Houve um tempo em que essa ação não era permitida.
Talvez muitos não saibam.
Muitos sofreram, outros tantos até morreram para que você tivesse a liberdade de votar. De escolher, e de ter a responsabilidade de decidir o seu futuro e o futuro dos seus frutos.
Mas, algo que você precisa saber: o seu voto, soma e decide, ou não.
Por isso que seu voto é importante. Mas a situação do país, depende muito mais da sua ação, das suas atitudes, da sua cidadania que a governança de A ou B.
Se você votar em favor do B e ele fizer um bom governo – mas se você não for um cidadão correto, que cuide da família, que cuide das raízes, pouco importará o governo correto do B.
Tenho amigos pais e mães que votam no A. É um direito e um entendimento dele – o que não é correto não é o voto dele no A. É a forma como ele conduz a família.
Vi e ouvi a seguinte pergunta de um pai, ao filho:
– Filho, em qual candidato você vai votar, A ou B?
O filho sem titubear, responde com convicção:
– Pai, vou votar no B!
E aí o pai, que vota no A, diz:
– O que? Isso não é possível!
O pai, que vota no A, não aceita o voto do filho – maior de idade, acrescente-se – no B, mas nunca o criticou ou censurou por ele, o filho, ter escolhido e assumido ser gay. Frango. Qualira. Baitola!
É assim. Muitos pais acham que ser gay é um livre arbítrio. Mas, entende que, votar no B, para somar e possibilitar uma correção do rumo do país na educação, na segurança, na economia e na geração de empregos, é muito mais “imoral” que “assumir que queima a rosca”.
Vá e vote. O seu pai é seu pai. Mas o seu filho é seu filho e poderá algum dia trilhar no caminho reto por conta do seu voto.
Aziz Nacib Ab’Saber nasceu em São Luiz do Paraitinga, SP, em 24/10/1924. Geógrafo, professor e pensador do meio ambiente é considerado uma referência em questões sobre os impactos ambientais decorrentes das atividades humanas. Foi laureado com as mais altas honrarias científicas nas áreas ecológicas e arqueológicas.
Filho de uma brasileira e um mascate libanês, foi criado num sítio e pouco depois se mudou para São Paulo. Aos 17 anos ingressou na USP-Universidade de São Paulo, no curso de Geografia e História, e passou a trabalhar como jardineiro da USP, enquanto se formava. Trabalhou durante anos como professor do ensino básico; lecionou na PUC/SP-Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e retornou à USP, onde tornou-se professor emérito. Como pesquisador, iniciou na área de geomorfologia, mas logo passou a incorporar diversos conceitos de áreas correlatas.
Assim, trabalhou em pesquisas científicas com contribuições relevantes nas áreas da ecologia, biologia evolutiva, fitogeografia, geologia, arqueologia, além da geografia. Dentre suas contribuições, encontram-se a descoberta de petróleo na Bacia Potiguar e a criação dos parques de preservação da Serra do Mar e do Japi. A variedade de seus estudos incluem os domínios morfoclimáticos, ecossistemas e paleoclimas sul-americanos, e foi um dos elaboradores da “Teoria dos Refúgios Florestais”.
Atuou também na preservação do patrimônio histórico cultural -tombamento do Teatro Oficina- e teorias da educação, afim de incluir currículos setoriais em grades do ensino público. Em 2006 recebeu o título de Doutor Honoris Causa da UNESP-Universidade Estadual Paulista pelo conjunto da obra. Apesar da idade avançada, envolveu-se em controvérsias políticas referentes à questão ambiental, como a discussão do novo Código Florestal Brasileiro, alterando as áreas de preservação obrigatória em propriedades particulares e sugeriu a criação de um Código da Biodiversidade para implementar a proteção a espécies da flora e da fauna brasileiras.
Defendeu, com veemência, um papel mais ativo dos cientistas, com a ciência aplicada a serviço dos movimentos sociais, levando-o ao cargo de consultor ambiental do PT-Partido dos Trabalhadores e atuar como presidente da SBPC-Sociedade Brasileira pelo Progresso da Ciência no período 1993-1995, seguido de presidente de honra e conselheiro. Sua última crítica referia-se ao chamado aquecimento global. Não negava o aquecimento mas afirmava que a contribuição antrópica para o fenômeno ainda não era suficientemente conhecida. Afirmava que algumas das previsões de impactos desconsideravam fatores relevantes, podendo incorrer em diagnósticos imprecisos.
Apontava a onda de calor do verão (no hemisfério sul) 2009-2010 como exemplo de como a interpretação dos fenômenos climáticos é, por vezes, distorcida. Enquanto muitos argumentam que o aquecimento global foi o responsável por isso, Ab’Saber recordava que este fora o pico de atividade do El Niño, que se repete a cada doze anos (ou treze anos ou, ainda, a cada 26 anos) e que, portanto, um pico de calor era esperado. No entanto, o geógrafo reconhecia a urgência de medidas agressivas de redução dos gases do efeito estufa e uma ação incisiva do governo brasileiro para interromper totalmente o desmatamento na Amazônia.
Foi autor do mapa de domínios morfoclimáticos, que procura destacar a modelagem do relevo e dos seus constituinte, as rochas e os solos, além das variações climáticas e ecológicas, que assim geram o bioma. Dividiu o Brasil em 6 grandes regiões: amazônica, caatingas, cerrados, mares de morros, araucárias e pradarias, além de determinar a categoria de “faixas de transição”, sobre as áreas limites entre biomas que possuem características de dois biomas distintos devido à proximidade geográficas dos biomas. Foi homenageado em vida como Membro Honorário da Sociedade de Arqueologia Brasileira; recebeu a Grã-Cruz em Ciências da Terra pela Ordem Nacional do Mérito Científico; Prêmio Internacional de Ecologia de 1998 e Prêmio Unesco para Ciência e Meio Ambiente, em 2001; professor honorário do Instituto de Estudos Avançados (IEA-USP). Em 2008 seu nome foi dado ao Complexo Integrado de Ciência e Cultura de São José do Rio Preto.
Pouco antes de falecer, em 16/3/2012, enviou à Reitoria da USP os arquivos de sua obra completa, em DVD, com a seguinte dedicatória: “Tenho o grande prazer de enviar para os amigos e colegas da Universidade o presente DVD que contém um conjunto de trabalhos geográficos e de planejamento elaborados entre 1946-2010. Tratando-se de estudos predominantemente geográficos, eu gostaria que tal DVD seja levado ao conhecimento dos especialistas em geografia física e humana da universidade”.
Ultrapassada a campanha eleitoral, conhecido o próximo mandatário do Brasil, o novo Congresso Nacional e as novas Assembleias Legislativas, é chegada a época natalina para encarecer ao futuro Recém-Nascido orientações para a estruturação de novos amanhãs pátrios, onde desde já deveremos aprender a declinar positivamente o binômio educação crítica x futuro para todos, embasado num desenvolvimento social justo imbricado numa IA – Inteligência Artificial eticamente implementada nos quatro cantos da pátria.
Para tanto, tornam-se indispensável a implementação efetiva de iniciativas radicalmente consistentes, evitando populismos, fingimentos, autoritarismos, vorcaros, tragédias, drogadições, feminicídios, juros abusivos e outras presepadas que maculam a dignidade de todo nosso povo e fere a Democracia Brasileira, impossibilitando a adoção, breve, de uma social-democracia convincente e exemplar.
Entre as nossas maiores urgências:
– Um Sistema Educacional que promova o desenvolvimento de um sólido saber pensar desde a primeira infância, favorecendo uma profissionalização cidadanizada sem rebaixamento intelectual (robotização mental induzida pelas tecnologias oportunistas). Para tanto, amplos debates se tornam indispensáveis. E um estudo, recentemente editado no Brasil, poderá embasar os primeiros momentos: APRENDER DE OUTRO JEITO EDUCAÇÃO E FUTURO NA ERA DA IA, Laurent Alexandre e Olivier Babeau, Barueri SP, Editora Amarilys, 2026, 194 p. E uma questão basilar deverá prevalecer nas iniciativas: O que nossos filhos deverão aprender, sob que métodos e para que futuros civilizatórios?
– Um saneamento integral de todas as áreas brasileiras, evitando pandemias, inundações e secas, favorecendo o desenvolvimento da nossa agroindústria, tanto para o consumo interno como para o comércio exportador.
– A eliminação das reeleições para presidente, governadores e prefeitos, erradicando os cargos de mandatos vitalícios de todas as espécies.
– Redução da idade mínima criminal para 14 anos e extinção das reduções penais, saidinhas e liberdades provisórias.
– Castração física integral para quem for em definitivo considerado culpado de feminicídio ou estupro de vulneráveis e idosos.
– Multiplicação das Bibliotecas Públicas Municipais, com acervo atualizado e modernização eletrônica permanente.
– Percentuais anuais idênticos de aumento salarial para todas as categorias públicas, federais, estaduais e municipais.
– Redução em 1/3 dos integrantes do Senado, Câmara dos Deputados, Assembleias Estaduais e Câmaras de Vereadores do país, de remuneração gratuita para os eleitos em municípios de menos de 100.000 habitantes.
– Declaração Anual de Renda para todas as instituições religiosas dotadas de registro público (CNPJ).
– Punição rigorosa, sem quaisquer benefícios, dos que praticarem corrução no Serviço Público Brasileiro em todos os níveis, eliminando-se, para o cumprimento da pena, dos benefícios da graduação em nível superior.
– Reintrodução obrigatória do ensino da Disciplina Filosofia do Pensar no Ensino Mèdio.
– Reestruturação, após amplas consultas sindicais, patronais e familiares, dos Cursos Pedagógicos e de Pedagogia, públicos e privados, favorecendo a formação de docentes pensantes, nunca apenas repetentes de fatos passados que não mais se repetirão.
E que cada um de nós saiba ampliar seu nível crítico não criquento, potencializando sua Cidadania Brasileira, sabendo (conhecendo), entendendo (discernindo) e instruindo (reciclando), pois QUEM SABE FAZ A HORA, NÃO ESPERA ACONTECER.
Por um Ano Novo e um Brasil mais arretado para todos!
O trabalhador honesto De um pesadelo não sai Quando vai fazer a feira Pechincha o preço não cai Faz mamadeira de goma Se vai farrear só toma Macallan do Paraguai