PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

ORGULHO – Virgínia Vitorino

És orgulhoso e altivo, também eu…
Nem sei bem qual de nós o será mais…
As nossas duas forças são rivais:
Se é grande o teu poder, maior é o meu…

Tão alto anda esse orgulho!… Toca o céu.
Nem eu quebro, nem tu. Somos iguais.
Cremo-nos inimigos… Como tais,
Nenhum de nós ainda se rendeu…

Ontem, quando nos vimos, frente a frente,
Fingiste bem esse ar indiferente,
E eu, desdenhosa, ri sem descorar…

Mas, que lágrimas devo àquele riso,
E quanto, quanto esforço foi preciso,
Para, na tua frente, não chorar…

Virgínia Vitorino, Alcobaça, Portugal (1895-1967)

DEU NO X

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

DEU NO X

PROMOÇÕES E EVENTOS

DEU NO JORNAL

CONTROLE DAS REDES

Decretos de Lula (PT) fixando controle do seu governo sobre o conteúdo das redes sociais, roubando as prerrogativas do Congresso Nacional, reforça a grave omissão dos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Rep-PB).

Eles poderiam reagir à inciativa autoritária de Lula com instrumentos democráticos em defesa das instituições, anulando a norma, mas mantêm acovardado silêncio.

O advogado Luiz Augusto D’Urso, especialista em direito digital, advertiu no programa Pânico que o decreto é grave risco à liberdade de expressão.

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Enquanto os decretos do descondenado não entram em vigor, esta gazeta escrota continuará postando besteiras o dia todo.

Contamos com o apoio e as rezas dos nosss fieis leitores.

Vamos torcer pra que a liberdade de expressão não seja extinta pela tirania petralha.

SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

DEU NO X

ALEXANDRE GARCIA

O DIA DO RESPEITO AO CONTRIBUINTE JÁ EXISTE; SÓ FALTA ELE SER MESMO RESPEITADO

Quem paga a campanha eleitoral é você – mesmo para o candidato que você não quer, mesmo para o partido que você odeia, quem paga é você. O fundo eleitoral, formado por bilhões dos seus impostos, banca tudo isso. No ano passado, nós pagamos quase R$ 4 trilhões em impostos. Eu estou falando isso porque queria lembrar que segunda-feira foi o Dia Nacional do Respeito ao Contribuinte, criado em 2010 por uma lei aprovada no Congresso e sancionada por Lula, para fingir que se respeita o dinheiro do contribuinte. Para isso não precisava de lei nem dia comemorativo: bastaria não jogar fora o dinheiro do cidadão, dar um bom serviço público. É para isso que governos existem, para isso que os cidadãos pagam impostos.

Nós pagamos até a campanha eleitoral dos partidos políticos, quando quem deveria pagar era o filiado ou o simpatizante. E falo de partido, não de pessoas, porque é o partido que representa uma ideia. Não deveríamos votar em gente, deveríamos votar em ideias. Mas isso é um assunto que vai longe.

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Brasileiro abriu mão de pensar por conta própria; isso já aconteceu antes

No meu artigo desta semana vou dizer que está acontecendo no Brasil o que aconteceu na Alemanha de Hitler. As pessoas pararam de pensar, de se perguntar, de ter espírito crítico; simplesmente aceitam, porque dá muito trabalho pensar. Digo isso porque o papa Leão XIV publicou sua primeira encíclica, e fala muito sobre como a inteligência artificial está afetando a conduta das pessoas, que abandonam a inteligência própria e abraçam a inteligência artificial, ou seja, se alugam, se vendem, são abduzidas pelo mundo digital. Precisamos ter cuidado para não deixar que a nossa mente vá com todo mundo, como um rebanho. Isso aconteceu na Alemanha: não foram Hitler e Goebbels os culpados; os culpados foram milhões de alemães que abriram mão de suas próprias consciências. Eu ia dizer “não deixemos que aconteça no Brasil”, mas já aconteceu, sinto muito.

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Enquanto políticos discursam sobre segurança, facções dominam o Rio

Vejam a força que têm o Comando Vermelho e o PCC. Por esses dias, eu estava vendo um tiroteio com fuzis na Zona Sul do Rio de Janeiro, e o Comando Vermelho fazendo um desfile de moto, um buzinaço, pelas ruas da antiga capital do Brasil. E os políticos ainda fazem discursos pela segurança pública. Mas discurso não pega bandido.

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Moraes não escapou da intimação em processo nos EUA

Durante quase um ano, o Supremo e o governo brasileiro se mobilizaram para blindar Alexandre de Moraes, que é alvo de processo nos Estados Unidos por infringir o mais caro dos princípios americanos, a liberdade de expressão. Ele ordenou “censura extraterritorial” sobre cidadãos americanos, na plataforma Rumble e em uma plataforma da Trump Media. Ele se deu mal: Advocacia-Geral da União, Procuradoria-Geral da República, STJ, Itamaraty e tal se mobilizaram para proteger Moraes, mas agora ele foi notificado, citado por e-mail.

Eu lembro daquela cantoria dos índios em torno do ministro Moraes, anos atrás, e das lendas que se contam a respeito disso. Parece que está pegando. As pessoas estão falando até no Tribunal Internacional de Haia porque, no caso da Carla Zambelli, a Justiça italiana disse que ela estava livre e não haveria extradição porque a suprema corte brasileira não respeitou princípios fundamentais de garantias de direitos humanos.

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