DEU NO JORNAL

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

MINHA SERRA – Patativa do Assaré

Quando o sol nascente se levanta
Espalhando os seus raios sobre a terra,
Entre a mata gentil da minha serra
Em cada galho um passarinho canta.

Que bela festa! Que alegria tanta!
E que poesia o verde campo encerra!
O novilho gaiteia a cabra berra
Tudo saudando a natureza santa.

Ante o concerto desta orquestra infinda
Que o Deus dos pobres ao serrano brinda,
Acompanhada da suave aragem.

Beijando a choça do feliz caipira,
Sinto brotar da minha rude lira
O tosco verso do cantor selvagem.

Antônio Gonçalves da Silva, o Patativa do Assaré, Assaré-CE (1909-2002)

COMENTÁRIO DO LEITOR

DECADÊNCIA

Comentário sobre a postagem CHAMOU O PRESIDENTE TRUMP DE “IMBECIL”. E AGORA???

DECO:

Infelizmente, o Brasil está no pior momento de sua história.

Tá igual o título da música do Moraes Moreira: “Lá Vem o Brasil Descendo a Ladeira”.

E Lula em decadência total.

Só não enxerga aquele que não quer ver.

O grande problema é que nosso sistema eletrônico eleitoral ainda é uma incógnita.

E não confiável.

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

DEU NO X

JESSIER QUIRINO - DE CUMPADE PRA CUMPADE

O DIZIDO DAS HORAS NO SERTÃO

Foto deste colunista

Para o sertanejo antigo
O ponteirar do relógio
De hora em hora a passar
Da escurecença da noite
A sol-nascença do dia
É dizido ao jeito deles
No mais puro boquejar.
Se diz até que os bicho:
Galo, nambu e jumento
Sabe às hora anunciar.

Uma hora da manhã:
Primeiro canto do galo.
Quando chega às duas horas:
Segundo galo a cantar.
As três se diz: madrugada
As quatro: madrugadinha
Ou o galo a miudar.
As cinco é o cagar dos pintos
Ou mesmo o quebrar da barra.
Quando é chegada às seis horas
Se diz: o sol já de fora
Cor de Crush foi-se embora
E tome dia clarear.

Sete horas da manhã
É uma braça de sol.
O sol alto é oito em ponto
O feijão tá quase pronto
E já borbulha o manguzá.

Sendo verão ou se chove
Ponteiro bateu as nove
É hora de almoçar.
As dez é almoço tarde
De quem vem do labutar.
Se o burro dá onze horas
Diz: quase mei dia em ponto
As doze é o sol a pino
Ou pino do meio dia
O suor desce de pia
Sertão quente de torar.

Daí pra frente o dizido
Ao invés de treze horas
Se diz: o pender do sol
Viração da tarde é duas
Quando é três, é tarde cedo.
As quatro, é de tardezinha
– Hora branda sem calor
O sol perde a cor de zinco…
Quando vai chegando as cinco:
Roda do sol a se pôr.

As seis é o-pôr-do-sol
Ou Hora da Ave Maria.
Dezenove ou sete horas
Se diz que é pelos cafus.

As oito, boca da noite.
Lá pras nove é noite tarde.
As dez é a hora velha
Ou a hora da visagem
É quando o povo vê alma
Nos escuros do lugar
É horona perigosa
Fantasmenta e assustosa
Do cabra se estupefar.

As onze é o frião da noite
É sertão velho a gelar.
Meia noite é MEIA NOITE
E acabou-se o versejar
Mais um dia foi-se embora
E assim é dizido as horas
Nesse velho linguajar.

Poema baseado nas “Horas sertanejas” de Câmara Cascudo

DEU NO JORNAL

O “IMBECIL” DOS ZISTEITES

Julia Zanata (PL-SC) listou algumas das afrontas de Lula contra Trump, como chamar de “imbecil” e Marco Rubio de “latino-americano frustrado”.

A deputada ironizou: se acontecer alguma coisa, a culpa é do Flávio, ok?

* * *

Acertou em cheio, sinhora deputada!

Qualquer que seja a cacetada que venha por aí, a culpa vai ser do Flávio.

Ô sujeitinho insensato é este filho bolsoneiro!

DEU NO X