vidas, independente do ponto em que nos encontramos localizados, tanto para quem começou o seu projeto de vida por agora quanto para aqueles que já estão avançados, firmes, isto é, estabelecidos nesta vida em que nada é uma certeza absoluta e tudo pode mudar num segundo. Lembra-se da pandemia que nos pegou em 2020? Pois é, prova cabal de que nada pode ser mais tão estagnado como pensávamos.

Um filme inteligente e humano. História de um homem que fez história como médico, pobre e negro.

Fica a reflexão.

Trailer Oficial de Mãos Talentosas

História de Ben Carson

CPB notícias – Entrevista exclusiva com Dr. Ben Carson – Parte 01/04 – exibida na TV Novo Tempo

 

DEU NO X

DEU NO JORNAL

AS PECs

Editorial Gazeta do Povo

pecs segurança pública escala 6x1

Os senadores Randolfe Rodrigues (à esq.), líder do governo no Congresso, e Omar Aziz (à dir.), relator da PEC do fim da escala 6″1

Câmara e Senado reservaram apenas duas semanas de “esforço concentrado” para os trabalhos do Congresso neste período eleitoral, que dura de agosto até as eleições de outubro, para que, no restante do tempo, os parlamentares possam se dedicar às campanhas, próprias ou de aliados. Que isso ocorra dessa forma já é um acinte, uma demonstração de desprezo para com o pagador de impostos que banca os salários dos parlamentares para que eles atuem no Congresso, e não para que saiam em campanha. No entanto, o “esforço concentrado” da semana que passou tinha contornos ainda mais preocupantes, que só foram frustrados no último momento.

Como consequência das reuniões de “pacificação” entre Lula e os presidentes do Senado e da Câmara – uma delas organizada por Alexandre de Moraes, ministro do STF que assume claramente um papel de articulador político –, emergiu uma pauta dita “prioritária”, mas que traduzia não as prioridades do país, e sim as prioridades das próprias autoridades envolvidas, especialmente Lula, que desejava alguns trunfos para exibir ao eleitor nas próximas semanas, como a PEC da Segurança Pública, a PEC que acaba com a escala de trabalho 6×1, e o fim da “taxa das blusinhas”. Estes e outros projetos haviam sido destinados por Hugo Motta e Davi Alcolumbre a uma análise a toque de caixa, como se houvesse uma obrigação legal ou moral de aprová-los na semana que passou.

Para acelerar a tramitação, os relatores das duas PECs – Omar Aziz (PSD-AM), no caso da escala 6×1; e Rogério Carvalho (PT-SE), no caso da PEC da Segurança – haviam decidido rejeitar todas as propostas de alteração, mantendo integralmente os textos aprovados pela Câmara. O objetivo era simples: impedir que as PECs, se aprovadas no Senado, não tivessem de retornar para a análise dos deputados, o que impediria sua aprovação definitiva antes das eleições. Um truque barato, e que rebaixava o Senado como um todo.

Suponhamos, apenas por um minuto, que os textos vindos da Câmara fossem de fato excelentes e que, após uma discussão séria, os senadores concluíssem pela sua manutenção integral, sem alterações. É algo que de fato pode ocorrer. Mas o que estava acontecendo no Senado era diferente: era a supressão do debate, descartando-se de antemão todas as emendas apenas para evitar que as propostas voltassem à Câmara. Não se podia argumentar que as PECs já foram discutidas pelos deputados. O Brasil tem um Congresso bicameral justamente porque o Senado não é um cartório encarregado de autenticar aquilo que a outra casa decidiu. Em 2019, o rito de tramitação de medidas provisórias foi alterado exatamente porque senadores costumavam receber as MPs da Câmara faltando poucos dias ou até horas para caducarem, e tinham de correr com sua análise, reclamando do fato de se tornarem meros “carimbadores” de textos vindos da Câmara – o mesmo papel que, agora, Aziz e Carvalho haviam decidido voltar a exercer.

E, na quarta-feira, parecia que a estratégia estava destinada ao sucesso. A PEC do fim da escala 6×1 foi aprovada com facilidade na Comissão de Constituição e Justiça, que também aprovou o texto-base da PEC da Segurança Pública, faltando apenas a apreciação de três destaques. Ao menos no caso da escala 6×1, a bancada governista e Aziz não escondiam a intenção de liquidar a fatura, com a realização dos dois turnos de votação no plenário, ainda naquela tarde ou noite. A oposição, no entanto, conseguiu esvaziar o plenário, deixando os governistas na dúvida sobre quantos votos teriam. Após consultar o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), Alcolumbre resolveu não colocar a PEC na pauta do plenário. A PEC da Segurança Pública também acabou não indo a plenário devido às pendências da tramitação na CCJ.

A pausa na tramitação é providencial. Ambas as PECs tratam de temas bastante complexos, de consequências e impactos muito significativos sobre a vida de todos os brasileiros. São assuntos controversos, nos quais há muita divergência de posições legítimas, e que tocam áreas de interesse absolutamente prioritário. Era nada menos que irresponsável, portanto, a intenção de aprová-las de maneira açodada, sem debates sérios, e especialmente com um regime de tramitação que dispensava a análise das comissões temáticas, que podem explorar com mais profundidade as inúmeras dimensões que cada proposta comporta.

Sabemos que muitos brasileiros veem com bons olhos o fim da escala 6×1 e a redução da jornada semanal de trabalho, quando consideradas de forma abstrata. Essa posição é bastante compreensível – afinal, quem não gostaria que milhões de trabalhadores tivessem mais tempo para o descanso, para suas famílias, para seus filhos? Mas temos de repetir uma pergunta que já foi feita neste espaço: esses mesmos brasileiros continuariam favoráveis se descobrissem que essa mudança pode aumentar o desemprego e reduzir as oportunidades de ganhar mais e crescer profissionalmente?

Não se trata de catastrofismo. Embora não seja certo que tais consequências necessariamente ocorrerão, os riscos são sérios a ponto de serem mencionados por muitos economistas e pelo setor produtivo. E justamente por isso não havia condições de votar a PEC – uma mudança constitucional, portanto – da escala 6×1 sem um debate sério, com oportunidade para o contraditório, que inclua economistas de todas as vertentes, traga dados para análise, ouça trabalhadores e empresários (grandes e pequenos), examine experiências internacionais, estime efeitos, discuta regras de transição e avalie alternativas.

O mesmo ocorre com a PEC da Segurança Pública, com uma pressa ainda mais difícil de compreender. Trata-se de um dos problemas que mais angustiam os brasileiros. Facções criminosas se expandem, dominam territórios e atividades econômicas, atravessam fronteiras estaduais e nacionais. Há problemas de inteligência, de coordenação das polícias, de financiamento, no sistema penitenciário. E existem divergências importantes sobre quanto poder deve caber à União, quanto deve permanecer com os estados e qual deve ser o papel dos municípios.

A PEC mexe em tudo isso no exato momento em que o Brasil começa uma campanha presidencial em que a segurança pública será um dos grandes temas. Candidatos apresentam propostas diferentes, governadores que administraram seus próprios sistemas de segurança participarão do debate, especialistas serão ouvidos, e a sociedade terá a oportunidade de comparar diagnósticos e soluções. A PEC, no entanto, cristaliza uma única visão, a de alguém que talvez nem saia vitorioso nas urnas. Não havia motivo para antecipar esse debate, muito menos de constitucionalizar uma determinada solução, poucas semanas antes de os brasileiros escolherem quem governará o país pelos próximos quatro anos. Não havia urgência.

O calendário eleitoral não pode dominar, e muito menos substituir o processo de deliberação. O Congresso não existe para atender às conveniências de uma campanha eleitoral, e senadores não são integrantes do comitê eleitoral de candidato algum. Foram eleitos para examinar projetos, ponderar suas consequências e votar de acordo com o que consideram melhor para o país. Lula e outros políticos de esquerda já começaram a culpar a oposição pela pausa forçada na tramitação do fim da escala 6×1; no entanto, os senadores que obstruíram a votação não encontrarão dificuldade em explicar ao eleitor que se deseja melhorar a vida dos trabalhadores, mas que antes de alterar a Constituição é preciso saber que efeitos essa medida terá sobre o mercado de trabalho.

Lula e a esquerda não desistirão, e Randolfe já fala em uma sessão extraordinária ainda em setembro ou, na pior das hipóteses, antes do segundo turno da eleição, em outubro, de forma que ainda seja possível colher dividendos eleitorais da aprovação, mesmo que na reta final da campanha. É preciso manter a guarda. A eleição termina em outubro, mas emendas à Constituição permanecem, bem como as suas consequências. E, se elas forem negativas, os responsáveis hão de ser cobrados pelo que fizeram ao país.

PENINHA - DICA MUSICAL

BERNARDO - AS ÚLTIMAS NOTÍCIAS

DEU NO X

ROQUE NUNES – AI, QUE PREGUIÇA!

CEDO DEMAIS!!

Eu já disse várias vezes, principalmente aqui nesta gazeta, que a corrupção nunca foi o objetivo central de Lula e do PT nesses quase dezoito anos de governo. Alguns podem até discordar desta minha visão, porém, reitero e, de novo, reitero: a corrupção nunca foi o objetivo final de Lula e do PT enquanto estiveram e estão no poder. O plano é mais obscuro, é mais profundo. A corrupção, as bandalheiras, os roubos, as negociatas envolvendo cargos de poder são apenas consequências e reflexos desse plano.

Nesta semana, Pindorama está basbaque com as revelações sobre tráfico de influência, corrupção passiva, advocacia administrativa, compra de autoridades por milhões de dinheiros captados por fraude bancária, por roubo, na cara dura, de fundos de pensões, entre outras roubalheiras que ainda não conhecemos. Mas também, encerra uma lição para banqueiros, empresários, gestores de fundos financeiros, industriais, e todos aqueles que movimentam o mundo financeiro pindoramense, e vamos voltar a essa lição no final deste texto.

As revelações do expediente extra público de Alexandre de Morais, na semana passada, o modo de operação com que integrantes do supremo tribunal federal – assim mesmo, em minúsculo, para homenagear o caráter de lata de lixo da atual composição da corte -, a cara de paisagem do presidente do senado federal, o silêncio sepulcral do executivo, a posição canhestra das ditas “entidades da sociedade civil organizada”, esse conceito arcano e hermenêutico das categorias hegeliana de sociedade, em uma atitude que lembra a Omertà da máfia siciliana – OAB, ABI, Sindicatos, Conselhos Profissionais, até mesmo associação de moradores de bairro – revelam como o plano profundo de Lula e do PT está se concretizando.

A síntese é simples: Lula e o PT nunca focaram na corrupção. O plano era e, ainda é mais profundo, baixar a régua moral da sociedade, pois isso facilita a dominação da estrutura estatal e a perpetuação no poder, descartando a democracia como um estorvo. A moralidade, esse ente absoluto que indica o certo e o errado, o legal, do ilegal, do moral, ao imoral, da aceitação passiva, à resistência e denúncia pública foi sendo anestesiada ao longo desses dezoito anos, sempre um passo adiante. A cada denúncia, a cada descoberta de safadeza, a inação daqueles que deveriam ser responsáveis por investigar e punir quem se desviasse do certo e do legal, rebaixaram, um pouco, de cada vez, essa régua moral nacional, a ponto de não nos escandalizarmos dos roubos bilionários em empresas estatais, em roubos de velhinhos aposentados, em déficits e mais déficits dessas excrescências chamadas empresas estatais.

Só que esses caras se precipitaram. Eles agiram cedo demais na testagem da régua moral que, para eles já devia estar próxima do zero absoluto, totalmente parada e congelada, sem nenhuma manifestação de movimento. O erro palmar, que envolve os três poderes republicanos foi a ação precipitada e afobada, imaginando que a sociedade já estivesse como o sujeito que se apronta para ir ao um casamento e entra em uma missa de sétimo dia, sem se dar conta do engano, ou como o sujeito que sentindo calor, sai de casa para tomar um sorvete e acaba tomando um café recém coado.

Era apenas questão de tempo para a régua moral de Pindorama chegar ao zero absoluto. Mais um ano de governo luloso e tudo estaria preparado para empalmar o poder, declarar o país uma nova Nicarágua, sem eleições, tudo para o bem da democracia. Mas faltava “combinar com os russos”. Faltou essa estratégia de longo prazo, talvez pelo fato do “Nine” já estar no fim da vida, da ansiedade de seus cúmplices em testar o plano e constatar que ele deu certo. Infelizmente, por enquanto, e, para o bem da nação, deram com os burros n’água.

Não estou dizendo que eles não conseguirão. Podem até conseguir no médio prazo, mas vai ficar mais difícil a partir de agora, apesar da falta de perspectiva do pindoramense, de sua proverbial preguiça caeté, de sua inabilidade intelectual, de sua formação educacional precária, de seu QI que está abaixo de um bonobo, e de sua fixação em festas, em bagunça, em divertimento, enquanto a lona do circo pega fogo, com todo mundo dentro.

Os perpetradores desse plano, na sua ânsia de testar o plano, não calcularam os custos a que se submeteriam, e a revolta de alguns bastiões de moralidade, apesar do silêncio indecente e criminosa da dita “sociedade civil organizada”. É um teste assustador para toda a população ver suas instituições comandadas por bandidos que deveriam estar presos. É aterrador ver que, aqueles que deveriam estar a serviço da sociedade, simplesmente dão uma “banana” para o cidadão, vão cometer seus crimes, nem que para isso tenham que destruir as instituições republicanas – Ah… República….esse golpe que esculhambou este país e só gerou vergonha e desastre institucional -, o povo que se dane, só serve para trabalhar, pagar seus impostos em dia e, no máximo gritar gol.

E, a lição que fica para banqueiros, financistas, empresários, industriais é uma só: alimentar político, ministros de cortes supremas, mandatários e autoridades que decidem os destinos da nação com dinheiro sujo é o mesmo que alimentar abutres com as mãos: uma hora, ou outra, eles vão devorar seus dedos.

DEU NO X