SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

DEU NO X

PROMOÇÕES E EVENTOS

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O CORREIO DO DESGOVERNO: DEU ATÉ NA GLOBO

MARCELO BERTOLUCI - DANDO PITACOS

A NOVA MOEDA DOS BRICS

Fala-se muito na hegemonia do dólar, e no fim dessa hegemonia, e também no provável substituto que seria a nova “moeda do BRICS”. Ela já existe, embora muita gente se recuse a admitir, e chama-se bitcoin.

Vários economistas já definiram as propriedades desejáveis de uma moeda: deve ser estável, difícil (ou de preferência impossível) de falsificar, fácil de manusear, segura para guardar e, talvez o mais importante, não deve estar sob o controle de um governo que possa usar esse controle para inflacioná-la. Desnecessário dizer que praticamente todos os países ignoram esses economistas e mantém suas moedas próprias, inflacionadas e confiscáveis.

O dólar foi adotado como a moeda de referência para o comércio mundial em 1944, quando as demais potências estavam quebradas pelas despesas da 2ª Guerra Mundial. Isso seria fortalecido logo depois com o acordo firmado por Henry Kissinger com os países produtores de petróleo do Golfo Pérsico onde estes se comprometeram a só vender petróleo em troca de dólares.

Por algum tempo o arranjo funcionou, e com a progressiva informatização da economia, os títulos do tesouro norte-americano ocuparam o lugar que já havia sido das barras de ouro como reserva financeira dos países. O Brasil, por exemplo, tinha no ano passado 150 bilhões de dólares investidos nestes títulos.

Mas o mundo gira, a Lusitana roda, e hoje o dólar não é mais estável, nem seguro, nem está à salvo da inflação. Quando começou a guerra entre Rússia e Ucrânia, uma das primeiras providências do governo dos EUA foi congelar (ou confiscar, para quem preferir) os títulos que pertenciam à Rússia. Na mesma época, sob a desculpa de proteger a economia dos lockdowns da COVID, o FED produziu em dois anos mais dólares do que já haviam sido produzidos nos duzentos anos anteriores (mais de cinco trilhões).

O bitcoin não tem nenhum destes problemas: sua taxa de inflação é pré-determinada e conhecida por todos (atualmente, 0,8% ao ano, e diminuindo). Nenhum governo pode controlar, regulamentar, congelar ou confiscar bitcoins. Roubá-los é, na prática, impossível (salvo algum descuido do dono, o que nenhuma tecnologia pode resolver). Eles são uma reserva de valor que simplesmente ignora fronteiras e governos.

O mundo está percebendo que o sistema atual é insustentável. A maioria dos países ricos já está devendo mais de 100% do seu PIB, e todos continuam inflacionando suas moedas. A China, que na prática é quem importa dentro dos BRICS, já disse que pretende que sua moeda, o yuan, seja uma alternativa ao dólar, e que será lastreada em ouro. Seria um pequeno avanço. Mas continuaria sendo uma moeda estatal, controlada por um governo. E no mundo de hoje, o lastro em ouro seria complicado de colocar em prática: será que seria viável ficar transportando toneladas de barras de ouro de um lado para outro, de avião ou de navio?

O bitcoin resolve todas estas questões. Mas o ser humano tem uma propensão natural para não acreditar em coisas que sejam muito diferentes daquelas a que ele está acostumado, e o bitcoin é muito diferente do sistema que todos nós conhecemos nos últimos séculos. Por isso, muita gente duvida que ele sirva para grandes transações, ou acha que moedas digitais são coisa de contrabandistas e outros criminosos.

Bem, um acontecimento recente está agitando bastante essas convicções. Como se sabe, existe uma guerra não-declarada (mais uma!) entre Irã e Estados Unidos. Os EUA, como estão acostumados a fazer, estão impondo sanções econômicas a todos os aliados do Irã, sejam governos estrangeiros ou empresas privadas. O Irã, por outro lado, tem como maior trunfo o seu controle sobre o estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quarto da produção mundial de petróleo. Como retaliação às sanções norte-americanas, o Irã interrompeu o trânsito de navios no estreito e posteriormente anunciou que cobraria um pedágio (fala-se em um dólar por barril) para os navios que desejassem passar.

Mas como pagar e receber valores da ordem de milhões de dólares sem correr o risco de ter o dinheiro rastreado e bloqueado pelo governo dos EUA? Isso mesmo: o Irã está cobrando o pedágio em bitcoin. Grandes empresas da maior indústria do mundo, a indústria do petróleo, estão fazendo negócios com um governo soberano em bitcoin. E está funcionando.

O sistema de moedas fiduciárias, aquelas que são criadas e controladas pelos governos, se sofisticou tanto sob controle dos políticos que está desabando sob seu próprio peso. Cada vez mais pessoas estão percebendo que existem dois futuros possíveis: bitcoin ou caos.

DEU NO X

VIOLANTE PIMENTEL - CENAS DO CAMINHO

AS AVES NA CANÇÃO NORDESTINA

As aves ocupam um lugar central na música nordestina brasileira, funcionando frequentemente como metáforas para a seca, a saudade, a resistência do sertanejo e a beleza da fauna da Caatinga.

O grande Luiz Gonzaga, cognominado o “Rei do Baião”, foi fundamental em imortalizar diversas espécies em suas composições.

Aqui estão as principais aves citadas na canção nordestina:

Asa Branca (Patagioenas picazuro): Símbolo máximo do sertão, eternizada por Luiz Gonzaga, a Asa Branca representa a migração forçada pela seca e a esperança do retorno com a chuva.

Assum Preto (Tiaris fuliginosus): Cantado por Gonzaga, representa a tristeza e a escuridão, muitas vezes associadas a sertanejos cegos ou à própria melancolia do sertão.

Carcará (Caracara plancus): Ave de rapina que representa a força, a inteligência e a resistência do sertanejo, foi popularizada na voz de Nara Leão e na cultura nordestina.

Gralha-cancã (Cyanocorax cyanopogon): Conhecida como “cancão”, é considerada a “voz da caatinga” e figura em canções que retratam a paisagem seca.

Avoante ou Pomba-de-bando (Zenaida auriculata): Ave comum que forma grandes bandos no Nordeste, frequentemente mencionada em canções sobre a migração de aves na região.

Corrupião/Sofreu (Icterus jamacaii): Conhecido pelo seu canto melódico e plumagem amarela e preta, é uma ave emblemática da Caatinga.

Rolinha “Fogo Apagou” (Columbina squammata): Citada por Gonzagão, seu nome onomatopéico traz a atmosfera do sertão.

As canções que mencionam essas aves, especialmente as de Luiz Gonzaga, narram a migração do homem sertanejo, a esperança por chuvas e a dura realidade da seca no Nordeste. Muitas dessas aves, hoje, sofrem com a caça e a destruição de seu habitat.

Aves em Canções brasileiras:

É impossível falar de aves na música brasileira sem citar Asa Branca, canção eternizada pelo “rei do baião”, que retrata a severa seca do Sertão. Graças aos versos de Luiz Gonzaga, a Asa Branca se transformou no símbolo do Sertão. A música narra a migração do nordestino, fugindo do terror da seca, para não morrer de fome.

“A VOLTA DA ASA BRANCA”, outra canção belíssima do Grande Luiz Gonzaga, traz ao nordestino a esperança de ver a chuva cair de novo para que ele possa voltar para o Sertão.

DEU NO JORNAL

TORRANDO NOSSO DINHEIRO

Apenas nos últimos 30 dias, o governo Lula (PT) elevou para quase R$ 7 milhões os gastos com propaganda no Facebook e Instagram.

Entre 22 de março e 20 de abril a administração federal petista torrou R$ 6,86 milhões com 97 anúncios que ainda estão ativos nas redes sociais de Mark Zuckerberg.

O Governo do Brasil é, de longe, o maior anunciante do Facebook no País, à frente do Partido dos Trabalhadores (PT), que é atualmente o segundo maior anunciante da Meta no Brasil: R$ 936 mil.

Em cinco dias, apenas um anúncio do governo Lula sobre a carteira de motorista (CNH) custou US$ 125 (R$ 628) mil aos pagadores de impostos.

* * *

Se o governo luloso quiser usar o espaço desta gazeta escrota pra fazer propaganda, estamos às ordens.

Use e abuse!

Chupicleide está torcendo pra que ele tope.

E a gente vai cobrar bem mais barato que esses incríveis números citados na nota aí de cima.

Qualquer trocadinho será muito bem vindo.

E, acreditem, vamos garantir que Lula nunca mentiu e que o atual governo está excelente !!!

JOSÉ PAULO CAVALCANTI - PENSO, LOGO INSISTO

CONVERSAS DE ½ MINUTO (51) ‒ RELIGIOSOS

Lisboa. Mais conversas, hoje só com religiosos e afins, em livro que estou escrevendo (título da coluna). Volto a explicar. Estamos bem perto do fim. Os originais do livro já estão com a editora Topbooks, no Rio. Para revisar a ortografia (escrevo ainda pela velha), preparar o índice onomástico, definir capa, essas coisas de sempre. Ando já com saudades, ao perder esse encontro mensal com o leitor neste espaço.

Dom AGNELO ROSSI, cardeal. Foi visitar Fortaleza e o Bispo local perguntou

‒ Vossa Eminência está cansada?

E ele, que jamais teve familiaridade com as concordâncias do português,

‒ Morta…

ALBERTO TRABUCCHI, presidente do Círculo dos Juristas Católicos da Itália e ministro do Tribunal de Justiça da União Europeia. Ao ver homens procurando comida, no lixo da feira de Jaboatão (Pernambuco), me perguntou

– O Brasil é um país católico?

– Claro, professor, maior país católico do mundo.

E ele, sem alterar a voz, repetiu

– O Brasil é um país católico?

– Não.

Dom BASÍLIO PENIDO, Abade (o título vem do hebraico abbá, pai) do Mosteiro de São Bento (Olinda). História contada por Irmão José. Um frequentador da igreja reclamava das famílias de pedintes que ficavam assediando os fiéis ao chegar nas missas, mostrando filhos pequenos e dizendo que teriam doenças graves

– O pior, Dom Basílio, é que eles mentem muito.

– Não é tão grave, meu filho.

– Como?

– É que mentem para comer.

Padre EDWALDO GOMES, da paróquia de Casa Forte. Numa festa da Vitória Régia por ele fundada em 1978, tão popular que hoje é Patrimônio Oral e Imaterial do Recife. Luciana, nossa filha menor, depois de ouvir uma fala sua, decidiu elogiar

– Arretado!

– Cuidado com esse palavreado, Lulu.

– Padre Edwaldo, arretado pode?

E ele, depois de pensar um pouco:

– Poder pode, minha filha. Pode até mais. Pode arretado, merda, bosta, porra e puta que o pariu. Mas só isso, viu? Que, passou daí, é pecado.

* * *

No Hospital Memorial São José, parecia estar bem disposto

– Maravilha, pastor. Parabéns.

– Por quê?, amigo, estou aqui cheio de fios…

– É que o senhor passou a vida inteira se preparando para encontrar o Pai Eterno. E agora, quando isso é iminente, deve ser o homem mais feliz do planeta.

Vade retro, José, que não tenho pressa.

E se benzeu Pai, Filho, Espírito Santo.

Dom HÉLDER CÂMARA, arcebispo de Olinda e Recife. Algumas vezes ligava convidando para falar sobre algum tema que ainda não conhecia bem. Por querer sempre saber mais. Já em seu quartinho na Igreja das Fronteiras, e antes de entrar no assunto daquele dia,

– Pois é, meu filho, o homem troca de time de futebol mas não de opinião.

Achei graça porque se alguém havia mudado de opinião, pela vida, era o próprio Dom. Mas isso não disse, por muito gostar dele (tanto que celebrou nossas Bodas de Prata). Fosse pouco, também nunca vi ninguém trocar de time. Por isso, preferi observação mais amena

– Diga assim não, dom Hélder. Diga que o homem troca de mulher, mas não de opinião.

– O problema, meu filho, é que de mulher eu não entendo.

– O problema, meu dom, é que o senhor não entende nem de mulher, nem de futebol.

* * *

Pedinte bateu na sua porta, querendo roupas, que as dele estavam rasgadas. Dom Hélder lhe deu uma calça. Zezita, que foi sua guardiã (por toda vida), o censurou

– Mas dom Hélder, o senhor tem só duas calças.

– E o pobre, Zezita, que não tem nenhuma?

* * *

Esperando conferência que fariam no Porto Digital (Recife), os dois foram encaminhados a uma saleta. Dom Hélder disse estar cansado e pediu licença para cochilar um pouco. Acabou dormindo mesmo, e tão profundamente, que foi difícil de acordar. Silvio Meira, que não dorme fácil, pediu que dissesse como conseguia. E a explicação foi

‒ Fecho os olhos e penso no dedão do pé esquerdo. Em seguida, nos outros dedos. O mesmo no pé direito. E vou subindo. Quase nunca chego no joelho.

Se o amigo leitor quiser experimentar, fique à vontade.

JESSIER QUIRINO, poeta. Toda vez que vê avisos nos murais das igrejas, vai anotando. Segue relação que mandou de algumas dessas conversas paroquianas

‒ Para todos que têm filhos e não sabem, temos na paróquia uma área especial para crianças.

‒ O torneio de basquete das paróquias vai continuar com o jogo da próxima quarta-feira. Venham nos aplaudir, que vamos tentar derrotar o Cristo Rei!

‒ Na sexta-feira, às sete, os meninos do Oratório farão uma representação da obra Hamlet, de Shakespeare, no salão da igreja. Toda a comunidade está convidada para tomar parte nesta tragédia.

‒ Prezadas senhoras, não esqueçam a próxima venda para beneficência. É uma boa ocasião para se livrar das coisas inúteis que há na sua casa. Tragam seus maridos!

‒ Assunto da catequese de hoje, Jesus caminha sobre as águas. Assunto da catequese de amanhã, Em busca de Jesus.

‒ O coro dos maiores de sesse nta anos vai ser suspenso durante o verão, com o agradecimento de toda a paróquia.

‒ O mês de novembro finalizará com missa cantada por todos os defuntos da paróquia.

‒ O preço do curso sobre Oração e Jejum não inclui as refeições.

‒ Por favor, coloquem suas esmolas no envelope, junto com os defuntos que desejem sejam lembrados.

JESUS DE RITINHA (mãe) DE MIÚDO (pai), doutor em Ciência Política. Igreja (hoje Basílica) Nossa Senhora da Guia de Acari (RGN). Em sermão dominical na grande seca de 82/83, o padre Deoclides de Brito Dinis levantou as mãos para o céu e gritou

‒ Deus, eu peço que o Senhor mande uma chuva que cada pingo seja uma lata d’água.

Foi quando o sacristão, João da Mata, puxou na batina dele e disse baixinho, só que perto do microfone e toda igreja ouviu,

‒ Padre, seria um dilúvio!

E o padre Deó

‒ João, eu tô dizendo que é uma lata mas bem pequenininha, de Vick Vaporub.

Aquele remédio vendido para congestão, dores musculares e tosse.

Padre JOÃO PUBBEN, da Igrejinha das Fronteiras. Prometi uma caixa de vinhos e ele escolheu um português, Periquita. Mandei, junto com esse bilhete

– Todo homem de valor
Se revela pecador
Quando apreciador
De coisa boa e bonita.
Mas me causa estupor
Ver alguém como o pastor
Que é quase um Monsenhor
Sendo admirador
Dessa tal de periquita.

Dom JOSÉ TOLENTINO MENDONÇA, cardeal, que, em Lisboa, celebrou nossas Bodas de Ouro. Dia seguinte à sua posse, como cardeal, no Vaticano, ofereceu almoço para os amigos que lá estavam. Preparei discurso que começava assim:

– O treinador do Flamengo (à época), Jorge de Jesus, é também português. E hoje, no Brasil, Jesus é Deus. Os amigos de Tolentino são bem mais modestos. Não querem vê-lo como Jesus nem, muito menos, Deus. Para nós, basta que um dia ele seja Papa.

LILI FALÂNGOLA, empresária. Convidou uma parente, Madrinha Neiça, para festinha na sua casa. E a outra

‒ Sabe quando eu vou?, no dia de São Nunca.

Passa o tempo e Lili, num 1º de novembro, preparou churrasco pantagruélico. Chamou os amigos e, primeiro a chegar, foi a tal Madrinha

‒ Oi, e você não disse que só vinha no dia de São Nunca?

‒ Verdade, e é hoje, Dia de Todos os Santos.

Dom LUCIANO MENDES DE ALMEIDA, secretário-geral da CNBB. Ligou

– José Paulo, estou aqui (na CNBB) com uns sem-terra que querem conversar com o senhor. Os recebe?

– Claro, dom Luciano.

– Mas eles estão em camisas de mangas curtas, será que podem entrar no ministério (da Justiça) assim mesmo?

– Antes de responder, dom Luciano, me tire uma dúvida eclesiástica.

– Qual?

– Dar banana para bispo é pecado?

– É e você já pecou, meu filho.

– Como?, se não fiz nada.

– Pensamentos, palavras e obras, é a lei da Igreja. E acabei de receber uma banana, em pensamento.

– Mas lei tão antiga?, dom Luciano, ainda vale?

– Claro. E você por acaso pensa que a lei da Igreja é como a dos homens, mudando toda hora?

* * *

De nossos almoços, todas as quartas, guardo só lembranças boas. Como refrescos de laranja bem gelados. Ou o Bliss, que tomava sempre dom Ivo Lorscheiter no seu corpo de atleta. Ou a comida simples, com sabor caseiro

– Uma das coisas que não entendo na Igreja, dom Luciano, é a restrição à Gula. Como pode coisa tão boa, que é comer, ser pecado? E logo mortal?, um dos sete capitais.

Ele, com sua imensa capacidade de consensualizar, argumentou

– Você não conhece a Santa Gula?, meu filho.

– Que história é essa?

– É assim. Quando você come muito, e não quer que mais ninguém coma, é pecado. Mas quando você come, e quer que todo mundo coma tanto quanto você, é virtude. A Santa Gula.

MAURO MOTA, da ABL. Dona Santinha, sua irmã, tomava conta de outro irmão, Dom Mota, arcebispo de São Luís (Maranhão). Carola, quando escrevia cartas para Mauro começava dizendo

‒ São Luiz, cidade pagã…

Confessava-se todos os dias. Já meio surda, gritava seus pecados; e, o padre, a penitência. Para evitar constrangimentos acertaram que ela entregaria, no confessionário, papel com a relação dos pecados mortais cometidos na véspera. E o padre lhe mostraria placa onde estava sua pena ‒ sempre três Padres Nossos e três Ave Marias. Dando-se que certo dia Mauro furtou (subtraiu, talvez fosse melhor), de seu missal, os tais pecados e nos mostrou. Eram três

‒ Ontem, não rezei o Rosário completo.

‒ Olhei para trás na missa.

E, mais grave de todos,

‒ Tentativa de mau pensamento.

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