HOT MIC: a voz do presidente Lula vazou na reunião do G7 durante uma conversa do petista com o chanceler Alemão e Kristalina Georgieva, da União Europeia.
Eu já disse aqui que, Solano López deve se sentir vingado da derrota para o Brasil há 150 anos atrás na Guerra do Paraguai, a maior e mais sanguinária guerra militar já acontecida na América do Sul.
As consequências da derrota para o Paraguai foram terríveis. Noventa porcento dos homens morreram. Houve uma sucessão de golpes e ditaduras, de esquerda e de direita, que impediram o crescimento do país.
Na década de 70 o Brasil construiu na fronteira com o Paraguai a Itaipu Binacional, a maior hidrelétrica do mundo até 2010 com 50% de participação de cada país.
Como o BR contraiu os empréstimos para a construção, o Paraguai ficou com 5% da energia para seu consumo enquanto os 45% restantes era vendido a preço de banana para o lado Brasileiro por 50 anos (+ ou -).
Só que o período de energia barata para o BR acabou. Para piorar, o governo do Molusco tentou interferir através de espionagem na administração paraguaia da Itaipu.
O Paraguai ficou com um grande excedente de energia elétrica, o que atrai grandes indústrias. Como não tem grades dívidas, cobra 1/4 dos impostos cobrados aqui. A legislação trabalhista de lá é também muito simplificada.
Resultado, Caxias e Tamandaré se reviram no túmulo por ver que sua luta foi em vão; enquanto o Paraguai cresce muito acima da nossa economia. Pior, uma grande fatia de empresas estão saindo daqui junto de funcionários para se instalar lá, que tem energia barata, muito menos impostos, justiça e governo de direita, dando previsibilidade à economia.
Ó tu, que vens de longe, ó tu, que vens cansada, entra, e sob este teto encontrarás carinho: eu nunca fui amado, e vivo tão sozinho, vives sozinha sempre, e nunca foste amada…
A neve anda a branquear, lividamente, a estrada, e a minha alcova tem a tepidez de um ninho. Entra, ao menos até que as curvas do caminho se banhem no esplendor nascente da alvorada.
E amanhã, quando a luz do sol dourar, radiosa, essa estrada sem fim, deserta, imensa e nua, podes partir de novo, ó nômade formosa!
Já não serei tão só, nem irás tão sozinha: há de ficar comigo uma saudade tua, hás de levar contigo uma saudade minha…
Alceu de Freitas Wamosy, Uruguaiana-RS (1895-1923)
O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master
A Polícia Federal vem divulgando o que está encontrando nos celulares de Daniel Vorcaro. Ainda falta muito, mas os policiais já descobriram que Vorcaro sustentava uma dupla: Hugo Motta, atual presidente da Câmara; e Ciro Nogueira, senador pelo Piauí, ex-ministro de Jair Bolsonaro e presidente do Progressistas.
Vejam só: o banqueiro pagou viagens de Ciro Nogueira para Nova York, Lisboa, Paris e Courchevel. Courchevel é uma das mais atraentes estações de esqui da França, nos Alpes, para onde vão os milionários russos; tem 19 hotéis cinco-estrelas e meia dúzia de restaurantes com estrelas Michelin. É um destino caríssimo. Imaginem Ciro Nogueira no calor de 33 graus de Teresina, e depois indo para Courchevel. Hoje, por exemplo, em pleno verão, estava 16 graus no meio da tarde por lá; para o fim de semana a previsão é de neve! É um senhor contraste.
E Hugo Motta? Ele foi companheiro de Ciro Nogueira no Ritz Four Seasons de Lisboa, que tem também um restaurante com estrela Michelin. Até anotei aqui: por cinco diárias, uns R$ 18 mil por pessoa. Tudo bancado por Vorcaro. Que maravilha! O que será que eles fizeram para merecer?
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Se a irmã do “Sicário” podia acabar com os Vorcaro, por que a PF não fez busca e apreensão?
O material que a Polícia Federal já levantou tem ainda um caso envolvendo a irmã do “Sicário”, o apelido de Luiz Phillipi Mourão, que morreu na cadeia. Joana Mourão ameaçou a família de Vorcaro se não recebesse dinheiro, disse que iria ao Fantástico contar tudo. No fim, um sujeito chamado Manolo, que era da “Turma” – a “Turma” eram aqueles que davam um aperto nos inconvenientes, o pessoal que ia quebrar o Lauro Jardim –, foi falar com a mãe de Joana e do “Sicário”, dona Denise, para fazer um acerto. Na sequência, ela virou sócia de uma empresa com capital de R$ 1 milhão. O nome da empresa é JM Consultoria – são as iniciais de Joana Mourão. Essa história ainda está mal contada; se a Polícia Federal sabia que Joana tinha provas para acabar com a família Vorcaro, como ela disse, já devia ter feito busca e apreensão na casa dela, para achar essas tais provas.
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O que Peter Kellemen ensinou a Daniel Vorcaro
Enquanto isso, o ministro relator André Mendonça chegou a comentar a audácia da defesa de Vorcaro ao propor uma delação selecionada, filtrada. Queria deixar fatos e pessoas de fora. Vorcaro não está entendendo; a régua moral dele faz com que ele ache que não fez nada de mau, que fez tudo certo, que o país é assim mesmo. Ele foi apenas mais um que fez esse tipo de vigarice. Esse comportamento tem história. Eu estava lendo, em uma velha revista Realidade, o caso do Carnê Fartura, que Vorcaro copiou. Ele deve ter lido o livro do Peter Kellemen, Brasil para Principiantes, dizendo que este é o país da vigarice, o país do jeitinho, onde com dinheiro se compra tudo. E Vorcaro fez exatamente a mesma coisa que Peter Kellemen fez lá atrás, nos anos 60, nos golpes que deu. Só que Peter conseguiu fugir para o Paraguai. Hoje, quem foge para o Paraguai são empresas brasileiras.
Lula (PT) foi solenemente ignorado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apesar de suas tentativas, quem sabe, para conseguir um aperto de mão no G7, em Evian, na França.
Ele chegou na véspera, tentando cavar o encontro, mas foi inútil.
Trump não lhe deu espaço nem mesmo quando estavam a um metro de distância, enquanto os chefes de Estado e de Governo presentes procuravam se posicionar para a foto oficial.
O vexame do brasileiro foi construído por ele mesmo.
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Trump estava com as mãos lavadas.
Foi só isso.
Ficou com medo de apertar a mão de Lula.
E sujar de lama seus dez dedos com os nove dedos do descondenado.