O Biden brasileiro achou uma boa criticar Trump do lado do Primeiro Ministro de Portugal, ignorando que os EUA são um dos mais antigos aliados de Portugal. Por óbvio, o Primeiro Ministro preferiu fazer cara de paisagem.
Para falar de Ciranda O meu coração balança Eu faço a roda girar Quando a musa entra na dança Avivando a inspiração Assim flui minha oração Diante dessa aliança.
Peguei na mão da ciranda Buscando sempre agregar Juntei ciranda e cordel Para melhor propagar Com canto e literatura Nossa popular cultura Com dança para animar.
No meu cordel cirandeiro Trago o canto de alegria Trago meu Cordel de Saia Trago o cordel de Maria Pra mostrar meu universo De rima de canto e verso De peleja e cantoria.
Pra melhor salvaguardar O cordel literatura Eu criei As Cirandeiras E gostei dessa mistura Quem sabe canta o refrão E faz a declamação Nos moldes dessa estrutura.
Os países de maior sucesso econômico são aqueles em que o governo mais respeita a liberdade econômica
O Brasil é um país pobre. As provas dessa constatação são várias. A primeira está no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) informado pela Organização das Nações Unidas (ONU) sobre seus 193 países filiados. No relatório, os 36 países com IDH acima de 0,900 são considerados desenvolvidos; o Brasil está na 84.ª posição, com índice 0,786. A segunda prova está na comparação da renda por habitante brasileira, que está abaixo de US$ 11 mil/ano, com a mesma renda nos Estados Unidos, que é superior a US$ 85 mil/ano. Este dado nos leva à terceira prova: a classificação do Brasil no ranking da renda por habitante: de 193 países, dos quais 36 são considerados desenvolvidos, e o Brasil oscila em torno da 80.ª posição, conforme o momento em que os dados são coletados.
Uma vez aceita a realidade de que o país é rico de recursos naturais e pobre em padrão de vida e de bem-estar social médio, um dos principais temas de debate nas eleições deste ano, sobretudo a eleição presidencial, girará em torno das propostas para fazer a economia crescer e melhorar os indicadores sociais. Sem dúvida, os discursos de campanha recairão sobre propostas para combater a pobreza, diminuir o desemprego e reduzir as carências sociais que afetam a maior parte da população. Seguramente, a safra de promessas será grande e conterá, como sempre, as mais diversas demagogias recheadas de soluções inviáveis.
A compreensão das causas da pobreza no Brasil é carregada de mitos e meias-verdades, sem que sejam levantadas e analisadas as causas que historicamente vêm solapando os esforços de desenvolvimento. As campanhas eleitorais sempre contribuem para a disseminação da ideia demagógica de que os pobres serão salvos pelo governo, pelo aumento dos impostos e por mais benefícios distribuídos aos pobres. Por óbvio, há programais sociais bons e defensáveis, como é o caso de benefícios aliados a mecanismos pelos quais os beneficiados possam se preparar e se qualificar para inserção no mercado de trabalho.
Nunca é demais lembrar a velha tese de que o melhor programa social é a geração de empregos. Programa social que tenha apenas a porta de entrada, sem nenhum esquema que funcione como porta de saída, somente é aceitável para aquelas pessoas que, em função de limitações severas (às vezes insanáveis), não tenham condições de disputar as oportunidades, trabalhar, produzir e obter renda. Embora sem precisão absoluta, estima-se que no Brasil haja 94 milhões de pessoas dependentes de programas de ajuda do governo, conforme dados do Cadastro Social Único. Essa enorme fração da população dependente de ajuda governamental exige profunda reflexão sobre as verdadeiras causas da pobreza constante. Sem respostas válidas e tecnicamente corretas, o enfrentamento da miséria, da pobreza e do desemprego acaba sendo feito de modo deficiente, por meio de medidas e políticas erradas, que terminam por não funcionar.
Em linhas gerais, sabe-se que a miséria e a pobreza na maioria dos países pobres vêm de cinco causas: inflação, elevada carga tributária, baixo nível educacional, baixo crescimento da infraestrutura física e baixa produtividade/hora do trabalho. Outras causas existem, como bem explicou o filósofo e economista austríaco Ludwig von Mises: quando perguntado sobre a causa histórica inibidora do crescimento econômico nos mais diversos países em comparação com os Estados Unidos, ele respondeu: “o povo dos Estados Unidos é mais próspero que os habitantes de todos os outros países porque seus governos resistiram a adotar políticas de obstrução dos negócios e incentivaram a economia”.
Por longo tempo, Mises alertou que a segurança jurídica e o bom ambiente para fazer negócios são dois elementos que definem se a economia de um país vai crescer ou vai continuar emperrada e pobre. Roberto Campos, economista, diplomata, político, escritor e ministro do Planejamento de 1964 a 1967, passou parte do tempo que viveu insistindo na tese de que “o respeito ao produtor de riqueza é o começo da solução da pobreza”. Ou seja, sem o empreendedor, que corre riscos, e o incentivo do ambiente legal ao espírito de iniciativa empresarial, o sonho do desenvolvimento não será realizado.
Nas eleições de outubro, socialistas e estatizantes de todos os matizes irão propor mais Estado, mais impostos, maior interferência na vida das pessoas e mais regulamentação dos investimentos e do mercado. Quanto ao aumento de impostos, apesar da alta carga tributária já existente, seus defensores darão como justificativa que com isso a vida dos pobres será melhorada – o que, apesar de falso, tem apoio de certos intelectuais e amplas faixas da população. Um desses casos é o badalado economista francês de esquerda Thomas Piketty, cujo livro O Capital no Século XXI vem fazendo sucesso desde sua publicação, em 2013, com sua tese central de que o combate às desigualdades deve ser travado com aumento de impostos.
A falácia desse raciocínio vem da prova mostrada pela história: o aumento da carga tributária não resolve a pobreza, até porque são vastos os exemplos, em todo o mundo, de que aumento de impostos tem servido prioritariamente para o inchaço do setor estatal, o aumento da burocracia, a elevação de salários e benefícios de funcionários públicos dos três poderes, a eterna ineficiência e a elevada corrupção nos governos e aparatos estatais. Além disso, o aumento da carga tributária não tem levado os governos a conter o crescimento perigoso da dívida pública, pela simples razão de que seus gastos crescem mais que o aumento da receita tributária, como mostram os déficits fiscais crônicos. Isso tem sido verdadeiro neste Brasil do PT, pois o próprio presidente Lula disse mais de uma vez que o déficit público não é importante e que os livros de Economia estão superados. Descontrole de gastos públicos, déficits fiscais e aumento da dívida do governo são freios ao crescimento econômico e ao desenvolvimento social.
LULA AMEAÇOU EXPULSAR AGENTES AMERICANOS DO BRASIL, APÓS POLÊMICA COM DELEGADO DA PF NOS EUA! TRUMP DEVE ESTAR DESESPERADO! 😂 pic.twitter.com/aTiTnpumsD
No Brasil, é preciso resgatar o óbvio, defender a verdade e a Constituição diante da distorção dos fatos, dos excessos de poder e da tentativa de calar o pensamento crítico
O óbvio é aquilo que não precisa de comprovação: é evidente, não precisa passar pelo filtro da dúvida; por si só se explica. No Brasil de hoje, o óbvio precisa ser defendido, pois, todos os dias, tentam nos convencer de que uma mentira é uma verdade, de que um corrupto não é um bandido, mas apenas um trabalhador, de que um assaltante tem o direito de nos roubar — e tratam de embrulhar o absurdo tão bem que ele fica disfarçado de bem. Para conseguir enganar, é preciso desestimular o pensar, a dúvida, a crítica.
Quando os poderosos, que desejam dominar as pessoas, punem exageradamente, é porque querem convencer os atemorizados de que o melhor cidadão é o passivo, o que se mantém quieto e silencioso, pagando seus impostos, fazendo o seu trabalho e votando convenientemente naqueles que o enganam com palavras bonitas e mentirosas.
Num ano eleitoral como este, é preciso resgatar o óbvio. O voto vai ajudar as pessoas a se libertarem do jugo da dominação das mentes. Nesse conjunto de absurdos, toca-me especialmente a Constituição que vi ser gerada por 22 meses. E acompanhei, conduzindo um programa na TV chamado “Brasil Constituinte”, que, a cada semana, discutia com um relator o tema que estava sendo escrito na Lei Fundamental.
No topo de importância, veio à luz o artigo 5º e seu enunciado: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza”. Claro e óbvio. Não exige mais explicações.
Ninguém é diferente do outro perante a lei por causa da cor da pele, da raça, do sexo, de suas preferências pessoais. Só que fazem leis contrariando a Constituição, e nada acontece. Mas, quando estados e municípios fazem leis proibindo tratamento diferente por causa do sexo ou da cor da pele, o Supremo as derruba, como foi o recente caso de uma lei de Santa Catarina vedando cotas raciais. Aliás, racismo é crime.
Lembro do quanto se discutiu o artigo 53, da imunidade parlamentar. Os parlamentares têm liberdade absoluta em palavras, votos e opiniões, porque representam a fonte do poder. É a imunidade dada aos que falam por milhares. Por isso, está na Constituição que “deputados e senadores são invioláveis, civil e penalmente, por quaisquer palavras, votos e opiniões”.
O Supremo finge que não sabe disso e censura e pune parlamentares por suas palavras. O Supremo tem o poder de declarar leis como inconstitucionais, mas tem declarado inconstitucional parte da própria Constituição, como na questão da terra indígena, ou a tem mudado sem ser constituinte — a função constituinte é exclusiva do Congresso Nacional.
Já foram punidos, nos julgamentos do 8 de janeiro, até mesmo aqueles que sonhavam com golpe, mas não o realizaram. Um estudante de direito sabe que a caracterização de crime não começa com o desejo de cometê-lo.
O chefe do Poder Executivo, por sua vez, sonha em censurar as redes sociais, que são a voz digital do povo. E lembro como foi essencial marcar, na pedra do inciso IV do art. 5º, que é livre a expressão do pensamento, vedado o anonimato.
Estamos lutando pelo óbvio, neste período de exceção, porque o óbvio está no Direito Natural. Esse óbvio é como a luz do dia e o ar que respiramos.